Projeto de iniciaçÃo científica



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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

Departamento de Letras Modernas

Área de Alemão: Língua, Literatura e Tradução

PROJETO DE PESQUISA

INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Análise lingüístico-histórica no processo de tradução da sentença judicial contra integrantes do

Die weiße Rose

Orientanda: Janaina Lopes Salgado

Orientadora: Profa. Dra. Tinka Reichmann

São Paulo

2011



SUMÁRIO





SUMÁRIO 2

1. Introdução 3

2. Justificativa 4

3. Objetivos 5

4. Perguntas de pesquisa e hipóteses 6

5. Síntese da literatura relevante 6

6. Metodologia 9

7. Cronograma 9

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 11


1. Introdução
Durante o período do regime nazista, além da aceitação massífica da população à ideologia ariana, houve também focos de resistência que foram sufocados e gradualmente eliminados pelo regime. Um deles é o grupo Die weiße Rose, do qual faziam parte os irmãos Scholl, Alexander Schmorell, Christoph Probst, Willi Graf, Prof Huber, entre outros.

Um dos documentos que registra a atuação desse grupo é o livro Die weiße Rose, organizado por Inge Scholl, irmã dos irmãos Sophie e Hans Scholl e ainda não foi traduzido para o português. A importância deste livro consiste na amplitude de informações sobre o grupo de resistência Die weiße Rose, como demonstra sua utilização, inclusive em escolas secundárias alemãs, como uma das leituras utilizadas para pesquisas históricas sobre um dos grupos de resistência contra o nazismo existentes na época.

Esse livro é uma coletânea de gêneros textuais (folhetos, ensaio, duas sentenças jurídicas contra os integrantes do grupo, relatos, notícias de jornal, etc.) referentes ao grupo de resistência Die weiße Rose, composto por estudantes universitários que, entre 1942 e 1943, atuou contra o regime através de panfletos produzidos e distribuídos em várias cidades do Reich pelos integrantes do grupo, na sua maioria estudantes universitários.

No ano de 2010 foi criado o Projeto A Rosa Branca: tradução de textos selecionados, fomentado entre outros pelo programa Ensinar com Pesquisa, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP). Em 2011, fui apresentada ao projeto e, houve o interesse de desenvolver uma pesquisa vinculada ao projeto A Rosa Branca.

Neste momento, visto que a primeira sentença publicada no livro Die weiße Rose já havia sido traduzida e analisada pela aluna Renata Benassi, houve a proposta de tradução da segunda sentença, também proferida pelo Tribunal do Povo (Volksgerichtshof) contra quatorze integrantes e colaboradores do grupo de resistência contra o nazismo. Alguns foram condenados à prisão enquanto outros, assim como os irmãos Scholl, à morte.

Este projeto de pesquisa está inserido no Projeto A Rosa Branca: tradução de textos selecionados, que tem como objetivo a tradução do livro por alunos de graduação em Letras (Alemão-Português) e, consequentemente, a reflexão e a aprendizagem de diferentes métodos de tradução requeridos pela variada gama de gêneros textuais presentes no livro através da elaboração de trabalhos de pesquisa.

Neste projeto, pretende-se analisar o texto escolhido em seus aspectos lingüísticos, em sua micro-estrutura, com vistas à tradução integral do mesmo, colaborando com o projeto de tradução do livro completo.

2. Justificativa

Este trabalho, em conjunto com os outros do projeto A Rosa Branca, colaborará com a divulgação em língua portuguesa, no Brasil, do material sobre um dos grupos de resistência ao regime nazista, o grupo Die weiße Rose. As sentenças presentes no livro exemplificam como o regime nacional-socialista reprimia os focos de resistência através de condenações pronunciadas pelo “Tribunal do Povo” (Volksgerichtshof), fundado por Hitler em 1934 – tribunal que, apesar de possuir o atributo “do povo”, funcionava como suporte do regime nazista sufocando quaisquer manifestações de resistência.

Além disso, a análise da micro-estrutura do texto, sempre tendo-o em vista como um todo, possibilita sua maior compreensão pelo tradutor, facilita a busca por formas mais adequadas de tradução do texto original para a língua-alvo, de acordo com os objetivos estipulados pelo tradutor, e evidencia diferenças lexicais e estruturais entre as línguas e, também, no caso deste projeto, entre os sistemas jurídicos, como fator cultural (Reichmann, 2009: 103).

A análise mais aprofundada de um texto, como pretende a micro-estrutural, possibilita a identificação de elementos tanto inerentes ao gênero textual do qual o texto faz parte quanto referentes as suas particularidades como objeto único. Isso significa que a tradução e análise a serem realizadas neste trabalho apontarão os elementos característicos de uma sentença judicial, além dos que estão intrinsecamente ligados à difusão da ideologia do regime nazista entre os alemães no período que compreende o regime.

A relevância de um trabalho como este está fundamentada na valorização da reflexão pelo tradutor da língua e cultura presentes no texto original, como procedimento necessário, antes e durante o processo de tradução, para se alcançar uma tradução que possa ser considerada adequada do texto original para a língua-alvo. Isto é, com essa reflexão contínua sobre o texto de origem durante o processo de tradução, é possível elaborar uma tradução que esteja de acordo com as características linguísticas e culturais da língua-alvo sem, no entanto, eliminar os traços específicos do texto original, adaptando o que for necessário para não comprometer o entendimento do texto por leitores brasileiros.

Em inúmeras passagens da segunda sentença transparece, através da análise micro-estrutural, a instrumentalização do Tribunal do Povo a favor do regime, o que torna necessário o conhecimento de sua contextualização histórica e a análise de elementos extra-textuais como os termos e/ou fraseologias provenientes do regime nazista, cuja manipulação do povo também era feita através da linguagem, como aponta o filólogo Victor Klemperer em seu livro LTI – A Linguagem do Terceiro Reich.1


3. Objetivos

O objetivo geral desta pesquisa é a tradução integral da sentença proferida pelo Tribunal do Povo contra os integrantes e colaboradores do grupo de resistência para, assim, viabilizar a publicação do livro A Rosa Branca e, conseqüentemente, divulgar o material presente nele, desconhecido pela grande maioria do público brasileiro.

Para tanto, é necessário, primeiramente, analisar sua linguagem para conseguir avaliar até que ponto ela é usada tão somente como instrumento da “Justiça” ou como instrumento de favorecimento ao regime.

Dentro deste objetivo geral, estabelecemos os seguintes objetivos específicos:



  1. Elencar as características principais da linguagem jurídica presentes na sentença;

  2. Reconhecer e definir a macro-estrutura da sentença;

  3. Analisar a micro-estrutura (termos, fraseologias, tanto provenientes da linguagem jurídica quanto da linguagem do regime nazista);

  4. Reconhecer que elementos apontam para a subjetividade na sentença;

  5. Adequar os elementos da micro-estrutura do texto alemão para o português.

Dessa forma, pretende-se estudar o texto escolhido em seus aspectos lingüísticos, em sua micro-estrutura, possibilitando a reflexão sobre como solucionar problemas de tradução decorrentes das diferenças entre as línguas alemã e portuguesa (tanto lexicais como estruturais).

4. Perguntas de pesquisa e hipóteses

Nessa pesquisa, pretende-se responder as seguintes questões:



  1. As características principais do texto original, no que tange à macro e à micro-estrutura, correspondem a qualquer outra sentença judicial?

  2. A ideologia nazista se manifesta, de alguma forma, na linguagem empregada na sentença?

  3. Se for o caso, quais serão as consequências para uma escolha adequada de tradução destas particularidades do texto entre as duas línguas (do alemão para o português)?

  4. Há marcas de subjetividade no texto em questão?

Considerando que o texto a ser traduzido possui particularidades divergentes de uma sentença judicial comum, formularam-se estas questões. A hipótese consiste na possibilidade de que o texto em questão possua uma macro-estrutura semelhante a uma sentença judicial, divergindo em sua micro-estrutura, a qual supõe-se estar permeada de elementos discursivos característicos da área jurídica, além de outros provenientes do discurso do regime.

Além disso, a análise da micro-estrutura também evidencia o uso da linguagem de forma subjetiva por meio de frases de caráter emotivo, modalizações e pontos de exclamação, elementos estes não esperados em um julgamento que deveria ser proferido e redigido com a imparcialidade característica de uma sentença, bem como de um juiz, que, necessariamente, deveria ser justo com os réus como com qualquer outro cidadão, como propõe um dos fundamentos da Justiça.


5. Síntese da literatura relevante

Com o desenvolvimento da ciência, desenvolve-se também um certo uso da linguagem. Isto se deve à necessidade de certas áreas do conhecimento humano (como direito, medicina, tecnologia p. ex.) de possuir um meio que possibilite uma descrição mais específica de seus objetos de estudo ou, até mesmo, de criá-los através de novas denominações. Esse meio é a palavra – em um sentido mais amplo, não apenas como item lexical – e, assim, desenvolvem-se usos diferenciados e elas se tornam, conseqüentemente, novas linguagens, chamadas de “linguagens de especialidade”, embora sua origem esteja na língua comum que fornece termos que são re-significados no contexto da especialidade a qual são destinados (Fluck 1996: 11-12).

Em Sander (2004: 1-4) lê-se que a linguagem de especialidade nasce e se renova constantemente a partir da língua comum (Gemeinsprache). Esta fornece a base gramatical e lexical àquela, cujas especificidades desenvolvem-se posteriormente através de conceitos, estruturas e significados específicos.

Ela é reconhecida e legitimada por sua funcionalidade como meio de comunicação e expressão entre especialistas de áreas de conhecimento como a tecnológica, médica e jurídica. Quanto a esta última, há dificuldades relacionadas à sua classificação, devido às várias interpretações a que pode ser submetida, pois cada sistema jurídico (mesmo se fazem uso da mesma língua) possui sua linguagem jurídica própria.

Cada sistema jurídico, portanto, possui uma maneira própria de utilizar-se da terminologia ou fraseologias, que o compõem. Como exemplo, podemos dizer que Brasil e Portugal utilizam-se da mesma língua, mas não que o fazem do mesmo jeito; a linguagem de especialidade jurídica utilizada em cada país, bem como seus sistemas jurídicos, são diferentes.

No caso da tradução, ocorre o mesmo. Segundo Reichmann (2010: 213): “Não se pode, portanto, verter termos jurídicos sem conhecer as particularidades dos respectivos sistemas jurídicos (...)”. Desta forma, cabe ao tradutor de uma sentença, como é o caso deste projeto, não somente conhecer a língua, assim como afirma Kupsch-Losereit (2005: 225), o tradutor precisa conhecer o funcionamento da linguagem jurídica bem como as diferenças entre as linguagens das nações com as quais trabalha, e precisa estar consciente de que cada nação utiliza a linguagem jurídica de acordo com sua própria legislação e sistema jurídico. Além das considerações acima, a autora divide o texto jurídico sentença em dois níveis de análise: macro-estrutura e micro-estrutura. O primeiro resulta do modo, seqüência e combinação das partes funcionais do texto (Kupsch-Losereit, 2005: 226), enquanto o segundo, dos meios lingüísticos com os quais são realizadas as funções comunicativas e as estruturas argumentativas.

Quanto à macro-estrutura, a ordem das partes funcionais do texto em uma sentença alemã é diferente da que aparece em uma sentença brasileira (cf. Reichmann, 2010: p. 214). Na sentença alemã, a ordem é: Abertura (Urteilseingang), Dispositivo (Urteilsformel), Relatório (Tatbestand) e Fundamentos (Entscheidungsgründe); na brasileira: Abertura, Relatório, Fundamentos e Dispositivo.

É no segundo nível que se encontram, geralmente, os problemas para a tradução. Nele evidenciam-se as particularidades das línguas pelos recursos lingüísticos utilizados, tais como: termos técnicos, arcaísmos, fraseologias, abreviações, expressões latinas jurídicas e não jurídicas, que dificultam a compreensão do texto por parte de leigos e também de tradutores (Reichmann, 2010: p. 201).

Segundo Kupsch-Losereit (2005: p. 227), cada parte do texto necessita de um procedimento de tradução diferente durante o processo tradutório. Enquanto a macro-estrutura é mantida, os recursos lingüísticos do texto a ser traduzido são adaptados a determinadas convenções da língua-alvo. Durante a tradução, serão escolhidos termos e expressões correspondentes da área jurídica provenientes de denominações da Justiça e de termos jurídicos (às vezes definidos em textos de lei) na língua-alvo que evidenciem as diferenças entre os sistemas jurídicos para que o leitor do texto-alvo não equipare, por engano, o sistema jurídico pertencente à nação da língua de partida com o seu próprio.

Porém, como afirma Reichmann (2010: p. 212), a língua não é monossêmica, podendo haver nela uma série de termos e conceitos jurídicos interpretáveis diferentemente em determinados contextos ou pela jurisprudência. As dificuldades passam a existir, como expõe Sander (2004: p. 3), quando o tradutor depara-se com um termo que não existe na língua-alvo ou, então, quando há nela inúmeras equivalências diferenciadas para o mesmo termo da língua de partida.

Quando não há equivalência lexical, o tradutor pode utilizar-se de recursos como: manter o termo original sem tradução (conveniente quando o termo é conhecido e compreensível para o destinatário da tradução) ou acompanhar de uma explicação o termo original situado entre parênteses; utilizar-se de paráfrases ou neologismos etc.

Portanto, cabe ao tradutor a tarefa de adquirir conhecimentos ou noções de Direito Comparado – visto ser necessário conhecer o funcionamento dos sistemas jurídicos envolvidos no processo tradutório – além de conhecer as diferenças nos usos da linguagem, sabendo diferenciá-los para, depois, traduzi-los de acordo com o sistema jurídico do qual fazem parte, utilizando-se dos recursos disponíveis conforme a necessidade, buscando sempre a tradução mais adequada para o seu público-alvo.


6. Metodologia

O objeto de análise deste projeto é a segunda sentença presente no livro de Inge Scholl. Tendo este texto como corpus, após uma análise de seu conteúdo e forma, optou-se por partir da macro-estrutura do texto, comparando-o com teorias sobre o gênero textual do qual faz parte, para a micro-estrutura.

Esse procedimento inicial terá como suporte os textos teóricos sintetizados acima, além de novas leituras a serem feitas durante o processo inicial de análise estrutural e lingüística do texto da sentença.

Este processo contará com a elaboração de capítulos específicos com reflexões sobre a linguagem jurídica, sua macro e micro-estruturas (composta de termos, fraseologias etc.), a ideologia manifestada pela linguagem do Terceiro Reich e, também, a subjetividade presente no texto original. Para tanto, serão utilizados dois meios: 1. consulta a um glossário elaborado pelos alunos envolvidos no projeto A Rosa Branca baseado no livro de Klemperer (2009) e 2. elaboração de uma lista de trechos da sentença com pontos de exclamação, adjetivação mais intensa, modalização ou expressões que contenham uma maior expressividade subjetiva do juiz,

Com isto, também será acrescentado um capítulo no qual se comentarão algumas das escolhas feitas durante o processo de tradução, bem como serão explicitadas as dificuldades enfrentadas para tomar tais decisões em casos como falta de equivalência entre termos / fraseologias da língua de partida para a língua-alvo sem prejudicar o sentido dos mesmos.

Além deste trabalho individual, haverá um trabalho cooperativo em que serão realizadas reuniões em grupo com os participantes do projeto A Rosa Branca para discussão de traduções e possibilidades das mesmas, complementação das pesquisas envolvidas, desenvolvimento de métodos de tradução e busca de soluções mais adequadas para problemas de tradução.


7. Cronograma







2011/2012




1° bim.

2° bim.

3° bim.

4° bim.

5° bim.

6° bim.

Leitura bibliográfica básica



















Análise lingüístico-estrutural prévia da sentença



















Leitura de bibliografia complementar



















Redação da tradução



















Análise micro-estrutural da sentença (mais detalhada)



















Redação do relatório parcial de pesquisa



















Apresentação no SIICUSP (nov. 2011)



















Redação do relatório final de pesquisa





















REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FLUCK, Hans-Rüdiger. “Gegenstände, Definitionen und innere Differenzierung der Fachsprache”. In: Fachsprachen: Einführung und Biographie. 5., überarb. und erw. Aufl. Tübingen: Basel: Francke, 1996, pp.11-12.


KLEMPERER, Victor. LTI. A linguagem do Terceiro Reich. Tradução de Miriam Bettina Paulina Oesler. Rio de Janeiro: Contraponto, 2009.
KRAUSZ, Luis Sérgio. “Consciência e inconsciencia do nazismo”. In: Pandaemonium Germanicum - Revista de estudos germanísticos, v.15, 2010, pp. 190-196.
KUPSCH-LOSEREIT, Sigrid. “Gerichtsurteile”. In: SNELL-HORNBY, Mary; HÖNIG, Hans; KUβMAUL, Paul; SCHMITT, Peter A. (hrsg.). Handbuch Translation. Tübingen: Stauffenburg, 2005, pp. 225-228.
SANDER, Gerald G. Deutsche Rechtssprache: ein Arbeitsbuch. Tübingen: Francke, 2004.
SCHOLL, Inge. Die Weiβe Rose. Frankfurt: S. Fischer, 1994.

REICHMANN, T. “Marcas culturais nas linguagens de especialidade”. In: Lusorama, v. 77- 78, 2009, pp. 103- 122.


REICHMANN, Tinka, “Reflexões sobre a linguagem jurídica brasileira e as conseqüências para a tradução”, In: Endruschat, Annette; Iken, Sebastião; Kemmler, Rolf (eds.), Portugiesische Sprachwissenschaft: traditionell, modern, innovativ. Tübingen: Calepinus, 2010, pp. 201-218.
Referências a serem pesquisadas
HAFT, Fritjof. „Der Volksgerichtshof“. In: Aus der Waagschale der Justitia. München:

Beck. 2009. 247-251.


RÄTSCH, Birgit. „Volksgerichtshof. Bühne für Prozesse einer willfährigen Justiz“. In: Hinter Gittern. Schriftsteller und Journalisten vor Volksgerichtshof 1934-1945.Bonn; Berlin: Bouvier, 1992, p.07-20.
SCHMITZ-BERNING,Cornelia. Vokabular des Nationalsozialismus. Berlin, New York: de Gruyter, 2000,p. 665.
VIELHABER, Klaus / Hubert Hanisch / Anneliese Knoop-Graf. Gewalt und Gewissen. Willi Graf und die "Weiße Rose". Würzburg: Echter-Verlag, 1963.
ZARUSKY, Jürgen. "Widerstand als Hochverrat: 1933- 1945. Eine mikrofiche- Edition des Instituts für Zeitgeschichte". In: Vierteljahrshefte für Zeitgeschichte. Oldenbourg Wissenschaftsverlag, out. 1994, pp.671-678.


1 Cf. artigo sobre o livro em KRAUSZ, Luis Sérgio. “Consciência e inconsciencia do nazismo”. In: Pandaemonium Germanicum - Revista de estudos germanísticos, v.15, 2010, pp. 190-196.



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