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PROJETO DE PESQUISA


TÍTULO DO PROJETO: Da poesia à teologia: Adélia Prado – poesia analisada na perspectiva da teologia de Marcela Althaus-Reid.

INFORMAÇÕES DA PESQUISADORA RESPONSÁVEL:

NOME: Genilma Boehler

ÁREA OU CURSO: Núcleo de Humanidades




LINHA DA PESQUISA: Teologia-Literatura-Gênero

Área de Concentração: Teologia

LOCAL DA REALIZAÇÃO DA PESQUISA: Belo Horizonte


RESUMO:

O objeto é a obra poética de Adélia Prado na perspectiva da Teologia Feminista, especificamente da teologia de Marcela Althaus Reid, examinando-se a linguagem, a escolha das palavras e das temáticas, das metáforas poéticas e literárias construídas pela autora, assumindo as linhas interpretativas filosófica, literária e antropológica.

A poesia é uma arte e a teologia uma ciência – quando elas se tocam, produzindo o diálogo, surgem novos lampejos que iluminam temáticas que fazem parte da vida. Analisar a poesia de Adélia Prado na perspectiva da teologia feminista de Marcela Althaus-Reid é revelar novos sentidos, pois a poesia “é um olhar sobre o mundo, sobre seus valores, suas condições. Ela é também, mas não formal nem diretamente, um juízo de valores, pois ela toma posição ante os mitos, coisas e realidades da vida e da sociedade. Ela denuncia ideologias, sofrimentos, hipocrisias, falsos valores, opressão, e prega novos valores.”1 A delicada diferença consiste nos aspectos articulados e, sobretudo, na forma de articulação; consiste, portanto, no tipo de conhecimento que daí deriva-se.

Ler a poesia na perspectiva da teologia – e da teologia de Marcela Althaus-Reid – significa uma análise a partir da experiência da fé, da fé política, feminista – sem reduzi-la à mera ferramenta de análise, mas resgatando na poesia a importância teológica que podem ter os dados científicos e artísticos. Definindo-se como uma teóloga indecente, Marcela propõe sua teologia desde as margens da sociedade, da igreja e das teologias sistemáticas – mas antes de tudo, desde a sexualidade das mulheres, especialmente das mulheres pobres – e estes ingredientes interessam-me para a análise da poesia de Adélia. Qualquer que seja a força de inovação da obra poética ou teológica, a composição de imagens e sentidos efetivadas por ambas enraíza-se em uma pré-compreensão do mundo, de suas estruturas inteligíveis, de seus recursos simbólicos e de seu caráter temporal – paradigmas para a interpretação do leitor.

Com esse enfoque, serão examinados vários aspectos ligados à poética de Adélia Prado como personagem, narradora, espaço, tempo, mito, estrutura e estilo, buscando compreender as vozes antropológicas, teológicas, sociais das obras que ecoam no universo da sua produção poética e onde tocam nas teologias feministas, pelo caminho do diálogo literário. Pode-se, assim, refletir comparativamente sobre as construções poéticas e teológicas, pensando em como elas se formam discursivamente e, sobretudo, como elas constituem sentido, em virtude de suas específicas referencialidades, temporalidade e maneira de construir memória.


  1. Objetivos:

6.1. Objetivos gerais

  • Analisar a poesia da escritora Adélia Prado na perspectiva da teologia feminista de Marcela Althaus-Reid.

  • Propor o diálogo entre poesia e teologia a partir da mulher como sujeito social, político, que determina suas escolhas, sua sexualidade.

6.2. Objetivos específicos

  • Abordar os estudos de gênero e analisar como a poesia de Adélia Prado está marcada por elementos teológicos e sócio-antropológicos que favorecem a ruptura com a cultura patriarcal e o imaginário androcêntrico, que naturaliza a desigualdade das relações entre os sexos.

  • Identificar na poesia de Adélia Prado fios dialógicos com a teologia de Marcela Althaus-Reid, a partir do estudo da intertextualidade.

  • Repensar os espaços que a poesia e a teologia proporcionam, como possibilidades de desconstrução das práticas normativas sexistas.




  1. Justificativa

Os limites desse projeto de pesquisa têm como universo e fronteiras a obra da poetisa mineira Adélia Prado dialogando com a teologia feminista de Marcela Althaus-Reid. O desafio é o de situá-la teologicamente, na árdua tarefa de tecer relações entre as linguagens da arte, da literatura, da poesia com o discurso especulativo conceitual próprio da teologia feminista.

Althaus-Reid escreveu Teologia com base teórica feminista, crítica, que ela mesmo nomeia como uma Teologia Indecente. O adjetivo indecente, contrário ao que muitos compreendem, qualifica a sua construção teológica que questiona as aberrações das teologias tradicionais quando negam o corpo, a sexualidade e, especialmente, manipulam a sexualidade condicionando a submissão e a negação da mulher.

Um outro desafio proposto é de construir uma abordagem que não seja repetição apenas de artigos, comentários, ensaios da poeta mineira, relacionando a sua religiosidade à sua produção. Abordar a linguagem da poesia e da teologia, organizando sentidos e imagens, respectivamente poéticos e teológicos, chegando a perguntar: que formas de conhecimento do tempo, dos níveis da realidade, das relações humanas, do fenômeno religioso, da fé são articuladas pelas imagens da poesia e pelas imagens da teologia? Que pontos de convergência e divergência existem entre estes dois tipos de imagens e que relações estabelecem no seu modo de articular sentidos?

Como bem afirmou Antonio Manzatto “a literatura torna-se viva na medida em que o leitor a decifra, a aceita, a interpreta, até mesmo a deforma.” 2 Neste sentido a Teologia dialogando com a Poesia, aproximando duas autoras com seu modo próprio de escrever, indica algo novo, na busca da interação dialética entre obra de Adélia Prado e da interpretação da teologia de Marcela Althaus-Reid.

Esse exercício se justifica pois não se trata de buscar feminismo em Adélia Prado. A autora não é uma escritora feminista pelo menos assim não se autodenomina3 – mas lida com a sexualidade, a eroticidade e a corporeidade articulando com o teológico, mas de um modo atípico, irreverente e crítico – e a partir da sua condição de mulher, lida e apreciada por feministas, portanto, espelho e sintonia na perspectiva teórica.

Adélia Prado expõe-se diante do mundo como mulher ao revelar seus desejos, medos, saudades, vergonhas e incertezas; como poeta é personagem de seus próprios textos, mostrando sem medo sua fé, sua eroticidade, sem dividir o corpo da alma, o sagrado do profano. Seus poemas são conversas com Deus, reflexões cotidianas e lembranças que vêm à tona espontaneamente, nos quais o ser humano consegue se reencontrar em sua totalidade e, sobretudo, em relação ao outro.

Analisar a produção poética de Adélia Prado na perspectiva da Teologia de Marcela Althaus-Reid – implica na configuração de novas epistemologias, visões de vida e projeções místicas que relacionam a experiência humana e sacro. Colhendo um pensamento de Beatriz de Moraes Vieira: “O que hoje opõe ciências e letras, diz Barthes, não é forçosamente o real e a fantasia, a objetividade e a subjetividade, a verdade e a beleza, mas apenas lugares diferentes de fala.”4 Portanto, são olhares de diferentes lugares, procurando rever paradigmas e paradoxos que envolvem as relações humanas com as respectivas influências religiosas e teológicas.

8.Formulação do problema:

A pesquisa lidará, permanentemente, com três elementos distintos:

1) A poesia, como arte, literatura; 2) A teologia como a ciência da fé, isto é, reflexão sobre a fé de maneira rigorosa, científica, inteligível, racional; 3) O feminismo enquanto categoria para a compreensão da poesia e da teologia a partir do gênero, do corpo, da sexualidade e da eroticidade5.

Portanto, trata-se da elucidação conceitual de três situações distintas: poesia, teologia, teorias feministas, dialogando e buscando sentidos entre si. Perguntando se é possível propor uma mesa dialogística entre esta tríade intrigante, com a suspeita de que há pontos de encontros entre elas.


Marcela Althaus-Reid afirma que “a sexualidade é um tema complexo; a teologia também. O contínuo intercâmbio e diálogo que as teorias sexuais, a sociologia dos relatos sexuais, o novo pensamento político e o pós-modernismo nos oferecem, junto com o círculo hermenêutico da suspeita, são elementos cruciais necessários em toda reflexão teológica que busca separar libertação e colonialismo, e teorias de qualidade de gênero de outras metas (ou buscas do Outro) relacionadas com a pluralidade e a diferença nas identidades sexuais.”6 Analisar a produção poética de Adélia Prado nessa perspectiva – significará um exercício hermenêutico de compreensão de sentidos a partir de uma escritora moderna, atual.

Uma outra suspeita, que me intriga, é de que a poeta não deixa de ser poeta indo à teologia, nem a teóloga deixa de ser teóloga indo à poética. Nem a poesia transforma-se em teologia, nem a teologia transforma-se em poesia.7 Trata-se de diálogos entre textos poéticos e teológicos – diálogo cuja permuta passará pela mediação dos conceitos feministas.



Abrir-se para o diálogo é abrir-se ao encontro com o outro, para falar um-ao-outro. No caso de Adélia Prado e Marcela Althaus-Reid a proposta do diálogo é sobre o corpo, a sexualidade, a fé, a religião (ambas são cristãs, católicas, latino-americanas e tiveram uma infância pobre) tendo-se a conexão interdisciplinar da poesia e da teologia. Portanto, o chegar aos poemas de Adélia Prado e analisar neles teologia e religião, transgressão, religião como opressão do feminino, mas também como possibilidade de poder do feminino é perguntar-se pela ferramenta hermenêutica, portanto a necessidade da escolha para fazer-se este caminho.


  1. Hipóteses

  • A criação literária depende, para nascer, de seu autor, mas ela não encontra seu senso completo senão no momento da leitura. Ela é composta para ser lida. Na tríplice relação autor/obra/leitor encontra-se o problema da significação e da compreensão da obra literária, de sua interpretação ou hermenêutica. Há sentido, portanto, ler a poesia de Adélia Prado – propondo o diálogo com a Marcela Althaus-Reid.

  • A teologia reveste-se sempre de um caráter histórico, o que significa que ela é situada e que pode progredir. Como toda ciência, a teologia procede por paradigmas, modelos e categorias, e mesmo se ela fala de Deus ela não pode pretender ser eterna e imutável.

  • A poesia pode oferecer à teologia ocasião para que seja feita uma reflexão acerca de Deus, não a partir do espaço eclesial, mas a partir do mundo, da vida, do corpo na medida em que apresenta a pessoa, a sociedade, a cultura.

  • A poesia não é uma apresentação do mundo, mas sim sua representação. Se ela interessa à teologia como mediação para a leitura do real vivido, isso acontece enquanto ela se esforça por abordar a problemática humana de uma forma que lhe é particular. É neste sentido que a obra poética pode ser teológica ou apresentar um poder teológico.

  • Os papéis de gênero são características e funções designadas ou atribuídas às mulheres e aos homens e a aceitação desses papéis como naturais nas culturas, nas sociedades. No decorrer dos séculos, as teologias cristãs do mundo ocidental influenciaram grandemente na configuração destes papéis, impondo modos de ser e de pensar que condicionaram o comportamento das mulheres – dando-lhes um lugar de submissão e subordinação – incluindo as regras relativas à sexualidade, como bem desejou a lógica do poder patriarcal. No entanto, surgem outras possibilidades de construções teológicas que rompem com o padrão estabelecido, abrindo frestas que possibilitam ver outros horizontes que favorecem a mudança na esfera da religião e conseqüentemente na cultura.

  • Nos poemas de Adélia Prado encontram-se religião e transgressão, religião como opressão do feminino, mas também como possibilidade do poder feminino – por isso não há como ignorar o fenômeno religioso que emoldura a obra desta autora.

  • Adélia Prado e Marcela Althaus-Reid utilizam a sexualidade para serem provocativas e para desacomodar o que durante séculos esteve proposto pela teologia clássica, mesmo a teologia da libertação, que ignorou a sexualidade como também possibilidade da comunicação do sagrado, do teológico.




  1. Quadro teórico:

Toda a poesia de Adélia Prado publicada até hoje – que recentemente fora reeditada pela Editora Record – encontra-se reunida em 13 livros – sendo seis de poesia, seis em prosa e um conto infantil. Seu nome completo é Adélia Luzia Prado de Freitas (Divinópolis MG, 1935). Formou-se bacharel em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis em 1970. Seu primeiro livro de poesia, Bagagem, foi publicado em 1976. Em 1978, seria lançado O Coração Disparado, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia. Publicou, entre 1979 e 1999, os romances Solte os Cachorros, Cacos para um Vitral, Os Componentes da Banda, O Homem da Mão Seca e Manuscritos de Felipa. Em 1999, os quatro primeiros romances foram publicados em Prosa Reunida. Fazem parte de sua obra poética Terra de Santa Cruz (1981), O Pelicano (1987), A Faca no Peito (1988), Poesia Reunida (1991) e Oráculos de Maio (1999). Seu último título é a publicação infantil com o título: Quando eu era pequena (2007), publicado pela editora Record.8


Essa listagem está sujeita a omissões, dada a dispersa produção literária da escritora, que tem trabalhos publicados com diversas editoras, sendo que de vez em quando deparo com alguma novidade como o título Vida doida publicado pela editora Alegoria em 2006, de Porto Alegre, RS. Normalmente são recompilações e não obras originais. Além das antologias que ressalto nas referências bibliográficas, palestras e entrevistas divulgadas em diversos livros e revistas.
Entendo que conhecer a obra de Adélia Prado é o primeiro passo para traçar o quadro teórico. Venho realizando essa leitura há algum tempo e sistematicamente.

Além da obra de Adélia Prado, há o que sobre ela está escrito. Há um vasto material que passa por entrevistas, artigos publicados em revistas e sites especializados, dissertações de mestrados e teses de doutorado. Boa parte deste acervo encontra-se indicada nas referências bibliográficas e considero como uma pauta fundamental para alcançar a meta na compreensão do pensamento de Adélia Prado.

O passo seguinte, no referencial teórico, trata-se da produção de Marcela Althaus-Reid. Ela é uma teóloga argentina, feminista, nascida em 1952 e falecida em 20 de fevereiro de 2009. Morou na Escócia nos últimos anos da sua vida, e atuou como professora de Teologia Contextual no New College, University de Edinburgh, com inúmeros trabalhos publicados. Essa autora representa a principal baliza hermenêutica para analisar os poemas de Adélia Prado na perspectiva da teologia feminista. Uma das suas obras que defino como principal tem como título: La Teologia Indecente – perversiones teológicas em sexo, género y política (2005), publicada pela editora Bellaterra, em Barcelona/Espanha. Outros títulos são: The queer God (2003), publicado pela editora Routledge, no Canadá; From Feminist Theology to Indecent Theology (2004), publicado pela SCM Press, em Londres/Inglaterra; Liberation Theology and Sexuality (2006), publicado pela ASHGATE, em Burlington, USA.

Além deste recorte teórico, são fundamentais as perspectivas das teorias feministas nas leituras de Judith Butler, Guacira Lopes Louro, Ivone Gebara, Elaine Pagels; Wanda Deifelt; Elizabeth Schüssler Fiorenza, Maria José F. Rosado Nunes, Marga J. Ströher entre outras. Estas escritoras, assim como alguns autores como Theodore W. Jennings Jr. e André Sidnei Musskopf darão a sustentação teórica para o projeto na sua totalidade, mas especialmente na última parte, quando será tratada a experiência poética e teológica como reinos de sentidos, que abordados na perspectiva feminista exigirão ser ditos em linguagem específica.

Como se trata do diálogo entre teologia e literatura para a interpretação do fenômeno religioso, entende-se como necessárias as leituras de autores e autoras que têm transitado nesta vertente, alguns da filosofia e outros da própria literatura, tais como: Martin Heidegger, Paul Ricoeur, Roland Barthes, Octávio Paz, Antonio Carlos Melo de Magalhães, Antonio Manzatto, Salma Ferraz além de David Tracy, Lucia Santaella, Mauro Faustino, entre outros que têm escrito sobre as tessituras, as interações e as convergências da literatura com a teologia ou outras áreas de saberes.


  1. Delineamento da pesquisa

Uma reflexão teológica a partir da obra de uma escritora, a partir da poesia, exige uma justificação epistemológica – portanto, este é o primeiro desafio – considerando que “toda literatura, escritura ou texto [...] constituem-se igualmente em tecidos de significantes, no próprio aflorar da língua.”9 Esse projeto propõe a análise dos escritos de duas autoras em perspectivas diferentes, mas que se encontram no objeto primeiro desta pesquisa, qual seja o reflexão crítica do fenômeno religioso e da teologia, nas perspectivas feminista, da sexualidade e sensualidade.

Parte-se do princípio de que a poesia é arquivo, registro e intérprete da memória religiosa no seu contexto sócio-antropológico e de que a teologia pode ser entendida como intérprete do fenômeno religioso no âmbito cultural mais amplo para além das fronteiras de uma confissão ou tradição10. Analisando o locus antropológico-cultural da escritora, podem ser resgatados sentidos poéticos que cruzam com as percepções, construções teológicas a partir da categoria de análise de gênero.

A corporeidade, a sexualidade, a sensualidade, a ambigüidade serão objetos de estudo – a partir das teorias feministas –nas pesquisas realizadas. Concede-se destaque específico para a hermenêutica bíblica feminista - portanto, oferecendo chão para uma caminhada analítica, teológica, com muitas possibilidades de encontros com o discurso poético da autora nas obras publicadas até agora. Além disso, a perspectiva bíblico-teológica que emoldura toda a obra de Adélia Prado será analisada na perspectiva das teologias feministas, mas não como um exercício último, possivelmente na seqüência da justificação epistemológica.

O objeto principal da pesquisa serão os textos das duas principais autoras: 1) Adélia Prado; 2) Marcela Althaus-Reid, procurando mapear os principais conceitos que ambas trabalham, para posteriormente traçar os cruzamentos e as perspectivas possíveis neste diálogo.



Para dar conta do mapeamento nesta perspectiva, proponho primeiramente a leitura dos textos de Adélia Prado e na seqüência dos textos de Althaus-Reid. Contarei com a ajuda de uma equipe, qual seja a/o aluna/o da iniciação científica e possivelmente uma/um colega, professora/professor que em mutirão debruçaremos sobre estes escritos extraindo a essência para a interpretação dos mesmos.

  1. Cronograma




CRONOGRAMA











Ago

Set

Out

Nov

De

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul







  1. Revisão bibliográfica

x

x





































  1. Leitura e estudo da bibliografia







xx

xx

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Xx

























  1. Divulgação dos resultados preliminares



















XX






















  1. Confecção de relatório






















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  1. Divulgação de resultados































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Observação: O resultado final no formato de artigo científico está previsto para junho e julho de 2010. Porém, proponho oferecer os resultados, como disciplina eletiva, para alunos/as interessados/as dos diversos cursos do Centro Universitário Izabela Hendrix, mas, especialmente alunos/as de Teologia, como uma Disciplina Eletiva.


9. ORÇAMENTO:




Obs.: Orçamento do Projeto (encaminhado em julho/09 para as vice-reitorias administrativa/acadêmica.

























DESCRIÇÃO

VALOR TOTAL




 

 




1 - Despesas com pessoal

-




Um (1) docente titular - 8 h/a

 




Um/a aluno/a de Iniciação Científica (20 horas semanais)

 




 

 




2 - Material de Consumo

-




Fotocópias de materiais para leitura ( 300 cópias)

 




 

 




3 - Material Permanente

-




Livros de Adélia Prado

 




Solte os cachorros. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979; Rio de Janeiro: Record, 2006

 




Cacos para um vitral. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980; Rio de Janeiro: Record, 2006

-




Os componentes da Banda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984

 




O homem da mão seca. São Paulo: Siciliano, 1999







Prosa Reunida. São Paulo: Siciliano, 1999

 




Filandras. Rio de Janeiro: Record, 2002







Quero minha mãe. Rio de Janeiro: Record, 2006







Manuscritos de Felipa. Rio de Janeiro: Record. 2007













10. Referências Bibliograficas
PRADO, Adélia:

Poesia

Bagagem. Imago, 1976; Rio de Janeiro: Record, 2006.

O coração disparado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978

Terra de Santa Cruz. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981

O pelicano. Guanabara, 1987; Rio de Janeiro: Record, 2007.

Oráculos de maio. São Paulo: Siciliano, 1999

A faca no Peito. Rio de Janeiro: Rocco; Rio de Janeiro: Record, 2007.

Vida doida. Porto Alegre: Alegoria, 2006.

Poesia Reunida, 10. ed, São Paulo: Siciliano, 2001.
Prosa:

Solte os cachorros. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979; Rio de Janeiro: Record, 2006

Cacos para um vitral. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980; Rio de Janeiro: Record, 2006

Os componentes da Banda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984

O homem da mão seca. São Paulo: Siciliano, 1999

Prosa Reunida. São Paulo: Siciliano, 1999

Filandras. Rio de Janeiro: Record, 2002

Quero minha mãe. Rio de Janeiro: Record, 2006

Manuscritos de Felipa. Rio de Janeiro: Record. 2007

Literatura infantil:

Quando eu era pequena. 4.ed. Rio de Janeiro: Record, 2007



Antologias

Mulheres & Mulheres. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978

Palavra de Mulher. Chapecó/SC: Fontana, 1979

Contos Mineiros. São Paulo: Ática, 1984

A poesia mineira no século XX, organização, introdução e notas de Assis Brasil. Rio de Janeiro: Imago, 1998.
Palestra

Arte como experiência religiosa: MASSIMI, Marina e MAHFOUD Miguel (Orgs). Diante do Mistério – psicologia e senso religioso. São Paulo: Loyola, 1999,



ALTHAUS-REID, Marcela.
La Teologia Indecente – perversiones teológicas em sexo, género y política. Barcelona: Bellaterra, 2000.
The Queer God. Canadá: Routledge, 2003.
From Feminist Theology to Indecent Theology – Readings on Poverty, Sexual Identity and God. Londres: SCM, 2004.
The Sexual Theologian – Essays on Sex, God and Politics. London : T& T Clark International, 2004
Liberation Theology and Sexuality. Burlington/USA: Ashgate, 2006.

ALMEIDA, Jane Soares de. Ler as letras: por que educar meninas e mulheres? São Bernardo do Campo: UMESP; Campinas: Autores Associados, 2007.


BARTHES, Roland. Mitologias. Lisboa: edições 70, s/a.

BAKHTIN, Mikhail. Problemas da Poética de Dostoiévski. São Paulo: Forense Universitária, 2008.

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
BETTO, Frei. Adélia nos prados do Senhor: Cadernos de Literatura Brasileira – Adélia Prado. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2000.
BINGEMER, Maria Clara Lucchetti e YUNES, Eliana (org.) – . Mística e poesia. Conferência com Adélia Prado - realizada no Centro Loyola e publicada pela Magis Revista de Fé e Cultura. Rio de Janeiro: Loyola: 2004, p. 2-31
BINGEMER, Maria Clara. A Argila e o Espírito – ensaios sobre a ética. Rio de Janeiro: Garamond, 2004.
BITENCOURT FILHO, José. Matriz religiosa brasileira – religiosidade e mudança social. Petropólis: Vozes; Rio de Janeiro: Koinonia, 2003.
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. 4 ed. São Paulo: Cultrix, 1993.
BRUNEL, P. et al. Que é literatura comparada? São Paulo: Perspectiva, 1995.
BUTLER, Judith. Problemas de Gênero. Feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
CANALLE, Cecília. Inspiração Divina e Inteligência Humana na Obra de Adélia Prado – um estudo sobre sua obra recente. FEUSP. Disponível em: http://www.hottopos.com.br/videtur11/aprado.htm Acesso em: julho de 2008

CASTELLO, Jose. Adélia Prado retoma o diálogo com Deus em dois livros. Entrevista para o Jornal Estado de São Paulo, 22/05/1999. Disponível em : http://www.jornaldepoesia.jor.br/castel15.html. Acesso em: julho de 2008.


GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método – traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Petrópolis: Vozes, 1999.
HEIDEGGER, Martin. A origem da obra de arte. . (Tradutora Maria da Conceição Costa). Lisboa: Edições 70, 1977. Biblioteca de Filosofia Contemporânea.
_____________ - Hölderlins Hymnen – “Germanien” und “Der Rhein”. Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann, 1980.
_____________-Les Hymnes de Hölderlin: La Germanie et le Rhin. Pais: Gallimard, 1988.
_______________ - A origem da obra de arte. (Tradutora Maria José Campos). Kriterium – Revista de Filosofia. Belo Horizonte: Fafich, 1986-1990. (Tradução de: Der Ursprung des Kunstwerkes)
HOHLFELDT, Antonio. A epifania da condição feminina: Caderno de Literatura Brasileira – Adélia Prado. São Paulo: Instituto Moreira Salles: 2006
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JENNINGS JUNIOR, Theodore W. Wesley e o mundo atual. São Bernardo do Campo: EDITEO, 2007.
LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho – ensaios sobre sexualidade e teologia queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
PAGELS, Elaine. Adam, Ève et le serpent. Flammarion. Tradução brasileira: Adão, Eva e a serpente. Rio de Janeiro: Rocco, 1988.
PEROTTI, James L. Hölderlin and the Essence of Poetry: Existence and Being. Indiana: Ohio University, 1974. p. 279, 284 e 285- (Traduzido e não publicado: sexto capítulo - Heidegger on the Divine- por Jaci Maraschin, para alunos/as de Pós-Graduação em Ciências da Religião da UMESP, 2005)

PORTELLA, Rodrigo. A mística poética de Adélia Prado: os sentidos de uma paixão: Revista Mandragóra: Gênero e Religião, São Bernardo do Campo, ano 8, n. 9, pp. 97-107, 2003.


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MAGALHÃES, Antonio C. M. Deus no Espelho das Palavras: Teologia e Literatura em Diálogo. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2009
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___________ - A metáfora viva. Porto: Rés, s/d
___________ - Ensaios sobre a Interpretação Bíblica. São Paulo: Novo Século, 2004.

SACCONI, Luiz Antonio. Minidicionário Sacconi da Lingua Portuguesa. São Paulo: Escala Educacional, 2006.


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SOUZA, Goimar Dantas de. O sagrado e o profano nas poéticas de Hilda Hilst e Adélia Prado. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2003.
STEINER, Neusa Cursino dos Santos. Prado Um poder infernal: a poesia de Adélia Prado. Dissertação de Mestrado, não publicada. São Paulo: PUC/SP, 2005
STRÖHER, Marga J, et al. A flor da pele – ensaios sobre gênero e corporeidade. São Leopoldo: Sinodal: 2004.
SüSS, Günter Paulo. Catolicismo popular no Brasil – tipologia e estratégia de uma religiosidade vivida. São Paulo: Loyola, 1979.
VIEIRA, Beatriz de Moraes. Poesia e História: diálogo e reflexão. Artcultura, Uberlândia: EDUFU, v.7, n. 10, jan-jun 2005.

Entrevistas:

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PRADO, Adélia. Entrevista: Cadernos de Literatura Brasileira – Adélia Prado. São Paulo: Instituto Moreira Salles: 2000
SOUZA, Sandra Duarte de; e, TOMITA, Luza. Gênero, Religião e Modernidade – Revista Mandrágora - Entrevista com Marcela Althaus-Reid. São Bernardo do Campo, ano 9, n. 10, pp. 90-94, 2004.
TAM Magazine. Artesã da Palavra. Revista TAM- , São Paulo, ano 3, n. 31, pp. 41-44, set. 2006.


1 MANZATTO, Antonio. Teologia e literatura. São Paulo: Loyola, 1994, p. 38

2 MANZATTO, 1994, p. 34

3 Confira o que diz Adélia Prado sobre o ser feminista: “Tenho tanta vergonha de ser feminista, só por causa dos homens é que eu sou, porque gosto deles demais. Homem é tão fraquinho, às vezes ser tão forte me cansa, me enfada e e eu brinco assim: na outra encarnação quero vir homem. É brincadeira mesmo, porque não sou espírita e a metempsicose me dá mais canseira ainda. O negócio comigo é na ressurreição da carne, direto como uma estrela apaga e acende. Como eu ia dizendo, homem é fraco e mulher é forte, fortíssima. Move os dedos do pé, ele diz: meu amor. Move os lábios ele diz: casa comigo. Move o que está fadado a mover-se, ele diz: pede o que quiseres. Se a gente for doida pede a cabeça de João Batista numa bandeja de prata. Se for santa, não pede nada e vai transformando o mundo devagarinho, passando trator, deslocando, arando, semeando.” In: PRADO, Adélia. Prosa reunida. 2. ed. São Paulo: Siciliano, 2001, p. 69 (do livro Solte os Cachorros).

4 VIEIRA, Beatriz de Moraes. Poesia e história: diálogo e reflexão. ARTCULTURA: Revista do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, v. 7, n.10, p 11, Jan.Jun/2005.

5 Insisto na distinção da sexualidade e da eroticidade perseguindo as idéias de Octávio Paz que afirma: “Erotismo e sexualidade são reinos independentes, embora pertençam ao mesmo universo vital. Reinos sem fronteiras ou com fronteiras indefinidas, mutantes, em perpétua comunicação e mútua interpenetração, sem jamis fundir-se inteiramente.” In: PAZ, Octávio. Um mais além erótico: Sade. São Paulo: Mandarim, 1999. p. 22.

6 ALTHAUS-REID, 2000. p. 22

7 parafraseando NUNES, Benedito. Hermenêutica e poesia – o pensamento poético. Belo Horizonte:UFMG, 2007. p. 15

8 Informações pormenorizadas da obra de Adélia Prado, encontram-se nos seus próprios livros reeditados pela editora Record, em que, além de uma breve biografia, estão inseridos dados sobre suas publicações. Cf. PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Record, 2006.

9 VIEIRA, 2005, p.12

10 Faço uso nesta afirmação, do resumo presente no seguinte artigo: MAGALHÃES, Antonio Carlos de. Representações do bem e o mal em perspectiva teológico-literária: reflexões a paritir de diálogo com Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa. Estudos da Religião, São Bernardo do Campo, ano 17, n. 24, p. 81, jun. 2003.







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