Projeto pedagógico do curso de licenciatura plena em letras-língua portuguesa manaus 2017



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3. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

3.1 Dados de Identifcação

Denominação do Curso: Licenciatura Plena em Letras

Forma de Ingresso: Processo Seletivo

Número de Vagas: 100 vagas anuais

Número de alunos por turma:Máximo de 50 (cinquenta) alunos/turma

Diploma Conferido: Licenciado em Língua Portuguesa

Modalidade: Ensino Presencial

Prazo mínimo para integralização do curso: 4 anos

Carga horária mínima: 3.220

Regime Letivo: Semestral

Turno de Oferta: Noturno

Turno de Funcionamento: Noturno

Endereço de funcionamento do curso: Av. Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras - CEP: 69058-030
O aluno ingressa no curso, por meio do processo seletivo (vestibular) e por transferência entre instituições, mediante a realização de uma avaliação de conhecimentos específicos do curso e análise da matriz curricular. Poderá também ingressar no curso o aluno graduado na mesma área, mediante avaliação, dependendo da existência de vagas.

3.2 Breve Histórico do Curso

O curso de Licenciatura Plena em Letras da Universidade Nilton Lins foi instituído pela Portaria GR 04, de 10 de agosto de 2001, com o objetivo de formar professores de Língua Portuguesa para as escolas do Ensino Fundamental e Médio e pesquisadores da área de Letras em geral. O curso passou por reconhecimentos e credenciamentos pelo Ministério da Educação nos anos de 2005 (Portaria MEC n. 3317 de 26/09/2005) e 2012 (Portaria MEC n. 286 de 21/12/2012).

O curso passou a participar do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), oferecendo aos alunos selecionados a oportunidade de desenvolver atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente do Curso de Letras e de um professor da escola pública onde se desenvolve o projeto do PIBID.

O curso também esteve presente em todas as edições do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) em que a área de Letras foi contemplada, nos anos de 2005, 2008, 2011 e 2014.

No ano de 2014, o curso de Letras da Universidade Nilton sofreu uma mudança de regime: passando do sistema de créditos para o seriado. Essa modificação visou reduzir o índice de abandono e desperiodização dos alunos, uma vez que o sistema seriado “tranca” o discente em um período se ele não obtiver o mínimo de 70% de aprovação das matérias, podendo prosseguir apenas após cumprir as pendências.

Em 2015, o curso passou a trabalhar para aprovação de sua modalidade em Educação a Distância (EaD), produzindo e revisando materiais didáticos impressos e audiovisuais. Os docentes que integraram o projeto participaram de um processo de formação a título de Especialização em Tutoria e Docência em Educação a Distância, a fim de estarem aptos para atuarem neste novo modelo de ensino.

Desde o início de suas atividades, o curso de Licenciatura Plena em Letras promove a Semana Acadêmica de Letras, em que reúne alunos, docentes e pesquisadores internos e externos para debater temas relacionados à área como: as novas propostas de ensino das linguagens, pesquisa e produção acadêmica, dentre outros. A apresentação de trabalhos artístico-culturais também compõe essa Semana, destacando-se o Teatro, o Coral em LIBRAS e o Sarau nos quais os acadêmicos têm a oportunidade de expressar as habilidades . Por vezes, a Semana Acadêmica é integrada aos demais cursos de licenciatura da universidade (Biologia, Educação Física, História e Pedagogia), formando a Semana das Licenciaturas, que busca discutir em âmbito maior os desafios da Educação no Estado do Amazonas.

É desta forma, sempre se propondo a buscar soluções para os problemas da sociedade e a aceitar novos desafios que o curso de Licenciatura Plena em Letras da Universidade Nilton Lins contribui para a missão maior da instituição de “educar a Amazônia”.




3.3 Justificativa e Necessidade Social do Curso


O Amazonas é um Estado diferenciado pela sua biodiversidade e riqueza natural, como também pelo seu isolamento geográfico do restante do país. Sua capital, Manaus, é o sétimo maior município do Brasil, de acordo com o censo populacional 2010, abrigando na atualidade mais de 1,8 milhões de habitantes, com crescimento continuado. A região encontra-se em franco desenvolvimento e crescimento, tendo no comércio e negócios seu maior potencial econômico em atividade, além de um importante polo industrial, um polo de produção de gás natural e petróleo, além de mineradoras e atividades agroflorestais. No contexto educacional, a educação no Amazonas tem suas peculiaridades que se inter-relacionam com as dimensões sociais, econômicas, culturais, políticas e geográfica. Outra dimensão significativa é da diversidade sociolinguística, tendo em vista que a população amazônica é composta por cerca de 200 mil índios, oriundos de mais de 81 etnias diferentes, com culturas e línguas próprias.

Na dimensão sociolinguística, registrada historicamente, a relação dos portugueses com os indígenas foi de dominação não apenas cultural e socioeconômica, mas também linguística. Este tipo de dominação resultou em que centenas de línguas foram extintas e outra tantas encontram-se, ainda hoje, em processo de extinção, uma vez que as pessoas jovens da etnia já não falam a língua e os velhos estão morrendo ( levando consigo um conhecimento precioso, muitas vezes ainda não registrado pelos pesquisadores ). Uma mudança acontece a partir da Constituição da República de 1988 que assegurou aos indígenas a possibilidade de utilizarem suas línguas maternas nas escolas. Outras ações e iniciativas na política ocorreram como: a elaboração de cartilhas e materiais didáticos bilíngues nas escolas indígenas e na regulamentação das línguas indígenas como patrimônio material brasileiro. Outra política importante foi a valorização das línguas indígenas brasileiras -Lei Municipal n 145/2002, que estabeleceu as línguas Baniwa, Tukano e Nheemgatu como línguas co-oficiais do português no município de São Gabriel da Cachoeira no Amazonas. Além disso, a sociolinguística manifesta-se nas variantes linguísticas do homem urbano e do caboclo que habita nos interiores do estado, nos igarapés, rios e lagos.

A educação no Amazonas, principalmente dos interiores, se inter-relaciona com os aspectos geográficos, assim na historia da educação a formação dos professores ficou limitada por séculos a formação técnica do magistério e professores leigos pela ausência de acesso ao ensino superior. Neste contexto, o Curso de Licenciatura Plena em Letras tem contribuído com a missão de educar a Amazônia, formando profissionais da educação habilitados em Língua Portuguesa para atender a demanda do mercado. Sendo um dos precursores, o curso tem ingressantes dos mais diversos municípios do Amazonas, de estados que compõe a região Norte, da Amazônia Brasileira, dentre outros. Desta forma, compreende-se a necessidade da formação de professores de Língua Portuguesa com competências para transformar a realidade da educação na Amazônia, capazes de enfrentar os desafios da educação e do ensino do domínio das linguagens, das tecnologias para a participação no mundo da vida social e profissional, bem como no pleno exercício de cidadania.

A concepção do curso resultou de longas conversas e reflexões do grupo de trabalho que o desenvolveu, com a participação direta ou indireta, de reconhecidos profissionais de Letras, Pedagogia, dentre outras licenciaturas, os quais de maneira bastante representativa expressam o pensamento e as experiências dos profissionais que atuam em Manaus, buscando atender, na formação do futuro profissional, requisitos necessários a uma atuação incólume e apropriada à realidade educacional regional.

Fruto de reflexão coletiva, o PPC contempla as peculiaridades institucionais e locais para a formação de profissionais com excelência. Este documento considera, assim como os PPC dos demais cursos ofertados pela IES, as políticas de ensino, pesquisa e extensão definidas nos projetos oficiais da instituição, tais como o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), sem perder de vista o contexto regional onde o curso está inserido e o perfil do aluno que a instituição objetiva formar.

A criação do Curso de Licenciatura Plena em Letras – Língua Portuguesa em Manaus, nos moldes implantados na Universidade Nilton Lins, em função da forma plural e envolvente como foi concebido e como tem sido vivenciado, veio não só oportunizar a realização de uma experiência de formação de profissionais a educação capazes de entender a realidade da educação e do ensino da diversidade linguística amazônica e sobre ela atuar. Além do mais, possibilitar a todos que participaram do processo um repensar sobre as bases do ensino de Língua Portuguesa, da diversidade linguística amazônica, do uso das linguagens tecnológicas e contribuir para a busca de novos e aprimorados caminhos de uso das linguagens. A Universidade Nilton Lins reconhece a importância e a necessidade do curso de Licenciatura Plena em Letra e dos profissionais da educação por ele formados para a Região Amazônica, em especial para o Estado do Amazonas com seus 62 municípios.




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