Pronuncia e chandi samputs



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Pronunciação e Chaëòi Sampuös
SWAMI SATYANANDA SARASWATI

SHREE MAA

DEVI MANDIR

Pronunciação e Chaëòi Sampuös


Cada língua tem sua própria eficiência, particularmente expressiva da natureza daqueles que se comunicam naquela cultura. “Eu amo em Francês, canto em Italiano, dou ordens em Alemão e faço negócios em Inglês” era o que dizia um velho amigo. O Saàskåit é uma língua que descreve estados sutis de consciência. É particularmente eficiente como um modo de orar. Tem uma linguagem que permite a sabedoria e a devoção unirem-se em estados meditativos, capaz de serem expressos através de cada ação que realizamos. Poucas culturas pensaram sobre isso ou mesmo tiveram a oportunidade de experimentar semelhante qualidade de vida, e em conseqüência nunca desenvolveram um vocabulário para expressar isso. O Saàskåit o fez.

A função de qualquer linguagem é a comunicação. O Saàskåit é um meio eficiente para se comunicar com Deus. Mais que qualquer outra língua, é a que tem mais palavras para expressar a devoção, assim como os esquimós tem mais palavras para “neve”. O Saàskåit é repleto de vocabulário para devoção e nomes para Deus. A filosofia do Saàskåit proclamou: “Há Um Deus com Muitos nomes” e então a literatura encheu muitos e muitos volumes com os nomes.

Há apenas um critério para “Correto” entendimento e pronúncia do Saàskåit. Ramakrishna chamou de Vyäkulata, um desejo ardente, sentir tão intensamente que não se pode pensar em nada mais, ficar completamente tomado por ele, com um grau de sinceridade tão alto que nos faz excluir qualquer outro pensamento. Isso é o que distingue a “correta” pronúncia no Saàskåit. Qualquer coisa além disso pode ser assunto de debates sem fim, de chauvinismo regional, e mesmo filmes Bollywood, mas não é o real propósito do Saàskåit. Este debate tem acontecido através dos tempos. Há alguns que tomam a posição que “ Se você não pode pronunciar corretamente, é melhor não pronunciar.” E há outros que declaram que “é possível que algum mal aconteça a você se pronunciar incorretamente ou falar alguma coisa errada.”

Nós consideramos que tais declarações são tão absurdas e sem sentido quanto alguém dizer “A menos que eu dirija sua oração, ela não terá valor”, ou “Não será uma prece de verdade a menos que eu a lidere.” É absolutamente ridículo pensar que Deus não aprecia a sinceridade de nossos esforços, mesmo que possamos cometer erros técnicos. Os únicos exemplos nas escrituras, de pessoas que receberam efeitos adversos enquanto oravam foram aquelas pessoas que oravam por desejos egoístas. Em nenhum lugar há qualquer referência de danos para aqueles que se esforçavam em busca da auto purificação, sabedoria ou iluminação, e certamente também não para estudantes que estão tentando aprender como pronunciar corretamente.

Nossa meta não é treinar Puëòits. Nós estamos tentando inspirar os devotos ao redor do mundo para orar com sinceridade por bênçãos de boa saúde, pureza e paz para si mesmo e para o mundo, em qualquer língua, em qualquer tradição, qualquer lugar, sozinho ou com suas famílias, em seus próprios templos, em todos os templos, e sempre orar com todo fervor. Não buscamos por peritos em Saàskåit. Buscamos por seres humanos reais. Nosso critério é o desejo sincero de estar com o Divino. Portanto, este livro é uma tentativa de definir porque existem tantas diferenças entre as pronúncias. O que causou estes debates?. O que constitui pronúncia “correta”? De onde vem as diferentes versões das escrituras?

Por toda a literatura Saàskåit há inúmeros exemplos de mulheres que alcançaram um alto grau de santidade. Arundaté, Lopämudra, Anasuyä, Sétä, Çabari, e todas essas mulheres provaram que gênero e classe não são critérios para realização espiritual. A história de Satyakäma mostra que o nascimento não influi sobre a autoridade espiritual. Quem está autorizado a recitar as escrituras?

Iremos explorar algumas opções de disciplina espiritual usando a recitação do Chaëòi Päöh como nosso modelo.
A História de Välméki
Valméki foi o mais notório ladrão da Índia. Ele costumava atacar os viajantes em emboscadas ao longo das estradas do Norte da Índia para roubar-lhes todas as suas posses. Quem oferecia a menor resistência era morto. A reputação de Valméki se estendia para longe. Um dia um sannyäsi estava viajando por uma dessas estradas. Ao encontrá-lo, Valméki mandou que ele entregasse todas as coisas que possuía. O sädhu respondeu-lhe: “ Prometo entregar-lhe tudo se você responder-me uma única pergunta.”

“Faça sua pergunta” respondeu o ladrão.

“Aqueles com quem você compartilha as coisas que você rouba, também compartilham de seus pecados? Vá perguntar a eles. Eu prometo esperar aqui até você trazer me a resposta.”

Valméki foi para casa e perguntou à sua esposa: “ Mulher, você sabe o que eu faço para viver?”

“Não, meu marido. Eu só sei que seu dever é trazer comida para casa e meu dever é preparar o alimento e servi-lo para nossa família.” Foi a resposta.

“Bem mulher, eu sou um ladrão, um bandido famoso. Eu pilho, roubo e também mato pessoas para alimentar nossa família. Você irá compartir desses pecados que eu tenho acumulado comigo do mesmo modo que você compartilha do dinheiro que trago para casa?”

“Ó não! Eu não quero compartilhar de seus pecados. Você cumpre seu dever do jeito que você escolher e eu cumpro o meu. Mas eu não tomarei parte em seus pecados!”

Valméki foi até seus pais e perguntou:” Pais, vocês sabem o que eu faço para viver?” Os pais responderam: “ Não filho. Só sabemos que é seu dever trazer comida para casa e cuidar de nós como cuidamos de você quando você não o podia fazer por si mesmo.” Foi a resposta.

“Bem, meus pais, eu sou um ladrão, um bandido famoso. Eu pilho, roubo e também mato pessoas para alimentar nossa família. Vocês irão compartir desses pecados que eu tenho acumulado comigo do mesmo modo que vocês compartilham do dinheiro que trago para casa?”

“Ó não, filho! Não queremos compartilhar de seus pecados. Você cumpre seu dever do jeito que você escolher e nós cumprimos o nosso. Mas não tomaremos parte em seus pecados!”

Valméki foi até seus filhos e perguntou, “ Crianças, vocês sabem o que eu faço para viver?”

“Não, meu pai. Só sabemos que seu dever é trazer comida para casa e cuidar de nós, como cuidaremos de você quando você não mais o puder fazer sozinho.” .” Foi a resposta.

“Bem, crianças, eu sou um ladrão, um bandido famoso. Eu pilho, roubo e também mato pessoas para alimentar nossa família. Vocês irão compartir desses pecados que eu tenho acumulado comigo do mesmo modo que vocês compartilham do dinheiro que trago para casa?”

“Ó não Pai! Não queremos compartilhar de seus pecados. Você cumpre seu dever do jeito que você escolher e nós cumpriremos o nosso. Mas não tomaremos parte em seus pecados!”

Valméki retornou ao sädhu que estava esperando por ele na floresta e abatido disse: “ Ninguém quer compartilhar comigo de meus pecados. O que devo fazer para livrar-me de todos os pecados que acumulei?”

O sädhu respondeu: “ Há somente um modo de livrar-se dos pecados. Você deve cantar o nome de Räma.”

“ O nome de Räma” disse Valméki. “ O nome de Räma é muito sagrado, eu não posso repeti-lo.

O sannyäsi respondeu, “ Bem, então diga Märä, que significa corpo morto. Com certeza você pode dizer isso.!”

Valméki sentou-se e começou a repetir Märä, Märä, Märä, Märä, até que as sílabas se juntaram e tornou-se Räma, Räma, Räma, Räma. Ele tornou-se tão absorvido com o nome, que nem mesmo percebeu as formigas que se amontoaram sobre seu corpo. Ele continuava a repetir o nome de Räma. Quando despertou de seu samädhi, tornou-se conhecido como Valméki, Aquele que vem do formigueiro.

Valméki foi o autor do Rämäyaëa, e a história atesta a conversão do ladrão de estrada num santo. Embora sua pronúncia não era a correta, devido à sua sinceridade e absorção, Valméki alcançou uma realização espiritual ainda maior que a do sannyäsi que lhe deu a iniciação.

O Debate sobre a “correta” pronúncia do Saàskåit é tão velho quanto os Vedas. Mesmo o brähmaëa Deva Datta, quem estava realizando o Putreñöhi Yajïa, uma cerimônia de fogo para gerar crianças, reclamou da pronúncia de Gobhila, o sacerdote que presidia o ritual, “ Você está cantando como um tolo sem entendimento!”

Gobhila respondeu,


SavRPa[aiNa Mae }a dUza&Gae MahaMaTae

sarvapräëiñarére tu çväsocchväsaù sudurgrahaù



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