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PROJETO DE LEI Nº 565, DE 2016
Denomina "Profª MARIAZINHA CONGILIO" a Escola Estadual do Bairro Fazenda Grande, em Jundiaí.



A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º - É denominada “Profª MARIAZINHA CONGILIO” a Escola Estadual do Bairro Fazenda Grande, localizada na Rua Daniel da Silva nº 593, na cidade de Jundiaí.

Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICATIVA

A presente propositura objetiva prestar uma justa homenagem à Profª MARIAZINHA CONGILIO, denominando a Escola Estadual do Bairro Fazenda Grande, localizada na cidade de Jundiaí.

Nascida em 23 de agosto de 1928, em Planalto-SP, cursou o Magistério e formou-se em Letras, Orientação Educacional, Administração Escolar, Direito e Pedagogia. Fez curso de extensão cultural na Universidade de Londres. Dedicou-se à poesia e à prosa a partir dos anos 40, quando começou a publicar seus trabalhos na imprensa.

Em 1961 recebeu o título de Cidadã Jundiaiense e foi homenageada na sessão solene em comemoração ao “Dia da Comunidade Portuguesa”, nesta Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Grande escritora, publicou cerca de meia centena de livros, inclusive, editados no exterior. Podemos conferir aqui a relação parcial de suas obras: Crônicas - Conversa de Passarinho (1960); Retalhos de Rua (1963); Bem-te-vi na Janela (1964); Moço de Recados (1966); Gastando Tristeza e Não Pare na Pista (1967), Branco e Preto (1968); Nem a Favor, Nem Contra, Muito Pelo Contrário (1971); Siracusa, a Cidade Azul (1972); Vamos Mudar de Assunto? (1975); Amanhã será Hoje; E por Falar Nisso; Uma em Cima da Outra; Ciranda de Machado; Presença; Por este Mundão Afora; Raízes ao Vento; Viagens. Literatura infanto-juvenil - Brincando de Viver. Literatura juvenil - Aprendendo a Viver. Literatura infantil - Selma, a Sonhadora. Poesias - Cores do Pensamento (1973); Geografia do Amor; Raí Tecendo Esperas; Raízes ao Vento; Sinfonia do Tempo; Versos. Romance: Caxangá. Teatro: Dominó; Cravo Amarelo; A Medalha: C’est Moi; Denominador Comum; Teatro - 5 Peças.

No exterior, seus trabalhos foram publicados nas antologias Crônicas Brasileiras (Washington-EUA, 1970); Poesia del Brasile d’Oggi, (Palermo-Itália, 1969 e 1980); Antologia da Poesia Brasileira (Universitária Editora, Lisboa-Portugal, 2000). Em 1970 e 1972, foram publicados na Itália, traduzidos por Salvador D’Anna: Anche Questo é Brasile (crônicas) e Denominatore Comune (teatro). Em inglês, This is Also Brasil (Editora Kansã). Também foram publicadas as crônicas e poesias no Repertório Latino Americano (Buenos Aires, tradução de Francisco Bello); poesias na Revista Cultural do Japão (tradução de Mitsuko Kawai) e os livros Ciranda de Machado, Crônicas Brasileiras, Crônicas, Laços Desfeitos e Raízes do Imaginário em Portugal (Universitária Editora, Lisboa, 2000); Antologia dos Poetas Paulistas (Universitária Editora de Lisboa, 2001).

Em Jundiaí, participou com poesias nas coletâneas Nossas Poesias (1970); Poetas da Cidade (1970); Antologia de Poetas Jundiaienses; Momentos de Inspiração; Jundiaí Poética (1989); nas Coletâneas da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí; nas edições de Letras Acadêmicas, da Academia Jundiaiense de Letras, e na revista do Clube de Poesia. Vários de seus contos saíram nos livros Os Pensionistas I (1986), II (1992), III (1994), IV (1995 e V (1998) e na revista Voz Lusíada. Publicou, também, diversos ensaios sobre a obra de Machado de Assis. A partir de 1996, coordenou o seminário Tertúlias Sobre Machado, divulgando a obra do escritor brasileiro em encontros realizados na Embaixada Brasileira em Lisboa e nas Universidades de Lisboa e de Coimbra, em Portugal. Cidadã honorária e agraciada com a Ordem do Mérito pela Câmara Municipal de Jundiaí, Mariazinha fez parte das academias de letras de Santos e de Anápolis (GO); Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí; Academia Jundiaiense de Letras; Academia Juvenil de Letras e Artes de Jundiaí; Academia Jundiaiense de Letras e Ciências Jurídicas; Academia Piracicabana de Letras; Aca-demia Paulistana de História; Academia Cristã de Letras; Academia de Letras de Brasília; Ordem Nacional dos Bandeirantes; Academia do Mediterrâneo (Roma-Itália); Clube da Poesia; Movimento Poético Nacional; Pen Clube do Brasil e Clube dos Estados.

Por várias vezes presidiu ou participou da Comissão Municipal de Literatura de Jundiaí e por duas vezes integrou a diretoria da União Brasileira de Escritores Latino-Americanos, com sede em Ottawa-Canadá. Pertenceu, também, à Associação Paulista de Imprensa; ao Sindicato dos Escritores; ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e à Comunitá Europea dei Giornalisti, sendo desta representante no Brasil. Recebeu as comendas: Imperatriz Leopoldina (do Instituto Histórico e Geográfico); João Ramalho (do Instituto Genealógico Brasileiro); José Bonifácio; Gal. Alfredo Stroessner; Matilde Macedo Soares; Secretaria de Turismo de Siracusa (Sicília, Itália); Medalha Aretusa (Itália); Medalha Academia de Letras e Medalha Ruy Barbosa; Personalidade do Ano (Jornal da Cidade, de Jundiaí) e Comenda da Academia Internacional de Letras e Artes. Além de fundadora e primeira mulher a presidir a Ordem dos Escritores do Brasil, Mariazinha criou em São Paulo, em 1973, a Tertúlia Pensão Jundiaí, uma reunião de personalidades do meio cultural paulista.

Como jornalista escreveu crônicas semanais no Correio Popular de Campinas entre 1972 e 1979. Na revista São Paulo na TV escreveu por 6 anos páginas sobre televisão. Já no Jornal de Jundiaí escreveu a "Crônica Semanal" por mais de 10 anos, publicando também na página feminina a coluna "Mariazinha sempre aos domingos".

Por essas razões, não poderíamos deixar de prestar uma justíssima homenagem a essa personalidade que tanto contribuiu para o desenvolvimento educacional e cultural da cidade de Jundiaí, perpetuando o seu nome na Escola Estadual do Bairro Fazenda Grande.



Desta forma, conto com a colaboração e apoio dos nobres Pares para a aprovação da matéria.



Sala das Sessões, em 29/6/2016.
a) Luiz Fernando Machado - PSDB



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