Práticas enquanto estratégias de formaçÃO: o associativismo discente



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PRÁTICAS ENQUANTO ESTRATÉGIAS DE FORMAÇÃO: O ASSOCIATIVISMO DISCENTE

Ana Clara Bortoleto Nery


UNESP/Marília

neryanaclara@gmail.com

Apoio: Fapesp

Palavras-chave: Associativismo discente; Escola Normal; Cultura Escolar

Esta comunicação tem como objeto analisar o papel das associações de alunos das Escolas Normais paulistas, denominadas Grêmio Normalista, entre os anos de 1911 e 1921. As associações de alunos das escolas de formação de professores são representantes de uma significativa parcela das práticas desenvolvidas nestas instituições. Além de serem responsáveis por boa parte das atividades extraclasse, tais associações também se ocupavam da publicação dos periódicos dessas escolas. Estratégia de organização do campo e de conformação da profissão docente em São Paulo, essas associações de alunos eram intituladas Grêmios Normalistas. O associativismo discente, nas Escolas Normais, está atrelado à ação de João Lourenço Rodrigues, Oscar Thompson e João Chrysostomo Bueno dos Reis Junior, na Escola Normal da Capital. A partir de 1911 passa a ser atividade presente em todas as Escolas Normais do estado, tornando-se oficial a partir da Reforma de 1920. No entanto, seus propósitos se diferenciam, tomando feições próprias em cada período. Esta comunicação é resultado das pesquisas desenvolvidas no âmbito do projeto de pesquisa “Divulgando Práticas e Saberes: a produção de impressos nas Escolas Normais”, sob minha coordenação, na Unesp, campus de Marília. Com esta temática foram desenvolvidas uma dissertação de mestrado e uma tese de doutorado. Neste projeto evidenciou-se a presença de uma parcela considerável de periódicos publicados por alunos normalistas no estado de São Paulo, como resultado de uma prática associativa estimulada pelos agentes. Desta forma, compreender a constituição de um espaço específico – o grêmio normalista – a partir de um foco específico – os periódicos destas associações - , revelou-se atividade investigativa profícua. As fontes desta investigação são os periódicos Excelsior! (1911-1916), Raio Verde (1917-1918), ambos da escola Normal Secundária de São Carlos, e O Estímulo (1906-1927), da Escola Normal da Capital. Além dos periódicos, foram utilizadas fontes documentais como Annuario do Ensino (1909; 1921), atas dos grêmios e periódicos publicados pelos professores das Escolas Normais paulistas.

As associações de alunos das escolas de formação de professores são representantes de uma significativa parcela das práticas desenvolvidas nestas instituições. Além de serem responsáveis por boa parte das atividades extraclasse, tais associações também se ocupavam da publicação dos periódicos dessas escolas. Estratégia de organização do campo e de conformação da profissão docente em São Paulo, essas associações de alunos eram intituladas Grêmios Normalistas.

O associativismo discente, nas Escolas Normais, está atrelado à ação de João Lourenço Rodrigues, Oscar Thompson e João Chrysostomo Bueno dos Reis Junior, na Escola Normal da Capital. A partir de 1911 passa a ser atividade presente em todas as Escolas Normais do estado, tornado-se oficial a partir da Reforma de 1920. No entanto, seus propósitos se diferenciam, tomando feições próprias em cada período. No cenário mais amplo, o associativismo discente já era fato na segunda metade do século XIX, segundo Hilsdorf (1985). Para a autora, há um intenso movimento cultural acadêmico, que parte das associações de estudantes, na Província de São Paulo. A Faculdade de Direito, instalada no Largo São Francisco é o cenário privilegiado destes estudantes. Tal movimento é sinalizado pelo grande número de periódicos que publicam.

O associativismo discente nas Escolas Normais, em São Paulo, tem seu primeiro ensaio na Escola Normal da Capital quando esta estava instalada no Largo do Carmo. Pela proximidade, é possível inferir as influências exercidas pelos estudantes de Direito sobre os estudantes da Escola Normal. Assim é que, com a participação de João Lourenço Rodrigues, funda-se o Club Republicano Normalista. De teor político e combativo foi bem distinta da segunda associação. Sob a presidência de Oscar Thompson, enquanto aluno da Escola Normal da Capital, os normalistas criaram a Arcadia Normalista, uma associação que possuía reforçado viés literário e permaneceu sob a tutela do Estado.

As referências à Arcadia Normalista não se limitam ao seu estatuto. Aqueles que participaram de sua instalação em 1890, Oscar Thompson, João Crysostomo B. dos Reis Jr. e João Lourenço Rodrigues, tomam a Arcadia Normalista como estratégia muito mais ampla, uma experiência a ser repetida em minúcias. (SILVA, 2009, p. 51)

O grêmio literário dos normalistas de São Paulo tinha em seus estatutos a previsão de publicação de um periódico (RODRIGUES, 1930, p. 283). Batizado com o título de Revista de Instrucção, ficou sob a responsabilidade de Oscar Thompson, enquanto presidente da associação. Não encontrei dados sobre a publicação e o ciclo de vida deste periódico e também desta associação.

A terceira experiência agremiadora vivida na Escola Normal da Capital e a mais exitosa dentre estas foi o Grêmio Normalista 2 de agosto. Criado em 1906, no momento em que Oscar Thompson era o diretor da Escola Normal, esta associação parece ser o gérmen das que serão criadas nas demais Escolas Normais a partir de 1911. É possível supor que a participação de Thompson na Arcadia Normalista tenha motivado a criação do Grêmio Normalista 2 de agosto. Esta associação passará a publicar seu periódico apenas em 1911. O Estímulo será publicado até 1927, sendo provavelmente, testemunha das alterações sofridas pela associação de alunos da Escola Normal da Capital. Um dos indícios encontrados sobre o funcionamento dessa associação é que, em 1909, na constituição da diretoria do grêmio era prevista a ampla participação dos vários segmentos de alunos da instituiçãoi. A presidência ficava a cargo do aluno da escola secundária enquanto a vice-presidência era ocupada por um aluno da escola primária.

Com a criação das novas Escolas Normais Secundárias, a partir de 1910, e a transformação das Escolas Complementares em Escolas Normais Primárias, o Grêmio Normalista se institucionaliza. É provável que ele tenha se instalado em todas elas por força de uma orientação, ao que tudo indica, não-oficial do próprio diretor da instrução pública, Oscar Thompson. Não localizei registros oficiais indicando a organização das associações discentes, mas, parece ter se constituído como atividade obrigatória, haja vista que todas as escolas normais paulistas possuíam uma. Neste momento, as

gerações mais jovens de normalistas são enredadas em rituais formais e repetitivos, cultuando os heróis do período áureo e luminoso da instrução pública paulista (...) e suas respectivas realizações (...)

Disseminam-se grêmios normalistas, estandartes, hinos normalistas, jornais estudantis, conferências, discursos de formaturas, comemorações anuais, monografias históricas, poliantéias comemorativas, bustos, todos elementos decisivos na formação da auto-imagem socioprofissional do normalista. (MONARCHA, 1999, p. 240)

Os grêmios tornavam-se assim uma peça na engrenagem complexa da representação social do professor que se pretendeu constituir a partir da imagem do aluno-mestre. Como elemento essencial desta representação, começam a publicar periódicos, na maioria, em forma de jornais ou boletins informativos.

A associação de alunos foi instalada logo após o início das aulas em São Carlos.

Tão logo a Escola Normal Secundária de São Carlos é inaugurada surgem o grêmio normalista e sua revista, a primeira publicação da escola. (...) Por determinação do diretor da escola, no dia 27 de março de 1911, cinco dias após o início das aulas, todos os alunos reuniram-se com a finalidade da fundação de um grêmio literário e pedagógico a fim de “[...] exercitar-se na arte da palavra elaborando trabalhos litterarios e pedagógicos [...] [e] estreitar nos alumnos o vinculo de solidariedade e participação na sociedade”. (SILVA, 2009, p. 47-8)

Um indício bastante forte da influência do modelo instalado na Escola Normal da Capital está na Ata de fundação do Grêmio Normalista 22 de março, publicado nas páginas de seu periódico Excelsior! . Após a criação do Grêmio, numa solenidade presidida pelo diretor da escola, João Chrysostomo Bueno dos Reis Junior e com a possível presença de João Lourenço Rodriguesii – professor da Escola Normal de São Carlos -, houve a indicação, feita pelo diretor, de que o Estatuto da associação fosse igual ao da Escola Normal da Capital. Não é apenas o trabalho de instalação do Grêmio que conta com a participação do diretor ou de um professor da escola. As Atas do Grêmio Normalista de Piracicaba, são assinadas pelo professor Thales Castanho de Andrade. No caso da Escola Normal de São Carlos havia ainda a participação do Inspetor Geral da Instrução Pública, Oscar Thompson, fato indicado pela manutenção do financiamento da revista nos primeiros anos (PIROLLA, 1988, p. 53) e na fala de João Chrysostomo, depois de aprovada a criação do grêmio normalista em votação por maioria,

Sua Exa. [o diretor] a dirigir-se aos sócios, externando-lhes o contentamento que lhe ia n'alma por ter conseguido satisfazer um desejo do Dr. Inspetor Geral do Ensino, desejo que também era seu, fundando, em sua Escola, um Gremio litterario e pedagogico (CAMARGO & SANTOS, 1911, p. 6).

A participação da Inspetoria Geral da Instrução Pública indica grande interesse na instituição do grêmio normalista e, com certa urgência, em seu estabelecimento, uma vez que nos primeiros dias da instalação da escola já estava criado o grêmio literário e pedagógico. Mais do que a implantação de um grêmio há a preocupação explicita de Oscar Thompson em disseminar por todas as novas escolas o modelo de formação de professores desenvolvido na Escola Normal da Capital. O grêmio, pela suas características, se apóia num modelo tutelado de formação em que, para além das atividades curriculares, as atividades organizadas e desenvolvidas pelos alunos também são controladas pelo corpo docente.

Outro indício participação de professores está no fato de o grêmio conferir título se sócio honorário aos docentes. No estatuto aprovado em São Carlos consta que para “ser admittido socio é necessario ser alumno matriculado em o curso secundario da Escola Normal ou ser por ella diplomado (...) que tambem era de seu parecer que, a nenhuma pessôa que não seja ou não tenha sido alumna desta Escola, deve ser permittido associar-se ao Gremio então fundado” (CAMARGO & SANTOS, 1911, p. 6). Como a categoria de sócio honorário é concedida àqueles que prestam relevante apoio ou serviço à instituição que o outorga há, no diploma abaixo, o reconhecimento de que o Professor Antonio Firmino de Proença de alguma forma apoiava as atividades do Grêmio Normalista de São Carlos.



Figura 1- Diploma de sócio honorário ao professor Antonio Firmino de Proença, em 1913.

Fonte: acervo pessoal da família de Antonio Firmino de Proença

Por outro lado é notável o fato de ser vetada a participação de elementos externos à escola. Ainda que o grêmio normalista, assim como sua revista, tivesse por pressuposto a organização democrática – com organização estatutária elaborada ao modo do Grêmio Normalista da Escola Normal da Capital, com presidentes e vices, secretários e demais cargos eletivos entre os associados – a determinação do diretor de estabelecer a obrigatoriedade por parte dos normalistas a se associar e o direito à participação dos ex-alunos de escolas normais, configura sua estrutura de um modo bastante específico. Primeiro impõe a participação de todos os alunos, colocada como um dever, segundo, com o direito de participação garantido aos ex-alunos permite a entrada dos professores da escola, a grande maioria deles ex-alunos da Escola Normal da Capital, garantindo-lhes a atuação nas assembléias. A feição desta associação foi igualmente dada pelo diretor da escola na sessão de implantação. Para João Chrysostomo, a função precípua do grêmio era a de elevar a classe e a imagem do professor, além de aproximar a escola da sociedade local, numa ação de cunho artístico, sem nenhum teor político.

O grêmio normalista nas Escolas Normais paulistas pode não ter, apenas, se originado das associações de alunos, em São Paulo, que já eram patentes no século anterior e na experiência da Escola Normal da Capital. João Lourenço Rodrigues, enquanto Inspetor Geral do Ensino, realizou visitas às escolas americanas e lá se deparou com um tipo de organização discente. Com recomendações feitas por Oscar Thompson e Horace Lane para esta viagem aos Estados Unidos, Rodrigues diz que uma das coisas que o impressionou foi a “republica escolar”. Por meio delas os alunos exercitariam a vida republicana, constituindo uma espécie de governo, onde aprenderiam princípios fundamentais da educação cívica e da organização política do país. Mais do que formação cívica, segundo Rodrigues, a republica escolar “é antes de tudo um poderoso instrumento de educação moral. Seu objectivo é preparar a criança para exercer o selfcontrol, o governo de si mesmo; é fazer da criança uma unidade social, perfeitamente consciente e activa.” (ANNUARIO do Ensino, 1909, p. 214)

Como a viagem de Rodrigues foi orientada pelas indicações de Thompson, é provável que este também tivesse conhecido este tipo de atividade e implantado o grêmio na Escola Normal da Capital nos moldes da república escolar norte-americana. Daí a diferença essencial entre os objetivos das primeiras agremiações das quais Rodrigues participou e esta que se instala nas escolas normais paulistas.

Silva, ao analisar a atuação do Grêmio Normalista 22 de março afirma que

Mais que falar aos alunos, o professor deveria mostrar, exemplificar, dar a ver, reforçando que imagem do ex-normalista tornado administrador escolar de sucesso eram pontos importantes na revista e deveriam causar um impacto mobilizador e animador no alunado.

A imagem do jardineiro é a base dessa forma de ação do professor, reforçando que a escola deveria recriar o espaço da realidade, proporcionar o desenvolvimento natural com a eliminação do mal. Mostrar pontos negativos da sociedade que pudessem desviar o alunado da rota educativa traçada, pontos esses que deveriam ser evitados. Dessa forma, as explicações dos professores obedeciam aos limites considerados como a compreensão dos seus alunos. A posição do mestre, garantia o poder de decidir o que deveria ser dito ou não, o que seria necessário e o que seria desnecessário dada a compreensão que se alcançaria. São concepções que se desenrolam em torno da idéia que tinham de república representativa e liderança natural advindas da adaptação biológica e sociológica. Tais divisões ocorriam primeiramente da natureza da divisão professor x aluno e se desenvolviam até a relação entre aluno x aluno, com a defesa do leader, do timoneiro, do homem no papel dirigente e da mulher nos papéis secundários. Portanto, a liberdade anunciada na constituição do grêmio e sua revista, entidades que dariam voz ao alunado, são relativas ou muito limitadas, pois, as vozes que se ouvem primeiramente nesses espaços são as dos professores, apresentando uma forma de dirigir, conformadora, aconselhadora e diretiva. (SILVA, 2009, p. 51-2)


Muito próximo ao modelo de associação discente conhecida por João Lourenço Rodrigues nos Estados Unidos, parece ser o adotado em Portugal, no início do século XX. O self-government, princípio que baseou boa parte das associações de alunos em Portugal, tinha por principal premissa a autonomia dos educandos. Segundo Pintassilgo, no self-government, desenvolvido por Dewey, Kerschensteiner e Ferrière, residia a idéia de que a escola deveria funcionar como um laboratório onde a criança e o adolescente ensaiariam os movimentos básicos da vida adulta. Seu objetivo era a formação cívica e moral dos alunos.

A atribuição ao “self-government” da responsabilidade de formar cidadãos pressupõe a aceitação da concepção, associada às metodologias activas, segundo a qual a educação é obra dos próprios educandos, devendo corresponder a uma necessidade sentida e compreendida por eles. (PINTASSILGO, 1998, p. 244)

Não é possível estabelecer elos entre os princípios escolanovistas disseminados nas escolas portuguesas e as práticas agremiativas nas escolas normais paulistas. No entanto, ainda que não haja vínculos diretos com a Pedagogia da Escola Nova, a idéia de escola ativa já estava presente na instrução pública paulista, como observei no capítulo primeiro, pelas ações realizadas por Oscar Thompson. De qualquer forma, o grêmio parece ter funcionado como um dispositivo de formação por homologia, tal qual a função exercida pelas festas escolares e pela prática do escotismo. Segundo Frankfurt, era na organização e realização das festas cívicas e religiosas, na Escola Normal de Pirassununga, que os alunos-mestres aprendiam a fazer tais atividades para depois as realizarem nas Escolas Primárias (FRANKFURT, 2007).

Referências

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i Estes dados foram extraídos da Ata das Sessões do Grêmio Normalista 2 de outubro, registrada em 30 de outubro de 1909. Esta Ata foi localizada pela minha orientanda de doutorado Áurea Esteves Serra que desenvolve tese sobre as associações de alunos das escolas normais paulistas e portuguesas.

ii João Lourenço Rodrigues e João Chrysostomo foram nomeados por Oscar Thompson para assumirem a nova Escola Normal Secundária do estado, instalada em São Carlos.



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