Psicologia & Sociedade volume 0 número janeiro/junho 1998 issn 0102-7182 Índice



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Associação Brasileira de Psicologia Social- ABRAPSO

Psicologia & Sociedade
volume 10 número 1 janeiro/junho 1998 ISSN 0102-7182


Índice

5 Entrevista com Maritza Montero

23 CODINA, N. "Autodescripción del self en el TST: possibilidades y límites"

39 GÓIS, C. W. L. eXIMENES, V. M. "Epistemologia, caos e psicologia"

54 JOVCHELOVITCH, S. "Representações sociais: para uma fenomenologia dos saberes sociais"

69 MACÊDO, K. B."Sobre a politicidade e a dinâmica do poder nas organizações: um recorte psicossocial"

86 MEDRADO, B. "Das representações aos repertórios: uma abordagem construcionista"

104 NUERNBERG, A. H. e ZANELLA, A. V. "Cidadania no contexto da escolarização formal: contribuições ao debate"

113 NUNES JR., A. B. "Encontro divino: estudo qualitativo sobre a

experiência mística de monjas enclausuradas"

121 ROSA, M. D. "A psicanálise frente à questão da identidade"

129 SÁ, C. P., Bello, R. A. e Jodelet, D. "Condições de eficácia

das práticas de cura da umbanda: a representação dos praticantes no Rio de Janeiro"

Capa: Arte de Roberto Temin a partir de quadro "O jardim dos prazeres terrenos",

de Hieronymus Bosch (1450-1516) –Museu do Prado (Madri)
Psicologia & Sociedade

Vol. 10 número 1 janeiro/junho de 1998 ABRAPSO

PRESIDENTE: Elizabeth M. Bonfim

VICE-PRESIDENTES: Omar Ardans, Vânia Franco, M. de Fátima Q.de Freitas, Neide P. Nóbrega, M. da Graça Jacques.

CONSELHO EDITORIAL

Celso P. de Sá, César W. de L. Góis, Clélia M. N. Schulze, Denise Jodelet, Elizabeth M. Bonfim, Fernando Rey, Frederic Munné, Karl E. Scheibe, Leôncio Camino, Luis F. R. Bonin, M. de Fátima Q. Freitas, M. do Carmo Guedes, Marília N. da M. Machado, Mario Golder, Maritza Monteiro, Mary J P. Spink, Pablo F. Christieb, Pedrinho Guareschi, Regina H. F. Campos, Robert Farr, Silvia T. M. Lane, Sylvia Leser de Mello.

EDITOR

Antonio da Costa Ciampa



EDITOR ASSISTENTE Cecília P. Alves
COMISSÃO EDITORIAL

Antonio da Costa Ciampa, Cecília P. Alves, Helena M. R. Kolyniak, J. Leon Crochik, Marcos V. Silva, Marlito de S. Lima, Mônica L. B. Azevedo, Omar Ardans, Salvador A. M. Sandoval, Suely H. Satow.

ADMINISTRAÇÃO

Helena M. R. Kolyniak

EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Hacker Editores/Fabiane Villela Marroni
ARTE DE CAPA

AREA
IMPRESSÃO

Artcolor

JORNALISTA RESPONSÁVEL Suely Harurni Satow (MTb 14.525)


Correspondência redação:

Rua Ministro Godói, 969 - 40 andar - sala 4B-03 - CEP 05015-000

São Paulo SP fone/fax: (011) 263-0801- E-mail: pssocial@exatas.pucsp.br E-mail do Editor:acciampa@exatas.pucsp.br

ASSINATURAS: VIDE PÁGINA 157

(c) dos Autores

Solicita-se permuta/exchange desired

A revista Psicologia &Sociedade é editada pela Associação Brasileira de Psicologia Social- ABRAPSO.

Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião da revista.


Psicologia & Sociedade volume 10 number 1 january/june 1998 ISSN 0102-7182

Summary
5 Interview with Maritza Montero

23 CODINA, N. "Selfdescription in TST: possibilities and limits"

39 GÓIS, C. W. L. eXIMENES, V. M. "Epistemology, caos and psychology"

54 JOVCHELOVITCH, S. "Social representations for a phenomenology of social knowledge"

69 MACÊDO, K. B. "Politics of power in organizations: a psychosocial view"

86 MEDRADO, B. "From representations to repertories: a construcionist perspective"

104 NUERNBERG, A. H. e ZANELLA, A. V. "Some contributions to the debate citizenship in formal education context"

113 NUNES JR., A. B. "Divine encounter: a qualitative study on the mystical experience of cloistered nuns"

121 ROSA, M. D. "psychoanalisis and the question of identity"

129 SÁ, C.P., Bello, R. A. e Jodelet, D."Effectiveness of umbanda's

healing practices: practitioners representations in Rio de Janeiro"


EXPERIENCIAS COMUNITARIAS EXITOSAS? ... AMÉRICA ESTÁ LLENA DE ELLAS"

Entrevista com Maritza Montero

(por Bader Burihan Sawaia e Marlito de Sousa Lima)
É com muita satisfação que apresentamos ao leitor uma entrevista sobre psicologia social comunitária realizada com Maritza Montero, psicóloga social da Universidade de Caracas.

No Vol. 8, no1, desta revista, foi publicado artigo dela sobre "Paradigmas, comentes y tendencias de la psicología social finisecular". O motivo de sua presença constante na revista é o de ser, hoje, a principal articuladora e batalhadora da psicologia social, na atualidade. Seu trabalho em prol de nossa ciência é reconhecido mundialmente. Em 1996, recebeu o Prêmio Interamericano Científico - língua espanhola, atribuído pela SIP, dada a relevância de sua produção científica à psicologia, especialmente de língua portuguesa e espanhola, nas suas diferentes dimensões - teórica, prática e metodológica.

Maritza é estudiosa e pesquisadora incansável. Seus textos publicados regular­mente, sempre respondem nossas angústias e dúvidas, pois conhece a fundo os problemas enfrentados em cada parte do mundo e, com sensibilidade, traz suas pesquisas e reflexões para orientar o debate dentro da psicologia social. Ela é uma psicóloga do mundo, crioula.

Percorre todas as Universidades que têm psicologia social comunitária Criou o grupo de trabalho nessa área, na SIP, em 1990, tendo sido sua presidente com competência e dedicação até 1997, período em que a psicologia social comunitária adquiriu um lugar sólido dentre as áreas de conhecimento da psicologia e aumentou sua publicação, ajudando a divulgar a práxis da psicologia engajada na luta contra todas as formas de exclusão.

Na Venezuela, coordena trabalhos de extensão comunitários, especialmente com crianças, faveladas, voltados à educação e conscientização.

Tem inúmeros textos produzidos e compilou outros tantos, para expor e divulgar pesquisa e idéias frutíferas em psicologia comunitária, de todas as partes do mundo.

Ela realiza na sua particularidade de pessoa a síntese que todos almejamos como ideal da práxis da psicologia social comunitária: a ética do compromisso, da solidariedade, a competência científica e a beleza da arte.

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Com uma formação sólida em psicologia e história, aliada à uma vocação ético­político indestrutível e uma paixão pela psicologia comunitária e as conexões inter­nacionais, trouxe para dentro da psicologia as teorias consideradas marginais, dialogando diretamente com a psicologia anglo saxônica, a psicologia francesa e a latino­americana, o que permitiu liderar um movimento de revisão conceitual e prática da psicologia social a partir de pesquisas, propostas de ação, criação de espaços institucionais e debates internacionais, que redundou na criação de um corpo teórico­metodológico sólido, hoje adotado como leitura obrigatória em diferentes países.

Colaborou ativamente com a fundação e sedimentação da SIP e das associações nacionais de psicologia social.


PREGUNTA: ¿Psicología comunitaria O psicología social comunitaria?
RESPUESTA: Las dos denominaciones coexisten. Históricamente, el nombre "Psicología comunitaria" antecede al de Psicología Social Comunitaria, ya que en su versión anglosajona, creada a mediados de los afios ' 60, se trata de un producto colectivo, resultado de las discusiones, reflexiones e intento de responder a la crisis de la psicología como disciplina no sólo ligada a lo psicobiológico, sino también a lo social. Y en tal sentido incluía los esfuerzos y propuestas de psicólogos clínicos, de la educación, de la salud y también sociales. Se planteaba entonces la necesidad de hacer una psicología que incorporase a la comunidad, que se dirigiese a la comunidad; que de alguna manera respondiese a las expectativas y problemas de las comunidades.

La denominación "Psicología Social Comunitaria" surge mas tarde y creo que los primeros en utilizarIa con claridad conceptual son los puertorriquefios, quienes desde mediados de los afios 70 habían desarrollado un campo de trabajo que tenía como raíz y como apoyo a la psicología social, a sus conceptos y a sus teorias, redefinidos, revisados, a la luz de la acción transformadora con comunidades. Quienes en otros países de América Latina iniciábamos para esa época una práctica semejante, no siempre lo hicimos bajo ese nombre. Durante dos o tres afios oscilamos entre la psicología social, a secas, y denominaciones tales como "desarrollo comunal", "desarrollo comunitario", "organiza­ción popular", "psicología comunitaria". En esos primeros momentos no había una clara conciencia de estar generando una rama nueva de la psicología. Se trataba de crear otra forma de reaccionar ante la crisis de una psicología social que cada vez era mas socialmente insensible, que

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dejaba los actores sociales fuera de los procesos de decisión y transformación, como si fuesen meros espectadores de los fenómenos sociales.

Pero ya para 1980 habíamos comprendido que era un nuevo desarrollo, no solamente práctico, sino también teórico - La práctica efectiva produce reflexión teórica; Ia teoria reflexiva produce nuevas prácticas. Como dijo Kurt Lewin, nada hay mas práctico que una buena teoria, lo que podemos complementar diciendo que nada produce mejor teoria que una buena práctica.- Así, al igual que lo venían haciendo en Puerto Rico, este desarrollo tuvo sus bases en la psicología social. Una psicología social sometida a crítica, redimensionada, en la cual los aspectos ontológicos, epistemológicos y metodológicos sufrirían una profunda transformación, a fin de poder responder al reto inicial de su nacimiento: ser una psicología para la transformación social.

Creo que lo que hago es Psicología Social Comunitaria. También es lo que hacen muchos colegas en América Latina, en algunos lugares de EE.UU., Canadá y Australia. Pero al lado de esta tendencia desarrollada en nuestra parte del continente americano, existen otras, mas o menos asistencialistas, complementarias de proyectos institucionales, con énfasis en lo que se ha llamado "Salud mental en la comunidad, y que ha generado, mas recientemente, una línea de "Salud comunitaria"; o bien realizadas desde organizaciones, en organizaciones (en el sentido de instituciones) .

Puede ser mi sesgo, pero creo que para cumplir con la necesidad de ser dialógica, transformadora, unir teoria y práctica, ser reflexiva y cri­tica, incorporar aios actores sociales y a sus formas específicas de conocimiento, debe ser Psicología Social Comunitaria. Con énfasis en ambos aspectos: social y comunitario.
PREGUNTA: Considerando que la Psicología Social Comunitaria surgió en el seno de la Psicología Social, ¿cómo analiza Ud. esa relación? ¿Cuál es la contribución de la psicología comunitaria a la Psicología social? ¿Es ella todavía necesaria?
RESPUESTA: Desde mediados de los afios ' 80 hemos visto surgir desarrollos teóricos en el seno de la psicología social comunitaria. Estos desarrollos responden al conocimiento producido mediante la nueva práctica y al uso de otros enfoques metodológicos (específicamente la investigación-acción participativa). Durante la década del ' 70, se

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produjeron revisiones criticas de teorias sociales y psicosociales, las cuales eran reformuladas a la luz de los procesos comunitarios. Ejemplo de esto son las reinterpretaciones que hacen de las teorias de la atribución, psicólogos como Julian Rappaport o Luis Escovar. Pero había también aspectos originales relativos a la definición del campo y del objeto de esta psicología. Entre ellos es necesario citar los aportes de IR. Newbrough, quien ya desde 1970 anunciaba el carácter holístico de la subdisciplina, y que para fines de los '70 había, junto con su equipo de investigación, construido un enfoque teórico que llamó ecológico-transaccional, en el cual si bien asumía desarrollos psicosociales previos o contemporâneos, ya estaba senalando una vía propia.

Irma Serrano-García y sus colaboradores hacían otro tanto en Puerto Rico, incorporando una lectura crítica, libre, de Lucien Goldmann, de la teología de liberación, del naciente construccio­nismo social (en aquella versión aun a mitad de camino, de P Berger yT. Luckman). Otros coincidimos en hacer otro tanto con los Ma­nuscritos Económicos y Filosóficos de 1844, de K. Marx, con los trabajos de fines de los anos '50 y de los anos '60 y '70, de O. Fals Borda. Y por supuesto, todos incorporamos una lectura psicológica de la obra de Paulo Freire.

Usando los términos de F. Moghaddam, se puede decir que se comienza con un enfoque modulativo, pero que modula teorias sociales o psicológicas de carácter generativo, que pronto pasarán (anos '80) a ser generativas ellas mismas. En efecto, la teoria de las necesidades, la teoria del poder, la noción de compromiso, la noción de fortalecimiento (empowerment), el concepto de comutiidad, entre otros aspectos, van a ser redefinidos en los afíos ' 80 (cf.: Martí-Costa; Serrano-García y López; Rappaport; Lane y Sawaia; Sarason; Wandersman; entre otros). Una corriente que podemos calificar como "ecológico- cultural" y que reúne diversos aportes (Newbrough et al.; Kelley et al.; Rappaport), se perfila claramente en los EE.UU. Y una psicología social comunitaria, que para entonces denominaba como psicología de la acción y transformación social, introduce su sello en la América Latina.

Con los '90, los aportes teóricos de la Psicología Social Comunitaria se muItiplican: una redefinición de la teoría de las minorias activas, vista desde una perspectiva holística y dialéctica (Montem); el concepto de entrega sistemática del conocimiento popular como correlato del de devolución sistemática del conocimiento científico producido en la aplicación práctica (Gonçalves de Freitas); el concepto de episteme po­pular (Moreno), la idea de la ontología de la relación (Moreno; Montero);

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una teoria del liderazgo comunitario (Hernández); del compromiso (Lane y Sawaia; Gonçalves de Freitas; Montero).



Sin embargo, esto no significa abandono de los nexos psicosociales. Las teorias provenientes de ese campo continúan haciendo aportes a la Psicologia Social Comunitaria y continúan siendo revisadas criticamente, con lo cual la reflexión sobre ellas termina en algunos casos por convertirse en enfoque teórico. A su vez, en el campo metodológiço, y a partir del concepto de investigación -acción participativa (IAP) proveni­ente de Fals Borda y de Freire y sus seguidores, la psicologia social comunitaria desarrolla numerosas formas específicas de intervención que modulan sobre esa base y que llevan a revisar y reformular el concepto de participación (Hernández, Montero; Sánchez). Hago hincapié en el origen de esa base, pues a veces se ha acusado, injustamente según creo, a la psicologia social comunitaria y a la psicologia comunitaria en gene­ral, de ignorar los aportes de Kurt Lewin y su labor fundante en relación con la investigación-acción (I-A). Pero basta revisar los trabajos publi­cados en el campo, tanto en América Latina (donde se producen las primeras aplicaciones francamente sociales de ese método), cuanto en el campo anglosajón, para ver que la referencia aI articulo de Lewin de 1946, en el cual habla de la I-A y la describe someramente, son referencia obligada. Pero es en la obra del sociólogo Fals Borda y del educador Paulo Freire donde encontramos incorporada la participación con carácter horizontal, dialógico y de donde la noción de agente o investigador ex­terno (psicólogos, investigadores de fuera de la comunidad) y agente o investigador interno (miembro de la comunidad) como co-participes, va a desarrollarse.

Hay un cierto repetir las criticas que en los afios '70 y a inicios de los '80 se hacían a la IAP, que revela poco conocimiento de lo que se hace desde hace casi 20 anos. Parece ignorarse todo el desarrollo epistemológico de la psicologia social comunitaria en la segunda mitad de los ' 80 y en lo que va de esta década, que es, a mi modo de ver, la principal contribución que está dando la PSC a la PS. Y los origenes de estos aportes están en la constitución misma de la PSC, primero como modo de hacer psicologia y luego como reflexión sobre el conocimiento producido, sobre el modo de producirlo y sobre ia relación entre sujeto cognoscente y objeto cognoscible. Creo que la PSC introdujo,de hecho, un nuevo paradigma en la PS, pues redefinió al sujeto de la psicologia, redefinió el rol de los psicólogos sociales en su trabajo con comunida­des; introdujo la dimensión ética en su definición del otro y redefinió la dimensión política, tradicionalmente vista como una mezcla de activismo

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y partidismo, con mucho de romanticismo revolucionario, que aun cuando era inconsciente de ello, no dejaba de ser clasista. Algo evidente en los afios '60 y '70, cuando se pensaba que los intelectuales "comprometi­dos" irían a iluminar a los oprimidos-alienados, de manera casi "misio­nera".



La PSC ha apartado además la práctica de la perspectiva crítica, si bien es cierto que ya en la PS, para fines de los '70 e inicios de los '80, esa perspectiva estaba instalada (recuérdese a Wexler, a Armstead, o el impacto causado por la obra coordinada por Henriques: Changing the subject, 1984). Actualmente la perspectiva crítica está muy en boga y han surgido inclusive cursos de postgrado en Psicología Crítica (Pe.: Bolton Institute, Inglaterra), pero contrario a lo que parece empezar a plantearse par ahí, no es la psicología crítica la que influye en la PSC, sino que me atreveria a decir que son desarrallos paralelos, en los cuales la PSC hace un aporte a la posición critica. Y es la PSC la que primero se desarrollará como rama independiente del conocimiento psicológico.

A su vez, el procedimiento de la acción-reflexión-acción y la necesidad de construir un marco conceptual y teórico en el cual integrar las explicaciones e interpretaciones que la práctica exigía, ha sefialado los excesos del realismo, del relativismo, del dualismo y de la prapia PSC. Ha demostrado la transitoriedad de las teorías y, a la vez, su necesidad, a la vez que ensefia la modestia y la precaución necesarias unidas a la asunción de riesgos.


PREGUNTA: ¿Cuáles son los autores y obras de referencia, hoy, en psicología comunitaria?
RESPUESTA: Si debo hacer una lista de autores y de obras de referencia, pienso que pecaré por omisión. Hay muchos aportes. Hay una creciente producción de artículos y de libras en el campo de la PSC y el de la PC (sobre todo en el ámbito anglosajón) . No obstante, debo decir que faltan obras, particularmente en el ámbito latinoamericano. Me gustaría ver trabajos de síntesis, pues hay múltiples aportes analíticos, pera muy pocos estudios sobre esos análisis y descripciones. O varios buenos libros de texto, a pesar del temor que me inspira la tendencia codificadora que a veces reside en ellos. Por otra parte, algunas de las obras mas inspiradoras no han sido escritas dentro del campo propio de la PSC.

De 10 hasta. hoy publicado, creo que la obra coordinada por Irma Serrano-Garcíay Wayne Rosario Collazo (1992), es una excelente

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co1ección en la cua1 se pueden encontrar acuciosos artículos tanto teóri­cos y metodológicos como descriptivos de acciones específicas. La obra de Wiesenfe1d y Sánchez (1995) suministra buena información sobre las tendencias desarrolladas en la PSC Iatinoamericana. La compi1ación de ReginaHelena Freitas Campos (1996) discute igualmente, interesantes aspectos conceptuaIes, teóricos y prácticos. Mi propia recopi1ación (1994) incorpora trabajos de colegas latinoamericanos que constituyen impor­tantes aportes teóricos y metodo1ógicos. En los EE.UU., un medio mas rico en pub1icaciones sigue destacando la obra de Newbrough, de Rappaport (su Handbook of Empowerment Studies, es una obra de base para el estudio del fortalecimiento), la de Kelley (hay una traducción castellana en Argentina, de algunos artículos suyos y de personas que siguen su linea, acompanada de una acuciosa introducción histórica hecha por Emique Saforcada,). También una obra como la recopilación publicada por la A.P.A., a cargo de Tolan, Keys, Cherton y Jason (Searching Comunity Psychology. Issues of Theory and Methods. 1990), contiene artículos de interés. De los manuales sobre "Community Psychology" de los afios '70, creo que el mejor fue el de Rappaport. En el no sólo se definia con claridad el campo, sino que se hacia ya un aporte teórico, se fijaba una linea y se establecía un estilo de acción.

En Espana se comienza a publicar sobre un campo afin a la psicología comunitaria, la intervención comunitaria y la intervención psicosocia1, pero' se trata de una línea distinta a la desarrollada en América Latina, mas cercana a la psicólogía de orden institucional dirigida a prestar servicios a la comunidad, entendida ésta en sentido muy amplio, como grandes sectores de población. De lo publicado hasta ahora alli, me pa­rece que la obra de Sánchez Vidal y Musitu (1996) es la mas completa.

PREGUNTA: ¿Cómo trazaría Ud. el mapa de las divergencias epistemo­lógicas fundamentales existentes en este campo, en la actualidad?

RESPUESTA: Creo que la principal divergencia epistemológica existe entre la posición latinoamericana de acción y transformación social y la posición asistencialista muy expandida en la mayor parte de Estados Unidos y ahora en Europa. No se puede hacer psicología social comunitaria para el cambio social, excluyendo a los sujetos de ese cam­bio. El cambio se puede decretar, pero de alli a que ocurra concretamen­te, a que penetre y sea asumido por los sujetos a los que está destinado o que se supone que' deben ser sus beneficiarios, eso es otra cosa.

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Moghaddam y Crystal (1997) en un interesante artículo publicado en el Journal of Polítical Psychology, seiíalan que el cambio social es mucho mas rápido en el nivel institucional que en las personas, y que por lo tanto su ritmo tiene la velocidad de la aceptación de las modificaciones o transformaciones, por las personas. Igualmente, sabemos que si no hay participación comprometida de las personas que forman una comunidad, las acciones o proyectos se mantendrán sólo en la medida en que sean impulsadas y financiadas por los agentes externos, pero que al salir estos, caerán por falta de mantenimiento, apoyo y acción de las comunidades que no los hicieron suyos. También sabemos de la dificultad en extinguir ciertas conductas profundamente arraigadas en una pobla­ción. Pueden ser prohibidas, castigadas, se puede borrar su mención, no hablar de ellas y aun así conservarse en la memoria colectiva, mantenerse ocultas pero vivas, esconderse en prácticas aceptadas.



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