PublicaçÕes em capoeira



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PUBLICAÇÕES SOBRE CAPOEIRA:

ABORDAGENS E TENDÊNCIAS


José Luiz Cirqueira Falcão, Dr. em Educação - UFBA

Márcio Penna Corte Real, Doutorando em Educação - UFSC

Bruno Emmanuel Santana da Silva, Mestrando em Educação Física - UFSC

Dráuzio Pezoni Annunciato, Mestrando em Educação UFSC

Cleverson André Webber Constantino, Graduando em História - UFSC

Leandro de Oliveira Acordi, Graduado em Educação Física - UFSC

Miriam Osório Silva, Graduado em Educacão Física - UFSC

Daniel Cristiano Savenhago, Graduado em Educação Física – UDESC

Diogo Mendes Pereira, Graduando em Educação Física - UFSC

Marcos Cordeiro Bueno, Graduando em Educação Física - UFSC

Marlus Henrique Tanner, Graduando em Educação Física - UFSC

1. Introdução


No Brasil, a partir da década de 1960, a capoeira vem sendo disseminada no contexto educacional, desde o ensino fundamental até as universidades. Nesse complexo movimento, às vezes como disciplina curricular, às vezes como projeto de extensão, ou simplesmente como atividade extra-classe, ela vem despertando interesse jamais verificado anteriormente, por parte da comunidade educacional institucionalizada. Nos últimos anos, ela tem encontrado, nas universidades, um ambiente fértil para se disseminar e tem sido bastante utilizada como objeto de pesquisa pelas mais diversas áreas do conhecimento. Ademais, já se encontra presente, na condição de componente curricular, em cerca de vinte universidades brasileiras, dentre elas, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Gama Filho (UGF), Universidade Católica de Salvador (UCSAL), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Se, à época da escravidão no Brasil, o sangue jorrava da caneta do senhor, em sistemáticas investidas contra a capoeira1, já que era considerada “doença moral”, “ginástica degenerativa”, “vagabundagem”, nos últimos anos, ela vêm recebendo um tratamento bem diferente e despertando expressivo interesse no campo investigativo. No entanto, existem lacunas no que se refere a estudos científicos sobre a produção do conhecimento nessa área.

A maioria das pesquisas sobre capoeira, em nível de pós-graduação, foi realizada em programas de História (SALVADORI, 1990; SOARES, 1994 e 2001; PIRES, 1996 e 2001), Sociologia (TAVARES, 1984; VIEIRA, 1990) e Antropologia (REGO, 1968; REIS, 1993). Só recentemente, esta temática vem sendo pesquisada em programas de Pós-Graduação em Educação e Educação Física (ABIB, 2004, BRUHNS, 1998; CASTRO JÚNIOR, 2002; FALCÃO, 1994 e 2004; SANTOS, 1990, 2002; SILVA, 2002).

Essa pesquisa será desenvolvida em duas etapas. Numa primeira fase, será realizada uma análise da produção científica sobre capoeira, em nível de mestrado e doutorado no Brasil. Na segunda etapa será realizada uma análise da produção científica sobre capoeira na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

No caso da UFSC, a disciplina optativa de capoeira foi oferecida, pela primeira vez, no currículo do Curso de Graduação em Educação Física, em 1993, mas foi ofertada somente um semestre, retornando posteriormente em 1997/1. A partir de então, vem sendo oferecida sistematicamente e tem sido bastante procurada não apenas pelos alunos da graduação em Educação Física, mas por estudantes dos mais diferentes cursos. De acordo com a ementa, a disciplina é trabalhada a partir dos seguintes tópicos: trajetória histórica da capoeira, seus principais condicionantes, o surgimento, a sua inserção na sociedade brasileira, a sua ascensão social, as principais escolas, os seus principais representantes, a relação com o poder constituído, a atualidade e as perspectivas. O processo de escolarização da capoeira, sua inserção no contexto educacional, as principais iniciativas, os principais estudos, os programas de implantação da capoeira nos currículos das escolas públicas de alguns estados da federação. As cerimônias, rituais e tradições da capoeira. O processo histórico de organização e normatização da capoeira no Brasil, as diversas iniciativas, as atuais estruturas organizacionais. Os pressupostos didático-pedagógicos na prática da capoeira, a relação professor-aluno, o papel do professor, o material didático-pedagógico, os conteúdos, os procedimentos, o planejamento e a avaliação em capoeira. Os movimentos e golpes de capoeira, seqüências de treinamento, formas de jogos, estilos de ensino, a caracterização da roda. Os instrumentos musicais utilizados na capoeira. Os cânticos, sua classificação e função.

A inserção da capoeira no currículo do curso de Educação Física da UFSC2 tem fomentado a produção científica sobre essa temática. Duas pesquisas, financiadas pelo FUNPESQUISA, foram realizadas3 e também mais de dez estudos científicos sobre a temática, entre Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e monografias de especialização, foram realizados por estudantes (Anexo 1).

Além de permitir um avanço em direção a explicação e caracterização da capoeira como prática social determinada e, com isso, alimentar o debate acadêmico, a partir da identificação de contradições e do exercício de superações, este projeto de pesquisa procurará implementar uma análise das produções sobre essa temática, com a finalidade de apresentar um diagnóstico descritivo crítico dessas produções e subsidiar a formulação de possibilidades pedagógicas para a formação humana.

2. Pressupostos Teórico-Metodológicos


Consideramos que produção humana, e, conseqüentemente, a produção do conhecimento é orientada e, em última instância, determinada por fatores históricos, político-econômicos e sociais. Nesse sentido, a explicitação dos principais nexos desta produção implica na busca de uma articulação dinâmica de análises internas (lógico-gnosiológica e metodológica) e externas (histórico-social), da produção investigada. As análises epistemológicas possibilitam o conhecimento dos diversos pressupostos implícitos nos processos de produção do conhecimento e permitem explicitar os tipos de pesquisas que vêm sendo desenvolvidos numa determinada área do saber, suas tendências metodológicas, pressupostos filosóficos, ontológicos, concepções de ciência, bem como os condicionantes sócio-econômicos que determinam a produção científica, a aplicação dos seus resultados e processos de veiculação.

A epistemologia se preocupa com o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências. A análise epistemológica situa-se como análise conceitual de segunda ordem que questiona os fundamentos das ciências, os processos de produção do conhecimento e os parâmetros de confiabilidade e veracidade (contexto e a justificativa) da pesquisa científica.

Os estudos epistemológicos buscam na filosofia seus princípios e na ciência seu objeto e têm como função não só abordar os problemas gerais das relações entre a filosofia e a ciência, mas também servem como ponto de encontro entre elas. Esse encontro só é possível na prática concreta.

Nessa perspectiva, Gamboa (1987) propõe um esquema paradigmático como instrumental para o estudo das articulações entre os elementos constitutivos da pesquisa. O paradigma é uma lógica reconstituída, ou maneira de ver, decifrar e analisar a realidade. O objeto básico da análise paradigmática está nos processos de produção de conhecimentos que têm sua forma mais aprimorada na pesquisa científica.

Essas noções de estruturação e de lógica reconstituída supõem basicamente as idéias de totalidade concreta, entendida como o quadro geral que organiza os dados e lhes dá sentido. Totalidade, que segundo Kosik (1976) já está implícita na mesma noção de realidade. O conhecimento dessa realidade consiste em um processo de concretização que procede das partes para o todo e do todo para as partes, dos fenômenos para a essência e da essência para o fenômeno, da totalidade para as contradições e das contradições para a totalidade.

Nesse processo em que todos o fatos e conceitos entram num movimento recíproco e se elucidam mutuamente, e a totalidade alcança sua concreticidade, encontra implícita uma diversidade de elementos articulados que é possível elucidar mediante o “esquema paradigmático”.

Os níveis de articulação do Esquema Paradigmático formulado por Gamboa (1987) são de ordem técnico-instrumental, metodológica, teórica e epistemológica. A partir desses níveis de articulação é possível identificar os pressupostos gnoseológicos e ontológicos.

Os pressupostos gnoseológicos correspondem à maneira de tratar o real, o abstrato e o concreto no processo da pesquisa científica, o que implica diversos modos de abstrair, conceituar, classificar e formalizar.

Os pressupostos ontológicos correspondem a concepção de homem, da sociedade, da história, da educação e da realidade que se articulam na visão de mundo implícita em toda produção científica.

A matriz paradigmática não se constitui num esquema para se encaixar as diversas formas de produção científica. Ela serve como mediador para articular os diversos elementos implícitos nos textos das investigações e para confirmar a necessidade de localizar as técnicas no interior dos métodos e estes, por sua vez, inseridos nos modelos científicos.

Mas isso não basta, é preciso ir além, ou seja, deve-se compreender o processo de construção dos próprios modelos: para isso, é preciso levar em conta os fatores históricos que determinam a produção científica. Esses fatores são, dentre outros, as condições econômico-políticas de produção da pesquisa, os determinantes derivados das opções administrativas e políticas de cada centro de pesquisa e fatores históricos relativos às políticas educacionais da ciência e tecnologia e, de uma forma mais ampla e complexa, determinantes históricos da sociedade com um todo na qual se situa a pesquisa e na qual tem sentido e validez.

Gamboa (1987) aponta para a progressiva complexidade e a necessidade de aprimoramento dos esquemas de análise da produção científica diante do grau de exigência da realidade demandada.

O esquema paradigmático não apresenta uma função normativa, no sentido de indicar qual dos caminhos é ou não o mais apropriado ou o menos eficiente, qual deles deve ser seguido ou evitado. Constitui numa proposta para desenvolver uma constante crítica epistemológica sobre os processos utilizados na pesquisa científica.

Esse tipo de análise tem contribuído para novas reflexões acerca de concepções científicas e, principalmente, para a produção de novas formas de pesquisa. Os estudos dessa natureza são também denominados “investigações sobre investigações” ou “pesquisa da pesquisa” e podem ser identificados como aqueles que desenvolvem questões sobre a ciência, sobre os diversos processos de produção do conhecimento e sobre a pesquisa científica (GAMBOA, 1987).

O tipo de pesquisa que investiga a produção científica de uma determinada área do saber adota, da Epistemologia, elementos que possibilitem o conhecimento dos diversos pressupostos implícitos, nessa forma de produção humana. Busca na Filosofia os princípios para seu desenvolvimento e na Ciência, seu objeto de investigação (GAMBOA, 1987, p. 55).

A análise epistemológica da pesquisa científica só pode efetivamente ser realizada a partir da prática da pesquisa, entendida enquanto prática social que se constitui entre homens concretos que estabelecem entre si relações sociais de produção, dentre elas a própria produção científica.

Nesta direção, a pesquisa científica é vista não como uma atividade meramente individual, simples produto da vocação ou interesse pessoais, ou como um dado abstrato, isolado da totalidade, mas como um fato concreto, uma atividade socialmente condicionada, que traz em seu processo de desenvolvimento problemas de natureza epistemológica, teórica, metodológica e técnica.

Da mesma forma, a realidade expressa no texto de cada pesquisa traz, de modo implícito ou explícito, uma base técnica, teórica, metodológica e epistemológica. Estes elementos, expressos nas pesquisas, são resultantes de opções feitas pelo investigador, enquanto sujeito histórico, vivendo numa sociedade e época concretas e condicionado na sua perspectiva intelectual por uma determinada visão de mundo.

Como os cursos de pós-graduação estrito-senso constituem espaços privilegiados pelo sistema educacional brasileiro para o desenvolvimento da pesquisa científica, consideramos que os conhecimentos científicos neles produzidos carecem de análise crítica e é por isso que passamos a problematizar as abordagens e os fundamentos das investigações sobre a capoeira.


3. Objetivo Geral


Este projeto de pesquisa tem por objetivo elaborar, numa primeira etapa, uma análise epistemológica da produção cientifica sobre a capoeira nos programas de pós-graduacão strito-sensu do Brasil, entre 1960 e 2005, e, numa segunda etapa, analisar a produção científica sobre essa temática na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

4. Objetivos Específicos


    1. analisar o conteúdo dessas produções com vistas a apresentar elementos críticos que possam orientar as pesquisas e contribuir com subsídios para as políticas públicas com capoeira no sistema formal de ensino;

    2. apresentar um quadro teórico sistematizado da produção sobre capoeira no Brasil e no âmbito da UFSC;

    3. Identificar as tendências e as abordagens que prevalecem nas produções, considerando uma distribuição por décadas, por região e por estado;

    4. apontar elementos para uma discussão que possibilite, nos meios acadêmicos de produção de conhecimento sobre capoeira, uma análise crítica sobre o que se está sendo produzido nesse campo;

    5. levantar reflexões sobre as produções que possibilitem a interpretação e compreensão de possibilidades geradoras de práticas significativas que possam orientar projetos político-pedagógicos consistentes de inserção e trato com esse conhecimento no currículo formal de ensino;

    6. sistematizar um referencial teórico produzido no campo da capoeira, a partir de uma amostra ampla da produção na área;

    7. identificar a relevância e a eficácia dessas produções para a melhoria das práticas educativas;



5. Justificativa

Diversos elementos de conflito, confronto, indefinições de abordagens e enfoques são evidenciados na produção do conhecimento na área da capoeira. Nos últimos anos, ela vem sendo alvo de investigações pelos mais diversos campos do conhecimento e com uma diversidade de abordagens.

Em geral, a capoeira tem sido pautada na escola como uma mera “atividade” sem um corpo teórico de conhecimentos que lhe permitam desfrutar de um estatuto pedagógico consistente.

Todos concordamos que a escola precisa de inovações, mas essas não devem ficar apenas no campo das idéias, ainda que brilhantes. É preciso materializar, de forma consistente e conseqüente, as bases para a implantação e implementação das mesmas.

Em um discurso proferido em Genebra, no dia 18 de agosto de 2004, o Ministro da Cultura do Brasil, acenou, entre outras medidas para a capoeira, a criação de um programa a ser implementado pelo Ministério da Educação em escolas de todo o país, que tratará a capoeira como prática cultural e artística, e não apenas tão somente como prática esportiva.

Essa possibilidade, carece de fontes, dados e conhecimentos sistematizados cientificamente de modo a não ficarmos apenas no campo das idéias e das oportunidades perdidas. Embora haja um discurso pró-inclusão da capoeira nas escolas e um quantitativo representativo de publicações, as inovações que aparecem estão vinculadas, na grande maioria das vezes, a questões ideológicas de “interesses particulares” atreladas a conjunturas que precisam ser desveladas de forma crítica.
6. Procedimentos Metodológicos

1o Passo:


  • Levantamento e organização das produções por décadas, segundo data de publicação;

  • Levantamento e organização das produções por estado e região;

2o Passo:

  • leitura do sumário;

  • aspectos da introdução;

  • aspectos da apresentação;

  • leitura geral de capítulos da produção;

  • reconhecimento teórico pela referência bibliográfica;

3o Passo:

  • Análise preliminar dos dados significativos a partir da problematização inicial levantada na pesquisa, aprofundamento da problematização e da análise, estabelecimento de critérios de amostragem.

4º Passo:



  • Análise das produções, considerando:

  • Fundamentos de caráter técnicos e metodológicos;

  • Fundamentos epistemológicos;

  • Tipos de abordagens

Aptidão Física: tem como pressuposto o rendimento físico e situa-se no contexto do paradigma positivista de ciência, que trata o ser humano de forma fragmentada. As teorias que orientam essa abordagem encontram-se em manuais e tratados de treinamento físico e têm nas disciplinas anatomia, fisiologia e biomecânica, as bases de sua sustentação.

Desenvolvimentista: tem como pressuposto a aprendizagem de movimentos complexos e diversificados, em que os indivíduos se adaptam aos conflitos do cotidiano sem comprometimento de transformação dos problemas sociais. Seus pressupostos vêm influenciando pedagogicamente os processos de ensino da educação infantil e básica (1a a 4a séries), apresentando fórmulas de exercícios adequados a cada faixa etária do desenvolvimento humano.

Psicogenética e interacionista: tem como pressuposto os fundamentos da psicologia comportamentalista de Jean Piajet. Nessa abordagem o movimento é tido como facilitador da aprendizagem de conteúdos diretamente ligados ao aspecto cognitivo. Busca ampliar a aquisição do conhecimento através do movimento. Propõe uma alternativa aos métodos diretivos através da interatividade, em que o aluno constrói o seu conhecimento a partir da resolução de problemas e da interação com o meio em que vive.

Crítico-emancipatória: tem como pressuposto a teoria crítica da Escola de Frankfurt, em especial as contribuições de Jüngen Habermas. Situa-se no âmbito do paradigma fenomenológico de ciência de Merleau-Ponty.

Crítico-superadora: tem como pressuposto os fundamentos da pedagogia histórico-crítica e a superação da luta de classes e todas as formas de exploração na nossa sociedade. Nesta abordagem, os conteúdos são simultâneos e emergentes de dados da realidade, gerando juízo de valor. Propõe intervenção direta em segmentos diversos da realidade com objetivo de educar para a construção de uma sociedade igualitária. Esta abordagem tem bases teóricas no materialismo histórico-dialético.

Diversificada: contempla as produções que apresentam diversos pressupostos articulados, ou não.
7. Resultados Esperados

  • Construção de um artigo coletivo relacionado à produção do conhecimento sobre capoeira;

  • Elaboração de dois seminários: colóquios capoeiranos, a serem realizados no final de cada etapa da pesquisa (Novembro de 2005 e novembro de 2006);

  • Apresentação dos resultados da pesquisa em congressos e eventos especializados na área de educação, educação física, história e afins.


8. Cronograma das Ações da Pesquisa

período previsto
ações previstas


2005.1



2005.2


2006.1


2006.2

Levantamento e organização das produções por décadas, segundo data de publicação;

Levantamento e organização das produções por estado e região;





X










Leitura dos sumários das produções;

Análise preliminar das produções a partir da leitura das introduções e das conclusões;

Reconhecimento teórico das produções a partir das referências bibliográficas;

Apresentação do primeiro relatório de pesquisa






X


X



Levantamento e organização das produções da UFSC, segundo tipo, autor(a), orientador(a), temática, ano; grupo de pesquisa, departamento;









X




Sistematização, categorização e análise das produções












X

Apresentação do relatório final da pesquisa











X



REFERÊNCIAS

ABIB, P. R. J. Capoeira Angola: cultura popular e o jogo dos saberes na roda. Tese (Doutorado em Educação). Campinas-SP, Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, 1998.


BRUHNS, H. T. Futebol, carnaval e capoeira: as transições entre os grupos sociais. Tese (Livre Docência em Educação Física). Campinas-SP, FEF, Universidade Estadual de Campinas, 1998.

CASTRO JÚNIOR, L. V. a pedagogia da capoeira: olhares (ou toques?) cruzados de velhos mestres e de professores de educação física. Dissertação (Mestrado em Educação). Salvador-BA, Universidade do Estado da Bahia, 2002.

FALCÃO, J. L. C. A escolarização da ‘vadiação’: a capoeira na Fundação Educacional do Distrito Federal. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Rio de Janeiro, EEFD, UFRJ, 1994.

______. O jogo da capoeira em jogo e a construção da práxis capoeirana. (Tese) Doutorado em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2004.

GAMBOA, S. A Dialética na Pesquisa em Educação: Elementos de Contexto. In:

KOSIK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

PIRES, A. L. C. S. A capoeira no jogo das cores: criminalidade, cultura e racismo na cidade do Rio de Janeiro (1890-1937). Dissertação (Mestrado em História). Campinas-SP, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História, Universidade Estadual de Campinas, 1996.

______. Movimentos da cultura afro-brasileira: a formação histórica da capoeira contemporânea (1890-1950). Tese (Doutorado em História). Campinas-SP, Departamento de História, Universidade Estadual de Campinas, 2001.

REGO, W. Capoeira Angola: um ensaio sócio-etnográfico. Salvador: Itapuã, 1968.

REIS, L. V. S. Negros e brancos no jogo da capoeira: a reinvenção da tradição. Dissertação (Mestrado em Antropologia). São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 1993.

SALVADORI, M. A. B. Pedaços de uma sonora tradição popular (1890 –1950) Dissertação (Mestrado em História). Campinas-SP, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História, Universidade Estadual de Campinas, 1990.

SANTOS, L. S. Educação: educação física: capoeira. Maringá: Fundação Universidade Estadual de Maringá, 1990.

______. Capoeira: uma expressão antropológica da cultura brasileira. Maringá: UEM, 2002.


SILVA, P. C. C. A educação física na roda de capoeira... entre a tradição e a globalização. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Campinas-SP, Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, 2002.


SOARES, C. E. L. A negregada instituição: os capoeiras no Rio de Janeiro, 1850-1890. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1994.

______. A capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808 – 1850). Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2001.

TAVARES, J. C. Dança da guerra: arquivo-arma. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Brasília-DF, Departamento de Sociologia, UnB, 1984.

VIEIRA, L R. Da vadiação a capoeira regional: uma interpretação da modernização cultural no Brasil. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Brasília-DF, Departamento de Sociologia, UnB, 1990.





1 De acordo com Rego (1968), a capoeira foi tratada durante muito tempo como caso de polícia, "que dormia e acordava no calcanhar dos capoeiras" (p. 43). Alguns dos mais consistentes estudos sobre a história da capoeira foram realizados a partir da documentação existente nos arquivos da polícia brasileira. Ver Pires (1996) e Soares (1994 e 2001).

2 A UFSC passou, também, a oferecer a disciplina capoeira, na forma de Educação Física Curricular, a partir do primeiro semestre de 1997. São ofertadas duas opções: Capoeira I (EFC 5520) e Capoeira II (EFC 5620), com 54 (cinqüenta e quatro) horas-aula cada uma. Elas foram criadas pela Portaria nr. 305/PREG, de 15 de outubro de 1996, da Pró-Reitoria de Ensino, e Graduação e são destinadas aos interessados de qualquer curso da universidade.

3 As pesquisas são as seguintes: “Instituições e Agentes da Capoeira de Florianópolis”, realizada em 1997. Coordenador: José Luiz Cirqueira Falcão. Esta pesquisa teve por objetivo caracterizar as instituições (grupos) e os agentes (professores e alunos) de capoeira no município de Florianópolis-SC. A outra pesquisa realizada intitulou-se: “Análise Etnográfica de um Grupo de Capoeira de Florianópolis-SC” e teve por objetivo analisar como um grupo de capoeira de Florianópolis trata esse conhecimento a partir de diversos procedimentos didático-pedagógicos adotados.



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