Quadro de identificação das Disciplinas



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Faculdade de Ciências Farmacêuticas

Rod. Araraquara-Jaú, Km. 01 - CEP 14800-902 - Araraquara - S.P. - Brasil



tel 16 3301-6880 - fax 16 3322-0073 - http://www.fcfar.unesp.br/

PROGRAMA DE ENSINO DE DISCIPLINA

Matriz Curricular Generalista – Resolução Unesp 14/2010,
alterada pela Resolução Unesp 02/2013.




Unidade Universitária: Faculdade de Ciências Farmacêuticas

Curso: Farmácia-Bioquímica


Departamento Responsável: Ciências Biológicas

Docente Responsável/Colaborador(es) – conforme relação enviada anualmente à Seção Técnica de Graduação



Identificação da Disciplina

Nome da Disciplina: História das Ciências Farmacêuticas e a Construção do Conhecimento Científico

Seqüência Aconselhada:

Integral

Noturno

Ano de curso: 1º

Semestre: 1º

Ano de curso: 1º

Semestre: 1º

( X ) Semestral ( ) Anual

( X ) Obrigatória ( ) Optativa

( ) Obrigatória – Módulos Especializados

Pré-requisito:

Co-requisito:

Créditos: 03

Carga Horária total: 45 hrs

Teórica: 03 Prática: 0

Número máximo de alunos por turma:

Integral

Noturno

Téórica: 70

Prática: 0

Teórica: 30

Prática: 0




Objetivos

Discorrer sobre os problemas básicos da Epistemologia e situar o conhecimento científico com relação a outros tipos de conhecimento, utilizando-se da história da filosofia como recurso para tal fim. Apresentar as questões atuais da filosofia da ciência dentro de uma abordagem histórica, buscando um entendimento da natureza e dos objetivos do conhecimento científico, tanto no que se refere ao contexto da descoberta quanto ao contexto da justificação. Oportunizar noções básicas sobre metodologia científica e introduzir os mecanismos de busca científicos, como ferramentas de aquisição do conhecimento. Apresentar e discutir o processo de produção e veiculação do conhecimento e a contribuição da Universidade na formação de mão de obra que usa o conhecimento para a mudança da realidade que o cerca. Discutir as relações entre ciência e sociedade (condicionantes sociais, culturais, políticos etc.) e a objetividade cientifica no tocante aos fatos e valores humanos. Apresentar e discutir a História da Saúde Pública e sua evolução no Brasil, com ênfase na História das Ciências Farmacêuticas. Oportunizar ao aluno uma análise crítica do matriz curricular do curso em que está inserido, de forma a compreender quais as áreas de atuação do farmacêutico sob um ponto de vista histórico e moderno.



Conteúdo Programático (título e discriminação das unidades)

Aula 1: A introdução ao pensamento científico. Apresentação do filme “Ensaio sobre a cegueira” e “Ilhas das Flores”. Indicação de Leitura do Livro “O Mundo de Sofia”.
Aula 2: Introdução à Metodologia Científica e as História das Ciências. De onde viemos e para onde vamos.
Aula 3: Uma reflexão sobre o pensar coletivo. A história da filosofia e a construção do conhecimento científico atual. Não há criticismo sem conhecimento.
Aula 4: Conhecendo a matriz curricular do Curso de Farmácia: entendendo o curso para entender a profissão e seu contexto atual.
Avaliação intermediária: Construção do conhecimento científico
Aula 5: Panorama geral sobre o trabalho farmacêutico e a Introdução à História das Ciências Farmacêuticas
Aula 6: As ações promocionais de medicamentos pela indústria farmacêutica
Aula 7: O trabalho farmacêutico: da Antiguidade ao mundo contemporâneo
Aula 8: História da prática farmacêutica no Brasil
Aula 9: Indústria farmacêutica no Brasil
Aula 10: A Saúde Pública e as Ciências Farmacêuticas a partir do século XIX
Aula 11: O Profissional Farmacêutico e sua inserção no Sistema Único de Saúde
Aula 12: O trabalho farmacêutico clínico no século XXI
Aula 13: Seminário I – Indústria de medicamentos

Seminário II - Farmácia Pública, Farmácia Hospitalar e Farmácia Clínica


Aula 14: Seminário III – Análises Clínicas

Seminário IV - Indústria de alimentos


Avaliação final: História das Ciências Farmacêuticas



Metodologia de Ensino

Aulas teóricas e reflexivas, sob a forma apresentação de tópicos, seminários, discussões e estudos dirigidos com leitura de artigos científicos.


Bibliografia Básica e Complementar

  1. ANDERY, M. A. et al. Para compreender a ciência. 3.ed. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. 1988.

  2. ANGELL, Márcia. A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos. São Paulo: Record, 2007.

  3. ARAÚJO, Tarso; VIEIRA, Patrícia. Verdades inconvenientes sobre a indústria de remédios. Superinteressante, São Paulo, n. 269, set/2009, p. 84-89.

  4. BARBIRATO, Roberto W. A ANVISA e os critérios de regulação sanitária. Fármacos & Medicamentos, São Paulo, n. 36, set/out. 2005, p.18-20.

  5. BARROS, José Augusto C. (Des)informação sobre medicamentos: o duplo padrão de conduta nas empresas farmacêuticas. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.16, n.2, p. 421-427, 2000.

  6. ____. Políticas farmacêuticas: a serviço dos interesses da saúde? Brasília: Unesco, 2004.

  7. BERMAN, M. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

  8. BOTTON, Leonor G. Patenteamento de substâncias naturais. Fármacos & Medicamentos, São Paulo, set/out 2004, p. 33-41.

  9. BURTT, E. A. As bases metafísicas da ciência moderna. Brasília: Editora da UnB, 1991.

  10. BUTTERFIELD, H. As origens da ciência moderna. Rio de Janeiro: Edições 70, 1992.

  11. CARRAER, D.W. Senso crítico. 4. ed. São Paulo: Pioneira. 1997.

  12. CHASSOT, A. A ciência através dos tempos. São Paulo: Moderna, 1994.

  13. CHAUÍ, M. Convite à flosofia. São Paulo: Ática, 2002.

  14. CHAUNU, P. A civilização da Europa clássica. v. I, II. Lisboa: Editorial Estampa, 1987.

  15. CYTRYNOWICZ, Monica M. (org.) Origens e trajetória da indústria farmacêutica no Brasil. São Paulo: Narrativa Um, 2007.

  16. DIAS, Renata A. A evolução regulatória nacional. Fármacos & Medicamentos, São Paulo, n. 36, set/out 2005, p. 36-38.

  17. 17.DURANT, W. e A. A História da Civilização. v. VII, VIII. Rio de Janeiro: Record, 1961.

  18. Febrafarma – Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica. Economia. Disponível em:http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=ec&secao=vd&modulo=arqs_economia Acesso em 23 de janeiro de 2008.

  19. A indústria farmacêutica no Brasil. São Paulo: Febrafarma, 2004.

  20. FERRI, M.G.; MOTOYAMA, S. (Coord.) História das ciências na Brasil. São Paulo: Edusp, 1979-1981.

  21. FRASCA, Luana. Mercado promissor. Revista do Farmacêutico, São Paulo, n.97, jan/fev/mar 2010, p. 60.

  22. Gaarder Jostein. O mundo de Sofia. Companhia das Letras. 2012.

  23. GRANGER, G. G. Lógica e filosofia das ciências. São Paulo: Melhoramentos, 1955.

  24. HALL, R. A. A revolução na ciência: 1500-1750. Rio de Janeiro: Edições 70, 1988.

  25. HAMLYN, D. W. Uma história da filosofia ocidental. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987.

  26. HESSEN, J. Teoria do Conhecimento. São Paulo: Martins Fontes. 2000.

  27. KALIL, Jorge (Org.) Buscando uma política de medicamentos para o Brasil. São Paulo: FSB. Comunicações, 2006.

  28. KOYRÉ, A. Estudos de história do pensamento científico. Rio de Janeiro: Forense Universitária; Brasília, DF: Universidade de Brasília, 1982.

  29. LEFÈVRE, Fernando. O medicamento como mercadoria simbólica. São Paulo: Cortez, 1991.

  30. 28.LOWY, M.; SAYRE, R. Revolta e melancolia: o romantismo na contramão da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1995.

  31. MARX, K.; ENGELS, F. O manifesto comunista. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

  32. MORETTO, Lauro D.; DIAS, Renata A. Regulamentos técnicos de medicamentos genéricos. São Paulo: Febrafarma, 2005.

  33. 31.NASCIMENTO, Marilene C. Medicamentos, comunicação e cultura. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, set./dez. 2005, v. 10:[15 telas].

  34. OLIVEIRA, Granville G. A indústria farmacêutica e o controle internacional de medicamentos. Brasília: Gráfica do Senado, 1997.

  35. OLIVEIRA, Sabina N. Cenário brasileiro de patentes de medicamentos. Fármacos & Medicamentos, São Paulo, set/out 2004, p. 11-19.

  36. PERRY, M. et al. Civilização Ocidental. Uma história concisa. Rio de Janeiro: Record, 1977.

  37. RONAN, Colin A. História Ilustrada da Ciência. v. III, IV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.

  38. ROSEN, G. Uma história da saúde pública. São Paulo, Rio de Janeiro: HUCITEC/EDUNESP/ABRASCO, 1994.

  39. ROSSI, Paolo. A ciência e a filosofia dos modernos. São Paulo: Editora da UNESP, 1992.

  40. ROUANET, P. S. As razões do Iluminismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

  41. SAGAN, C. O mundo assombrado pelos demônios. São Paulo: Companhia das Letras. 2002.

  42. SALIBA, E. T. As utopias românticas. São Paulo: Brasiliense, 1991.

  43. SANTOS, M.R. Do boticário ao bioquímico e as transformações ocorridas com a profissão farmacêutica no Brasil. 1993. Tese (Mestrado). Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, 1993.

  44. SILVERS, R. B. Histórias esquecidas da ciência. Rio de Janeiro: paz e Terra, 1997.

  45. TAVARES, Marília P. R.; CORREA, José C. V. Avaliação da Certificação de Boas Práticas de Fabricação fornecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Pharmacia Brasileira, Brasília, n. 74, jan/fev 2010, p. 47-54.

  46. WATT, I. Mitos do individualismo moderno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.




Critérios da avaliação de aprendizagem e atividades de recuperação

Conforme as normas estabelecidas pela Resolução UNESP Nº 106/2012, alterada pela Resolução UNESP Nº 23/2013, http://www2.fcfar.unesp.br/Home/Graduacao/ResolucaoUNESP%20106_2012.pdf

http://www2.fcfar.unesp.br/Home/Graduacao/reg_matricula_alterado.pdf

É obrigatório constar: conforme as normas estabelecidas pela Portaria D.FCF/CAr 83/2013.

A avaliação será feita através de duas provas escritas com questões mistas, dos seminários apresentados, e de atividades que serão dadas em aula, como exercícios e resenhas, de acordo com a seguinte pontuação:



Prova escrita 1: 3,0 (três) pontos;

Prova escrita 2: 4,0 (três) pontos;

Seminário: 2,0 (dois) pontos;

Atividades em aula: 1,0 (um) ponto;
Para ser aprovado, o aluno deverá obter a média final mínima 5,0 (cinco) .

Recuperação (de acordo com a Resolução UNESP 106/2012):

O aluno que obtiver nota entre 3 e 4,9 e frequência mínima de 70% será submetido ao processo de recuperação da disciplina, nos seguintes termos:

- o aluno fará uma prova referente a todo o conteúdo ministrado na disciplina.





Ementa (tópicos que caracterizam as unidades do programa de ensino)

Para superar as dificuldades existentes no mundo contemporâneo é necessário a reflexão sobre qual ser humano somos e como ocorre a formação moral e intelectual. A construção do conhecimento científico, que caminha juntamente com a história da filosofia, mostra-se como uma ferramenta importante para a mudança de panoramas e paradigmas que afetam não só o indivíduo, como também a coletividade. A Filosofia da Ciência numa abordagem histórica quanto a natureza e objetivos do conhecimento pode suscitar mudanças que influenciam as competências, moldando um profissional mais consciente de seu protagonismo frente ao saber e ao agir. Dentro dessa perspectiva, apresentação do papel do Farmacêutico e das Ciências Farmacêuticas no sistema de Saúde, tendo por panorama a História das Ciências Farmacêuticas podem propiciar ao futuro farmacêutico uma visão mais holística sobre qual papel o profissional desempenha no equacionamento dos agravos que constroem o quadro de saúde brasileiro, tanto sob um ponto de vista de serviço como da indústria.


Aprovação do Conselho Departamental



Conselho Departamental

14/10/2015

Profa. Dra. Mara Cristina Pinto

Chefe do Departamento

Aprovação do Conselho de Curso – 19/11/2015



Aprovação da Congregação – Portaria D.FCF/CAr 45/2006





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