Querido Babá



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Pesquisa: Kizy

Revisão inicial: Kizy

Revisão final: Daisy

Formatação: Laura

Capa: Ione
Resumo

Atrasado para um evento importante de Hollywood, e deixado na mão por sua babá de sempre, Hunter Monroe contrata uma nova babá para cuidar de seu filho. A última pessoa que ele espera encontrar quando abre a porta é um homem de 23 anos de idade com longos cabelos negros, um rosto lindo, belos olhos azuis e pele impecável.

Terry Rayburn não sabe bem o que fazer com Hunter Monroe ou com os sentimentos estranhos que tem quando o homem olha para ele. Ele nunca teve uma família de verdade antes, mas se sente em casa sempre que visita a mansão Monroe para cuidar de Chase, o filho de Hunter. Chase é adorável e parece ter uma ligação incomum com Terry desde o primeiro dia. É apenas sua imaginação, ou será que o bebê tem seus próprios planos?



Querida Daisy

Sim, a essa altura do Campeonato você já sabe quem é o seu fantasma. Nesse mês que passou estive super ansiosa, porque queria que chegasse logo esse dia. Eu adorei fazer esse livro porque eu o amo e jamais daria algo para a minha amiga secreta que não fosse algo que eu amasse mesmo. Como poderia lhe dar um livro que não gostei? Jamais. Eu sei que foram poucas as conversas que tivemos, exceto no Amigo Oculto nunca nos falamos antes, mas não é por isso que esse livro foi feito com menos carinho e dedicação. Justamente por essa falta de contato que não brinco muito nessa dedicatória, apenas digo espero que goste porque é algo do fundo do coração. E uma última pergunta: Você descobriu quem eu era?

Bjus de Kizy, seu fanstaminha, kkk.



Comentário do Revisor inicial: Kizy

Primeiro. Eu escolhi esse livro porque eu o amo, gente ele está tipo no topo da escala de fofura. O Chase é fofo demais para se expressar, adoro livros com bebês e esse é um dos melhores, kkkk. Morro de rir com ele quando vê o Terry pela primeira vez. Sim, eu sei que não tem muitas cenas hots, mas ele nem é tão longo e é um livro de uma delicadeza que eu adoro e quando eles fazem é quente, minhas meninas. O Hunter e o Terry têm química, eles são um casal tão lindinho. O Terry é doce e um pouco ingênuo, mas sem ser aquele que chega a ser chato e o Hunter é demais. Kkkk Parafraseando o Joel tem bastantes características de um Yaoi para quem gosta. É um livro ótimo. Espero que gostem e leiam sem moderação.



Comentário do Revisor Final: Daisy

Essa história é uma graça, adoro homens que cuidam de bebês e neste temos dois, um que é pai e outro que decide ser babá e no final se dá muito bem, ganha tudo ao mesmo tempo, kkkkk. Realmente não é muito hot, mas quando “engatam” a coisa pega fogo, vale a espera! O melhor de tudo é que foi escolhido para ser um presente, e foi ótimo. Obrigada, Kizy!!!

Capítulo Um

 

"Não é educado cuspir a comida no papai,” Hunter Monroe disse ao seu filho de um ano e meio de idade, Chase. "Papai está vestindo Versace e este terno custa uma fortuna.”



O bebê deu uma risadinha, arrulhou e babou espinafre pelos cantos da boca.

Hunter limpou a comida do rosto da criança com um guardanapo e, em seguida, olhou para o relógio. Seis e meia. Onde diabos está a babá? A cerimônia de premiação seria dali a duas horas e ele precisava chegar lá para ajudar seus esteticistas a transformar atores em estrelas de cinema.

A agência de babá havia garantido a ele que teria uma babá às seis. A última babá de Chase tinha se casado, deixando-o na mão e forçando-o a colocar Chase na creche, que ele detestava. Ele prometeu a si mesmo, depois que Rebecca o abandonou e quando ele ganhou a custódia integral de seu filho, que Chase teria a melhor vida que ele poderia dar a ele. Ele tinha uma longa lista de babás à espera para serem entrevistadas, só que a partir de amanhã.

O telefone tocou. Hunter abaixou para escapar de outro monte de espinafre molhado que voou para fora da boca de Chase e pegou o telefone. A pessoa na outra linha era seu melhor amigo, Adam Becall, agente das estrelas.

"Onde está você?" Adam perguntou.

"Ainda em casa, esperando a babá,” Hunter respondeu. "A agência me disse que poderia estar aqui por volta das seis.”

"Eu sei o nome de quem está disponível. Nossos filhos estão com os avós esta noite então nós não precisamos de uma babá. Vou dar uma ligada para Terry por você."

"Claro, tudo bem,” disse Hunter que ouviu a tigela de creme de espinafre bater no chão, seguido por risos de um Chase confuso. "Você pode enviá-la rapidamente? Hoje Chase está impossível. Ele simplesmente jogou um prato de espinafre no chão."

"Garoto inteligente,” respondeu Adam. "Espinafre é uma merda. Vejo você na premiação."

Hunter ouviu o clique quando Adam desligou, depois voltou sua atenção para seu filho e foi recompensado com um sorriso amável e duas covinhas gêmeas. "Você vai se meter num monte de encrencas quando começar a ser adolescente. Tenho de me lembrar disso."

Chase apenas riu quando Hunter inclinou-se para limpar a bagunça. "Espinafre é bom para você. É repleto de vitaminas e lhe dará músculos como o Popeye." Nossa. Estou parecendo meu pai. Seis anos atrás, ele nunca teria imaginado essa cena. Sua vida com a mãe de Chase era cheio de festas e bebidas. A paternidade o tinha mudado para melhor. Ele não se arrependeu de buscar a custódia integral de Chase. Rebecca nunca quis a criança. Tudo o que ela queria fazer era beber e um dia a festa acabou. Ela tinha morrido tragicamente alguns meses antes, quando calculou mal uma curva e perdeu o controle de seu carro. Sua jovem vida terminou antes que ela tivesse a chance de amadurecer. Que desperdício, ele pensou quando arrumou os materiais de limpeza e lavou as mãos.

A campainha tocou poucos minutos depois, após Hunter ter limpado Chase e estar prestes a deitá-lo para uma soneca. "Isso deve ser um dos assistentes.” Hunter não se importava qual. Ele levou Chase de volta e desceu as escadas com ele. "Quem é?"

"Terry Rayburn."

Amigo de Adam. Hunter abriu a porta e encontrou um jovem de pé do outro lado.

"O Sr. Becall me mandou. Ele disse que precisava de uma babá."

Terry tinha 1,70 de altura, uns 63,5 kg, cabelos escuros na altura dos ombros e olhos azuis bebê. Ele usava um par de jeans, uma camiseta azul e carregava uma mochila.

"Mamã,” disse Chase estendendo ao jovem suas duas mãozinhas rechonchudas.

"Você é um cara.”

Terry concordou. "Ao menos na última vez que chequei. E este deve ser Chase. Você não é uma gracinha?"

Hunter olhou o jovem. Ele parecia bastante decente, mesmo precisando de um corte de cabelo. Ele tinha uma pele ótima e cheirava como se tivesse acabado de sair do chuveiro. "Entre.” Ele se afastou e deixou Terry entrar, depois o levou até a sala de estar.

"Você tem uma boa casa,” disse Terry, tirando a mochila e colocando no chão ao lado de seus pés depois que ele se sentou.

"Eu nunca deixei Chase com um babá homem antes.”

"Nós vamos ficar muito bem,” Terry garantiu-lhe. "Eu trouxe alguns livros para ler para ele e se a leitura não ajudar tenho uma fita de canções de ninar de reserva para acalmá-lo para que durma.”

"Você cuidou de outras crianças, além do Sr. Becall?"

"Sim,” Terry respondeu. "Eu já cuidei de várias.” Ele puxou uma pasta de sua bolsa e entregou suas referências para Hunter. Hunter, por sua vez entregou Chase a Terry, já que Chase havia sido afetado por ele desde que chegou à porta.

"Mamã,” disse Chase novamente.

Hunter ficou irritado que as primeiras palavras de seu filho fossem “mamãe” para um homem estranho. Tudo bem que Chase poderia ter ficado confuso por causa do cabelo preto sedoso, dos lábios carnudos e da pele macia. Ok, não há tempo para cobiçar. Eu tenho que chegar à cerimônia de premiação.

"Você pode dizer Terry?"

"Mamã,” disse Chase claramente.

"Será que sua mãe tem o cabelo preto?" Terry perguntou, balançando Chase ternamente em seus braços.

Hunter tirou os olhos das referências o tempo suficiente para ver a ligação de seu filho com o belo rapaz. "Não, ela tinha o cabelo vermelho. Ela morreu dois meses atrás."

"Sinto muito,” disse Terry, ainda balançando a criança. "Perder alguém que você ama deve ser muito difícil.”

“Sim.”


"E ele é uma criança tão bonita.”

Hunter olhou novamente. Chase tinha adormecido nos braços de Terry.

"Parece que você não vai ler esses livros.” Ele fechou a pasta. Terry tinha algumas credenciais impressionantes, incluindo certificados no RCP infantil e salva-vidas. “Qual é sua idade?”

"Vinte e três.” Terry respondeu. "Eu estou no meu último ano na faculdade, onde estou me formando em psicologia e nutrição infantil.”

A bela cena diante dele fez com que Hunter se lembrasse da Madonna e a criança. "Deixe-me mostrar o seu quarto.”

Hunter e Terry seguiram até as escadas, ainda segurando a criança adormecida enquanto iam até o quarto de Chase. Terry colocou o bebê no berço e depois rastejou para fora novamente com Hunter, desceram as escadas e foram até a sala de estar.

"Sirva-se de tudo o que quiser na geladeira, exceto a cerveja.”

Terry deu uma risadinha. "Eu não bebo cerveja.”

Hunter sorriu. "É bom saber isso. De qualquer maneira não é alcoólica. Há filmes na estante e petiscos nos armários."

“Não, obrigada. Eu só vou sentar aqui e estudar. Eu posso ouvir Chase caso ele acorde."

"Você parece um jovem muito responsável e tem a pele impecável.”

"O Sr. Becall me disse que você era um maquiador.”

"Posso?" Hunter perguntou caminhando em direção a Terry.

Terry concordou quando Hunter examinou seu rosto.

"Sem maquiagem ou espinhas. Você é muito lindo."

Terry corou.

"Qual é o seu segredo?"

"Nada de petiscos, muito hidratante, água e muito descanso.”

"Alguém como você poderia me colocar fora do negócio,” brincou Hunter enquanto corria o dedo para baixo na pele sedosa de Terry. "E você tem belos dentes e um bom físico também. Você já considerou ser modelo?" Hunter afastou-se rapidamente quando o seu corpo respondeu ao contato com Terry.

"Não,” Terry respondeu quando Hunter tirou a mão. "A escola é o suficiente para mim no momento.”

"Eu estarei em casa em torno das 11 horas.”

"Eu vou estar aqui,” disse Terry andando até a porta.

"Eu deixei os números de emergência anotados na geladeira.”

"Relaxe,” disse Terry. "Tudo vai ficar bem.”

Hunter pegou as chaves do carro e abriu a porta. "Vejo você quando eu voltar.”

Terry sorriu. “Divirtam-se!”

 

 

"Você poderia ter me falado que o acompanhante era um homem,” disse Hunter a Adam enquanto ele trabalhava no rosto de um ator. Espinhas e verrugas eram difíceis de cobrir, mas Hunter era um especialista e fez o seu melhor para dar ao homem a aparência da pele quase perfeita.



"Será que ser homem importa?" Adam perguntou quando ele observou Hunter trabalhar. "Terry é muito bom com crianças e muito responsável.”

"Não é isso que quero dizer e você sabe disso.”

Adam riu. "Ei, o fato de ele ser bonito é apenas um pequeno incentivo adicional."

“Para quê?” Hunter perguntou.

"Para tirar você dessa seca.”

"Eu não estou numa seca,” disse Hunter, ambos ignorando o fato de que outras pessoas estavam ouvindo.

"Então você pode explicar porque você veio hoje à noite para a cerimônia de premiação sem um encontro?" Adam perguntou enquanto admirava o trabalho de Hunter.

"Isso não significa que eu estou numa seca. Eu sou apenas exigente sobre a minha manteiga de amendoim."

Tanto Adam quanto o ator deram uma risadinha.

"De qualquer forma, eu apenas tenho em minha cabeça que babás são supostamente garotas adolescentes.”

"Essa é uma maneira muito machista de pensar,” respondeu Adam. "É quase tão ruim quanto uma mulher dizendo que é uma mãe melhor do que um homem só porque ela pode dar à luz.”

Hunter fez uma careta. Ele sabia por experiência que não era verdade.

"E, além disso, ele precisa do dinheiro. Ele ficou órfão em tenra idade e está se garantindo financeiramente como babá e outros biscates até se formar."

"Órfão?" Hunter perguntou. "Pobre criança.”

Ele acabou com a maquiagem do ator e enviou-o ao encontro de seu público. Hunter não precisaria se preocupar mais com Terry assim que contratasse uma babá em tempo integral para Chase. "Ok, eu vou dar uma chance a ele por um tempo. Ele parece ser um homem bastante jovem e bonito e Chase se apaixonou por ele à primeira vista."

"O bebê demônio?"

Hunter não estava ofendido pelo apelido que Adam deu para Chase. Adam era o padrinho de Chase e sabia várias coisas sobre o bebê, suas birras, sua recusa por alimentos e seus vômitos. Seus dentes estavam começando a nascer e Hunter não estava ansioso por essa experiência. "Sim, ele se esticou para Terry e disse a mamãe.”

"O quê?" Adam perguntou rindo.

"Você me ouviu. Ele chamou o rapaz de mãe, não uma, mas cerca de três vezes e continuou se esticando para ele."

"Talvez seja o cabelo. Minha Becky acha que Terry parece um pop star." Becky era a filha de oito anos de Adam. Ele riu novamente. “Eu não me preocuparia com isso se eu fosse você. Afinal, ele é apenas um bebê."

"A primeira palavra falada de Chase," Hunter respondeu.

“Ah.” Adam disse, apertando as mãos contra o rosto num gesto cheio de zombaria.

"Sim, você está certo. Acho que é melhor terminar aqui e irmos para os nossos lugares." Ele colocou suas coisas, verificou sua aparência no espelho e seguiu Adam até a saída.

 

 

Duas horas depois ele chegou em casa e encontrou Chase dormindo e Terry ainda na sala de estar fazendo sua lição de casa.



"Espero que ele não tenha sido demais.”

"Não, senhor, ele foi ótimo. Chase dormiu a maior parte do tempo e só se levantou para uma troca de fralda e depois voltou a dormir."

"Será que ele te chamou de mamãe de novo?" Hunter perguntou, olhando Terry dos pés a cabeça quando pegou sua carteira e o pagou.

"Sim. Acho que sua confusão de gênero é bonitinha. Ele vai morrer de vergonha quando tiver 15 anos e você contar sobre isso para os amigos dele."

Hunter riu. Terry tinha um grande senso de humor. Ele caminhou até a porta. "Posso chamar você de novo se eu precisar de uma babá?"

"Claro,” disse Terry pegando um cartão de visita de sua bolsa e entregando para Hunter. "Ele tem o meu nome completo e o número do telefone celular. Na maioria das noites eu estou em casa."

"E durante o dia?"

"Quase todos os dias também. Eu estou tendo minhas últimas aulas online, mas ocasionalmente saio para comer."

Hunter não sabia se ficar preso em casa era uma coisa boa ou não. Garotos de sua idade deveriam estar saindo de vez em quando com seus amigos. O fato de ele ainda continuar pensando em Terry muito depois que ele tinha ido, o atormentou. Ele era apenas um jovem com a pele bonita e bom cabelo.

Capítulo Dois

 "O que quer dizer que eles querem brigar comigo pela custódia de Chase?" Hunter olhou para seu advogado, Matthew Brown, que estava sentado diante dele nos escritórios de advocacia de Brown, McDermott e Hingle. Matthew o tinha representado em seu caso de custódia original.

"Os pais de Rebecca sentem que podem fazer um melhor trabalho de criar Chase do que você.”

"Eles tem quase 60 e não fizeram um trabalho muito bom com a sua própria filha.”

"Eles não veem isso dessa forma,” disse Matthew, folheando algumas páginas do documento legal. "Por alguma razão eles acham que você não é uma pessoa responsável. Você tem alguma ideia de por que eles acham isso?"

Hunter suspirou. "Eles ainda acham que sou responsável pela morte de Rebeca.”

"Mas você não tem nada a ver com sua morte. Ela caiu de um penhasco."

"Ela tinha uma contagem de álcool muito elevada. Ela e eu costumávamos beber muito e ir a festas quando éramos jovens, mas ela já era assim muito antes de eu conhecê-la. Eu mudei."

Matthew fechou a pasta e passou para ele. "Você não tem que me convencer. Você tem que convencê-los e ao juiz."

"Por que eu deveria?" Hunter protestou. "Eu sou o pai biológico de Chase, comprovado por um teste de DNA.”

"O juiz vai levar isso em consideração, mas ter o mesmo DNA não faz de você um bom pai. Se os avós sentirem que você colocou Chase num ambiente inseguro, eles têm o direito de apresentar uma petição."

Hunter abriu a pasta e leu a petição, fazendo uma careta por causa da maneira que eles descreviam seu comportamento e o que eles pensavam dele. Algumas das acusações poderiam ter sido verdade na época, mas ele tinha parado de beber a cinco anos e até mesmo a cerveja na sua geladeira era do tipo sem álcool, e era para os hóspedes. Ele também desistiu das festas, exceto das que eram dadas por sua empresa e outras empresas afiliadas em seu campo. E ele não tinha saído muito desde que Chase havia nascido. Ele tinha ido para casa logo após a cerimônia de premiação, mesmo se tivesse sido convidado para muitas pós-festas. Lutando pela custódia de seu filho? Ridícula! "O que eu devo fazer agora?" perguntou a Matthew.

"Jogar fora todos os esqueletos de seus armários.”



Esqueletos? O que isso significava?

"As drogas, mulheres promíscuas, fetiches.”

Hunter revirou os olhos para o teto. "Caia na real.”

"Eu estou sendo realista,” disse o advogado. "Não pense que você não vai ser investigado a fundo, apenas porque você tem a maior empresa de cosméticos dos Estados Unidos. As pessoas vão entrar em sua casa e procurar tudo de A a Z. Eles vão olhar para ver se a criança tem sua própria cama, comida e também verificar seus registros de vacinação."



Eu vou ser tratado como um criminoso.

"Queime seu estoque de Playboy ou deixe as revistas com um amigo até que tudo isso acabe.”

Hunter fez uma careta. "Eu não tenho um estoque de Playboy".

"Playgirl, então.”

Hunter fez uma careta para ele. Seja verdadeiro. “Eu trabalho com algumas das pessoas mais belas em Hollywood. Eu não preciso de revistas enquanto tiver acesso à coisa real."

"Verdade,” disse Matthew. "E quanto à babá? Você já encontrou uma de forma permanente para Chase?"

"Ainda não,” respondeu Hunter. "Ele ainda vai para a creche.”

"Espero que seja uma das melhores em Malibu.”

"A melhor que o dinheiro pode comprar, mas eu realmente não gosto do lugar, e não porque haja algo de errado com ele. Eu só quero que Chase tenha uma babá porque ela pode dar mais atenção a ele."

"Então, encontre uma babá rápido. Meu conselho seria para que encontre uma esposa, mas nem mesmo você pode fazer um milagre."

"Eu poderia encontrar uma, se eu realmente tentasse,” disse Hunter em sua própria defesa. "Mas os Reynolds iam desconfiar de um casamento rápido."

"Você ao menos tem saído com uma mulher bonita que não teria medo de levar para casa para conhecer seus pais?"

Hunter balançou a cabeça. "Eu não estou namorando ninguém no momento. Eu realmente não tenho tempo. Eu vou trabalhar e depois volto para casa para Chase. Temos que passar algum tempo de qualidade juntos."

"Pode ajudar se você convidar os avós para irem à sua casa para que possam ver a interação entre você e Chase.”

Essa até que não é uma má ideia, Hunter pensou. Ele nunca planejou manter o neto longe deles, mas eles se afastaram de Malibu após Rebecca morrer. "Eu farei qualquer coisa que puder para que isso seja resolvido,” disse Hunter a Matthew. "Eu tenho algumas mulheres que serão entrevistadas para o cargo de babá esta semana. Uma está chegando esta tarde." Ele se levantou. "Basta me manter informado quando souber de alguma coisa.”

"Farei isso,” disse Matthew, levantando e apertando a mão dele. "Quanto mais cedo fizermos isso melhor.”

 

 

A provável babá sentada diante dele parecia forte o suficiente para chicoteá-lo. Tinha 1,83 de altura, músculos salientes e um rosto congelado numa carranca perpétua. Chase deu uma olhada para Inga Swenson e começou a gritar.



"Dê a criança para mim,” disse Inga.

Contra sua vontade, Hunter entregou Chase para a mulher que o colocou em seu braço como uma bola de futebol.

"A criança tem que aprender quem é a figura de autoridade.”

O pobre Chase gritou como uma banshee. Seus grandes olhos castanhos se arregalaram com medo. Hunter pegou seu filho e entregou para ele seu ursinho de pelúcia favorito vestido de marinheiro.

"A criança vai crescer dependente desse objeto,” Inga respondeu. "Então você vai ter dificuldade para separá-lo do urso."

"Bem, muito obrigado por ter vindo,” disse Hunter, levantando-se subitamente. "Vou pensar bem sobre tudo isso.”

Inga se levantou e seguiu-o até a porta.

Chase tinha parado de gritar, mas o agarrou com uma mão e com a outra se agarrava ao urso.

Hunter se despediu de Inga e ficou olhando de longe até que ela chegasse ao seu Volvo branco. Ele jogou seu currículo no lixo logo depois que fechou a porta. "De jeito nenhum,” disse a Chase. "Ela é muito assustadora até para mim.”

 

 

As candidatas dois e três eram muito ruins. A número dois parecia, vestia-se e agia como uma estrela pornô. E a três mal conseguia falar inglês. Mas Hunter só falava inglês e ele precisava se comunicar com ela para que eles se dessem bem.



Seu telefone tocou. Adam. “Oi?”

"Amy Winston precisa de alguém para fazer a maquiagem de uma divulgação em revista,” Adam disse a ele.

"Quando e onde?" Hunter perguntou ao seu amigo.

"Hoje à noite em sua casa.”

"Eu tenho que ver quem está disponível para algo tão rápido.” A maioria de seus esteticistas estava muito ocupada nesta época do ano.

"Ela não quer nenhum de seus esteticistas. Ela quer que você."

Amy Winston era um dos maiores clientes de Adam e uma das mais quentes atrizes em Hollywood. Era uma menina, mas não tecnicamente uma menina, já que estava na casa dos trinta. Eles se encontraram algumas vezes quando ele tinha feito a maquiagem para vários eventos grandes. "Eu tenho que encontrar alguém para ficar com Chase.”

"Você quer que eu tente Terry?"

"Eu tenho o número dele," Hunter respondeu, puxando o cartão de Terry de sua agenda. Ele geralmente programava os números importantes em seu celular, só que ele não tinha pensado muito em Terry, pois estava tentando encontrar uma babá permanente para Chase. "Espere um momento,” disse a Adam e discou o número usando o seu celular.

"Olá,” uma bela voz masculina respondeu, mas não era Terry. A voz de Terry era um pouco mais suave.

"Posso falar com Terry Rayburn?"

"É para você,” disse o outro homem.

Terry respondeu. “Oi?”

"Terry, aqui é Hunter Monroe, pai de Chase. Você está disponível para cuidar de Chase por algumas horas hoje à noite? Desculpe-me por ligar em cima da hora, mas é que tenho um trabalho urgente a fazer.”



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