Quero registrar nos anais desta Casa Legislativa, que é a Casa de todos os brasileiros, a merecida escolha do escritor gaúcho Moacyr Scliar para ocupar a 31ª cadeira da Academia Brasileira de Letras



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Encontro26.01.2018
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A SRA. MARIA DO ROSÁRIO (PT - RS) pronuncia o seguinte discurso: Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero registrar nos anais desta Casa Legislativa, que é a Casa de todos os brasileiros, a merecida escolha do escritor gaúcho Moacyr Scliar para ocupar a 31ª cadeira da Academia Brasileira de Letras.

Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre a 23 de março de 1937.

Em 1943, começou seus estudos na Escola de Educação e Cultura, também conhecida como Colégio Ídiche, onde sua mãe chegou a lecionar. Em 48, transferiu-se para o Colégio Rosário, um ginásio católico.

Em 1955 ingressou na faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se formou em 1962.

Seu primeiro livro publicado foi "Histórias de Médicos em Formação", publicado em 1962, depois desse livro a produção literária de Scliar não parou mais.

É autor de mais de 30 obras entre romances, ensaios, contos e artigos. Tem traduções de seus livros em vários idiomas, entre eles, alemão, francês, espanhol, inglês, italiano, hebraico e sueco.

Em 1989, Moacyr Scliar recebeu, em Cuba, o prêmio internacional Casa de Las Américas pelo livro "A Orelha de Van Gogh".

Moacyr Scliar é hoje um dos escritores mais representativos da literatura brasileira contemporânea. Os temas dominantes de sua obra são a realidade social da classe média urbana no Brasil e o judaísmo. As descrições da classe média feitas por Scliar são, frequentemente, inventadas a partir de um ângulo supra-real.

Entre suas obras mais importantes estão: "A História de um Médico em Formação" (1962); "A Guerra do Bom Fim" (1972); "O Exército de um Homem Só" (1973); "Mês de Cães Danados" (1977); "O Centauro no Jardim" (1980); "A Orelha de Van Gogh" (1988); "Olho Enigmático" (1988) e "A Mulher que Escreveu a Bíblia" (1999).

Esse registro se faz necessário nesse momento tão importante para a vida política do nosso país, onde o Congresso Nacional discute as reformas tão necessárias para o Brasil, mas uma ocasião tão especial merece que se abra um espaço para sairmos dessa rotina e deixarmos que a emoção da escolha do Scliar como o mais novo imortal da Academia ganhe espaço. A escolha praticamente unânime dos acadêmicos premia a competência do autor porto-alegrense e, de certa forma, repara uma injustiça cometida com a literatura gaúcha quando a Casa de Machado de Assis negou o fardão ao poeta Mario Quintana.



Scliar está de parabéns. O Rio Grande do Sul está de parabéns. O Brasil está de parabéns. Nossa literatura está de parabéns. Todos ganhamos com Moacyr Scliar na Academia Brasileira de Letras.

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