Racionalismo idealista de hegel



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AULA 02

FILOSOFIA DO DIREITO

RACIONALISMO IDEALISTA DE HEGEL

Georg Wilhelm Friedrich Hegel ( 1770-1831)
JUVENTUDE

  • Nascido em Stuttgart, em 1770

  • Educação:

  • Liceu ou Ginásio de Stuttgart

  • Seminário Teológico de Tübingen (Protestante)

  • Amizade estreita com Schelling e Hölderlin

  • Furor com a revolução francesa: os 3 amigos plantam a “Árvore da Liberdade” para comemorar o 14 de Julho (Queda da Bastilha)

  • Recebe, em 1793, o título de doutor em Teologia e Filologia

A Árvore da Liberdade
O TRABALHO COMO PRECEPTOR

  • Schelling conseguiu trabalho como professor. Hegel, assim como Hölderlin, foi trabalhar como preceptor em Berna, na Suíça (1793-1796), educando os filhos da família Steiger.

  • Biblioteca da família lhe propiciava continuação dos estudos

  • Obras do período: “Vida de Jesus” (1795) e “A positividade da religião cristã” (1796), em que aborda as relações entre religião e moral

  • Em 1797, muda-se para Frankfurt, a convite de Hölderlin.

  • Passa a trabalhar como Preceptor dos Gogel, família cosmopolita que se opunha às monarquias não constitucionais.

  • Escreve O espírito do cristianismo e seu destino, em que aborda a evolução histórica e a positivação da religião cristã.

  • Em 1799 morre seu pai, deixando para Hegel uma pequena herança, o que o motiva a se mudar para Jena.


A MUDANÇA PARA JENA

  • Capital do Grande Ducado de Saxe-Weimar. Terra de Goethe e Schiller, onde também morava Schelling.

  • Em 1800, com algum dinheiro no bolso, Hegel se transfere para a cidade de Jena, onde consegue uma vaga de professor na Universidade local, graças a Schelling, então no auge da fama.

  • Em 1801, apresenta tese de habilitação (De Orbitis Planetarum) com a qual se torna Professor Privado (Privatdozent)

Atividades em Iena

  • Funda com Schelling o Jornal Crítico de Filosofia (1802-1803), no qual publica seus primeiros ensaios filosóficos.

  • Em 1805, é nomeado Professor Extraordinário da Universidade de Jena, passando a receber remuneração.

  • Escreve A fenomenologia do espírito nessa época, marcando seu rompimento com Schelling.


INVASÃO DE JENA

  • Tropas Francesas de Napoleão invadem e tomam a cidade de Jena, no ano de 1807.

  • Hegel tem medo de que sua obra “Fenomenologia do Espírito”, recém enviada ao Editor, não chegue às suas mãos. Por isso ele foge para a Baviera com o manuscrito de sua obra, que é publicada em 1807, com ajuda de Niethammer.


BAVIERA

  • Consegue emprego como redator da Gazeta de Bamberg, função que só ocupou até 1808, por divergências com o governo.

  • Torna-se reitor do liceu de Nüremberg (instituição de ensino protestante), onde faz de tudo um pouco.

  • Nesta época publica Propedêutica filosófica, uma obra de introdução ao seu próprio pensamento filosófico.

  • Em 1811 se casa com Marie Von Tucher, de 20 anos.Teve dois filhos: Karl e Immanuel, que se tornaram, respectivamente, historiador e pastor.

  • Publica, em 1812, a primeira parte de sua Ciência da lógica.


HEIDELBERG

  • Em 1816 é convidado para ser professor universitário em Heidelberg.

  • Publica, em 1817, a Enciclopédia das ciências filosóficas, em que busca resumir e sistematizar a integralidade de seu pensamento. A obra é um sucesso.

Berlim

  • Entre 1817 e 1819, Hegel desembarca em Berlim para assumir a Cátedra de Filosofia da Universidade local, vacante desde a morte de Fichte em 1814.

  • Auge: ministra vários cursos (Lições de história da filosofia, Lições de estética, Lições de filosofia da religião, Lições de filosofia da história, Princípios da filosofia do direito) que só seriam publicados após sua morte, que se deu em 1831 (cólera).

  • Enterro: 16 de novembro de 1831.Foi acompanhado por massa enorme de estudantes universitários, sem nenhum representante do governo, que o detestava por suas idéias “perigosas”. Por isso, o chefe de polícia de Berlim, que autorizara o enterro, perdeu seu cargo.


FILOSOFIA

  • Não procurou elaborar “o seu sistema de filosofia”

  • Era uma convergência, num só sistema, de todo pensamento filosófico da humanidade

  • “ Apenas juntei” – Hegel

  • Não se considerava um positivista ou discípulo de Hume


INFLUÊNCIA DE KANT

  • A matriz teórica do hegelinismo foi o criticismo de Kant

  • Mas divergiu de Kant em alguns pontos;

  • Por ex. Para ele ser e dever-ser ao se unir se tornavam iguais ( o que Kant negava)

  • Acrescenta ao pensamento de Kant a concepção de CONCREÇÃO DIALÉTICA


CONCREÇÃO DIALÉTICA

  • Para Hegel a superação está na dialética e não apenas na lógica-formal;

  • Mas a dialética (tese-antítese-sintese) se dá por meio do elemento histórico;

  • A realização do “Espírito” se dá na História

  • Essa preocupação Histórica está ausente no pensamento Kantiano;

  • Propõe um chamado PANLOGISMO – superação da lógica


IDEALISMO RACIONAL

  • Toda a teoria do conhecimento vem marcada pela idéia de que a realidade mora na racionalidade;

  • O sujeito é o construtor da realidade das coisas na idealidade da razão;

  • Nada existe fora do pensamento, pois tudo o que é conhecido, já é pensamento;

  • “ O que é real é racional, o que é racional é real”;

  • Isto não quer dizer que tudo o que é racional é real, ou vice-versa;

  • Pois o caos, a desordem é real, mas não é racional;

  • O sentido de organização, decorre exatamente da intervenção do homem como ser racional sobre a realidade;


RACIONALISMO JURÍDICO

  • Racionalismo jurídico – o Direito e a Justiça (que vem para organizar o caos) são identificados como que há de racional;

  • A meta da racionalidade jurídica – expansão histórica da absorção do irracional pelo racional


PANLOGISMO HEGELIANO

  • A sua teoria do conhecimento se reveste de um certo tom de teoria do ser;

  • Está imersa uma certa metafísica e uma certa gnoseologia, a um só tempo;

  • A sua preocupação portanto extrapola a lógica;


TRILOGIA DOS “ESPÍRITOS”

  • ESPÍRITO SUBJETIVO – é a razão

  • ESPÍRITO ABSOLUTO – é a filosofia

  • ESPÍRITO OBJETIVO – se manifesta em direito, moralidade e costume


ESPÍRITO OBJETIVO

  • DESDOBRAMENTO DIALÉTICO DA NOÇÃO DE VONTADE:

  • DIREITO (Tese) – “Liberdade em si” – (se projeto para fora)

  • MORALIDADE (Antítese) – “Liberdade para si” – (se projeta para dentro)

  • COSTUME (Síntese) – “Liberdade feita objeto social e coletivo do comportamento”


DIREITO

  • É a liberdade em grau máximo, em sua abstração lógica mais genérica;

  • É o existir da vontade livre;

  • É essa vontade livre que haverá de se converter em vontade determinada com a formação dos direitos positivos dos Estados;

  • É universal, lógico, abstrato, absoluto, mas também concreto, relativo e cultural



LEI

  • È a concreção da vontade do Direito

  • É a visibilidade da liberdade abstrata contida na noção de Direito

  • È por meio da lei que se estabelecem os direitos e os deveres de forma clara e acessível a todos


CRIME

  • Manifestação contrária aos anseios da Ordem, Controle e Racionalidade inerentes ao ordenamento jurídico;

  • Consiste na negação da negação instituída pelo Estado no exercício da conduta de seus cidadãos:

  • Se prevê crime como forma de impedir que o âmbito de um atravesse o âmbito de outro;


HISTORICISMO JURIDICO

  • Os indivíduos possuem direitos;

  • Esses direitos vêm pela ordem jurídica;

  • O Direito historicamente concretiza-se, individualiza-se, torna-se realidade fenomênica de um modo pluricultural.

  • Positividade do direito – exteriorização dos sentidos de viver, das diferenças e tendências dos povos na história, através da ordem jurídica.


ESTADO

  • O Estado é um elemento fundamental da formação dos Direitos; (APOLOGISTA DO ESTADO)

  • É a manifestação do “Espírito”;

  • É um estágio evolutivo das corporações humanas que oferece aos cidadãos a ordem e o império da razão;

  • O Estado sem ordem jurídica não é Estado, segundo Hegel.

  • O Estado Pós-Kantiano é um Estado guiado pela idéia do imperativo categórico;

  • Para Hegel, a verdadeira liberdade estaria no Estado.

  • Pior do que o pior dos Estados é a ausência de Estado”.

  • Nada acima do Estado, além do Absoluto. ( Recebeu críticas de Popper, por dessa forma pregar o totalitarismo)

  • Anti-Contratualista.

  • Três momentos de desenvolvimento dos Estados:

  • Organização interna

  • Reconhecimento de sua condição de Estado por outros Estados

  • Hegemonia sobre demais Estados, influenciando o rumo da história dos povos.


DIREITO INTERNACIONAL

  • A pluralidade de Estados existentes são a manifestação da pluralidade de espíritos nacionais existentes;

  • O direito internacional surge como forma de compatibilização das vontades internacionais;

  • Os Estados entre si tem que conviver racionalmente



ESPÍRITO DO MUNDO

  • O Espírito do mundo é superior ao espírito dos diversos Estados e pronuncia irrevogavelmente a sua sentença sobre eles;

  • A guerra não é manifestação legítima de resolução de contendas no plano internacional, pois vai contra o “Espírito do Mundo”

  • 04 Graus no processo incessante do Espírito do Mundo: Oriental, Grego, Romano, Prussiano

  • No Estado Prussiano ou germânico está o ideal derradeiro dos Estados, baseado na monarquia prussiana.



CORUJA DE MINERVA
"Quando a filosofia pinta seu cinza sobre cinza, uma forma de vida envelheceu: e, com o cinza sobre cinza, esta não consegue se rejuvenescer, mas apenas reconhecer. A coruja de Minerva começa seu vôo com o cair do entardecer"- Hegel


  • “Quando tudo está perdido sempre existe um caminho” (Renato Russo)

  • Quando tudo parece estar escurecido, cumpre ao filósofo iluminar o caminho com suas idéias, tratando os problemas de forma diferente.



CITAÇÕES DE HEGEL

  • "O mais alto objetivo da Arte é o que é comum à Religião e à Filosofia. Tal como estas, é um modo de expressão do divino, das necessidades e exigências mais elevadas do espírito."

  • "A harmonia da infância é um dom da natureza; a segunda harmonia deve resultar do trabalho e do culto ao espírito."

  • "Nada existe de grandioso sem Paixão."

  • "Tudo o que é racional é real e tudo o que é real é racional."

  • "O verdadeiro é o todo."

  • "Quem quer algo de grande, deve saber limitar-se. Quem, pelo contrário, tudo quer, nada, em verdade, quer e nada consegue."

  • "Napoleão é o espírito do mundo a cavalo."

  • “A verdadeira liberdade é auto consciente na medida que eu tenho auto consciências ao meu redor.”




Profª Marianne Rios Martins

mriosmartins@terra.com.br



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