Rede ministerial



Baixar 376.03 Kb.
Página1/4
Encontro12.12.2017
Tamanho376.03 Kb.
  1   2   3   4

Igreja Evangélica Kyrios



Prefácio





Todo Cristão sincero quer servir ao Senhor, os nossos dons são um meio pelo qual podemos ser útil ao Reino de Deus.
Deus em sua multiforme sabedoria nos deu presentes que são armas espirituais para o povo de Deus. Não há melhores ou piores, somos todos alvos da Graça de Deus, todos somos cooperadores na seara do Pai.
Que este estágio possa liberar você para crescer, glorificando a Cristo com seus dons e ministérios

Pr. Klaus Piragine

Igreja Evangélica Kyrios

Índice







Título Página

Prefácio 02

Lição 01 - O Sacerdócio de Todo do Cristão . 04

Lição 02 - Deus quer usar os Nossos Talentos. 06

Lição 03 - Os Presentes de Deus 09

Lição 04 - Definindo os Dons Espirituais - Parte I 13

Lição 05 - Definindo os Dons Espirituais - Parte II 17

Lição 06 - Definindo os Dons Espirituais - Parte III 19

Teste - Descobrindo os seus Dons Espirituais 23

Lição 07 - Cinco Áreas Ministeriais para o seu “Potencial Ministerial” 35

Lição 08 - Definindo sua Área Ministerial 38

Leitura Final 40

Bibliografia 48


ESTÁGIO IV
LIÇÃO 1

O SACERDÓCIO DE TODO CRISTÃO
I Pedro 2. 5 “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais , agradáveis a Deus por intermedio de Jesus Cristo.”

Introdução.

Todos temos desejo de conhecer ou reconhecer em nós os dons que o senhor Jesus nos outorgou. Queremos saber no que podemos ser útil para o Senhor da Gloria. Esse estágio tem por objetivo instruir cada aluno da escola bíblica, a descobrir e usar seus dons em nossa comunidade. Lembre-se que o teste que você fará não pode limitar a sua experiência em cada ministério. Na verdade é ela que dirá realmente foi chamado a fazer. O teste apenas será como um orientador de ministérios.

A importância para a saúde da igreja é que, cada um saibamos o que devemos fazer em nossa comunidade, alocando pessoas certas, nos lugares certos, pelos motivos certos. O uso dos dons não é mais uma atividade em nosso dia agitado, mas acreditamos que todos aqueles que conhecem a Cristo, glorificam a ele , no serviço ao reino. Ministrando através de seus dons a sua comunidade.
1- O início da Revelação.
Deus, antes de começar a se revelar de uma forma muito mais clara para a humanidade, algo que Ele fez de modo absoluto através de Jesus (Heb.1:1), se manifestava à apenas alguns homens. Vemos exemplos como os de Abraão, Isaque e Jacó, isto é, aqueles que conhecemos como os patriarcas e que prestavam culto quase que individualmente. O patriarca (Pai) de uma tribo é que representava a sua família perante Deus e, portanto, podemos dizer que ele era o “sacerdote” no lugar de todos.

Talvez Moisés tenha sido o último grande homem que foi feito “sacerdote” de todo um povo ainda nos moldes dos patriarcas. Após ele, instituiu-se um culto organizado em torno do tabernáculo, mesmo tendo sido o próprio Moisés escolhido como pivô da criação do mesmo. Era um pequeno templo móvel onde Deus se manifestava ao povo de Israel, e o mais importante, já aparece aqui, no meio do povo uma tribo inteira para cuidar dos serviços religiosos os então chamados sacerdotes (a tribo de Levi). Ainda assim, o ministério estava restrito a esta tribo, ninguém mais podia se meter em assuntos religiosos, principalmente as mulheres, crianças e doentes que só podiam ficar do lado de fora das tendas, ou seja, a parte do tabernáculo que se denominava arraial.

Com a entrada do povo de Israel na terra prometida, (Canaã), a mesma organização religiosa do tabernáculo se manteve. Naquele tempo, com os reis e o crescimento do povo, apenas houve um aumento das pessoas que faziam o serviço do templo, mas o sacerdócio continuava restrito, somente a oficiais ungidos.

Mesmo depois da dispersão de Israel pelas nações e a destruição do templo, quando foram instituídas as sinagogas, o serviço religioso era feito por lideres religiosos, isto até ao tempo de Jesus.

Mas a promessa de Deus estava apontando para como isso iria terminar. No livro do profeta Joel há uma profecia belíssima acerca desse fim “e acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne ; vossos filhos e vossas filhas profetizarão , vossos velhos sonharão , e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espirito naqueles dias.” Joel 2. 28-29
2- Cristãos, templos vivos de Deus.
Com o ministério, morte e ressurreição de Jesus foi inaugurado o que chamamos de sacerdócio de todo cristão conforme o Novo Testamento. Jesus estabeleceu este ministério deixando alguns ensinamentos , que se tornaram muito comum a igreja primitiva.


  • Somos templo vivos e sacerdotes de uma Nova Aliança (I Ped.2:5 e 9).

  • Fomos chamados para uma vocação dentro do corpo de Cristo. (Ef.4:1-13).

  • Somos templo do Espírito Santo (EF.1:18-22).

  • Não devemos enterrar os dons que Deus nos deu (I Tim.4:14; Luc.19:11-27).

Todos esses princípios nos levam a crer e entender que temos uma papel importante depois da nossa conversão, nós somos salvos e depois disso a nossa principal prioridade será reconciliar outros homens com Deus. Essa mensagem pode quebrar algumas tradições.

A primeira delas é que só o pastor está apto para servir a Deus dentro de uma comunidade; isso não é verdade, se assim fora não haveria necessidades de termos dons espalhados por todos os cristãos.

A segunda tradição é que tudo o que se refere a obra de Deus acontece dentro do templo, esse é outro engano fomos chamados para sermos sal e luz para os homens, e devemos fazer coisas fora do templo para que estes possam ser atraídos pela luz de Jesus. Nem todos dons e ministérios aqui serão utilizados dentro do templo.

Você já olhou para sua vida com responsabilidade de sacerdote ? É o Espirito Santo lhe constituiu como um agente do reino de Deus aqui na terra.


Conclusão
Nas fileiras do corpo de Cristo não há lugar para ficarmos parados , e nem Deus planejou isso para nós. Também não existe ninguém desnecessário ou sem valor na comunidade, todos nós completamos , na multiforme sabedoria de Deus o corpo de Cristo.


ESTÁGIO IV
LIÇÃO 2

DEUS QUER USAR OS NOSSOS TALENTOS
I Reis 7. 13,14 “Enviou o rei Salomão mensageiros que de Tiro trouxessem Hirão . Era este filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro que trabalhava em bronze ; Hirão era cheio de sabedoria, e de entendimento , e de ciência para fazer toda a obra de bronze . Veio ter com o rei Salomão, e fez toda a sua obra.”

Introdução.
Antes de abordarmos o tema sobre os dons do Espírito, precisamos definir duas capacidades que estão presentes em todas as pessoas, sejam crentes ou não. São os talentos naturais e as paixões. Isto é importante, pois, através destas duas capacidades naturais do ser-humano, você terá maior facilidade para descobrir também quais são os seus dons espirituais. Só depois disto, ou seja, após descobrir todo este “pacote” (talentos, paixões e dons) é que você saberá como atuar na sua área ministerial .

Todos nós nascemos com algum talento natural, isto é, aquela capacidade de fazer algo, com certa perfeição e com grande prazer, sem que alguém nos tenha ensinado muitas técnicas para exercê-lo. É claro que com o decorrer do tempo, você desenvolve este talento aperfeiçoando-o por meio de cursos e aprendizados técnicos mais apurados. Porém, aquela capacidade natural de fazer algo sem nenhum esforço permanecerá dentro de você, sempre estará lá, como uma habilidade que você não sabe exatamente de onde veio.

Você pode ter um ou mais talentos. Há pessoas que possuem, por exemplo, o talento para desenhar, outras possuem o talento para escrever poesias, e ainda outros adoram e sabem lidar magistralmente com máquinas e motores, isto sem que alguém as tenha ensinado a gostar disso. De qualquer modo, todas elas desenvolvem suas atividades com grande desenvoltura e de maneira mais eficaz e competente do que alguém que não possui o seu talento.

Temos exemplos na História de pessoas que desenvolveram muito bem seus talentos naturais e se tornaram, por causa disto, notórios no cenário mundial:

- Pelé: Campeão do mundo de futebol aos 17 anos e considerado o atleta do século;

- W.A.Mozart: Compositor austríaco que compunha sinfonias já aos 7 anos de idade;



  • Beethoven: Outro compositor que compunha sinfonias mesmo sendo surdo.



  1. Deus e os talentos.

Em toda historia bíblica Deus usou os talentos de seus servos para cumprir a sua vontade, lembre-se que talento é uma aptidão natural que todo homem pode ter, sem ao menos ser cristão, eles não são espirituais, são capacidades humanas.

Nós sabemos que Lucas , o medico, escreveu dois importantes livros da bíblia, o evangelho segundo Lucas e o livro de Atos dos apóstolos, Deus usou a capacidade de Lucas em ser um bom historiador para narrar os fatos de forma clara , inspirando o seu talento através do Espirito Santo . (Atos1.1)

Deus usou os talentos naturais de Paulo. Nem sempre é claro para nós observarmos isso, mas Paulo sustentou seu ministério muitas vezes com o seu talento de fazer tendas. (Atos 18.3) , hoje isso serve de exemplo para milhares de missionários que são enviados a países muçulmanos como dentistas, médicos , e etc... Num projeto que leva o nome de “Fazedores de Tendas”. Cumprindo suas profissões , eles são missionários de verdade em países que sem elas (suas profissões) nunca entrariam.

No livro dos reis de Israel vemos Salomão aproveitando todos os talentos possíveis, (nas áreas de ouro e de madeira) para a construção do templo, de forma a torná-lo belíssimo para a gloria de Deus. ( I Reis 7.13 )

Há muitos exemplos de talentos aproveitados por Deus, tanto na bíblia, como na nossa historia, por isso queremos despertar você a pensar: O que você faz bem? Costura ? Escreve ? Joga futebol ? e ai , o que é ?


2- Suas paixões.
As paixões também são processos naturais que encontramos em qualquer pessoa. Estão ligadas a experiências agradáveis que nos deram, ou nos dão, algum sentimento de grande realização. São aquelas áreas da vida que mais nos atrai, aquelas que mais gostamos de lidar. Podem se manifestar quando iniciamos o trabalho de construção de uma casa, ao jogarmos uma partida de futebol, no conserto de um carro, ou ainda ao descobrir que adoramos surfar. Mas não se confunda, a paixão, apesar de semelhante, não é a mesma coisa que o talento natural. A paixão possui uma realidade mais abrangente, que abraça mais coisas que os talentos. Enquanto nos talentos você mostra o que sabe fazer de específico, na paixão você mostra em que área da vida mais gosta de atuar.

Digamos que você tenha grande paixão por surf, um esporte aquático, e até mesmo vai aos grandes circuitos mundiais apenas assistindo porque não sabe surfar. Na verdade, ao contrário de sua paixão, o seu talento é administrar empresas já que você possui uma.

Tal quadro parece contraditório, mas uma boa saída é exatamente usar o seu talento a serviço de sua paixão, isto é, através de sua empresa e de seu talento para administrar, você pode patrocinar e administrar uma equipe vencedora no surf. Mas também pode ser que, ao invés de ser um bom administrador, seja um bom escritor; deste modo, a melhor solução será, talvez, escrever artigos em jornais e revistas sobre o tema de sua paixão, se você for um programador, construir uma página na Internet que aborde os principais campeões da história do surf.

Na igreja pode ser que você adore crianças mas a sua habilidade não é ser um professor de escola bíblica, antes, você é um bom cozinheiro. É obvio que você terá melhor sucesso se cozinhar em trabalhos que envolvam crianças, pois esta é a sua paixão.

Veja que a paixão não muda, apenas os talentos. A paixão engloba muitas habilidades e aponta para o seu sentido mais afetivo, (de desejos e de sonhos) o talento para o seu sentido prático, (aquilo que você sabe fazer bem).
3- Talentos e paixões a serviço do ministério.
Neste ponto, fica mais fácil estabelecer um paralelo entre o seu talento e a sua paixão com o ministério que você poderia atuar na Igreja. Isto porque, quando você descobre o que sabe fazer bem e pelo que é apaixonado, a sua descoberta de uma função na Igreja se torna menos penosa, assim como o seu desempenho.

Normalmente, numa visão já ultrapassada sobre ministérios, o planejamento funcional de uma Igreja se dá através de um organograma, isto é, uma tabela constando os diversos ministérios, já definidos, e tentar, de qualquer jeito, encontrar alguém que queira assumir determinado cargo. Sendo que aqui, não interessa à Igreja nem mesmo saber do que a pessoa gosta de fazer ou pelo que é apaixonada na vida.

O resultado é evidente. Ao priorizar uma tabela de cargos e funções inúteis, sem levar em consideração a realidade histórica da pessoa, a probabilidade de o indivíduo e da Igreja se frustrarem será enorme. Além do mais, o desenvolvimento do ministério se dará de forma incompetente e arrastada, contando ainda com o grande perigo de ser cobrado pelo pastor e pela igreja. O pior de tudo, a pessoa passa a se sentir pressionada com a idéia de que, se rejeitar o ministério, estará rejeitando servir, e a não se dedicar a Deus devidamente.

Que horrível ! Ou nos conscientizamos de que, o que fazemos para Deus deve ser algo que vem de dentro do coração, ou seremos eternos servos e servas frustrados e desapaixonados.

De qualquer modo, tanto as sua paixões como os seus talentos serão respeitados e terão um espaço aqui na Kyrios.


Conclusão.
O assunto sobre as áreas ministeriais da Igreja Kyrios será discutida posteriormente. Por enquanto, basta para nós, sabermos que nossos talentos e paixões podem indicar em que ministério e em que área da Igreja podemos estar atuando.

Também será importante, para completar este “pacote”, abordarmos, a partir da próxima lição, os dons espirituais para ativarem o nosso serviço na Igreja de Cristo.




ESTÁGIO IV
LIÇÃO 3

OS PRESENTES DE DEUS
I Cor.12.1 “A respeito dos dons espirituais não quero que sejais ignorantes.”

Introdução.
Seus talentos e paixões com certeza podem lhe ajudar na descoberta de seus dons espirituais, pela simples razão de estarem, em franca atividade quando você está cumprindo a função de um ministério específico que Deus lhe conferiu. Isto quer dizer que, será na prática ministerial que você realmente saberá lidar com este “pacote” de capacitações que você tem como cristão. Num primeiro passo, você descobre quais são seus talentos e paixões, processos naturais que existem em você e que são mais visíveis na sua profissão, hobbies, gostos pessoais, etc. Só num segundo passo é que, normalmente você descobre que dons Deus lhe concedeu. Muitas vezes, irão se assemelhar muito com seus talentos e paixões ou mesmo se adequar a eles. Posteriormente, você estará acostumado em como habilitar seus talentos e paixões para que os dons funcionem bem no ministério.

Lembremos, porém, que os dons espirituais não são, obviamente, naturais e sim de natureza espiritual, de origem divina. O apostolo Paulo orientou grandemente a igreja de Corinto acerca da importância do entendimento dos dons espirituais na vida da igreja. Portanto, você descobrirá que possui uma gama de dons que, junto com os talentos e paixões serão seus instrumentos de trabalho no Reino de Deus.




  1. Seus dons espirituais, o que são ?

Para definir o que é dom espiritual, usaremos aqui a definição bastante simples que C. Peter Wagner usou em seu livro, Descubra os seus dons espirituais, pag. 42 - 2ª ed.:

Dom espiritual é um atributo especial, dado pelo Espírito Santo a cada membro do corpo de Cristo, de acordo com a graça divina, para ser usado no contexto do corpo.”
Esta definição responde a algumas questões:

A) Qual a natureza dos dons ?

Resp: Sobrenatural, pois são atributos ou capacitações especiais , que Deus dá aos seus servos a fim de servirem em seu reino. ( ver Ef.4.8)



B) Quem nos dá os dons ? E como ele age?

Resp: Os dons são dados pelo Espírito Santo e é por Ele que o corpo de Cristo age no mundo. ( ver I Cor.12 4 a 11)


C) Qual a origem dos dons ?

Resp:, A expressão “dons espirituais” (CHARISMATA ) que vem do grego CHARIS quer dizer “graça presente". Isto é, se trata de um presente de Deus de acordo com a Sua graça.



D) Onde os dons devem ser usados ?

Resp: Dentro do contexto do corpo, ou seja, na Igreja. O que também responde para quem são os dons, isto é, para todos os que estão inseridos na Igreja do Senhor Jesus. ( Ver Ef. 4.11-16 )


2- Compreendendo os seus dons espirituais - perigos e benefícios.
PERIGOS:

A) Dons só para alguns- Crer que apenas alguns poucos “escolhidos” possuem o direito de ter dons e que devem ser olhadas de modo especial.

B) Os dons são meus e de mais ninguém- É um erro achar que os dons espirituais podem ser usados fora da comunidade. Os dons só são atuantes no corpo de Cristo e não fora.

C) “Super crentes”- Crer que seus dons lhe dão o direito de se achar melhor ou mais importante na Igreja do que outras pessoas. Deus não concede dons para criar “super crentes”, Ele não está interessado no seu sucesso pessoal mas no dos outros através da edificação dos seus dons. Os seus dons, na verdade, não são seus, mas dos outros, a eles é que você deve satisfação de edificação.

D) Projeção dos seus dons- Crer que os seus dons são mais importantes do que o que os outros possuem. É o que chamamos de “projeção de dons”, ou seja, você começa a achar que toda a Igreja deveria ter o seu dom predileto como se ele fosse obrigação de todos. (EX: O evangelista reclama porque outros não evangelizam como ele).

E) Auto ilusão- Querer tanto um dom que se ilude imaginando que já o possui, o que causa frustração e perda de tempo no ministério. Lembre-se, não é você que “busca” ou “procura” os dons como se eles pudessem ser escolhidos a dedo por você a qualquer hora. Antes é o Espírito Santo que distribui conforme “Lhe apraz” (I Cor.12:11).
BENEFÍCIOS

A) A consciência do amor- Os dons são muito benéficos quando você tem o amor como padronizador e gerenciador de seus dons. O amor é altruísta acima de tudo, ou seja, nunca pensa em si mesmo mas nos outros.

B) Você descobre qual é o seu lugar no corpo- Você passa a saber exatamente qual é sua função no corpo e que papel você deve realizar na Igreja de Cristo.

C) A Igreja é aliviada de nomeações para cargos- A Igreja não precisará mais nomear nem votar em pessoas para determinados ministérios e cargos a serem preenchidos nos organogramas ministeriais. Deus já fez isto por meio dos dons e determina, Ele mesmo, quais os ministérios que a Igreja precisará e que conjuntos de dons serão necessários para cumpri-los.

D) Desenvolve auto-estima- Você vê claramente Deus atuando em sua vida por meio dos dons e percebe o quanto você é importante para o Seu Reino.

E) Concede maior crescimento da Igreja- Pela sabedoria de Deus nós temos pessoas certas, nos lugares certos, pelos motivos certo.



  1. Os “gifts pack” ou Pacote de dons.

Apesar de sabermos, até aqui, que todos os nossos dons são de origem divina e operam em nós de modo sobrenatural, também é importante ressaltar que temos um papel importante a desempenhar para que eles possam se adequar à vontade de Deus para nós na Igreja.

O principal fator que leva os dons a serem eficazes em suas operações na Igreja ou em um determinado ministério, se acha no fato de nossa descoberta de qual o conjunto de dons que Jesus nos deu para atuar no Seu Corpo.

O que estamos tentando dizer aqui é que, normalmente, você não recebe do Senhor Jesus apenas um dom, mas um pacote de dons. São vários dons que descobrimos e desenvolvemos com o tempo, aperfeiçoando-os para o serviço no ministério para o qual Deus nos chamou.

Deste modo, quando estamos cientes do nosso pacote de dons, dificilmente ocorrerá o perigo de estarmos constantemente “enterrando” os nossos dons.

De fato, você encontrará pessoas que possuem muitos dons que você também possui, entretanto, muito provavelmente, estarão servindo em ministérios diferentes daquele cujo você serve.

Veja, por exemplo, que muitos podem ter o seguinte pacote de dons: Ensino, Conhecimento, Sabedoria e Liderança; e atuam no ministério de Ensino. Porém, pode ser que você possua os mesmo pacote de dons mas atue no ministério de Administração ou na área Pastoral.

Portanto, o que define a sua área de atuação na Igreja não será exatamente o pacote de dons mas, com toda certeza, ele o ajudará a encontrar esta área e, principalmente, irá ser um dos primeiros passos antes de descobrir qual é o seu ministério de fato.

Tal assunto, com relação ao ministério, voltaremos a falar posteriormente.


  1. O seu pacote de dons não pode ser confundido com as suas responsabilidades como cristão.

Infelizmente ainda existem muitos crentes que confundem seus compromissos com a Igreja local apenas servindo com o seu pacote de dons, ou seja, tão somente estão dispostos a trabalhar em seus ministérios específicos, esquecendo outras áreas essenciais que a Igreja possui. Isto se dá porque eles pensam que tudo o que não se encontra dentro da esfera de seus ministérios não merecem a devida atenção, pois não foram “capacitados” para isto.

Todo crente precisa estar preparado para exercer qualquer papel, em casos de emergências na Igreja. Há ministérios que de modo nenhum podem parar de funcionar. Além disto, não podemos fugir de nossas responsabilidades comuns de cristãos como: exortar, interceder, evangelizar, socorrer (apesar de outros terem este dom) e etc.

Podemos comparar a Igreja a um time de futebol. Pode ser que a sua especialidade seja a defesa, entretanto nada impede, e as vezes é até necessário, que você ajude os seus companheiros, vez ou outra, na grande área na tentativa de marcar um gol. É claro que você nunca será um excelente centroavante, mas, quem sabe, de vez em quando, você poderá marcar um belo gol para o seu time

Lembre-se que os seus dons só são necessários e operantes na comunidade, isto é, em prol dos outros e raramente para você mesmo. Portanto, seja uma obrigação ou ministério que você exerça na Igreja, você deve fazê-lo dignamente em todo o tempo.
Conclusão
Agora você sabe que os dons operam em sua vida em “pacotes”, isto é, qualquer função ministerial que você assuma daqui em diante será gerenciada pelo pacote de dons que o Pai lhe deu através do Senhor Jesus. Apesar disso, de modo algum você ou qualquer outro membro do Corpo de Cristo, pode fugir de suas responsabilidades como cristão. Deste modo, tome certos cuidados se dispondo sempre sob o princípio de servir, usando ou não os seus dons.

ESTÁGIO IV
LIÇÃO 4

DEFININDO OS DONS ESPIRITUAIS - PARTE I

Introdução
Iremos aqui apresentar as 3 listas chave que encontramos na Bíblia sobre os dons espirituais. Além disto, estabeleceremos os critérios para as nossas definições, pôr isso, leia com muita atenção. A partir desta lição, e nas próximas duas lições, você terá a definição e explicação de cada um dos 27 dons.
1 - As 3 listas chave.
Assim como fez C. Peter Wagner, também escolhemos 3 listas-chave para nos orientar quanto aos dons mencionados na Bíblia. São eles:
Ler ROMANOS 12

1- Profecia 5- Contribuição

2- Serviço 6- Liderança

3- Ensino 7- Misericórdia

4- Exortação
Ler I CORÍNTIOS 12

8- Sabedoria 14- Línguas

9- Conhecimento 15- Interpretação de línguas

10- Fé 16- Apostolado

11- Curas 17- Socorro

12- Milagres 18- Administração

13- Discernimento de espíritos

Ler EFÉSIOS 4

19- Evangelismo

20- Pastorado
Além deles, completam esta lista, dons que são mencionados no Novo Testamento mas que não se encontram exatamente num contexto de dons espirituais. Porém, cremos que eles existem:
21- Celibato 24- Hospitalidade

22- Pobreza voluntária 25- Missões

23- Martírio
Cremos que os dons não estão esgotados nas menções bíblicas. Com certeza, a abordagem é ilimitada, e não duvidamos que haja muitos mais dons nas Igrejas espalhadas pelo mundo. Portanto, acrescentamos mais dois dons:
26- Intercessão

27- Exorcismo


Para construir a nossa lista de dons, usamos, quase que “ao pé da letra”, as mesmas definições que C. Peter Wagner usa no livro que temos citado até agora: Descubra os seus dons espirituais - 2ª ed. - Abba Press

Apenas acrescentamos algumas inserções explicativas que esclarecem melhor cada um dos dons.

Nosso critério de definição se fundamentou nas compressões teológicas mais aceitas em nossas Igrejas evangélicas brasileiras, invariavelmente fundamentalistas. Portanto, não colocamos em dúvida a existência ou não dos dons espirituais. Além disto, uma boa parte de nossa compreensão de cada dom se estabeleceu na mescla destas compressões teológicas com as experiências e “feed backs” (respostas das experiências e teorias) que colhemos ao longo do ministério e serviço na Igreja do Senhor Jesus Cristo.
1 – PROFECIA
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para receberem e transmitirem alguma mensagem imediata de Deus ao Seu povo, através de alguma declaração divinamente ungida.

Que fique bem claro que este dom não se manifesta de forma alguma apenas por meio de mensagens a respeito do futuro, como muitos pensam. Antes, é principalmente um chamado ao povo de Deus ao conserto, à obediência e ao reparo no caminho que Deus traçou para a Igreja. Portanto, a profecia pode ser transmitida por meio de pregações, declarações inspiradas, cânticos espirituais, louvor, mensagem escrita (livros, artigos, cartas, etc) ou mesmo através do ensino.


2 – SERVIÇO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo, a fim de identificar as necessidades não satisfeitas de alguma tarefa relacionada à obra de Deus, e fazendo uso de recursos disponíveis para obter os alvos desejados.

São pessoas que gostam de permanecer atrás dos “bastidores”, ou seja, ficam contentes com suas tarefas mesmo que seus nomes não sejam citados ou se tornem notórios.


3 – ENSINO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para comunicarem informações relevantes para a saúde e o ministério deste mesmo Corpo e seus membros, fazendo-o de tal modo que outros sejam capazes de aprender.

Além disso, o dom do ensino exige a percepção de se estar produzindo nos indivíduos a transformação de suas mentes e, consequentemente, de seus comportamentos e atitudes perante Deus e o mundo. Para tal, é necessário constante análise, acertos e cuidados “pastorais” com as pessoas envolvidas.



4 – EXORTAÇÃO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para ministrar palavras de conforto, consolo, encorajamento, ânimo e conselho a outros membros do Corpo, de tal modo que estes se sentem ajudados e curados.

Um bom exemplo de possuidor deste dom é Barnabé (At.4:36). Porém, ninguém deve achar que só deve exortar quem possui tal dom (veja Heb.3:13).


5 – CONTRIBUIÇÃO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para contribuírem com seus recursos materiais para a obra do Senhor, e isso com liberalidade e satisfação.

Geralmente são pessoas que contribuem muito mais do que a média das pessoas numa comunidade.


6 – LIDERANÇA
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para estabelecer alvos harmônicos com o propósito de Deus para o futuro, transmitindo esses alvos a outros de tal modo que, voluntária e harmoniosamente, operem juntos para concretizar tais alvos.

São pessoas que possuem seguidores voluntários, sem que precisem se esforçar para isto ou se utilizar de pressões, quaisquer que sejam elas. Não manipulam e não são ditadores, no entanto, também não têm suas opiniões e ordens diluídas pelas exigências e contraposturas dos liderados. Delegam e sabem qual a visão de Deus para poderem fazer isto.


7 – MISERICÓRDIA
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para que sintam genuína empatia e compaixão pelas pessoas, tanto crentes quanto incrédulas, que estejam sofrendo aflições físicas, mentais ou emocionais, e para traduzirem essa compaixão em atos feitos com alegria, que refletem o amor de Cristo e aliviam o sofrimento humano.

Não sofrem do mesmo mal dos seus ajudados, ou seja, não possuem o mesmo sofrimento do que está sofrendo, antes, se coloca no lugar do sofredor como se fora ele, sofre com ele como se tivesse as mesmas dores mas tendo consigo o “remédio” que o outro não tem e necessita naquele momento.


8 – SABEDORIA
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para sondarem a mente do Espírito Santo de modo a receberem discernimento sobre como o conhecimento dado pode ser melhor aplicado às necessidades específicas que vão surgindo no Corpo de Cristo.

Se prende à aplicação prática da verdade. São pessoas que possuem a mente prática e solucionadora. Têm pouca dificuldade em decisões que exigem análises críticas e que, muitas vezes, precisam ser tomadas imediatamente. Normalmente sabem quais serão os resultados das decisões que são tomadas e a formação acadêmica não é preponderante.




9 – CONHECIMENTO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para que descubram, acumulem, analisem e esclareçam informações e idéias pertinentes ao crescimento e o bem-estar dos membros da Igreja.

Se prende à descoberta teórica da verdade. São pessoas analíticas e possuem um grande poder de concentração, além de, normalmente, preferirem trabalhar individualmente. Geralmente são eruditos e com um grande acúmulo de cultura. Não se contentam com a simples leitura devocional da Bíblia e nem se prendem a assuntos puramente teológicos, navegando por assuntos diversos que contribuam para a compreensão do Reino de Deus.




ESTÁGIO IV
LIÇÃO 5

DEFININDO OS DONS ESPIRITUAIS - PARTE II

10 – FÉ
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para poderem discernir, com extraordinária confiança a vontade e os propósitos de Deus, quanto ao futuro de Sua obra.

São pessoas que tem a capacidade de superarem a situação ou estado presente de dificuldades e impossibilidades, crendo e intuindo a certeza de uma inversão da situação ou estado.

Um bom exemplo encontramos na história pessoal de George Muller.
11 – CURAS
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para que sirvam de intermediários para que Ele cure enfermidades e restaure a saúde, à parte do uso de meios naturais (remédios, médicos, hospitais, tratamentos, etc,).

Pusemos este dom no plural porque cremos que ele opera em diversas esferas e não só na física. Sua ação se dá sobre enfermidades espirituais ou mesmo emocionais. Há muitas variedades do dom para diferentes tipos de enfermidades (cura de memórias, cura interior, dores físicas, deformações, deficiências, etc).


12 – MILAGRES
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para serem intermediários através de quem Deus realiza atos poderosos, sendo que os observadores podem notar a alteração do curso normal da natureza.

Também este dom definimos no plural porque cremos que ele opera de diversos modos e em diferentes situações, até mesmo na diversidade de culturas que encontramos em outras nações e povos, onde a cosmovisão, ou seja, a maneira de encarar o mundo e seus valores, é diferente. Portanto, o que é milagre para um povo pode não ser para outro. De qualquer modo, o contexto de onde o dom está operando deve ser respeitado e não ser colocado em dúvida quanto a sua autenticidade, já que isto ocorre pela glorificação de Deus e, geralmente por muitas conversões de pessoas que testemunharam o milagre.



13 - DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para saberem com segurança, se determinado comportamento é na realidade divino, humano ou satânico.

Frequentemente, reconhecem, pelo Espírito Santo, que espécie ou que características possui o determinado espírito no momento de sua ação e intervenção.

Pedro possuía este dom (At.5:1-10 e At.8:23).
14 – LÍNGUAS
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para:

(a) falar a Deus em uma língua que nunca aprenderam para sua própria edificação ou; (b) receber e comunicar uma mensagem imediata de Deus a Seu povo, mediante uma declaração divinamente ungida, em uma língua que nunca aprenderam.

Este se trata de um dos dons mais complicados da história da Igreja, principalmente porque é o dom que mais sofre da “projeção dos dons”, ou seja, quem o possui pode pensar que este é um dom para toda a Igreja.

Este dom pode ser dividido em duas funções:

A) privada: Para auto-edificação. Quando não há intérprete, não deve ser usado publicamente nos cultos, exceto em reuniões privadas, onde todos os membros de uma Igreja, antecipadamente, entraram em acôrdo para o uso em voz audível como sinal de júbilo e alegria.

B) pública: Sempre acompanhada de interpretação para a edificação da Igreja ou de algum incrédulo que esteja presente.
15 - INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para tornar conhecida e compreendida, na língua pátria, alguma mensagem que tenha sido dita em línguas.

Geralmente é exercido por pessoas que também possuem o dom de línguas, e muitas vezes, interpretam sua próprias mensagens faladas em línguas.


16 – APOSTOLADO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para assumir e exercer uma liderança geral sobre certo número de Igrejas, com uma extraordinária autoridade quanto às questões espirituais, que é espontaneamente reconhecida e apreciada por todos dessas Igrejas. Embora ocorra freqüentemente, não podemos confundir este dom com o dom de missões. Também não podemos confundir o dom apostólico com as funções dos apóstolos de Jesus que se efetuaram num contexto restrito e determinado historicamente. Podemos dizer que este é o único dom que não pode ser recebido ou exercido sozinho, isto é, ninguém recebe de repente o dom do apostolado. Normalmente, as pessoas que o tem, já passaram por experiências com outros dons fundamentais para a liderança, administração e supervisão de trabalhos em Igrejas ou denominações inteiras.

17 – SOCORROS
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para investir os talentos que tem, na vida e no ministério de outros membros do Corpo, capacitando assim a pessoa ajudada a aumentar a eficácia dos seus dons espirituais.
18 – ADMINISTRAÇÃO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para entenderem claramente os alvos imediatos e a longo prazo de alguma unidade particular do Corpo, a fim de traçar e executar planos eficazes para a concretização dos objetivos. Diferente do ministério de administração, o dom de Administração nem sempre se restringe a funções apenas nesta área administrativa. Na verdade, este dom aparece na Igreja em muitas áreas ministeriais, seja na Música, Ensino, Pastorado, etc.


ESTÁGIO IV
LIÇÃO 6

DEFININDO OS DONS ESPIRITUAIS - PARTE III

19 – EVANGELISMO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para que compartilhem do evangelho com os incrédulos, de tal modo que homens e mulheres venham a tornar-se discípulos e membros responsáveis do Corpo de Cristo.

Este é outro dom que sofre excessivamente da “projeção dos dons” (explicado no dom nº 14). Isto ocorre porque muitos que possuem o dom de evangelismo imaginam que toda Igreja deveria possuí-lo, ou pelo menos, deveriam evangelizar tanto quanto eles.

Com certeza, todos sabemos de nossa responsabilidade de testemunhar Cristo. Porém, nem todos entre nós tem suas atenções na vida centralizadas em situações de evangelização, característica exclusiva do evangelista. Estes, normalmente não fazem muito esforço para convencerem pessoas a se entregarem aos pés de Cristo (ex: Billy Graham).

Cremos que este dom só é completo quando o evangelista é também um discipulador das pessoas que leva à Cristo.

Entregar folhetos evangelísticos é uma atividade bastante saudável para introduzirmos muitos crentes ao serviço de testemunho, no entanto, é duvidoso que esta atividade seja realmente evangelismo ou um trabalho do evangelista. Os resultados são escassos, geralmente impossíveis de serem mensurados e o objetivo principal da evangelização, ou seja, uma situação de real conversão e discipulado, é perdido.
20 – PASTORADO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para assumirem uma responsabilidade pessoal, a longo prazo, pelo bem-estar espiritual de um grupo de crentes.

Na Kyrios, a nossa visão acerca do pastorado é bem diferente da visão já ultrapassada de que toda função administrativa e força de liderança deve estar centralizada nas mãos de um só homem, comumente denominado Pastor. Ao contrário, entendemos que o dom do pastorado tem fundamentos completamente diferentes da função do pastorado. Há muitos pastores que simplesmente não possuem o dom pastoral, e, portanto, não sabem cuidar de pessoas. Por outro lado, há pessoas “comuns” na comunidade que possuem este dom e sabem cuidar muito bem de pessoas, apesar de não terem a capacidade de assumir a liderança de uma Igreja. Isto quer dizer que um pastor, para assumir sua função, não precisa necessariamente ter o dom do pastorado, porém, deve delegá-lo a quem o possui. Do mesmo modo, um membro da Igreja não precisa ser o pastor da Igreja para cumprir o seu dom de pastorado, antes, deve esperar que o seu pastor ou o seu líder direto, lhe delegue este serviço.


21 – CELIBATO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para permanecerem solteiros e apreciarem este estado, por poderem dedicar mais tempo e energia para a obra de Deus na Igreja; podem permanecer sem sofrer tentações sexuais insuportáveis.

Se você, neste exato momento é solteiro, e, caso se apresentasse uma oportunidade razoável para o casamento, você o faria imediatamente ?

Se você foi um daqueles que respondeu um grande SIM para esta questão, então, é muito provável que você não seja um portador deste dom do celibato.

Na realidade, bem poucas pessoas possuem este dom, pelo fato de que, na maioria de nós, o desejo de algum dia chegar ao casamento e constituir uma família ainda é muito forte.

As pessoas que tem este dom costumam suportar, sem a mínima perturbação, os impulsos sexuais ou afetivos diante de um parceiro do sexo oposto. Além disto, comumente adoram o tempo que possuem para dedicarem à Deus mais do que dedicariam a uma família.
22 - POBREZA VOLUNTÁRIA
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para que renunciem voluntariamente aos confortos e luxos materiais, e adotem um estilo de vida equivalente ao daqueles que vivem na pobreza e miséria, dentro de uma certa sociedade, a fim de servirem a Deus com maior eficiência.

É claro que as pessoas que possuem este dom são voluntários em relação ao ambiente de pobreza, o que é bem diferente de quem se encontra em estado de pobreza. De outra forma, pessoas que desejam ou preferem uma certa posição de posses e certo luxo, não possuem este dom. Não queremos dizer aqui alguém rico, pelo contrário, mesmo alguém muito rico e com muitas posses, pode possuir este dom e viver em absoluta simplicidade e pobreza em prol de outros pobres.


23 – MARTÍRIO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para sofrer pela fé até a morte, e ao mesmo tempo em que exibir uma atitude jubilosa e vitoriosa, que redunda na glória de Deus.

Este dom se trata de uma capacitação do Espírito bastante rara, principalmente porque, invariavelmente, só pode ser usado uma só vez, quando na morte do possuidor do dom.

São pessoas que tem a capacidade de sofrerem, serem torturadas e até morrerem pela fé, ou pelo testemunho de Cristo.

Sem dúvida, a maioria de nós fugiria de tal evento, o que não seria nada anormal ou estranho. Porém, estes semeiam o evangelho entregando suas próprias vidas, (ex: Estevão).


24 – HOSPITALIDADE
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para proverem abrigo e uma calorosa recepção para aqueles que estão necessitados de alimento e abrigo.

Aqui não se trata da hospitalidade comum que todos nós cristãos devemos oferecer uns aos outros. Mais do que isto, as pessoas que possuem este dom tem uma capacidade incomum de oferecerem hospitalidade a qualquer pessoa que precise, sem, no entanto, perderem a liberdade familiar. Fazem isto numa frequência muito maior do que a maioria de nós doando todo o seu tempo aos hospedes.


25 – MISSÕES
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para ministrarem, em uma segunda cultura, quaisquer outros dons espirituais que tenha recebido.

Certamente está implícito nesta segunda cultura a facilidade de aprender outras línguas e a capacidade de adaptação a outros costumes que possuem as pessoas que tem este dom. Por isto, missões não se adequa a qualquer pessoa, apesar de sabermos que é um dom muitas vezes cobrado dos membros de uma Igreja (“projeção dos dons”).


26 – INTERCESSÃO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para estarem em oração por longos períodos de tempo sobre bases regulares e sistemáticas de intercessão, recebendo respostas frequentes e específicas para as sua orações, em um grau muito maior do que aquilo que se espera de um outro crente.

Isto, porém, não significa que a responsabilidade de intercessão seja limitada aos possuidores deste dom. Todos nós devemos estar intercedendo, ainda que não com a mesma frequência e com a mesma dedicação de tempo e esforços para tal.


27 – EXORCISMO
É a capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para expulsarem demônios e espíritos malignos com maior frequência e eficácia do que se espera de qualquer outro crente.

Também devemos estabelecer que, com relação a este dom, apesar de não possuirmos a mesma eficácia de quem o possui, todos nós temos a capacidade de expulsar e lutar contra demônios e outras potestades na autoridade do nome de Jesus.

Este é um dom que deve preferencialmente operar em conjunto com o dom de Discernimento de Espíritos. Isto porque há ainda muitos crentes que conseguem ver “demônios” e suas influências em todo lugar.

Nem tudo é culpa do Diabo. Quem possui este dom deve estar ciente de que as pessoas tem envolvimentos pecaminosos e satânicos por vontade própria, e por isto, não devem ser isentadas de suas culpas. O que elas precisam é da misericórdia de Deus, e, para a eficiência da libertação de demônios, além do exorcismo, precisam beber do melhor remédio que Deus proveu para a liberdade total acontecer na vida delas, isto é, a submissão ao senhorio de Jesus Cristo.


Conclusão
Procure verificar com cuidado cada um dos dons e tire todas as suas dúvidas com o professor. Acrescente as suas próprias experiências com os seus dons nas oportunidades que você tiver para falar em aula e veja se eles se encaixam com as definições acima.



Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal