Relato de ensaio de dureza Rockwell



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RELATO DE ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL

O ensaio Rockwell, que leva o nome do seu criador, é hoje o processo mais

utilizado no mundo inteiro, devido à rapidez e à facilidade de execução, isenção de erros humanos, facilidade em detectar pequenas diferenças de durezas e pequeno tamanho da impressão.
Foram realizados três ensaios com os seguintes materiais:


  • Latão.

  • Alumínio.

  • Aço.

Para realizar os ensaios são realizados alguns passos, estes passos são:


1º passo: aproximar a superfície do corpo de prova do penetrador.

2º passo: submeter o corpo de prova a uma pré-carga (carga menor).

3º passo: aplicar a carga maior até o ponteiro parar.

4º passo: retirar a carga maior e fazer a leitura do valor indicado no mostrador, na escala apropriada.


Estes passos são utilizados para os três materiais, o que muda é a ponteira de teste e a carga utilizada no durometro.
Para o ensaio do latão foi utilizado uma ponteira esférica de diâmetro de 1/16 com uma carga de 100 kgf. E o resultado obtido foi o de 66 HRB.
Para o ensaio do alumínio foi utilizado uma ponteira de diâmetro de 1/16 com uma carga de 100 kgf. E o resultado obtido foi o de 17 HRB.
Para o ensaio do aço foi utilizado uma ponteira de diâmetro de 1/16 com uma carga de 100 kgf. E o resultado obtido foi o de 93 HRB.


ENSAIO DE DUREZA BRINELL (Hardness Brinell: HB)
Existe uma relação entre os valores obtidos no ensaio e os resultados de resistência à tração.3

A dureza Brinell (HB) é a relação entre a carga aplicada (F) e a área da calota esférica impressa no material ensaiado (Ac).

O ensaio padronizado, proposto por Brinell, é realizado com carga de 3.000 kgf e esfera de 10 mm de diâmetro, de aço temperado. Porém, usando cargas e esferas diferentes, é possível chegar ao mesmo valor de dureza, desde que se observem algumas condições:

F (CARGA) → 0,25.D < d < 0,5.D , ideal d = 0,375.D

Para obter o diâmetro de impressão dentro do intervalo anterior, deve-se manter constante a relação entre a carga F e o diâmetro ao quadrado da esfera do penetrador D2, ou seja, a relação.

O diâmetro da esfera é determinado em função da espessura do corpo de prova ensaiado. No caso da norma brasileira, a espessura mínima do material ensaiado deve ser 17 vezes a profundidade da calota.



PARA O ENSAIO BRINELL:
O tempo de aplicação da carga varia de 15 a 60 segundos: é de 15 segundos para metais com dureza Brinell maior que 300; de 60 segundos para metais moles, como o chumbo, estanho, etc, e de 30 segundos para os demais casos;

A medida do diâmetro da calota (d) deve ser obtida pela média de duas leituras obtidas a 90º uma da outra, e de maneira geral não pode haver diferença maior que 0,06 mm entre as duas leituras, para esferas de 10 mm.


VANTAGENS DO ENSAIO BRINELL:


  • É usado especialmente para avaliação de dureza de metais não ferrosos, ferro fundido, aço, produtos siderúrgicos em geral e de peças não temperadas;

  • É o único ensaio utilizado e aceito para ensaios em metais que não tenham estrutura interna uniforme (materiais heterogêneos);

  • É feito em equipamento de fácil operação.


DESVANTAGENS DO ENSAIO BRINELL:


  • O uso deste ensaio é limitado pela esfera empregada. Usando-se esferas de aço temperado só é possível medir dureza até 500 HB, pois durezas maiores danificariam a esfera.

  • A recuperação elástica é uma fonte de erros, pois o diâmetro da impressão não é o mesmo quando a esfera está em contato com o metal e depois de aliviada a carga. Isto é mais sensível quanto mais duro for o metal.

  • O ensaio não deve ser realizado em superfícies cilíndricas com raio de curvatura menor que 5 vezes o diâmetro da esfera, pode haver escoamento lateral do material e a dureza medida será menor que a real.


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