Relatos de Cenas Intervenções do Grupo Improvise1 2002



Baixar 0.86 Mb.
Página1/19
Encontro29.11.2017
Tamanho0.86 Mb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   19





Relatos de Cenas

Intervenções do Grupo Improvise1


2002

1-

Evento: curso de reestruturação interna

Modalidade: Teatro de Reprise tematizado

Tema: reestruturação

Data: 2002




Local: Auditório do Instituto APAE

Número estimado de pessoas: 250 (funcionários do Instituto APAE)

Elenco: Eduardo, Rosana, Solange, Zé Luiz, Alina

Músicos: Alexandre

Direção: Rosane

Emoções das esculturas fluidas: sem registro

Aquecimento: sem registro

Cena 1 sem registro


2-

Evento I Encontro de Grupos de Apoio (o encontro integrava quatro das maiores instituições ligadas à deficiência)

Modalidade: Teatro de Reprise tematizado

Tema: fortalecimento destas instituições

Data: 2002

Horário: 15h00min às 17h00min.

Local: auditório do Instituto APAE

Número estimado de pessoas: 200 (grupos de apoio constituídos de pais dos deficientes)

Elenco: Alina, Eduardo, Solange, Zé Luiz

Músicos: Alexandre e Branca

Direção: Rosane

Emoções das esculturas fluidas: sem registro

Aquecimento: sem registro

Cena 1- Cena da mãe indo ajudar pela primeira vez uma mãe jovem que teve um filho com síndrome de down, e que a princípio o rejeitava.

Cena 2 Cena da preparação do evento.


3 -

Evento - aberto

Modalidade: Reprise de Sonhos

Tema: Sonhos

Data: 10/05/2002

Horário: 21h00min às 23h00min

Local: auditório do Instituto APAE

Número estimado de pessoas: 50

Elenco: Alina, Eduardo, Zé Luiz e Solange.

Músicos: Alexandre e Branca

Direção: Rosane

Emoções das esculturas fluidas: Surpresa, felicidade, medo

Aquecimento: sem registro

Cena 1 A narradora relata um sonho de morte onde se vê em seu próprio velório . No sonho ela está assistindo tudo aquilo e dizendo a todos que está viva. No sonho ela vive uma angústia de não conseguir demonstrar que está viva e não conseguir dar um fim (inacabado)

Montagem: Na cena um personagem está no caixão, sendo velado por outros dois personagens que choram. O outro personagem esta inicialmente em cima de uma cadeira observando e chamando atenção para si. Não conseguindo ela desce e se movimenta em torno das pessoas e do caixão mostrando que está viva. Num determinado momento ela se belisca e diz que tem que resolver isso. Então ela dorme e se movimenta novamente em direção ao caixão. Puxa a pessoa que está no caixão e se deita em seu lugar. De repente, ela se levanta dizendo a todos que está viva, causando alegria entre os convidados do velório.


Cena 2 O narrador traz um sonho já escrito num papel (lembrar que o público sabia que o trabalho era com sonhos). Descreve um conflito quando se vê com 17 anos querendo e podendo fazer mil coisas, muitas dúvidas quanto a carreira e as garotas. É uma ocasião decisiva em termos de carreira (fase de vestibular) e casamento, pois conhece uma garota que vem a ser sua esposa futuramente. Num outro momento se vê com 33 anos onde se percebe reflexivo frente as questões vividas aos 17 anos .

Montagem: Um ator se apresenta com 17 anos cheio de gás para fazer mil coisas, corajoso, despojado e sentindo que tudo pode. Um outro personagem faz ele mesmo com 33 anos numa postura mais cautelosa, pensando mais antes de se arriscar. Num determinado momento invertem-se os personagens. Ele se vê com 33 anos cheio de vigor e achando que pode tudo.

Cena 3: A narradora relata um sonho em que passeia por um parque de diversões sem a necessidade de se divertir com os brinquedos. Ela caminha pelos brinquedos, principalmente os túneis, observando mais os detalhes, o funcionamento, a engrenagem, sem a obrigação de curtir os brinquedos como as pessoas curtem. Num determinado momento ela vê alguns funcionários do parque com uma expressão de alguém que não está se divertindo e apenas trabalhando para que os brinquedos funcionem.

Montagem: A cena é montada com 2 personagens enrolados num pano grande como se caracterizasse os dois eus. Um personagem que quer apenas olhar os brinquedos e tocá-los sem manifestar toda euforia de estar passeando pelos brinquedos. O outro personagem fica atiçando para que ela entre nos brinquedos e curta a adrenalina de cada um deles. Ficam discutindo por um tempo até que ela enfatiza que o jeito dela se divertir é diferente da maioria.

Cena 4: A narradora relata um sonho em que se vê entrando numa casa onde estava sendo realizada uma festa. A casa era de uma amiga oriental. Ela entra pela casa e caminha ao lado da amiga que mostra os convidados. Todos parecem estranhos. Até que num determinado momento todos saem da sala, em fila indiana. Na parte de fora da casa está acontecendo um ritual, onde ela vê um senhor que se banha num rio. Ela tem a sensação que ele está se afogando e de repente e se levanta. (sem registro do restante da cena)

Montagem: Na cena uma personagem se encontra com a amiga na porta de casa . A amiga faz gestos mostrando a casa e as pessoas. Ambas caminham lentamente até que encontram um velho chinês e caminham juntos. Elas param, o velho se banha no rio. Em seguida, o velho juntamente com as outras duas pegam uma corda cheia de nós colocada no fundo do palco. A corda é esticada no centro do palco. Os 3 personagens se sentam e surge um quarto personagem que caminha pela corda devagar desfazendo os nós, enquanto os demais assistem e torcem para que ele consiga desfazer os nós. Até que todos os nós são desatados e a cena termina.


4 -

Evento Semana da Psicologia PUCSP

Modalidade: Teatro de Reprise

Tema: espontâneo

Data: 13/05/2002

Horário: 13; 00 às 15; 00hs

Local: sala de aula da PUC

Número estimado de pessoas: 40

Público: 150 pessoas

Direção: Rosane

Elenco: Manoel, Zé Luiz, Joana e Solange

Músicos: Branca

Emoções das esculturas fluidas: expectativa, alívio, satisfação, frustração

Aquecimento: sem registro

Cena 1 A narradora relata um dia muito atribulado em que acorda às 6 da manhã e estica a noite num barzinho com os amigos depois da faculdade. Conta que chega no barzinho muito acelerada, pensando nas mil coisas que tem para fazer e vai ao banheiro. Ao sair para lavar as mãos se depara com um homem urinando. Nesse momento, ela toma um susto e se dá conta que entrou no banheiro masculino. Diz ter passado um tremendo constrangimento.

Montagem (Realista): Dois amigos num barzinho conversando descontraidamente. A protagonista chega acelerada, falando ao telefone. Ela passa e diz que vai ao banheiro. Ao sair se depara com um homem urinando. A princípio se assusta, depois encara o homem e faz um gesto como se estivesse tirando de dentro do casaco um pênis, e dizendo: - “Eu também tenho, ó “! (sentido)

Cena 2 A narradora conta uma cena imaginária onde se vê gorda, enorme e cheia de filhos, ao mesmo tempo em que não se conforma com o culto ao corpo perfeito, ter que malhar e ainda dar conta de tudo. Conta da mãe que não a apóia por ser super independente e motoqueira. Num determinado momento ela se vê tão gorda que explode.

Montagem (Realista):A mãe passeia pela casa grávida e com os dois filhos ao lado pedindo atenção. Ela tenta conciliar as coisas que tem para fazer e chega uma amiga para visitar. Ela não consegue dar atenção e num determinado momento ela grita e explode e sai. Olha para os filhos, pede que fiquem bem e sai. (sentido)

Cena 3 A narradora conta de uma situação, como caloura, onde é combinado para que todos venham de laranja. Ela se produz toda para chamar a atenção e quando chega a faculdade percebe que só ela está pagando o maior mico.

Montagem (Playback):A diretora pede que a narradora escolha quem vai ser ela. Em seguida a cena é montada pela diretora em 3 momentos. Na primeira cena ela está em casa se produzindo e vestindo mil roupas. Num segundo momento dois alunos veteranos tirando o maior sarro dos calouros burros. Em seguida, o encontro com ela, em câmera lenta e tiram uma da cara dela. A cena é congelada. Na terceira cena entra um personagem, que faz um gesto de surpresa ao ver a coragem dela.


5 -

Evento espetáculo para ONG ATUA no curso de práticas alternativas em Hospitais Psiquiátricos

Modalidade: Teatro de Reprise

Tema: abertura do evento

Data: verificar com o grupo

Horário: 10; 00 às 13; 00hs

Local: Teatro Tuca Arena PUCSP

Número estimado de pessoas: 250 pessoas

Público: profissionais de saúde, principalmente acompanhantes terapêuticos e médicos psiquiatras

Direção: Rosane

Elenco: Zé Luiz, Solange, Eduardo e Rosana

Músicos: Alexandre e Branca

Emoções das esculturas fluidas: impotência, ansiedade etc

Aquecimento: sem registro

Cena 1 Título: O quarto. O narrador relata um momento em que estava num quarto, dentro de um hospital psiquiátrico com um de seus pacientes. Era um paciente que estava em final de tratamento. No momento em que ele menciona ao paciente que vai sair da sala, este então tranca a porta e diz que ele não vai sair, antes de resolver aquilo. Ele tenta conversar, mas o paciente entra numa crise e começa a se descontrolar, expressando intenção de agredi-lo. O paciente insiste falando que ele não sairá da sala enquanto não resolverem aquilo. O narrador então finaliza, retratando sua angústia em tentar acalmar o paciente.

Montagem (Simbólica interagindo com a platéia) Todos os atores representam um só na figura do paciente. Num determinado momento os 4 atores vão para as duas entradas do teatro, fechando as portas. Em seguida, avançam contra todos da platéia, distribuindo-se entre as fileiras, usando frases curtas: Onde está aquilo? Eu quero aquilo? Me dê aquilo? As palavras são ditas com um certo tom de agressividade e comando, passando a sensação de estarem trancafiados e sem mobilidade para reagir. Os atores permanecem assim por um tempo, até que o músico começa a tocar e se dirige ao centro do palco. Os atores então vagarosamente se voltam para o músico e todos se centralizam no palco até o final da música.

Cena 2 A narradora relata a recordação da gravidez de seu filho e toda sua preparação para fazer um parto natural. Ressalta todo esforço na busca de várias formas para um nascimento tranqüilo, contrapondo-se a uma tendência forte dos hospitais e equipe médica em preferir o parto cesárea. Seu relato demonstra sua indignação pelo desrespeito e sua luta para fazer valer os seus direitos como mulher no Brasil.

Montagem (Quebradinha) perguntar Solange o que é isso?

Na primeira cena uma mulher, já em trabalho de parto, vive a angústia de não ser ouvida pelos médicos e equipe ao pedir ajuda para a preparação do parto natural. Na segunda cena um homem tenta recorrer ajuda de uma seguradora de veículos pelo telefone e se vê diante de uma série de obstáculos para resolver o problema. Na terceira cena um garoto se queixa da falta de material, de professor, de escola, de ensino no país. A quarta cena mostra duas enfermeiras oferecendo comida a seus pacientes num hospital enfocando um certo descaso na dedicação com os mesmos.



Cena 3 O narrador conta a cena de um castelo onde está se realizando uma grande festa para os ricos. Do lado de fora vários mendigos rastejam em direção ao portão para entrar, mas são impedidos por um ataque de flechas que vem de dentro do castelo. De repente surge um cavaleiro com uma roupa prateada para lutar em prol dos mendigos. (verificar se isto era um sonho ou delírio de paciente psiquiátrico)

Montagem (Simbólico interagindo com a platéia)

Na cena alguns mendigos rastejam pelo chão. Alguns são atingidos pelas flechas e morrem. Eis que surge um cavaleiro ostentando toda sua beleza, deixando os mendigos perplexos. Eles clamam sua ajuda, acreditando ser aquele o salvador. De repente, entra um diretor pedindo para cortar a cena que está ruim e sem final. O cavaleiro então convida algumas pessoas da platéia, incluindo o narrador para continuarem a cena. Dois atores montam um portão amarelo (Castelo) e todos juntos entram no castelo para participar da festa. A cena encerra com todos dançando junto com os ricos.



Cena 4(código em marrom para descrição boa, cena boa e boa montagem)

A narradora conta uma situação onde havia sido confundida com paciente dentro de um hospital psiquiátrico e o quanto isso a mobilizou. Relata um momento quando estudava ainda e resolveu ir visitar a ala feminina de um hospital. Chegando lá, entrou e ficou um tempo conversando com as internas normalmente. Até que deu a hora de ir embora. No momento em que tentou abrir a porta, notou que estava fechada. Estranhou um pouco, mas como percebeu que ainda havia uma senhora - a faxineira - varrendo o corredor, pediu a ela que abrisse para que ela pudesse sair. Após seu pedido notou que a mulher só respondeu que sim, mas não deu maior importância a seu pedido. Em seguida ela passa a insistir, explicando que era TO (terapeuta ocupacional). As tentativas foram em vão, pois a faxineira não se mobilizou. A situação fica tensa, principalmente quando as pacientes ao lado dela começaram a gritar também que eram TOs, psicólogas e que precisavam sair dali. A partir daí, ela relata intensos momentos de angústia, onde sanidade e loucura se misturam. Num determinado momento as próprias pacientes pedem que abram a porta, confirmando que ela era mesmo TO. A faxineira ainda hesitou, mas resolveu abrir e deixá-la sair. Ela ressalta várias vezes a angústia, a dor de estar do outro lado e a impotência.



Montagem: A cena é realizada com 3 atores. Um faxineiro que varre o corredor e do outro lado do portão a TO (protagonista) passeia com uma paciente, que tenta convencê-la a sair dali para ir para o pagode do Mané. A cena transcorre da forma como é relatada, porém na medida em que ela vai se vendo presa, entra um outro ator e começa a amarrar vários panos nela até ficar completamente imobilizada. Num determinado momento, a paciente que a acompanha inverte o discurso e aos poucos desenrola todos os panos que a amarravam, libertando a TO para que vá embora.


  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   19


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal