Relatório final de avaliaçÃo de descoberta



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RELATÓRIO FINAL DE AVALIAÇÃO DE DESCORBERTA

DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL - RFAD


O Relatório Final de descoberta de petróleo e/ou Gás Natural deve ser apresentado conforme determina a Portaria 259/2000. Além dos tópicos abaixo relacionados, este relatório deve abranger outros dados disponíveis.



CONTEÚDO DO RELATÓRIO:


  1. Informações Gerais




  1. Sumário Executivo




  1. Plano de Avaliação




  1. Aquisição e Interpretação de Dados Geofísicos

    1. Aquisição

    2. Processamento

    3. Sumário da Interpretação

    4. Velocidades e Conversão Tempo-Profundidade

    5. Outras Técnicas

    6. Gravimetria/Magnetometria

    7. Integração dos Resuldados




  1. Interpretação de Dados Geológicos

    1. Resultados e Análise de Testes de Formação (Informações Completas).

    2. Análise Quantitativa dos Perfis

      1. Aquisição e Qualidade

      2. Metodologia

      3. Resultados e Discussão

      4. Outras análises (se houver)

    3. Análise de Testemunhos e Laboratoriais

      1. Análise de Testemunhos

      2. Análises de Laboratório (Plugs, lâminas etc)

    4. Análise Estrutural e Estratigráfica




  1. Recursos

    1. Classificação

    2. Mapa de Ho

    3. Mapa de Hphiso




  1. Segurança e Meio Ambiente




  1. Dados de Teste de Formação


1. INFORMAÇÕES GERAIS
Além do preenchimento da tabela abaixo, o concessionário deve apresentar um mapa de localização da área, destacando os poços perfurados e os levantamentos geofísicos e geológicos realizados. Apresentar também uma Carta Estratigráfica pertinente.


01. INFORMAÇÕES GERAIS DA DESCOBERTA

Bloco:

Bacia:

Estado:

Operador do bloco:

No contrato:

Nome do poço para ANP:

Nome do poço para o operador:

Cadastro do poço:
Documento de aprovação do plano de avaliação:
Data da aprovação do plano de avaliação:
Data do relatório:



  1. SUMÁRIO EXECUTIVO

O Sumário Executivo do Relatório Final de Avaliação de Descoberta deve descrever, sucintamente, os objetivos e a estratégia de avaliação proposta e realizada, bem como os resultados dessa avaliação, descrevendo, entre outros, os seguintes aspectos:

  1. resumo da Geologia da área, enfatizando o modelo geológico derivado das análises e estudos dos dados obtidos durante a execução do Plano de Avaliação;

  2. inventário e qualidade dos dados adquiridos durante a avaliação;

  3. conclusão, mesmo que preliminar, com base na avaliação executada, quanto ao potencial de produção da descoberta;

  4. eficácia ou não do Plano de Avaliação proposto e realizado, com base nos resultados obtidos.



  1. PLANO DE AVALIAÇÃO

Resumir os principais aspectos do Plano de Avaliação executado com ênfase em:

  1. comparação entre o programa proposto e o efetivamente realizado, ressaltando aspectos relativos a custos, conteúdo físico e cronograma;

  2. apresentar as justificativas técnicas das alterações, caso tenham ocorrido, no programa inicialmente proposto.



  1. INTERPRETAÇÃO DE DADOS GEOFÍSICOS

Apresentar os resultados das interpretações dos dados geofísicos adquiridos e os aspectos relevantes da sua aquisição e processamento.

  1. discutir o modelo de velocidade empregado1, bem como os procedimentos relacionados à etapa de conversão tempo-profundidade, explicitando as técnicas utilizadas (por exemplo, geoestatística);

  2. apresentar e discutir outras técnicas que por ventura tenham sido utilizadas durante a interpretação sísmica, tais como: inversão (impedância), análise de sismofácies e coerência, que tenham auxiliado na definição dos volumes mapeados e do modelo geológico;

  3. caso tenha havido levantamento gravimétrico ou magnetométrico apresentar os principais aspectos relativos a aquisição desses levantamentos e discutir os resultados obtidos; apresentar os mapas dos levantamentos (Formato A4);

  4. discutir de forma integrada os resultados dos diferentes levantamentos geofísicos que porventura tenham sido realizados.

Além disso, deverão ser anexados a este relatório:



  1. seções sísmicas (dip e strike) interpretadas, em número suficiente para a compreensão do modelo estrutural-estratigráfico proposto. Todas as estruturas (ou leads) que possam representar alvos exploratórios deverão ser apresentadas através das seções sísmicas mais apropriadas para sua visualização. Sempre que possível, as seções deverão incluir os poços existentes na área avaliada, os quais deverão apresentar os topos detectados durante as perfurações ajustados àqueles mapeados durante a interpretação do dado sísmico. (Obs: As seções deverão estar no formato A4, em folhas individuais); e




  1. mapas estruturais, em tempo e em profundidade, dos principais refletores mapeados, privilegiando marcos estratigráficos regionais e os possíveis reservatórios, mapas HPHI, HPHISO e HPHISG.

OBS.: as figuras apresentadas deverão ter tamanho que permitam a perfeita visualização dos dados apresentados tendo os poços identificados com a nome ANP. Caso o formato A-4 não permita a visualização desejada, outro formato poderá ser utilizado.





  1. INTERPRETAÇÃO DE DADOS GEOLÓGICOS

Apresentar os resultados dos levantamentos geológicos realizados, da perfuração de poços e da interpretação quantitativa de perfis e testes de formação. Quando disponíveis, a análise seqüencial de testemunhos e os resultados de ensaios petrofísicos devem ser apresentados e discutidos neste item.


    1. RESULTADOS E ANÁLISES DE TESTES

Apresentar uma descrição detalhada dos testes de formação/produção que tenham sido realizados durante a execução do Plano de Avaliação, bem como a interpretação dos mesmos. Apresentar os resultados e dados dos testes a cabo, e das análises dos fluidos constatados:

  1. Sumariar as principais informações dos testes e pré-testes utilizando as tabelas apropriadas (Tabelas 1 e 2);

  2. Anexar ao relatório os registros de pressão dos testes realizados (cópia das cartas dos registradores);

  3. Os resultados e a interpretação das análises de PVT ou de fluidos amostrados, discriminando poços, data, formação e

profundidade de coleta, características físicas dos fluidos, e outros aspectos relevantes associados à amostragem

(observação: estas informações poderão ser apresentadas na forma de tabelas);

d) os dados digitais referentes aos testes de formação devem ser enviados à ANP segundo o Padrão ANP08.


    1. ANÁLISE QUANTITATIVA DE PERFIS

Discorrer sobre a qualidade dos perfis disponíveis, listando a suite completa dos perfis, discriminando tipo, a companhia e intervalos perfilados em cada poço. Particularmente no caso do perfil sônico, indicar se foram gerados perfis sintéticos e qual a metodologia empregada para tal.
Apresentar e discutir os resultados da Análise Quantitativa de Perfis, discorrendo sobre o modelo e parâmetros utilizados para o cálculo dos valores de saturação, argilosidade e porosidade efetiva (ou seja, a equação de saturação, as correções dos dados coletados, a definição de parâmetros de cálculo e cut-offs).
Os intervalos totalizados durante a avaliação quantitativa dos perfis deverão ter, apresentadas na forma de tabela, as seguintes informações:

  1. nome da unidade litoestratigráfica perfilada (Formação, Zona Estratigráfica , sub-Zona, etc.);

  2. o intervalo totalizado (profundidade medida e cota do topo e base);

  3. a espessura total do intervalo (Ht);

  4. a espessura total com hidrocarboneto (Ho);

  5. a espessura porosa total (Hphi);

  6. a espessura porosa com hidrocarboneto (Hphio);

  7. a espessura porosa com hidrocarboneto multiplicada pela saturação de hidrocarboneto (Hphiso);

  8. a porosidade média efetiva do intervalo (Phie);

  9. a saturação de água média do intervalo (Sw); e

  10. a argilosidade média do intervalo (Vsh). (Obs.: Os mapas volumétricos apresentados deverão estar de acordo com os intervalos avaliados nesta etapa. Nos itens 3 a 7 as espessuras deverão ser verticalizadas).

Outras análises especiais realizadas com os dados das perfilagem deverão ser apresentadas e seus resultados discutidos (exemplo: definição de eletrofácies, resultados do ELAN, etc.).


Deverá ser anexado ao relatório os perfis típicos dos intervalos avaliados nos poços (Formato A4); destaque para as zonas com potencial para a produção.
Os dados digitais referentes aos perfis devem ser enviados à ANP segundo o Padrão ANP05.


    1. ANÁLISE DE TESTEMUNHOS E LABORATORIAS

Apresentar os resultados das descrições de testemunhos, enfatizando aspectos relacionados às características de produção dos reservatórios, à história deposicional e a evolução diagenética dos sedimentos. Os resultados de análises petrofísicas, tais como porosidade-permeabilidade de plugs (horizontal e vertical), densidade de grão e etc., deverão ser apresentados na forma de tabelas. As descrições de lâminas delgadas (petrografia) deverá ser anexada ao relatório, bem com a relação completa dos intervalos testemunhados, as fotos dos testemunhos, microfotografias e uma relação completa de todos os pontos (profundidade medida e cota2) "plugados" e/ou amostrados para confecção das lâminas petrográficas e análises especiais.


    1. ANÁLISE ESTRUTURAL E ESTRATIGRÁFICA

Com base na interpretação sísmica apresentada, no estudo de correlação de perfis - integrando também os dados bioestratigráficos e de testes - e nas informações provenientes da análise dos testemunhos e dos ensaios laboratoriais, apresentar e discutir o arcabouço estrutural-estratigráfico da descoberta.
Apresentar, em anexo, os mapas estruturais dos reservatórios (topo, base, isópacas, isólitas, razões reservatório/não-reservatório; formato A4), bem como os resultados das análises bioestratigráficas realizadas em cada poço, quando disponíveis.
Apresentar, também, as seções geológicas (estruturais e estratigráficas) mais representativas para a área da descoberta (formato A4), indicando os intervalos testados, canhoneados e/ou testemunhados, bem como os contatos entre os fluidos constatados.


6. RECURSOS

Apresentar os mapas volumétricos (Hphi e Hphiso) da descoberta, segundo o zoneamento definido durante a avaliação realizada. Classificar, observando as disposições do Regulamento Técnico de Reservas de Petróleo e Gás Natural (Portaria No. 9 de 21/01/2000) e do Regulamento Técnico do Plano de Avaliação.


7. SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE

Apresentar os aspectos relevantes do ponto de vista de segurança operacional e preservação ambiental, descrevendo:



  1. o tratamento e destino dos fluidos que foram produzidos e/ou utilizados para a perfuração de poços e a operação de equipamentos;

  2. avaliar a eficácia dos procedimentos utilizados para minimizar o impacto ambiental das operações e garantir a segurança operacional das mesmas, discutindo os problemas que por ventura tenham ocorrido e as ações mitigadoras.


8. DADOS DE TESTE DE FORMAÇÃO

Os dados e interpretações dos testes de formação deverão ser consolidados segundo a tabela anexa.


Os dados digitais referentes aos testes de formação por tubulação deverão ser encaminhados segundo o Padrão ANP-08 e os executados por teste a cabo segundo o Padrão ANP-05B.

Poço

Data

Intervalo

Qo

φ

PM

PJ

BSW

RGO

API

D

IP

PE extrap

Areia

Temp

Observações

Medida/Cota

m3/d

pol

psi

psi

%

m3/m3

grau

m3/d/ Kgf/cm2

Kgf/cm2

m

%

oC

m






































































































































































































































































































































Convenções:

Intervalo - Intervalo de teste ou canhoneio; Qo = Vazão de Óleo; φ = Abertura; PM/PJ = Pressão à montante/jusante do choke; D = Dano; PE extrap = Pressão estática extrapolada (pressão/profundidade de medida); Areia = Teor de areia produzida.


O campo reservado para as observações deverá apresentar, entre outras, informações do tipo: se o IP é medido ou estimado? ; se houve detecção de falhas ou barreiras (indicar distância); o raio de investigação; nome da unidade litoestratigráfica testada.


TABELA 1 - Informações de Testes de Formação e Produção

Poço


Data

Prof. Medida (m)

Cota (m)

PE (Kgf/cm2)

K (mD)

Unidade Litoestratigráfica

Observações

















































































































































O campo reservado para observações deverá informar sobre volumes amostrados, eficiência do selo. etc.

TABELA 2 - Informações de Pré-Testes


1 Apresentar a lista de poços e perfis utilizados para a construção do modelo para a amarração dos poços e conversão tempo-profundidade.

2 Apresentar as profundidades corrigidas pelos perfis

FO ANP-030


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