Relatório



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RELATÓRIO

(Científico)




(Syngenta)


Controlo de infestantes monocotiledóneas em pós – emergência na cultura do trigo em sementeira directa

Ensaio: Topik




(2004/2005)

Universidade de Évora
Departamento de Fitotecnia

José F.C. Barros


João Rosado Fernandes

Índice


1. RESUMO………………………………………………………………3

2. MATERIAL E MÉTODOS………………….………………………..4
3. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS………………...10

3.1. Ensaio Topik……………….………………………………..……..10

3.1.1. Eficácia dos tratamentos………………………………………..10
3.1.2. Efeito dos tratamentos na produção de grão…………..…….12
4. Ensaio Topik + Grasp…………………………………………..……13
4.1. Produção de grão……………………………………………….….13
5. CONCLUSÕES……………………………………………….………15

RESUMO
No ano agrícola de 2004/2005, realizou-se um ensaio cujo objectivo foi estudar o efeito de doses inferiores às recomendadas de clodinafope + cloquintocete (Topik) no controlo de infestantes monocotiledóneas em pós-emergência e, na produção de trigo de Inverno em sementeira directa.

Na área de ensaio onde se aplicaram os herbicidas, predominavam claramente as monocotiledóneas Lolium rigidum G. (Azevém anual) e a Avena sterilis L. Outra monocotiledónea que estava presente mas que não foi contabilizada, era o Bromus diandrus R. As dicotiledóneas mais representativas eram as seguintes: Chrysanthemum segetum L. (pampilho-das-searas); Echium plantagineum L. (soagem); Polygonum aviculare L. (sempre – noiva); Raphanus raphanistrum L. (Saramago); Rumex conglomeratus M. (labaça-ordinária); Chamaemelum mixtum L. (margaça); Silene nocturna L. (cabacinha); Calendula arvensis L. (erva-vaqueira) e Stellaria media L. (morugem-branca).

Paralelamente, realizou-se outro ensaio onde se estudou o efeito de diversos tratamentos, no controlo das monocotiledóneas.

Os ensaios realizaram-se numa herdade privada do Concelho de Évora (Herdade do Louseiro), que dista aproximadamente 10 km desta cidade.



2. MATERIAL E MÉTODOS
O ensaio para estudar o efeito de três doses do herbicida inferiores às recomendadas pelo fabricante no controlo das infestantes monocotiledóneas anteriormente referidas, em interacção com três volumes de água também inferiores aos recomendados, em dois estádios de desenvolvimento das infestantes (início do afilhamento e afilhamento completo), foi levado a cabo no ano agrícola de 2004/2005 numa herdade privada do Concelho de Évora. O herbicida utilizado foi o designado comercialmente por Topik. Este herbicida é um concentrado para emulsão com 80 g/l de clodinafope + 20 g/l de cloquintocete. É selectivo e indicado para combater as principais infestantes gramíneas das culturas do trigo mole e duro. A este herbicida juntaram-se 15 g ha-1 de sulfonilureia (Tribenurão – metilo, 75 %) para o controlo das infestantes dicotiledóneas.

As doses recomendadas para este herbicida variam em função da infestante a controlar. Assim, para os balancos recomenda-se 300 – 400 ml ha-1, para a erva – cabecinha, 400 -500 ml ha-1 e para a erva – febra, 500 – 600 ml ha-1. Em aplicações terrestres, o volume de calda pode variar entre 200 e 600 l ha-1.

O ensaio foi delineado em blocos casualizados, estando os tratamentos em combinação factorial. O número de repetições foi de quatro e os tratamentos realizados foram os seguintes:

Doses de herbicida

Controlo – 0 dose (D0)

Herbicida, 200 ml ha-1 (D1)

Herbicida, 300 ml ha-1 (D2)

Herbicida, 400 ml ha-1 (D3)
Volumes de água

100 l ha-1 (V1)

200 l ha-1 (V2)

300 l ha-1 (V3)


Épocas de aplicação
- Início do afilhamento das infestantes (monocotiledóneas)

- Afilhamento completo das infestantes (monocotiledóneas)

No outro ensaio anteriormente referido, estudaram-se os seguintes tratamentos:
To – talhões testemunha (4 por repetição)

T1 – Topik + Atplus

T2 – Grasp + Atplus

T3 – Topik + Grasp

T4 – Topik + Grasp + Atplus

T5 – Topik + Grasp + Atplus + sulfonilureia

T6 - Topik + Grasp + Atplus + Trend + sulfonilureia
Estes tratamentos foram realizados no início do afilhamento das infestantes, sendo o volume de calda aplicado de 100 l ha-1. O ensaio foi delineado em blocos casualizados, estando os tratamentos em combinação factorial, com 3 repetições.
Ambos os ensaios foram realizados num campo experimental cujas características edafo - climáticas são apresentadas nas Tabelas 1, 2 e 3.
Tabela 1. Características físicas e químicas do local do ensaio


Prof. (cm)

Areia

(g kg-1)



Limo

(g kg-1)



argila

(g kg-1)



Dap

MO

(g kg-1)



pH

(H2O)



pH

(KCl)


0 – 20

722

123

155

1.31

9.7

6.15

4.60

20 – 40

625

131

244

1.16

5.6

6.51

4.41

40 - 70

636

142

222

1.24

3.7

6.95

4.55


Tabela 2. Precipitação mensal (mm) no ano agrícola de 2004/2005


Anos

Meses

Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out Nov. Dez.

2004 - - - - - - - - 16.7 185.1 24.4 21.7

2005 0.0 7.7 39.4 13.5 52.9

Fonte: Centro de Geofísica de Évora


Tabela 3. Temperatura media mensal (oC) no ano agrícola de 2004/2005


Anos

Meses

Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.

2004 - - - - - - - - 21.6 16.6 11.4 8.6

2005 7.1 7.3 12.1 14.7 18.0 -

Fonte: Centro de Geofísica de Évora

A cultura do trigo foi estabelecida através de sementeira directa, em meados de Outubro. A rotação praticada é Pousio → Trigo duro → Trigo mole. Dois dias antes da sementeira foi aplicado um herbicida sistémico, total e não residual, no caso o Glifosato, com uma concentração de 360 g L-1 por 100 litros de água e por hectare.

Os talhões foram pulverizados com um equipamento próprio para ensaios, equipado com bicos de fenda (110o - 12), quando aproximadamente 90 % das infestantes monocotiledóneas estavam na fase do início do afilhamento (1ª época de aplicação) e quando cerca de 90 % das infestantes monocotiledóneas estavam na fase de afilhamento completo (2ª época de aplicação). As pressões e as velocidades de avanço utilizadas foram função dos volumes de água utilizados. A dimensão dos talhões era de 10 m x 3 m e a área colhida foi de 15 m2. As infestantes de folha larga foram controladas com 15 g ha-1 de Tribenurão – metilo (75 %) (Granstar) adicionado à calda.

As infestantes foram contadas duas vezes em cada ano, mas não foram removidas. A primeira contagem teve lugar imediatamente antes do tratamento e a segunda contagem cerca de dois meses depois do tratamento, em caixilhos de madeira com 50 cm x 50 cm, colocados em todos os talhões e na parte central destes.

A eficácia dos diferentes tratamentos é expressa como a percentagem de infestantes controladas e pode ser calculada pela seguinte expressão:



Ef = 100 – ((C2 - d)/C1)* 100

em que,


Ef – eficácia do tratamento (%)

C1- número de infestantes por m2 contadas antes do tratamento

C2- número de infestantes por m2 contadas depois do tratamento

d – diferença no número de infestantes por m2 contadas nos talhões testemunha.

O trigo de Inverno (Triticum aestivum L.) foi semeado com uma densidade de 160 kg ha-1 e a cultivar utilizada foi a Avital (ciclo longo). A fertilização em N, P e K foi aplicada de acordo com as recomendações, para manter o nível de fertilidade. Apesar de ter sido um ano particularmente seco, fez-se mesmo assim, uma adubação de cobertura em azoto.

A área de colheita correspondeu a 15 m2 da parte central de cada talhão para evitar o efeito de bordadura, usando-se para tal, uma ceifeira debulhadora própria para ensaios. A produção de grão por unidade de área foi determinada directamente, depois da correcção da humidade.



Tabela 4. Calendário das operações culturais do ensaio Topik (2004/2005)

Operações culturais

Datas

Sementeira da cultura

28/10/2004

1ª contagem de plantas (antes da aplicação do herbicida da 1ª época)

21/12/2004

Aplicação do herbicida (1ª época)

23/12/2004

2ª contagem de plantas (após a aplicação do herbicida da 1ª época)

9/03/2005

Adubação de cobertura

24/03/2005

1ª contagem de plantas (antes da aplicação do herbicida da 2ª época)

3/02/2005

Aplicação do herbicida (2ª época)

4/02/2005

2ª contagem de plantas (após a aplicação do herbicida da 2ª época)

14/05/2005

Colheita da cultura

22/06/2005

O tratamento estatístico consistiu na análise de variância que se aplicou aos diferentes parâmetros estudados, sendo feita de acordo com o delineamento experimental dos ensaios. A separação de médias foi efectuada sempre que o teste F revelou uma probabilidade do erro justificar diferença, menor ou igual a 5 % (p ≤ 5%), pelo teste de separação múltipla de médias de DUNCAN. O programa estatístico utilizado foi o MSTAT-C.




3. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

3. 1. Eficácia dos tratamentos
Tabela 5. Efeito dos tratamentos na eficácia (%) do controlo da Avena sterilis

L. (balanco - maior), no ano de 2004/2005




Épocas de aplicação


Doses


Volumes




V1

V2

V3

Média

1


D1

93.5

91.9

96.0

93.8

D2

100.0

100.0

90.5

96.8

D3

94.3

88.2

80.8

87.8

Média

95.9

93.4

89.1

92.8

2


D1

98.0

88.1

87.1

91.1

D2

88.1

88.2

92.1

89.5

D3

88.1

97.9

64.4

83.5

Média

91.4

91.4

81.2

88.0



Média

D1

95.8

90.0

91.6

92.5

D2

94.1

94.1

91.3

93.2

D3

91.2

93.1

72.6

85.6

Média

93.7

92.4

85.2





CV = 16.35%

dose F[2,51] = 1.9018 n.s

volume F[2,51] = 2.3333 n.s

época F[1,51] = 1.8861 n.s

dose x volume F[4,51] = 1.3935 n.s

dose x época F[2,51] = 0.1566 n.s

volume x época F[2,51] = 0.2387 n.s

dose x volume x época F[4,51] = 1.1570 n.s
A Tabela 5 mostra que não houve diferenças significativas para qualquer um dos tratamentos no controlo do balanco. No entanto, a 1ª época de aplicação (início do afilhamento das infestantes), foi ligeiramente melhor para a generalidade dos tratamentos. Há a salientar, a excelente eficácia das interacções D2V1 (200 ml ha-1 x 100 l ha-1) e D2V2 ( 300 ml ha-1 x 200 l ha-1), na 1ª época de aplicação do herbicida. Quando a aplicação foi atrasada (2ª época) foi também necessário aumentar a dose de herbicida, sendo a interacção D3V2 (400 ml ha-1 x 200 l ha-1), a que maior eficácia obteve.
Tabela 6. Efeito dos tratamentos na eficácia (%) do controlo do Lolium

rigidum G. (erva – febra) no ano de 2004/2005

Épocas de aplicação


Doses


Volumes




V1

V2

V3

Média

1


D1

100 (a)

100 (a)

90.1 (ab)

96.7 (a)

D2

100 (a)

93.4 (ab)

99.0 (a)

97.5 (a)

D3

99.1 (a)

96.2 (a)

95.5 (a)

96.9 (a)

Média

99.7 (a)

96.5 (a)

94.9 (a)

97.0 (a)

2


D1

62.1 (f)

78.3 (ce)

68.7 (df)

69.7 (c)

D2

77.2 (ce)

84.1 (bc)

67.6 (ef)

76.3 (b)

D3

79.2 (cd)

78.8 (ce)

77.6 (ce)

78.5 (b)

Média

72.8 (c)

80.4 (b)

71.3 (c)

74.8 (b)



Média

D1

81.1 (ab)

89.2 (a)

79.4 (b)

83.2 (b)

D2

88.6 (a)

88.7 (a)

83.3 (ab)

86.9 (ab)

D3

89.1 (a)

87.5 (a)

86.6 (ab)

87.7 (a)

Média

86.3 (ab)

88.5 (a)

83.1 (b)





CV = 8.16%

dose F[2,51] = 2.8358 p<10%

volume F[2,51] = 3.5778 p<5%

época F[1,51] = 180.49 p<0.001%

dose x volume F[4,51] = 1.3523 n.s

dose x época F[2,51] = 2.3771 n.s

volume x época F[2,51] = 3.6821 p<5%

dose x volume x época F[4,51] = 2.5086 p<10%
Contrariamente ao verificado para o balanco, a dose de herbicida, o volume de calda, a época de aplicação, a interacção volume x época e a interacção dose x volume x época, obtiveram diferenças significativas no controlo do Lolium. Os resultados obtidos mostram que para a generalidade dos tratamentos, a 1ª época de aplicação do herbicida foi significativamente mais eficaz no controlo do Lolium rigidum, que a 2ª época. Para o controlo desta monocotiledónea, parece que se a aplicação for realizada numa fase mais precoce do seu desenvolvimento, será possível reduzir não só a dose do herbicida, mas também o volume de calda por hectare, para se obter uma eficácia máxima.

3. 2. Efeito dos tratamentos na produção de grão

Tabela 7. Efeito dos tratamentos na produção de grão (g m-2) no ano de

2004/2005



Épocas de aplicação


Doses


Volumes




V1

V2

V3

Média

1


D0

75.0

75.0

75.0

75.0

D1

110.6

93.0

98.2

100.6

D2

118.3

114.7

94.8

109.3

D3

113.0

92.7

111.0

105.6

Média

104.2

93.8

94.7

97.6 (a)

2


D0

61.6

61.6

61.6

61.6

D1

82.2

109.7

77.6

89.8

D2

85.9

98.7

80.3

88.3

D3

82.5

78.5

89.7

83.6

Média

78.1

87.2

77.3

80.8 (b)



Média

D0

68.3

68.3

68.3

68.3 (b)

D1

96.4

101.4

87.9

95.2 (a)

D2

102.1

106.7

87.5

98.7 (a)

D3

97.8

85.6

100.3

94.6 (a)

Média

91.1

90.5

86.0





CV = 23.19%

dose F[3,69] = 11.0680 p<0.01%

volume F[2,69] = 0.5821 n.s

época F[1,69] = 15.8099 p<0.01%

dose x volume F[6,69] = 1.1026 n.s

dose x época F[3,69] = 0.4315 n.s

volume x época F[2,69] = 1.7795 n.s

dose x volume x época F[6,69] = 0.5716 n.s

Relativamente à produção de grão, apenas a época de aplicação do herbicida e a dose, obtiveram diferenças significativas. A 1ª época foi para a generalidade dos tratamentos, mais produtiva. Enquanto que na 1ª época, as maiores produções de grão foram obtidas para o volume de calda mais baixo, verificou-se que quando a aplicação do herbicida foi atrasada (afilhamento completo das infestantes), o acréscimo do volume de calda de 100 para 200 l ha-1, conduziu para as doses mais baixas de herbicida (D1 e D2) a um aumento da produção de grão. Se observarmos a Tabela 6, verificamos que também a eficácia no controlo do Lolium aumentou na 2ª época, quando o volume de calda por hectare passou de 100 para 200 l ha-1 para as mesmas doses de herbicida (D1 e D2). Isto poderá significar que quando as infestantes se encontram numa fase mais adiantada do seu desenvolvimento (afilhamento completo), será importante não só a dose de herbicida, mas também o volume de calda e, tanto mais importante será, quanto menor a dose de herbicida. Quando as infestantes estiverem numa fase mais precoce do seu desenvolvimento (início do afilhamento) o volume de calda aplicado, parece não ser factor importante.



4. Ensaio Topik + Grasp

4. 1. Produção de grão


A Tabela 8, mostra que em termos de produção de grão, os diferentes tratamentos não apresentaram diferenças significativas. No entanto, os tratamentos T5 e T6 foram os mais produtivos.


Tabela 8. Efeito dos diferentes tratamentos na produção de grão (g m-2)

Tratamentos

Produção de grão

T0

77.8

T1

84.5

T2

97.7

T3

79.0

T4

82.4

T5

120.6

T6

110.6


CV = 26.65%

Trat. F[6,12] = n.s

5. Conclusões
A produtividade da cultura do trigo neste ano agrícola de 2004/2005, esteve muito aquém da produtividade média esperada para estas condições edafo-climáticas e sistema de mobilização utilizado (sementeira directa), consequência da reduzida precipitação nos meses em que a cultura define a sua produção de matéria seca, a qual se irá reflectir em termos de produção de grão.

O Topik obteve uma boa eficácia no controlo da Avena sterilis L. (balanco-maior) e do Lolium rigidum G. (erva-febra) sendo essa eficácia, para a generalidade dos tratamentos, maior quando a aplicação se realizou numa fase mais precoce do desenvolvimento das infestantes (início do afilhamento). O tratamento nesta fase de desenvolvimento, permitirá não só a redução da dose de herbicida, mas também a diminuição do volume de calda, para se obter uma excelente eficácia no controlo destas duas monocotiledóneas.

Em relação à produção de grão, verificaram-se diferenças significativas entre épocas e doses, sendo a 1ª época mais produtiva que a 2ª. Na 1ª época, o aumento da concentração do herbicida, conduziu igualmente ao aumento da produção de grão da cultura. No entanto, na 1ª época de aplicação, verificou-se uma redução da produção de grão quando a dose de herbicida aumentou de 300 ml ha-1 (D2) para 400 ml ha-1 (D3) para o menor volume de calda (100 l ha-1). Este facto poderá indiciar a existência de alguma fitotoxidade causada na cultura, numa fase em que se encontra mais sensível, com o aumento da concentração do herbicida. No entanto, será prematuro tirarmos conclusões definitivas em relação a este aspecto, havendo por isso necessidade de mais investigação. Tal como referimos anteriormente, quando o tratamento é atrasado (2ª época), verifica-se que a produção de grão aumentou com o volume de calda de 100 para 200 l ha-1, para as doses menores de herbicida (D1 – 200 ml ha-1 e D2 – 300 ml ha-1). Isto, poderá significar que quando as infestantes se encontram numa fase mais avançada do seu desenvolvimento, será importante não só a dose de herbicida, mas também o volume de aplicação.

Dado que este ano (2004/2005) foi o 1º ano em que realizámos um ensaio com o herbicida Topik, não será possível fazer recomendações técnicas ao utilizador final (agricultor). No entanto, tendo em conta não só os resultados obtidos neste ensaio mas, resultados obtidos em anos anteriores com outros herbicidas, poderemos dizer com algum grau de segurança, que o agricultor quando optar pelo sistema de sementeira directa na cultura do trigo terá toda a vantagem em controlar as infestantes monocotiledóneas numa fase mais precoce do seu desenvolvimento, ou seja, no início do afilhamento. Dada a oportunidade de trabalho deste sistema de mobilização do solo, isso será possível sem grandes dificuldades para o agricultor. Em relação à dose de herbicida e ao volume de calda correctos a aplicar, será necessária mais investigação para que possa ser transmitida ao agricultor, essa informação.







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