Relembrar é Viver: Sonic do Máster System



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Encontro30.12.2018
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Eu joguei, eu lembro: Prisoner of Ice

Vou dar um tempinho nos consoles e falar um pouco de um jogo que me marcou por ser o primeiro no estilo apontar e clicar, meu amigo do colégio me emprestava esse jogo e depois de um tempo acabou me dando. Fiquei feliz por que ele funcionava no meu computador arcaico (Windows 95 era o auge), além de ser dublado em português.

A história se passava em 1937, começava em um submarino após a tripulação do H.M.S Vitória resgatar um Norueguês chamado Bjorn Hamsun e dois containers . Ele era prisioneiro de uma base secreta da Alemanha na Antártica, você está sob o controle de Ryan, um Tenente da Marinha Britânica. Após sofrer um ataque, o submarino mergulha e indo em direção ao local onde estão os containers algo de estranho aparece. Uma criatura misteriosa.

Ele possui várias fases que se passam dentro do submarino, numa base militar americana, Buenos Aires, base militar nazista e até no futuro. Ele consegue unir muito bem a questão histórica do Nazismo ligado a grupos místicos (que já foi abordado em vários filmes), além de viagens no tempo. Um roteiro bem amarrado onde tinham pequenas cenas que contavam histórias e fatos (sempre narradas pelo personagem que está falando), que ajudavam no desenvolvimento da história e com direito a dois finais (O que sobreviveu ao Tempo e Aquele que Nunca Existiu).

Outro fator que te atraia eram os personagens, os principais tinham bastante personalidade e você gostava deles, falando de forma descontraída ou bastante séria em certos momentos. As escolhas de diálogos podiam ter ajudar a entender melhor a história ou até mesmo te matar, além das maravilhosas frases de efeito (“Porque existem grandes mistérios, onde até mesmo a morte pode morrer”) e as frases de ataque de magia (FTHANG G CTHULHU IAEEEE! e KAA NAAMA FTAH’N CTHULHU).

O jogo é muito interessante, pois além do apontar e clicar tinha que resolver alguns puzzles e agir rapidamente para não ser morto, em alguns momentos tocava uma musica que significa perigo, apenas com o objetivo de te deixar mais apavorado e se enrolar na hora de escolher o item certo e usá-lo.

Imagino que seja fácil achá-lo e baixar pela internet, apesar de os gráficos não serem dos melhores e a dublagem não ser muito boa e tenha me forçado a formatar meu computador quando resolvi jogá-lo vários anos depois (até quebrei o CD de raiva). Ele tem seu valor sentimental.
Eu joguei, eu lembro: Max Payne

Eu já tinha lido sobre o jogo através de algumas revistas de jogos, todo mundo falava que o jogo pegava referências de filmes do Jackie Chan e Matrix, com muita ação, tiroteio e bullet time (que estava na moda na época). Acabei não me interessando pelo jogo por pensar que seria muito chato, mas quando o amigo da Faculdade do meu irmão copiou o jogo para ele, resolvi dar uma chance para Max Payne.

Tenho que admitir uma coisa, fiquei totalmente viciado nesse jogo, apesar de em alguns momentos ficar com muito medo, o inicio já mostrava que o clima não seria nada leve com a morte da esposa e filha do Max (primeiro o grito desesperado da Michelle e do bebê, depois olhar a filha caída no chão com o lenço e sangue e tocando a musiquinha de ninar dava muita agonia).

A história começava como uma simples investigação policial, procurando os responsáveis indiretos pela morte de sua família, mas a situação ia piorando cada vez mais, envolvendo traições, a máfia, ex-agentes do governo e grupos secretos. Nesse tempo Max Payne fazia alianças para conseguir alcançar os seus objetivos (como nosso camarada russo Vladmir e Alfred Wooden), mas indo cada vez mais para o fundo do poço de onde não poderia sair.

É interessante pensar que no jogo tinha que tomar analgésicos para se curar, estranho que em certos momentos você parecia um viciado de tanto apertar o botão para se curar, mas esse não era o ponto principal. Assim como nós, Max tinha também seus demônios, eles apareciam das piores maneiras.

Esses momentos eram totalmente insanos, onde ele perdia a noção da realidade e lembranças voltavam de forma distorcida, até o ponto de ele atirar em si mesmo para protegê-las. Mostrando o quanto Max ficou perturbado com a morte da família, seu sarcasmo era uma maneira de esconder sua dor e se manter são.

Fica claro que Max não é a única pessoa insana desse jogo, os vilões conseguem se mostrar mais loucos (Lupino tentando conseguir o acordo com o Demônio e Nicole Horn, uma mulher disposta a tudo para alcançar seu objetivo e mostrar que está certa), não entendo como o pessoal teve coragem de tira-la do filme (se bem que foi até melhor, já que não manchou a imagem dela de megera dominadora).

As armas de fogo eram bem variadas, desde clássica bereta até lançador de granadas, todas tendo suas utilidades (a melhores eram a M16, metralhadora dupla e escopeta) o bullet time foi a cereja do bolo para torná-lo mais atraente.

A dublagem do jogo foi realizada em São Paulo, ocorreu um bom trabalho por parte de todos, principalmente dos dubladores Mauro Castro (Yoruichi - versão gato de Bleach e Capitão Black de As Aventuras de Jackie Chan) e Elcio Sodré (Shiryu dos Cavaleiros do Zodíaco e Rienji Abarai de Bleach) como Max Payne e Vinnie Gognitti.

Soltando perolas inesquecíveis como: “Não sei quanto aos anjos, mas é o medo que dá asas aos homens”; “Estava mais frio que o Coração do Diabo”; “Eu provei a carne dos anjos condenados” e a fala com citação ao mestre “ O que pensa que está fazendo? Você é um tira maluco, não nos impressiona. Não pode vir aqui exibindo sua arma como se fosse o Charles Bronson”. Uma dublagem bem estilo Sessão da Tarde.

Não joguei Max Payne 2, mas estou ansioso pelo terceiro jogo, só espero que ele não se torne o novo Duke Nuken, demora para sair e quando vem ta uma porcaria. Mas tenho esperança que Max ainda consegue fazer estrago mesmo velho.

Eu joguei, eu lembro: Breath of Fire 2

Nunca tive a oportunidade de comprar um Super Nintendo, só jogava quando ia à casa de alguns amigos que tinham e na maioria das vezes era jogo de futebol (Super Star Soccer Deluxe mandava) quando surgiram os emuladores, procurei baixar um do console e achei o ZNES (é o melhor emulador do Super Nintendo que já utilizei) e comecei a baixar vários jogos.

Criei uma lista gigante (sendo que na época minha internet era discada e só baixava no final de semana), então procurei me focar nos que eram RPG, foi quando vi um jogo que me chamou a atenção, Breath of Fire 2. Foi aí que começou o meu carinho por essa série maravilhosa (que como era produzido pela CAPCOM, consegui estragar com o Breath of Fire – Dragon Quarter do PS2. Ainda estou esperando uma continuação decente).

Esse jogo é interessante por vários aspectos. Primeiro alguns personagens têm do seu lado um cristal que representa a alma da pessoa, ele vai mudando de cor de acordo com a conversa e as respostas que você dava, um barulho indicava se ela estava se tornando mais amigável ou maligna (isso ajudava na identificação dos chefes humanos).

A história também é muito cativante, começa com os dois personagens (Ryu e Bow) agindo como Rangers realizando alguns serviços. Mas a história vai tomando outros rumos como: a busca de um criminoso, batalhas e trapaças no Coliseu, resgate de uma princesa, ajudar um príncipe a retornar ao trono. Até tomar um rumo muito maior, envolvendo os personagens numa guerra entre uma igreja St. Eva adoradora de um demônio e um clã dos Dragões há muito tempo esquecido.

Os personagens são sensacionais e todos com seus dilemas que melhoram a história: Ryu: O personagem principal que perdeu a Mãe há muitos anos e não entende o desaparecimento de seu pai e irmã mais nova. Bow: Melhor amigo de Ryu no orfanato, fugiram juntos de Gate e se tornaram Rangers em HomeTown, é acusado injustamente de um roubo e sempre está disposto a ajudá-lo. Nina: Descendente da Nina do Breath of Fire, estuda em uma escola de magia em HomeTown com sua irmã, pois foi Banida de Windia por ter asas negras. Rand: Um Tatu que vive no Coliseu e tem uma mãe muito mandona que ele ama. Katt: Uma garota gata extremamente durona que é um pouco arrogante, mas tem um coração de ouro e uma quedinha por Ryu. Sten: Um antigo soldado macaco que é muito brincalhão. Jean: Um príncipe Sapo bastante descontraído com a vida e que não se estressa com facilidade. Spar: Uma mulher planta que é usada como atração de circo e consegue se comunicar com outras plantas. Além de conseguir a Bleu (presente no primeiro jogo) que está como personagem secreta.

Um fator que foi melhorado em comparação com o Breath of Fire foram as fusões, onde existem algumas feiticeiras que te permitem fusionar com os personagens (menos Ryu), causando pequenas mudanças no poder (aumentando ataque, defesa e o AP) até na aparência (os personagens que sofrem as mudanças mais drásticas são Sten, Katt e Spar). Isso te fazia procurar por todas elas.

Trilha sonora linda, as musicas são utilizadas de forma perfeita com as imagens do jogo, algo que consegue te emocionar. Falando em emoção, tem momentos que te deixam desesperados junto com o personagem (a transformação de Mina em pássaro, a morte da mãe de Rand, Tigra se arrastando pelo chão até sua amada e a morte dos seus amigos). Além do reencontro do seu pai, que dependendo da sua decisão, vai ter uma grande influência no final do jogo.

Pode ter algumas pessoas que vão me xingar agora, mas eu coloco esse jogo no mesmo patamar de Chrono Trigger, pois ele é um jogo que atingiu milhões de pessoas e será inesquecível para muitas pessoas, uma peça rara que dificilmente conseguirão fazer igual.

Eu joguei, eu lembro: The Simpsons Arcade Game

Meu pai recebia um talão que tinha os Tickets de vale-refeição e outras promoções, uma coisa que eles tinham era bônus para utilizar no playland, 15 de Dezembro era o ultimo dia que eles valiam, então minha mãe nos levou até o Shopping West Plaza e fomos gastar os bônus (R$30,00 para cada um) e uma das maquinas que jogamos foi dos Simpsons.

Antes desse bônus eu já tinha ido a maquina jogar sozinho (em fliperamas que usava fichas), mas era muito difícil mesmo com o esquema de escolher um personagem e os outros ficarem disponíveis quando você morrer (acho que esse era um problema da maquina, porque no das Tartarugas Ninjas isso não acontecia). Então fomos jogar e escolhemos Homer, Bart e Marge (até nos jogos a Lisa consegue ser a mais chata e excluída do grupo).

As fases eram até curtas e os inimigos não eram tão difíceis, só era complicado porque tinham apenas 2 vidas e quando chegava aos chefes. Você ficava batendo nele e não tinha nenhum sinal de que o sacana estava ficando fraco, até o momento que ele começava a piscar na cor vermelha de forma lenta, depois rápida e morrer.

Uma coisa legal é que tinham pequenos desafios para ganhar pontos, que iam acumulando e se tivesse sorte ganhava uma vida extra, mas se morresse perdia tudo (o que te deixava com uma baita raiva).

Fizemos um esquema bem legal, um passava o cartão e todos escolhiam os personagens, quando alguém dava continue o outro passava o cartão (o jogo era um dos mais baratos, em torno de R$0,85, fizemos isso quando tínhamos pouco crédito). Conseguimos chegar até a fase do sonho, derrotamos a bola de boliche e ficamos dando tapa na cara dos personagens para acordar. Só que na fase seguinte acabou dando game over.

Só consegui ver o final desse jogo num detonado do Youtube, já que nunca o encontrei para baixar num emulador de Arcade com os mesmos gráficos. Mas é algo que gosto de lembrar porque foi um ótimo dia de diversão e alegria.


Eu joguei, eu lembro: Alex Kidd in Shinobi World

Alex Kidd foi o grande mascote da SEGA na época do Master System (até o Sonic dar um chute nele e jogá-lo longe), invadindo outros jogos na empresa, já que pelo jeito ele não tinha muitas aventuras no seu reino (sejamos francos, um lugar onde a maior arma é o Jokenpo não deve ter tantos problemas). Mas os motivos para invadir eram bem fortes.

O jogo começa com Ales Kidd e sua amada num campo de flores sozinhos (deviam estar fazendo um piquenique ou algo mais obscuro), do nada, o céu escurece e do nada aparece uma entidade maligna e leva a amada dele. Alex Kidd fica desesperado e começa a chorar sem parar, até aparecer uma alma de um ninja dizendo quem eram os inimigos e que ia ajudá-lo, entra no corpo dele e o transforma no Shinobi.

Ele recria perfeitamente todas as fases do jogo Shinobi (que são 3 fases, duas atravessando o território e a ultima enfrentando o chefe), dando apenas uma pitada de humor aos personagens, mas se acha que a dificuldade diminuiu, está muito enganado. Você tem que tomar muito cuidado para não ser acertado pelos inimigos e ser rápido em algumas partes, além dos chefes que vão tentar arrancar o seu coro.

Mas você tinha a sua disposição armas e itens que ajudavam na jornada, como aumento de energia, magias (na maioria das vezes se transformava num tornado e atravessava a fase) e as vidas extras. Além de alguns esconderijos onde você encontrava mais vidas e cortava caminho.

Parece uma coisa estranha, mas tanto o jogo Shinobi como na versão Alex Kidd eu acabei morrendo no chefe do Helicóptero, pois na época eu achava muito difícil desviar dos ataques dele, mesmo jogando várias vezes.

Mas uma coisa não posso negar, eu me divertia muito procurando as passagens secretas e enfrentando os inimigos, fico imaginando o que aconteceria se a SEGA resolve-se voltar com essa moda do Alex Kidd nos jogos atuais (já imaginaram Alex Kidd in Thor World ou Alex Kidd in Yakuza World). Pensando melhor, do jeito que a SEGA anda tratando suas franquias, é melhor Alex Kidd ficar no passado como uma ótima recordação.


Eu joguei, eu lembro: Spider-man & Venom Maximum Carnage

Sou fã do Homem-Aranha desde criança, sempre procurava comprar as HQs no formatinho quando tinha dinheiro ou minha mãe estava de boa vontade, uma das fases que mais gostei foi à saga do clone (era fã do Ben Relly como Aranha Escarlate e fiquei chateado quando ele morreu). Como o Aranha é um personagem bastante conhecido não demorou a sair jogos dele.

Joguei alguns deles no Mega Drive, mas um que me chamou a atenção foi o Maximum Carnage que tinha na capa o Carnificina, que foi baseado na maxi-série Carnificina Total. Sendo que só fui ler a história alguns anos depois (por isso achei muito estranho a presença de alguns personagens como Shirek e a versão bizarra do Homem-Aranha).

Era no famoso estilo de andar e bater, apareciam imagens em quadrinhos (com direito a balãozinho) contando a história até o ponto de a fase começar, o Homem-Aranha podia utilizar a teia de várias formas (se balançando pelos prédios, escudo, prendendo os inimigos ou trazendo-os para perto), um golpe especial que era indicado quando a barra de energia piscava. Enfrentando inimigos variados: como caras parecendo skatistas, garotas que usavam cabelos como armas (deviam ser descendentes da Rapunzel), gangster usando sobretudo e armas e homens carecas usando guarda-chuva (outra arma que deve ter promoção para inimigos).

Tinha que enfrentar os vilões citados acima, além do Duende Demoníaco, Carniça e o próprio Carnificina, mas também tínhamos ótimos aliados como Manto, Adaga, Flama, Capitão América, Punho de Ferro, entre outros, o melhor era sempre guardá-los para os chefes que eram mais complicados.

Em certo momento você podia trocar de lugar com o Venom e acabava indo para uma fase diferente, eles tinham algumas diferenças como velocidade e força, mas era ótimo jogar com ambos (o melhor era na ultima fase, onde enfrentava Carnificina e podia trocá-los durante o combate).

O jogo era muito difícil, apesar da facilidade de encontrar sangue e vidas extras subindo pelas paredes, eu tive a dificuldade de não conseguir usar a ajuda, só no emulador conseguir fazê-lo e mesmo assim era complicada, a luta final com Carnificina dividida em duas fases era insana.

Até lançaram depois um jogo parecido com ele (Separation Anxiety), mas não teve o mesmo impacto. Maximum Carnage consegui pegar o bonde das HQs e obter sucesso. Ainda tenho esperança que façam uma versão desse jogo para a nova geração, aproveitando-se do sucesso do Shattered Dimensions, tenho certeza que seria sucesso na certa.



Eu joguei, eu lembro: Mortal Kombat

Devo falar que adoro os jogos de luta, era uma sensação ótima enfrentar um amigo ou a CPU e conseguir derrotá-los, mesmo não sabendo realizar a maioria dos golpes especiais, já tive a chance de jogar Street Fighter, Fatal Fury, Art of Fighter e o Mortal Kombat II (onde o mandamento principal era: darei rasteira, voadora e gancho quando estiver no aperto) e um tempo depois coloquei nessa lista o primeiro Mortal Kombat.

Quando comecei a jogá-lo, achei estranho terem apenas 7 personagens disponíveis e alguns que nem estavam presentes no segundo jogo (como Sonya Blade e Kano) e mudanças no visual do Jonny Cage, Liu Kang e Raiden. Pensei que seria a mesma coisa do Mortal Kombat II e teria uma dificuldade gigante, graças a Deus não foi assim.

Era muito mais fácil utilizar os personagens sem ter a necessidade de apelar e realizar alguns golpes especiais, além de aprender a utilizar dois personagens: Jonny Cage e Sub-Zero (que aliais estão ótimos no novo Mortal Kombat). E dava um grande alivio ver que a torre não era gigante e impossível de alcançar o chefe final (no dois me causava um desespero a torre começando no Shao Khan e descendo lentamente, parecia que não tinha fim).

Na primeira parte tinha que enfrentar 6 adversários e uma copia do seu personagem, essa parte era tranqüila, tinha até alguns mini-games para quebrar madeiras e blocos de concreto apertando os botões rapidamente. Só ficava complicado quando vinha a segunda parte onde éramos obrigados a enfrentar 3 duplas, a maior dificuldade era por causa do sangue e sorte porque podia ter economizado o sangue no primeiro (que ficava no chão), mas se o segundo era complicado não adiantava nada.

Demorei para passar dessa parte, quando consegui fiquei muito feliz, mas nem tive tempo de comemorar porque DO NADA aparece o Goro que começa a te dar uma surra violenta, você não consegue reagir pela surpresa e perde. Imagino que a Midway tenha feito isso de sacanagem, fazendo uma realização virar pesadelo em questão de segundos.

Goro era complicado, porque os golpes dele tiravam muito sangue e quando te agarrava joga o controle no chão porque acabou, aí o único jeito era pulando e dando voadora. E o Shang Tsung como chefão era muito fácil, ficava apenas se transformando nos outros personagens e soltava caveiras de fogo.

Vendo o novo jogo percebo que eles pegaram as melhores coisas dos antigos, como essa luta em dupla. Fico feliz por ter tido a oportunidade de jogar esse clássico que me marcou e deu animo na época de não desistir do II.



Eu joguei, eu Lembro: Adventures of Batman and Robin

O Batman é um dos melhores personagens das HQs que existe, não só por causa da forma como ele foi criado, mas por causa da sua ambientação e dos vilões que conseguiam atrair sua atenção e simpatia, algumas vezes até mais que o próprio Batman. Com o sucesso ele ganhou uma série de TV nos anos 60 e alguns desenhos, sendo que o melhor em minha opinião é The Adventures of Batman and Robin.

Esse desenho dos anos 90 era muito bom, com todos os personagens da HQ que estão ótimos, alguns inéditos (Arlequina foi criada para o desenho e fez tanto sucesso que foi inserida nos quadrinhos) e uma ótima dublagem. Para os que acham que Batman só esteve no topo dos games agora com Batman: Arkham Asylum, foi feito um jogo desse desenho para o Mega Drive e Super Nintendo que valia a pena.

A história é seguinte, Mr. Freeze ajuda três grandes vilões do morcego a fugir do Asilo Arkham: Coringa, Duas-Caras e Chapeleiro Louco (o Freeze o tirou porque a Era Venenosa, Bane e o Charada estavam ocupados, é a única explicação). Assim Batman e Robin tem que ir atrás deles por toda Gothan e colocá-los de volta no Asilo.

Tínhamos três opções de armas: Shurikens (símbolo do Batman em azul), Bastão (verde), Bat-Bomerangue (laranja) e sair no braço quando o inimigo estava próximo, podendo aumentar o poder delas quando pegava um dos símbolos (sendo o Bat-Bomerangue a mais forte), quando morria perdia uma parte do poder. Uma barra que ficava embaixo da vida e permitia um ataque especial, além de dois itens importantes, a caveira que derrubava todos os inimigos da área e outro que podíamos realizar o ataque especial várias vezes por certo período de tempo.

São 4 fases dividas em sub-fases onde podemos controlar Batman ou Robin, além de pode jogar com um amigo. A primeira fase com o Coringa era dividida em três partes e a mais fácil das fases, a chance de morrer muito pequena (a quantidade de sangue espalhado pelo cenário era gigante), só ficava complicado na hora dos chefes (enfrentamos a Arlequina duas vezes e uma o Coringa num balão).



A fase do Duas-Caras eram duas partes, a primeira extremamente fácil, já a segunda é muito longa e complicada, onde voamos por toda cidade e tinha que tomar cuidado com ataques inimigos e não encostar neles. Do Chapeleiro Louco é extremamente complicado, onde a probabilidade de perder sangue era gigante, enfrentando inimigos que se uniam para fazer cordões humanos ou quando caia de cima dos cogumelos.

Sempre morria nessa parte, a única vez que consegui passar não durei muito na fase do Mr. Freeze que é difícil, principalmente quando tem que utilizar um Jet-pack e a movimentação é horrível. No emulador consegui chegar ao final, mas ter que enfrentar o Freeze voando é uma dificuldade gigantesca, mesmo assim é um jogo que lembro com carinho e raiva.

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