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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA

PREFEITURA MUNICIPAL DE RODEIO

SECRETARIA DE MUNICIPAL DE OBRAS

PROJETO DE ENGENHARIA DE PAVIMENTAÇÃO EM LAJOTAS SEXTAVADA

RUA: TIFA PAES
BAIRRO: SÃO PEDRO VELHO

EXTENSÃO: 440,00 m

RELATÓRIO DO PROJETO



outubro/2017

1. APRESENTAÇÃO
Este volume, denominado Relatório do Projeto, contém os trabalhos descritivos e justificativos desenvolvidos por esta municipalidade, para o projeto de terraplanagem, pavimentação e sinalização viária da Rua Tifa Paes, no Bairro São Pedro Velho, município de Rodeio/SC.
2. INFORMATIVO DO PROJETO
2.1 Considerações

O presente item tem como objetivo fornecer informações gerais a respeito do “Projeto para Pavimentação em lajotas sextavadas e blocos de concreto intertravados da Rua Tifa Paes”.

A via apresenta as seguintes características geométricas:
• Número de pistas: 01;

• Pista de rolamento: 6,50 metros (02 faixas de 3,25 metros);


2.2 Descrição dos Serviços
Como a rua já se encontra implantada e seu eixo consagrado às diretrizes de projeto, de maneira geral, consistem no rebaixo da plataforma, executando quando necessárias correções de superelevação do greide e alargamento da plataforma da via existente para implantação do gabarito oficial e da camada estrutural do pavimento projetada respectivamente.

Como a via já se encontra implantada e seu eixo consagrado às diretrizes de projeto, de maneira geral, consistem na sobreposição da via, incluindo alargamentos e correções de superelevação no greide existente para implantação do gabarito projetado.


a) Placa de Obra
Contempla a implantação de placa para identificação da obra.

b) Terraplenagem
Este serviço tem como objetivo a remoção de vegetais ou materiais que não servem para composição do pavimento que será executado. A limpeza do terreno será executada com a utilização de moto niveladora em toda a área comprometida entre os off-sets de terraplenagem.


c) Pavimentação
Quanto à composição estrutural do pavimento, a solução adotada corresponde a uma camada estrutural composta, colchão de areia e lajotas sextavadas.

A camada de colchão de areia e lajotas sextavadas do pavimento a serem implantadas, devem atender as espessuras do dimensionamento da camada de pavimento projetada descrita no item de pavimentação.


c) Sinalização
Quanto à sinalização está previsto a implantação de sinalização vertical ao longo da via projetada para regulamentar e orientar as pessoas que transitam pelas mesmas.
3. ESTUDO TOPOGRÁFICO
3.1 Levantamento Topográfico
O Estudo Topográfico aqui apresentado foi elaborado com base na Instrução de Serviço para Estudo Topográfico do DNIT e/ou do DEINFRA/SC e de acordo com a Norma Brasileira NBR 13.133/94, obedecendo às especificações para o levantamento planialtimétrico cadastral.
No escritório os dados coletados em campo foram “descarregados” no computador, e processados com o auxílio dos softwares Topograph e Autocad, e ainda o croqui de campo, obtendo-se o produto final do estudo topográfico, que foi a planta restituída altimétrica e cadastral da faixa da rodovia levantada, e que serviu de base para o desenvolvimento do Projeto Geométrico. As coordenadas para a locação dos eixos e marcos estão apresentadas a seguir.
3.2 Projeto Geométrico
O projeto geométrico foi desenvolvido em acordo com as Instruções de Serviços e Diretrizes Técnicas para Elaboração de Projetos Rodoviários do DNIT e do DEINFRA/SC.

O traçado do trecho da Rua Tia Paes desenvolveu-se na região do Bairro São Pedro Velho, possui uma extensão aproximada de 0,50 km. Levando em conta, principalmente, a classificação funcional da rua, a condição de relevo ondulado e a ocupação das margens, foi adotada, com base em literaturas de projeto rodoviário, como 40 km/h a velocidade diretriz de projeto.

A geometria horizontal foi desenvolvida, preferencialmente, coincidindo com o traçado da rua existente, exceção a pontos com necessárias correções geométricas, para o enquadramento às condições de raio mínimo. A geometria altimétrica possui características de relevo plano a ondulado. A seção transversal urbana possuirá duas faixas de tráfego e passeio para pedestre em ambos os lados.
4. PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO
4.1 Considerações
O Projeto de Pavimentação tem por objetivo definir os materiais que serão utilizados na composição das camadas constituintes do pavimento, determinando suas espessuras, estabelecendo a seção tipo da plataforma do pavimento e obtendo os quantitativos de serviços e materiais referentes à pavimentação.
De forma geral a estrutura do pavimento deverá atender as seguintes características:
• Proporcionar conforto ao usuário que trafegará pelavia;

• Resistir e distribuir os esforços verticais oriundos do tráfego;

• Resistir aos esforços horizontais.
4.2 Dimensionamento

O dimensionamento da estrutura de pavimento do projeto alicerçou-se nas “Especificações para Projeto e Execução de Pavimentação a Paralelepípedo e Lajota” do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SC).

Para definição das espessuras a serem utilizadas usa-se a Equação de Peltier, aplicável ao Método de Dimensionamento pelo Índice de Suporte Califórnia, que é preconizado dimensionamentos envolvendo pavimentações com paralelepípedos e blocos de concreto.
A Equação de PELTIER é dada pela seguinte expressão:

Sendo:

E = Espessura total do pavimento, em cm;

P = Carga por roda, em tonelada, tamanho igual a 5 toneladas e multiplicada pelo coeficiente de impacto 1,20;

IS = CBR do subleito, em porcentagem;

T = Tráfego real por ano e por metro de largura, em toneladas (ton/ano/m de largura);

To = Tráfego de referência = 100.000 tonelada/ano/metros de largura


Ocorrendo materiais com índice de suporte (ISC) abaixo de 3% e ou com expansão acima de 1%, abaixo da superfície de regularização, deverá ser feita substituição por material de 2ª categoria devidamente compactado, com índice de suporte ≥ 20%, até atingir a cota determinada de terraplenagem.
Utilizando como base a especificação de serviço supracitada o volume de tráfego e classificado em 03 faixas, conforme o volume de veículos comerciais (caminhões) que incidem sobre as mesmas conforme segue:
• Trafego médio diário de até 100 veículos comerciais

• Trafego médio diário entre 100 e 300 veículos comerciais

• Trafego médio diário superior a 300 veículos comerciais
Como para a via em estudo tem-se um volume de tráfego de veículos comerciais inferior a 100 veículos/dia utilizaremos o quadro abaixo, obtido da especificação supracitada, que resume os estudos desenvolvidos para dimensionamento da camada estrutural do pavimento.


CBR SUBLEITO

ESPESSURA DA BASE (AREIA + BLOCO DE CONCRETO)

ESPESSURA DE REFORÇO DE SUBLEITO

ESPESSURA TOTAL E = Ep+Er

1%

15

62

77

2%

15

52

67

3%

15

43

58

4%

15

37

52

5%

15

32

47

6%

15

27

42

7% a 13%

15

23

38

Acima de 13%

15

NPR*

23

NPR* - Não precisa de reforço

CBR Reforço de subleito mínimo 20%

Assim, como a via em estudo apresenta subleito com características acima de 13%, está sendo proposta uma camada estrutural do pavimento constituída por:




  • Colchão de areia: e= 7 cm;

  • Bloco de concreto (lajota) – fck ≥ 35 MPa: e= 8 cm.

5. PROJETO DE SINALIZAÇÃO
5.1 Considerações
A sinalização corresponde ao conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança colocados nas vias públicas projetadas com o objetivo de garantir sua utilização adequada, possibilitando melhor fluidez no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que nela circulam.
5.2 Sinalizações Verticais
A sinalização vertical será efetivada através da disposição de placas verticais, com posicionamento e dimensões definidas, transmitindo mensagens símbolos e/ou legendas normalizadas. Seu objetivo é a regulamentação das limitações, proibições e restrições que governam o uso das vias urbanas.
As placas serão projetadas e posicionadas em locais tais que permitam sua imediata visualização e compreensão, observando-se cuidadosamente os requisitos de cores, dimensões e posição.
7. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE EXECUÇÃO
7.1 Disposições gerais
Este item tem por finalidade definir critérios básicos, principalmente em nível dos procedimentos, a serem observados na execução de obras e serviços para implantação do “Projeto para Pavimentação em Bloco de Concreto Intertravados da Rua Luiz Gadotti”.
a) Equipamentos de Proteção Individual - EPI
Os profissionais de segurança e medicina do trabalho ou a FISCALIZAÇÃO pertencente ao quadro funcional da CONTRATANTE estão devidamente autorizados a interditar obras e suspender serviços, sempre que forem constatadas infrações à segurança no trabalho, inclusive quanto à obrigatoriedade no uso de EPI.

A CONTRATADA é obrigada a fornecer os EPIs necessários e adequados ao risco da atividade e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos trabalhadores, conforme determina as normas vigentes, em especial a CLT.

A CONTRATADA é obrigada a adquirir somente equipamentos aprovados pelo Ministério do Trabalho, portadores de Certificado de Aprovação – CA, Certificado de Registro de Fabricante – CRF e Certificado de Registro do Importador – CRI; treinar o trabalhador quanto ao seu uso adequado; tornar obrigatório seu uso; substituí-lo quando danificado ou extraviado; responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica.

Os empregados devem trabalhar calçados, ficando proibido o uso de tamancos, chinelos ou sandálias; o capacete e o calçado de segurança são de uso obrigatório a todas as pessoas que estiverem na área de frente de trabalho da obra, além dos demais EPI que se fizerem necessário.


b) Sistema e Equipamento de Proteção Coletiva - SPC e EPC
A CONTRATADA deve prioritariamente prever e adotar medidas de proteção coletiva destinadas a eliminar as condições de risco, de modo a preservar a integridade física de empregados, de terceiros e do meio ambiente, estando à obra ou serviço em andamento ou não e em conformidade com as normas vigentes, em especial a CLT.
c) Sinalização
Toda e qualquer obra ou serviço realizado em vias públicas, logradouros públicos, e outros, que ofereçam possibilidade de risco a terceiros e empregados, devem ser providos de sinalização e isolamentos através de barreiras, tapumes, cercas, muros, grades, placas indicativas e de advertência, cones, bandeiras, fitas zebradas, sinalização luminosa elétrica ou outros, conforme a natureza do trabalho e do local.
d) Diário de Obra
A CONTRATADA é obrigada a manter no canteiro da obra e ou frente de trabalho o diário de obras, em locais de livre acesso, afim de que, a CONTRATANTE possa em qualquer momento, registrar as ocorrências que julgar necessária.
e) Equipamentos e ferramentas
A CONTRATADA é obrigada a colocar na frente de trabalho os equipamentos mínimos previstos no edital de licitação e/ou contrato, tantas vezes quanto necessário, sem ônus para a PREFEITURA. Nos casos de se constatar que, para o cumprimento do cronograma, há necessidade de equipamentos adicionais, a CONTRATADA será obrigada a tal complementação, sem ônus adicional para a PREFEITURA.

A PREFEITURA poderá impedir a operação de qualquer equipamento que não atender às necessidades de produção e às condições exigidas no edital de licitações e/ou contrato, devendo a CONTRATADA retirá-lo do canteiro imediatamente após notificação da CONTRATANTE. As ferramentas deverão ser apropriadas ao uso a que se destinam, sendo proibido o emprego das defeituosas ou improvisadas. As ferramentas defeituosas deverão ser retiradas do serviço, a fim de sofrerem reparos ou serem substituídas.


f) Medições
Em relação à medição dos serviços executados seguindo seguintes critérios:
• Os serviços serão medidos com base no Manual de Controle de Qualidade intitulado como “Especificações Gerais para Obras Rodoviárias”.

• Os serviços executados que não atenderem os requisitos mínimos estabelecidos pela PREFEITURA/FISCALIZAÇÃO ou pelas especificações vigentes terá que ser corrigido, complementados ou refeitos.

• Somente será efetuada a medição dos serviços que forem aceitos, ou seja, atender as especificações técnicas do DEINFRA/SC, DNIT e ABNT ou aprovação da PREFEITURA/FISCALIZAÇÃO.

• A medição deverá ser composta por Boletim de Medição e Memória de Cálculo anexando às planilhas de volumes e áreas dos serviços realizados, incluindo croquis de localização, para melhor detalhamento físico e planilhas de quantidades dos serviços executados anexados ao da licitação da obra, bem como o diário de obra do período em questão.

• A CONTRATADA deverá anexar junto a Medição Final, quando necessário e ou solicitado pela PREFEITURA/FISCALIZAÇÃO, o “As Built” da obra.
7.2 Especificações Técnicas
A metodologia de execução do conjunto de serviços projetados para implantação do “Projeto para Pavimentação em Bloco de Concreto Intertravados da Rua Luiz Gadotti deverá estar em conformidade com as especificações estabelecidas pelo DNIT, DEINFRA e ABNT, com também as diretrizes estabelecidas pela PREFEITURA.

A CONTRATADA deverá ter equipe de topografia em campo por período integral na obra, garantindo a implantação do projeto previsto, acompanhando as atividades de execução e medição dos serviços relacionados à mesma. Após a conclusão dos serviços, a CONTRATADA deverá remover do local todos os materiais, equipamentos e quaisquer detritos provenientes da obra, deixando-a totalmente limpa.

A CONTRATADA deverá tomar as providências necessárias para prevenir possíveis acidentes, que possam ocorrer por falta ou deficiência de sinalização e/ou proteção das obras, assumindo total responsabilidade nessas ocorrências. A PREFEITURA se eximirá de toda e qualquer responsabilidade sobre eventuais acidentes.

Nas áreas públicas afetadas pela construção das obras, tanto em relação ao tráfego de veículo ou de pessoas, a CONTRATADA deverá providenciar junto aos órgãos competentes, as respectivas liberações e aprovações necessárias, seja para as sinalizações e/ou para o tráfego.

Os custos de sinalização de obra para segurança deverão ser inclusos nos custos indiretos da obra.


  1. PLACA DE OBRA

1.1 Placa de obra em chapa de aço galvanizado



Compreende: fornecimento, instalação e manutenção das placas, pintadas conforme orientação da FISCALIZAÇÃO.

Medição: pela área da placa efetivamente instalada.

Considerações: A placa deverá ser executada conforme modelo do BADESC e confeccionada em chapas de aço galvanizado nas dimensões do modelo, e montada sobre estrutura de madeira serrada.

A placa deverá situar-se na área de influência da obra, em local visível e estratégico, sem prejuízo para a sinalização do trânsito e para terceiros.

A CONTRATADA não só ficará responsável pelo fornecimento, montagem e assentamento da placa, mas também estará obrigada a desmontá-la e removê-la, ao final da obra, mediante autorização da FISCALIZAÇÃO.
Placa de obra no formato horizontal (3x1) – aplicação da logomarca padrão do governo em cor sobre fundo diferenciado. Órgão do Governo (título) em fonte Impact Normal, subtítulo em fonte Times New Roman Bold.
Obs.: Aplicação do brasão oficial de cada prefeitura envolvida na parceria.



  1. TERRAPLENAGEM




    1. Serviços topográficos para pavimentação

A metodologia adotada para a demarcação dos serviços a serem executados na via será com o uso de aparelho de estação total, sendo marcado eixo do greide projetado, meio fio e sinalização horizontal.



Medição: em metros quadrados de plataforma concluída.


    1. Limpeza mecanizada de terreno com remoção de camada vegetal

Compreende raspagem e limpeza superficial, mecanizada e/ou manual, a depender da conformação do terreno, até 40 cm de profundidade, utilizando trator sobre esteiras e/ou ferramentas manuais; para remoção e raspagem das camadas de terreno imprestáveis e entulhos que se encontrem no terreno.

Os entulhos deverão ser removidos para área previamente identificada, fora da obra, sempre que os entulhos apresentarem volume que venha a impedir o livre trânsito nas áreas trabalhadas.


  1. PAVIMENTAÇÃO

Todos os serviços deste item deverão ser executados seguindo a sequencia lógica de execução de cada etapa, os quais serão supervisionados e somente após aprovação da FISCALIZACAO serão liberados individualmente de modo a dar continuada a execução das camadas que compõem o pavimento estrutural.

Na elaboração do preço unitário dos itens de pavimentação também deverão estar incluído indiretamente nos custos correspondentes as quantidade de areia necessário para execução das fugas e acabamento para compactação.

Será de responsabilidade da empresa executora os testes tecnológicos com fck mínimo de 35mpa. Podendo ser solicitado pela prefeitura os testes a qualquer momento




    1. PAVIMENTAÇÃO (Pista)




      1. Regularização do subleito, inclusive compactação

Este serviço consiste na regularização do gabarito de terraplenagem mediante pequenos cortes ou aterros (espessuras ≤ 20 cm) de material ate atingir o greide de projeto, procede se a escarificarão, quando necessário, seguida de pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento conforme cotas e larguras das notas de serviço e obedecendo as declividades projetadas.

Para execução do serviço deve-se efetuar a marcação topográfica de modo a permitir o uso de equipamentos mecânicos de regularização e compactação. Os equipamentos utilizados para execução deste serviço são: motoniveladora, rolos compactadores, grade de discos e carro tanque distribuidor de agua.

Atender a especificação técnica DNER-ES-299. Executar o controle geométrico permitindo as seguintes tolerâncias: +/- 10 cm para a largura da plataforma; +/- 2 cm em relação as cotas de greide projetado.

Em especial na largura do gabarito pavimentação realizar ensaios de índice suporte Califórnia (DNER-ME 049/94), o qual deve ser igual ou superior ao utilizado para reforço existente no dimensionamento do pavimento. Não tolerar expansão dos materiais superior a 2%. Obter grau de compactação de mínima de 100% do proctor normal e teor de umidade máximo de +/- 2 da umidade ótima obtida pelo ensaio de caracterização.

Medição: em metros quadrados de plataforma concluída.




      1. Pav. Em blocos sextavados, esp. 8cm, ass. sobre colchão de areia 7cm

        1. Base de assentamento das lajotas – Colchão de areia

A camada de areia desempenha três funções: serve como filtro para a água que penetra pelas juntas dos poliedros, é a camada de assentamento dos poliedros e produz o intertravamento entre eles, quando a areia penetra pelas juntas entre as faces laterais. A areia destinada a executar esta camada deve atender aos requisitos indicados.

Após o peneiramento, a areia é re-misturada diversas vezes para uniformizar o seu teor de umidade e, em seguida, é transportada ao local da aplicação. A areia pode estar úmida, mas não saturada.

A camada de areia é espalhada e reguada antes da montagem dos poliedros e terá uma espessura uniforme em toda a área. A camada de areia não deve ser utilizada para regularizar as depressões da base, uma vez que elas acabam recalcando a superfície dos blocos em forma de ondulações.

Na colocação da areia se utilizam 3 réguas (madeira ou alumínio): duas delas como guias e a terceira como sarrafo. As guias se colocam paralelas em ambos os lados da via e no centro, de modo a cobrir toda a largura da pista apenas com duas passadas.

As guias ficam assentadas sobre a base nivelada e compactada. No espaço entre elas se espalha areia suficientemente para cobrir a altura, e mais um pequeno excesso que permita arrastá-la com o sarrafo. Do lado de fora, dois auxiliares passarão lentamente a régua sobre as guias, uma a duas vezes, sem movimentos de vai-vem.

Com o objetivo de ter a superfície terminada do pavimento de poliedros uniforme, é necessário que a qualidade da areia e a espessura da camada sejam constantes.

A superfície rasada da areia deverá ficar lisa e completa. Caso ela seja danificada antes do assentamento, esta área deverá ser solta com um rastelo e reguada novamente com uma régua menor ou colher de pedreiro.

Os vazios formados na retirada das guias devem ser preenchidos com areia solta e rasados cuidadosamente com uma desempenadeira, evitando danificar as áreas vizinhas já prontas.

Caso chova abundantemente antes da colocação dos poliedros, a camada de areia encharcada deve ser retirada e substituída por areia com a umidade natural.

Se, no momento da chuva, todos os blocos tiverem sido colocados, mas não compactados ou rejuntados, será realizada uma inspeção para verificar o estado da camada de areia.

A presença de sulcos coincidentes com as juntas dos blocos será a indicação de que deverão ser retirados todos os blocos e da respectiva camada de areia que se encontra nesta situação, recomeçando novamente o processo descrito. Na ausência de danos, deixa-se escorrer a água da chuva antes de iniciar a compactação.




        1. Assentamento de lajotas sextavadas de concreto

Proceder com a correta colocação no assentamento das lajotas de concreto (Poliedros) no pavimento, conforme especificações de assentamento abaixo pré-definidas e da norma DNER-ES 327/97.

As lajotas destinadas a pavimentação terão valores mínimos necessários e previstos conforme projeto.

A forma geométrica deverá ser simétrica e aproximar-se ao máximo das medidas mínimas previstas (formação hexagonal).

Não deverão ser tolerados assentamentos de unidades com formas geométricas indefinidas, sem base regular.

A matéria prima dos blocos deverá ser de concreto usinado com fck 35 MPa, conforme NBR-9781, não sendo permitido o assentamento de unidades com material de qualidade inferior, que venham a sofrer com o uso a desintegração das partículas que a compõem.

Para os arremates será permitido o emprego de unidades cujo dimensionamento seja igual a meia lajota conforme indicação do projeto.

As fugas entre cada peça deverá ter aberturas de 3 mm, com tolerância de 2 mm.

O processo de preenchimentos das fugas deverá ser feito com areia de granulometria fina (#200 mm), dentro das características já citadas ou com pedrisco proveniente de britagem, espalhadas em camada de 2cm de espessura, onde será empregado vassouras ou rodo na operação de penetração nas fugas.


        1. Compactação das lajotas sextavadas de concreto

Logo após a conclusão do serviço de rejuntamento, o pavimento será devidamente compactado com auxílio de compactador do tipo "Vibratório". A compactação deverá progredir dos bordos para o centro, paralelamente ao eixo da pista de modo uniforme, que cada passada atinja a metade da outra faixa de rolamento, até a completa fixação das lajotas, isto é, até quando não se observar nenhuma movimentação da base pavimentada pela passagem do vibrador.

A compactação das partes inacessíveis aos compactadores deverá ser efetuada por meio de Soquetes manuais ou mecânicos adequados a ocasião.


      1. Meio Fio de concreto pré-moldado 12x30x100

O meio-fio, tem a finalidade de proteger e estabilizar a estrutura do pavimento, servindo para conduzir as águas pluviais oriundas do corpo estradal para sua captação, além de servir de guia para as calçadas ao longo da rua, embelezando-a e definindo-a geometricamente. Seguir as normas de especificações do DNIT ES 020/2004.

Poderá ser implantado em blocos pré-moldados de 1 metro por unidade ou moldado “in loco” conforme determinado pela fiscalização.

Executar em concreto fck 28 MPa conforme normas específicas da NBR 6118 quanto ao traço, lançamento e cura.

Obedecer aos alinhamentos e cotas do projeto geométrico durante o processo de assentamento ou concretagem.

Executar rejuntes com argamassa de cimento e areias na proporção 1;3 quando se tratar de peças pré-moldadas.

Quando moldados “in loco” executar fugas a cada 5,00 m em curvas e a cada 10,00 m em retas (tangentes).

Quando não dimensionadas pelo projeto utilizar fugas de 5 mm de profundidade por 2 mm de espessura.

Apropriação em metros lineares.

Utilizar os modelos indicados pelo projeto geométrico para cada implantação prevista.

Na entrada das ruas, será executado meio fio rebaixado.

3.2 PASSEIO


      1. Regularização do subleito, inclusive compactação

Este serviço consiste na regularização do gabarito de terraplenagem mediante pequenos cortes ou aterros (espessuras ≤ 20 cm) de material ate atingir o greide de projeto, procede se a escarificarão, quando necessário, seguida de pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento conforme cotas e larguras das notas de serviço e obedecendo as declividades projetadas.

Para execução do serviço deve-se efetuar a marcação topográfica de modo a permitir o uso de equipamentos mecânicos de regularização e compactação. Os equipamentos utilizados para execução deste serviço são: motoniveladora, rolos compactadores, grade de discos e carro tanque distribuidor de agua.

Atender a especificação técnica DNER-ES-299. Executar o controle geométrico permitindo as seguintes tolerâncias: +/- 10 cm para a largura da plataforma; +/- 2 cm em relação as cotas de greide projetado.

Em especial na largura do gabarito pavimentação realizar ensaios de índice suporte Califórnia (DNER-ME 049/94), o qual deve ser igual ou superior ao utilizado para reforço existente no dimensionamento do pavimento. Não tolerar expansão dos materiais superior a 2%. Obter grau de compactação de mínima de 100% do proctor normal e teor de umidade máximo de +/- 2 da umidade ótima obtida pelo ensaio de caracterização.

Medição: em metros quadrados de plataforma concluída.




      1. Pedra britada Nº0, ou pedrisco (4,8 a 9,5mm).

Será executado passeio de 1,5 metros quando possível, quando não possível respeitar as medidas in-loco, este serviço será executado com pedra britada nº 0, ou pedrisco, em ambos os lados da via sobre camada compactada e regularizada.


  1. SINALIZAÇÃO




    1. Confecção de placa de sinalização tot. refletiva

A colocação destes dispositivos para controle de transito transmitindo mensagens visando a regulamentar, advertir ou indicar quanto ao uso das vias, pelos veículos e pedestres de forma segue a e eficiente.

As placas deverão ser fixadas no suporte de sustentação com parafusos galvanizados com porcas e arruelas.
Os itens que compõem as placas verticais deverão atender as exigências mínimas descritas a seguir:


  • Chapas de aço galvanizado, na espessura mínima de 1,25 mm, com no

mínimo 270 g/m2 de zinco. A superfície posterior da chapa devera ser preparada com tinta preta fosca;

  • As chapas para as placas deverão ser totalmente refletivas, sendo que a superfície que ira receber a mensagem devera ser preparada com primmer;

  • A película refletiva devera ser com grau de intensidade refletiva do tipo “grau técnico” e constituído de microesferas de vidro aderidas a uma resina sintética. Deve ser resistente a intempéries, possuir grande grau angularidade de maneira a proporcionar ao sinal características de forma, cor e legenda ou símbolos e visibilidade sem alterações. Tanto a luz diurna, como a noite sob luz refletiva.

Medição: por metro quadrado de área de placa implantada.




    1. Confecção de suporte e travessa p/ placa de sinal

Compreende: A escavação manual da cava utilizando pás, depositando os materiais lateralmente a via para confecção de base de concreto e instalação do suporte de placa.

O fornecimento e implantação do suporte para fixação das placas, o qual devera ser em tubo em aço galvanizado, ABNT EB 182 Classe Leve/NBR 5580, DN 2" (50mm) e espessura 3,65 mm.

O preenchimento da área escavada com concreto.

Efetuar a instalação e fixação do suporte simultaneamente a concretagem da base de concreto.

Medição: por unidade instalada.



    1. Pintura de faixa com termoplástico

As pinturas das faixas de pedestre deverão ser executadas com termoplástico na cor amarela e deverão ser respeitadas as medidas conforme projeto de sinalização.

MEMORIAL DE CÁLCULO

COMPOSIÇÃO DO BDI

PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

COMPOSIÇÃO DE PREÇO



CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO

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