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Procedimento Operacional Padrão

SANGUE OCULTO

Página de 4

POPBIO xxx/xx



SANGUE OCULTO



INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

Sistema para detecção qualitativa rápida de sangue humano oculto em amostras de fezes.


PRINCÍPIO

O sistema Sangue Oculto é um imunoensaio cromatográfico que utiliza uma membrana com dois anticorpos imobilizados: um anticorpo de captura anti-hemoglobina humana e um anticorpo de controle.

A amostra tamponada é colocada em presença de um conjugado de ouro coloidal-anticorpo monoclonal anti-hemoglobina humana e a mistura se move cromatograficamente na membrana por ação capilar. Na existência de hemoglobina na amostra, esta se liga ao conjugado e uma linha colorida se forma na região onde está imobilizado o anticorpo anti-hemoglobina, significando um resultado positivo. Como a mistura continua a migrar na membrana, ocorre a formação de uma segunda linha colorida onde está aplicado o anticorpo de controle, confirmando que o teste se processou adequadamente.
AMOSTRA

Preparo do paciente

Não é necessário preparo especial com restrição dietética.



Tipos de amostra

Usar Fezes. As amostras de fezes devem ser colhidas em recipiente limpo e seco. Usar somente fezes sem conservantes.



Armazenamento e estabilidade da amostra

O ensaio deve ser realizado até 6 horas após a coleta. Opcionalmente, as amostras podem ser armazenadas por 3 dias entre 2 – 8 °C


Volume mínimo


(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)

Volume ideal


(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)

Critérios para rejeição da amostra


Amostras não devem ser colhidas durante ou após 3 dias do período menstrual ou se o paciente estiver apresentando sangramento hemorroidário ou hematúria.

Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO

SANGUE OCULTO, Catálogo 103 ANVISA - 10009010096

Labtest Diagnóstica

Av. Paulo Ferreira da Costa, 600

Lagoa Santa, MG, 33400-000
1. Tampão- Armazenar entre 2 – 30 C.

Contém Cloreto de sódio 160 mmol/L e azida sódica 3 mmol/L.


2. Placas de Reação- Armazenar entre 2 – 30 C.

Contém Conjugado ouro coloidal-anti-hemoglobina, anticorpo anti-hemoglobina e anticorpo de controle aplicados ou imobilizados em uma membrana.

Precauções e cuidados especiais


  1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.

  2. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à contaminação de natureza química e microbiana que podem provocar redução da estabilidade. O laboratório deve estabelecer a estabilidade em suas condições operacionais.

  3. As placas podem ser armazenadas entre 2 - 8 oC, mas nunca devem ser congeladas. No momento de realização do teste, elas devem estar entre 15 - 30 oC.

  4. Evitar exposição das placas a umidade ambiental.

  5. O tampão contém azida sódica que é tóxica. Deve-se tomar cuidado para evitar a ingestão e no caso de contato com os olhos, deve-se lavar imediatamente com grande quantidade de água e procurar auxílio médico.A azida pode formar compostos altamente explosivos com tubulações de chumbo e cobre. Portanto, utilizar grandes volumes de água para descartar o reagente.



EQUIPAMENTOS


  1. Cronômetro.
CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais


Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo), instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.

Limites de tolerância

Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância, o sistema adotado para utilização das regras de controle e as providências a serem tomadas diante de valores que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP para utilização dos materiais de controle.

Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes

Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.

Gerenciamento dos dados


Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.
PROCEDIMENTO

1-O tubo contendo tampão, a placa de reação e as amostras devem estar a temperatura ambiente (15 -30 °C) no momento da realização do teste.


2-Remover a tampa do tubo de preparo de amostra contendo solução tampão. Introduzir o bastão aleatoriamente em pelo menos 3 regiões diferentes da amostra de fezes. Este procedimento é muito importante já que o sangue se distribui de forma irregular, não homogênea, nas fezes. Evitar coletar grandes quantidades de amostra. A quantidade de material fecal que fica aderida ao bastão é suficiente para a realização do teste.
3-Recolocar a tampa com o bastão impregnado com fezes e certificar que o tubo foi vedado adequadamente. Agitar vigorosamente para misturar a amostra e a solução tampão.
4-Após a preparação a amostra é estável por 1 hora entre 15 e 30 °C ou 6 meses a 20 °C negativos.
5-Remover a placa de reação do envelope protetor, identificá-la adequadamente e colocá-la em uma superfície horizontal.
6-Segurar o tubo de preparo de amostra com a tampa voltada para cima e quebrar a extremidade superior da tampa para permitir o seu uso como tubo conta-gotas.
7-Aplicação da mistura (amostra e tampão):

Inverter o tubo de preparo de amostra, adicionar 2 gotas (0,09 mL) da mistura no orifício de amostra (S) da placa de reação.


8-Realizar a leitura quando se completar o tempo de 5 minutos. Não realizar leitura após 10 minutos.

Sensibilidade

O método é capaz de detectar quantidades de sangue tão pequenas quanto 0,05 g/mL de fezes ou 6 g/g.


Precauções e cuidados especiais

  1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
  2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.


  3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.


RESULTADOS

Positivo: Formação de uma linha vermelha na posição de controle (C) e outra linha na posição de teste (T). A intensidade da cor vermelha na posição de teste (T) pode variar dependendo da concentração de hemoglobina presente na amostra. Portanto, mesmo uma linha vermelha tênue na posição de teste (T) indica resultado positivo.


Negativo: Formação de uma linha vermelha na posição de controle (C) e ausência de linha vermelha na posição de teste (T)
Inválido: Ausência de formação de linha vermelha na posição de controle (C) indica erro de procedimento ou deterioração do sistema. Rever o procedimento e repetir o teste com nova placa de reação.

LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO


Linearidade


Não aplicável.

Interferências

1. Concentrações de ácido ascórbico até 20 mg/dL, ácido oxálico até 60 mg/dL, bilirrubina até 100 mg/dL, ácido úrico até 60 mg/dL, ácido acetilsalicílico até 20 mg/dL, uréia até 2000 mg/dL, glicose até 2000 mg/dL, cafeína até 40 mg/dL e albumina até 2000 mg/dL não produzem interferências significativas.


2. Não se observa reação cruzada com hemoglobina de porco, boi, galinha, cabra, coelho, cavalo e peru.
3. Para uma revisão das fontes fisiopatológicas e medicamentosas de interferência nos resultados e na metodologia sugere-se consultar http://www.fxol.org
SIGNIFICADO CLÍNICO

Sangramento oculto gastrointestinal é definido como a perda de sangue no trato digestivo que não é percebida pelo paciente ou pelo médico através de exame macroscópico. A pesquisa de sangue oculto é importante porque pode auxiliar na investigação de doenças gastrointestinais que cursam com perda oculta de sangue, indicar o trato digestivo como fonte de sangramento em paciente com anemia ferropriva e, particularmente, pode revelar a presença de neoplasia assintomática do trato digestivo.


O câncer coloretal é considerado, hoje, a segunda causa de morte por câncer no ocidente. O diagnóstico precoce deste câncer, realizado através da pesquisa de sangue oculto nas fezes, tem contribuído sensivelmente para a redução da mortalidade dos pacientes e, portanto, para um melhor prognóstico da doença. Assim, é recomendado que este ensaio seja realizado anualmente em indivíduos com idade de 50 anos ou mais.
É importante ressaltar que a presença de sangue nas fezes, seja de forma visível ou não, pode ser decorrente de diversas condições que apresentam menor gravidade, como hemorróidas, fissura anal, uso de medicamentos, entre outros.

REFERÊNCIAS

  1. Young GP, St. John JB, Winaer SJ, Rozen P. Am J Gastroenterol 2002; 97: 2499-2507.

  2. Richter JM, Gastroenterol Clin North Am 1994, 23: 53-66.

  3. Westgard JO, Barry PL, Hunt MR, Groth T. Clin Chem 1981;27:493-501.

  4. Labtest: Dados de Arquivo.







Nome

Assinatura

Data

Elaborado por:







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Aprovado por:







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Implantado por:







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Substitui POP:




Revisado por:







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Revisado por:







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Revisado por:







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Desativado por:







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Razão:







Número

Destino

Cópias








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