Revestimentos



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REVESTIMENTOS:
Introdução:
Revestimentos são os materiais que constituirão o conjunto ou parte do conjunto do edifício que será visualizado pelo usuário ou transeunte. São destinados a proteger e/ou a compor esteticamente a edificação.

Conforme características regionais, como materiais e mão de obra disponíveis, clima, tradições culturais, desenvolveu se o emprego de larga variedade de materiais como revestimento. Aço, alumínio, cobre, madeiras, pedras, cerâmicas, vidros, tijolos aparentes, placas vinílicas, placas melamínicas, carpetes e forrações e argamassas das mais variadas composições, aplicadas também com técnicas variadas, são exemplos.

Neste trabalho serão tratados os materiais e técnicas mais comumente utilizados.
Nas construções usuais, as superfícies nas quais serão aplicados os revestimentos, predominam as constituídas pelos materiais: concreto, alvenarias de tijolos, de blocos cerâmicos e de blocos de concreto. Estes materiais, em função da variedade de dimensões dos tijolos e blocos e do rudimento das técnicas de execução, podem induzir irregularidades das superfícies: nas paredes, quanto à planaridade, à verticalidade e horizontalidade do topo e da base; nos pisos e nos tetos, quanto à planaridade e horizontalidade. Para que se tenha um acabamento de boa qualidade técnica e de bom aspecto na aplicação de revestimentos (principalmente em forma de placas), as irregularidades precisam ser corrigidas.
As argamassas compostas com os aglomerantes cimento e/ou cal, podem por si só constituir o revestimento, como também são utilizadas para a correção de eventuais irregularidades, constituindo a base para a posterior aplicação de outros revestimentos em forma de placas, como os cerâmicos e algumas pedras de faces planas, ou ainda são utilizadas como elemento de ligação e aderência entre as superfícies sobre as quais serão aplicados revestimentos com faces relativamente irregulares, como as pedras brutas.
Desta forma são aplicadas tanto sobre os pisos, como sobre os muros e paredes.

APLICAÇÃO EM PAREDES
As paredes precisam ser preparadas para receber a argamassa,

ou as camadas de argamassa, tanto na situação de revestimento final, como na de regularização da superfície. Nestas duas situações, os procedimentos iniciais recomendados para a aplicação são idênticos:
I - Limpa-se a superfície, removendo principalmente quaisquer manchas de óleo ou graxa e também partículas soltas.

II - Com a superfície úmida, lança-se sobre ela, com colher de pedreiro ou equipamento mecânico, argamassa de cimento e areia média ou grossa, no traço 1:3, ou até 1:5, no estado de alta plasticidade, em camadas com espessura entre 0,5 e 1 cm. Esta camada é denominada de chapisco e tem a função de melhorar a aderência entre a superfície a ser revestida e a camada imediatamente posterior, de sua regularização.

III - Sobre a camada do chapisco, tem-se a camada denominada massa grossa, emboço ou ainda “desengrosso”., que tem a função de regularizar a superfície da parede quanto à planaridade e quanto à verticalidade. Com o prumo de face verifica-se a verticalidade; com uma régua, geralmente de alumínio, verifica-se a planaridade. Com auxílio desses dois instrumentos, sobre as superfícies das paredes, assentam-se tacos de madeira com espessura em torno de 1,0 cm denominados taliscas, que serão referências para a constituição de planos perfeitamente verticais.
A argamassa para esta camada é mista, composta de cal, cimento, areia fina e areia média peneirada. Desengrossada inicialmente com a régua de alumínio, é posteriormente tratada à desempenadeira de madeira

Argamassa como revestimento acabado
As argamassas são aplicadas, desde uma só camada, ou em camadas sobrepostas, cada qual com características próprias quanto aos materiais que a compõem, quanto à granulometria dos agregados, quanto às proporções entre os componentes e quanto à técnica de aplicação. Esta diversidade implica também em variedade de indicações de utilização, variedade de custos e variedade de textura do acabamento, constituindo superfícies desde lisas, levemente ásperas até as rústicas.

Estuque:
Quando a argamassa do chapisco é composta com areia média peneirada, e lançada contra uma peneira, geralmente de malha # 1,5 mm ou # 2,0 mm, colocada anteriormente à superfície a ser chapiscada, essa argamassa passando através da peneira , ao tocar a superfície irá compor sobre ela uma camada denominada de estuque, pouco permeável, com boa resistência e acabamento rústico, que apesar de reter a poeira, é bastante usada como revestimento final em muros e paredes externas, principalmente até a altura de 50 a 60cm acima do solo, para a proteção dos respingos da água da chuva.


Reboco
O revestimento conhecido como reboco ou massa fina é feito com argamassa preparada, inicialmente com cal hidratada e areia fina, que juntos devem constituir mistura bastante homogênea, à qual será acrescida água suficiente para umedecê-la. Assim, é colocada em repouso por algum tempo (recomendável entre 10 e 14 dias), com o fim de melhorar a hidratação da cal. Depois é acrescida de água e cimento para que seja lançada e estendida com colher de pedreiro sobre a camada de chapisco ou sobre o emboço. É desempenada com régua e desempenadeira de madeira e posteriormente alisada com bloco de espuma de nylon, de consistência macia.

Constitui acabamento áspero com baixo custo de execução e por isso tem seu uso bastante disseminado. Precisa, posteriormente, receber camada de pintura.
Gesso
Revestimento com uso recomendado apenas para ambientes internos. O gesso é acrescido de água até compor uma massa com plasticidade adequada para ser espalhada e alisada com a face lisa da desempenadeira de aço. Após secar, deve ser lixada e posteriormente pintada.

Constitui revestimento de acabamento liso, de baixo custo que tem o inconveniente de ser bastante vulnerável quando em contato com a umidade.


Massa à base de P.V.A.
Em tudo semelhante ao gesso, apenas pouco mais resistente em contato com a umidade.
Massa à base de resinas acrílicas
As massas acrílicas são recomendadas tanto para uso interno como para uso externo. Também são espalhadas e alisadas com a face lisa da desempenadeira de aço.

Permitem acabamento liso ou acabamento texturado. Para o acabamento liso aguarda-se que a massa seque, então são aplicados abrasivos (lixas) de várias granulometrias, primeiro as mais grossas até as mais finas que permitam o acabamento desejado. O acabamento texturado é conseguido de duas formas. A primeira, passando-se sobre a massa ainda não totalmente seca, um rolo cuja superfície imprimirá à massa um acabamento texturado. São facilmente encontrados no mercado rolos com texturas diversas. A Segunda forma de se obter a textura é conseguida com uma massa acrílica, cuja composição contém partículas sólidas de granulomertria maior que os componentes da massa citada no primeiro processo. Daí, logo após sua aplicação pela desempenadeira de aço, ainda em estado plástico, aplica-se uma desempenadeira flexível, que arrasta estas partículas maiores, provocando texturas que, se habilmente trabalhadas, podem resultar texturas de significativo valor estético.


REVESTIMENTOS CERÂMICOS


Tecnicamente a cerâmica é uma mistura de argilas e de outras matérias-primas inorgânicas, queimadas em altas temperaturas. Na prática, a cerâmica é mais que isso. Ela vem sendo produzida e utilizada há séculos, reunindo características de beleza, variedade de combinações e durabilidade.

A cerâmica é prática e possui infinitas possibilidades de jogos de cores, formatos e motivos, tendo uma variedade de especificações técnicas que permitem seu uso em quartos de dormir, passeios públicos, frigoríficos, saunas e indústrias, dentre muitos outros lugares.

Quando bem especificado, o bom produto cerâmico dura, no mínimo, o equivalente a sete repinturas, sendo antiinflamável e bonito, apresentando por isso a melhor relação custo-benefício para o consumidor. Isto o coloca na frente de seus concorrentes, como os carpetes, pisos de concreto, pedras e madeiras. Além disso, é muito fácil limpar um bom revestimento cerâmico. E esta é uma concepção moderna, onde a estética e a funcionalidade devem sempre caminhar juntas.

Como nasce o revestimento



Os principais componentes mineralógicos das argilas são a caulinita, ilita, ciorita e montmorilonita que juntas conferem trabalhabilidade e resistência mecânica, durante a produção. Somam-se a isso, quartzo, feldspato, filito e carbonatos que conferem outras características específicas ao revestimento cerâmico.

A conformação dos produtos cerâmicos pode ser feita por dois métodos principais:

a- por extrusão (tipo A) - revestimentos cujo corpo foi conformado no estado plástico em uma maromba, para a seguir ser cortado em placas.

b- por prensagem (tipo B) - revestimentos formados a partir de uma mistura finamente moída e conformados em prensas de alta capacidade de pressão.

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No caso da biqueima, o biscoito (massa cerâmica) é queimado primeiramente. Em seguida, na segunda queima, ocorre a vitrificação dos esmaltes e estabilização das cores. Já no processo de monoqueima, além da vitrificação e estabilização de cores, acontece também a sinterização do corpo cerâmico, simultaneamente à vitrificação do esmalte, unindo a decoração à base cerâmica.

Em geral, as temperaturas para biqueima ficam em torno de 980ºC, enquanto que na monoqueima a temperatura passa a casa dos 1. 100ºC, dependendo da porosidade desejada. O acabamento do produto cerâmico pode ser esmaltado (GL - "glazed") ou não esmaltado (UGL-"unglazed").A esmaltação do produto corresponde à aplicação de uma cobertura vitrificada impermeável. Os revestimentos não esmaltados podem apresentar uma superfície polida ou não polida.

O termo "revestimento cerâmico" abrange atualmente uma grande variedade de tipos que se distinguem por meio de sua composição primária, método de produção, características estruturais e físicas, força mecânica, acabamento, formatos e cores. O "revestimento cerâmico" é um acabamento para piso e parede, sendo que a maior diferença entre as duas aplicações dá-se pelas características de abrasão e resistência de ruptura que o produto deve apresentar no piso.

Devido a esse detalhamento, algumas informações são básicas para sua especificação e é o que diferencia onde são aplicados os revestimentos porosos, semigrés, grés e porcelanato;

Os revestimentos cerâmicos são classificados segundo os seguintes critérios, que devem ser obrigatoriamente declarados pelos fabricantes, segundo as normas ISO (international Standard Organization) e segundo as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que serão idênticas:
a) método de fabricação;

b) grupos de absorção d'água;

c) resistência à abrasão superficial;

d) resistência à mancha (classes de limpabilidade);

e) resistência ao ataque de agentes químicos;

f) análise visual (aspecto superficial)


Absorção de Água



Essa é uma das principais características dos revestimentos cerâmicos, pois é a faixa de absorção de água que determina a porosidade da placa cerâmica, e por conseqüência, sua resistência mecânica. A porosidade é um dado fundamental: piscinas e frigoríficos, por exemplo, devem ter baixa absorção de água, assim como as fachadas e lugares que estão sujeitos às intempéries.
Os grupos são classificados assim:




de O a 0,5%

Grupo I a

0 < E < 0,5

de 0,5 a 3%

Grupo I b

0,5 < E < 3

de 3 a 6%

Grupo II a

3 < E < 6

de 6 a 10%

Grupo II b

6 < E < 10

mais de 10%

Grupo III

E > 10



Obs: Os grupos A e B correspondem ao processo de fabricação do revestimento, respectivamente extrudado e prensado.

E = grau de absorção de água.

As características físicas e químicas de cada revestimento estão associadas com o grupo e com a absorção. Independente do uso que será dado à placa cerâmica, a absorção é tão importante que deve vir explicitada na embalagem, por obrigação de norma. Com a absorção de água, estão relacionados:

A - o módulo de ruptura:

Quanto mais baixa for a absorção de água, maior será o módulo de ruptura (norma ISO 13006-3-Especificação).

B - a resistência ao impacto:
O grupo de absorção também é importante no caso de pisos sujeitos a impactos, como nos postos de gasolina. Nesse caso, o especificador deve pedir um revestimento com alta resistência ao impacto (ISO10545-5). A resistência mecânica de um revestimento cerâmico depende da sua absorção de água, sendo tanto maior quanto mais baixa for a sua capacidade de absorção:


Absorção

Denominação

Classe

Módulo de


Ruptura

Uso

Recomendado

0 a 0,5%

Porcelana

I a

350-500

kg/cm²

piso e parede

0 a 3%

Grés

I b

300-450

kg/cm²

piso e parede

0 a 6%

Semi-poroso

II a

220-350

kg/cm²

piso e parede

0 a 10%

Poroso

II b

150-220

kg/cm²

parede



O módulo de ruptura é uma característica intrínseca do corpo da peça. A resistência da peça como um todo não depende somente do módulo, pois está relacionada à espessura da peça também. Portanto, existe um módulo de ruptura do corpo (em kg/cm²), e uma carga de ruptura da peça (em kg). Para revestimentos de parede, a resistência mecânica pode ser baixa. Já em ambientes submetidos à circulação de cargas (como pisos de garagens) e a impactos (cozinhas e quartos de crianças, postos de gasolina) são necessários revestimentos que suportem alta carga de ruptura.

Importante: o fabricante está obrigado a cumprir a resistência mecânica associada ao grupo de absorção que declara.

Classes de Abrasão



A resistência à abrasão representa a resistência ao desgaste de superfície, causado pelo movimento de pessoas e objetos. Existem dois tipos de abrasão:

1) Abrasão superficial dos revestimentos esmaltados.

2) Abrasão profunda dos não esmaltados.
A classe "P.E.I." (Porcelain Enamel Institute) define o grau de abrasão superficial dos revestimentos esmaltados. O fabricante é obrigado a declarar a classe de abrasão, e a cumprir a classe que declara. O especificador deve tomar muito cuidado com a classe de abrasão que escolher, especialmente se estiver especificando pisos para uso público ou que serão assentados em locais de alto tráfego, como halls de entrada.


Quadro Orientativo




Classes de Abrasão Superficial " P. E. I.”

Resistência:


Classe 0 - uso para parede

Classe 1 - banheiros residenciais (baixa)

Classe 2 - ambientes residenciais exceto entradas (média)

Classe 3 - cozinhas, halls, sacadas e quintais (média alta)

Classe 4 - hotéis, show-rooms, salões de vendas (alta)

Classe 5 - Shoppings, aeroportos, passagens - públicas, padarias e lanchonetes (altíssima)
Obs.: As classes de resistência à abrasão são obtidas através de um ensaio que determina o número de giros, a partir do qual a placa cerâmica sofre desgaste. O teste é feito com um abrasímetro e classifica os revestimentos da seguinte maneira:
apresenta desgaste após




classe 0 - 100 ciclos

classe 1 - 150 cicios

classe 2 - 600 ciclos

classe 3 - 750 e 1.500 ciclos

classe 4 - 2.100, 6.000 e 12.000 ciclos

classe 5 - mais de 12.000 ciclos
É importante prestar atenção ao tipo de tráfego e à facilidade de limpeza. Os pisos devem ser adequadamente protegidos contra pó abrasivo nas entradas dos edifícios, colocando sistemas de limpeza de sapatos, tais como grelhas e capachos.
Resistência às Manchas

(Classes de limpabilidade)
Classe 5: Máxima facilidade de remoção de manchas

Classe 4: Mancha removível com produto de limpeza fraco

Classe 3: Mancha removível com produto de limpeza forte

Classe 2: Mancha removível com ácido clorídrico/acetona

Classe 1: Impossibilidade de remoção da mancha
Os revestimentos cerâmicos variam muito em sua facilidade de limpeza, sendo geralmente os esmaltados os mais fáceis de limpar.


Conheça suas propriedades



A resistência a manchas está relacionada com a porosidade interna debaixo da superfície. A classe de limpabilidade, de 5 a 1, informa sobre a facilidade de limpeza, considerada uma especificação fundamental para cozinhas, hospitais, garagens e restaurantes. Anteriormente à reformulação das normas ISO, a resistência às manchas era ensaiada antes da abrasão. Hoje sabe-se que o teste de manchas deve ser realizado antes e depois da abrasão, pois existem pisos com boa classe de abrasão que, no entanto, encardem. Além disso, para usos críticos é especificado o PEI 5, ou seja, exige-se que seja feito o teste de resistência às manchas após a abrasão. Esta maneira de especificar é fundamental para o uso correto em cozinhas, hospitais, garagens e postos de gasolina. O encardido após a abrasão depende da porosidade interna do esmalte, no caso de um esmaltado e depende da porosidade interna da massa, no caso de um não esmaltado. A regra geral para todo tipo de produto é a seguinte: a superfície exposta ao tráfego, seja esmaltada ou não, deve estar livre de porosidade interna. A ausência de manchamento após a abrasão (teste PEI 5) indica se a superfície está livre de porosidade interna. Caso contrário, a superfície precisará ser encerada, como acontece nos revestimentos de massa porosa sem esmaltar.

Resistência ao Ataque Químico



Classe A: Resistência química elevada.

Classe B: Resistência química média.

Classe C: Resistência química baixa.


Existem dois níveis de exigência de resistência química:
1- a residencial (produtos químicos domésticos) é obrigatória.

  1. a industrial - é obrigatória quando declarada pelo fabricante.



Resistência Química Residencial





Todos os revestimentos cerâmicos devem ser resistentes aos produtos domésticos e são ensaiados com eles, conforme exigência das normas. Segundo os resultados obtidos nesses testes os revestimentos residenciais ou comerciais são divididos em classes de resistência química A, B, C, onde A representa a resistência química mais elevada e C, a mais baixa Resistência Química Industrial. Existem excelentes revestimentos para uso comercial ou residencial que não foram projetados para resistir à industria química pesada, ao mesmo tempo que existem revestimentos especialmente projetados para isso. Assim, quando se especificam revestimentos para indústrias, estes devem ser testados com os mesmos reagentes aos quais deverão resistir, sob as mesmas condições de temperatura e concentração, conforme especificam as normas de revestimentos cerâmicos. Existem esmaltados que possuem uma resistência química adequada para laticínios. Por outro lado, quando se especifica para indústria química pesada, aconselha-se a especificar revestimentos não esmaltados, de porcelana (a palavra porcelana significa absorção zero). Além disso, para todas as aplicações da indústria química, os rejuntes e adesivos devem ser antiácidos (por ex.: epóxi). Caso contrário, o cimento por baixo das peças será atacado pelos ácidos e as peças ficarão soltas. Existem duas modalidades de resistência química industrial:

  1. a exigência média (laticínios e frigoríficos)

  2. a exigência pesada (ácidos fortes, concentrados e quentes).


Tabela orientativa:

Concentração química


Alta (H)

Baixa (L)

ácidos/produtos domésticos

A

HA

LA

A

B

HB

LB

B

C

HC

LC

C

Onde: A = extrudado, B = prensado, C outros processos, H = ácido de alta concentração, L = ácido com baixa concentração



Análise Visual



Essa análise é feita através da observação a olho nu do aspecto superficial das placas cerâmicas. O revestimento é considerado "de primeira qualidade" (e esta informação deverá aparecer na embalagem) quando 95% das peças examinadas ou mais não apresentarem defeitos. A análise é feita com uma distância padrão de observação. Um revestimento não é considerado de primeira qualidade, quando mais de 5% das peças ensaiadas apresentarem defeitos visuais (procedimento de ensaio na norma CE: 02:002:10:04).
Análise dimensional:
Devem ser observados:

  1. comprimento e largura da peça (calibres)

  2. espessura

  3. linearidade dos lados

  4. retangularidade

  5. planaridade superficial


Obs.: As normas ISO e ABNT especificam as medidas e definem as tolerâncias de cada item.

Detalhes importantes:

Marcação e identificação


As caixas contêm informação vital, referente à qualidade, calibre (faixas de dimensão, com tolerâncias máximas, dos lados das peças cerâmicas) e tonalidade. Espera-se do assentador que verifique as caixas, certificando-se de que todas possuam a mesma especificação. Um detalhe que não pode ser esquecido é a escolha das juntas, em função do calibre das peças. É responsabilidade do distribuidor entregar a cada consumidor caixas com marcação homogênea, porém, ocorrem problemas de tonalidade que se devem à mistura de marcação das caixas e não propriamente a erros do fabricante.
As embalagens devem ter as seguintes identificações:
a) marca do fabricante e/ou a marca comercial, com o país de origem;

b) a identificação de primeira qualidade;

c) tipo de revestimento cerâmico e referência a esta norma, em português e à norma ISO, em inglês;

d) tamanho nominal (N) e tamanho de fabricação (W), modular ou não;

e) natureza da superfície: GL (glazed) e UGL (unglazed), esmaltado e não esmaltado respectivamente;

f) classe de abrasão para revestimentos cerâmicos esmaltados a serem utilizados em pavimentos;

g) nome e número do produto;

h) tonalidade do produto;

i) código de rastreamento do produto: dia, hora e turma.
Obs: Os itens g, h e i são de especial importância, se houver necessidade de compra adicional do produto, posteriormente à compra inicial. A observação dos três dados garantem uma compra mais segura. Características exigíveis pelo comprador, em função do uso declarado nos catálogos, pelo fabricante:
1- expansão por umidade: importante para fachadas e piscinas.

2- dilatação térmica: lareiras e usos semelhantes.

3- choque térmico: lareiras e usos semelhantes.

4- congelamento: terraços e fachadas em lugares frios.

5- coeficiente de fricção: locais com necessidade de piso antiderrapante.

6- resistência ao impacto: pisos industriais e postos de gasolina.

7- eliminação de chumbo ou cádmio: revestimentos que ficarão em contato com alimentos não podem ser “contaminados” com chumbo ou cádmio, que podem ser eliminados pelas placas cerâmicas.

  1. gretagem: é a aparição de fissuras sobre a superfície esmaltada. Está intimamente ligada à expansão por umidade.


ASSENTAMENTO DA CERÂMICA

Depois de tanto trabalho com a especificação da placa cerâmica e com o controle do processo, não é concebível a teoria do “se colar, colou”. O assentamento é uma etapa extremamente importante para a qualidade do projeto, visualmente percebida por todos. Deve-se examinar as caixas para conferir se o produto usado é o mesmo, observando os códigos na embalagem. Deve-se também estar atento à quantidade de placas cerâmicas que deverão ser usadas sobre a superfície, bem como planejar as modulações para que não seja necessário cortar os revestimentos cerâmicos de modo a prejudicar a estética.

A especificação correta dos rejuntes e da própria argamassa são condição fundamental para que as peças tenham aderência à superfície revestida. Além disso, a escolha de um bom profissional de assentamento é fundamental.

A etapa: assentamento de cerâmica, será abordada conforme tópicos a seguir:


I) - Fique de Olho: observações especiais para o assentamento em algumas aplicações: o que deve ser observado e quais os cuidados básicos.


II ) - Procedimentos: os procedimentos de assentamento e um panorama sobre as técnicas e ferramentas utilizadas.



I- Fique de Olho


Argamassa, concreto e cerâmica podem sofrer deformações, originando tensões que num alto grau, descolam e trincam as placas cerâmicas. Essas tensões devem ser equilibradas pela aderência proporcionada pelos aglomerantes empregados.

As principais causas do desprendimento de revestimentos cerâmicos, relacionadas ao assentamento, são: pouca camada de cola, formação de pele e falta de controle de colagem. Alguns outros problemas podem colocar em risco o projeto. Mas podem ser evitados, por análise e especificação prévia. Alguns dos problemas são:
sobrecargas - uma quantidade excessiva de carga sobre o revestimento cerâmico, como por exemplo: o tráfego de carrinhos de obra sobre a placa cerâmica recém assentada provoca o aparecimento de tensões de compressão na camada superior, provocando a flambagem e o posterior destacamento da placa cerâmica.
retração da argamassa - se for utilizada uma camada muito grossa de argamassa, esta provocará retração e compressão sobre a cerâmica. Quanto maior a espessura da argamassa, maior o esforço de compressão, provocando o estufamento. Há, porém, outros detalhes que podem exigir uma camada grossa de argamassa, como a superfície em nível não adequado e a espessura errada da peça cerâmica.
variações de temperatura - as placas cerâmicas possuem às vezes, um coeficiente de dilatação térmica mais alto que o coeficiente do concreto ou da argamassa ou diferenças (t) entre concreto e cerâmica. Isto pode acarretar tensões diferenciais de cisalhamento (temperaturas elevadas e resfriamento), ocasionando flambagem e descolamento da peça.
dilatação higroscópica da cerâmica - a cerâmica porosa pode sofrer uma expansão contínua e crescente devido à rehidratação dos minerais. Essa expansão pode induzir tensões de compressão que fazem o mesmo efeito da retração da argamassa, ou seja, estufamento. Uma placa cerâmica de boa qualidade deve apresentar baixa expansão sob umidade elevada.
aparecimento de manchas - nos pisos, o afloramento de manchas ocorre principalmente por efeito da capilaridade nos rejuntamentos malfeitos, que permitem a entrada de água, atingindo a base. O aparecimento de manchas pode se dar também por problemas relacionados à produção do revestimento. Ocorrem também a eflorescência da cerâmica (aparecimento de substâncias brancas, poeirentas, quimicamente neutras e sem cheiro, contidas no interior dos tijolos queimados a baixa temperatura) e a exsudação do cimento (líquidos pegajosos alcalinos, oriundos dos álcalis solúveis do cimento, com cheiro, removíveis com ácido).

A carbonatação é o processo de desaparição do cheiro alcalino, típico das obras. A carbonatação insolubiliza álcalis e, portanto, evita exsudações. Deve-se arejar (carbonatar) por quatro semanas.
juntas irregulares - as juntas ou espaçamentos deixados entre as cerâmicas são obrigatórias e devem existir para absorver movimentos térmicos e higroscópicos existentes nos pisos e paredes. Um revestimento sem juntas não permitirá a troca, e não é considerado bem instalado pelas normas técnicas. É fundamental que o rejuntamento seja planejado. Para revestimentos de parede recomendam-se juntas de 2 a 6 mm.

Assentamentos em condições especiais:




Contrapisos térreos:


  • o solo deve estar compactado;

  • colocar uma camada de pedrisco para drenagem de água subterrânea;

  • o contrapiso deve ser impermeabilizado, arejado e seco.



Câmaras frigoríficas:


  • parede e piso totalmente impermeabilizados e secos;

  • placa cerâmica com absorção menor que 3%;

  • adicionar impermeabilizante na argamassa;

  • utilizar rejunte lavável e impermeável (epóxi).

  • ligar a câmara frigorífica somente quando todas as camadas de argamassas e revestimentos estiverem secas e acabadas.

Fachadas:

  • antes de aplicar o revestimento cerâmico, deixe a fachada secar, arejar e carbonatar durante um período mínimo de 30 dias;

  • regular a temperatura da fachada por meio da umectação (aplicação de água);

  • utilizar argamassa elástica e rejuntamento impermeável, lavável, antimofo e flexível.



II- Procedimentos de assentamento




O assentamento pode ser feito de duas maneiras principais:



a - método convencional, utilizando argamassa preparada em obra: a argamassa convencional é preparada com água, cimento e areia. O instrumento utilizado para o assentamento é a “colher de pedreiro”. Por esse método, aplica-se a argamassa peça por peça.

b - método com argamassa pré-dosada: a argamassa utilizada é aditivada, garantindo menor consumo, maior eficácia e maior “tempo em aberto” (tempo que vai da aplicação da argamassa até o início de perda de sua capacidade de aderência). Por esse método, uma desempenadeira dentada aplica cordões de argamassa sobre a superfície a ser assentada, aumentando a produtividade do assentador e a qualidade do assentamento.

Assentamento em pisos (método convencional)





  • preparar a argamassa nas proporções adequadas. Os materiais que a compõem: cimento, areia, água - deverão ter boa qualidade;

  • limpar o primeiro plano de assentamento, tirando pó, resíduos e partes soltas da argamassa;

  • molhar o plano de assentamento de maneira uniforme;

  • espalhar a argamassa na espessura prevista. A água deve estar em quantidade suficiente para deixar a argamassa úmida, sem aflorar à superfície;

  • nivelar com régua apropriada;

  • espalhar uma fina camada de cimento em pó, a qual, posteriormente, deverá ser umedecida com o auxílio de uma brocha ou trincha borrifando gotículas de água;

  • apoiar as peças, previamente molhadas, sobre o leito de argamassa. As peças deverão ser pressionadas com cuidado, para que argamassa do fundo não penetre entre as juntas, indo até a superfície do revestimento;

  • molhar o piso. A água deve estar em quantidade suficiente para penetrar nos interstícios entre uma peça e outra. A água é necessária para a aderência (reações de pega) do pó de cimento espalhado com o leito de argamassa; ela também deve alcançar as áreas inferiores ao centro da peça, para grandes formatos;

  • bater no piso de maneira uniforme, fazendo pressão, para que ele fique plano e numa posição definitiva. Ele estará bem assentado se, levantando uma peça, uma boa quantidade de argamassa ficar aderida à mesma;

  • vedar com rejunte - argamassa de cimento muito líquida, composta geralmente, por cinco partes de cimento, duas de areia, três de água e aditivada com látex de borracha e materiais colantes. Esta operação deverá ser efetuada quando o leito de argamassa já estiver parcialmente endurecido, o que acontece, em média, no dia seguinte ao assentamento;

  • utilizar espátula de material plástico ou borracha para aplicar o rejunte;

  • limpar o piso com tela de juta, tendo o cuidado de retirar todos os resíduos da massa, enquanto ainda estiver fresca;

  • manter o piso ligeiramente molhado;

  • evitar trânsito, durante três ou quatro dias, no mínimo. Se houver necessidade de passagem, o piso deve ser protegido por um tablado apropriado. Se colocado em ambiente externo, deve ser protegido do vento, da insolação direta e da chuva, nos primeiros dias após o assentamento;

  • lavar o piso com água. Se houver cimento ou outras sujeiras que resistam, uma solução ácida pode ser utilizada - por exemplo, 10% de ácido muriático;

  • esperar um mês antes de submeter o piso a solicitações de uso.


Assentamento em paredes (método convencional)


  • verificar a situação da parede, quanto a planaridade, verticalidade e horizontalidade da base;

  • limpá-la com cuidado;

  • molhar a parede e chapiscá-la, quando ainda estiver úmida. Não chapiscar em excesso, pois a argamassa do chapisco pode se soltar;

  • chapiscar a parede com uma colher de pedreiro, numa espessura entre 0,5 a 1cm;

  • esperar a aderência da argamassa, pelo menos uma noite;

  • molhar a superfície chapiscada, se estiver muito seca;

  • após colocar aproximadamente 1 cm de argamassa na parte inferior do azulejo, colocá-lo na parede. O assentamento deverá começar a partir do piso. Se este não oferecer condições para que se defina um nível horizontal preciso, utilizar uma régua de madeira para substituir provisoriamente a primeira fiada de azulejos;

  • no caso de assentamento com junta, o mais indicado, é utilizar os distanciadores apropriados, ou manter, para cada fiada horizontal, uma régua de ferro de secção quadrada, com 8 ou 10mm de lado. Esta régua de ferro deverá ficar adequadamente distanciada da superfície do fundo, com uma camada de argamassa. Sua função é a de permitir a realização de juntas com largura. constante;

  • após a aderência da argamassa, retirar a régua de madeira que serviu como base à substituição da primeira fiada de azulejos e começar o assentamento das peças. Para esta fiada, ligada ao piso, é aconselhável a utilização de peças conformadas - chanfradas - que permitam esconder a junta de dilatação perimetral, sem prejudicar a funcionalidade;

  • um dia após o assentamento, limpar as placas cerâmicas, molhá-las em abundância e aplicar o rejunte. Retirar qualquer resíduo que permaneça na peça;

  • após o assentamento, limpar a superfície com cuidado.




Assentamento em pisos, com argamassas colantes


  • preparação da superfície de apoio - deverá ser limpa e perfeitamente plana, isenta de fissuras ou trincas. Toda partícula solta deverá ser cuidadosamente retirada.

  • preparação da argamassa - é importante, nesta fase, seguir criteriosamente todas as instruções do fabricante, não apenas no que se refere à dosagem, como também em relação ao tempo de descanso, 10 a 15 minutos, e às modalidades de aplicação. A massa poderá ser utilizada por muito mais tempo do que pelo método convencional, sem aditivos. Deverão ser observadas as especificações técnicas do fornecedor.

  • aplicação da argamassa e assentamento das peças - a argamassa é aplicada mediante desempenadeira dentada que permite, ao mesmo tempo, regular a espessura da camada aplicada e realizar uma superfície ondulada, com sulcos de profundidade apropriada para delinear as áreas de primeiro contato entre a base de assentamento e as peças, Quando a placa cerâmica é apoiada sobre a superfície da argamassa, após compressão, estas áreas espalham-se até cobrir grande parte da superfície das peças. É importante aplicar a argamassa em superfícies limitadas, para que não seja reduzido seu poder umectante. A qualidade dessa execução deve ser verificada levantando-se uma peça logo após sua colocação. Se o resultado não foi bom, renovar a superfície da argamassa. Em ambientes de muito tráfego - pisos externos e pisos industriais - convém utilizar dupla colagem, aplicando também uma fina camada de argamassa na parte inferior da placa cerâmica.

  • rejuntamento - existem diversos tipos de massa para rejuntes. A operação é realizada com uma espátula de borracha ou de material plástico, para que haja um preenchimento completo, regular e compacto das juntas.

  • limpeza - uma primeira limpeza grosseira é efetuada com esponja úmida. Em seguida, efetua-se uma limpeza mais cuidadosa, utilizando-se materiais ou produtos que sejam compatíveis com as características de resistência química e mecânica do piso cerâmico e da massa de rejunte utilizados.




Assentamento em paredes, com argamassas colantes


  • controlar planaridade e verticalidade das paredes, bem como a horizontalidade da base.

  • limpar cuidadosamente a parede.

  • aplicar a argamassa com a desempenadeira dentada em áreas limitadas, pois a argamassa não pode ter seu poder de adesão e umectação reduzido.

  • assentar uma placa cerâmica de cada vez, comprimindo-a adequadamente em sua posição. O assentamento dos revestimentos deverá ser iniciado a partir do nível do piso ou de uma régua de madeira regulável, que substituirá provisoriamente a primeira fiada ou o rodapé. Em ambientes de muito uso - por exemplo, revestimentos externos - convém utilizar a técnica da dupla colagem, aplicando também uma fina camada de argamassa na placa cerâmica.

  • utilizar os distanciadores.

  • rejuntar com massa apropriada, utilizando uma espátula de borracha ou plástico.

  • realizar a limpeza, primeiramente com esponja úmida, e depois com materiais e produtos de eficiência comprovada para retirar qualquer resíduo de material de assentamento, sem prejudicar azulejos e juntas.



Juntas de dilatação


  • Elas poderão ser realizadas na obra ou pré-fabricadas. A característica funcional principal das juntas é a deformabilidade; juntas pré-fabricadas, muito rígidas, são inúteis. O preenchimento deverá ser efetuado com materiais não deterioráveis, como isopor ou poliuretano. Antes dessa etapa, a eliminação de qualquer resíduo é fundamental.

Instrumentos para o assentamento


Para o assentamento de revestimentos cerâmicas são usados:

  • esquadros, metro, contra-pesos e demais ferramentas necessárias para medir o perfeito alinhamento das peças.

  • colher de pedreiro, pá, réguas, martelo de borracha e outras ferramentas necessárias para a preparação do leito de assentamento e para bater as peças, no caso de assentamento com argamassa de cimento.

  • desempenadeira dentada para aplicação da argamassa pré-dosada.

  • espátula de borracha ou material plástico para rejunte.

  • alicate, martelo, furadeira, ponta de vídia ou de diamante para o corte e furo de peças.

  • tábuas de madeira para serem colocadas sobre pisos recém-assentados que possibilitem o tráfego, sem que ocorram danos ao piso.
  • Preparação do leito de assentamento


  • No caso de assentamento de pisos com argamassa de cimento, o leito de argamassa, com espessura apropriada a cada caso, deverá ser compactado para evitar a formação de cavidades em seu interior e em seguida, nivelado. Manualmente a compactação é realizada por batedura, por exemplo com pá, enquanto o nivelamento é obtido mediante o uso de réguas.

Os riscos que uma compactação de leito de assentamento incorreta provocam são:

  • presença de bolhas ou cavidades no interior da massa;

  • afloramento de água na superfície, com conseqüente empobrecimento da água da massa na parte inferior.

Estes aspectos negativos poderão ser evitados se a compactação for efetuada por vibração. Os vibradores mecânicos realizam uma compactação ideal, mantendo a homogeneidade do leito de assentamento. São também disponíveis réguas mecânicas, com as quais o nivelamento é feito rapidamente. Existem ainda réguas equipadas com agulhas vibrantes que realizam as duas funções.


Corte das peças cerâmicas




A superfície a ser revestida dificilmente será um múltiplo exato da superfície unitária das peças cerâmicas utilizadas. Na maioria dos casos, será necessário providenciar o corte de um determinado número de peças.

Todas as operações podem ser efetuadas manualmente, utilizando-se ferramentas apropriadas, como por exemplo ponta de vídia e alicates.

Batedura



No assentamento com argamassa de cimento, as peças, colocadas em sua posição precisam ser energicamente batidas para assegurar o perfeito nivelamento da superfície e uma boa fixação junto à camada ligante.

A operação de batedura é portanto muito importante, pois atua de forma determinante tanto sobre o aspecto estético final da superfície revestida, como sobre sua durabilidade e resistência às solicitações mecânicas.

A operação de batedura pode ser executada manualmente, com uma ferramenta de madeira apropriada ou com o martelo de plástico. Resultados melhores, além da notável economia de tempo e fadiga, podem ser obtidos com batedores ou vibradores mecânicos.


Rejunte e limpeza




O rejunte é tradicionalmente aplicado por meio de espátulas de borracha ou de material plástico. Após seu endurecimento completo, deve ser feita uma limpeza da superfície.

Existem ferramentas especiais, como por exemplo seringas, que são utilizadas para aplicar o rejunte diretamente nos espaços das juntas.

Estas operações poderão ser executadas com máquinas, que além de agilizar as execuções permitem obter resultados melhores: o preenchimento das juntas fica mais compacto e uniforme, a limpeza torna-se mais eficaz e compatível com a qualidade superficial das peças cerâmicas.

As ferramentas utilizadas para essa finalidade são espátulas e escovas rotativas, respectivamente para o rejunte e a limpeza, montadas sobre um aparelho que pode ser usado como uma enceradeira.
Este capítulo foi baseado no livro:
PALMONARI, Cario

in Gres Porcelanato” - Centro Ceramico di Bologna
Veja nas páginas seguintes exemplos de alguns tipos de revestimentos aplicados:














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