Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.


ANÁLISE DO DESEMPENHO DE ESTRADAS NÃO PAVIMENTADAS DO MUNICÍPIO DE PIRATINI/RS A PARTIR DO DCP
BRANDÃO, Pedro Henrique de Souza Farias

DA SILVA, Maicon Lopes

RUVER, Cesar Alberto (orientador)

pedrohbrandao@hotmail.com
Evento: Congresso de Iniciação Cientifica

Área do conhecimento: 03 – Engenharias
Palavras-chave: Estradas não pavimentadas; Ensaio CBR e DCP.
1 INTRODUÇÃO
As vias não pavimentadas, de acordo com o DNIT (2012), representam aproximadamente 87% do total da malha viária nacional e aproximadamente 92,8% das estradas do Rio Grande do Sul. Neste contexto, verifica-se, conforme DNIT (2012), que o Rio Grande do Sul possui 140.586,1 km de estradas não pavimentadas. Infelizmente, essas estradas não têm recebido a mesma atenção que as pavimentadas. Muitas vezes, são construídas sem quaisquer critérios técnicos. Geralmente não são realizadas atividades de conservação ou de manutenção. Devido a sua extensão e importância, principalmente locomoção local, deveriam receber no mínimo o mesmo tratamento e atender pelo menos os mesmos critérios que recebem as camadas das estradas pavimentadas (seleção de materiais, valores mínimos de CBR, grau de compactação, etc.). Dentre outros inúmeros fatores e critérios a serem atendidos, a adequada compactação das camadas que compõem uma via não pavimentada se constitui num aspecto fundamental para garantir o seu bom desempenho e sua maior durabilidade. De acordo com ABITANTE et al (2009), embora atualmente existam equipamentos com elevada tecnologia embarcada para a avaliação contínua das condições de compactação de uma camada, em países em desenvolvimento e do terceiro mundo, o controle tecnológico é feito de forma pontual, utilizando-se metodologias tradicionais como, por exemplo, o uso do frasco de areia.

Um método alternativo para o controle de compactação e a avaliação do suporte da camada de solos in situ é o equipamento de DCP (Dynamic Cone Penetrometer). Esse equipamento, de operação simples e ágil, fornece resultados de forma rápida e com custos reduzidos, possibilitando um maior número de pontos investigados durante a execução das obras, além de possibilitar a avaliação da resistência da camada ao longo de sua espessura, ao contrário dos ensaios convencionais, que permitem apenas uma avaliação pontual da resistência da camada. Dada a confiabilidade dos resultados obtidos com o DCP, aliada ao baixo custo de execução do ensaio, torna o mesmo uma ferramenta poderosa para a investigação de subleitos e de camadas de vias não pavimentadas.



Neste sentido o objetivo deste trabalho é apresentar uma análise do desempenho e comportamento de estradas não pavimentadas (vicinais com revestimento primário) do interior do município de Piratini/RS a partir de correlações de resultados de ensaios convencionais com os resultados do ensaio de DCP.
2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
As estradas não pavimentadas do município de Piratini/RS são compostas por uma camada (10 a 20 cm) de revestimento primário (saibro) aplicado diretamente sobre o subleito. Para a realização deste trabalho, foi coletada uma amostra de saibro em jazida tradicional. Após a preparação da amostra, foram feitos ensaios de caracterização geotécnica: granulometria, limites de Atterberg, e, posteriormente, classificação do solo. Uma vez caracterizado, serão feitos ensaios de compactação nas energias normal e modificada. A seguir, serão feitos ensaios de CBR e DCP para todos os pontos das duas curvas de compactação nas condições não imersa e imersa. Para cada ponto da curva de compactação (total de 10) serão realizados, em sequência, os seguintes ensaios: CBR não imerso, DCP não imerso, CBR imerso e DCP imerso; totalizando 40 ensaios. Apesar do ensaio de DCP ser um ensaio de campo, o mesmo será feito em laboratório no mesmo molde utilizado para ensaio de compactação de CBR. Também será feita a classificação MCT, de modo a verificar se o solo é ou não laterítico. Com os resultados dos ensaios de DCP será verificada a possibilidade de estabelecer correlações os valores de CBR, umidade e peso específico aparente seco, para ambas as energias utilizadas e nas diferentes situações (imerso e não imerso). Além das correlações estabelecidas será feito um levantamento das patologias em trechos de estradas executadas com o solo que esta sendo estudado de forma a verificar as ocorrências destas em função da classificação e das propriedades do saibro utilizado no revestimento primário.
3 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Na fase atual do projeto de pesquisa já foi feita a caracterização geotécnica do solo em estudo. O solo em questão corresponde a um saprólito de granito, chamado de saibro. É composto por 5% de pedra de mão, 42% de pedregulho, 27% de areia, 17,80% de silte e 7,50% de argila. Segundo a classificação da ABNT o solo é classificado como pedregulho arenoso, pela classificação da SUCS é caracterizado como solo SM e pela HRB tem a classificação de A-2-4. Possui o peso especifico real dos grãos de 2,64 g/cm³. Apresenta LP de 24%, LL de 28% e IP de 4%. Os demais ensaios (compactação, CBR, DCP e MCT) estão sendo realizados, portanto ainda não se possui dados conclusivos.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar do descaso, com as estradas não pavimentadas, pretende-se com esse trabalho salientar a necessidade de realização de um estudo geotécnico mínimo para esse tipo de estrada, aliando a economia de construção e conservação com durabilidade e conforto.
REFERÊNCIAS
ABITANTE, Edgar; TRICHÊS, Glicério; STRIANI, Caroline Strutzel. Controle de Compactação de Solos com Uso de DCP. Florianópolis: Imprensa da UFSC, 2009;

BRASIL. Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes - DNIT. Divisão em Trechos do PNV 2012. Disponível em: < http://www.dnit.gov.br/plano-nacional-de-viacao >. Acesso em: 08 mar. 2013.

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