Roberto Schwarz, um leitor radical de Machado



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ROBERTO SCHWARZ, UM LEITOR RADICAL DE MACHADO
Profa. Dra. Sandra Guardini T. Vasconcelos

Departamento de Letras Modernas - FFLCH

Num balanço recente a respeito dos últimos cem anos da fortuna crítica de Machado de Assis, Hélio de Seixas Guimarães agrupa a história da recepção do escritor em torno de três “momentos centrais”, representativos, segundo ele, de linhas de força que, ainda que abriguem leituras divergentes, desenham “algumas dinâmicas da crítica literária no Brasil”.1 Assim, o primeiro momento, situado nas últimas décadas do século XIX e tendo como seus principais expoentes Sílvio Romero, Araripe Júnior e José Veríssimo, teria se conformado fundamentalmente como uma polarização entre os traços localistas ou universalistas de Machado, ao mesmo tempo em que esses críticos eram obrigados a uma mudança de parâmetros diante da “desestabilização” que nosso autor produzia nas teorias e doutrinas vigentes.

O segundo momento encontraria sua síntese em três outros críticos, Atrojildo Pereira, Lucia Miguel Pereira e Augusto Meyer, cuja contribuição ao estudo de Machado entre as décadas de 1930 e 1950 se pautou, no caso dos dois primeiros, pelo tratamento “tanto [de] sua origem histórico-social como [de] seu perfil psicológico” e, do último, numa perspectiva comparatista ou intertextual, pela relação do autor de Brás Cubas com outros autores.

A terceira tríade, formada por Roberto Schwarz, John Gledson e Alfredo Bosi, traz a discussão da obra machadiana para o presente, pois se trata de três críticos ainda atuantes cujas leituras de Machado contam hoje entre as mais importantes interpretações da sua produção. O alinhamento é apenas de caráter temporal, cabe frisar, uma vez que não poderiam ser mais substanciais as diferenças entre a prioridade que Bosi confere às sugestões filosóficas, psicológicas e existenciais na sua análise dos romances da chamada segunda fase e a sondagem das articulações entre forma literária e o processo sócio-histórico brasileiro que apreendemos na crítica de Schwarz e Gledson. Voltarei a esse ponto mais adiante.

Longe de restringir-se a uma querela entre uma perspectiva localista ou universalista, debate que subjaz à recepção de Machado pelos críticos desde o século XIX, ou a uma escolha entre uma leitura psicologizante ou uma explicação sociológica, a variedade de abordagens da obra machadiana, se abre espaço para convergências e discordâncias, revela posições muitas vezes antagônicas e irreconciliáveis, que não é possível explorar e expor aqui. Para o que me interessa, embora não faça jus ao cuidadoso e detalhado mapeamento e comentário da fortuna crítica machadiana empreendidos por Hélio Guimarães, esse resumo, necessariamente sucinto e incompleto, serve como uma espécie de abertura e enquadramento para o assunto de que trata essa apresentação. Refiro-me à contribuição de Roberto Schwarz à interpretação da obra de Machado, que, a partir de Ao Vencedor as Batatas, de 1977, representou, com sua “crítica envenenada”, uma verdadeira guinada no panorama geral do nosso entendimento da ficção machadiana. Essa reviravolta só se reforçou com a publicação dos dois outros livros – Um Mestre na Periferia do Capitalismo (1990) e Duas Meninas (1997).

O veneno resultava da mistura explosiva do melhor que a tradição crítica brasileira pôde produzir com uma leitura rigorosa da tradição “contraditória” de Lukács, Benjamin, Brecht e Adorno e a inspiração de Marx.2 Sem menosprezar seus antecessores, que incorporou criticamente ao longo da sua leitura dos romances de Machado, Schwarz ainda aprofundou o programa crítico de seu mestre Antonio Candido, interessado nos processos por meio dos quais elementos da vida social se estruturam e passam a atuar no interior da obra literária, enquanto forma.

A afirmação dos nexos da ficção machadiana com a realidade social brasileira tinha antecedentes em Astrojildo Pereira, porém, segundo Candido, foi um artigo de circunstância de Roger Bastide, “Machado de Assis, paisagista”, publicado na Revista do Brasil em 1940, o primeiro a “encarar a realidade exterior como matéria de construção literária”, isto é, a mostrar como dados externos à obra passam a fazer parte da sua fatura, transformando-se em elementos internos. Com essa providência, Bastide teria representado um ponto de inflexão na crítica machadiana, até então mais ocupada apenas com aspectos biográficos, psicológicos ou sociais.3 Candido, por sua vez, em ensaio de 1968 já adiantava uma linha de interpretação que Schwarz iria posteriormente perseguir com enorme eficácia, ao pontuar o discreto “fio social” que percorre a produção machadiana. Ali, o autor de “Esquema de Machado de Assis” chamava atenção para o “senso profundo, nada documentário, do status, do duelo dos salões, do movimento das camadas, da potência do dinheiro” e para as motivações das personagens, “homens de corte burguês impecável, perfeitamente entrosados nos mores da sua classe”.4

Nessa trilha e também na de Lukács, cuja “presença é básica no [seu] trabalho”,5 Schwarz toma a pulso o estudo social da forma e, atento ao fato de que não se pode utilizar um esquema crítico pensado para a Europa e aplicá-lo sem mais à realidade brasileira, mergulha nas especificidades da história do nosso país para melhor compreender o alcance da obra de Machado. Concentra-se, assim, no que chama de “matéria brasileira: um conjunto de relações altamente problemático, originário da colônia, solidamente engrenado, incompatível com o padrão da nação moderna, ao mesmo tempo que é um resultado consistente da própria evolução do mundo moderno, a que serve de espelho, ora desconfortável, ora grotesco, ora utópico (nos momentos de euforia)”. É essa configuração objetiva que lhe possibilita apreender nos romances machadianos, no ritmo de sua prosa, uma dinâmica da sociedade brasileira. Disso decorrem a força cognitiva e o poder explicativo e de revelação, tanto das obras quanto da leitura que delas faz o crítico. Seu alvo, dessa maneira, é o trabalho de figuração literária, pois, segundo argumenta,

Se há correspondência entre a estrutura social e a estrutura da obra de arte, a dinâmica interna de uma tem a ver com a da outra, e é possível estudar e escrever tendo em mente as suas relações de explicitação, aprofundamento, insuficiência, antecipação, atraso, etc.6


A objetividade da forma, portanto, é programa cumprido à risca nas leituras de Schwarz, que descobre na volubilidade do narrador de Memórias Póstumas não simplesmente um princípio formal do livro, mas um movimento que mimetiza, no sentido forte, “o vaivém ideológico da classe dirigente brasileira” e que corresponde, em última instância, a um traço da “vida brasileira do século XIX”.7 Dito assim de passagem e de maneira rápida, fica difícil dar uma idéia clara do passo, isto é, de como Schwarz encontra a substância sócio-histórica da forma, ou as articulações entre a invenção formal e a apreensão histórica, nos romances machadianos.

Para melhor ilustrar as providências do crítico, tomo sua leitura de Dom Casmurro, em Duas Meninas (1997),8 livro de estrutura e tom ensaísticos que oferece uma interpretação não-conformista e a contrapelo do ponto de vista no romance, subvertendo a visão de Bento Santiago como “alma cândida e boa, submissa e confiante, feita para o sacrifício e para a ternura”9 e levando às últimas conseqüências as descobertas de Helen Caldwell sobre a falta de credibilidade e de isenção do narrador, e as de John Gledson sobre as implicações da posição social de Bentinho e os interesses da ordem paternalista e patriarcal que ele representa.

O assunto do livro são o ciúme e a infidelidade, tópicos que, como veremos, se prestam a sondagens da psicologia humana. Nosso crítico, no entanto, sem descartar ou desprezar os aspectos psicológicos envolvidos na questão, trilha outros caminhos e mostra que esses podem parecer os temas ostensivos do romance, ao passo que na verdade “a matéria substantiva” está na falta de inclinação de Bento para uma “relação entre iguais”. Vai, assim, às raízes e às causas da “gaiola da autoridade patriarcal” que se fecha em torno de Capitu,10 a mocinha perspicaz, esclarecida e de espírito independente que acaba condenada ao exílio na Europa, decifrando os mecanismos sociais e de classe que atuam na relação e no destino das personagens.

Se a narrativa de Bento funciona como uma peça num processo de culpabilização pública de Capitu, ela também revela muito sobre o menino mimado pela mãe que escapa do seminário e se transforma no proprietário, chefe de família conservador e “figura da ordem” e, mais tarde, graças às suspeitas em relação à sua mulher, em Casmurro. O narrador-protagonista encarna não apenas o indivíduo ciumento e familista às voltas com um conflito de natureza pessoal e subjetiva, mas sobretudo um tipo social ou a posição do senhorio brasileiro, autoritário e arbitrário, diante das mulheres e dos pobres. Dessa maneira, esse senhor de elite figura uma espécie de “sujeito do espírito absoluto”, desimpedido de qualquer norma delimitadora, fundado que está “em um princípio imaginário de onipotência” que reproduz o predomínio da ordem social, condição essa que lhe permite dispor do outro como mercadoria.11

O melancólico e solitário autor da “crônica de saudades”, dessa maneira, não esconde a “brutalidade senhorial brasileira” que, nesse caso específico, recai não sobre o escravo, como em Memórias Póstumas de Brás Cubas, mas sobre a mulher. Por debaixo ou por detrás do “marido ingênuo e traído” avulta o “patriarca prepotente”, movimento que a armação do ponto de vista por Machado expõe com clareza.

O título do romance, sugestivamente autobiográfico, sinaliza para onde o leitor deve voltar seu foco e atenção e obriga-o a indagar quem, afinal, foi o sujeito da traição: se Capitu ou Bento, que é quem trai “o juramento de confiança e igualdade que o moço bem-nascido fizera à vizinha pobre” (DM, 33). A auto-exposição, conforme demonstra Schwarz, tem alcance crítico, pois não apenas põe a nu o sentimento ego-centrado, o desejo de posse, ligado ao medo e à insegurança do narrador, mas também a falta de compromisso com o outro, com seu habitual fundo de violência. Ao virar o refletor para Bento Santiago, Machado vai revelando a “razão dos proprietários”, os mecanismos do autoritarismo patriarcal e de classe e o obscurantismo que acabam por condenar Capitu ao exílio literal e metafórico e ao opróbrio.

A acusação de adultério, a difamação, as insinuações são parte da peça bem montada que visa pontuar o atrevimento, a independência, o senso de iniciativa e a inteligência da mulher, para os quais justifica o castigo. Lido da perspectiva de Capitu, por sua vez, e na contramão do que desejaria o narrador, o quadro muda de figura e dá notícia da ignomínia e das iniqüidades envolvidas na relação entre os sexos que a posição social de Bentinho lhe faculta. São as armas do poder que se voltam contra a parte mais vulnerável da equação. Desse ângulo, a psicologia das personagens é, na verdade, “a psicologia de classes sociais inteiras, ou pelo menos de certas camadas sociais”, o que nos possibilita “verificar que os processos que se desenvolvem na alma das diferentes personagens são o reflexo do movimento histórico a que pertencem”.12

Dom Casmurro corporifica, na sua protagonista, a condição dos dependentes e dos sem propriedade, pois Capitu representa a cidadania precária e as “parcelas ameaçadas no processo” de transformações substanciais em curso, vítimas da “mistura promíscua de propriedade, autoridade e capricho” que Schwarz descreve em Bento.13 Capitu encarna, dessa maneira, o destino das “moças com talento (...) numa posição de poucos meios”,14 das jovens mulheres de “famílias necessitadas”, que vivem na pele as diferenças sociais e permitem colocar em cena a “matéria brasileira”, definida por Schwarz como o “sistema de relações sociais, pontos de vista, registros de dicção etc. que foi engendrado pela história do país”.15 Assim, sob a aparência de modernidade implícita na existência desse narrador “civilizado à européia e incivil à brasileira”,16 permanece o “substrato bárbaro” de práticas sociais que, na esfera privada, imitam o curso da História, revelando a própria experiência histórica brasileira do séc. XIX.

Diante das conseqüências que Schwarz deriva das conexões entre vida subjetiva e vida material (uma correspondência fundante para um pensador como Adorno) e da força explicativa que ele apreende na estrutura formal da obra em relação à dinâmica específica da sociedade brasileira, é o caso de perguntar quais os ganhos de uma leitura de Dom Casmurro como um tratado de psicologia moral17 ou como uma sondagem da instância do sujeito, ou de sua erosão, com o esperado recurso a conceitos como os de alma e de essência.18 A perspectiva de uma psicologia universalista – esse é o ponto – não enxerga a ironia constitutiva desse romance, que está longe de visar a verdades eternas sobre o ser humano; tampouco o argumento da reconstrução do eu pela memória e pela auto-análise explica, a meu ver, a necessidade de destruição do outro, que é, ao final de contas, o que consegue Bento Santiago.

Ou ainda, a tese de que “o objeto principal de Machado é o comportamento humano” e de que o que lhe interessa é o registro das “reações morais à assimetria” social19, não tendo nada de específico, pouco revela a respeito dos modos de funcionamento das relações interpessoais ou de classe no interior da sociedade brasileira oitocentista. Para além da índole das personagens, é fundamental considerar sua condição: a implicância e o azedume de Prima Justina, por exemplo, não a tornam menos dependente que o subserviente José Dias. E se, para o narrador, “Capitu era Capitu”, que Bosi traduz como “o singular em estado puro”, interpretar a explicação de Bento de que ela era “mais mulher do que [ele] era homem” como uma invocação ao “universal feminino”20 carrega as tintas numa idealização e num essencialismo que nada dizem sobre a situação da mulher brasileira no século XIX. Pôr o acento nas relações que se armam em função das posições sociais das personagens, eu insisto, não significa retirar-lhes a singularidade; ao contrário, é exatamente a tensão entre o particular e o geral que confere ao romance machadiano mais um dos traços de sua complexidade.

A providência recente desse crítico de repor a discussão sobre Dom Casmurro em chave idealista, acompanhada da imputação velada de reducionismo à leitura de Roberto Schwarz, resulta de uma visão estreita do alcance de um trabalho crítico pautado pela dimensão estética da realidade e pela dimensão real do artifício literário. Dessa maneira, a atenção ao “processo de auto-análise do narrador do romance” se apresenta como o antídoto contra “uma crítica esquemática e hiperideologizante, disposta a patrulhar todos os narradores que se lhe deparam” e que, segundo Bosi, faz descer Bento/Dom Casmurro “ultimamente à ingrata condição de bode expiatório”.21

Um bom exercício dialético, bem ao gosto de Schwarz, nos obriga a inverter os termos de uma das interrogações de Bosi e perguntar se é lícito subestimar o fato de Bentinho pertencer a um estrato relativamente abastado do Segundo Império, subordinando-o à reconstrução existencial do narrador.22 No mesmo passo, há sinais de incompreensão, ou má-fé, na avaliação de que essa crítica reduz

Bento Santiago a uma alegoria socioeconômica engessando toda a sua dinâmica psicológica (inclusive os ciúmes bem ou mal fundados) em um esquema maniqueísta pelo qual a dramática relação com a mulher amada desde a adolescência é arbitrariamente descartada em nome de uma suposta conduta senhorial.23


Quantos foram os romances realistas do século XIX, ou, em grau ainda mais alto de generalização, quantas foram as obras literárias que elegeram o casamento, o ciúme e o adultério como seus assuntos? Jogar luz sobre os aspectos universais da questão apaga justamente a historicidade de temas e conceitos e, o que é pior, as especificidades brasileiras, que são o que nos interessa.

Conforme nos mostra Schwarz, Machado é mestre no manejo de temas europeus, entre os quais seus narradores circulam com familiaridade e desenvoltura, mas é a especificidade nacional, que aparece em sua feição negativa, o que confere o caráter revelador da cena brasileira e ilumina as contradições do centro do sistema. A efetividade da sua crítica, portanto, reside na relação dialética que ela estabelece entre o global e o local e na busca do impulso mimético que decanta a história e a realidade social na forma literária, sendo um de seus traços mais notáveis a atenção ao objeto e às suas contradições. Caudatário dos críticos que o precederam e herdeiro da melhor tradição da crítica dialética, Roberto Schwarz demonstra seu fôlego interpretativo e expõe, na forma do ensaio, “as relações sociais inscritas [no] material [do escritor] – situações, linguagem, tradição, etc. – segundo um fio próprio, quer dizer, próprio às relações e próprio ao escritor: um fio que é de livre invenção, mas nem por isso é arbitrário”.24

O que torna possível essa leitura decididamente não-conformista é a adoção de uma postura que segue à risca uma palavra de ordem do romancista de sua eleição, que Schwarz tem traduzido como o sentimento de tempo e lugar. Em “Instinto de Nacionalidade”, Machado de Assis, entrando no debate sobre o que constituiria propriamente o caráter nacional de uma literatura, assinala que

O que se deve exigir do escritor antes de tudo é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço.25


Roberto Schwarz atendeu a essa exigência com resultados notáveis: ao tratar de Machado, com as conseqüências do golpe de 1964 em curso, precisou redefinir os termos da “dialética de local, nacional, universal”,26 que já não permitiam harmonização, diante do malogro de qualquer projeto progressista para a nação. A homologia entre escritor e crítico fica clara. No tempo de Machado, “ao contrário do que esperava o otimismo abolicionista, o fim do cativeiro não integrou os negros e os pobres à cidadania, tarefa nacional que ficaria adiada sine die”.27 No horizonte do crítico, enquanto escrevia seus ensaios sobre Machado, também havia motivo para pessimismo. Se a dinamização da economia, com ênfase na industrialização, durante o segundo governo Vargas pavimentou o caminho para uma década de prosperidade que se acentuou com o clima de otimismo que logo mais cercou a eleição de Juscelino Kubitscheck, seu Plano de Metas e a construção de Brasília, as saídas logo iriam se fechar, com o golpe militar de 64 e o sentimento de frustração pela impossibilidade de superar o desnível que nos separa dos países desenvolvidos “por meio de uma virada social iluminada”.28 Diante de quadro semelhante, a Machado não interessava a síntese, como pontua Roberto, mas sim a disparidade, uma atitude e uma escolha que também podemos atribuir ao seu melhor crítico.
Outras fontes:

Bosi, Alfredo. O Enigma do Olhar. São Paulo: Ática, 1999.

Cevasco, Maria Elisa & Ohata, Milton (org.). Um Crítico na Periferia do Capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Schwarz, Roberto. A Dialética Envenenada de Roberto Schwarz (Entrevista). Folha de S. Paulo. Caderno Mais! 1º. de junho de 1997, p. E4-8.

Schwarz, Roberto. Entrevista com Roberto Schwarz (Eva L. Corredor). Literatura e Sociedade, n. 6, 2001-2002, p. 14-37.

Schwarz, Roberto. Entrevista. Revista Cult, n. 72, 2003, p. 8-12.

Schwarz, Roberto. Um Crítico na Periferia do Capitalismo (Entrevista). Revista FAPESP, n. 98, abril 2004.

Schwarz, Roberto. A Viravolta Machadiana. Novos Estudos CEBRAP, n. 69, julho 2004, p. 15-34.




1 Hélio de Seixas Guimarães. O escritor que nos lê. Cadernos de Literatura Brasileira: Machado de Assis. São Paulo: Instituto Moreira Salles, números 23 e 24, Julho de 2008, p. 273-292. O que exponho acima é um resumo e uma simplificação do excelente e detalhado mapeamento realizado pelo autor.

2 Roberto Schwarz. Um Mestre na Periferia do Capitalismo. São Paulo: Duas Cidades, 1990, p. 13.

3 Antonio Candido. Machado de Assis de outro modo. Recortes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 105-109.

4 Antonio Candido. Esquema de Machado de Assis. Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1970, p. 31.

5 Roberto Schwarz. Entrevista com Roberto Schwarz (Eva L. Corredor). Literatura e Sociedade, n. 6, 2001-2002, p. 21.

6 Roberto Schwarz. Conversa sobre “Duas Meninas”. Seqüências Brasileiras: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 236.

7 Roberto Schwarz. Complexo, Moderno, Nacional, e Negativo. Que Horas São? Ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 124 e 121 respectivamente.

8 Roberto Schwarz. Duas Meninas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

9 Alfredo Pujol. Machado de Assis. São Paulo: Typographia Levi, 1917, p. 240, apud Roberto Schwarz, Duas Meninas, p. 10.

10 Roberto Schwarz. A Poesia Envenenada de Dom Casmurro. Duas Meninas, p. 30.

11 Para uma explicação de especialista sobre essas relações e as possibilidades de compreensão da própria psicanálise a partir das leituras de Schwarz, ver Tales A. M. Ab’Saber, “Dois mestres: crítica e psicanálise em Machado de Assis e Roberto Schwarz”. In: Cevasco, Maria Elisa & Ohata, Milton (org.). Um Crítico na Periferia do Capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 267-294 [p. 273-274].

12 Plekhanov, in L’ Art et la vie sociale, Ed. Sociales, 1953, p. 216, cit. por Alfredo Bosi. O Enigma do Olhar. São Paulo:Ática, 1999, p. 13.

13 Roberto Schwarz. Conversa sobre “Duas Meninas”. In: Seqüências Brasileiras: ensaios, p. 40.

14 Roberto Schwarz. Conversa sobre “Duas Meninas”. In: Seqüências Brasileiras: ensaios, p. 93.

15 Roberto Schwarz. Conversa sobre “Duas Meninas”. In: Seqüências Brasileiras: ensaios, p. 226.

16 Roberto Schwarz. A Viravolta Machadiana. Novos Estudos CEBRAP, n. 69, julho 2004, p. 28.

17 Eduardo Gianetti no caderno Mais!, Folha de S. Paulo. Completar.

18 Alfredo Bosi. Figuras do Narrador Machadiano. Cadernos de Literatura Brasileira. Machado de Assis. São Paulo: Instituto Moreira Salles, p. 126-161.

19 Alfredo Bosi. O Enigma do Olhar. O Enigma do Olhar. São Paulo: Ática, 1999, p. 11 e 58, respectivamente (em itálico no original).

20 Alfredo Bosi. O Enigma do Olhar. O Enigma do Olhar, p. 30. Vale ressaltar que “a adesão ao essencialismo é adesão aos valores que Bento representa e defende” (A observação me foi feita por Iná Camargo Costa).

21 Alfredo Bosi. Figuras do Narrador Machadiano. Cadernos de Literatura Brasileira. Machado de Assis, p. 137.

22 ‘É lícito subestimar o sentido da reconstrução existencial desse narrador [Bentinho] subordinando-a ao fato de ele pertencer a um estrato relativamente abastado do nosso Segundo Império?”. Alfredo Bosi. Figuras do Narrador Machadiano. Cadernos de Literatura Brasileira. Machado de Assis, p. 138.

23 Alfredo Bosi. Figuras do Narrador Machadiano. Cadernos de Literatura Brasileira. Machado de Assis, p. 138-9.

24 Roberto Schwarz. Conversa sobre “Duas Meninas”. In: Seqüências Brasileiras: ensaios, p. 230.

25 Machado de Assis. Notícia da Atual Literatura Brasileira – Instinto de Nacionalidade (1873). Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1959, vol. 3, p. 817.

26 Roberto Schwarz. Duas Notas sobre Machado de Assis. Que Horas São? Ensaios, p. 169.

27 Roberto Schwarz. A Viravolta Machadiana. Novos Estudos CEBRAP, p. 28.


28 “As derrotas do nazifascismo na Europa e da ditadura Vargas no Brasil haviam sido momentos de esperança incomum, que entretanto não abriram as portas a formas superiores de sociedade”. Roberto Schwarz. Prefácio com Perguntas. In: Francisco de Oliveira. Crítica à Razão Dualista. O Ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2003, p. 11-12.



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