Samael Aun Weor Magia das Runas



Baixar 351.38 Kb.
Página10/13
Encontro29.11.2017
Tamanho351.38 Kb.
1   ...   5   6   7   8   9   10   11   12   13
normal é que tais crisálidas se percam.
Quão néscios são esses indivíduos que ao verem outra pessoa feliz, sofrem o indizível. Por que
colocam o seu coração naquele estado que requer possessão exclusiva?
Beati pacifici, que carecem de pecaminosa ira.
Infelizmente, a cólera, o agastamento, pode se disfarçar com a toga do juiz ou com o sorriso do
perdão. Todo o defeito é multifacético.
Sofremos espantosamente o fogo da luxúria na região purgatorial. Revivemos todos os prazeres da
paixão sexual nas esferas subconscientes submersas, o que nos causa profunda dor.
Adhaesit pavimento anima mea. Pobres almas que se apegam às coisas terrenas, como sofrem na
região do Purgatório.
Gentes do Purgatório! Lembrem-se de Pigmalião, cuja paixão pelo ouro tornou-o traidor, ladrão e
para o cúmulo dos males em parricida também.
E que diremos da miséria do avarento Midas que com suas petições absurdas converteu-se em um
personagem ridículo por incontáveis séculos?
E que diremos da preguiça? Sereia que distrai os marinheiros do imenso mar da existência. Ela
afastou Ulisses do caminho. A pestilência sai do seu horrível ventre.
Glutões do Purgatório! Olhem a Bonifácio, que tanta gente apascentou. Vejam Meser Marchese que,
tendo tido tempo para beber em Forli, sua sede foi tanta que nunca se sentiu saciado.
Lembrem-se dos hebreus que, ao beber mostraram sua efeminação, pelo que Gideão não os quís por
companheiros, quando descia das colinas perto de Midian.
Vi e ouvi coisas espantosas no Purgatório. Aí, revivendo todas as bestialidades dos tempos antigos,
me senti verdadeiramente como um porco. Num daqueles tantos dias, conversando com uma alma
companheira do Purgatório, disse-lhe: Minha irmã, aqui nos tornamos uns porcos. E ela respondeu:
Assim é, aqui nos convertemos em porcos.
O tempo passava e eu, incinerando as sementes malignas e eliminando porcarias, sofria o indizível.
Muitas almas, companheiras minhas na região purgatorial, pareciam cadáveres em decomposição,
deitadas em leitos de dor. Eliminavam sementes ruins, horríveis e imundas larvas, más tendências…
Essas pobres almas suspiravam e se queixavam. Jamais esqueci de minha Mãe Divina e sempre lhe
suplicava para que me ajudasse nesse trabalho em pleno Purgatório. Pedia-lhe para que eliminasse
de mim tal ou qual defeito psicológico. A luta contra mim mesmo foi terrível.
Por fim, uma noite, a bendita Mãe Kundalini, disfarçada de homem, entrou no Purgatório. Eu a
reconheci intuitivamente. Por que te disfarçaste de homem? Foi para entrar nessas regiões, foi sua
resposta.
Quando me tirarás daqui? Então ela, a adorável, fixou o dia e a hora.
Depois virá a instrução televidente, continuou dizendo. Claro que a tudo entendi.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
88/128
Vários detalhes confirmavam a palavra de minha Mãe. Os sete P estavam se apagando pouco a
pouco, de um em um. As purificações estavam bem evidentes, patéticas, claras, positivas…
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
89/128
36 - O TEMPLO DE HÉRCULES
Resplandecente companheiro daquele maravilhoso templo de Jagrenat, do qual tanta coisa nos fala
A. Snider em sua extraordinária obra intitulada La Creation et ses mystéres, era o glorioso Santuário
de Hércules, o Cristo, na submersa Atlântida.
Inolvidáveis momentos de bela poesia são aqueles em que o rei Evandro explica, com eloqüência, a
Enéas, todo o encanto do sacro banquete oferecido em honra de Hércules.
Se o Deus Vulcano, o Terceiro Logos, merece de verdade tanto elogio, que diremos do Senhor, o
Cristo, o Segundo Logos, Hércules?
O coro dos adolescentes cantou deliciosamente no sagrado banquete, entoando elogios ao Senhor,
enquanto enumerava com singular beleza os seus altos feitos e os seus trabalhos.
Hércules estrangulando as serpentes venenosas que vinham para lhe tirar a vida, quando ainda era
muito criança. (Lembremo-nos de Herodes e a decapitação dos inocentes).
Hércules decapitando a Hidra de Lerna, aquela serpente tentadora do Éden, a horrível víbora do
templo sinistro da Deusa Kali.
Hércules limpando os estábulos de Áugias com o fogo sagrado, as 49 regiões subconscientes da
mente humana onde moram todas as bestas do desejo.
Hércules matando valentemente o furioso leão de Neméia, o que significa, eliminar ou extinguir o
fogo luciférico.
Hércules levando Cérbero, o cão infernal, das trevas para a luz. Cérbero representa o instinto sexual.
Tudo isso é certamente admirável e digno de todo louvor e glória. E pensar que Hércules… Ó Deus!
Repete suas façanhas cada vez que vem ao mundo. Isso é terrível… grandioso…
Primeiro trabalhamos na Forja Incandescente de Vulcano, o sexo, para depois encarnar a Hércules
em nós mesmos.
Infeliz do Sansão da Cabala que se deixa dormir por Dalila; aquele que troca seu cetro de poder pelo
osso de Ônfale, bem cedo sentirá a vingança de Dejanira e não lhe restará outro remédio que a
fogueira do monte Etna para escapar dos devoradores tormentos da túnica de Nesso.
Do alto da rocha Tarpéia, são precipitados ao abismo todos aqueles que atraiçoam a Hércules. Nos
tempos da submersa Atlântida, o templo de Hércules levantava-se sobre uma montanha rochosa.
A extraordinária escalinata de mármore que dava acesso ao templo, com sua ciclópica e imponente
massa, fazia dele um precioso irmão gêmeo do egípcio Philae e de muitos outros venerandos
santuários mayas, aztecas e nahoas.
Pensem por alguns momentos na cidade dos Deuses (Teotihuacan) no México, nos secretos
caminhos e criptas desse sagrado lugar, ignorados pelos turistas, e não se esqueçam jamais das
colossais construções feitas sob o templo de Hércules.
De fato, sob a fachada posterior do Templo, se abria um régio pórtico com doze estátuas
representando os Deuses Zodiacais e que simbolizavam, claramente, as doze faculdades do homem e
do Doze Salvadores, dos quais falou tão sabiamente o grande Kabir Jesus.
90/128
Dizem as velhas tradições que tal pórtico era semelhante à célebre Casa do Anão, também chamada
Casa do Mago ou Casa de Deus, do grande Teocali, no México.
Os Iniciados entravam reverentes e temerosos sob aquele terrível pórtico e passavam sob as colunas
de Hércules. Essas colunas eram de ouro puro e nelas estavam gravadas com caracteres sagrados as
palavras Adam Kadmon. Os M.M. conhecem muito bem o J e o B, plus ultra.
Sete áureos degraus conduziam o Iniciado até um grande recinto retangular.
Aquele misterioso lugar estava todo revestido de ouro puro e se correspondia, exatamente, com a
nave superior, sempre aberta para as preces do mundo profano.
Essa era a Câmara do Sol. Existiam mais outras quatro Câmaras e em todas elas resplandeciam os
mistérios.
A segunda cripta era inefável e a ela se chegava descendo por cinco lances de estanho prateado, o
sagrado metal de Brihaspati, Júpiter ou Io.
Na terceira Câmara, resplandeciam os planetas Marte e Vênus. A coloração vermelha de um e a
brancura de espuma do outro davam ao local aquele tom rosáceo e formoso.
Dos sete palácios solares, o de Vênus-Lúcifer é o terceiro, tanto na cabala cristã como na judaica,
que fazem dele a mansão de Samael.
Os titãs da alegoria ocidental estão intimamente relacionados com Vênus-Lúcifer.
Shucra, o regente do planeta Vênus, encarnou na terra como Ushanas, Uriel em hebraico.
E ele deu leis perfeitas aos habitantes deste mundo que, infelizmente, em séculos posteriores foram
violadas.
Eu conheci Ushanas ou Uriel no continente polar quando ainda a primeira raça povoava a superfície
deste planeta. Ele escreveu um valioso livro com caracteres rúnicos.
Lúcifer é o aspecto negativo, fatal, de Vênus. Na aurora, Vênus resplandece e as forças luciféricas se
agitam.
Vênus é realmente o Irmão Maior, o Mensageiro da Luz da Terra, tanto no sentido físico como no
sentido místico.
Saturno e a Lua brilhavam, frente a frente, sobre o altar, na quarta câmara iniciática do templo de
Hércules.
Lembrem-se que desde a época atlante se desenharam claramente os dois sendeiros: o da direita e o
da esquerda, cuja luta de mais de 800 mil anos é cantada simbolicamente no poema oriental do
Mahabbarata, o poema da Grande Batalha.
Descendo um pouco mais, os Iniciados atlantes penetravam na quinta cripta que era a de Hermes,
Mercúrio, o qual luzia esplendoroso sobre a ara.
Mercúrio, como planeta astrológico, é o Núncio do Sol, solaris luminis particeps.
Mercúrio é o chefe e o evocador das almas, o arquimago e o hierofante.
Mercúrio toma em suas mãos o caduceu ou martelo de duas serpentes para chamar de novo à vida as
infelizes almas precipitadas no Orco ou Limbo, tum virgam capit, hac animas ille evocat orco, com o
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
91/128
propósito de fazê-las ingressar na milícia celeste.
Lembrem-se que no Limbo vivem muitos santos, sábios varões e doces donzelas que acreditaram
poder se Auto-Realizar sem a magia sexual. Pobres almas!… Não fabricaram seus corpos solares, o
traje de bodas da alma, porque não trabalharam na Forja Incandescente de Vulcano.
Bem-aventurados daqueles que compreenderam de forma íntegra a sabedoria das cinco criptas do
templo de Hércules.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
92/128
37 - RUNA HAGAL
Falemos agora dos elementais, Deuses e Devas, de chispas e de chamas. Que nos inspirem as
musas!… Que ressoe a lira de Orfeu!
Recordemos o velho Tibre, em pessoa, surgindo como uma neblina dentre as águas do rio que leva
seu nome para falar a Enéas: Ó filho dos Deuses! Tu nos trazes os ídolos de Tróia e salvaste o
renome da tua pátria. Não te deixes assustar pelas ameaças da guerra. A verdadeira perseguição dos
Deuses cessou, agora se te oferece luta, porém lutarás vitoriosamente. E agora, para que não te
julgues joguete de um sonho vão, te darei um sinal que não tardarás em reconhecer.
E continuou falando: Entre os matagais próximos deste lugar encontrarás uma porca branca que
amamenta a trinta leitões recém-nascidos. Este encontro coincide com outras profecias que já te
foram feitas e servirá para confirmar diante de ti que esta é a terra que os Deuses te destinam. Os
trinta leitões simbolizam que dentro de trinta anos teu filho Ascânio fundará aqui a cidade de Alba
Longa; o que predigo se cumprirá. E agora, se queres saber como sairás vencedor dos inimigos que
te ameaçam, escuta-me:
E o velho revelou a Enéas que: Entre os povos itálicos, nem todos estão dispostos a secundar a
Turno. Há perto das minhas nascentes uma cidade governada pelo rei Evandro que sempre esteve em
guerra com a nação latina. Esse monarca será teu aliado. Para chegar até ele seguirás meu curso, rio
acima, em uma embarcação na qual levarás armas e companheiros escolhidos. Como sinal de
concordância, apaziguarei as ondas quando embarcardes, para que não tenhas de remar contra a
corrente. E quando com esta ajuda e muitas outras hajas te tornado vencedor de teus inimigos, já
terás tempo para me render todas as homenagens que me deves.
Dito isto, o velho Tibre submergiu nas profundas águas, voltando ao seu fundo leito.
Conta Virgílio, o poeta de Mântua, que ao se desvanecer a visão do Tibre, Enéas despertou e pôs-se
de pé. Depois de esfregar os olhos, correu pelos arredores para ver se descobria os sinais que o
sublime ancião lhe mencionara. Com efeito, não demorou em divisar a porca branca com seus 30
leitões.
Resta dizer que as predições do Deus Tibre, Deva elemental do sagrado rio itálico, cumpriram-se
totalmente.
Esses eram os tempos em que nossa raça ariana ainda não tinha entrado no ciclo involutivo e
descendente. A mente humana ainda não fora envenenada pelo ceticismo materialista do século 18.
As pessoas tinham fé nas suas visões e rendiam culto aos Deuses da natureza.
Que existem terras de Jinas, paraísos em que convivem o lobo e o cordeiro, os homens e os Deuses,
isso é óbvio!
Recordemos o monge Barinto, quem após navegar algum tempo, de regresso a sua pátria, disse a
Brandão que, além do Monte de Pedra, estava a Ilha das Delícias, para onde havia se retirado seu
discípulo Mernoc com muitos religiosos da sua ordem. Mais longe ainda, para os lados do ocidente,
sob uma cobertura de neblina, brilhava com luz eterna outra ilha, a terra prometida dos santos.
Claro que Brandão não esperou que lhe contasse a história duas vezes e cheio de fé intensa e
compenetrado de santo zelo, embarcou em um barco de vime, revestido com peles curtidas e
betumadas, junto com 17 religiosos, entre os quais estava o jovem São Malo, em de seus mais
ilustres discípulos.
93/128
Navegando pacientemente até o trópico, fizeram escala em uma ilha escarpada e hospitaleira.
Atracaram em uma outra ilha, rica em animais de terra e peixes de água doce, resplandecente de
beleza e luz.
E chegaram a outra ilha sem praia e sem areia, onde resolveram celebrar a Páscoa, porém aconteceu
que essa ilha era uma grande baleia, quem sabe um gigantesco cachalote.
Seguindo para adiante, permaneceram até o dia de Pentecostes no paraíso dos pássaros, onde a
abundância de folhas e de flores alegrava à vista e os passarinhos coloridos ao ouvido.
Erraram muitos meses pelo oceano e em uma outra ilha, habitada por cenobitas, que tinham por
patrono a São Patrício e a Santo Ailbeu, ficaram desde o Natal até a festa da Epifania.
Empregaram um ano nessas peregrinações e nos seis anos seguintes encontraram-se sempre pelo
Natal na ilha de São Patrício e Santo Ailbeu, na Semana Santa na ilha dos Carneiros, na época da
ressurreição no lombo da baleia e em Pentecostes na ilha dos Pássaros.
Ainda não tinham chegado à Ilha das Delícias de onde Mernoc tinha levado Barinto à terra
prometida.
As estranhas e misteriosas aventuras prosseguem com os mais curiosos acontecimentos.
No sétimo ano, nossos heróis, sucessivamente, lutaram com uma baleia, com um grifo e com os
ciclopes.
Vieram outras ilhas e uma muito plana que produzia grandes frutas vermelhas. Habitava-a uma
população que se intitulava de Homens Fortes. Em uma outra, havia um forte aroma que se exalava
de uns cachos que dobravam as árvores que os produziam.
Voltaram a celebrar a Páscoa no lugar habitual. Depois, navegando para o norte, evitaram a terrível
ilha rochosa, paragem onde os ciclopes tinham suas forjas. No outro dia, viram uma elevada
nontanha que lançava chamas, era a ilha do inferno.
Sem dúvida, não era semelhante lugar que São Brandão e companheiros buscavam. Voltando-se
agora para o sul, desembarcaram em uma ilha desprovida de vegetação, pequena e redonda, em cuja
parte alta morava um ermitão, o qual cumulou a todos de bênçãos.
Tornaram a celebrar a Semana Santa, a Páscoa da Ressurreição e Pentecostes onde já se tornara
costume inveterado fazê-lo. Saindo daquele círculo vicioso, foram atravessar a zona de obscuridade
que circunda a Ilha dos Santos, a qual lhes apareceu coberta de pedras preciosas, de frutas como no
outono e iluminada por um dia perpétuo.
Finalmente, andaram pela ilha durante quarenta dias sem encontrar seu fim. Em um rio que a
atravessava, disse-lhes um anjo que não podiam ir avante e que voltassem por onde tinham vindo.
Por conseguinte, passaram de novo pelas trevas, descansaram três dias na Ilha das Delícias, onde
estava prevista a bênção do abade daquele mosteiro. Depois, voltaram diretamente para a Irlanda
sem poderem se dar conta cabal do que lhes havia acontecido.
Estes relatos provêm de Sigeberto de Gemblours e de Surio, o Cartuxo.
Vós, os Dignos! Aqueles que chegaram ao Segundo Nascimento, que dissolveram o Ego e que se
sacrificaram pela humanidade, escutem-me por favor!
Sobre a Rocha Viva, lá na praia, tracem com uma vara a Runa Hagal. Agora, chamem a barquinha
do sagrado cisne e poderão embarcar rumo às Ilhas Misteriosas da Quarta Dimensão.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
94/128
Depois de traçado o santo signo, a maravilhosas Runa Hagal, cantem os seguintes mantras:
ACHAXUCANAC. ACHXURAXAN. ACHGNOYA. XIRAXI. IGUAYA. HIRAJI
Olhem fixamente para a santa Runa Hagal e com o coração cheio de fé supliquem, peçam, para que a
Ápia Romana, a Urwala Nórdica, a Erda Escandinava, a primitiva Sibila da terra, a Divina Mãe
Kundalini, lhes envie a singular barquinha movida pelos silfos.
Ah… que felicidade sentirão, quando subirem na misteriosa embarcação do sagrado cisne e partirem
em direção às misteriosas Ilhas do Éden.
Quanto a vós, aprendizes, aconselho que rendam culto aos Deuses Santos. Trabalhem com as
criaturas do fogo, do ar, da terra e da água.
Não se esqueçam da Divina Mãe Kundalini, sem Ela nenhum progresso realizarão nessa sagrada
ciência.
Recordem que Deus não tem nome e é somente uma aspiração, um suspiro, um incessante Hálito
Eterno para si mesmo, profundamente desconhecido.
Ele é, pois, o princípio do Logos de todas as Runas e de todas as palavras.
PRÁTICA
Amados discípulos, meditem profundamente na Unidade da Vida, no Grande Alaya do Universo, no
Mundo Invisível, bem como nos Universos Paralelos das dimensões superiores do espaço.
Concentrem o pensamento nas Walkirias… nos Deuses do fogo, do ar, das águas, da terra…
Agni é o Deus do Fogo, Paralda, é o Deus do ar, Varuna é o Deus da água e Gob é o Deus do
elemento terra. Através da meditação, poderão entrar em contato com os Deuses Elementais.
Tracem a Runa Hagal sobre um papel em branco e concentrem a mente em qualquer um dos quatro
principais Deuses dos elementos. Peçam socorro a eles, quando seja necessário. Chamem-nos.
Invoquem-nos quando precisarem.
COMENTÁRIO FINAL
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
95/128
Como esquecer Xochipilli, o Deus da alegria, da música, da dança e das flores, entre os astecas?
Glorioso, resplandece ainda entre os Nahoas, Tlaloc, o Deus da Chuva. Esse Deus elemental vive no
Universo Paralelo da vontade consciente.
Eu não tive culpa dos sacrifícios humanos – me respondeu, quando lhe recriminei por isso. Em
seguida, acrescentou: Voltarei na Era de Aquário.
E que diremos de Ehecatl, o Deus do Vento? Foi precisamente esse Deva elemental dos astecas
quem ajudou Jesus na sua ressurreição, induzindo atividade e movimento no corpo do Mestre.
Nós gnósticos ainda rendemos culto aos Deuses do milho brando e do milho maduro.
Conhecemos muito bem o Deus asteca Murciélago. Trata-se de um anjo que vive no Universo
Paralelo da vontade cósmica e que trabalha na quarta dimensão com os anjos da morte.
Amamos os Deuses elementais do velho Egito dos faraós e jamais esqueceremos a esfinge milenária.
A Runa Hagal e a meditação permitirão pôr-nos em contato com essas chispas, com essas chamas
inefáveis.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
96/128
38 - O RIO LETES
A Divina Mãe Kundalini sempre cumpre com sua palavra. Eu aguardei com suma paciência a data, o
dia e a hora, porque a região do Purgatório é bastante dolorosa e queria sair dali, anelava a
emancipação.
Catão, o anjo do Purgatório, luta nessas regiões moleculares pela liberdade das almas.
Esse anjo sofreu bastante quando viveu no mundo. Qualquer Iniciado sabe que esse Ser foi homem e
que ele preferiu a morte em Útica, na África, a viver sob as cadeias da escravidão.
Eu também queria a liberdade, a pedi e me foi concedida. Cada vez que uma alma abandona o
Purgatório, causa intensa alegria no coração de Catão.
Chegou o momento anelado… Havia conhecido o fogo eterno e o temporal, saíra dos caminhos
escarpados e das aperturas e tive de me encontrar com o Sol dentro de minha própria alma.
Senti que algo misterioso forçava, violentava, desde o desconhecido, desde as íntimas portas
atômicas do meu Universo Interior.
Inúteis foram os meus temores e vã a resistência. AQUILO compelia, constrangia, oprimia e, por
fim, ó meu Deus, me senti transformado: o Cristo Cósmico entrara em mim!
E minha individualidade? Onde ficara? Que havia sido feito da minha vã personalidade humana?
Onde estava?
A minha memória vinham somente recordações da Terra Santa: o humilde nascimento no estábulo
do mundo, o batismo no Jordão, o jejum no deserto, a transfiguração, Jerusalém, a querida cidade
dos profetas, as multidões humanas daqueles tempos, os doutores da lei, os fariseus, etc.
Flutuava no ambiente que circundava o templo. Avancei valentemente para aquela mesa na qual
estavam sentados os modernos Caifases, os mais altos dignitários da Igreja Fracassada. Eles,
revestidos com seus hábitos sacerdotais e com a cruz dependurada no pescoço, ideavam e
projetavam. Secretamente traçavam planos insidiosos e pérfidos contra mim.
Pensava que não voltaria, pois aqui estou eu outra vez, isso foi a única coisa que me ocorreu dizer.
Momentos depois, o Senhor tinha saido de mim e voltei a me sentir um indivíduo. Então, descansei
por breves momentos ao pé da minha cruz junto com Litelantes. Não posso negar que os espinhos do
pesado madeiro tinham me ferido lamentavelmente e fiz um breve comentário disso a Litelantes
Depois, ela e eu avançamos para a plataforma do templo. Um Mestre fez uso da palavra para dizer
que o Cristo não tem individualidade, que Ele se encarna e se manifesta em qualquer HOMEM que
esteja devidamente preparado.
Claro que a palavra HOMEM é demasiado exigente. Diógenes não encontrou um único HOMEM em
Atenas. O animal intelectual não é HOMEM, para sê-lo tem de se vestir com o traje de bodas da
alma, o famoso TO SOMA HELIAKON, o corpo, ou melhor diríamos, os corpos do Homem Solar.
Felizmente, eu fabriquei esses corpos de ouro na forja dos ciclopes, na forja incandescente de
Vulcano.
97/128
Hércules repetiu em mim todas suas façanhas, todos seus trabalhos. Teve de estrangular as serpentes
venenosas que queriam lhe roubar a vida quando ainda era muito pequeno; teve de decapitar a Hidra
de Lerna, de limpar os estábulos de Áugias, de matar o leão de Neméia, de tirar Cérbero, o cão
infernal, do espantoso tártaro, etc.
O Cristo, Hércules, pratica o que predica e, cada vez que se encarna em um HOMEM repete todo o
seu drama cósmico. Por isso, o Senhor é o Mestre dos Mestres.
Está escrito que o Filho do Homem deve descer aos infernos atômicos da natureza.
Está escrito que o Filho do Homem subirá aos céus passando pelo Purgatório.
Filho do Homem submergirá cuidadosamente na águas do Letes para recuperar a inocência.
Necessitamos esquecer o passado pecaminoso com suma urgência, origem de tantas amarguras.
O Letes e o Eunoe são, sem a menor dúvida, um só rio de águas claras e profundas.
Por um lado, desce cantando deliciosamente em seu leito de rochas, com essa virtude maravilhosa
que apaga a memória do pecado, as recordações do Mim Mesmo, e se chama Letes. Pela outra
margem, tão sublime e tão santa, tem o delicioso encanto de fortificar as virtudes e se chama Eunoé.
Obviamente, as tenebrosas recordações de tantos ontens devem ser apagadas porque, para desgraça
nossa, têm a tendência de se atualizarem, de se projetarem no futuro, através do presente.
Em nome da verdade, devo dizer que o trabalho nas águas do Lete sabe ser espantosamente difícil e
mais amargo que o fel.
Isso de passar para além do corpo, dos afetos e da mente não é nada fácil. No tempo, vivem tantas


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   5   6   7   8   9   10   11   12   13


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal