Samael Aun Weor Magia das Runas



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sombras queridas… As memórias do desejo persistem, recusam-se a morrer, não querem
desaparecer…
E o sexo? A maithuna? A yoga sexual?
Ó meu Deus! Os Duas-Vezes-Nascidos sabem muito bem que já não devem regressar à Forja
Incandescente de Vulcano. Claro que a maithuna é vital, cardeal, definitiva, para a fabricação do
traje de bodas da alma, o TO SOMA HELIAKON, porém qualquer Iniciado sabe que isso é apenas o
trabalho inferior da Iniciação.
O sexo está proibido para o Filho do Homem e os Deuses sabem disso, pois assim está escrito.
Primeiro, trabalhamos com o Terceiro Logos na Nona Esfera até chegarmos ao Segundo
Nascimento, do qual falou o Mestre Jesus ao rabino Nicodemo. Depois, temos de trabalhar com o
Segundo Logos, então o sexo fica proibido.
O erro de muitos pseudo-esoteristas e de muitos pseudo-ocultistas, monges e anacoretas, consiste
em renunciar ao sexo sem antes haverem fabricado seus corpos solares na forja dos ciclopes.
Esses equivocados sinceros querem trabalhar com o Segundo Logos sem haverem previamente
trabalhado com o Terceiro Logos; eis aqui o seu erro.
A abstenção sexual definitiva é obrigatória só para os Duas-Vezes-Nascidos, para o Filho do
Homem.
Quem ingressa no templo dos Duas-Vezes-Nascidos deve dissolver o Ego, incinerar suas sementes
e banhar-se nas águas do Letes. Os Deuses, as chispas, as chamas, os resplandecentes Dragões de
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
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Sabedoria, sabem disso.
De fato, ninguém poderia passar muito além do sexo, dos afetos e da mente, sem antes ter se
banhado nas águas do rio Letes.
Depois do Segundo Nascimento, precisamos fazer em pedaços o véu sexual adâmico, o véu de Ísis,
para que entremos nos Grandes Mistérios.
Filhos da terra… escutem os seus instrutores, os Filhos do Fogo.
Adeptos da Luz! Invoquem a Divina Mãe Kundalini e submerjam nas profundas águas do rio Letes.
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39 - OS PINHEIROS - AS NINFAS
Íris, divina donzela, Deusa Mensageira de pés alados, tu proteges as mulheres Iniciadas que
trabalham na Forja Incandescente de Vulcano.
Não fostes tu, por acaso, sublime beldade, quem entregou a Turno, o belicoso chefe rútulo, aquela
mensagem celestial de Juno, a Deusa das matronas Iniciadas.
Findas as solenes libações, o aguerrido Turno, qual um novo Aquiles, avança ameaçador com seu
exército sobre o acampamento troiano. Assim está escrito e disso sabem os divinos e os humanos.
Porém, os troianos, nem lentos, nem débeis, se reuniram na praça de armas e logo formaram as
linhas de batalha.
Aterrador, dantesco, apavorante, Turno volteia incessantemente ao redor das muralhas troianas.
Estranho destino, repetir-se no Lácio aqueles épicos combates da destruída Tróia.
Desta vez, os troianos não ousam enfrentar os inimigos em campo aberto, apesar de já serem
veteranos de tantas guerras, devido a ausência de Enéas.
O que vem depois? A lenda dos séculos sabe… Crepita o fogo ameaçador, cintilam as chamas das
ardentes tochas. A gente rútula queria queimar os navios de Enéas. Suplica Cibele, a Divina Mãe
Kundalini, ao Cristo Cósmico, a Júpiter, o filho de Cronos, e Ele ajuda os troianos.
Felizmente, aqueles navios tinham sido feitos com a sagrada madeira do pinho cortado no Ida, o
Santo Monte onde Júpiter tinha o seu bosque favorito. E então, assombro… maravilha… as
misteriosas naves em vez de arder em holocausto fatal, transformaram-se em ninfas do imenso mar.
Quando esta sabedoria será entendida? E quem compreenderá estes prodígios?
Ah… se a mente humana não tivesse degenerado tanto…! Muitas vezes, vi ternas donzelas vestidas
de noiva, prontas para celebrarem as bodas. Sim, ó Deus, eu as vi ao pé de cada pinheiro. Em
verdade, elementais vegetais, almas inocentes.
Sim, esses são, na verdade, os elementais dos pinheiros. Cada uma dessas árvores de Natal tem sua
alma própria.
Quando será que os cultores do Cristo voltarão a estabelecer os seus santuários nos bosques repletos
de pinho? Que essas árvores têm poderes, quem ousaria duvidar disso? Porventura, puderam os
guerreiros de Turno, o novo Aquiles, converter os navios troianos em holocausto?
Se as pessoas despertassem a consciência, elas poderiam conversar, face a face, com as ninfas do
oceano tempestuoso. Se as pessoas despertassem a consciência, poderiam conversar com os
elementais dos pinheiros. Mas, que dor… meu Deus… a pobre gente dorme profundamente.
Ah…! Se esses que investigam no terreno do ocultismo, chegassem a compreender, de verdade, o
autor da metamorfose das plantas; se entendessem Humboldt com seu cosmos; se intuíssem o Timeu
e o Crítias do divino Platão, se aproximariam do anfiteatro da ciência cósmica e penetrariam no
mistério da magia vegetal.
Se esses que estudam anatomia oculta entendessem os mistérios de Devi Kundalini; se de verdade
amassem a Cibele e ao Divino Júpiter; se trabalhassem na Nona Esfera; seriam admitidos nos
paraísos elementais da natureza.
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Recordemos agora o corso de ninfas de Calipso, na famosa obra de ocultismo de Telêmaco de
Fenelon.
As adas estenderam sobre o musgo de uma rocha milenar um fino mantel desenhado, cuja formosa
aparência poderia ser comparada a esses tecidos sutis que representam as nuvens do céu. E ali
mesmo, em baixela de confecção atlante, que de longe, por suas cores, lembrava a louça talaverana,
tão em moda há alguns anos, serviram uma comida de aparência frugal, porém tão nutritiva que os
parecia encher de felicidade e juventude.
Trigo, centeio, vinho com mel, milho, bolos, nozes, pães especiais, iguais aos que os adeptos hindus
dão aos seus discípulos como sinal de aliança, sucos de uva e de diversas frutas, mel e doces
indescritíveis, constituíam os pratos.
Deliciosos pratos que Brillat-Savarin jamais provou e que Montinho e Altamira jamais
compreenderam.
Um aromático licor, servido em taça de ágata que lembrava o cálice do Santo Graal, terminou pondo
o grupo de irmãos em um estranho e misterioso estado.
Sentiram-se contentes, felizes, cheios de vigor e de esperteza, capazes de enfrentar sem temor algum
a mais terrível aventura.
Resta dizer que esse grupo explorou a Atlântida e conheceu todos os mistérios do submerso
continente.
Eu também conheci as maravilhosas ninfas quando navegava em um veleiro pelo mar do Caribe.
Elas vieram ao nosso encontro por entre as bravias ondas e eram de uma beleza incomparável.
Uma delas, delicada donzela, tinha a cor das violetas e flutuava entre as águas. Às vezes, caminhava
com um passo rítmico e inocente. Avanços doces, ágeis e simples, nada tendo de animal e muito de
divino. Seus olhos brilhavam.
A outra tinha a cor maravilhosa dos corais. No formato cordial de sua boca, o morango deixara o seu
tom púrpura e, no sutil desenho de seu delicado rosto, seus olhos brilhavam.
Raiava a aurora no oceano. Eu as vi e elas me falaram no verbo da luz. Em seguida, devagarzinho,
foram se aproximando da praia e subiram nas escarpadas rochas.
Tornei-me amigo dessas duas maravilhosas ninfas e quando penso em seus poderes e na
transformação sofrida pelo navio de Enéas, submerjo em meditação e entro em oração.
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40 - RUNA NOT
Agora, torna-se indispensável que estudemos a famosa Runa Not.
Continuemos estudando a questão do Carma.
Escute-me querido leitor. Um dia qualquer, não importa qual, Rafael Ruiz Ochoa e minha
insignificante pessoa voltávamos da pitoresca cidade de Taxco, Guerrero, República do México.
Vínhamos para o Distrito Federal em um decomposto veículo que devido ao peso insuportável dos
anos rugia de maneira espantosa e estentórea, com muito bochicho e estrépito.
Resultava curioso ver aquele antigo e carcomido veículo em plena marcha. Esquentava
horrivelmente, como algo dantesco, e só o meu amigo Rafael tinha a paciência de lidar com ele. De
quando em quando, parávamos à sombra de alguma árvore do caminho para colocar água e esfriá-lo
um pouco.
Era hora de faina para o meu amigo Rafael. Eu preferia aproveitar esses instantes para submergir
numa profunda meditação.
Lembro-me de algo bastante interessante. Estava sentado à beira do caminho, quando vi algumas
formigas insignificantes que trabalhadoras e diligentes circulavam por ali.
De imediato, resolvi por em ordem minha mente e concentrar a atenção exclusivamente em uma
delas. Depois passei à meditação e por último sobreveio o êxtase, isso que no budismo Zen se
denomina Satori.
O que experimentei foi maravilhoso, formidável, extraordinário, pude verificar a íntima relação
existente entre a formiga e isso que Leibnitz chamaria a Mônada.
Resulta óbvio compreender de forma íntegra que tal Mônada não está certamente encarnada, metida
no corpo da formiga. Evidentemente, vive fora de seu corpo físico, porém está ligada ao seu veículo
denso por meio do cordão de prata.
Esse cordão é o fio da vida, o Antakarana dos indostãos, sétuplo em constituição, algo magnético e
sutil que tem o poder de estender-se e alongar-se infinitamente.
A Mônada da insignificante formiga detidamente observada por mim, na verdade parecia uma
formosa menina de doze anos. Vestia uma bela túnica branca e levava nos ombros um pequena capa
de cor azul escura.
Muito se falou de Margarida Gautier, mas essa menina era muito mais inefável e bela. Olhos de
evocadora beleza e gestos de profetiza. Nela havia a freqüência sagrada dos altares, seu riso inocente
era como o da Mona Lisa, com uns lábios que ninguém nos céus, nem na terra, se atreveria beijar.
E que disse a menina? Coisas terríveis! Falou de seu Carma, de fato horrível. Conversamos
detidamente dentro do automóvel. Ela própria nele entrou e sentando-se convidou-me para o
diálogo. Humildemente, sentei-me ao seu lado.
Nós, formigas, fomos castigadas pelos Senhores do Carma e sofremos muito, disse ela.
Convém que recordemos oportunamente as lendas sobre as gigantescas formigas do Tibete. a elas
referem-se Heródoto e Plínio (Heródoto: Historiam Libro XI. Plínio: Historia Natural Libro III).
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Desde logo, ó meu Deus… seria muito difícil imaginar a Lúcifer como uma abelha ou os colossais
titãs como formigas, mas essas criaturas também tiveram a sua queda, a qual foi da mesma natureza
que o erro cometido por Adão.
Muitos séculos antes que aparecesse sobre a superfície da terra a primeira raça humana, viviam neste
mundo estas criaturas NÃO-HUMANAS que hoje chamamos de formigas e abelhas.
Essas criaturas conheciam a fundo o bom do mau e o mau do bom. Em nome da verdade, tenho de
dizer que eram almas velhas; tinham evoluído muitíssimo, mas nunca tinham percorrido o caminho
da Revolução da Consciência.
Obviamente, a evolução jamais poderá conduzir alguém à Auto-Realização Íntima. O normal é que
a toda evolução siga-lhe inevitavelmente a involução. Depois da subida, vem sempre a descida e
depois da ascensão, segue o descenso.
Aquelas infelizes criaturas renunciaram à idéia do conhecimento superior e do círculo esotérico da
vida para assentar a sua fé em uma xerga marxista-leninista, semelhante à da União Sovética.
Seu modo de entender foi indubitavelmente mais equivocado e mais grave que o de Adão e o
resultado está à vista de todos. Essas são as formigas e as abelhas, criaturas retardatárias, regressivas,
involuídas…
Esses seres alteraram o seu próprio organismo, modificaram-no horrivelmente, fizeram-no
retroceder no tempo até chegarem ao estado atual em que se encontram.
Maeterlinck falando a respeito da Civilização dos Cupins, diz textualmente o seguinte: Sua
civilização, que é a mais antiga de todas, é a mais curiosa, a mais inteligente, a mais complexa e, em
certo sentido, a mais lógica e a mais adaptada às dificuldades da existência, de todas as que
apareceram antes da nossa sobre o globo. De muitos pontos de vista, essa civilização, ainda que
cruel, sinistra e repulsiva, é superior à da abelha, à da formiga e à do próprio homem.
Prosseguindo escreve: No termiteiro (ou ninho das formigas brancas) os Deuses do Comunismo
convertem-se em insaciáveis Moloques. Quanto mais se lhes dá, mais pedem e persistem em suas
demandas até que o indivíduo seja aniquilado e sua miséria seja completa. Essa espantosa tirania não
tem paralelo na humanidade, já que entre nós ao menos uns quantos se beneficiam, porém no
termiteiro ninguém se beneficia. E disciplina é mais feroz que a das carmelitas ou trapenses. A
submissão voluntária às leis ou regulamentos que procedem ninguém sabe de onde é tal que não tem
similar em nenhuma sociedade humana. Uma nova forma de fatalidade, quem sabe a mais cruel de
todas, a fatalidade social à qual nós mesmos nos encaminhamos, foi adicionada às que conhecíamos
e que nos tem preocupado suficientemente. Não há descanso, exceto no último dos sonhos. A
enfermidade não se tolera e a debilidade traz consigo sua própria sentença de morte. O comunismo é
levado aos limites do canibalismo e da coprofagia. Exigindo o sacrifício e a miséria de muitos para o
benefício e a felicidade de ninguém, tudo isso com o objetivo de que uma espécie de desespero
universal possa ser continuado, renovado e multiplicado, pretende-se que seu mundo viva. Essas
cidades de insetos que aparecem bem antes de nós, poderiam servir quase como uma caricatura de
nós mesmos, como uma paródia do paraíso terrestre, a qual possuem a maioria dos povos civilizados.
Maeterlinck demonstra de forma evidente qual é o preço desse regime de tipo marxista-leninista:
Tinham asas e agora não as tem mais. Não têm olhos, renunciaram a eles. Tinham um sexo e o
sacrificaram.
Nos resta ainda acrescentar a isso que, antes de sacrificarem as asas, a visão e o sexo, as formigas
brancas (e todas em geral) tiveram de sacrificar a sua inteligência.
Se no princípio necessitaram de uma ditadura de ferro para estabelecerem o seu abominável
comunismo, depois tudo se tornou automático e a inteligência foi se atrofiando pouco a pouco,
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deslocada pela mecanicidade.
Hoje nos assombramos ao contemplar uma colméia de abelhas ou um formigueiro. Lamentamos que
aí já não haja mais inteligência e que tudo tenha se tornado mecânico.
Agora, falemos sobre o perdão dos pecados. Por acaso, o Carma pode ser perdoado?
Nós declaramos que o Carma é perdoável. Quando uma lei superior transcende uma lei inferior, ela
lava a lei inferior. A lei superior tem em si mesma, fora de qualquer dúvida, o poder extraordinário
de lavar a lei inferior. Porém, há casos perdidos. Exemplo disso são as formigas e as abelhas. Essas
criaturas, depois de serem personalidades normais, involuíram, se deformaram e se empequeneceram
até atingirem o estágio atual.
Eu devia Carma de vidas anteriores, porém fui perdoado. Já tinham me anunciado um encontro
especial com a minha Divina Mãe Kundalini e eu sabia muito bem que ao chegar a determinado grau
esotérico seria levado a sua presença.
O ansiado dia chegou e fui levado diante dela. Um adepto conduziu-me ao santuário e aí, ó meu
Deus…clamei… orei… invoquei a Adorável… O evento cósmico foi extraordinário.
Ela, minha Mãe Adorável, veio a mim. Impossível explicar o que senti. Nela estavam representadas
todas as mãezinhas que tivera em diversas reencarnações. Mas, ela ía mais longe… Minha Mãe
Celeste era perfeita, inefável, e terrivelmente divina.
O Pai tinha depositado nela toda a graça da sua sabedoria, o Cristo a saturara com seu amor e o
Espírito Santo lhe conferira terríveis poderes ígneos. Compreendi que em minha Mãe se
expressavam vivamente a sabedoria, o amor e o poder.
Sentamo-nos frente a frente, ela em uma poltrona e eu em outra, e conversamos deliciosamente
como Filho e Mãe.
Que sorte a minha!… Quão feliz me senti!… Conversando com minha Mãe Divina… algo tinha de
dizer e falei com uma voz que assombrou a mim mesmo.
Peço que me perdoes de todos os delitos que cometi em vidas anteriores, porque tu sabes que hoje
em dia seria incapaz de cair nesses mesmos erros. Eu sei, meu Filho, respondeu a minha Mãe com
uma voz de paraíso, cheia de infinito amor.
Nem por um milhão de dólares voltaria a cometer esses erros, continuei dizendo a minha Mãe
Kundalini. Que é isso de dólares, meu Filho? Por que falas assim? Por que dizes isto?
Então, ó Deus!… Senti pena de mim mesmo, me senti confundido, envergonhado e cheio de dor
respondi: Minha Mãe, desculpa-me, o que acontece é que nesse mundo físico, vão e ilusório onde
vivo, se fala assim.
Eu compreendo, meu Filho, respondeu ela e essas palavras da Adorável devolveram-me a
tranqüilidade e a paz. E falei em pleno êxtase: Agora sim, minha Mãe, peço que me bendigas e que
me perdoes.
Foi terrível aquele momento em que minha Mãe, de joelhos, com infinita humildade, cheia de
sabedoria, amor e poder, me bendisse dizendo: Meu Filho, tu estás perdoado.
Minha Mãe, permita-me que beije teus pés, exclamei. Ó Deus, quando depositei o ósculo místico
nos seus pés sagrados, ela me instruiu com certo símbolo, recordando-me o lavatório dos pés na ceia
do Senhor.
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A tudo entendi e compreendi profundamente. Já tinha dissolvido o Eu Pluralizado nas regiões
minerais, nos mundos infernais da natureza, mas precisava queimar as sementes satânicas no mundo
molecular inferior, na região do Purgatório, para depois banhar-me no Letes e no Eunoe a fim de
apagar a memória do mal e fortificar as virtudes, antes de poder ser confirmado na luz.
Mais tarde, quando revivi uma cena dolorosa de minha vida passada, quando cometera um
lamentável erro, estive a ponto de ser atropelado por um carro, em plena cidade capital do México,
então constatei que já estava livre do Carma.
Estudei meu próprio livro do Carma nos mundos superiores e achei suas páginas em branco. Em uma
de suas páginas, encontrei escrito apenas o nome de uma montanha. Compreendi que mais tarde teria
de ali viver.
Isto é algum Carma, perguntei aos Senhores da Lei. Responderam-me: Não é Carma. Irás viver lá
para o bem da Grande Causa. Mas, claro, não serei obrigado, se me concede a livre escolha.
Já não devo Carma, mas tenho de pagar imposto aos Senhores da Lei. Tudo tem um preço e o direito
para viver neste mundo tem de ser pago. Eu pago com boas obras.
Portanto, apresentei à consideração de meus amados leitores dois casos: o Carma irremediável, como
o das formigas e das abelhas, e o Carma perdoável. Falemos agora de negócios, o que vamos aliar à
Runa Not.
Na maçonaria, somente se ensina este símbolo aos Mestres e jamais aos aprendizes. Recordemos o
signo de socorro do terceiro grau, o grau de Mestre. Põe-se as mãos entrelaçadas sobre a cabeça, à
altura da testa, com as palmas para fora, enquanto que se pronuncia a frase: A mim, filhos da viúva!
Em hebraico: ELAI B’NE AL’MANAH!
A este grito, todos os maçons devem acudir para socorrer o irmão em desgraça e dar-lhe proteção
em todos os casos e circunstâncias da vida.
Pratica-se a Runa Not na maçonaria com a cabeça e sempre foi, é e será um S.O.S., um signo de
socorro.
A Runa Not, em si mesma, significa na verdade PERIGO, porém é óbvio que dentro dela está o
poder de se evitá-lo inteligentemente.
Todos os que transitam pela Senda do Fio da Navalha são combatidos incessantemente pelos
tenebrosos, sofrem o indizível, porém podem se defender com a Runa Not.
Com a Runa Not, podemos implorar auxílio pedir a Anúbis e seus 42 Juízes do Carma para que eles
aceitem negociações.
Não devemos nos queixar do Carma porque ele é negociável. Quem tem o capital das boas obras
pode pagar suas dívidas sem necessidade de sofrer dolorosamente.
PRÁTICA
A prática com a Runa Not leva ao pranayama a sábia e inteligente combinação de átomos solares e
lunares.
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Inale-se profundamente o ar vital, o prana, a vida, pela fossa nasal direita e exale-se pela esquerda,
contando mentalmente até doze. Em seguida, inale-se pela narina esquerda e exale-se pela direita.
Continue esse exercício por dez minutos. Nesta prática, as narinas são controladas com os dedos
índice e polegar.
Depois, o estudante gnóstico sentado ou deitado em decúbito dorsal (de costas, boca para cima),
relaxará o corpo e se concentrará a fim de recordar as suas vidas passadas.
PRÁTICA ESPECIAL
Em caso de se necessitar assistência de Anúbis, faz-se urgente negociar com ele.
Abra os braços de forma de forme a Runa Not. Um deles formará um ângulo de 135 graus com o
corpo e o outro um ângulo de apenas 45 graus com o corpo. Depois, o braço que forma o ângulo de
45 graus passará a formar um de 135 graus, enquanto que o que formava o ângulo de 135 graus
formará 45. Assim, sucessivamente alternam-se os braços.
Durante o exercício, cantarão os mantras NA, NE, NI, NO e NU, mantendo a mente concentrada em
Anúbis, o Chefe do Carma e suplicando o negócio desejado, pedindo a ajuda urgente.
Observem bem a figura da Runa Not. Imitem com os braços seu signo. Alternem os braços direito e
esquerdo durante a movimentação.
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41 - PARSIFAL
Falemos agora sobre os cavaleiros templários. Conversemos um pouco a respeito desses fiéis
guardiões do Santo Graal. Que nos escutem os Deuses e que as musas nos inspirem.
Que diremos do castelo de Montsalvat? Cantemos todos o Hino do Graal:
HINO DO GRAAL
Dia a dia, colocado como se fosse para a última ceia do amor divino, o festim será renovado, como
se hoje pela última vez houvesse de consolar, que se aja nas boas obras deleitado…
Aproximemo-nos do ágape para os augustos dons receber.
Assim como entre dores infinitas correu um dia o sangue que redimiu o mundo, seja meu sangue
derramado gozoso pela causa do Herói Salvador. Em nós vive pela sua morte, o corpo que ofereceu
para nossa redenção.
Viva para sempre nossa fé, pois que sobre nós desce a Pomba, propícia Mensageira do Redentor.
Comam do pão da vida e bebam do vinho que para nós manou.
Vejam lá… homens e Deuses! Os Cavaleiros do Graal e seus escudeiros. Todos eles vestem-se com
túnicas e mantos brancos, semelhantes aos dos Templários, porém ao invés da vermelha cruz Tau
daqueles, ostentam com todo o direito uma pomba em pleno vôo cinzelada nas armas e bordada nos
mantos.
Extraordinário símbolo do Terceiro Logos, vivo signo do Espírito Santo, Vulcano, essa maravilhosa
força sexual com a qual podemos fazer tantos prodígios e proezas.
Bom… convém penetrar no profundo significado do drama de Wagner.
Que digam algo: Amfortas, tipo específico do remorso; Titurel, a voz do passado; Klingsor, o mago
negro; Parsifal, a redenção; Kundry, a sedução; Gurnemanz, a tradição.
Soa nas maravilhosas trombetas o toque solena da Alvorada. Gurnemanz e seus dois escudeiros se
ajoelham e rezam silenciosos a oração matutina.
Do Graal, chegam dois fortes cavaleiros com o evidente propósito de explorar o caminho que vai
seguir Amfortas, o rei do Cálice Sagrado.
O velho sucessor do rei Tituriel vem mais cedo que de costume banhar-se nas sagradas águas do


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