Samael Aun Weor Magia das Runas



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lago.
Seu desejo é de acalmar as fortes dores que o afligem desde que recebeu, para sua desgraça, o
espantoso lançaço com que o perverso mago negro Klingsor o feriu.
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Triste história a de Klingsor! Horror! Sincero equivocado como muitos que andam por aí. Vivia ele
em um local ermo, pois queria ser santo. Declarou-se inimigo de tudo que tivesse sabor sexual, lutou
espantosamente contra as paixões animais, levou sobre seu corpo flagelado cruentos cilícios e chorou
muito. Porém, tudo foi inútil, a luxúria, a lascívia e a secreta impudícia, tragavam-no vivo apesar de
todos seus esforços e sacrifícios. Então, ó Deus! Impotente, o infeliz para eliminar as paixões sexuais
resolveu mutilar-se, castrar-se, com as próprias mãos.
Depois, suplicante, estendeu suas mãos para o Graal, mas foi repelido com indignação pelo guardião.
O infeliz pensou que odiando o Espírito Santo, repelindo o Terceiro Logos, destruindo os órgãos
sexuais, seria adimitido no castelo Montsalvat.
O desgraçado pensou que seria admitido na Ordem do Santo Graal sem a maithuna, sem ter
conseguido antes o Segundo Nascimento, vestido com farrapos lunares.
O pobre e sofrido cavaleiro supôs que poderia trabalhar com o Segundo Logos, o Cristo, sem antes
haver trabalhado com o Terceiro Logos, o Espírito Santo.
Finalmente, despeitado, o tenebroso Klingsor resolveu vingar-se injustamente dos nobres Cavaleiros
do Santo Graal.
Transformou o ermo de penitente em um jardim feiticeiro e fatal de voluptuosos deleites e encheu
com mulheres perigosamente belas, delicadas e diabólicas.
Nessa mansão deliciosa, acompanhado das suas beldades, ele espera em segredo pelos Cavaleiros do
Graal a fim de arrastá-los à concuspiscências que inevitavelmente conduz as pessoas aos mundos
infernais.
Aquele que se deixa seduzir pelas provocadoras diabesas é sua vítima. Assim, conseguiu levar à
perdição muitos cavaleiros.
Amfortas, rei do Graal, combateu o desventurado Klingsor, pretendeu terminar com a praga do
encantamento fatal, porém caiu rendido de paixão nos braços impúdicos da luxuriosa Kundry.
Momento formidável para Klingsor. Idiota teria sido se perdesse a oportunidade. Audazmente,
arrebata a sagrada lança das mãos de Amfortas e triunfante se afasta rindo.
Assim foi como Amfortas, rei do Graal, perdeu aquela lança bendita com que Longibus ferira no
Gólgota o costado do Senhor. Amfortas, ferido também no costado pela espantosa chaga do remorso,
sofre o indizível.
Kundry, deliciosa mulher de extraordinária e fascinante beleza, também sofres com o remorso e
serves, humildemente, aos irmãos do Santo Graal. No fundo, tu, mulher fatal, és tão somente um
instrumento de perfídia a serviço do mago das trevas. Queres caminhar pela senda da luz, porém cais
hipnotizada.
Amfortas, absorto em profunda meditação íntima, escuta em estado de êxtase as misteriosas palavras
que saem do Graal: O sapiente, o iluminado pela compaixão, o casto inocente, espera-o. Ele é meu
eleito.
Nisto, algo inusitado acontece, promove-se um grande alvoroço entre a gente do Graal.
Precisamente do lado do lago tinham surpreendido a um ignorante rapaz que, errante por aquelas
margens, acabara de ferir mortalmente um cisne, ave sagrada, de imaculada brancura.
Porém, para que tanto escândalo? Para Parsifal isso corresponde a um passado já lavado nas
deliciosas águas do Letes.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
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Quem não feriu mortalmente o cisne sagrado? O Terceiro Logos? Quem não assassinou o milagroso
Hamsa? O Espírito Santo? Quem, fornicando, não assassinou a Ave Fênix do paraíso? Quem não
pecou contra o imortal Íbis? Quem não fez sangrar a santa pomba, símbolo vivo da força sexual?
Parsifal tinha chegado a total inocência depois de haver sofrido muito. O filho de Herzeleide, uma
pobre mulher do bosque, realmente ignorava as coisas mundanas e estava protegido pela sua
inocência.
As tentativas feitas pelas mulheres, flores de Klingsor, resultaram inúteis. As infelizes não
conseguiram seduzir o inocente e fugiram vencidas. Inúteis foram os esforços sedutores de Herodias,
Gundrigia, Kundry… As suas artes fracassaram e, vendo-se vencida, clama, pede auxílio a Klingsor,
quem desesperado arroja enfurecido a lança sagrada contra o rapaz.
Parsifal estava protegido pela inocência e a lança em vez de atravessar o seu corpo, flutua por alguns
instantes sobre sua cabeça. O rapaz a pega com sua mão direita, em seguida bendiz com a afiada
arma, faz o sinal da cruz e o castelo de Klingsor afunda no abismo, convertido em poeira cósmica.
Depois vem o melhor, Parsifal acompanhado por seu Guru Gurnemanz entra no templo de
Monserrat, Catalunha, Espanha.
Abrem-se as portas do templo e os Cavaleiros do Graal penetram no santo lugar em solene
procissão. Eles vão se colocando de maneira ordenada e com infinita veneração nas longas mesas
manteladas, paralelas, entre as quais há um espaço vazio no meio.
Deliciosos momentos aqueles em que se celebra a ceia mística, o banquete cósmico do Cordeiro
Pascal.
Extraordinários instantes aqueles em que se come o pão e se bebe o vinho da transubstanciação.
O bendito cálice onde José de Arimatéia recolheu o sangue que corria das feridas do Senhor no
Gólgota de todas as amarguras, resplandece gloriosamente durante o ritual.
Momentos inefáveis do PLEROMA são aqueles em que Parsifal cura milagrosamente a ferida de
Amfortas ao aplicar no flanco a mesma bendita lança que o feriu.
Símbolo fálico formidável essa lança, cem por cento sexual.
Amfortas caiu pelo sexo. Sofreu espantosamente com a dor do remorso, porém graças aos mistérios
sexuais regenerou-se, curou-se totalmente.
O Grande Kabir Jesus disse: Aquele que quiser me seguir, negue a si mesmo, tome sua cruz e
siga-me.
Os Cavaleiros do Santo Graal negaram a si mesmos dissolvendo o Eu Pluralizado, incinerando suas
sementes satânicas e banhando-se nas águas do Letes e do Eunoe.
Os Cavaleiros do Santo Graal trabalharam na Forja Incandescente de Vulcano. Eles nunca ignoraram
que a cruz resulta da inserção do pau vertical no cteis formal.
Os Cavaleiros do Santo Graal sacrificaram-se pela humanidade. Eles têm trabalhado com infinito
amor na Grande Obra do Pai.
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42 - O FOGO SEXUAL
A energia sexual polariza-se de duas maneiras que são: estática ou potencial (Kundalini) e dinâmica.
Como sabe toda pessoa culta, espiritual, são forças que atuam dentro do organismo.
Na espinha dorsal, há sete centros magnéticos muito especiais, dentro dos quais encontram-se
latentes infinitos poderes ígneos. com a subida do fogo sagrado ao longo do canal medular, toda essa
multiplicidade de poderes divinos entra em atividade.
A chave fundamental para despertar o sagrado fogo do Kundalini está na yoga sexual, na maithuna,
qual seja: conexão sexual do lingam-yoni, falo-útero, mas sem se ejacular a entidade do sêmen (Ens
Seminis), porque nessa substância semi-sólida, semilíquida, encontra-se todo o Ens Virtutis do
fogo.
O desejo refreado fará subir a energia sexual para dentro e para cima até o cérebro.
Quando os átomos solares e lunares do sistema seminal fazem contato no cóccix, perto do tribeni,
base da espinha dorsal, desperta o fogo sagrado para subir até o cérebro ao longo do canal medular.
Torna-se urgente compreender e saber que, se a entidade do sêmen é derramada, o fogo ascendente
baixa uma ou mais vértebras, segundo a magnitude da falta. O Kundalini, o fogo sagrado, sobe
lentamente, de acordo com os méritos do coração.
Aqueles que andam pela Senda do Fio da Navalha sabem muito bem, por experiência direta, que a
Divina Mãe Kundalini, o fogo divino, conduz a Shiva, o Espírito Santo, até o centro cerebral e por
último ao Templo-Coração.
Nenhum esoterista autêntico se atreveria a negar jamais que por trás de qualquer atividade existe
sempre um estado estático.
Podemos encontrar o centro estático fundamental do organismo humano, sem dúvida alguma, no
osso do cóccix, base da espinha dorsal.
O chacra do cóccix é, em si mesmo, a igreja de Éfeso do esoterismo cristão, suporte raiz do corpo e
de todos os movimentos das forças vitais no interior de nosso organismo.
Sabemos por experiência direta que nesse centro específico do corpo encontra-se enroscada, três
vezes e meia, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Esse fogo serpentino anular que se
desenvolve maravilhosamente no corpo do asceta.
Uma cuidadosa análise desse centro magnético permite compreender que ele possui, fora de toda
dúvida, qualidades muitos especiais.
O Kundalini, o poder contido no citado centro do cóccix, resulta eficiente e definitivo para o
despertar da consciência. Obviamente, o fogo sagrado pode abrir as asas ígneas do Caduceu de
Mercúrio na espinha dorsal do Iniciado que poderá entrar conscientemente em qualquer
departamento do reino.
Os adeptos hindus fazem distinção entre a suprema consciência cósmica e o seu poder energético
ativo capaz de penetrar nas zonas mais profundas do subconsciente para nos despertar realmente.
Os sábios orientais explicam que a consciência cósmica quando se manifesta como energia possui
duas faces gêmeas: a potencial e a cinética.
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O Kundalini, o fogo sexual, fora de qualquer dúvida, é uma verdade vedantina e jehovística.
Ele representa, com exatidão, todo o processo universal como uma sábia polarização na mesma
consciência.
Utilizar o fogo sagrado, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, para despertar a consciência é
uma necessidade íntima, vital e indispensável. O ser humano ou o pobre animal intelectual
equivocadamente chamado de homem tem a consciência totalmente adormecida, por isso é incapaz
de vivenciar aquilo que não é do tempo, aquilo que é o Real.
O fogo sagrado possui virtudes muito especiais e efetivas para tirar o pobre bípede humano do estado
de inconsciência em que se encontra.
Quem desenvolver o fogo sagrado em todos seus sete graus de poder, adquire determinadas
faculdades com as quais pode mandar nas criaturas da terra, do fogo, do ar e das águas. Porém,
precisa compreender que a espada forjada por Vulcano deve ser temperada incandescente nas águas
espermáticas da laguna estígia.
Infeliz daquele que derrama o Vaso de Hermes, mais lhe valheria não ter nascido ou amarrar uma
pedra de moínho ao pescoço e atirar-se ao fundo do mar.
Enéas, o exímio varão troiano, com a espada flamejante levantada, olhando fixamente o sol,
pronuncia em oração palavras que somente podem ser compreendidas por aqueles que trabalham no
magistério do fogo. Põe por testemunha o Cristo Cósmico e a bendita terra que invoca: o Pai que está
em secreto e a Juno Saturnia Kundalini, a eterna esposa do Terceiro Logos.
Clama por Marte, Senhor da Guerra, e por todas as criaturas elementais das fontes e dos rios, pelos
filhos do fogo e pelas divindades do mar. Até promete fielmente que se a sorte lhe for adversa na
batalha pessoal contra Turno, seu inimigo, se retirará para a cidade de Evandro, porém se Marte lhe
consente a vitória, não converterá os italianos em escravos e só pensará em coexistir com eles como
amigos. Isso é tudo.
O juramento do bom rei latino com o olhar fixo no sol é muito significativo para aqueles que
trabalham no magistério do fogo. Ele põe por testemunha os fogos que estão acesos dentro de si e as
divindades dizendo: Quaisquer que sejam as circunstâncias, jamais amanhecerá o dia em que haja de
ver os povos itálicos quebrando esta paz e esta aliança.
O rei latino põe por testemunha de todos seus juramentos as próprias divindades da terra, do mar, dos
astros, bem como a dupla descendência de Latona, a Imanifest

ada Prakriti (Diana e Apolo) e Jano


com o seu I.A.O., as três vogais que se canta no transe sexual da maithuna.
Em sua oração, aquele grande rei latino não se esquece da morada terrível de Plutão e dos Deuses
Infernais, esses seres divinos, esses indivíduos sagrados, que renunciaram à felicidade do Nirvana
para viver nos mundos infernais, lutando pelos decididamente perdidos.
Todas essas orações, preces e juramentos do mundo clássico antigo se tornariam incompreensíveis
sem a ciência sagrada do fogo.
O advento do fogo dentro de nós mesmos é o mais formidável evento cósmico, porque o fogo nos
transforma radicalmente.
Lembremo-nos agora daquelas quatro letras postas na cruz do redentor do mundo: INRI. Ignis
Natura Renovatur Integram. O fogo renova incessantemente toda a natureza.
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Lá, na noite profunda dos séculos, no antigo Egito, o Grande Kabir Jesus, praticando a maithuna com
a vestal de uma pirâmide, cantava os mantras INRI, ENRE, ONRO, UNRU, e ANRA, fazendo
ressoar cada letra de maneira alongada e profunda.
É óbvio que cada um destes mantras se divide em duas sílabas esotéricas para a sua pronúncia.
Precisamos ser tragados pela serpente. Urge que nos convertamos em chamas vivas. Torna-se
indispensável que consigamos o Segundo Nascimento para entrar no reino.
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43 - RUNA LAF
Eu era muito jovem ainda e ela chamava-se Urânia e uma dessas tantas noites, não importa qual,
abandonei por um tempo este corpo denso.
Que feliz me senti fora do corpo denso! Não há maior prazer do que aquele de se sentir a alma livre,
quando o passado e o presente se convertem em um eterno agora.
Entrar nos Universos Paralelos torna-se fácil quando se tem a consciência desperta.
No Universo Paralelo da quinta dimensão, senti a necessidade íntima de invocar a um Mestre e
clamei com grande voz, chamando, suplicando, pedindo…
Por um instante, me pareceu que todo o universo se transformava; tal é a força do verbo.
O cordão de prata possui o poder de alongar-se infinitamente e assim, as almas podem viajar
livremente pelo espaço estrelado. E eu viajei muito até chegar no templo. Quando avançava, cheio de
êxtase, pela misteriosa senda que conduz os Iniciados até as portas do santíssimo lugar, me vi
atacado de forma inesperada por uma grande fera, por um touro mitraico, verdadeiramente
espantoso.
Sem me persumir de valente, conto ao querido leitor que não senti medo. Enfrentei o animal resoluta
e arrojadamente, pegando-o pelos cornos para lançá-lo por terra. Porém, nesses precisos instantes,
aconteceu algo insólito. Diante da minha assombrada consciência, caiu uma corrente de ferro e o
terrível animal desapareceu como por encanto.
Compreendi tudo intuitivamente. Precisava me libertar, romper cadeias escravizantes, eliminar o Ego
animal.
Continuei meu caminho e entrei pela porta do templo. Não trocaria aqueles momentos nem por todo
o ouro do mundo. Sentia-me embriagado de uma delicada voluptuosidade espiritual.
Bem sabem os Deuses o que aconteceu depois. E agora vou relatar aos homens.
Vi o carro dos séculos levado por três Mestres da Loja Branca. Um venerável ancião era conduzido
naquele veículo misterioso. Como esquecer aquele rosto? Aquele porte? Aqueles traços? Tão
sublime perfeição?
A testa do ancião era alta e majestosa; o nariz reto e perfeito; os lábios finos e delicados; as orelhas
pequenas e bem feitas; a barba era branca e aureolada de luz; o cabelo de imaculada brancura caía
suavemente sobre os ombros...
Obviamente, não podia deixar de perguntar quem era. O caso era terrivelmente divino, formidável.
Ele se chama Pedro, respondeu um dos hierofantes que conduzia o carro dos séculos.
Ó meu Deus!… prosternei-me em terra diante do ancião dos séculos e ele, cheio de infinito amor e
de compaixão, abençoou-me na língua sagrada.
Desde então, refleti muito e jamais me pesará ter ensinado à humanidade o Evangelho de Pedro, a
maithuna, a yoga sexual.
E disse Patar, Pedro: Eis que ponho em Sião a principal pedra de ângulo, escolhida e preciosa. Para
vós, pois, os que crêem, ela é preciosa, porém para os que não crêem, a Pedra que os edificadores
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rejeitarem, veio a ser cabeça de ângulo, pedra de tropeço e rocha de escândalo.
E o Santo Graal? Não é por acaso a mesma Pedra Iniciática?
O Graal é uma pedra preciosa trazida à terra pelos anjos, cuja custódia foi confiada a uma
Fraternidade Iniciática que se chamou Guardiões do Graal.
Eis-nos aqui, de novo, com a Pedra de Jacó, a Pedra Sagrada do Liafail escocês, a Pedra Cúbica de
Jesod, situada pelos cabalistas hebraicos no sexo. O legítimo texto de Wolfam de Eschenbech
relativo à Santa Pedra e à Branca Irmandade que a custodia sabiamente é o seguinte:
Esses heróis estão animados por uma pedra.
Não conheceis sua augusta e pura essência?
Se chama lapis-electrix (magnes).
Com ela,
se pode realizar toda maravilha (magia).
Ela, qual Fênix que se precipita nas chamas,
renasce de suas próprias cinzas,
pois nas próprias chamas remoça sua plumagem
e brilha rejuvenescida mais bela que antes.
Seu poder é tal que qualquer homem,
por mais infeliz que seja seu estado,
ao invés de morrer como os demais,
já não se conhece sua idade,
nem por sua cor, nem por seu rosto.
Seja homem ou mulher,
gozará da sorte inefável
de contemplar a Pedra
por mais de duzentos anos.
A Pedra Iniciática converte-se esotericamente no Vaso de Hermes, no cálice sagrado.
Peter, Patar, Pedro, a revelação iniciática está no sexo e tudo que não seja por este caminho significa
perda de tempo.
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Resulta tremendamente significativo que tanto no Norte como na própria América encontremos a
Runa Laf gravada nas pedras, o laftar, que quer dizer Salvador.
Obviamente, devemos levantar a igreja para o Cristo Íntimo sobre a Pedra viva. Ai daqueles que
edificam o templo interno sobre as areias movediças das teorias. Descerão as chuvas e virão os rios e
sua casa rodará no abismo, onde só se ouve o pranto e o ranger de dentes.
Se unirmos dois Laf pelo seu braço, teremos a letra M do matrimônio.
De fato, apenas pisando na Senda do Matrimônio Perfeito, se consegue o traje de bodas da alma,
síntese perfeita dos corpos solares.
Infeliz daqueles que se fizerem presentes no banquete do Senhor sem o vestido de bodas.
A ordem do rei está escrita: Atai-lhes os pés e as mãos e lançai-vos nas trevas exteriores; ali será o
choro e o ranger de dentes.
Porque muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos.
PRÁTICA
A prática correspondente a esta Runa consiste em se parar defronte ao sol, de manhã, no momento
em que ele sobe pelo oriente, naquela atitude mística manifestada pela Runa Laf, mãos levantadas, e
implorar-lhe auxílio esotérico.
Esta prática deve ser feita na aurora do dia 27 de cada mês.
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44 - A LIBERAÇÃO FINAL
Temos de afirmar a necessidade da renúncia em nome da verdade. Precisamos passar pela Grande
Morte, o que só é possível libertando-nos totalmente da mente.
Quando a natureza foi dominada radicalmente, vem, como é lógico, a onipotência e a onisciência.
Quando o gnóstico Auto-Realizado renuncia as próprias idéias de onipotência e onisciência,
sobrevém a destruição completa da semente do mal. Semente essa a qual devemos o nosso retorno ao
Mahavântara, dia cósmico, depois de cada noite cósmica ou Pralaya.
Todo aquele que conseguiu a sua Auto-Realização Íntima tem direito a viver no Nirvana, porém se
renuncia a essa felicidade, continuará pelo caminho direto que o conduzirá ao Absoluto.
Naturalmente, existem muitas vias transversais e Deuses tentadores bastante mais perigosos que os
seres humanos. Eles tentam, não por maldade, nem por ciúmes, nem por temor de perder seu lugar,
como equivocadamente supõem alguns autores orientais, mas por compaixão.
Nos instantes em que escrevo este capítulo, me vem à memória algo interessante.
Certo dia, depois de ter feito nova renúncia nirvânica, encontrava-me feliz em meu sétimo princípio,
Atman, sobre agradável terraço de uma mansão inefável.
Estava no Nirvana, a região dos Dharmasayas, o mundo dos Deuses. De repente, flutuando no
espaço, alguns bem-aventurados nirvanis aproximaram-se de mim.
Era certamente digno de se admirar e de se ver esses seres inefáveis vestidos com suas lindas túnicas
de Dharmasayas.
Ao vê-los, verifiquei por experiência direta que eles eram chamas vivas de três pavios e que em si
mesmos eram imortais.
Um daqueles seres inefáveis tomou a palavra para me dizer: Meu irmão, por que andas por esse
caminho tão estreito, tão amargo e tão duro? Fica conosco aqui no Nirvana. Somos todos muito
felizes.
Não puderam desviar-me os homens com suas tentações, muito menos vocês, os Deuses. Eu vou
para o Absoluto. Essa foi minha resposta e logo saí daquele agradável lugar com passo firme e
decidido.
Os gnósticos que não conseguem a perfeição absoluta, morrem e se convertem em Deuses. Cometem
o erro de abandonar o caminho direto a fim de seguir pelas vias laterais. Adquirem muitos poderes,
mas um dia, precisam voltar a se reencarnar para trilhar outra vez pelo caminho reto que os haverá de
levar ao Absoluto.
É indispensável impedir que o conteúdo mental adquira diversas formas a fim de se conseguir a
quietude da mente. O conhecimento direto dá-nos belas qualidades e quem segue o caminho reto
deve ter o cuidado de não se apegar a essas virtudes.
A obtenção de poderes psíquicos jamais conduz alguém à liberação alguma. Nada mais é do que uma
busca de gozos vãos. A posse de poderes ocultos nada mais faz do que intensificar a mundanidade
em nós, tornando a vida mais amarga.
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Numerosas almas, ainda que quase tenham atingido a liberação total, fracassam porque não podem
renunciar de forma absoluta os poderes ocultos adquiridos. Esses seres submergem um tempo na
natureza para depois surgirem novamente como donos, amos e senhores.
Há milhares de Deuses desse tipo. São divinos, inefáveis, mas não têm direito a entrar no Absoluto.
Há muitos Auto-Realizados submersos na natureza. São irmãos que se detiveram nessa lado da
perfeição e que impedidos por algum tempo de chegar ao fim, seguem governando tal ou qual parte
do Universo.
Aos Deuses Santos correspondem certas funções superiores da natureza, que são assumidas por
diferentes almas, mas eles ainda não conseguiram a liberação final.
Somente renunciando à idéia de nos converter em Deuses, de reger Kalpas (ciclos), podemos
conseguir a liberação radical, absoluta.
O êxito pertence aos extremadamente enérgicos. Precisamos ser impiedosos para com nós mesmos.
Urge que renunciemos e morramos de instante a instante. Somente à base de inúmeras renúncias e
mortes entramos no Absoluto.
Falo aos seres humanos baseado na experiência direta. Sou um Avatara de Ishvara.
Realmente, Ishvara (o Mestre Supremo) é um Purusha muito especial, isento de sofrimento, de
ações, de resultados e de desejos
Imaginem o Espírito Universal da Vida como um oceano sem praias, sem margens. Pensem por um
momento em uma onda que surge para perder-se novamente no elemento líquido. Ishvara seria essa


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