Samael Aun Weor Magia das Runas



Baixar 351.38 Kb.
Página2/13
Encontro29.11.2017
Tamanho351.38 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   13
Os físicos atômicos criaram o dogma do átomo e de forma firme, irrevogável e inapelável,
excomungam, maldizem e lançam suas imprecações e anátemas contra todo aquele que tente ir um
pouco mais longe.
Os gnósticos afirmamos de maneira enfática e solene que a matéria se compõe de certos objetos
definidos, conhecidos corretamente com o nome de puncta.
Nossa teoria científica criará, de fato, uma desavença, um cisma, entre os acadêmicos, mas a verdade
tem de ser dita. Precisamos ser francos e sinceros e pôr as cartas na mesa de uma vez por todas.
Dentro dos puncta, a noção de espaço não tem a menor importância. Ainda que pareça incrível,
dentro dos puncta, o raio de um dos sete últimos pontos é, fora de toda dúvida, a menor longitude
existente.
Um grande sábio, cujo nome não menciono, disse: Os pucta atraem-se quando se encontram longe
um do outro. Repelem-se quando estão muito perto. Depois, a uma certa distância, torna a se exercer
uma nova atração.
Profundas investigações feitas com o sentido espacial plenamente desenvolvido, de forma íntegra,
me permitiram evidenciar claramente que os puncta têm uma bela cor dourada. A experiência mística
direta permitiu perceber claramente que os movimentos de interação dos puncta desenvolvem-se de
acordo com a teoria da mecânica ondulatória moderna.
Os sábios gnósticos, através de observações científicas rigorosas, puderam compreender
profundamente que os puncta não são átomos, nem núcleos, nem partículas de espécie alguma. Fora
de toda dúvida e sem temor de nos equivocar, podemos e devemos afirmar categoricamente que os
puncta são entidades totalmente desconhecidas para a física moderna.
Seria absurdo dizer que os puncta ocupam espaço. Para uma mente acostumada com as graves
disciplinas do pensamento, resultaria ilógica e disparatada a afirmação de que tais objetos
possuíssem qualquer tipo de massa.
A todas as luzes resulta claro entender que os puncta não têm propriedades elétricas ou magnéticas,
ainda que tais forças e princípios os governem e dirijam.
Diversos agregados de puncta, sob o inteligente impulso do Logos Criador, vêm a se constituir nisso
que chamamos de neutrinos, partículas, núcleos, átomos, moléculas, estrelas, galáxias, universos, etc.
A experiência mística direta no Universo Paralelo da sétima dimensão ou região do Atman inefável,
me permitiu compreender que tudo o que existe em qualquer um dos sete cosmos, desde o mais
insignificante átomo até o organismo mais complexo, reduz-se em última análise a números.
Que quantidade de puncta se torna indispensável para a construção de um elétron?
Que capital de puncta se requer para estruturar um átomo de hidrogênio?
Que soma exata de puncta se precisa para dar existência a um átomo de carbono?
13/128
Quantos puncta são necessários para a criação de um átomo de oxigênio?
Qual é o compêndio preciso de puncta, básico, cardeal, para a formação de um átomo de nitrogênio?
Infelizmente, ainda ignoramos a tudo isso. O segredo do universo, de todos e de cada um dos sete
cosmos, deve ser procurado nos números, nas matemáticas, e não nas formas simbólicas.
Depois de rigorosas observações e de análises profundas, chegamos à conclusão que o movimento
ondulatório mecânico dos puncta se processa em séries que passam de uma dimensão para outra e
para outras.
As sete ordens de mundos têm sua causa causarum, origem e raiz em sete séries de puncta.
Claramente se deduz que a primeira série deu origem à segunda, esta à terceira e assim
sucessivamente. Analisando, examinando esta questão dos puncta e de seu desenvolvimento em
séries que se processam multidimensionalmente, encontramos a própria base dos Universos
Paralelos. A análise, a experiência, a lógica superior, permitem a compreensão de que há universos
que viajam no tempo de maneira bastante diferente da nossa e que estão construídos de forma
estranha, submetendo-se a leis bem distintas. Pelo espaço estrelado, viajam mundos que estão
situados em outros tempos, estranhos e misteriosos para nós.
A natureza mantém múltiplos jogos nos espaços sem fim, mas os puncta são o fundamento vivo de
todo e qualquer tipo de matéria.
Em nenhum rincão do infinito se escreveu jamais o último tratado da Física e, se um Einstein viesse
a se reencarnar em alguma galáxia de antimatéria, com assombro, teria de auto-reconhecer como um
analfabeto.
Os pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas muito escreveram sobre cosmogênese, porém no espaço
infinito há milhões de microfísicas e cosmogonias diferentes.
Precisamos analisar, observar judiciosamente e passar para além das partículas da física moderna se
de fato queremos conhecer os elementos primários, os puncta fundamentais.
Chegou a hora de transcender o atomismo ingênuo e de estudar profundamente os puncta e as
secretas leis da vida.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
14/128
6 - RETORNO E TRANSMIGRAÇÃO
Contam antigas tradições que Enéas, o troiano, permaneceu algum tempo refugiado com sua
gente nos bosques de Ida até que os helenos abandonassem a velha Tróia.
Quando os gregos abandonaram as heróicas ruínas da soberba Ílion, Enéas constrói sua frota e
chorando abandona as praias da pátria e a planície solitária, onde estava situada a antiga cidadela
agora convertida em um montão de enegrecidas ruínas.
Sob a luz do plenilúnio, o vento incha as doces velas e o remo luta com o suave mármore marítimo.
Assim chegou o herói com seus navios e sua gente às costas da Trácia, rude país, onde esperava
encontrar terra acolhedora, já que os trácios tinham sido aliados do ancião Príamo.
Dia a história dos séculos que na rude terra dos trácios, Enéas fundou uma cidade à qual deu seu
nome, chamando-a Eneada.
Quando Enéas e os troianos fazim o sacrifício a Júpiter, o Cristo Cósmico, nos precisos momentos
em que se preparavam para acender o fogo e imolar o branco touro, um extraordinário prodígio se
verifica. Os galhos que cortavam para queimar deixaram cair, ao invés da seiva, um sangue negro e
corrompido que manchava a terra.
Enéas ficou gelado de terror e suplicou aos Deuses Inefáveis que fizessem com que aquele presságio
se tornasse favorável a seus desígnios.
Conta-se que o herói rompeu outros galhos da mesma árvore, porém todos gotejavam sangue. De
repente, chegou a seus ouvidos uma voz que parecia sair das raízes da planta que dizia: Enéas, por
que me despedaças? Respeita a um pobre infeliz e não cometas a crueldade de me torturar. Sou eu,
Polidoro, a quem os inimigos crivaram de feridas neste mesmo lugar. Os ferros que cravavam em
meu corpo germinaram e criaram uma planta que, em lugar de puas, dá aceradas azagaias.
Relatam as lendas que sob o monte da terra, onde estavam encravadas as raízes da árvore, Enéas fez
consagrar um altar aos manes do morto e libações de vinho e leite foram derramadas. Assim,
celebraram-se os funerais de Polidoro, o falecido guerreiro morto na dura batalha.
Desde os antigos tempos da Arcádia, quando ainda se rendia culto aos Deuses dos quatro elementos
do universo e às divindades do milho brando, os velhos hierofantes, encanecidos na sabedoria, nunca
ignoraram a multiplicidade do eu.
Por ventura, seria algo raro que alguma dessas entidades, que constituem o Ego, se aferrasse com
tanto afã à vida que viesse a renascer em uma árvore? Chega-me à memória aquele caso do amigo
de Pitágoras reincorporado em um infeliz cão.
Por acaso, não se ajuda também aos centauros? Que nos diz a lenda dos séculos?
Esses épicos guerreiros, que caíram sangrando entre os elmos e as rodas dos gloriosos mortos por
amor a sua gente e a sua pátria, recebem uma ajuda extra, bem merecida, ao retornarem a esse
mundo. Está escrito com terríveis palavras que os centauros eliminam uma parte de si mesmos, de
sue querido Ego, antes de retornarem a este vale de lágrimas.
Que se reincorpore o menos perverso no corpo humano e que o decididamente criminoso ingresse no
crematório dos mundos infernais, é lei para os centauros.
15/128
Dante, o velho florentino coroado de lauréis, encontrou a muitos centauros no abismo.
Lembremo-nos de Quíron, o velho educador de Aquiles, e do irascível Folo.
O grande livro da natureza, escrito com carvões em brasa, diz com uma clareza que amedronta:
Muitas partes do Ego se perdem antes do retorno a este mundo. Muitos agregados psíquicos do Ego
se reincorporam em organismos de feras, outros se aferram desesperadamente, como o caso de
Polidoro, aos galhos das árvores e, por último, certos elementos subjetivos do Ego continuam a sua
involução no reino mineral submerso.
Transmigração é, fora de toda dúvida, algo bem similar, somente que com grandes diferenças e com
raízes mais profundas.
Entre as tremendas chamas da vida, há pessoas tão bestiais que se lhes extraísse tudo o que têm de
grosseiro, não restaria nada. Portanto, é preciso que essas criaturas sejam reduzidas a pó, no interior
da terra, para que a Essência, a Alma, se liberte.
Contam as lendas que Capaneu, um dos sete reis que sitiaram Tebas, soberbo exclamou no abismo:
Assim como fui em vida, sou depois de morto. Ainda que Júpiter cansasse a seu ferreiro, de quem
tomou irado o agudo raio com que me feriu no último dia de minha vida, ainda que fatigasse um
após outro todos os negros trabalhadores do Mongibelo, gritando: Ajuda-me, ajuda-me, bom
Vulcano, tal como fez Flegra no combate, e me flechasse com todas as suas forças não conseguiria
vingar-se devidamente de mim.
No interior do aflito mundo em que vivemos, há involuções espantosas. Ali, a Justiça Divina arrojou
a Átila que foi seu açoite na terra, lançou a Pirro, a Sexto, quem eternamente derrama lágrimas no
fervor de seu sangue.
Ao caires ali, terás de sofrer padecimentos insuportáveis e de onde não há tempo certo para escapar.
Homero disse: Mais vale ser um mendigo sobre a terra do que um rei no império das sombras.
Portanto, a descida aos mundos tenebrosos é uma viagem para trás pela senda involutiva, um
afundamento sempre crescente em densidade, em obscuridade, rigidez e tédio inconcebíveis. Uma
caída para trás, um retorno, uma repetição dos estados animal, vegetal e mineral. Um regresso ao
caos primitivo.
As almas são libertadas do abismo com a segunda morte. Quando o Ego e os corpos lunares se
reduzem a pó, elas recebem o recibo da liberdade.
As almas procedentes do interior do planeta, manchadas pela espantosa viagem subterrânea, cobertas
de poeira, convertem-se em gnomos do reino mineral, depois em criaturas elementais do reino
vegetal, mais tarde em animais e, por último, reconquistam o estado humano que perderam.
Esta é a sábia doutrina da transmigração que Krishna, o Mestre hindustânico, ensinou outrora.
Milhões de almas que morreram no inferno agora brincam como gnomos entre as rochas.
Outras são agora lindas plantas ou vivem dentro de corpos animais, aspirando regressar ao estado
humano.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
16/128
7 - RUNA IS
Descobrimos com místico assombro a nosso próprio Ser, o Íntimo, quando analisamos
profundamente a runa IS.
O antigo Testamento da Sabedoria diz: Antes que a falsa aurora amanhecesse sobre a terra, aqueles
que sobreviveram ao furacão e à tormenta louvaram o Íntimo e a eles apareceram os arautos da Nova
Era.
Na profunda noite de todas as idades, lá no país ensolarado de Kem, quando se estudava a runa IS no
sigilo dos templos egípcios, pensava-se sempre na bipolaridade HOMEM-MULHER,
masculino-feminino, daí resultava ISIS, o sagrado nome da eterna Mãe Espaço.
Muito se falou em ocultismo sobre a Prakriti, o espaço como entidade feminina maternal, mas nada
sabem os pseudo-esoteristas com relação a esse ponto-matemático, no qual se gera sempre o
Rei-Sol, o menino de ouro da alquimia sexual.
Não resta dúvida alguma que nesse misterioso ponto reside a própria raiz de nossa Mônada sagrada.
O ponto em si mesmo é a nossa particular Mãe Divina, adorável e eterna, sem princípio nem fim.
Em nossa Mãe Divina Kundalini acham-se contidos todos os sagrados poderes da Mônada (Atman,
Budhi e Manas).
Para aqueles que não sejam muito versados em teosofia, diremos que na Mãe Divina particular de
cada um encontram-se os poderes de nosso próprio Espírito.
Os pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas muito têm dito sobre a Trindade Imortal ou Espírito Trino
de cada ser vivo, porém nada dizem sobre os desdobramentos da Prakriti, a Mãe Divina.
Ela, a Imanifestada, não tem simbolismos entre os gregos, porém, em seu segundo aspecto de
manifestação na natureza é a casta Diana tão bendita e adorada.
O terceiro aspecto da Prakriti é o da bendita Deusa Mãe-Morte, terror de amor e lei, a terrível
Hécate, Prosérpina, a rainha dos infernos.
Os dois desdobramentos seguintes da Prakriti conduzem-nos ao aspecto negativo da natureza. Ali
está o indesejável, o que de maneira nenhuma nos conviria, o reino do terror e da magia negra.
Está escrito que todos esses desdobramentos da Prakriti se repetem no microcosmo-homem.
Os três aspectos superiores da Prakriti formam a base fundamental e com eles devemos aprender a
trabalhar. A revolução da consciência seria radicalmente impossível sem a ajuda especial de nossa
adorável Mãe Divina própria e particular. Ela é em si mesma nosso próprio Ser, a raiz de nosso
Espírito Divino, sua causa e origem. Ela é Isis, a quem nenhum mortal levantou o véu e sobre a
chama da serpente a chamamos.
Muitos pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas leram Sivananda. Não há dúvida que esse homem foi
de fato um Guru-Deva que trabalhou incessantemente pela humanidade doente. Realmente, confesso
que jamais me agradou sua Hatha Yoga. Este tipo de acrobacias sempre me pareceu coisa de circo.
Nunca me ocorreu que alguém pudesse se auto-realizar convertendo-se em um acrobata.
17/128
No entanto, é de se saber que o citado iogue trabalhou profundamente e muito secretamente com a
ioga sexual. Parece que ele empregava a Hatha Yoga como uma espécie de isca para pescar no rio da
vida.
Agrada-me comunicar aos amados leitores que o Guru-Deva Sivananda desencarnou gozoso em um
Maha-Samádhi, êxtase.
Encontrei-me com ele no Universo Paralelo da quinta dimensão. Minha alegria foi tremenda ao
verificar que ele tinha fabricado os seus corpos solares na Forja incandescente de Vulcano. A minha
surpresa foi imensa ao constatar que esse Mestre antes de desencarnar já havia morrido em si
mesmo.
Sivananda trabalhou intensamente na Grande Obra do Pai. Trata-se, pois, de um Guru-Deva no
sentido mais completo da palavra.
Nosso encontro foi singular. Verificou-se em um recinto onde cumpria com meu dever de ensinar.
De repente, entrou o grande iogue e como que querendo me recriminar disse: Vocês estão
vulgarizando a doutrina. Obviamente, queria referir-se à divulgação da ioga sexual, Maithuna, entre
profanos.
De forma alguma poderia permanecer calado. Minha resposta foi franca e sincera, não podendo ser
de outro modo, já que pertenço à Fraternidade Viril. Pronunciei-me energicamente assim: Estou
disposto a responder todas as perguntas que me sejam feitas aqui neste recinto por todos que aqui
estejam. Porém, o Guru-Deva Sivananda, inimigo de toda disputa, preferiu sentar-se na sagrada
posição búdica para em seguida submergir em profunda meditação.
Senti a mente do iogue dentro de minhas próprias profundezas. O Homem buscava, esquadrinhava,
explorava, em minhas mais íntimas profundidades. Evidenciava-se que Sivananda queria conversar
com meu Real Ser, cujo secreto nome é Samael, e o conseguiu.
Assombrado, tive de exclamar: Sivananda! Tu és um verdadeiro Samyasin do pensamento. O
Guru-Deva cheio de êxtase levantou-se e me abraçou, havia compreendido o delineamento
revolucionário da nossa doutrina. Por sua vez, exclamou: Agora sim, estou de acordo contigo e direi
a todos para que leiam tuas obras. E acrescentou ainda: Conheço tua Mãe (fazendo referência à
minha Mãe Divina Particular). Encontrei-a belamente vestida, carregando um manto branco que lhe
chega aos pés.
A entrevista foi formidável e aconteceram muitas outras coisas que mantenho em silêncio porque
não cabem neste capítulo.
Pratiquemos a runa IS e meditemos na Divina Mãe Kundalini.
PRÁTICA
Na posição militar de sentido, levantemos os braços para formar uma linha reta com o corpo. Depois
de orar e pedir ajuda à Mãe Divina, cantemos o mantra ISIS assim:
IIIIIIIIIIIIIIIIISSSSSSSSSSSSSSS... IIIIIIIIIIIIIIIIISSSSSSSSSSSSSSS...
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
18/128
Alonga-se o som das letras e divide-se a palavra em duas sílabas: IS-IS.
Depois, deitamos, relaxamos o corpo e, cheios de êxtase, nos concentramos e meditamos na Mãe
Divina.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
19/128
8 - O OVO CÓSMICO
Albert Einstein, o famoso autor da teoria da relatividade, em princípios deste século, concebeu um
sua mente genial um universo curvo, finito, fechado como um ovo. Ainda ecoa em nossa memória a
terrível exclamação daquele homem extraordinário: O infinito tende a um limite.
Ninguém ignora que, mais tarde, Edwin Hubble descobriu com grande assombro, no famoso
observatório do Monte Wilson, que todas as galáxias que povoam o espaço infinito se afastam, uma
das outras, a velocidades fantásticas. Este fato é inegável. Infelizmente, Georges Lemaitre não soube
compreende-lo e, buscando as causas, chegou a conclusões equivocadas.
Se o universo está em contínua expansão – foi a sua absurda explicação – é porque certo dia houve
uma explosão, a partir do centro, de um átomo primitivo.
Lemaitre, com seus cálculos errados, acreditou firmemente que esse núcleo primitivo, original, tinha
um diâmetro exíguo, pequeno, insignificante: tão somente a distância entre a Terra e o Sol, ou seja,
150 milhões de quilômetros.
Imaginemos por um momento o espaço infinito bem minúsculo, falando proporcionalmente. O
núcleo primitivo, segundo Lemaitre, teria uma densidade tão espantosa que a proximidade dos
átomos entre si elevaria a temperatura, como é natural, a centenas de milhões de graus acima de zero.
A essa temperatura inconcebível, segundo a teoria proposta, a energia atômica liberada seria tanta e a
radiação cósmica tão intensa que tudo terminaria por se deslocar, sobrevindo uma estupenda
explosão como a erupção de um magistral e terrível vulcão.
Maravilhoso tudo isso, mas… quem pôs esse ovo cósmico? Que existia antes? Por que a explosão
cósmica teria de se realizar em um determinado instante matemático e não antes, nem depois? Onde
está o fundamento de toda essa teoria? Quem poderia ser a testemunha dos fenômenos incluídos
nessa hipótese?
Nós gnósticos compreendemos que as galáxias se afastam umas das outras, o que já está
demonstrado, mas não significa forçosamente que todas elas tenham partido de um mesmo núcleo.
Einstein disse: A massa transforma-se em energia, e todos os sábios do mundo reverentemente se
inclinaram perante essa tremenda verdade. Também disse o grande matemático: A energia se
transforma em massa, e ninguém pôde refutar semelhante postulado.
Não resta dúvida que energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado.
Esse sábios postulados vem a demonstrar que a massa de todos os universos é eterna e imutável.
Desaparece aqui para reaparecer lá, numa espécie de fluxo e refluxo, atividade e descanso, dia e
noite.
Os mundos nascem, crescem, envelhecem e morrem. Deixam de existir para se transformarem em
energia e, em seguida, ressurgem, renascem, quando ela se cristaliza novamente em massa.
Na conta retrospectiva de todos os sete cosmos que fervem e palpitam no espaço infinito, não existe
uma hora zero, raiz comum para todos em conjunto. De nossa parte, esclarecemos que, ao se dizer
raiz comum neste caso concreto, referimo-nos ao conceito de tempo como hora zero. Isto não
significa, de forma alguma, que neguemos a hora zero radicalmente, já que ela existe para cada
universo em particular. Trata-se do estado pré-cósmico normal para qualquer sistema solar.
Em outras palavras diremos que todo o sistema solar do inalterável infinito tem seus Mahavântaras e
Pralayas, seus dias e noites cósmicas, épocas de atividade e de repouso. Nesta galáxia em que
20/128
vivemos, nos movemos e temos nosso ser, há milhões de sistemas solares. Enquanto uns se
encontram na sua hora zero, outros estão em plena atividade. Esta sistemática toda repete-se também
no homem e no átomo, em tudo o que foi, é e será.
Os cientistas modernos tentam explicar estas coisas unicamente com as leis naturais. Torna-se
ridículo querer excluir os princípios inteligentes de tais leis. Cada mundo do espaço estrelado possui
seu Fohat, que é onipresente em sua própria esfera de ação.
Fora de dúvida, podemos e devemos afirmar com ênfase que há tantos Fohats quanto mundos, sendo
que cada um deles varia em poder e grau de manifestação. Existem milhões, bilhões, trilhões… de
Fohats, os quais em si mesmos são forças conscientes e inteligentes. Realmente, os Fohats são os
construtores, os filhos da aurora do Mahavântara (dia cósmico), os verdadeiros criadores cósmicos.
Nosso sistema solar, trazido à existência por estes agentes, constitui-se de sete Universos Paralelos.
Portanto, Fohat é o poder elétrico vital personificado, a unidade transcendental que enlaça a todas as
energias cósmicas, tanto em nosso mundo tridimensional como nos Universos Paralelos das
dimensões superiores e inferiores.
Fohat é o verbo feito carne, o mensageiro da imaginação cósmica e humana, a força sempre ativa na
vida universal, a energia solar, o fluído elétrico vital… Fohat é chamado o que penetra e o
fabricante, porquanto através dos puncta dá forma aos átomos procedentes da matéria sem forma. No
Fohat, estão ocultos o Exército da Voz, as matemáticas, a Grande Palavra…
Qualquer explicação sobre a mecânica cósmica que exclua o NOUMENO atrás do fenômeno e o
Fohat atrás de qualquer cosmogênese, seria tão absurda como supor que o automóvel surgiu por
geração espontânea, produto do azar, sem fábrica especial, sem engenheiros, sem mecânicos…
A trajetória das galáxias jamais indicou que elas tinham tido sua origem ou ponto de partida original
em um núcleo tão reduzido como o hipotético ovo cósmico de Lemaitre. Como prova cabal disso,
temos que o ângulo de dispersão varia sempre entre 20 e 30 graus, ou seja, que podem ter passado a
enormes distâncias do suposto centro.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
21/128
9 - O ORÁCULO DE APOLO
Depois dos régios e sacros funerais de Polidoro, o épico guerreiro que caiu gloriosamente entre os
elmos e escudos na cruenta batalha, Enéas, o troiano, com seus navios e sua gente, fez-se ao mar
borrascoso e ameaçador. Não tardou em chegar à terra de Delos, lugar de tantas tradições
hiperbóreas, onde, ardendo, com a chama da fé, consultou o Oráculo de Apolo, sabiamente
construído na dura pedra.
Heródoto conta no livro IV, capítulo XXXII e XXXIV, que os hiperbóreos, velhos antecessores dos
povos lemurianos, enviavam periodicamente a Delos suas oferendas sagradas envoltas em palha. As


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   13


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal