Samael Aun Weor Magia das Runas



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A mente também é matéria, ainda que bem mais rarificada. Substância mental existe nos reinos
mineral, vegetal, animal e humano. A única diferença que existe entre o animal intelectual e a besta
irracional é isso que se chama intelecto. O bípede humano deu à mente forma intelectual. O mundo
nada mais é do que uma forma mental ilusória que se dissolverá inevitavelmente no fim deste grande
dia cósmico.
Minha pessoa, teu corpo, meus amigos, as coisas, minha família… são no fundo isso que os hindus
chamam de maya ou ilusão. Vãs formas mentais que cedo ou tarde deverão ser reduzidas a poeira
cósmica.
Meus afetos, os seres queridos que me cercam, etc., são formas simples da mente cósmica, não tendo
uma existência real.
O dualismo intelectual, tal como o prazer e a dor, os elogios e as ofensas, o triunfo e a derrota, a
riqueza e a miséria, constitui o doloroso mecanismo da mente. Não pode haver verdadeira felicidade
dentro de nós enquanto sejamos escravos da mente.
Urge que montemos no burro (a mente), para entrarmos na Jerusalém Celestial em um Domingo de
Ramos. Infelizmente, hoje em dia, o asno monta em nós, miseráveis mortais do lodo da terra.
Ninguém pode conhecer a verdade enquanto seja escravo da mente. O Real não é questão de
suposições, mas de experiência direta.
Jesus, o grande Kabir, disse: Conhecei a verdade e ela vos fará livres. Porém eu vos digo: A verdade
não é questão de afirmações, negações, crenças ou dúvidas. A verdade tem de ser experimentada
diretamente na ausência do Eu, além da mente. Quem se liberta do intelecto, pode experimentar,
viver, sentir, um elemento que transforma radicalmente.
Quando nos libertamos da mente, ela se converte em um veículo dúctil, elástico, útil, mediante o
qual nos expressamos neste mundo de maneira consciente. A lógica superior convida-nos a pensar
que se libertar, se safar de toda mecanicidade, se emancipar da mente, equivale a despertar a
consciência e a terminar com o automatismo.
Aquilo que está além da mente é Brahma, o eterno espaço incriado, ISSO que não tem nome, o Real.
Porém, vamos ao grão: Quem ou o que deve se safar, se libertar, da mortificante mente?
Respondemos esta interrogação com as seguintes palavras: O que deve e que pode se libertar é o que
temos de Alma em nós, a consciência, o princípio budista interior.
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A mente só serve para nos amargar a existência. Felicidade autêntica, legítima, real, só é possível
quando nos emancipamos do intelecto. Porém, devemos reconhecer que há um inconveniente, um
obstáculo maiúsculo, um óbice para essa aspirada libertação da Essência. Quero me referir ao
tremendo batalhar das antíteses.
A Essência, a consciência, ainda que de natureza búdica, infelizmente vive engarrafada no aparatoso
dualismo dos opostos: sim e não, bom e mau, alto e baixo, meu e teu, gosto e desgosto, prazer e dor,
etc.
A todas as luzes resulta brilhante compreender que quando cessa a tempestade no oceano da mente e
termina a luta entre os opostos, a Essência escapa e submerge no Real.
O dificultoso, trabalhoso, árduo e penoso, é conseguir o silêncio mental absoluto em todos e em cada
um dos 49 departamentos subconscientes da mente. Alcançar ou obter quietude e silêncio no nível
meramente intelectual ou em uns quantos departamentos subconscientes, não é o suficiente porque a
Essência continua ainda enfrascada no dualismo submerso, infraconsciente e inconsciente.
Mente em branco é algo demasiado superficial, oco e intelectual. Necessitamos de reflexão serena, se
de verdade queremos conseguir a quietude e o silêncio absoluto da mente.
A palavra MO significa silencioso ou sereno. CHAO significa refletir ou observar. Logo, MO CHAO
pode ser traduzido como reflexão serena ou observação serena. Porém, no gnosticismo puro, os
termos serenidade e reflexão têm um sentido muito mais profundo e devem ser compreendidos em
suas conotações especiais.
O sentido de sereno transcende ao que normalmente se entende por calma ou tranqüilidade. Implica
em um estado superlativo que está além dos raciocínios, dos desejos, das contradições e das palavras.
Designa a uma situação que se encontra fora do bulício mundano.
O sentido de reflexão está bem além disso que sempre se entendeu por contemplação de um
problema ou de uma idéia. Aqui, não implica em pensamento contemplativo ou em atividade mental
e sim numa espécie de consciência objetiva, clara e refletora, sempre iluminada pela sua própria
experiência.
Portanto, sereno aqui é a serenidade do NÃO-PENSAMENTO e reflexão significa consciência
intensa e clara.
Reflexão serena é a consciência clara na calma e na tranqüilidade do NÃO-PENSAMENTO.
Quando reina a serenidade perfeita, consegue-se a verdadeira e profunda Iluminação.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
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18 - O DISFORME GIGANTE POLIFEMO
Recordem homens e Deuses aquela terra maldita em que habitava o disforme gigante Polifemo. Uma
centena de irmãos seus, iguais a ele em crueldade e estatura, sempre o acompanhavam.
Ulisses, o guerreiro astuto, o destruidor de cidadelas, acompanhado de gente sua refugiou-se na
caverna do ogro e este, sem respeitar as regras da hospitalidade, começou a devorar todos os
hóspedes. Porém, o guerreiro sagaz, hábil, manhoso e perspicaz em todos os tipos de enganos,
conseguiu embriagar o descomunal gigante com um vinho delicioso, quando ele estava farto de carne
humana.
Dormia o monstro de costas no chão, perto da fogueira, e vomitava vinho misturado com pelancas de
carne daqueles a quem havia sacrificado desumanamente.
Para um guerreiro metido na boca do lobo, era uma oportunidade nada desprezível e, naturalmente, o
rei de Ítaca soube tirar bom partido dela. Dizem os entendidos que o astuto guerreiro, arteiro e
velhaco como ninguém, pegando de uma estaca pontiaguda, endurecida no fogo, cravou-a sem
qualquer consideração no olho frontal do colosso, fugindo precipitadamente depois para longe
daquela caverna.
Enéas, o ínclito varão troiano, pôde verificar a realidade desta narrativa, quando navegava em
direção às terras do Lácio.
Ele desembarcou com sua gente naquelas terras inóspitas, escutou o relato dos lábios de
Aquemênides e viu Polifemo aparecer por entre as montanhas. O gigante caminhava cego no meio
do rebanho e dirigiu-se para o mar pelo lado em que havia um desfiladeiro escarpado.
Tomados de pânico, os troianos embarcaram em silêncio e, levando Aquemênides, cortaram as
amarras. O gigante escutou o bater dos remos e, ainda que não tenha pensado em perseguir os
navegantes, gritou em alta voz, como quando um leão ruge, e apareceram cem titãs que se igualavam
em estatura aos altos cedros e pinheiros que adornam o bosque sagrado de Diana.
Estes são os gigantes da antiguidade, de antes e depois do Dilúvio, os Gibborim bíblicos.
Chegam a minha lembrança as cinco estátuas de Bamian, redescobertas pelo famoso viajante chinês
Hiouen Tshang.
A maior representa a primeira raça humana, cujo corpo protoplasmático, semi-etérico, semifísico,
está assim comemorado na dura e imperecedoura pedra para instrução das gerações futuras, pois, de
outro modo, sua recordação não teria sobrevivido ao dilúvio atlântico.
A segunda, com 120 pés de altura, representa claramente a raça hiperbórea.
A terceira mede 60 pés de altura e imortaliza sabiamente a raça lemuriana que habitou no continente
MU ou LEMÚRIA, situado no Oceano Pacífico. Os seus últimos descendentes acham-se
representados nas famosas estátuas encontradas na Ilha de Páscoa.
A quarta raça representada pela correspondente estátua viveu no continente atlante, situado no
oceano Atlântico e foi ainda menor, embora gigantesca em termos comparativos com a nossa atual
quinta raça.
A última das cinco estátuas é um pouco maior que a altura média dos homens altos da nossa atual
raça. Obviamente, essa estátua personifica a raça ariana que habita nos continentes atuais.
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Existem por todas as partes do mundo ciclópicas ruínas e colossais pedras que dão vivo testemunho
desses gigantes. Nos tempos antigos, havia pedras gigantescas que andavam, falavam, emitiam
oráculos e até cantavam.
A pedra de Cristo, a rocha espiritual que seguia a Israel, a qual se converteu em Júpiter-Lápis,
devorada por seu Pai Saturno, sob a forma de um pedernal.
Se não tivesse existido gigantes que movessem essas colossais rochas, jamais teria tido realidade um
Stonehenge, um Karnac (Bretanha) e outras construções ciclópicas semelhantes.
Se em tempos idos, não tivesse existido sobre a face da terra a verdadeira e legítima ciência mágica,
jamais teria havido tantos testemunhos de pedras falantes e oraculares.
Em um poema atribuído a Orfeu, estas pedras são distribuídas em ofíticas e sidéricas: a pedra
serpente e a pedra estrela.
A pedra ofítica é áspera, dura, pesada, negra, e tem o dom da fala. Quando alguém vai pegá-la,
produz um som semelhante ao grito de um menino. Foi por intermédio desta pedra que Heleno
predisse a ruína de Tróia, a sua querida pátria.
Documentos sagrados e antiquíssimos afirmam que Eusébio nunca se separava de sua pedra ofítica e
que dela recebia os oráculos, os quais eram proferidos por uma vozinha parecida com um tênue
assobio, o mesmo que Elias ou Elijah escutou depois do terremoto na entrada de sua caverna.
A famosa pedra de Westminster era chamada de Liafail, a Pedra Falante, porém só alçava sua voz
para nomear o rei que devia ser eleito. Essa pedra tinha uma inscrição, a qual agora encontra-se
apagada pela poeira dos séculos, que dizia: Ni Fallat Fatum, Scoti Quocumque Locatum Invenient
Lapidem, Regnasse Tenenturibiden.
Suidas fala de um homem que podia distinguir, com uma rápida olhada, as pedras inanimadas das
que estavam dotadas de movimento. Plínio tece comentários sobre pedras que se afastavam quando
uma mão se aproximava delas.
Antigamente as monstruosas pedras de Stonehenge eram chamadas Chior-Gaur ou o Baile dos
Gigantes.
Vários autores bastante eruditos falando sobre as ruínas de Stonehenge, Karnac e West Hoadley
informaram maravilhosamente sobre este assunto tão especial.
Nessas regiões, encontram-se imensos monólitos alguns pesando 500 mil quilogramas
aproximadamente. Foram os gigantes da antiguidade que um dia levantaram essas grandes rochas,
colocaram-nas em uma formação simétrica e assentaram-nas com tão maravilhoso equilíbrio que
parecem apenas tocar o solo. Ainda que com o mais ligeiro e rápido contato de um dedo sejam postas
em movimento, elas resistiriam a força de vinte homens que tentassem, pelo mínimo, as deslocar.
A Pedra Oscilante foi um meio de adivinhação usando pelos gigantes, porém por que oscilam?
Evidentemente, as maiores delas são relíquias dos atlantes, enquanto que as menores, como as rochas
de Brimham, com pedras giratórias em sua cúspide, são cópias dos litóides mais antigos.
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19 - RUNA BAR
Falando no idioma de ouro, no ouro puríssimo da linguagem divina, descobrimos com místico
assombro que Bar em sírio significa filho.
BARON decompõe-se em duas sílabas sagradas: BAR e ON que, inteligentemente traduzidas vêm a
dar FILHO DA TERRA. Cristo, o Logos Solar, é algo mais profundo. Em aramaico, BAR-HAM
significa o FILHO DO HOMEM.
De fato, o Christos ou Cresto cósmico e triunfante não é Jesus, mas esteve encarnado nele.
Tampouco é Buda, mas floresceu em seus lábios fecundos feito Verbo. Não foi Moisés, porém
resplandeceu em sua face no monte Nebo. Não foi Hermes, porém nele viveu incorporado. O Senhor
está desprovido de individualidade.
Para o que sabe, a palavra dá poder. Ninguém a pronunciou, ninguém a pronunciará, a não ser aquele
que O tem encarnado.
É necessário que todo Filho do Homem (chame-se Jesus, Buda ou Krishna…) padeça muitas coisas
e que seja repudiado pelos anciões (os que são tidos no mundo por prudentes, sensatos e discretos),
pelos príncipes e pelos sacerdotes (homens constituídos de autoridade mundana), pelos escribas
(aqueles que o mundo tem por sábios) e que seja entregue para morrer e que ressuscite no terceiro
dia… porém acrescentamos que, de verdade, alguns não provarão a morte até que vejam por si
mesmos o Reino dos Céus.
Quem quiser me seguir se negue a si mesmo (dissolva o Eu Pluralizado), carregue sua cruz dia após
dia. Porque quem quiser salvar sua alma (o egocêntrico) a perderá e quem, por amor a mim quiser
perder sua alma (aquele que morre em si mesmo), esse se salvará. Por que de que adianta a um
homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a si mesmo. Pois, quem se envergonha de mim e de
minhas palavras, se envergonhará do FILHO DO HOMEM, quando o vir com toda a sua majestade,
de seu Pai e de seus Santos Anjos.
Quando estudamos a gramática cósmica, pudemos verificar que há uma íntima relação entre as
Runas Tyr ou Tir e Bar.
Tir vem corresponder esotericamente ao signo zodiacal de Peixes, enquanto que Bar brilha
ardentemente na constelação de Áries. Isso nos recorda a oculta relação existente entre a água e o
fogo, a morte e a vida.
Se colocamos diante da sagrada sílaba AR um B, queremos com isso indicar a necessidade de trazer
o sol para a terra. AR-BAR-MAN é o primitivo nome de ABRAHAM.
Encarnar o Cristo dentro de si mesmo é o vital, o cardeal, o fundamental, para alguém se converter
em um FILHO DO HOMEM. Somente assim se adquire o direito de ingressar na Ordem de
Melquisedeque.
Resulta oportuno recordar aos FILHOS DA TERRA, aos moradores do mundo, à raça lunar, que da
mesma maneira como a água pôs fim à história antiga, assim também o fogo destruirá muito em
breve tudo aquilo que tenha vida.
Ai! dos moradores da terra; ai! desta raça perversa de Adão.
O dia do Senhor virá como um ladrão na noite, no qual os céus passarão com grande estrondo e os
elementos ardendo serão lançados na terra e as obras que há nela serão queimadas.
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É bom que os FILHOS DA TERRA saibam que a raça solar mora naquelas terras das
mil-e-uma-noites, na terra dos Jinas.
É urgente, indispensável, necessário, que nos convertamos realmente em reis e sacerdotes da
natureza, segundo a Ordem de Melquisedeque. Apenas assim poderemos ser salvos.
Entre as múltiplas facetas inquietantes da vida, podemos e devemos afirmar que existe ao nosso lado
uma humanidade que nos é invisível devido aos nossos pecados e abusos sexuais.
Com o consentimento dos veneráveis e respeitáveis Mestres, podemos informar às pessoas lunares
que a Ordem de Melquisedeque tem muitas confrarias. Recordemos por um momento o
transcendente Montsalvat, a Sagrada Ilha do norte, localizada na calota polar, a Divina Ordem do
Tibete, à qual tenho a alta honra de estar afiliado, etc.
Obviamente, tais corporações inefáveis resultam inabordáveis por causa do Véu de Ísis. Convém
explicar às pessoas que o véu sexual de Adão só pode ser levantado pelo Cristo Íntimo.
O FILHO DO HOMEM nasce do fogo e da água. Esta é a religião da síntese, a doutrina de Jano
com seus três radicais I A O.
O FILHO DA TERRA não gosta desta doutrina. Seu lema é: Comamos e bebamos porque amanhã
morreremos.
Está escrito que a raça atlante foi devorada pelo Averno. Foram salvos somente os FILHOS DO
SOL. De acordo com a lei da recorrência, este acontecimento se repetirá, tornando inevitável o
ingresso da humanidade atual na involução submersa do organismo planetário em que vivemos.
Existem três igrejas:
A triunfante, brilhantemente representada por uns poucos cavalheiros do Graal que se mantiveram
puros.
A fracassada, a igreja daqueles que aborrecem a Pedra da Iniciação.
A igreja militante, que é a daqueles que como Maria Madalena, Paulo de Tarso, Kundry e Anfortas,
se rebelam contra o fogo luciférico sedutor.
À igreja triunfante pertencem os irmãos que já trilharam o áspero sendeiro da salvação, como diz o
lema latino: per aspera ad astra. Eles são verdadeiros FILHOS DE DEUS no mais belo sentido
místico.
FILHOS DE DEUS e FILHOS DO HOMEM no esoterismo crístico são sinônimos. Eles são os
Cavaleiros do Santo Graal.
PRÁTICA
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Combinem inteligentemente os exercícios da Runa Bar com os da Runa Tyr ou Tir.
Levantem os braços para o alto e baixem as mãos como se fossem conchas, enquanto cantam os
mantras Tir e Bar assim:
Tiiiiiiiiiirrrrrrrrrr
Baaaaaaarrrrrrrr
Objetivos desta prática:
1. Mesclar sabiamente em nosso universo interno as força mágicas das duas Runas.
2. Despertar a consciência.
3. Acumular internamente átomos crísticos de altíssima voltagem.
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20 - AS DEZ REGRAS DA MEDITAÇÃO
A meditação científica tem dez regras básicas, fundamentais, sem as quais seria impossível a
libertação, a emancipação, dos grilhões mortificantes da mente.
As dez regras da meditação são:
1º) Tornar-se totalmente consciente do estado de ânimo em que se encontra antes de que surja
qualquer pensamento.
2º) Psicanálise: Investigar a raiz, a origem de cada pensamento, recordação, ressentimento, emoção,
afeto, sentimento… conforme vá surgindo na mente.
3º) Observar serenamente a própria mente, pôr plena atenção em toda forma mental que faça sua
aparição na tela do intelecto.
4º) Tratar de recordar, rememorar, esta SENSAÇÃO DE CONTEMPLAR de momento a momento
durante o curso normal da vida diária.
5º) O intelecto deve assumir um estado psicológico receptivo, íntegro, UNI-TOTAL, pleno
tranqüilo, profundo…
6º) Deve existir continuidade de propósitos na técnica da meditação, tenacidade, firmeza e
constância.
7º) Torna-se agradável, interessante, assistir a cada vez que possa, os períodos de meditação nos
Lumisiais Gnósticos.
8º) É peremptório, premente, converter-se em vigia da própria mente. Durante qualquer atividade
agitada ou de revolta, há que se deter por um instante a fim de observá-la.
9º) Torna-se imprescindível praticar sempre com os olhos fechados a fim de evitar as percepções
sensoriais externas.
10º) Total relaxamento em todo corpo e sábia combinação da meditação com o sono.
Querido leitor, chegou o momento de aquilatar e de analisar judiciosamente estas dez regras
científicas da meditação.
O princípio básico e fundamento vivo do Samádhi (êxtase) consiste em um prévio conhecimento
introspectivo de si próprio. Torna-se indispensável a introversão durante a meditação profunda.
Devemos começar pelo conhecimento do estado de ânimo em que nos achamos antes de que apareça
no intelecto qualquer forma mental. Compreendam que todo pensamento que surge no entendimento
é sempre precedido por dor ou prazer, alegria ou desgosto, etc.
Reflexão serena. Examinar, aquilatar e inquirir sobre a origem, causa, razão ou motivo fundamental
de todo pensamento, recordação, imagem, afeto, desejo, etc., conforme vá surgindo na mente. Nesta
segunda regra, há autodescobrimento e auto-revelação.
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A) Observação serena. Pôr plena atenção em toda forma mental que faça sua aparição na tela do
intelecto.
B) Devemos nos converter em espiões de nossa própria mente; contemplá-la em ação de
momento a momento.
C) O chitta (a mente) transforma-se em vrittis (ondas vibratórias). A mente é como um lago
aprazível e calmo. Se cai uma pedra nele, elevam-se pequenas bolhas desde o fundo. Os diferentes
pensamentos são ondulações perturbadoras na superfície do lago. Que o lago da mente permaneça
cristalino, sereno, profundo e sem ondas durante a meditação.
D) Os tipos inconstantes, volúveis, versáteis, cambiantes, sem firmeza, sem vontade, jamais
conseguirão atingir o Satori, o Samádhi.
E) A técnica da meditação científica pode ser praticada tanto de maneira isolada ou individual
como por grupos de pessoas afins.
F) A alma deve se libertar do corpo, dos afetos e da mente. Resulta evidente, notório, patente, que
ao se libertar do intelecto, a alma se livra radicalmente de tudo o mais.
G) Torna-se urgente, indispensável, eliminar as percepções sensoriais externas durante a
meditação interior.
H) É indispensável aprender a relaxar o corpo para a meditação. Nenhum músculo deve ficar em
tensão. Urge provocar e graduar o sono à vontade. A combinação sábia do sono com a meditação
produz a Iluminação.
RESULTADOS
No misterioso umbral do templo de Delfos, havia uma máxima grega gravada na pedra que dizia:
NOSCETE IPSUM. Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.
O estudo de si mesmo, a serena reflexão, em última instância, conclui obviamente na quietude e no
silêncio da mente.
Quando a mente está quieta e em silêncio, não apenas no nível superficial do intelecto, mas em todos
e em cada um dos 49 departamentos da subconsciência, advém o novo, liberta-se a Essência, a
consciência, e produz-se o despertar da alma, o êxtase, o Samádhi, o satori dos santos.
A experiência mística do real nos transforma radicalmente. AS pessoas que jamais experimentaram
ISSO que é a Verdade, vivem borboleteando de escola em escola. Não encontraram seu centro de
gravidade cósmico e morrem fracassadas, sem terem jamais conseguido a tão desejada
Auto-Realização Íntima.
O despertar da consciência, da Essência, da Alma ou Budata, só é possível com a libertação, com a
emancipação do dualismo mental, da ondulação intelectual e do batalhar das antíteses.
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Qualquer luta subconsciente, infraconsciente, inconsciente, submersa, converte-se em uma trava
para a libertação da Essência ou Alma.
Todo batalhar de antíteses por insignificante e inconsciente que seja indica, assinala, acusa pontos
obscuros, ignorados, desconhecidos, nos infernos atômicos do homem.
Refletir, observar, conhecer esses aspectos infra-humanos do Mim Mesmo, esses pontos obscuros,
resulta indispensável para se conseguir a quietude e o silêncio absolutos da mente.
Só na ausência do Eu é possível experimentar ISSO que não é do tempo.
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21 - A TRAGÉDIA DA RAINHA DIDO
Ninguém pode negar que a eterna Mãe-Espaço tem dois aspectos rivais: Venus e Astaroth, Heva e
Lilit, Sophia Achamoth e Sophia Prunikos.
Falemos agora de Vênus, ou melhor diríamos, de Astaroth, o aspecto negativo da Prakriti, sua
tenebrosa antítese na natureza e no homem.
Através dos séculos descobrimos que a crueldade da Kali inflamou o coração da rainha Dido. Ela
não quís compreender que essa paixão era contrária à vontade dos Deuses Santos.
Ó, Dido! Luz de delicioso sonho, flor de encantos lendários, tua admirável beleza a graça de
Hermafrodito canta com o aéreo de Atlanta; e de tua forma ambígua a evocada musa antiga um hino
de fogo levanta.
Sedento, Enéia bebe da ânfora em que está o velho vinho. Febo franze a testa e Juno enruga o cenho,
mas Kali-Astaroth ri como sempre e Eros derrama seu filtro nos cálices de Hebe.
A infeliz soberana, antes de conhecer a Enéas, o ilustre varão troiano, havia sido cortejada por
Iarbas, o rei da Líbia, homem valente e terrível flecheiro que morava com seus guerreiros perto do


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