Samael Aun Weor Magia das Runas



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Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
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25 - RUNAS DORN E TORN
Faz apenas uns poucos dias, ocorreu-me visitar novamente o templo de Chapultepec no México.
Certa irmã prosternou-se humildemente diante das portas do templo, implorando a entrada. As
súplicas sinceras sempre são atendidas.
A Mestra Litelantes e eu entramos imediatamente após a suplicante. Francamente não posso negar
que cheio de profunda veneração e devoção avancei caminhando de joelhos, como o fazem muitos
penitentes. Dessa maneira, lentamente subi cada um dos degraus do Santuário.
Litelantes entrou muito alegre… brincando um pouco… tornei-me um pouco severo… ela estranhou
minha atitude. Tive de dizer-lhe que eu sou diferente dentro do templo.
As portas abertas do templo deu oportunidade a que um grupo de pessoas lunares entrassem, pobre
gente...
Litelantes e minha insignificante pessoa que nada vale sentíamos bem a diferença dessa gente vestida
com farrapos lunares para conosco… quão distintos são os corpos solares! Então, assombrosamente
o grupo lunar avançou sem respeito algum, sem veneração. Porém, pude compreender claramente e
com inteira lucidez que deveria olhar aquele grupo com simpatia, pois era gente seleta e com muitos
méritos.
Felizmente, não era hora de reunião, porquanto a maneira como eles entraram não foi nada ordenada.
O Mestre Superior do Templo os repreendeu com severidade e os retirou do recinto. Cantou em uma
linguagem tão deliciosa que todos tiveram de se retirar.
Eu fiquei refletindo em tudo isto. O amor do Cristo é formidável. Este grupo lunar é muito sincero.
Os pobrezinhos não chegaram ainda ao Segundo Nascimento, porém merecem ser ajudados e o
Senhor cuida deles como se fossem delicadas florzinhas de uma estufa. No final, se lhes darão
oportunidades para trabalharem na Nona Esfera, mas infelizes deles, se chegarem a fracassar na
difícil prova.
A descida ao Averno, à Nona Esfera, sempre foi a prova máxima, desde os tempos antigos, para a
suprema dignidade do hierofante. Buda, Jesus, Dante, Hermes, Krishna, Quetzalcoatl… tiveram de
baixar à morada de Plutão.
Aí está o antro onde uiva Cérbero, prodígio de terror, que com seus ladridos, suas três enormes
cabeças chatas e seu pescoço rodeado de serpentes, enche de espanto a todos os defuntos.
Nessas penosas profundidades, moram aqueles que morreram enganados pelo veneno da paixão
sexual: Evadne, Pasífae, Laodâmia… e também a pobre rainha Dido, aquela que antes havia jurado
fidelidade eterna sobre as cinzas de Siqueu.
Aí vivem muitos heróis da antiga Tróia: Glauco, Médon, Tersites, Polildo, Ideu, tão amado e tão
temido, etc. Aí estão as terríveis sombras de Agamenon, Ajax e muitos outros aqueus que pelejaram
contra Tróia. Correm e gritam por entre as trevas, revivendo a vida, como se ainda estivessem
combatendo na planície regada pelo sol, ébrios de luta e de sangue.
Lá está a sinistra cidade, cingida de tríplice muralha, de onde saem horríveis e lastimosos gemidos e
ruídos de cadeias. Lá estão as três Fúrias, (desejo, mente e má vontade). Açoitam os culpados com
terríveis chicotes que silvam como línguas de víbora.
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Nessas tenebrosas e submersas regiões, vivem também os Titãs da antiga Atlântida, os quais
tentaram escalar o firmamento, conquistar os outros mundos do espaço infinito, sem antes terem
chegado à verdadeira santidade em suas vidas.
No tártaro, vivem os fornicários, adúlteros, homossexuais, assassinos, ébrios, avarentos, egoístas,
ladrões, vigaristas, iracundos, violentos, cobiçosos, invejosos, orgulhosos, vaidosos, preguiçosos,
glutões, fundadores de más doutrinas, hipócritas, ateus, fariseus, traidores e materialistas inimigos do
eterno.
Ó Deus, que imensa é a multidão de delitos e ainda que tivesse cem bocas, mil línguas e voz de aço,
jamais conseguiria enumerá-los todos.
Baixar a essas regiões minerais da terra, a esse submundo, resulta demasiado fácil, porém voltar a
subir, regressar à luz do sol, é espantosamente difícil, quase impossível.
Quando nasci no mundo causal, diríamos melhor, no Universo Paralelo da vontade consciente,
resplandeceu sobre o altar do templo o pano sagrado de Verônica.
Muitas cabeças coroadas de espinhos acham-se cinzeladas nas rochas e correspondem à Idade de
Bronze. Existiu um culto ao Deus dos espinhos, os quais devidamente considerados e examinados,
judiciosamente nos indicam, claramente, a figura simbólica da Runa Thorn.
Nos Sagrados Mistérios do culto aos espinhos, davam-se práticas especiais para desenvolver a
vontade consciente. Dorn, espinho, significa vontade. Recordem irmãos gnósticos que nosso
lema-divisa é Thelema.
O divino rosto, coroado de espinhos, significa Thelema, isto é, vontade consciente. Dorn é também o
phalus, o princípio volitivo da Magia Sexual (Maithuna).
Há que se acumular inteligentemente a energia seminal, mediante o phalus, a qual ao ser refreiada e
transmutada se converte em Thelema, vontade.
Arma-te com vontade de aço. Recorda bom leitor que sem o espinho que punge, que fere, não salta a
chispa, não brota a luz. Somente com Thelema (Vontade Cristo) conseguiremos regressar do Tártaro
para a luz do sol.
Em verdade, digo a todos que a Vontade Cristo sabe obedecer ao Pai, tanto nos céus como na terra.
Cuidem-se da má vontade, a qual, em si mesma, nada mais é do que a força de Satã, o desejo
concentrado.
PRÁTICA
Na posição militar de sentido, parados, com o rosto voltado para o oriente, coloquem o braço direito
de tal maneira que a mão fique apoiada sobre a cintura ou quadril, descrevendo a forma desta Runa.
Cantem agora as seguintes sílabas mântricas:
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
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TA, TE, TI, TO, TU
com o propósito de desenvolverem a Vontade Cristo.
Pratica-se este exercício todos os dias ao sair do sol.
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26 - O EGO
Os que escutaram com mística paciência o arcano da noite misteriosa, os que compreenderam o
enigma que se esconde em cada coração, no ressoar de uma carruagem longínqua, em um vago eco,
em um ligeiro som perdido na distância… ouçam-me.
Nos instantes de profundo silêncio, quando as coisas esquecidas, os tempos passados, surgem do
fundo da memória, na hora dos mortos, na hora do repouso, estudem este capítulo do Quinto
Evangelho não apenas com a mente mas também com o coração.
Como se fosse numa taça de ouro, derramo nestas linhas minhas dores de longínquas recordações e
de funestas desgraças. São tristes nostalgias da minha alma ébria de flores; duelo do meu coração,
triste de festas.
Mas… que quero dizer?… Minha alma… Por acaso te lamentas de tantos outroras com queixas
vãs?… Ainda podes perseguir a fragrante rosa, o lírio e ainda há murtas para tua lastimosa cabeça
grisalha.
A alma se agita com as vãs recordações. Cruel, imola o que ao Ego alegra, imitando Zingua a lúbrica
negra rainha de Angola.
Tu gozaste em horríveis bacanais, em néscios prazeres e no bulício mundano e agora, coitado de ti,
escutas a terrível imprecação do Eclesiastes.
Desgraçado de ti!… Pobre Ego! O momento de paixão te enfeitiça, mas olha como chega a
Quarta-Feira de cinzas: Memento, homo.
Por isso, para a montanha da Iniciação vão as almas seletas, como explicam Anacreonte e Omar
Kayan.
O velho tempo tudo rói sem clemência e passa depressa. Cíntia, Cloe e Cidalisa saibam vencê-lo.
Na ausência do Eu além do tempo, experimentei ISSO que é o Real, esse elemento que a tudo
transforma radicalmente.
Viver o real além da mente!… Experimentar de forma direta aquilo que não pertence ao tempo… é
algo verdadeiramente impossível de se descrever com palavras.
Eu estava nesse estado conhecido no oriente como Nirvi-Kalpa-Samádhi. Sendo um indivíduo,
tinha passado para além de toda individualidade. Por um instante senti que a gota se perdia no
oceano que não tem margens, mar de luz indescritível… abismo sem fundo… vazio budista cheio de
glória e felicidade.
Como se descreve o que está além do tempo?… Como se define o Vazio Iluminador?…O Samádhi
fez-se demasiando profundo… a ausência absoluta do Eu, a perda total da individualidade, a
impersonalização cada vez mais e mais radical, me amedrontaram.
Sim… Temor…! Tive medo de perder o que sou, minha própria particularidade, meus afetos
humanos… Que terrível é a aniquilação budista.
Cheio de terror e até de pavor, perdi o êxtase, entrei no tempo, me engarrafei no Eu e caí dentro da
mente.
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Então… ai de mim… ai, ai! Foi só então que compreendi a pesada brincadeira do Ego. Era ele quem
temia e sofria pela sua própria existência. Satã, o Mim Mesmo, meu querido Ego, tinha feito com
que perdesse o Samádhi. Que horror! Se tivesse sabido antes. E as pessoas que o adoram tanto, que o
qualificam de divino, de sublime… como estão equivocados! Pobre humanidade!
Quando passei por esta vivência mística, era ainda muito jovem e ela, a noite, o firmamento, se
chamava Urânia.
Ah juventude louca que joga com coisas mundanas e que vê em cada mulher uma ninfa grega, ainda
que ela seja uma rubra cortesã! Tempo longínquo, mas ainda vejo flores nos laranjais verdes,
impregnados de aromas, ou encantos nas velhas fragatas que chegam dos distantes mares… e teu
adorado rosto desse tempo surge em minha imaginação com os primeiros pesares e os primeiros
amores. Compreendi que precisava dissolver o Ego, reduzi-lo a pó, para ter direito ao êxtase.
Meu Deus!… então encontrei-m com tantos e tantos ontens. De fato, o Eu é um livro de muitos
volumes. Quão difícil foi para mim a dissolução do Eu, contudo a consegui. Fugindo do mal, muitas
vezes entrei no mal e chorei.
Para que servem as vis invejas e as luxúrias, que se retorcem como répteis em suas pálidas fúrias?
Para que serve o ódio funesto dos ingratos?… Para que servem os gestos arbitrários dos Pilatos?
No fundo profundo dos homens mais castos vive o Adão bíblico, ébrio de paixão carnal, saboreando
com deleite o fruto proibido. A nua Frinéia ainda ressurge na obra de Fídias.
E clamei muito aos céus, dizendo: Ao fauno que há de mim, dá-lhe ciência, dá-lhe essa sabedoria
que faz estremecer as asas ao anjo. Pela oração e pela penitência, permita-me pôr em fuga as
diabesas ruins. Dá-me Senhor outros olhos, não estes que gozam em ver belas curvas e lábios
vermelhos. Dá-me outra boca em que fiquem impressos para sempre os ardentes carvões do asceta e
não esta boca de Adão em que vinhos e beijos loucos aumentam e multiplicam infinitamente a gula
bestial. Dá-me Senhor mãos de penitente e de disciplinante que me deixem o lombo em sangue e
não estas mãos lúbricas de amante que acariciam as maçãs do pecado. Dá-me sangue crístico,
inocente, e não este que me faz arder as veias, vibrar os nervos e ranger os ossos. Quero ficar livre da
maldade e do engano, morrer em mim mesmo e sentir uma mão carinhosa que me empurre para a
caverna que sempre acolhe ao ermitão.
Meus irmãos, trabalhando intensamente cheguei ao reino da Morte pelo caminho do Amor.
Ah… se esses que buscam a Iluminação viessem a compreender de verdade que a alma está
engarrafada no Eu… Ah… se destruíssem o Eu, se reduzissem a poeira o querido Ego, suas almas
ficariam livres de verdade… em êxtase… em contínuo Samádhi e experimentariam ISSO que é a
Verdade.
Quem quiser vivenciar o Real, deve eliminar os elementos subjetivos das percepções. Urge saber que
tais elementos constituem diversas entidades que formam o Eu. Dentro de cada um desses elementos,
dorme profundamente a alma. Que dor…!
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27 - A CRUEL MAGA CIRCE
As antigas tradições do Lácio dizem: Tu também Caieta, ama de Enéas, que deste ao nosso litoral
eterna fama, se tua honra concede esta Sede, esta é a grande Empriela. O velho Enéas, depois de
compor a terra de seu túmulo, faz-se ao mar. O vento incha as suaves velas sob a luz do plenilúnio e
o remo luta com o suave mármore. E assim chega a ilha de Calixto, onde a cruel Deusa Circe
converte os homens em bestas ferozes.
Conta a lenda dos séculos que Netuno, Senhor do mar, Deus poderoso, favorável aos troianos
afastou-os desse tenebroso lugar, onde morava a espantosa maga, ao enviar-lhes próspero vento.
Recordemos o caso de Ulisses, o astuto guerreiro destruidor de cidadelas, quem penetrou na morada
de Circe.
Dizem as velhas escrituras que o guerreiro se deteve diante da porta misteriosa onde morava a Deusa
de formosos cabelos, chamou-a e ela convidou-o para entrar.
Ulisses mesmo conta sua aventura na Odisséia, dizendo: Eu a segui com o coração cheio de tristeza e
ela fez com que me sentasse em uma poltrona com cravos de prata e magnificamente trabalhada. Sob
meus pés tinha um escabelo. Em dada ocasião, preparou em uma taça de ouro uma beberagem que ía
me oferecer e à qual misturou um feitiço. Depois de me servir, quando estava a beber, ela me tocou
com sua varinha e me disse: Anda, vai agora para o chiqueiro e lança-te ao solo junto com teus
companheiros. Isto ela disse, porém eu saquei da bainha a minha afiada espada e me lancei contra ela
como se a fosse matar. Mas ela, dando um grito, prosternou-se, abraçou meus joelhos e disse-me
estas aladas palavras: Quem és tu entre os homens? Qual é a tua cidade? Onde estão teus pais? Muito
me admiro que não tenhas te transformado depois de teres bebido o feitiço...
Circe transformando os homens em porcos, mas será isso possível? Que diz a licantropia? Que dizem
os Deuses Santos? Já falamos bastante dos três estados da eterna Mãe-Espaço, mas será que existe
aspectos opostos para a Devamatri? Que diz a ciência oculta? Qualquer corpo que entre na quarta
dimensão pode mudar de forma, porém algo mas é preciso, que será?
Vamos ao grão, aos fatos. Precisamos compreender fundamentalmente que o terceiro aspecto da Mãe
Cósmica, chama-se Hécate ou Prosérpina, tem sempre a possibilidade de desdobrar-se em dois
aspectos mais do tipo oposto ou fatal. Definamos. Aclaremos.
Esses dois aspectos negativos da Prakriti vêm a constituir o que se chama Kali ou Santa Maria.
As duas polaridades da grande Mãe-Espaço estão representadas no Arcano VI do Tarot.
Recordemos a virtude e o vício, a virgem e a rameira, Heva, a lua branca, e Lilith, a lua negra.
Recordemos as graciosas esposas de Shiva, o Terceiro Logos: Parvati e Uma, cujas antíteses são
aquelas mulheres sanguinárias e ferozes: Durga e Kali. Esta última é a tenebrosa regente desta
horrível idade ou yuga: Kali Yuga.
Kali, como a serpente tentadora do Éden, é o abominável órgão Kundartiguador, do qual tanto
falamos em nossas Mensagens de Natal precedentes. É com o sinistro poder desse órgão fatal que os
homens se transformam em porcos.
Que as abomináveis harpias se transformem em horripilantes e espantosos passarolos, que Apuleio
se converta em asno ou que os companheiros de Ulisses virem porcos, certamente não é algo
impossível. Trata-se apenas de fenômenos naturais da quarta coordenada, da quarta vertical ou
quarta dimensão, os quais sempre se realizam com o tenebroso poder de Kali ou Circe.
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Nossas afirmações poderão parecer estranhas a aqueles que não estudaram nossas Mensagens de
Natal anteriores, ma, sinteticamente, diremos que essa Circe ou Kali vem a ser, de fato, a força
fohática cega, a eletricidade sexual transcendente, usada de uma forma maligna.
Se uma harpia coloca seu organismo físico na quarta vertical e se transforma, a seguir, em uma ave
de mau agouro ou em qualquer outro tipo de animal, fiquem completamente seguros que todo seu
trabalho está embasado no sinistro poder do abominável órgão Kundartiguador.
Já ouviram falar da cauda de Satanás…? Ela é o fogo sexual projetado desde o cóccix para abaixo,
para os infernos atômicos do homem.
Esse rabo luciférico é controlado por um átomo maligno do inimigo secreto. A anatomia oculta
ensina que esse demônio atômico está localizado no centro magnético do cóccix.
Todo o sinistro poder de Kali, Circe ou Santa Maria acha-se contido no abominável órgão
Kundartiguador ou rabo de Satanás. Os adeptos do tantrismo negro, bonzos e dugpas de boné
vermelho, desenvolvem em si mesmos a essa força fohática cega do citado órgão fatal.
A licantropia e a ciência da metamorfose, esta bastante comentada por Ovídio, sempre existiram.
Ainda que pareça incrível, atualmente, em pleno século XX, ainda há por aí, um algumas regiões do
mundo, modernas Circes. Que se riam os velhacos, os pseudo-sapientes e os modelos de virtude!
Que valor têm para a ciência e que diferença fazem para nós? No istmo de Tehuantepec, México,
existe abundância de licantropia e de modernas Circes.
Conhecemos o caso concreto de um espécime Don Juanesco e beberrão, certo cavalheiro que teve o
mau gosto de mante relações sexuais com uma Circe ultramoderna da nova onda.
Ressalta com clareza a todas as luzes que aquele tenório pôs todo o céu estrelado aos pés da harpia e
que fez promessas formidáveis de passarinhos de ouro e tudo mais.
Empenhaste tua palavra, se não cumprires com ela te converterei em um burro – comentou
maliciosamente a formosa diabesa. O amante riu do que lhe pareceu uma simples brincadeira.
Passaram-se os dias e as semanas sem que aquele tenório de bairro pensasse em cumprir com as
românticas promessas. De repente, algo insólito acontece, uma noite qualquer não regressa ao seu
apartamento. Sei companheiro de domicílio pensou que ele andasse metido em alguma nova
aventura. Porém, a ausência prolonga-se demasiado...
Passam-se várias noites e nada. No entanto, em certa ocasião, apresenta-se ao invés do Don Juan
um asno que insiste em se meter no apartamento.
O bom amigo sai à rua à procura do Don Juan. Interroga a formosa Circe, averigua e ela lhe diz: Teu
amigo anda por aí. Veja-o. E assinalou o asno.
A gargalhada, o malicioso sarcasmo… o riso estrondoso de sua amiga, outra belíssima diabesa, foi
algo definitivo. Ele compreendeu tudo. Mais tarde, boas pessoas aconselharam-no a mudar-se
daquele lugar, antes que fosse demasiado tarde.
O melhor que fez o pobre homem foi regressar à cidade capital do México.
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28 - RUNA OS
É indispensável, urgente, impostergável, que nesta Mensagem de Natal 1968-1969 estudemos a
fundo o problema da transmutação sexual para solteiros.
Constantemente, chegam a este Sede Patriarcal do Movimento Gnóstico inumeráveis cartas de
muitos irmãos que sofrem de poluções noturnas.
As poluções noturnas são asquerosas, imundas, aborrecíveis. Nós sempre respondemos receitando a
Magia Sexual, Maithuna, contra tais estados subjetivos. Porém devemos esclarecer as coisas.
Enquanto estivermos bem vivos, isto é, enquanto tenhamos o Ego existindo nas 49 regiões do
subconsciente, os sonhos eróticos continuarão inevitavelmente. Lançando luz às trevas, devemos
afirmar enfaticamente que a Magia Sexual estabelece de fato o cimento adequado para evitar as
poluções noturnas, ainda que tais sonhos pornográficos continuem.
Acontece que com a Sexo Yoga, Sahaja Maithuna, o chela, discípulo, se acostuma tanto a refrear o
impulso sexual que quando na realidade se produz um sonho erótico, a mente reprime por instinto e
assim se evita a polução, a lamentável perda do licor seminal.
Evidentemente, esta receita serve quando existe continuidade de propósitos. Precisa-se de prática
diária, ano após ano, com intensidade e tenacidade.
Infelizmente, esta fórmula só serve quando se tem mulher… e os solteiros? Aqueles que não têm
mulher? Como farão?
Aí é precisamente onde está o problema, o qual é bastante grave por certo. Precisa-se arrumar
mulher se é que de verdade se quer usar a receita.
No entanto, passemos agora para outro assunto similar. Quero me referir à transmutação sexual para
os solteiros. Seria lamentável que os solteiros não pudessem utilizar a energia sexual de alguma
maneira, porque eles também precisam progredir. Mas como devem preceder? Pois vamos aos grãos,
aos fatos.
Não quero dizer com isto que os solteiros possam se Auto-Realizar a fundo, não. Está bem claro que
sem a Maithuna torna-se mais que impossível chegar ao Adeptado tão desejado. Porém, o solteiro
pode utilizar a energia criadora para despertar a consciência.
Tudo se reduz em conhecer a técnica e é a isso precisamente que está dedicado este capítulo.
Entremos agora de fato no terreno da Runa Os.
Esta Runa vibra intensamente na constelação de Escorpião. Isto é muito importante porque esse
cortejo de estrelas se encontra intimamente relacionado com os órgãos sexuais.
Ela é a mesma Runa Olin do México asteca e está esotericamente relacionada com a famosa Runa
Espinho.
Olin, no idioma asteca, é o signo místico do Deus do Vento, o Senhor do Movimento, Eheatl, aquele
anjo que interveio na ressurreição de Jesus transmitindo vida, prana, para o corpo do grande Kabir e
exclamando: “Jesus levanta-te da tumba com teu corpo”.
Eu pessoalmente conheço a Ehecatl, o Deus do Vento. Ele é um Deva extraordinário que vive no
mundo da Vontade Consciente.
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Vejamos, pois, a íntima relação esotérica que há entre as Runas Os e Dorn, movimento e vontade.
Ainda que muitos néscios supertranscendidos do pseudo-esoterismo e do pseudo-ocultismo barato
achem graça das criaturas elementais da natureza, considerando-as como mera fantasia, ainda que
riam e façam brincadeiras com os elementais de Paracelso (Gnomos, Pigmeus, Salamandras, Silfos,
etc.), eles existiram, existem e continuarão a existir eternamente.
Ehecatl é um Guru Deva que tem poder sobre os Silfos do ar. Mas e daí? Esses tontos, néscios,
bobalhões, mentecaptos… não gostam disso? Riem-se dos elementais? Brincam conosco?
Francamente, não nos molestam. Quem ri do que desconhece está a caminho de se tornar idiota.
A milenar Esfinge da sagrada terra dos faraós corresponde à Esfinge Elemental da natureza, ao
misterioso instrutor do Santo Colégio Dévico.
A Esfinge Elemental do velho Egito, intimamente relacionada com a misteriosa Esfinge de pedra,
veio a mim quando nasci no mundo da Vontade Consciente.
Trazia os pés sujos de lodo… então exclamei: Teus pés estão cheios de barro! Claro… entendi
tudo… nesta negra idade, governada pela Deusa Kali, tudo foi profanado e ninguém quer nada com o
Sagrado Colégio da Esfinge. Quando, cheio de amor, quis lhe beijar, ela me disse: Beija-me com
pureza. Assim o fiz, beijando-a na face. A seguir, regressou ao ponto de partida, a sagrada terra dos
faraós.
Todos os irmãos gnósticos gostariam de fazer o mesmo, conversar frente a frente com a Esfinge
Elemental da natureza, dialogar com os Devas, andar com Ehecatl, porém primeiro é preciso
despertar a consciência, abrir a porta, chamar com insistência e pôr em jogo a vontade.
Observem cuidadosamente os dois hieróglifos da Runa Os. Assim como a Runa Fa tem os braços
para cima, a Runa Olin os têm para baixo. Representação profundamente significativa.
PRÁTICA
Alternem sucessivamente os braços durante as práticas esotéricas com esta Runa. Inicialmente,
coloquem os braços para baixo, esta é a primeira posição. Depois, coloquem-nos na cintura como na


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