Samael Aun Weor Magia das Runas



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Runa Dorn ou Torn. Repito que devem examinar cuidadosamente as duas representações gráficas da
Runa Os.
Durante esta prática rúnica, combinem rítmica e harmoniosamente os movimentos com a respiração.
Inalem o prana pelo nariz, exalando-o após pela boca, junto com o místico som Torn, no qual se
alonga a pronúncia de cada letra:
TOOOOOOOORRRRRRRRRNNNNNNNN
Ao inalar, imaginem as forças sexuais subindo desde as glândulas sexuais por entre esse par de
cordões nervosos simpáticos conhecidos na Índia com os nomes de Ida e Pingala.
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As forças sexuais seguindo por esses nervos ou tubos chegam até o cérebro e continuam até o
coração por intermédio de outros canais entre os quais está o Amrita Nadi.
Ao exalarem, imaginem que as energias sexuais entram no coração e penetram profundamente.
Chegando até a consciência para despertá-la.
Golpeiem a consciência com força, com Thelema (vontade), combinando assim as duas Runas.
Depois rezem e meditem. Supliquem ao Pai que está escondido. Peçam a Ele o despertar da
consciência. Supliquem à Divina Mãe Kundalini, roguem-lhe com infinito amor que faça subir, que
faça chegar até o coração e até o fundo profundo da consciência as suas energias sexuais.
Amem e rezem. Meditem e supliquem. Se tiverem fé que seja do tamanho de um grão de mostarda,
moverão montanhas. Recordem que o princípio da ignorância está na dúvida.
Pedi e se vos dará, batei e se vos abrirá.
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29 - ORIGEM DO EU PLURALIZADO
Minha doutrina não é minha, mas d’Aquele que me enviou. Escutem-me. Estudem a fundo, com a
mente e com o coração, este revolucionário capítulo desta Mensagem de Natal 1968-1969.
Os Elohim (Deuses Santos), produziram de si mesmos (por modificação) o homem à sua imagem…
Eles o criaram (à humanidade coletiva ou Adão) macho e fêmea. Eles (a Deidade coletiva), o
criaram.
A raça protoplasmática da Ilha Sagrada, situada no setentrião, foi na verdade sua primeira produção.
Uma tremenda modificação das puras existências espirituais, feitas por eles mesmos. Eis aqui o
Adam Solus.
Dessa primitiva raça polar, proveio a segunda raça: Adão e Eva ou Jod-Heva. Eram povos
hiperbóreos, raça andrógina.
Dos hiperbóreos, originou-se a terceira raça, a gente lemuriana, o hermafrodita separatista Caim e
Abel que viveu no gigantesco continente Um, situado no oceano Pacífico, e que mais tarde se
chamou Lemúria. Estas raças sempre se originaram por modificação.
Esta terceira raça, a última semi-espiritual, foi também o veículo final do esoterismo instintivo puro,
inato, virginal, ingênito nos Enoch, os Iluminados daquela humanidade.
O hermafrodita separador Caim e Abel produziu a quarta raça, Seth-Enos, que viveu no continente
situado no oceano Atlântico e que tomou o nome de Atlântida. Do povo atlante provém nossa atual
quinta raça ariana, que mora perversa nos cinco continentes do mundo.
Cada uma das quatro raças precedentes pereceu devido a gigantescos cataclismos e a nossa quinta
raça não se constituirá em exceção. Foi-nos dito que, em um futuro remoto, mais duas outras raças
habitarão ainda a superfície da terra, mas cada uma delas terá seu cenário próprio.
A unidade bissexual primitiva da terceira raça-raiz humana é um axioma da sabedoria antiga.
Seus puros indivíduos elevaram-se à hierarquia de Deuses porque aquela gente representava de fato
a sua divina dinastia.
A separação em sexos opostos realizou-se através de milhares de anos e tornou-se fato consumado
no final da raça lemuriana.
Falemos agora do Éden, das paradisíacas terras Jinas, às quais os indivíduos sagrados da Lemúria
tinham acesso contínuo. Naqueles tempos, dos rios de água pura da vida manavam leite e mel.
Essa era a época dos titãs. Não havia nem o meu nem o teu e cada um podia colher da árvore do
vizinho sem temor algum. Essa era a época da Arcádia, em que se rendia culto aos Deuses do fogo,
do ar, da água e da terra. Essa era a Idade de Ouro, quando a lira ainda não tinha caído no pavimento
do templo, fazendo-se em pedaços.
Falava-se somente no jardim puríssimo da divina linguagem cósmica que corre, como um rio de
ouro, sob a espessa selva do sol.
Naquela idade antiga, as pessoas eram bastante simples e singelas. Como o Eu Pluralizado ainda não
havia nascido, rendia-se culto aos Deuses do tenro milho e às criaturas inefáveis dos rios e dos
bosques.
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Eu conheci a raça lemuriana hermafrodita. Vêm a minha memória, nestes instantes, aqueles terríveis
e enormes vulcões em constante erupção.
Que tempos! Todos nós, os Iniciados, usávamos normalmente certa vestimenta sacerdotal muito
comum. As túnicas sagradas ressaltavam esplendidamente com as cores branca e negra, que
simbolizavam a tremenda luta entre o espírito e a matéria.
Digno era de se admirar e ver aqueles gigantes lemurianos com suas nobres vestimentas e aquelas
sandálias ostentando insígnias.
A glândula pituitária, o sexto sentido, porta-luz e pajem da glândula pineal, sobressaía no
entrecenho daqueles colossos. A vida de qualquer indivíduo tinha um período médio de duração
entre doze e quinze séculos.
Levantaram gigantescas cidades protegidas por enormes pedras formadas com lava dos vulcões.
Conheci também os últimos tempos da terceira raça e vivi na época citada pelo Gênesis, quando
Adão e Eva foram expulsos do paraíso, do Éden.
Por aqueles tempos, a humanidade dividira-se em sexos opostos. O ato sexual tornou-se um
sacramento que só se podia realizar dentro dos templos. Em certas épocas lunares, as tribos
lemurianas realizavam grandes viagens. Saíam em peregrinação rumo aos santos lugares, com o
propósito de multiplicar a espécie. Recordemos as viagens de lua de mel.
Os lemurianos eram todos filhos da Vontade e da Yoga. Na cópula, usava-se exclusivamente a
Maithuna. Ninguém cometia o erro de ejacular a entidade do sêmen. A semente sempre passa para a
matriz sem que seja preciso derramar o sêmen. As múltiplas combinações da substância infinita são
maravilhosas.
Os monarcas, rei e rainha, uniam-se sexualmente diante do altar do templo e as multidões
realizavam o ato sexual dentro do sagrado recinto e nos empedrados pátios repletos de misteriosos
hieróglifos.
Os Deuses Santos dirigiam sabiamente aquelas místicas cerimônias, indispensáveis para a
reprodução da espécie humana, porém ninguém pensava em porcarias porque o Eu Pluralizado ainda
não havia nascido.
Eu vivia no campo com minha tribo, longe das muralhas ciclópicas da cidade. Morava em uma
grande choça ou cabana. Perto de nossa arredondada residência com teto de palmas, redordo
claramente, havia um quartel, onde os guerreiros da tribo se reuniam.
Aconteceu certa noite que, todos nós, fascinados por um estranho poder luciférico, resolvemos
realizar o ato sexual fora do templo.
Assim, cada casal entregou-se à luxúria.
De manhã cedo, como se nada tivesse ocorrido, tivemos o descaramento, a insolência, o
sem-vergonhismo, de nos apresentar como sempre no templo. Então, aconteceu algo excepcional,
incrível.
Todos nós vimos um Grande Mestre, um Deus da Justiça, vestido com brancas e imaculadas
vestimentas sacerdotais. Ele nos ameaçou com uma espada flamejante que se revolvia por todos os
lados e disse: Fora indignos! Claro que fugimos aterrorizados.
Obviamente, este acontecimento repetiu-se em todas as partes do enorme continente Um. Assim foi
como a humanidade, Adão e Eva, foi expulsa do Jardim do Éden. Depois deste acontecimento,
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registrado em todos os livros religiosos, verificou-se o epílogo horripilante. Milhões de criaturas
humanas, misturando a magia com a fornicação, desenvolveram o abominável órgão
Kundartiguador.
Cabe oportunamente citar aqui a Kalayoni, o rei das serpentes, o mago negro guardião do templo de
Kali, a antítese fatal da eterna Mãe-Espaço.
Sob o conjuro de Kalayoni, Krishnaviu surgir um grande réptil de cor azul esverdeada. A serpente
fatal endireitou lentamente o corpo, eriçou a sua cabeleira vermelha e seus olhos penetrantes
fulguraram espantosos um sua cabeça de monstro de pelo reluzente. Ou a adoras ou perecerás,
diz-lhe o mago negro… e a serpente morreu nas mãos de Krishna.
Quando Krishna matou a grande serpente guardiã do templo de Kali, a Deusa do Desejo, mãe de
Cupido, fez abluções e orações durante um mês às margens do Ganges.
Essa víbora de Kali é a serpente tentadora do Éden, a horrível cobra Píton que se arrastava pelo lodo
da terra e que Apolo irritado feriu com seus dardos.
Compreendam todos que essa sinistra cobra é, fora de qualquer dúvida, a cauda de Satã, o
abominável órgão Kundartiguador.
Quando os Deuses decidiram intervir e eliminaram o órgão fatal da espécie humana, ficaram dentro
dos cinco cilindros da máquina (intelecto, instinto, movimento, emoção e sexo), as péssimas
conseqüências da cauda de Satã. Naturalmente, essa conseqüências do abominável órgão
Kundartiguador constituem o que se chama Ego, Eu Pluralizado, Mim Mesmo, ou seja, o conjunto
tenebroso de entidades perversas que personificam todos nossos defeitos psicológicos.
Logo, o Eu Pluralizado é fohat lunar negativo e luciférico. Trata-se de fahat lunar negativo
granulado. A cristalização fohática satânica constitui isso que se chama Ego.
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30 - AS TRÊS FÚRIAS
Falemos agora das três Fúrias e de seus venenos gorgônicos. Elas estão sempre rodeadas de verdes
hidras e têm por cabelos pequenas serpentes que cingem de forma horrível suas fontes.
Escutem M.M., saibam de uma vez por todas que elas são os três traidores de Hiram Abif.
A da esquerda é Megera, sempre espantosamente horrível. Quem chora à direita é Alecto, em cujo
coração se esconde a discórdia, as fraudes que produzem a desordem e as maldades que arrebatam a
paz. A última é Tisífone.
As Fúrias arranham o próprio peito com suas repugnantes unhas, golpeiam-se com as mãos e lançam
fortes exclamações como: Vem Medusa e te converteremos em pedra; agimos mal não nos vingando
da audaz entrada de Teseu.
Recordem irmãos gnósticos a Mara, o Senhor dos cinco desejos, fator de morte e inimigo da
Verdade. Quem o acompanha sempre? Não são por acaso suas três filhas, as horríveis Fúrias? Não
são as tentadoras que assaltaram a Buda com todas suas tenebrosas legiões?
Porventura, pode faltar Judas, Pilatos e Caifás no drama cósmico? Dante encontra no nono círculo
infernal a Judas, Bruto e Cassius.
Judas está com a cabeça socada dentro da boca de Lúcifer e fora dela agita as pernas. Quem tem a
cabeça para baixo, pendendo da seguna boca luciférica é Bruto. Feroz, se retorce sem dizer uma só
palavra. O terceiro traidor é Cassius que, ainda que pareça corpulento, no fundo é muito débil.
Os três traidores, as três Fúrias, são o demônio do desejo, o demônio da mente e o demônio da má
vontade. São os três Upadhis ou fundamentos lunares dentro de cada ser humano.
Pensemos na tríplice presença do Guardião do Umbral no interior de cada pessoa.
O Apocalipse diz: E vi sair da boca do Dragão, da boca da Besta e da boca do Falso Profeta, três
espíritos imundos à semelhança de rãs. Pois são espíritos de demônios que fazem sinais e vão aos
reis da terra, em todo mundo, para reuní-los para a batalha daquele grande dia do Deus
Todo-Poderoso.
E quem é o Dragão? A Besta? O Falso Profeta? Digam-me Deuses? Onde está?
Não se equivocará quem compreendê-lo como Mara, Lúcifer, o fogo sexual negativo, a força
fohática cega do abominável órgão Kundartiguador, pai das três Fúrias.
Lúcifer-Mara, o tentador, com toda essa legião de Eus-Diabos que cada mortal carrega
internamente, é a origem das três dores: velhice, enfermidade e morte.
Ah… se o aspecto negativo da Deusa Juno não tivesse interferido no Lácio, invocando a Alecto, a
mais aborrecível das Fúrias, o matrimônio de Enéas, o ínclito varão troiano, com a filha do bom rei
Latino, não teria sido precedido de tão espantosa guerra.
Levanta-te donzela, filha da noite, - dizia a Deusa Juno – assiste-me e não permitas que minha
honra se veja postergada pela vontade de um mortal. Latino quer dar sua filha ao troiano. Tu que
podes lançar irmão contra irmão, filho contra o pai, desencadear golpes de ira e acender as fúnebres
tochas, surge do abismo! Mostra-te dócil ante a minha vontade! Inflama a juventude do Lácio para
que peçam as armas aos gritos e se lancem à morte.
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Ai, meu Deus…! Que dor! E a espantosa Fúria apresenta-se nas régias habitações da rainha Amata.
Ela suscita na mente da rainha idéias de protesto e rebelião contra a vontade do rei Latino.
Sob a pérfida influência de Alecto, a rainha, desesperada, sai do palácio, corre pelas montanhas,
dança e salta como uma bacante e até parece uma mênade furiosa, movida como louca pelo ímpeto
de Baco.
A indignada soberana protesta diante do monarca. Não quer fazer a vontade do senhor. Defende
Turno, jovem pretendente grego, filho daquele povo que antes assaltara os invictos muros de Tróia.
A rainha teme que Enéas fuja com sua filha para longe do Lácio. Sente a dor de perdê-la e chora.
O trabalho de Alecto ainda não terminou. Ela agora se transporta para a morada do valente Turno.
Toma a forma de uma velha de língua viperina e conta-lhe tudo o que está acontecendo no palácio
do rei. Com a sua fala insinuante e maléfica, desperta os ciúmes do jovem.
Depois vem a guerra. Peleja o jovem por sua dama, a bela Lavínia, a preciosa filha do bom rei
Latino.
O monarca não queria a guerra. Nem sequer foi ele quem abriu as portas do templo de Jano (I A O),
o Deus de duas caras. O povo irritado foi quem as abriu por ele.
Nesse templo de Jano, era conservada a doutrina secreta de Saturno, a revelação primitiva dos Jinas e
só se abria em tempo de guerra.
Quando a repugnante Fúria Alecto terminou seu trabalho, estava acesa a guerra contra os Rútulos.
Então ela penetrou nas entranhas do espantoso abismo pela boca de um vulcão apagado que, de
quando em quando, cuspia os fétidos vapores da morte. Assim, em pouco tempo chegou à sinistra
margem que circunda as àguas do Cocito.
Morreu Turno, o novo Aquiles, nas mãos de Enéas que se casou com Lavínia, a filha do rei Latino.
Porém, oh Deus! Alecto, como sempre, continua acendendo por toda parte fogueiras de discórdia e
milhões de seres humanos continuam se lançando à guerra.
Ah…! Se as pessoas compreendessem que levam Alecto dentro de si próprias. Infelizmente, as
criaturas humanas dormem profundamente e nada compreendem.
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31 - RUNA RITA
Chegam-me à memória nestes instantes cenas de uma passada reencarnação minha na Idade Média.
Vivia na Áustria, de acordo com os costumes da época. Não posso negar que era membro de uma
ilustre e rançosa família da aristocracia.
Naquela época, meus familiares, minha estirpe, julgavam-se demasiado sangue azul, devido aos
notáveis avoengos e nobres descendentes.
Causa-me pena confessá-lo, e isso é o grave, eu também estava metido nessa garrafa de
preconceitos de sociedade. Coisas da época!
Um certo dia, não importa qual, uma irmã minha enamorou-se de um homem pobre. Claro que isso
tornou-se o escândalo do século. As damas da nobreza e seus néscios cavalheiros, janotas,
empertigados, engomados, esfolaram vivo o próximo, escarneceram da infeliz.
Diziam que ela havia manchado a honra da família, que poderia ter se casado bem melhor, etc.
Não demorou muito tempo e a pobre mulher ficou viúva. Como resultado de seu amor restou-lhe um
menino.
E se tivesse querido voltar ao seio da família? Porém, isso não era possível. Ela conhecia demasiado
a língua viperina das elegantes damas, sua enfadonha disciplina, seu desdém… e preferiu a vida
independente.
Que eu ajudei a viúva? Seria absurdo negá-lo. Que me apiedei do sobrinho? De fato, foi verdade.
Porém, infelizmente, há vezes que alguém, por não lhe faltar a piedade, pode se tornar impiedoso.
Este foi o meu caso. Compadecido do menino, o internei em um colégio (dizia para que recebesse
uma educação firme e rigorosa), sem me importar, nem um pouco sequer, com os sentimentos de sua
mãe. Até cometi o erro de proibir a sofrida mulher de visitar seu filho. Pensava que assim meu
sobrinho não se prejudicaria e mais tarde poderia ser alguém, chegar a ser um grande senhor, etc.
O caminho que conduz ao abismo está empedrado de boas intenções. Verdade? Pois, assim é.
Quantas vezes, querendo fazer o bem, fiz o mal. Minhas intenções eram boas, mas procedia
equivocadamente e, no entanto, acreditava firmemente que estava agindo corretamente.
Minha irmã sofria demasiado com a ausência do seu filho. Não podia vê-lo nem no colégio porque
fora-lhe proibido.
A todas as luzes salta aos olhos que houve de minha parte amor para com meu sobrinho e crueldade
para com minha irmã. Mas, eu acreditava que, ajudando o filho, estava a ajudar também a mãe.
Felizmente, dentro de cada um de nós, nessas regiões íntimas onde falta amor, surge como por
encanto a polícia do Carma, o Kaon.
Não é possível fugir dos agentes do Carma. Em cada um de nós está a polícia do Carma, a qual nos
conduz inevitavelmente para os tribunais. Passaram-se muitos séculos desde aquela época. Todos
personagens daquele drama envelheceram e morreram. Mas, a lei da Recorrência é terrível. Tudo se
repete da mesma maneira com o acréscimo das conseqüências.
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Século XX. Reencontro de todos atores daquela cena. Tudo se repetiu, de certa forma, porém com
suas conseqüências. Desta vez fui eu o repudiado pela família, eis a lei. Minha irmã encontrou-se
outra vez com seu marido e eu voltei a me unir com Litelantes, minha antiga esposa sacerdotisa.
Aquele tão amado e discutido sobrinho renasceu entre nós, mas desta vez em corpo feminino. É uma
menina muito formosa, seu rosto parece uma deliciosa noite e em seus olhos resplandecem as
estrelas.
Há algum tempo, vivíamos perto do mar. A menina estava gravemente enferma (o antigo sobrinho) e
não podia brincar. Tinha uma infecção intestinal. O caso era bastante delicado, porquanto vários
meninos de sua idade tinham morrido naquela época devido a mesma causa. Por que seria minha
filha uma exceção?
Os numerosos remédios que se lhe aplicaram foram francamente inúteis. Em seu rosto infantil já
começava a se desenhar com horror o perfil inconfundível da morte.
O fracasso era evidente. O caso estava perdido e não me restava outra solução senão a de visitar o
Dragão da Lei, esse gênio terrível do Carma, cujo nome é Anúbis.
Felizmente…! Graças a Deus! Litelantes e eu sabemos viajar consciente e positivamente em corpo
astral e juntos nos apresentamos no palácio do Grande Arconte, o qual se acha no Universo Paralelo
da quinta dimensão.
Impressionante, majestoso, grandioso, aquele templo do Carma. Lá estava o imponente Jerarca,
sentado em seu trono terrivelmente divino. Quem não se espantaria ao vê-lo oficiar com a sagrada
máscara de chacal, tal como aparece em muitos baixo-relevos do antigo Egito faraônico.
Por fim, foi me dada a oportunidade de lhe falar e não a deixei passar, dizendo-lhe: Tu tens uma
dívida para comigo. Qual? Replicou assombrado. Satisfeito, nomeei a um homem que em outros
tempos fora um perverso demônio. Refiro-me a Astaroth, o grande duque.
Ele era um filho perdido para o Pai – continuei explicando – e, no entanto, o salvei. Mostrei-lhe a
senda da luz e o tirei da Loja Negra. Agora é um discípulo da Fraternidade Branca e tu ainda não me
pagaste esta dívida.
O caso era que aquela menina devia morrer, de acordo com a lei. Sua alma devia penetrar no ventre
da minha irmã para nascer em novo corpo físico. Eu entendia tudo aquilo e foi por isso que
acrescentei: Peço que vá Astaroth para o ventre da minha irmã ao invés da alma da minha filha.
A solene resposta do Jerarca foi definitiva: Concedido. Que vá Astaroth para o ventre da tua irmã e
que tua filha fique curada.
Resta ainda dizer que aquela menina, o antigo sobrinho, curou-se milagrosamente e minha irmã
concebeu a um formoso varão.
Eu tinha com que pagar essa dívida, possuía o capital cósmico necessário. A lei do Carma não é uma
cega mecânica como supõem muitos pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas.
Da maneira como estavam as coisas, torna-se bem evidente compreender que, com a morte de minha
filha, eu deveria sentir a dor do desprendimento, aquela amargura que, em épocas anteriores, sentira
minha irmã com a perda de seu filho. Assim, perante a Grande Lei ficaria o dano compensado.
Repetiram-se as cenas semelhantes às passadas, porém desta vez a vítima seria eu mesmo.
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Felizmente, o Carma é negociável. Nada tem que ver com essa mecânica cega dos astrólogos e
quiromantes de circo. Tinha capital cósmico e com ele paguei a velha dívida. Graça a Deus, consegui
evitar a amargura que me aguardava.
Quando será que as pessoas compreenderão todos os mistérios da Runa Rita? A Runa da lei.
Rita recorda-nos a palavra razão, religião, roda, recht (justo, eqüitativo em alemão). O Direito
Romano tem como símbolos da Justiça a balança e a espada.
Portanto, não estranhem que no palácio de Anúbis hajam balanças e espadas por toda parte. O
Grande Juiz é assessorado em seu trabalho por 42 juízes da lei.
Jamais falta diante dos tribunais do Carma os ilustres advogados da Grande Lei, que nos defendem
quando temos capital cósmico suficiente para cancelar as velhas dívidas.
Também é possível conseguir crédito junto aos Senhores da Lei ou Arquivistas do Destino, porém
tudo se paga com boas obras, trabalhando pela humanidade, ou à base de suprema dor.
Não somente se paga Carma pelo mal que se faz, como pelo bem que se deixa de fazer, podendo-se
fazê-lo.
PRÁTICA
Os mantras fundamentais da Runa Rita são:
RA… RE… RI… RO… RU…
Na Runa Fa tivemos de levantar os braços. Na Runa Ur, abrimos bem as pernas. Na Runa Dorn
pusemos um braço na cintura. Na Runa Os mantivemos as pernas abertas e os braços na cintura.
Agora, na Runa Rita, devemos abrir uma perna e um braço. Assim, nestas posições, os irmãos
gnósticos ver-se-ão como se fossem os próprios símbolos rúnicos, da maneira como são escritas as
letras.
Esta prática rúnica tem o poder de libertar o Juízo Interno.
Precisamos despertar o Budata, a Alma, e nos converter em juízes conscientes.
A presente Runa possui o poder de despertar a consciência dos juízes.
Recordemos que essa voz chamada de remorso, de fato é a voz acusadora da consciência.
Aqueles que nunca sentem remorso, estão muito longe de seu Juiz Interno, comumente são casos
perdidos.
Gente assim deve trabalhar intensamente com a Runa Rita para libertar seu juízo interno.
Precisamos urgentemente aprender a nos guiar pela voz do silêncio, isto é, pelo Juiz Íntimo.
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32 - A DIVINA MÃE KUNDALINI
Oh, musa!… Inspira-me para que meu estilo não desdiga da natureza do assunto.


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