Samael Aun Weor Magia das Runas



Baixar 351.38 Kb.
Página9/13
Encontro29.11.2017
Tamanho351.38 Kb.
1   ...   5   6   7   8   9   10   11   12   13
Ó Divina Mãe Kundalini!… Tu és Vênus, minha Senhora, tu és Heva, Ísis, Sophia Achamoth,
Paravati, Uma, Tonantzin, Réa, Cibele, Maria, ou melhor diríamos, tu és RAM…IO.
Ó, Devi Kundalini! Tu és Adshanti, Rajeswari, Tripurusndari, Mara Lakshmi, Maha-Saraswati,
Insoberta, Adonia…
Sem ti, ó Mãe Adorável! Sería impossível a manifestação do prana, da força magnética, da
gravitação cósmica, da eletricidade e da coesão molecular.
Tu és Matripadma, a Devamatri! Aditi ou Espaço Cósmico, a Mãe dos Deuses.
Ó eterna Mãe-Espaço! Tu tens três luminosos aspectos durante a manifestação cósmica e duas
antíteses.
Que me escutem os homens! Está dito que cada vivente tem sua própria Devi-Kundalini, sua Divina
Mãe Particular.
Na verdade, seria absolutamente impossível a eliminação do Ahamkrita Bhava, a condição egóica de
nossa Consciência, se cometêssemos o crime de nos esquecer de nossa Divina Kundalini.
O animal intelectual, equivocadamente chamado homem, não é mais que um composto de agregados
que cedo ou tarde deve virar poeira cósmica.
A única coisa eterna que há em nós é o Buda Íntimo. No entanto, ele se encontra além do corpo, da
mente e dos afetos.
Eliminar os vãos e perecedores agregados, é algo cardeal e definitivo para o despertar da
Consciência.
Esses agregados ou Eus tenebrosos são entidades que habitam nos cinco centros da máquina humana.
Em nossas passadas Mensagens de Natal, já foi dito e explicado que os cinco cilindros da máquina
são: Intelecto, Emoção, Movimento, Instinto e Sexo.
Resumindo. Os Eus-Diabos constituem o Ego (o Eu Pluralizado) e dentro de cada um deles dorme a
nossa consciência. Eliminar esses Eus, essas entidades, esses agregados, que personificam nossos
defeitos, é vital para o despertar da consciência e para a obtenção do Atman-Vidya, a completa
Iluminação.
Compreensão profunda e perfeita consciência do defeito que queremos extirpar são fatores
fundamentais, porém não significa tudo. Precisamos eliminá-lo e isto só é possível com a ajuda da
Mãe Kundalini.
A mente não pode alterar nada fundamentalmente. A única coisa que faz é rotular, esconder e passar
os defeitos para outros níveis. Eliminar defeitos é outra coisa bem diferente, a qual seria
79/128
absolutamente impossível sem Devi-Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes.
Uma noite qualquer, não vem ao caso nem o dia nem a hora, viajando em corpo astral pelo
UNIVERSO PARALELO da quinta dimensão, embriagado de certa voluptuosidade espiritual,
cheguei extático diante do misterioso umbral dos Duas-Vezes-Nascidos.
O Guardião dos Grandes Mistérios, hierático e terrível como sempre, estava na porta e quando quis
entrar aconteceu algo fora do comum.
Olhando-me fixamente, disse-me ele com um tom de voz severo: De um grupo de irmãos que
trabalharam na Nona Esfera e que, após terem trabalhado nessa região, se apresentaram neste templo,
tu és o mais adiantado, mas agora estancaste o progresso.
As palavras do guardião, proferidas com tanta severidade no umbral do mistério, deixaram-me
perplexo, confundido, indeciso, não me ocorrendo mais do que perguntar: Por que? E o Jerarca
respondendo, exclamou: Por que te falta amor.
Como? – repliquei – amo a humanidade, estou a trabalhar por todos os seres humanos. Não entendo
o que me dizes. Em que consiste essa falta de amor?
Te esqueceste de tua Mãe. És um filho ingrato, explicou o guardião e a forma como entoou tais
palavras, confesso que, além de dor, causaram-me pavor.
Acontece que não sei onde ela está, faz tanto tempo que não a vejo, expliquei pensando que ele fazia
referência a minha genitora, de qum tive de me afastar quando era ainda muito jovem.
Como é possível que um filho não saiba onde está a sua Mãe, refutou o guardião, que continuou
admoestando: Digo para o teu bem que estás te prejudicando.
Confesso que somente depois de vários dias de inúteis pesquisas para localizar a minha mãe terrena
no mundo, pude por fim entender as enigmáticas palavras do guardião de templo. Ah!… o caso é que
a literatura de tipo pseudo-esoterista e até pseudo-ocultista , que tanto abunda no mercado, nada diz
a respeito.
Se tivesse sabido antes! Enfim, pensei tantas coisas e rezei.
Orar é conversar com Deus e eu rezei, em segredo ao eterno feminino, a Deus-Mãe. Então, soube
que cada um tem sua própria Mãe Divina Particular, foi quando até o seu nome secreto conheci.
Claro que naquela época sofria o indizível na luta pela dissolução do Eu, trabalhando para reduzi-lo
a poeira cósmica.
O mais terrível de tudo era que tinha chegado ao Segundo Nascimento e compreendia muito bem que
se não conseguisse morrer em mim mesmo, fracassaria, estaria me convertendo em um aborto da
Mãe Cósmica, em um Hanasmussen (o H pronuncia-se como se fosse J – em espanhol), um duplo
centro de gravidade.
Meus esforços pareciam inúteis. Fracassava nas provas e se tivesse continuado assim, naturalmente
que o fracasso teria sido inevitável.
Felizmente! Graças a Deus! O guardião do templo soube me advertir e aconselhar.
O trabalho foi terrível. Os fracassos indicaram com exatidão onde estavam as falhas. Cada prova,
bastava para me indicar, para me assinalar, o defeito básico, o erro.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
80/128
A meditação sobre cada erro é suficiente para a sua compreensão, ainda que existam graus e
graduações, conforme pude evidenciar.
Nisto de compreensão, há muito de elástico e dúctil. Muitas vezes cremos ter compreendido de
maneira integral um defeito de tipo psicológico e, somente mais tarde, descobrimos que realmente
não o compreendêramos.
Eliminar é outra coisa. Alguém pode compreender um defeito qualquer sem que com isso consiga
extirpá-lo. Se excluímos a Divina Mãe Kundalini, o trabalho termina ficando incompleto e a
eliminação dos defeitos torna-se impossível.
Eu, francamente, me converti em inimigo de mim mesmo. Resolvi equilibrar a compreensão e a
eliminação. Todo defeito compreendido foi eliminado com o poder da Divina Mãe Kundalini.
Por fim, um dia revisei meu trabalho no Tártaro, no Averno, no reino mineral submerso, nessas
dimensões infradimensionais ou UNIVERSOS PARALELOS submergidos. E navegando na barca
de Caronte pelas águas do Aqueronte, cheguei na outra margem para revisar o trabalho. Então, vi a
milhares de Eus-Diabos, meus agregados, partes de mim mesmo vivendo nessas regiões.
Quís reviver algo, uma figura que simbolizava o meu próprio Adão do pecado e que jazia como um
cadáver nas lamacentas águas do rio. Contudo, minha Mãe Divina, vestida de luto como uma
dolorosa, disse-me com uma voz cheia de infinito amor: Isso está bem morto, já nada tenho para
tirar.
Certamente, Ela tinha extraído de mim toda a legião de Eus-Diabos, todo o conjunto de entidades
das trevas que personificam nossos defeitos e que constituem o Ego. Eis como consegui a dissolução
do Eu Pluralizado. Eis como consegui reduzir a pó todos esses agregados que formam o Mim
Mesmo.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
81/128
33 - A FORJA DOS CICLOPES (O SEXO)
Vênus, a Divina Mãe Kundalini, rogando por seu filho Enéas a Vulcano, ensina a chave da
Auto-Realização Íntima.
Diz a Deusa: Escuta-me, tu que forjas o ferro indomável com os fogos do centro da terra! Durante os
9 anos em que Tróia se viu assaltada pelos Aqueus, nunca te importunei pedindo armas para meus
protegidos, mas hoje é meu filho quem se encontra em perigo de morte. Muitas nações belicosas
espreitam-no a fim de exterminar a sua raça. Quando a mãe de Aquiles e outras deidades suplicaram
a ti, forjaste armas para seus heróis. Agora, sou eu, a tua esposa quem te pede. Dá armas ao meu
Enéas para que se proteja do tremendo choque e da quantidade de ferro e dardos que lhe vêm em
coma. Não é um destruidor, já que trata apenas de se defender daqueles que combatem seus
propósitos de fecunda paz.
Ó vós! Escutai-me todos vós que valentemente desceis ao Averno para trabalhar na Forja
Incandescente de Vulcano, o Sexo.
Nove meses permanece o feto no claustro materno. Nove idades permaneceu a humanidade inteira
no ventre de Réia, Ceres, Cibeles, Ísis… a Mãe Cósmica.
Vulcano trabalha no nono círculo do inferno, forjando o ferro indomável com o fogo vivo do
organismo planetário.
Gente de Thelema, trabalhem!
Homens e mulheres de vontade de aço, trabalhem sem descanso na Nona Esfera, o sexo!
Vênus, a Divina Mãe Kundalini é, foi e sempre será a esposa sacerdotisa de Vulcano, o Terceiro
Logos, o Espírito Santo.
Desce o ignipotente até a terrível forja dos ciclopes desde as alturas do céu maravilhoso. Clama com
grande voz chamando a seus três irmãos: Brontes, Estéropes e Piracmon, símbolos vivos das
criaturas elementais dos ares, das águas e da perfumada terra.
O trabalho na forja dos ciclopes é terrível. No esforço, colaboram os raios das tempestades, as forças
secretas da tormenta e os sopros dos furiosos ventos.
Aí, transmuta-se o chumbo em ouro e tempera-se o aço da espada flamejante. Aí, forja-se o
gigantesco escudo protetor da alma, o qual por si só bastaria para aparar os golpes dos exércitos
tenebrosos mais terríveis.
Armadura argentada, esplêndido escudo formado com átomos transformativos de altíssima voltagem,
cuja morada fica no sistema seminal. Divino escudo áurico, setenário na constituição íntima do
verdadeiro homem.
O antro sexual trepida sob o empuxo erótico dos foles de ar durante a maithuna e os robustos e
suarentos braços, no esforço rítmico, golpeiam as bigornas.
Enéas parece um Deus, desafiando no combate aos soberbos laurentinos e ao impetuoso Turno.
Enéas, feliz com o presente de sua Divina Mãe, veste-se com as armas fabricadas por Vulcano.
Vejam aí os corpos solares, a terrível cimeira e o elmo adornado com chamas ameaçadoras; a
flamejante espada e a couraça de bronze; as polidas proteções e o escudo cheio de inumeráveis
82/128
figuras.
Naquele escudo áurico e luminoso, Vulcano, o Terceiro Logos, o Espírito Santo, gravou assombrosas
e terríveis profecias.
Ali, resplandecia a gloriosa raça dos remotos descendentes de Ascânio, a loba que amamentou a
Rômulo e Remo e o primeiro destes dois irmãos, ó Deus! Raptando as mulheres dos sabinos e
acendendo cruenta guerra.
Ah! Se as pessoas entendessem o mistério desses dois gêmeos… uma só alma em duas pessoas
distintas… o Budata dividido em dois e, é claro, encarnado em duas personalidades diferentes.
Rômulo e Remo amamentados por uma loba, a loba da Lei. Alma com dois homens, dois corpos,
duas pessoas…
Bem sabem os Deuses que se pode viver em tempos e lugares diferentes e simultaneamente.
Quanta sabedoria gravou Vulcano no brilhante escudo de Enéas! Quantas profecias!
Vejam nele, homens e Deuses, o rei Persenna, extraordinário, maravilhoso, conjurando os romanos
para que admitissem a Tarquínio dentro dos muros invictos da cidade.
Olhem! Lá está o ganso de ouro na cúspide do pontiagudo escudo, ele agita as suas asas pedindo
auxílio contra os gauleses que tratam de invadir o Capitólio.
Observem, vejam os confrades de Sálios com suas danças marcianas e seus coros de guerreiros; as
castas matronas em suas carroças; o traidor Catilina no Averno sendo atormentado; as pálidas Fúrias;
Catão, o legislador, sábio; os navios de guerra; Cesar Augusto; Agripa ajudado pelos Deuses e pelos
ventos; Marco Antônio e Cleópatra; Anúbis, o Senhor da Lei; Netuno, Vênus e Minerva, a Deusa da
Sabedoria.
Depois, ó Deus! Cesar regressando vitorioso para Roma. As nações vencidas, fileiras de escravos, a
rica presa de guerra, tronos de ouro, reis vencidos
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
83/128
34 - RUNA KAUM
muito tempo, na noite profunda dos séculos, lá no continente Mu ou Lemúria, conheci a Javé,
aquele anjo caído de quem nos fala Saturnino de Antióquia.
Javé era um Venerável Mestre da Fraternidade Branca, um glorioso anjo de precedentes
Mahavântaras. O conheci e o vi muitas vezes, porquanto fui sacerdote e guerreiro entre os povos da
Lemúria. Todos o veneravam, amavam-no e adoravam-no.
Os hierofantes da raça purpúrea lhe concederam a alta honra de usar couraça, cimeira, elmo, escudo
e espada de ouro puro.
Aquele sacerdote e guerreiro resplandecia como chamas de ouro sob a selva espessa do sol. Em seu
escudo simbólico, Vulcano gravara muitas profecias e terríveis advertências.
Ai! Ai! Ai! Esse homem cometeu o erro de trair os Mistérios de Vulcano.
Os lucíferes flutuavam na atmosfera do velho continente MU. Eles ensinaram-lhe o tantrismo negro,
a maithuna com ejaculação do Ens Seminis.
O pior foi que esse homem tão amado e venerado por todo mundo deixou-se convencer e praticou
este tipo pernicioso de magia sexual com distintas mulheres. Então, a serpente ígnea de nossos
mágicos poderes desceu-lhe pelo canal medular e projetou-se para baixo, desde o cóccix, formando
e desenvolvendo o abominável órgão Kundartiguador no seu corpo astral.
Assim caiu aquele anjo e se converteu através das idades em um demônio terrivelmente perverso.
Muitas vezes encontramos a esposa sacerdotisa de Javé nos mundos superiores. Trata-se de um
inefável anjo.
Os esforços desse homem para convencer a sua esposa foram inúteis. Ela jamais aceitou o tantrismo
negro dos tenebrosos e preferiu antes o divórcio a se meter pelo caminho negro.
Javé é aquele demônio que tentou Jesus Cristo. Tentando-o no deserto durante o jejum, dizia-lhe:
Se és filho de Deus, faz com que esta pedra se converta em pão. Nem só de pão vive o homem, mas
de toda palavra de Deus, respondeu-lhe Jesus.
Contam as sagradas escrituras que Javé levou Jesus, o Grande Kabir, para um alto monte e que
tentando-o dizia: “Itababo, todos estes reinos do mundo eu te darei se te ajoelhas e me adoras”. O
Grande Kabir respondeu: “Satã, Satã, está escrito: Só ao Senhor teu Deus adorarás e servirás”.
Por fim, dizem que Javé levou Jesus a Jerusalém e colocou-o sobre o pináculo do templo para lhe
dizer: “Se és filho de Deus, lança-te daqui para baixo, porque está escrito: A seus anjos mandará que
se aproximem e que o protejam, e que nas mãos o sustentem para que não tropece com seu pé em
pedra alguma”. Respondendo Jesus lhe disse: “Está dito que não tentarás ao Senhor teu Deus”. E
quando Javé terminou a tentação, afastou-se dele por um tempo.
Se queremos compreender a fundo todo o mistério da Runa Kaum, devemos agora falar sobre o
tantrismo branco.
Nestes momentos, chegam-me à memória aqueles tempos do antigo Egito.
Durante a dinastia do faraó Quéfren, no país ensolarado de Kem, fui um Iniciado egípcio.
84/128
Uma tarde

qualquer, cheia de sol, caminhando pelas areias do deserto, atravessei uma rua de esfinges


milenares e cheguei às portas de uma pirâmide. O guardião do templo, um homem de rosto hierático
e terrível, estava no umbral. Em sua destra empunhava a ameaçadora espada flamejante.
Que desejas? – Sou Sus, (o suplicante) que vem cego em busca de luz.
Que queres? – Respondi novamente: Luz.
Que precisas? – Luz, respondi mais uma vez.
Jamais esqueci o instante em que ele girou a pesada porta de pedra sobre seus gonzos, produzindo
aquele som característico do Egito faraônico, aquele Dó profundo.
Bruscamente, o guardião pegou-me pela mão para introduzir-me ao templo. Despojou-me da túnica
e de todo objeto metálico. Então, fui submetido a provas terríveis e espantosas.
Na prova do fogo, tive de manter pleno controle de mim mesmo. Foi terrível caminhar entre vigas de
aço, esquentadas ao vermelho vivo. Na prova da água, estive a ponto de ser devorado pelos
crocodilos do profundo poço. Na prova do ar, pendendo de uma argola sobre o abismo sem fundo,
resisti aos furiosos ventos com heroísmo. Na prova da terra, pensei que ia morrer entre duas enormes
pedras que ameaçavam me triturar.
Já passara por todas essas provas iniciáticas em tempos antigos, porém tinha de recapitular a fim de
retomar o caminho reto do qual tinha me afastado.
Fui vestido com a túnica de linho branco e me colocaram a cruz TAU no peito dependurada no
pescoço. E apesar de ser um bodhisatva, ingressei como qualquer neófito. Tive de passar por
rigorosos estudos e disciplinas esotéricas. Quando cheguei à nona porta, ensinaram-me os grandes
mistérios do sexo.
Ainda recordo aqueles momentos em que meu Guru, depois de profundas explicações, olhando-me
fixamente disse-me com voz solene: Descobre o chechere (phalo). Ali, de lábio para ouvido,
comunicou-me o segredo indizível do Grande Arcano: conexão sexual do lingam-yoni sem
ejaculação do Ens Seminis.
Em seguida, trouxe uma vestal vestida com uma túnica amarela e de uma beleza extraordinária. De
acordo com as instruções do Mestre, realizei com ela o trabalho, pratiquei a Maithuna, tantrismo
branco.
Esta prática é maravilhosa, disse. Assim desci à Nona Esfera e assim realizei a Grande Obra.
Objetivo: fabricar os corpos solares e despertar e desenvolver o fogo serpentino da anatomia oculta.
Naquela época, existiam prostitutas sagradas dentro dos templos. Eram vestais especiais e com elas
trabalhavam os Iniciados solteiros. Hoje em dia, essas mulheres não convenceriam se fossem
mantidas nos Lumisiais gnósticos… escandalizariam. Por isso é que agora só se pode e se deve
praticar a maithuna, a yoga sexual, entre esposo e esposa em lares legitimamente constituídos.
No antigo Egito dos faraós, quem violasse seus juramentos e divulgasse o Grande Arcano, era
condenado à pena de morte. Cortava-se-lhe a cabeça, arrancava-se-lhe o coração, incinerava-se
seu corpo e por fim suas cinzas eram lançadas aos quatro ventos.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
85/128
A misteriosa Runa Kaum representa com inteira exatidão a mulher sacerdotisa e também a espada
flamejante. A Runa Kaum com seu cabalístico 6 vibra com intensidade dentro da esfera de Vênus, o
planeta do amor.
Homens e mulheres do mundo, saibam que somente com a Maithuna é possível pôr em atividade
essa serpente de fogo no corpo do asceta. Precisamos aprender a manejar sábia e imediatamente o
eterno princípio feminino das forças solares.
Recordem a águia com cabeça de mulher, a dama solar, o fundamento diamantino da Grande Obra
do Pai.
Primeiro temos de transmutar o chumbo em ouro para mais tarde fabricar diamantes da melhor
qualidade.
A Runa Rita influi decisivamente nas glândulas endócrinas masculinas e a Runa Kaum exerce sua
influência sobre as glândulas femininas.
Existem por aí, no labirinto de todas teorias, muitos malabaristas da Hatha Yoga. Esses equilibristas
supõem que podem excluir a Maithuna para se Auto-Realizar a fundo. Crêem esses místicos de
maromba que à base de piruetas e de ginásticas absurdas se pode fabricar os corpos solares e se
chegar ao Segundo Nascimento.
Faz já algum tempo, tive a alta honra de ser convidado para um concílio secreto da Grande Loja
Branca. Devo informar claramente ao mundo que nele a Hatha Yoga foi desclassificada, reprovada e
condenada como autêntica e legítima magia negra da pior espécie.
Os reitores esotéricos da humanidade não aceitam e não aceitarão jamais os malabarismos absurdos
da Hatha Yoga.
Quem quiser se Auto-Realizar a fundo, de fato, deve transmutar o Hidrogênio SI-12 através da
Yoga sexual para fabricar com ele os corpos solares, o traje de bodas da alma.
Torna-se absolutamente impossível encarnar o nosso Real Ser em nós mesmos, se antes não
fabricamos os corpos de ouro na forja dos ciclopes.
Urge caminhar com firmeza pela Senda do Fio da Navalha.
Chegou a hora de seguir o caminho do Matrimônio Perfeito. Recordem que nosso lema-divisa é
Thelema.
Os mistérios da Runa Kaum brilham gloriosamente no fundo da Arca, aguardando o momento de
serem realizados.
Magia das Runas - V. M. Samael Aun Weor
86/128
35 - A REGIÃO DO PURGATÓRIO
Aquela águia de plumagem de ouro puro, a qual arrebatou Ganímedes levando-o para o Olimpo a
fim de que servisse de copeiro aos Deuses, tem o costume de caçar na região do Purgatório.
Essa majestosa ave do Espírito, dando voltas maravilhosas, desce terrível como o raio e arrebata a
alma a fim de levá-la para a esfera do fogo e com ela arder, convertidas as duas em chama viva.
Recordemos o poderoso Aquiles, revolvendo-se espantado e sem saber onde se encontrava, quando
sua Mãe, roubando-o de Quíron, transportou-o adormecido para a ilha de Ciros, de onde os gregos o
tiraram depois.
Lembro-me agora daqueles tempos em que abandonei o Averno para ingressar na região do
Purgatório. Minha Mãe já me instruirá fundamentalmente.
Convertida em uma verdadeira dolorosa, navegara comigo na barca de Caronte, mostrara-me a
dissolução do Eu Pluralizado e, por fim, ensinara-me que a mente mesmo desprovida do Ego
continua com as más tendências.
Ó Deus meu!… O Eu Pluralizado ao se dissolver deixa na mente as sementes da perdição. Os iogues
dizem que essas sementes têm de ser frigidas, incineradas e reduzidas a poeira cósmica.
Precisamos compreender urgentemente que o Ego renasce como a erva ruim dentre suas próprias
sementes.
Precisava incinerar essas más sementes da erva venenosa. Necessitava ingressar na região purgatorial
do mundo molecular inferior para queimar o seminário do Mim Mesmo.
Aproximei-me até chegar ao sítio que antes se me parecera uma ruptura semelhante à brecha que
divide um muro. Vi uma porta para a qual se subia por três degraus de diferentes cores. No terrível
pórtico estava gravada em caracteres indeléveis a palavra PURGATÓRIO.
Vi um porteiro que ainda não proferira palavra alguma. Aquele Gênio estava de pé sobre o degrau
superior. Tratava-se de um anjo de extraordinária beleza, severo, imponente, terrivelmente divino…
Em sua mão direita, tinha uma espada nua que refletia raios de fulgor.
Todo aquele que tenta penetrar nessa região do purgatório prostra-se devotamente aos pés desse anjo
e suplica-lhe por misericórdia que abra a porta, batendo antes no peito por três vezes.
Jamais alguém esquece aqueles momentos em que o anjo escreve com a ponta da espada na testa do
Iniciado a letra P, repetida sete vezes. E seus lábios proferem a seguinte frase: Procura lavar estas
manchas quando estiveres lá dentro.
Recordam-se do caso da mulher de Lot? Por olhar para atrás ficou convertida em uma estátua de sal.
Assim também o anjo do Purgatório adverte, pois quem olha para trás depois de ter entrado no
mundo molecular inferior, perde seu trabalho e torna a sair por onde entrou.
Isso significa: arrependimento absoluto, não voltar a cometer os mesmos erros do passado, não
delinqüir. Quem olha para trás, falha. Repete os mesmos erros, não se purifica e retorna ao passado
pecador.
Quem olha para trás, converte-se em um fracasso purgatorial. No Purgatório, deve-se caminhar com
firmeza para frente.
87/128
Na região molecular inferior, se compreende quão absurdos são o orgulho e a soberba.
Nós somos apenas simples crisálidas, miseráveis, gusanos do lodo da terra, dentro das quais se pode
formar, à base de tremendos superesforços íntimos, a borboleta celestial, porém isso não é uma lei. O


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   5   6   7   8   9   10   11   12   13


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal