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SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


NÚCLEO REGIONAL DA EDUCAÇÃO

CORNÉLIO PROCÓPIO – PARANÁ

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO – 2011/2012
APRESENTAÇÃO

Este Projeto Político Pedagógico tem o objetivo de nortear as ações de Educação do Ensino Fundamental, Médio e Profissional do Colégio Estadual Conselheiro Carrão – Ensino Fundamental, Médio e Profissional.

É um documento elaborado pela escola, tendo como colaboradores todos os elementos dos segmentos escolares. Cabe a todos da escola dar sua parcela de colaboração para a construção do PPP, sendo o Conselho de Classe de forma representativa um órgão importante na gestão das escolas.

A comunidade escolar está constituída por professores, equipe pedagógica, profissionais da educação(equipe de apoio e equipe administrativa), pais, alunos e a comunidade, todos integrados e participativos na construção e concretização do PPP, que deve ser renovado periodicamente com idéias coletivas elaboradas por membros da comunidade escolar, buscando aplicá-las no seu dia-a-dia, visando a melhoria do ambiente em que trabalham, atuam e estudam.

Por ser um documento elaborado pela comunidade escolar o mesmo terá a aprovação dos membros desta comunidade estando disponível pela leitura impressa ou em site da escola.

A escola tem como prioridade o ato de ensinar, e desta forma construir com todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem um conhecimento baseado em experiências individuais e coletivas levando em consideração todo o arcabouço que os sujeitos envolvidos historicamente possuem para que o estudante contribua como cidadão consciente de seu papel enquanto transformador de sua realidade.

Sua elaboração é amparada na Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96, estabelecendo que a educação estende a todos os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. Também explicita que a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social..

Considerando-se a dinâmica evolutiva do processo ensino aprendizagem abordada nos cursos e na própria sociedade, torna-se importante afirmar que a construção e avaliação do Projeto Político Pedagógico deve ser um processo contínuo visando seu constante aperfeiçoamento.

Este documento explicita quais as ações necessárias para que seja atingida a formação do indivíduo enquanto cidadão das ações que serão previstos os meios para que se obtenha qualidade e atualização das metodologias e conteúdos. Enfim, é o Projeto Político Pedagógico que vai nortear a direção e quais objetivos querem atingir e que tipos de cidadão querem formar.

O presente Projeto Político Pedagógico para o ano Letivo de 2012, segue o roteiro de trabalho apresentado pelo N.R.E. de Cornélio Procópio.

Assaí, 07 de março de 2012.
HISTÓRICO PORMENORIZADO DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO
Colégio Estadual “Conselheiro Carrão”, foi criado como Ginásio Municipal de Assaí, pela Lei nº 39 de 09/03/1950, sob o decreto nº 12.047, assinado pelo Exmo. Sr. Governador Moises Lupion e secretário da Educação e Cultura Sr. Erasmo Pilotto. A partir dessa data os professores foram mantidos como suplentes e os funcionários não poderiam ter vencimentos aos que vinham percebendo no cargo ou função. Ainda no mesmo governo sob o Decreto nº 29.360 de 27/04/1960, o Ginásio Estadual de Assaí, ficou denominado “Conselheiro Carrão”.

O Colégio Estadual “Conselheiro Carrão” foi inaugurado no ano de 1960, no governo de Moisés Lupion, Secretário da Educação e Cultura Sr. Nivon Weigert e pelo Secretário da Viação e obras públicas Sr. Ladislau Lachowski.

Foi Assinado pelo Inspetor Seccional de Londrina, Sr. Otávio Mazziotti, Sob ato nº 13 de 10/04/1960, a autorização para funcionar com o 2º ciclo, condicionalmente, “ad referendum” do senhor diretor do Ensino Secundário.

Sob o ato nº 16 de 10/04/1960, foi assinado pelo mesmo inspetor a transferência de sede da rua Manoel Ribas S/N, para a atual Riichi Tatewaki, nº755, numa área com 11.515.80 metros quadrados, no lote chácara nº 87.

O ato nº16 de 10/04/1960 foi retificado pelo diretor do Ensino Secundário do Ministério da Educação e Cultura Sr. Gildasio Amado. Ele ratifica o ato nº 13 de 10/04/1960, para o funcionamento e a denominação de estabelecimento da escola para “Colégio Estadual de Assaí”.

No Governo de Paulo Pimentel foi assinado o decreto nº 4004 que revigora o decreto nº 27.776 de 04/02/1960 que criou o Curso Colegial no Ginásio Estadual “Conselheiro Carrão”. Na época era Inspetor Regional de Ensino, o Sr Takao Aoki.

Foi autorizado o funcionamento do curso Colegial em período noturno sob a resolução nº 1671/72 de 10/07/1972, assinado pela secretária da Educação e Cultura Srª Roberta Linhares da Costa.

Pela lei nº 043/76, sancionada pelo Prefeito Frederico Prudêncio de Andrade, foi celebrado convênio com a FUNDEPAR para construção de uma Quadra de Esportes, inclusive chuveiros e vestiários no terreno do Colégio Estadual “Conselheiro Carrão”, no valor de CR$ 174.000,00 (Cento e setenta e quatro mil cruzeiros).

O parecer nº 234/76 do processo nº 680/76 sobre o projeto de implantação de ensino regular de 2º grau nas habilidades de Técnico em Contabilidade, Magistério e Básico em Química, Básico em Saúde estabelece o seu funcionamento a partir do ano letivo de 1977.

Ala nova, com (04) quatro salas de aula, foi inaugurada em março de 1977, no governo de Jayme Canet Junior, com recursos administrativos pelo convênio FUNDEPAR e Prefeitura Municipal de Assaí, sob a denominação “Escola de 2º Grau de Assaí”, reunindo os estabelecimentos de 2º Grau já existentes: Colégio Estadual “Conselheiro Carrão”, Escola Estadual “Duque de Caxias” e o Colégio Comercial Estadual “Massayuki Matsumoto”.

Os cursos em tela, sob auspícios da lei nº 5692/71 foram implantadas gradativamente e o plano de implantação de Ensino de 1º Grau foi aprovado pelo Secretário de Educação e Cultura Sr. Francisco Borsari Netto, sob a resolução nº 514 de 31/03/1977.

No governo de Ney Amyntas de Barros Braga foi assinado o Decreto nº 1198/79 de 26/09/79, autorizando o funcionamento do Complexo Escolar “Conselheiro Carrão”, Ensino de 1º e 2º Graus, resultante da Reorganização do Colégio Estadual “Conselheiro Carrão”, Escola Normal Colegial Estadual “Duque de Caxias” Colégio Comercial Estadual “Massayuki Matsumoto” e Grupo Escolar “Diogo Antonio Feijó”.

No dia 28/01/1982, o Sr. Secretário de Educação Edson Machado de Souza, autorizou, a partir de 1982, o funcionamento do Curso Supletivo de 1º Grau Fase II. A Implantação do referido Curso Supletivo, foi gradativa e ocorreu normalmente à extinção das classes de Ensino Regular de 1º Grau no turno noturno.

A Resolução 4143/84, de 06/04/1984, assinada pela secretária do Estado do Paraná Srª Gilda Poli Rocha Loures, pela Resolução nº 1423/86, extinguiu definitivamente as habilitações em Química, neste Estabelecimento de Ensino.

O Curso de 2º Grau Educação Geral, no Colégio, foi reconhecido e assinado pelo Diretor Geral da SEED sob a Resolução nº3516/88 de 10/11/1988.

De acordo com a Resolução nº1210/90 de 08/05/1990, cessaram definitivamente os Cursos Supletivos de 1º e 2º Graus e seu funcionamento foram transferidos para o Colégio Estadual “Barão do Rio Branco” de Assaí, nesta cidade.

A Resolução nº 4404/91 de 24/12/1991, assinada pelo Diretor Geral de Estado da Educação Caleb Pereira de Carvalho Filho, autorizou o funcionamento do Curso de “Técnico em Contabilidade”, a partir de 1992, neste Estabelecimento de Ensino.

Com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, L.B.D. nº 9394/96. o Colégio Estadual “Conselheiro Carrão” Ensino de 1 e 2 Graus, aderiu as reformas propostas, criando o Curso de Ensino Médio, cuja implantação gradativa e Proposta Curricular foi aprovada pelo parecer: 25/98 de 21/12/1998, pelo Chefe do Departamento de Ensino de 2º Grau – Paraná, Tânia Sperry Ribas.

Pelo Ato Administrativo nº289/98 de 23/09/98 do N.R.E. de Cornélio Procópio, ditado pela força da L.B.D. nº9394/96, o nosso Colégio passou a ser chamado: Colégio Estadual “Conselheiro Carrão” Ensino Fundamental e Médio.

Para atender a demanda escolar, A P.M. do Colégio construiu 04 (quatro) salas de aula, nos antigos pátios do Colégio.

Com os recursos da FUNDEPAR foram construídos: a Quadra Coberta para jogos esportivos, o Laboratório de Informática para atender a nova Matriz Curricular do Ensino Médio, implantada em 1999 e a Biblioteca Escolar ao lado do Laboratório de Informática.

Com recursos da FUNDEPAR foram construídos: a Cantina, Depósito de Merenda e Refeitório concluído no ano de 2003.

No ano de 2007, foi instalado um laboratório de informática com 20 computadores do Paraná digital e outro laboratório com 10 computadores do programa PRÓ-INFO.

No ano de 2008, foi instalada em cada sala do estabelecimento, uma TV de 29 polegadas pelo governo de Roberto Requião e secretário de educação Mauricio Requião, projeto TV Pendrive.

No ano de 2009, foi dada continuidade aos cursos técnicos em Administração (subseqüente) e implantação do curso técnico em Informática (subseqüente). No ano de 2010, retoma-se nas dependências do colégio o curso profissionalizante Integrado ao Ensino Médio de Formação de Docentes (antigo magistério), no período vespertino, e no período Noturno curso técnico em Informática, também Integrado.

No ano de 2012, os cursos de Formação de Docentes, Técnicos em Administração, Técnicos em Informática subseqüente e Integrado tiveram continuidade. Neste mesmo ano, a Sala de Apoio à aprendizagem continua atuando com alunos do 6ª ao 9ª ano.



  1. RELAÇÃO DE DIRETORES DO COLÉGIO ESTADUAL “CONSELHEIRO CARRÃO” ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL



NOME DO DIRETOR

GESTÃO

Profº Carlos Zene Coimbra

1956-1957

Profº Nabor Silva Junior

1957-1958

Dr. Adamazildo Bomtempo

1958-1560

Dr. Edgar Alberto Bardal

1960-1963

Profº José Bonametti

1963-1964

Dr. Rui Aprígio Barbosa

1964-1975

Profª Aparecida Garcia dos Santos

1975

Profª Mitie Fuzitani

1975-1981

Profª Eufrida Mª Honório da Silva

1982-1983

Profº Anísio Figueira

1983-1984

Profª Olinda Silva Santos

01/85-05/85

Profº Pedro Manrique dos Santos

06/85-12/85

Profº Walerian Wrosz

1986-1987

Profª Terezinha Thomaz

1987

Profº Roberto Marcelino Duarte

1988-1989

Profª Hiroko Akutagawa Tanaka

1990-1993

Profª Olinda Silva Santos

1993-1995

Profº Luiz Antonio dos Santos

1996-2000

Profª Aldaleci Fátima de Almeida

2001-2005

Profº Luiz Antonio dos Santos

2006-2007

Profº Valdomiro Domingues Paes

2008

Profª Eunice Manoel Vieira

01/2009-04/2009

Profª Grediela Moreira

05/2009-07/2010

Profª Eunice Manoel Vieira

08/2010 - 2011

EXPECTIVAS DA POPULAÇÃO A SER ATENDIDA

A comunidade escolar: professores e funcionários, trabalham de forma a atender as necessidades da realidade dos alunos procurando adequá-los e prepará-los não só intelectualmente ,mas também para a vida.

Os professores participam efetivamente de Cursos de Formação Continuada e Projetos para seu aperfeiçoamento pedagógico, além de Grupos de Estudos, palestras, encontros e outros eventos como o Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE).

A comunidade escolar do colégio apresenta-se com descendentes de diferentes etnias. Inicialmente de japoneses e atualmente com várias etnias que colonizaram o município como africanos, libaneses, italianos, indígenas e portugueses, enfim formando um retrato do verdadeiro povo brasileiro.

Como a realidade de todas as escolas, o colégio não foge à regra, não possuindo uma homogeneidade de classes sociais, apresentando em seu quadro de discentes, estudantes advindos de classe média baixa, carentes e também de condição financeira boa e estável. O Colégio apresenta dentro de sua comunidade escolar alunos advindos da zona rural e escolas municipais.

A comunidade em que o Colégio está inserida, tem participação nas decisões para viabilização de projetos que visam o enriquecimento do aprendizado dos mesmos. Para a atualização das informações da comunidade escolar interna/corpo discente, a equipe pedagógica desenvolveu um instrumento de coleta de dados contendo questões significativas para a verificação das condições socioeconômicas e culturais dos alunos e de suas respectivas famílias.

Não nos é difícil comumente entendermos a escola como uma organização cujo sentido se encontra na necessidade de preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais. O seu papel é difundir sabedoria e esta é necessária para o funcionamento da sociedade. Reduz a ignorância e, por isso, permite que os indivíduos tenham uma conduta esclarecida. Assegura o ajustamento profissional, pois qualquer profissão requer uma quantidade considerável de conhecimentos.

Atendimento a alunos por meio de Mandado Judicial
Entre o corpo discente, encontram-se alguns alunos que frequentam as aulas por serem menores de idade e estarem em dívida com a justiça por motivos diversos.

Em consonância com a lei, a escola tem ofertado a estes alunos o direito de participar das aulas e de todas as atividades propostas pelo estabelecimento, porém a maioria praticamente não frequenta as aulas e quando o fazem tumultuam, dificultam a aprendizagem dos demais alunos, desrespeitam o professor, o espaço físico, ignoram e burlam as regras, praticando o bullying. Também, danificam o patrimônio, tomam atitudes que não condizem com o ambiente, como fumar, vir sem uniforme, cabular aulas, alguns até com suspeita de repasse de drogas para os demais. Utilizam constantemente palavras de baixo calão na sala ou no pátio, indiferentes a presença do professor ou qualquer um dos funcionários, sendo até corriqueira a ameaça aos professores, funcionários e estudantes.

A comunidade escolar entende e procura atender as individualidades, com metodologias diversificadas, como a sala de apoio para os 6ª e 9ª anos, em contra turno, onde são trabalhadas atividades diferenciadas com os alunos que tem dificuldades na aprendizagem devido à defasagem ano/série, projetos de capacitação de professores que visam se qualificar para melhor atender aos casos que possivelmente possam surgir no estabelecimento, o trabalho conjunto com o conselho tutelar e as famílias que buscam o atendimento aos alunos com problemas comportamentais.

O colégio também busca resgatar a valorização, abolindo discriminações, repreendendo estas e buscando a integração destes estudantes junto aos demais, mas muito pouco de positivo tem recebido em troca, nem mesmo as famílias conseguem conviver ou conter o comportamento destes alunos ficando a cargo da escola tentar minimizar a situação.


MARCO SITUACIONAL – O Diagnóstico do Estabelecimento de Ensino
Apresentar o marco situacional do Colégio Estadual Conselheiro Carrão significa tratar de condições atuais da escola no tocante a seus resultados, dificuldades, planos e utopias.

De forma geral temos como perspectiva de trabalho garantir a especificidade da intencionalidade da ação educativa na perspectiva da pedagogia histórico-crítica, evitando a fragmentação das práticas em educação em práticas e ações que secundarizam o conteúdo.

Neste sentido procuramos racionalizar os esforços e recursos para atingir fins do processo educacional na perspectiva definida, orientando-se por uma concepção ética que valoriza o processo educativo escolar, condição de estímulo ao conhecimento e a busca de soluções de problemas pessoais, comunitários contemporâneos. Pensando assim, a escola tem como primícia a necessidade de trabalhar os conhecimentos históricos, científicos e filosóficos construídos pela humanidade, acarretando consequentemente, mudanças no processo ensino-aprendizagem e construindo o cidadão desejado.

A partir disso, o marco situacional envolve a perspectiva de professores, alunos, funcionários, comunidade dos pais e comunidade local, onde cada segmento manifesta seu pensamento e posição, onde os professores normalmente se manifestam quanto aos temas citados da seguinte forma: Em relação à comunidade que temos entende-se que a mesma participa da vida escolar, porém apenas quando é solicitada, necessitando de maior organização e visão de totalidade e de bem comum, sendo que tais atitudes são explicitadas na injusta distribuição de renda, que gera disparidades entre ricos e pobres, causando grande desestímulo pela educação escolar por parte da classe menos favorecida. O Estado promove ações que tentam minimizar estes problemas sociais entre elas as tecnologias de informação e comunicação, porém são insuficientes.

Diante do perfil da sociedade atual torna-se utópica a pretensão de uma participação intensiva da sociedade na escola, pois se isso acontecesse efetivamente a conseqüência seria a conquista de uma sociedade mais igualitária e justa, porém enquanto isso defendemos ações mais efetivas dos órgãos governamentais e não governamentais para o bem comum. No mesmo sentido a moralização das ações políticas e privadas em todas as esferas e setores, bem como o fim da impunidade, da sonegação e da corrupção devem ser ações a serem cumpridas ou punidas para que assim a contribuição de cada cidadão seja revertida em uma educação de qualidade.

Quanto à escola, os professores se dedicam a atender aos interesses da totalidade, sem distinção, respeitando as individualidades e buscando a melhoria na qualidade de ensino para todos.

A escola tenta ir ao encontro das atuais demandas sociais, integrando escola e comunidade na discussão de temas como: valores familiares, violência, drogas, gravidez na adolescência e etc., sem, contudo, perder a perspectiva dos conteúdos.

Em relação aos investimentos públicos, melhoraram, mas ainda são insuficientes. A escola se desdobra para gerar recursos próprios junto à comunidade escolar: é a “privatização do ensino público” por via inversa.

Com base neste quadro queremos construir uma escola que seja espaço de valorização da cultura produzida pela humanidade. Para isso, entendemos a necessidade de repensar o processo de formação de professores. Ainda, que a escola tenha razoáveis condições físicas, materiais, financeiras e humanas para garantir a todos os alunos o acesso, a permanência e a qualidade na educação, não se melhora a instrução pública apenas com melhores e maiores investimentos públicos na escola, financiamento total, dinheiro na escola com autonomia de gestão, mas neste sentindo, faz-se necessário manter uma constante reflexão sobre as causas do fracasso escolar, que todos os envolvidos responsabilizem-se em construir uma educação de qualidade inclusiva e cidadã.

Ainda no tocante ao marco situacional, deve-se discutir o aluno que temos e o aluno que queremos. Sabe-se que a realidade vivenciada nos dias atuais apresenta um estudante bombardeado por diversas tecnologias e que muitas vezes nossa escola perde em atrativos para a aprendizagem, denotando um aluno que busca apenas a utilidade momentanea do que é ensinado esquecendo-se que a aprendizagem necessita de dedicação e afinco.

Nos alunos que temos, a escola tem enfrentado um problema relacionado a matriculas de alunos advindos de diferentes países (Japão, Bolívia, Filipinas, Inglaterra, entre outros) cujos os pais retornaram ao Brasil e o colégio tem-se dedicado no atendimento a estes que na maioria das vezes não conhecem a Língua Portuguesa.

No que se refere ao aluno que queremos, temos consciência que o mesmo precisa ser formado aos poucos, porém é necessário que ele queira aprender, queira se dedicar a seus estudos e consequentemente conscientes de seu papel. A direção, juntamente com a equipe pedagógica e professores, vem buscando metodologias para acercar ao máximo a garantia de educação a estes alunos, que quando chegam é adequada a série de acordo com suas idades e de conformidade a lei que os ampara. Para tal trabalho que visa à inclusão destes, o colégio solicita a participação efetiva dos familiares.

Contamos também com alunos oriundos de diversos setores da sociedade, alunos que como em outras escolas, enfrentam ações judiciais e problemas relacionados às drogas e outros inúmeros casos que compõem nossa clientela educacional. Quanto à aprendizagem, apresentam muita defasagem na sua formação básica quanto à leitura, escrita e expressão oral, e também em cálculos básicos.

O trabalho com os estudantes que queremos devem embasar-se no cotidiano, compromissado com a qualidade do que é ensinado, em alunos interessados, participativos e críticos.

Quanto aos professores, a formação inicial é a exigida e praticamente todos tem curso de pós-graduação e alguns com mestrado. De forma geral há interesse em atualização constante, consequentemente, possuindo domínio dos eixos básicos de suas disciplinas, desenvolvendo uma proposta condizente com o que lhe é exigido pela escola.

Buscamos por professores que reflitam coletiva e constantemente sobre sua prática, que se envolvam mais com o fundamento teórico da proposta pedagógica da escola e por ele se responsabilizem. Hoje temos condições de trabalho melhoradas com as tecnologias, material didático, hora atividade, sala de apoio e aprendizagem, que se revertem em possibilidades de melhorias, de construção de uma escola para todos, porém com qualidade, autonomia e participação de todos.

Quanto aos funcionários, são na maioria mulheres, mães e donas de casa, disponíveis ao trabalho em conjunto, o que facilita sua valorização. Pensando e trabalhando por uma gestão democrática, tais funcionários tem participado das decisões e estudos da escola. Sendo parceiras no processo educacional, tal seguimento cumpre suas funções na limpeza da escola, passando pelas abordagens que são feitas aos alunos no pátio e ao servir o lanche são grandes observadoras do comportamento e das preferências dos alunos.

Com respeito ao trabalho pedagógico na escola, na sala de aula e o relacionamento no processo pedagógico, sabemos que este trabalho é fruto das relações sociais.

A aprendizagem proposta pelo colégio atende as expectativas da pedagogia histórico crítica, com atividades contextualizadas ao conteúdo sem desvincular-se da fundamentação científica não mais restrita a decorar informações, partindo do conhecimento prévio que junto ao professor e interagindo com seu colega, construa uma aprendizagem formal e que o mesmo possa interferir positivamente em sua realidade.

Quanto à avaliação todos os professores, mediante reuniões pedagógica decidem pelos métodos avaliativos diversificados, sendo portanto a avaliação contínua e cumulativa se faz por meio de atividades, projetos, tarefas de casa, trabalhos de pesquisa ou manuais, campeonatos, avaliações escritas,evitando assim que se use da avaliação para selecionar, rotular, classificar e controlar.

Embasado na pedagogia histórico-crítica procuramos construir um Projeto Político Pedagógico comprometido com os interesses e anseios das camadas populares aprimorando-o a cada processo de transformação que necessite adequação as necessidades da sociedade.



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