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PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE ARTE

ENSINO FUNDAMENTAL

I – APRESENTAÇÃO E JUSTIFICATIVA
O ensino de Arte visa construir uma proposta de ensino para os alunos, considera-se necessária uma reflexão a respeito da dimensão histórica dessa disciplina, como também ver os marcos importantes que influenciaram no desenvolvimento da arte no âmbito escolar, bem como alguns artistas que se preocuparam com o conhecimento em arte e instituições que foram sendo criadas para atender alunos de escolas públicas. Conhecer essa organização permitirá aprofundar a compreensão sobre a posição atual do ensino da arte em nosso país e, especialmente, no Paraná.

Durante o período colonial, incluindo por onde hoje é o Estado do Paraná, ocorreu nas vilas e Reduções Jesuítas, a primeira forma registrada de arte na educação. A Companhia de Jesus veio ao Brasil e desenvolveu uma educação de tradição religiosa, para grupos de origem portuguesa, indígena e africana, onde ocorreu um trabalho de catequização dos indígenas com os ensinamentos de artes e ofícios, através da retórica, literatura, música, teatro, dança pintura, escultura e artes manuais. Em todos os lugares onde a Companhia de Jesus se radicou promoveu essas formas artísticas, não somente cultivando as formas ibéricas de alta Idade Média e Renascentista, como assimilando as locais. Esse trabalho jesuítico que perdurou 250 anos, período correspondente aos anos de 1500 a 1759, influenciou na constituição da matriz cultural brasileira.

Por volta do século XVIII buscou-se a efetiva superação do modelo teocêntrico medieval, voltando-se ao projeto conhecido como iluminista, que tinha como característica marcante a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência. O governo do Marques de Pombal expulsa os Jesuítas do território do Brasil Colônia e estabelece uma reforma educacional colonial, conhecida como a Reforma Pombalina, onde os colégios jesuítas foram substituídos por colégios-seminário e outras congregações religiosas.

Em 1808 com a vinda da família real de Portugal para o Brasil, iniciasse uma série de obras e ações para acomodar em termos materiais e culturais, a corte Portuguesa. Entre essas ações destacam-se a chegada de um grupo de artistas encarregados da Fundação da Academia de Belas artes, na qual os alunos poderiam aprender as artes e ofícios artísticos.

Esse grupo ficou conhecido Missão Francesa e obedeceu ao estilo Neoclássico fundamentado no culto à beleza, clássica, centrando os exercícios na cópia e reprodução de obras consagradas. Esse padrão estético entrou em conflito com a arte colonial, como o barroco na arquitetura, escultura, talhe e pintura, presentes na obras de Antonio Francisco Lisboa (Aleijadinho), na música do Padre José Mauricio e outros artistas em sua maioria de origem humilde e mestiça, e em sua maioria recebiam uma proteção remunerada como os estrangeiros. Esse período foi de laicização do ensino no Brasil, com o fim os colégios-seminários e a sua transformação em estabelecimento público como o Colégio Dom Pedro II no Rio de Janeiro, ou exclusivamente eclesiásticos como o Colégio Caraça nas montanhas de Minas Gerais.

No Paraná foi fundado o Liceu de Curitiba e 1846, hoje o Colégio Estadual, a Escola Normal 1876, para a formação em Magistério, atual Instituto da Educação e a Escola Profissional Feminina 1886, oferecendo além de desenhos e pintura, cursos de corte e costura arranjos de flores e bordados que faziam parte da formação da mulher.

Entre conflitos de ideais positivistas e liberais, os positivistas, inspirados em Augusto Conte, valorizavam a arte, o ensino do desenho geométrico, como forma de desenvolver a mente para o pensamento cientifico, e os liberais valorizava o fazer artístico, a apreciação, os conhecimentos históricos, estéticos e contextuais.

Surge à primeira reforma educacional em 1890, com o objetivo de atender a um modo de produção capitalista, caracterizado pelo início da industrialização no Brasil, secundarizava do currículo o ensino de arte. Durante o período Getúlio Vargas (1930-1945) com a generalização do ensino profissionalizante nas escolas públicas na ditadura militar (1964-1985) com o direcionamento às habilidades técnicas, e na segunda metade dos anos de 1990 com a pedagogia das competências e habilidades e fundamentos aos Parâmetros Curriculares Nacionais, o ensino da Arte também ficou em segundo plano.

Um marco importante para a arte foi a Semana da Arte Moderna de 1992 que influenciou artistas brasileiros como, por exemplo, os modernistas Anita Malffati e Mário de Andrade que valorizavam a expressão individual e rompiam com os modos de representações realistas. Esse movimento valorizava a cultura do povo, pois entendia que toda as sociedades que habitaram o território onde hoje é Brasil, sempre ocorreu manifestações artísticas. Considerava também que a partir do processo de colonização, a arte indígena, artes medievais e renascentistas européias e arte africana constituíram-se a matriz da cultura popular brasileira. Tendo como enfoque na expressividade e criatividade; pensado inicialmente para crianças, essa concepção foi gradativamente incorporada para o ensino de outras faixas etárias.

O ensino da arte passa por várias mudanças e transformações com as políticas educacionais e movimentos artísticos, com o reconhecimento histórico e cultural, da sua importância dentro do sistema educacional. O ensino da arte deixa de ser coadjuvante no sistema educacional e passa a se preocupar com o desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade construída historicamente e em constante transformação. E com isso, compreender que os estudos da arte estão intrinsecamente ligados à história da humanidade, em um contexto sociocultural e político, abrangendo diferentes períodos, movimentos, tempos e espaços, a partir de variadas técnicas e estilos.



OBJETIVOS

Compreender que os estudos da arte estão intrinsecamente ligados à história da humanidade, em um contexto sociocultural e político, abrangendo diferentes períodos, movimentos, tempos e espaços, a partir de variadas técnicas e estilos.



II - CONTEÚDOS
6º ANO –
ARTES VISUAIS


Elementos Formais

Ponto


Linha

Textura


Forma

Superfície

Volume

Cor


Luz


Composição

Bidimensional,

Figurativa,

Geométrica, simetria

Técnicas: Pintura, escultura, arquitetura...

Gêneros: cenas da mitologia





Movimentos e Períodos

Arte Greco-romana

Arte Africana

Arte Oriental

Arte Pré-histórica


ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Estudo dos elementos formais e sua articulação com os elementos de composição e movimentos e períodos das artes visuais.

Teoria das Artes Visuais.

Produção de trabalhos de artes Visuais.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão dos elementos que estruturam e organizam as artes visuais e sua relação com o movimento artístico no qual se originaram.

Apropriação prática e teórica de técnicas e modos de composição visual.

Obs: Inserir no trato dos elementos Básicos das Linguagens Artísticas, das produções/manifestações artísticas e dentro do contexto dos elementos contextualizadores, conteúdos que contemplem a inclusão, educação no campo, agenda 21 e cultura Afro-brasileira.


MÚSICA


Elementos Formais
Altura

Duração


Timbre

Intensidade

Densidade


Composição

Ritmo


Melodia

Escalas:diatônica, pentatômica, cromática.

Improvisação



Movimentos e Períodos

Greco-romana

Oriental

Ocidental

Africana


ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos elementos formais na paisagem sonora e na música.

Audição de diferentes ritmos e escalas musicais.

Teoria da música.

Produção e execução de instrumentos rítmicos.

Prática coral e cânone Rítmico e melódico.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão dos elementos que estruturam e organizam a música e sua relação com o movimento artístico no qual se originaram.

Desenvolvimento da formação dos sentidos rítmicos e de intervalos melódicos e harmônicos.
TEATRO


Elementos Formais

Personagem:

Expressões,corporais, vocais, gestuais e faciais

Ação


Espaço


Composição

Enredo, roteiro, espaço Cênico, adereços.

Técnicas: jogos teatrais, teatro indireto e direto, improvisação, manipulação, máscara...

Gênero: Tragédia,

Comédia, Circo.



Movimentos e Períodos

Greco-romana

Teatro Oriental

Teatro Medieval

Renascimento


ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Estudo das estruturas teatrais: personagem, ação dramática e espaço cênico e sua Articulação com formas de composição em movimentos e períodos onde se originaram.

Teorias do teatro.

Produção de trabalhos com teatro.

Apropriação prática e teórica de técnicas e modos de composição teatrais.

EXPECTATIVAS DEAPRENDIZAGEM

Compreensão dos elementos que estruturam e organizam o teatro e sua relação com os movimentos artísticos nos quais se originaram.


DANÇA


Elementos Formais

Movimento

Corporal

Tempo


Espaço

Composição

Kinesfera

Eixo

Ponto de Apoio



Movimentos Articulares

Fluxo (livre interrompido)

Rápido e lento

Formação


Níveis (alto médio e baixo)

Deslocamento (direto e indireto)

Dimensões (pequeno e grande)

Técnica:


Improvisação

Gênero: Circular.




Movimentos e Períodos

Pré-história

Greco-Romana

Renascimento

Dança Clássica



ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Estudo do movimento corporal, tempo, espaço e sua articulação com os elementos de composição e movimentos e períodos da dança.

Teorias da dança.

Produção de trabalhos com dança utilizando diferentes modos de composição.



EXPECTATIVAS DEAPRENDIZAGEM

Compreensão dos elementos que estruturam e organizam a dança e sua relação com o movimento artístico no qual se originaram.

Apropriação prática e teórica de técnicas e modos de composição da dança
7ª ANO –
ARTES VISUAIS


Elementos Formais

Ponto


Linha

Forma


Textura

Superfície

Volume

Cor


Luz


Composição

Proporção

Tridimensional

Figura e fundo

Abstrata

Perspectiva

Técnicas:Pintura, escultura,

Modelagem, gravura...

Gêneros: paisagem, retrato, natureza morta..



Movimentos e Períodos

Arte indígena

Arte Popular

Brasileira e

Paranaense

Renascimento

Barroco


ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de estruturar e compor as artes visuais na cultura destes povos.

Teoria das Artes Visuais.

Produção de trabalhos de artes visuais com características da cultura popular, relacionando os conteúdos com o cotidiano do aluno.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão das diferentes formas artísticas populares, suas origens e práticas contemporâneas.

Apropriação prática e teórica de técnicas e modos de composição visual
TEATRO


Elementos Formais

Personagem:

Expressões corporais, vocais, gestuais e faciais

Ação


Espaço


Composição

Representação,

Leitura dramática,

Cenografia.

Técnicas: jogos teatrais, Mímica, improvisação, formas animadas...

Gêneros: Rua, Arena,

Caracterização.


Movimentos e Períodos

Comédia dell' arte

Teatro Popular

Brasileiro e

Paranaense

Teatro Africano




ABORDAGEM PEDAGOGICA

Percepção dos modos de fazer teatro, através de diferentes espaços disponíveis.

Teorias do teatro.

Produção de trabalhos com teatro de arena, de rua e indireto.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão das diferentes formas de representação presentes no cotidiano, suas origens e práticas Contemporâneas.

Apropriação prática e teórica de técnicas e modos de composição teatrais, presentes no cotidiano.

MÚSICA


Elementos Formais

Altura


Duração

Timbre


Intensidade

Densidade




Composição

Ritmo


Melodia

Escalas


Gêneros: folclórico, indígena, popular e étnico

Técnicas: vocal, instrumental, mista

Improvisação


Movimentos e períodos

Música popular e étnica (ocidental e oriental)





ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer música, através de diferentes formas musicais.

Teorias da música.

Produção de trabalhos musicais com características populares e composição de sons da paisagem sonora.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão das diferentes formas musicais populares, suas origens e práticas contemporâneas.

Apropriação prática e teórica de técnicas e modos de composição Musical
DANÇA


Elementos Formais

Corporal


Tempo

Espaço



Composição

Ponto de Apoio

Rotação

Coreografia



Salto e queda Peso (leve pesado)

Fluxo (livre interrompido e conduzido)

Lento, rápido e moderado

Níveis (alto médio e baixo)

Formação e Direção

Gênero: Folclórica, popular, étnica



Movimentos e períodos

Dança Popular

Brasileira

Paranaense

Africana

Indígena




ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer dança, através de diferentes espaços onde é elaborada e executada.

Teorias da dança.

Produção de trabalhos com dança utilizando diferentes modos de composição.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão das diferentes formas de dança popular, suas origens e práticas

Apropriação prática e teórica de técnicas e modos de composição da dança.
8ºANO –
ARTES VISUAIS


Elementos Formais

Linha


Forma

Textura


Superfície

Volume


Cor

Luz


Composição

Semelhanças

Contrastes

Ritmo Visual

Estilização

Deformação

Técnicas:desenho, fotografia,audiovisual, mista..


Movimentos e Períodos

Indústria Cultural

Arte no Séc. XX

Arte Contemporânea





ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer trabalhos com artes visuais nas diferentes mídias.

Teoria das artes visuais e mídias.

Produção de trabalhos de artes visuais utilizando equipamentos e recursos tecnológicos.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão das artes visuais em diversos no Cinema e nas mídias, sua função social e ideológica de veiculação e consumo.

Apropriação prática e teórica das tecnologias e modos de composição das artes visuais nas mídias, relacionadas à produção, divulgação e consumo
TEATRO


Elementos Formais

Personagem:

Expressões corporais, vocais, gestuais e faciais;

Ação


Espaço

Composição

Representação no

Cinema e Mídias

Texto dramático

Maquiagem

Sonoplastia

Roteiro

Técnicas: jogos teatrais, sombra, adaptação cênica...




Movimentos e períodos

Indústria Cultural

Realismo

Expressionismo

Cinema novo



ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer teatro, através de diferentes mídias.

Teorias da representação no teatro e mídias.

Produção de trabalhos de representação utilizando equipamentos e recursos tecnológicos.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão das diferentes formas de representação no Cinema e nas mídias, sua função social e ideológica de veiculação e consumo.Apropriação prática e teórica das tecnologias e modos de composição da representação nas mídias; relacionadas à produção, divulgação e consumo.


MÚSICA


Elementos Formais

Altura


Duração

Timbre


Intensidade

Densidade




Composição

Ritmo


Melodia

Harmonia


Tonal, modal e a fusão de ambos.

Técnicas: vocal, instrumental e mista

Indústria Cultural


Movimentos e períodos

Eletrônica

Minimalista

Rap, Rock, Tecno




ABORDAGEM PEDAGÓGICA.

Percepção dos modos de fazer música, através de diferentes mídias. (Cinema, Vídeo, TV e Computador);

Teorias sobre música e indústria cultural.

Produção de trabalhos de composição musical utilizando equipamentos e recursos tecnológicos.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão das diferentes formas musicais no Cinema e nas mídias, sua função social e ideológica de veiculação e consumo.

Apropriação prática e teórica das tecnologias e modos de composição musical nas mídias;

Relacionadas à produção, divulgação e consumo.


DANÇA



Elementos Formais

Movimento

Corporal

Tempo


Espaço


Composição

Giro


Rolamento

Saltos


Aceleração e desaceleração

Direções (frente, lado, atrás, direita e esquerda)

Improvisação

Coreografia

Sonoplastia

Gênero: Indústria

Cultural e Espetáculo



Movimentos e Períodos

Hip Hop


Musicais

Expressionismo

Indústria Cultural

Dança Moderna





ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer dança, através de diferentes mídias.

Teorias da dança de palco e em diferentes mídias.

Produção de trabalhos de dança utilizando equipamentos e recursos tecnológicos.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão das diferentes formas de dança no Cinema, musicais e nas mídias, sua função social e ideológica de veiculação e consumo.

Apropriação prática e teórica das tecnologias e modos de composição da dança nas mídias; relacionadas à produção, divulgação e consumo.
9º ANO –
ARTES VISUAIS


Elementos Formais

Forma


Textura

Superfície

Volume

Cor


Luz



Composição

Bidimensional

Tridimensional

Figura-fundo

Ritmo Visual

Técnica: Pintura, grafitte, performance...

Gêneros: Paisagem urbana, cenas do cotidiano...


Movimentos e períodos

Realismo


Vanguardas

Muralismo e Arte

Latino-americana

Hip Hop




ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer trabalhos com artes visuais e sua função social.

Teorias das Artes Visuais.

Produção de trabalhos com os modos de organização e composição como fator de transformação social.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão da dimensão das Artes Visuais enquanto fator de transformação social.

Produção de trabalhos, visando atuação do sujeito em sua realidade singular e social

TEATRO


Elementos Formais

Personagem:

Expressões corporais,

vocais, gestuais e faciais;

Ação

Espaço



Composição

Técnicas: Monólogo, jogos teatrais, direção, ensaio,

Teatro-Fórum...

Dramaturgia

Cenografia

Sonoplastia

Iluminação

Figurino



Movimentos e períodos

Teatro Engajado

Teatro do Oprimido

Teatro Pobre

Teatro do Absurdo

Vanguardas




ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer teatro e sua função social.

Teorias do teatro.

Criação de trabalhos com os modos de organização e composição teatral como fator de transformação social.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão da dimensão ideológica presente no teatro e o teatro enquanto fator de transformação social


MÚSICA


Elementos Formais

Altura


Duração

Timbre


Intensidade

Densidade




Composição

Ritmo


Melodia

Harmonia


Técnicas:vocal, instrumental, mista

Gêneros: popular, folclórico, étnico



Movimentos e períodos

Música Engajada

Música Popular

Brasileira.

Música contemporânea


ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer música e sua função social.

Teorias da Música.

Produção de trabalhos com os modos de organização e Composição musical, com enfoque na Música Engajada.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão da música como fator de transformação social.

Produção de trabalhos musicais, visando atuação do sujeito em sua realidade singular e social
DANÇA


Elementos Formais

Movimento

Corporal

Tempo


Espaço



Composição

Kinesfera

Ponto de Apoio

Peso


Fluxo

Quedas


Saltos

Giros


Rolamentos

Extensão (perto e longe)

Coreografia

Deslocamento

Gênero:

Performance, moderna.





Movimentos e períodos

Vanguardas

Dança Moderna

Dança


Contemporânea

ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Percepção dos modos de fazer dança e sua função social.

Teorias da dança.

Produção de trabalhos com os modos de organização e Composição da dança como fator de transformação social.



EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Compreensão da dimensão da dança enquanto fator de transformação social.

Produção de trabalhos com dança, visando atuação do sujeito em sua realidade singular e social.
III – METODOLOGIA
O trabalho em sala de aula deve se pautar pela relação que o ser humano tem com arte; sua relação é de produzir arte, desenvolver um trabalho artístico ou de sentir e perceber as obras artísticas.

No espaço escolar, o objeto de trabalho é o conhecimento. Desta forma devemos contemplar, na metodologia do ensino da arte, estabelecer como eixo o trabalho artístico, que é fazer, o sentir e perceber, que são as formas de leitura e apropriação do conhecimento, realizando pinturas e desenhos. Participando de danças, músicas e teatro.

Pretende-se priorizar um ensino que valorize a história dos estudantes respeitando suas raízes, sua raça e suas diferenças (física, religiosa, cultural, social etc.), um processo educativo que lhes proporcione acolhimento e aprendizagem efetiva.

É necessário dar liberdade para que os alunos aprendam do seu modo e no seu tempo, conforme suas condições, independente de serem alunos com necessidades especiais ou não.

Os conteúdos contextualizados são trabalhados através de outras fontes de pesquisas, utilizando os recursos tecnológicos disponíveis na escola (sala de informática, TV. Paulo Freire, Tv multimídia, recursos áudios-visuais, etc).
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES


  • Educação Ambiental ( Lei 9795/99) Dec.4201/02;

  • Enfrentamento à violência contra a Criança e ao Adolescente ( LeiFederal nº 11525/07;

  • Cultura Afro – Lei 11645 de 10 de março de 2008

  • Cultura Indígena – Lei 11645 de 10 de março de 2008

  • Educação Fiscal

  • Educação Tributária Dec. nº1143/99, portaria nº 413/02.

  • História do Paraná (Lei nº13381/01);

  • Música Lei (11769/08)

  • Prevenção ao uso indevido de drogas, sexualidade humana;

  • Mostra Cultural

  • Festival da Canção

IV- AVALIAÇÃO

O objetivo da Arte no Ensino Fundamental é propiciar ao aluno o acesso aos conhecimentos presentes nos bens culturais.

Numa avaliação significativa, é preciso também que o professor tenha conhecimento da linguagem artística em questão. bem como da relação entre o criador e o que foi criado.

A avaliação em Arte supera dessa forma, o papel de mero instrumento de medição da apreensão de conteúdos, busca propiciar aprendizagens socialmente significativas para o aluno. Sendo processual e sem estabelecer parâmetros comparativos entre os alunos, estará discutindo dificuldades e progressos de cada um a partir da sua própria produção. Assim sendo, considerará o desenvolvimento do pensamento estético, levando em conta a sistematização dos conhecimentos para a leitura da realidade.

A sistematização da avaliação se dará na observação e registro dos caminhos percorridos pelo aluno em seu processo de aprendizagem, acompanhando os avanços e dificuldades percebidas em suas criações e/ou produções.

As propostas podem ser socializadas em sala, possibilitando oportunidades para o aluno apresentar, refletir e discutir a sua produção e a dos colegas. Sem perder de vista a dimensão sensível contida no processo de aprendizagem dos conteúdos das linguagens artísticas.

No processo avaliativo o professor precisa considerar o processo pessoal de desenvolvimento de cada aluno e sua relação com as atividades desenvolvidas na escola. Em artes visuais vale como processo avaliativo a observação do aluno nos seguintes aspectos:

•Consegue estabelecer relações com o trabalho de arte produzido por si, por seu grupo e por outros sem discriminação estética, artística, ética e de gênero;

•Identifica os elementos da linguagem visual e suas relações em trabalhos artísticos e na natureza.

•Em música e dança usamos os seguintes critérios:

•Sabe mover-se com consciência, desenvoltura, qualidade e clareza dentro de suas possibilidades de movimento e das escolhas que faz;

•Toma decisões próprias na organização dos processos criativos individuais e de grupo em relação a movimentos, música, cenário e espaço cênico.

•Conhece as principais correntes históricas da dança e as manifestações típicas de sua comunidade, Estado e País;

•Cria e interpreta com autonomia, utilizando diferentes meios sonoros para representar suas idéias.

•Utiliza corretamente os elementos básicos da linguagem musical;

•Conhece e aprecia musicas de seu meio sócio-cultural.

Em teatro:

•Sabe improvisar e atuar nas situações de jogos, explorando as capacidades de seu corpo e de sua voz;

Está capacitado para dramatizar e encenar cenas, reconhecendo e organizando recursos para a sua estruturação.

•Emite opiniões sobre as atividades teatrais do grupo, com clareza e com critério, sem discriminação estética, artística, étnica ou de gênero.

•Se identifica momentos importantes da história do teatro.

A Avaliação é feita no acompanhamento contínuo do aluno pelo seu professor procurando desenvolver no educando uma forma pessoal de se expressar artisticamente, bem como do mesmo conhecer diversas formas de expressão, desenvolvendo-se intelectual, social e profissionalmente.

Será feita também através da realização de exposições e apresentação de grupo durante o decorrer do ano, pelos seus trabalhos e participação em sala de aula, sendo valorizados todos os trabalhos que ele efetivamente realizar fora e dentro da sala de aula.

A avaliação tem o objetivo de formar no aluno o seu senso artístico próprio, oportunizando a ele ser um agente transformador de senso artístico próprio, oportunizando a ele ser um agente transformador de seu mundo.

Ao professor, o processo avaliativo é, sem dúvida nenhuma, a oportunidade que o mesmo possui para não só observar o outro, mas, observar a si mesmo em sua prática de ensino, eis que aí se apresenta excelente oportunidade para a reflexão de sua prática pedagógica.
V - REFERENCIA S

ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Historia da Educação. São Paulo: Moderna,

1987.

AZEVEDO, F. de. A cultura brasileira. 5ª edição, revista e ampliada. São



Paulo: melhoramentos, editora da USP, 1971.

BERTELLO, Maria Augusta. Palavra em ação – mini manual de pesquisa –

Arte. Ed. Claranto,1 ed., 2003

BOSI, Alfredo, Reflexões sobre a Arte, São Paulo: África, 1981.

CALÁBRIA, Carla Paula Brondi; MARTINS, Raquel Valle. Arte, história e

produção. São Paulo: FDT, 1997..

CALÁBRIA, Carla Paula Brondi; MARTINS, Raquel Valle. Arte, história e

produção. São Paulo: ,, 2009.

FDTCALÁBRIA,Carla Paula Brondi; MARTINS, Raquel Valle; Arte, história e produção. CHAUI, Marilena. Convite a Filosofia. São Paulo: Ática, 2003.

CANTELE, Bruna Renata, LEONARDI, Angela Cantele. Arte, linguagem

visual, Ens. Fundamental de 5 a 8 séries. Vols. 1 e 2 . Ed. IBEP – SP,2001.

DEZEMBRO. Colégio Estadual 14 de – EFM. Projeto Político Pedagógico.

Peabiru – Pr; 2010.

_________. Colégio Estadual 14 de – EFM. Regimento Escolar. Peabiru –

PR; 2008.

PROENÇA,Graça Pr; História da arte MINI MANUAL DE PESQUISA. Arte.

Uberlandia/MG: Ed. Claranto, 2005.

PARANÁ. Arte: vários autore. Curitiba: SEED-PR, 2006. -336 p.

________. Secretaria de Estado da Educação do Paraná – Diretrizes

Curriculares de Artes/Arte – Curitiba, SEED/PR, 2008.

_______,Colégio Estadual 14 de Dezembro. Projeto Político Pedagógico.

Peabiru, 2010.

VASQUEZ, A. S. As idéias estéticas de Marx. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e

Terra, 1978.

VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Psicologia da Arte. São Paulo: M. Fontes, 1999.


PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE CIENCIAS

ENSINO FUNDAMENTAL

I -APRESENTAÇÃO
O estudo de ciências proporciona ao educando uma compreensão racional do mundo que o cerca, onde as descobertas científicas objetivam o bem estar dos indivíduos dentro da sociedade que vivem. Para tanto, a ciências valoriza o questionamento das certezas e incertezas da vida, a contradição dos remotos cientistas desbravadores, a diversidade em que vivemos e a divergência de ideias.

Esse convívio com as ciências permitirá ao educando visualizar as suas responsabilidades diante do ambiente, onde ele pode alterar os ecossistemas, levá-lo a um posicionamento isento de preconceitos ou supertições, já que o conhecimento científico é uma conquista humana e está relacionada com os processos tecnológicos, a investigação da natureza e da relação entre os seres humanos com os demais seres vivos que buscam sobreviver neste planeta.



O educando ainda deverá estar preparado para participar de forma esclarecida e responsável diante de decisões que dizem respeito à sociedade. Estabelecendo relações entre o mundo natural (conteúdo da ciência), o mundo construído pelo homem e todos os seus desafios atuais.


  1. Conteúdos:

6º ANO

CONTEÚDO ESTRUTURANTE


  1. ASTRONOMIA

  2. MATÉRIA

  3. SISTEMAS BIOLÓGICOS

  4. ENERGIA

  5. BIODIVERSIDADE


CONTEÚDOS BÁSICOS


  1. UNIVERSO

  2. SISTEMA SOLAR

  3. MOVIMENTOS CELESTES

  4. ASTROS

  5. CONSTITUIÇÃO DA MATÉRIA

  6. NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO CELULAR

  7. FORMAS DE ENERGIA

  8. CONVERSÃO DE ENERGIA

  9. TRANSMISSÃO DE ENERGIA

  10. ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS

  11. ECOSSISTEMA

  12. EVOLUÇÃO DOS SERES VIVOS



7º ANO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE


  1. ASTRONOMIA

  2. MATÉRIA

  3. SISTEMAS BIOLÓGICOS

  4. ENERGIA

  5. BIODIVERSIDADE



CONTEÚDOS BÁSICOS


  1. ASTROS

  2. MOVIMENTOS TERRESTRES

  3. MOVIMENTOS CELESTES

  4. CONSTITUIÇÃO DA MATÉRIA

  5. CÉLULA

  6. MORFOLOGIA E FISIOLOGIA DOS SERES VIVOS

  7. FORMAS DE ENERGIA

  8. TRANSMISSÃO DE ENERGIA

  9. ORIGEM DA VIDA

  10. ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS

  11. SISTEMÁTICA



8º ANO

CONTEÚDO ESTRUTURANTE


  1. ASTRONOMIA

  2. MATÉRIA

  3. SISTEMAS BIOLÓGICOS

  4. ENERGIA

  5. BIODIVERSIDADE



CONTEÚDOS BÁSICOS


  1. ORIGEM E EVOLUÇÃO DO UNIVERSO

  2. CONSTITUIÇÃO DA MATÉRIA

  3. CÉLULA

  4. MORFOLOGIA E FISIOLOGIA DOS SERES VIVOS

  5. FORMAS DE ENERGIA

  6. EVOLUÇÃO DOS SERES VIVOS



9º ANO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE


  1. ASTRONOMIA

  2. MATÉRIA

  3. SISTEMAS BIOLÓGICOS

  4. ENERGIA

  5. BIODIVERSIDADE



CONTEÚDOS BÁSICOS


  1. ASTROS

  2. GRAVITAÇÃO UNIVERSAL

  3. FORÇA DE ATRAÇÃO GRAVITACIONAL

  4. PROPRIEDADES DA MATÉRIA

  5. MORFOLOGIA E FISIOLOGIA DOS SERES VIVOS

  6. SISTEMA NERVOSO

  7. SISTEMA SENSORIAL

  8. SISTEMA REPRODUTOR

  9. SISTEMA ENDÓCRINO

  10. MECANISMO DE HERANÇA GENÉTICA

  11. CROMOSSOMOS

  12. GENES

  13. MITOSE

  14. MEIOSE

  15. FORMAS DE ENERGIA

  16. LEI DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA

  17. INTERAÇÕES ECOLÓGICAS



  1. Metodologia:

A disciplina e o ensino de ciências buscam compreender o ambiente em que vivemos atuando como cidadãos, buscando soluções e enfrentando os obstáculos referentes às situações do cotidiano, intervindo positivamente no ambiente por meio do conhecimento da ciência e da tecnologia para um maior conhecimento e participação da nossa sociedade.

Nesse cenário é preciso a compreensão dos aspectos discutidos nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica de Ciências, que destacam:




  • Considerações a respeito dos Métodos Científicos




  • Formação de Conceitos Científicos na Idade Escolar




  • Conhecimento Científico Escolar




  • Aprendizagem Significativa no Ensino de Ciências

Ao fazer um passeio pela História da Ciência, Thomas Kuhn salienta que se fosse estudada em detalhes “poderia produzir uma transformação decisiva na imagem de ciência que atualmente nos domina” (KUHN, 2003). Tomemos como exemplo o método científico - que ganhou força no século XIX – que apresentou posicionamentos divergentes ao longo do tempo, indicando que o caminho percorrido pelos pesquisadores evidencia o momento histórico vivenciado.

De acordo com Bachelard, a ciência, como um todo, em suas diferentes áreas, trabalha com o método de seu tempo que vão ao encontro do seu objeto de estudo. Faz-se necessária a observação dos livros didáticos, cuja interpretação pode apontar que os métodos científicos são simplesmente aqueles ilustrados pelas técnicas de manipulação juntamente com operações lógicas. Daí a importância do atrelamento da história da ciência ao ensino, pois permitirá identificar que não existe um único método científico, mas a configuração de métodos que se alteram com o passar do tempo.

Parece claro que uma das funções do ensino de ciências é propiciar o acesso aos conhecimentos contemporâneos e a sua não neutralidade no sentido que permita ao aluno apropriar-se do conhecimento científico, de seu potencial explicativo e transformador da realidade, como apontam as Diretrizes Curriculares da Educação Básica de Ciências: “[...] se faz necessário ampliar os encaminhamentos metodológicos para abordar os conteúdos escolares de modo que os estudantes superem os obstáculos conceituais oriundos de sua vivência cotidiana.” (PARANÁ, 2008, p.57).

O sujeito do conhecimento, ou seja, aquele que aprende o estudante chega até a escola com algum conhecimento científico que se fazem presentes no cotidiano tanto por intermédio dos objetos e processos tecnológicos que permeiam as diferentes esferas da vida contemporânea quanto pelas formas de explicação cientifica, com a disseminação de sua terminologia e a divulgação fragmentada de seus resultados e modelos explicativos.

O aprendizado de ciências inicia muito antes do contato da escola e ocorre dentro e fora dela. Vale ressaltar que conhecimento empírico do aluno não constitui conhecimento sistematizado, já o conhecimento escolar, além de apresentar-se sistematizado, objetiva o desenvolvimento da criticidade no estudante, para que seja capaz de atuar na sociedade em que vive de modo coerente e pautado no saber historicamente construído.

As interações que o aluno vivencia no âmbito escolar é que farão com que se aproprie dos modelos e teorias científicas, rompendo o que Bachelard denomina de obstáculos epistemológicos, que pode ser entendido como a superação do conhecimento vulgar para o conhecimento científico. De acordo com o mesmo autor, é por meio das “rupturas que o conhecimento científico se constrói, é uma psicanálise dos erros iniciais, erros epistemológicos, cometidos pelos alunos na interação do objeto de estudo” (BACHELARD, 1977).

Para tanto se faz necessário não apenas saber se o conhecimento vulgar existe, é preciso, identificá-lo, conhecê-lo, psicanalizá-lo para que possa problematizá-lo, localizar suas contradições e limitações e então buscar a desestabilização das afirmações dos estudantes para então, levá-los a compreensão de outro conhecimento, distintamente sistematizado. A aprendizagem significativa pode ser compreendida como a aquisição de novos conhecimentos a partir do conhecimento empírico do estudante, ao qual atribui novos significados. Em outras palavras, os novos conhecimentos que se adquirem relacionam-se com o conhecimento prévio que o aluno possui, reestruturando, assim sua rede cognitiva.

As Diretrizes Curriculares da Educação Básica de Ciências apontam a importância da superação dos obstáculos conceituais para que ocorra a apropriação do conhecimento científico. A história da ciência, nesse ponto pode propiciar ao professor compreender como se desenvolveu o conhecimento científico, já que muitas vezes, os alunos apresentam conhecimentos alternativos semelhantes aos dos primeiros pesquisadores. A formação docente, a aquisição do saber ensinar ou mesmo do aprender ensinar, não se reduz ao curso universitário, é uma caminhada longa e complexa que envolve o próprio desejo de se constituir professor. Nesse sentido, Carvalho e Gil-Perez (1995), apontam alguns aspectos importantes e necessários em um professor para dar continuidade a sua formação inicial, já que a formação tem início no curso de graduação, mas continua durante toda a carreira docente:

Ter conhecimento da história da ciência, visto que esta é uma construção humana, provisória e intencional. O saber da origem dos conhecimentos científicos, do contexto no qual foram construídos constitui uma maneira de “associar os problemas que originaram sua construção” (CARVALHO; PEREZ, 1995) inferindo sua historicidade, intencionalidade e necessidade em cada contexto.

Ter compreensão dos métodos utilizados na construção dos conhecimentos científicos, ou seja, do método científico de cada período histórico. Estabelecer relações entre Ciência Tecnologia e Sociedade como uma análise crítica e interdisciplinar da Ciência e da Tecnologia num contexto social, com o objetivo de compreender os aspectos gerais do fenômeno científico-tecnológico e a importância dessa tríade na definição das condições da vida humana, que extrapolam o âmbito acadêmico para se converterem em centros de atenção e de interesse do conjunto da sociedade. É evidente que não pode faltar ao professor o saber referente aos conteúdos a serem ensinados, bem como suas relações curriculares de modo a torná-los instigantes e significativos aos estudantes. Faz-se necessário, também o conhecimento pedagógico que reside nos procedimentos de transmissão, que reúne características específicas como a complexidade, a acessibilidade, a observalidade e a utilidade social.

Nesse contexto de formação, somos levados a concluir que o saber dos professores “é um saber plural, formado pelo amálgama, mais ou menos coerente, de saberes oriundos da formação profissional e de saberes disciplinares, curriculares e experienciais” (TARDIF, 2002, p. 36). Nesse sentido, a formação e a construção da identidade docente é um processo dinâmico ao longo da carreira profissional, na qual o professor progressivamente legitima e ressignifica sua prática docente.

Na aprendizagem significativa, o aprendiz não é um receptor passivo. Longe disso, ele deve fazer uso dos significados que já internalizou, de maneira substantiva e não arbitrária, para poder captar os significados dos materiais educativos. Nesse processo, ao mesmo tempo em que está progressivamente “diferenciando sua estrutura cognitiva, está também fazendo a reconciliação integradora de modo a identificar semelhanças e diferenças e reorganizar seu conhecimento. Quer dizer, o aprendiz constrói seu conhecimento, produz seu conhecimento” (MOREIRA; MASINI, 2005).

O estabelecimento dessas relações depende das mediações e estratégias utilizadas pelo professor, pois “dependem da organização dos conteúdos, de material didático de apoio potencialmente significativo” (PARANÁ, 2008), da utilização de metodologias adequadas a cada conteúdo a ser ensinado e da internalização dos conhecimentos pelos estudantes a partir daqueles já presentes em sua estrutura cognitiva.

Por outro lado, quando a estrutura cognitiva do indivíduo não possui conceitos relevantes, diferenciados e estáveis para articular ou relacionar a nova informação ou conhecimento, o estudante poderá assimilá-los de forma mecânica. O conhecimento aprendido mecanicamente pode ir “paulatinamente sendo relacionado com novas ideias e reorganizado na estrutura cognitiva caso o sujeito continue interagindo com a nova informação” (MOREIRA; LEMOS, 2005).

A vivência cotidiana de um ensino potencialmente significativo, ou seja, efetivamente voltado para favorecer a aprendizagem significativa pelo aluno permitirá que ele, ao longo do seu processo de escolarização, compreenda a natureza do conhecimento científico. Tal aspecto evidencia o caráter complexo e dinâmico do ensino e aponta para a importância do planejamento, do ensino propriamente dito e dos processos de avaliação final.




  1. Avaliação:

Elemento que integra ensino e aprendizagem, a avaliação tem por meta o ajuste e orientação para a intervenção pedagógica, identificando necessidades e revendo estratégias quando for necessário, visando a aprendizagem da melhor forma para o aluno. É um elemento de reflexão contínua para o professor sobre sua prática educativa e um instrumento para que o aluno possa tomar consciência de seus progressos, dificuldades e possibilidades.

É fundamental haver coerência entre o ensino e a avaliação, partes inseparáveis do mesmo processo. É preciso considerar as diferentes naturezas da avaliação que se articulam com os objetivos e conteúdos definidos, respeitando as diferenças individuais e escolares. Ela deve ser fundamentada , na criatividade , no crescimento e no interesse do educando, portanto, a avaliação se dará através da participação e do desempenho do aluno, trabalhos em grupos ou individuais, testes orais ou escritos.

Quanto aos instrumentos, será observado a apropriação dos conteúdos através de produções textuais orais e escritas, atividades escritas, compostas por atividades objetivas e subjetivas.
AVALIAÇÃO ESPECÍFICA DA DISCIPLINA
- A avaliação é um processo contínuo e constante e para efetivá-lo será considerado:

-Participação ativa do aluno durante as aulas.•

-Desempenho em testes de avaliações periódicas•

-Pontualidade na entrega de trabalhos.•

-Resoluções de questões em estudo.•

-Apresentação de relatos•

-Análise de resultado das pesquisas.

-Observação do professor ( interesse do aluno, participação e comportamento).•

-Mudança de comportamento do aluno.

-A avaliação Paralela de Estudos será realizada para atender os alunos com defasagem de conteúdo. Para que seja objetiva e verdadeira serão retomados os conteúdos




  1. Referências:

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná: Ciências/Secretaria do Estado da Educação do Paraná. Curitiba: SEED, 2009.


CARVALHO, Anna M. Pessoa de; GIL-PEREZ, Daniel. Formação de professores de Ciências: tendências e inovações. São Paulo: Cortez, 1997.
DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José Andre; PERNAMBUCO, Marta Maria. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 2007.
CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: aprendendo com o Cotidiano. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2009.
GOWDAK, Demétrio. MARTINS, Eduardo. Ciências: natureza e vida. São Paulo: FTD, 1996.
_______. Coleção: Ciências - novo pensar. São Paulo: FTD, 2009.
TRIVELLATO, José... [et al.]. Ciências, natureza e cotidiano: criatividade, pesquisa e conhecimento. São Paulo: FTD, 2009.
VALLE, Cecília. Ciências: vida e ambiente. 1. ed. Curitiba: Positivo, 2004.
BARROS, Carlos. PAULINO, Wilson. Ciências: o corpo humano. 4. ed. São Paulo: Ática, 2009.
ALVARENGA, Jenner Procópio... [et al.]. Ciências integradas. Curitiba: Ed. Positivo, 2008.
ANDERY, M. A.... [et al.]. Para compreender a ciência. 5. ed. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1994.
CRUZ, C. G. M. da... [et al.]. Fundamentos teóricos das ciências naturais. Curitiba: IESDE, 2004.
CHASSOT, A. A ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE
EDUCAÇÃO FISICA - ENSINO FUNDAMENTAL


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