Sendo o equinócio, volume III, NÚmero V



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OS ATUS : MNEMÔNICA

((Grafar a letra Aleph)) Verdade, riso, volúpia: Louco Sagrado do Vinho ! Véu dilacerado,

Loucura lasciva é iluminação sublime.
((Grafar a letra Beth)) A Palavra da Sabedoria tece a teia de mentiras,

Une Infinidades irredutíveis.


((Grafar a letra Gimel)) Mãe, donzela da lua, companheira de folguedos, noiva de Pã;

Ministro-Anjo de Deus para todo homem.


((Grafar a letra Daleth)) Beleza, exibe teu Império ! A verdade acima do

Alcance do Pensamento: a totalidade do mundo é Amor.


((Grafar a letra Tzaddi)) Genitor e iniciante, Imperador e Rei

De todas as coisas mortais, salve o senhor da Primavera !


((Grafar a letra Vau)) Sabedoria a cada um proporcional à sua necessidade

Por modalidades de Luz, derrama, grande Hierofante !


((Grafar a letra Zain)) A cada um sua Compreensão realmente descobre

Sem palavras: seu modo, Gêmeos e Amantes imortais !


((Grafar a letra Cheth)) Contempla, a Carruagem! Através da água jorra

O Santo Graal, vida e êxtase, do Vinho e do Sangue!


((Grafar a letra Teth)) A Serpente-Leão gera Deuses ! Teu trono

A exuberante Besta, nossa Senhora Babalon !


((Grafar a letra Yod)) Sumamente secreta semente de todo o plano-serpente da Vida,

Virgem, o Eremita vai, mudo Guardião.


((Grafar a letra Kaph)) Acelerada por suas energias trinas, a Roda

Da Fortuna gira: seu Eixo, imóvel.


((Grafar a letra Lamed)) Ajustamento ! O ritmo se retorce através de cada ato.

Selvagem é a dança; seu equilíbrio é exato.


((Grafar a letra Mem)) Nas Profundezas de Mãe do Oceano o Homem-Deus

Pende, Lâmpada do Abismo Aeoniano.


((Grafar a letra Nun)) Águia, e Serpente, e Escorpião ! A Dança

Da Morte turbilhona Vida de Transe a Transe a Transe.


((Grafar a letra Samekh)) Solve, coagula ! Por V. I. T. R. I. O. L. mostrado,

A Tintura, o Elixir, e a Pedra.


((Grafar a letra Ayin)) sobre os cumes o bode-Deus

Salta em luxúria selvagem de êxtase livre.


((Grafar a letra Phé)) Bellona, grita ! Desencapuza os Falcões ! O estrondo

De Universos esmagando-se na Guerra !


((Grafar a letra Hé)) Nuit, nossa Senhora das Estrelas ! Evento

É todo Teu jogo, sublime Experimento !


((Grafar a letra Koph)) Lua-feiticeira, sob teu aceno de sangue livre

O admirável Barco profético do Escaravelho da Meia-noite !


((Grafar a letra Resh)) O Sol, nosso Pai ! Alma de Vida e Luz,

Ama e brinca livremente, sagrado em Tua visão !


((Grafar a letra Shin)) Nuit, Hadit, Ra-Hoor-Khuit ! O Aeon

Da Criança Gêmea ! Exulta, ó Empíreo !


((Grafar a letra Tau)) O Nada se torna Tudo para realizar a extensão

Do nada, ó Universo perfeito de Pã.



AS CARTAS (ILUSTRAÇÕES)
((ilustr. Os Amantes))
- - -
TRUNFOS
0 O Louco I O Mago

II A Alta Sacerdotisa III A Imperatriz

IV O Imperador V O Hierofante

VI Os Amantes VII A Carruagem

VIII Ajustamento IX O Eremita

X Fortuna XI Volúpia

XII O Pendurado XIII Morte

XIV Arte XV O Diabo

XVI A Torre XVII A Estrela

XVIII A Lua XIX O Sol

XX O Aeon XXI O Universo

CARTAS DA CORTE - BASTÕES


Cavaleiro de Bastões Rainha de Bastões

Príncipe de Bastões Princesa de Bastões


CARTAS DA CORTE - COPAS
Cavaleiro de Copas Rainha de Copas

Príncipe de Copas Princesa de Copas


CARTAS DA CORTE - ESPADAS
Cavaleiro de Espadas Rainha de Espadas

Príncipe de Espadas Princesa de Espadas


CARTAS DA CORTE - DISCOS
Cavaleiro de Discos Rainha de Discos

Príncipe de Discos Princesa de Discos

CARTAS MENORES - BASTÕES
Ás de Bastões Domínio

Virtude Conclusão

Disputa Vitória

Valor Rapidez

Força Opressão
CARTAS MENORES - COPAS
Ás de Copas Amor

Abundância Luxúria

Desapontamento Prazer

Deboche Indolência

Felicidade Saciedade
CARTAS MENORES - ESPADAS
Ás de Espadas Paz

Dor Trégua

Derrota Ciência

Futilidade Interferência

Crueldade Ruína
CARTAS MENORES - DISCOS
Ás de Discos Mudança

Trabalho Poder

Preocupação Sucesso

Fracasso Prudência

Ganho Riqueza

APÊNDICE A
O COMPORTAMENTO DO TARÔ : SEU USO NA ARTE DA ADIVINHAÇÃO
((Ilustr. O Sol))

O COMPORTAMENTO DO TARÔ


Tendo sido estabelecido à conclusão deste ensaio que as cartas do Tarô são indivíduos vivos, convém considerar as relações que são obtidas entre elas e o estudante.
Façamos uma analogia com uma debutante no seu baile de apresentação à sociedade. Ela é apresentada a setenta e oito pessoas adultas. Supondo-se que se trate de uma garota particularmente inteligente, de educação social bastante elevada, ela poderá saber tudo a respeito da posição e características gerais dessas pessoas. Isto, entretanto, não implicará em conhecimento real de qualquer uma delas; ela não disporá de meios de afirmar como uma ou outra pessoa reagirá em relação a ela. No máximo, será capaz de conhecer apenas uns poucos fatos

dos quais deduções podem ser feitas. É improvável, por exemplo, que V. C. vá se esconder num porão se alguém acha que há um gatuno na casa. É improvável que o bispo vá se abandonar aos tipos mais espalhafatosos de blasfêmia.


A posição do estudante do Tarô é bastante semelhante. Neste ensaio e nestes desenhos é feita uma análise do caráter geral de cada carta; mas o estudante não poderá alcançar qualquer apreciação verdadeira das cartas sem observar o comportamento delas durante um longo período. Só poderá atingir uma compreensão do Tarô mediante a experiência. Não lhe será suficiente intensificar o estudo das cartas como coisas objetivas - terá que empregá-las; terá que viver com elas, e elas, também, têm que viver com ele. Uma carta não está isolada de suas companheiras. As reações das cartas, sua interação mútua, precisam ser embutidas na própria vida do estudante.
Então como deve ele usá-las ? Como deve ele misturar a vida delas à sua ? A maneira ideal é a contemplação, mas esta envolve iniciação de um grau tão elevado que é impossível descrever o método aqui, não sendo este, tampouco, nem atraente nem adequado à maioria das pessoas. A maneira prática e ordinária é a adivinhação.
O método técnico tradicional de adivinhação pelo Tarô se segue, tendo sido extraído de O Equinócio, vol. I, n. 8, e sua publicação é autorizada por Frater O. M. Adeptus Exemptus.
1. A SIGNIFICADORA
Escolha uma carta para representar o consulente, fazendo uso do teu conhecimento ou tua avaliação mais de seu caráter do que se apoiando em suas características físicas.
2. Tome as cartas em tua mão esquerda. Na mão direita empunhe o bastão sobre elas e diga: Invoco a ti, I A O para que envies H R U, o grande Anjo que preside às operações desta Sabedoria Secreta para que ele pouse sua mão invisivelmente sobre estas consagradas cartas da arte, que por meio disso possamos obter conhecimento verdadeiro de coisas ocultas, para a glória de teu Nome inefável. Amém.
3. Entregue as cartas ao consulente e convide-o a pensar na indagação atentamente e fazer o corte.
4. Pegue as cartas tal como cortadas e as retenha para o procedimento subseqüente.

Primeira operação
Esta mostra a situação do consulente na ocasião na qual ele o está consultando.
1. As cartas estando à tua frente, faça um corte colocando a metade do alto à esquerda.
2. Faça dois novos cortes, um para cada pilha de cartas, da direita para esquerda.
3. Estas quatro pilhas de cartas representam I H V H, da direita para a esquerda.
4. Encontre a carta significadora. Se ela estiver no maço da Yod, a indagação se refere a trabalho, negócios, etc.; se estiver no maço da , refere-se a amor, casamento ou prazer; se estiver no maço da Vau, a indagação se refere a problemas, perda, escândalo, brigas, etc; se estiver no maço da final, a indagação se refere a dinheiro, bens e assuntos puramente materiais.
5. Pergunte ao consulente o objeto de sua indagação: se errado, abandone a adivinhação.
6. Se certo, espalhe o maço que contém a significadora, com a face para cima.

Compute as cartas a partir do consulente na direção em que ele as observa.

O cômputo deve incluir a carta a partir da qual você o iniciou.

No caso de Cavaleiros, Rainhas e Príncipes, conte 4.

No caso de Princesas, conte 7.

No caso de Ases, conte 11.

No caso de cartas menores, compute de acordo com o número.

No caso de trunfos, conte 3 quando se tratar de trunfos dos elementos; 9 quando se tratar de trunfos planetários;

12 quando se tratar de trunfos zodiacais.

Componha uma “história” destas cartas. Esta história é aquela do início da questão.


7. Emparelhe as cartas de cada lado da significadora, em seguida as externas e assim por diante. Componha uma outra “história”, que deve suprir os detalhes omitidos na primeira.
8. Se tal história não for absolutamente precisa, não desanime. Talvez o próprio consulente não saiba de tudo. Mas as linhas principais devem ser formuladas com firmeza, com retidão, ou a adivinhação deve ser abandonada.


Segunda operação
DESENVOLVIMENTO DA QUESTÃO
1. Embaralhe as cartas, faça a invocação adequadamente, e deixe que o consulente faça o corte como antes.
2. Distribua as cartas em doze pilhas, para as doze casas astrológicas do céu.
3. Decida-se quanto à pilha em que deverá ser encontrada a significadora, por exemplo, na sétima casa se a questão disser respeito a casamento, e assim por diante.
4. Examine a pilha escolhida. Se a significadora não estiver aí, tente uma casa cognata. Em caso de não encontrar novamente a significadora, abandone a adinhação.
5. Faça a leitura da pilha, computando e emparelhando as cartas como antes.

Terceira operação
MAIS UM DESENVOLVIMENTO DA QUESTÃO
1. Embaralhe, etc., como antes.
2. Distribua as cartas em doze pilhas para os doze signos do zodíaco.
3. Faça a adivinhação das pilhas apropriadas e proceda como antes.

Quarta operação
PENÚLTIMOS ASPECTOS DA QUESTÃO
1. Embaralhe, etc., como antes.
2. Encontre a significadora. Coloque-a sobre a mesa. Faça com que as trinta e seis cartas seguintes formem um círculo em torno dela.
3. Compute e emparelhe as cartas como antes.
(Note que a natureza de cada decanato é mostrada pela carta menor atribuída a ele e pelos símbolos dados em Liber DCCLXXVII, cols. 149-151).

Quinta operação
RESULTADO FINAL
1. Embaralhe, etc., como antes.
2. Distribua as cartas em dez pilhas na forma da Árvore da Vida.
3. Decida-se quanto à pilha em que deva estar a significadora, tal como antes, mas o insucesso neste caso não implica necessariamente na perda da adivinhação.
4. Compute e emparelhe as cartas como antes.
(Note que não se é capaz de dizer em que parte da adivinhação ocorre o tempo presente. Geralmente Op. I parece indicar a história passada da questão, mas nem sempre. A experiência ensinará. Às vezes uma nova corrente de grande ajuda pode mostrar o momento da consulta.
Devo acrescentar que em assuntos materiais este método se revela extremamente valioso. Tenho sido capaz de resolver os problemas mais complexos nos mínimos detalhes. O. M.)

É absolutamente impossível obter resultados satisfatórios deste ou de qualquer outro sistema de adivinhação sem a necessária e perfeita presença da Arte. Trata-se do mais sensível, difícil e perigoso ramo da magia. As condições necessárias, acompanhadas de um amplo exame comparativo de todos os importantes métodos em uso, são descritas e discutidas em detalhe em Magick, capítulo XVII.


O abuso da adivinhação tem sido responsável, mais do que qualquer outra causa, pelo descrédito de que toda a matéria da magia se tornou alvo, quando Mestre Therion empreendeu a tarefa de sua reabilitação. Aqueles que não dão importância a suas advertências e profanam o Santuário da Alta Magia não terão senão a si mesmos para se culpar pelos desastres formidáveis e irremediáveis que os destruirão infalivelmente. Próspero é a resposta de Shakespeare ao Dr. Fausto.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS TRUNFOS QUANDO SÃO USADOS


CONHECE O NADA !

TODOS OS CAMINHOS SÃO LÍCITOS À INOCÊNCIA.

A LOUCURA PURA É A CHAVE DA INICIAÇÃO.

O SILÊNCIO ROMPE O ARREBATAMENTO.

NÃO SÊ HOMEM OU MULHER, MAS AMBOS EM UM.

SÊ SILENTE, BEBÊ NO OVO AZUL, QUE TU

POSSAS CRESCER PARA PORTAR A LANÇA E O GRAAL !

PERAMBULA SÓ, E CANTA ! NO PALÁCIO DO REI

SUA FILHA ESPERA POR TI.
Em assuntos espirituais, O Louco significa idéia, pensamento, espiritualidade, aquilo que se empenha para transcender a terra. Nos assuntos materiais ele pode, se mal dignificado, significar loucura, excentricidade ou mesmo mania.
Mas esta carta essencialmente representa um impulso ou impacto original, sutil, súbito que provém de uma região completamente estranha.
Todos esses impulsos são corretos, se corretamente recebidos e a boa ou má interpretação da carta depende inteiramente da atitude correta do consulente.

I
O Verdadeiro Eu é o significado da Vontade Verdadeira:



conhece a Ti mesmo mediante Teu Caminho.

Calcula bem a Fórmula de Teu Caminho.

Cria livremente; absorve jubilosamente; divide intencionalmente;

consolida completamente.

Trabalha, Onipotente, Oniciente, Onipresente,

na e para a Eternidade.
Perícia, sabedoria, habilidade, elasticidade, artifício, astúcia, engano, furto. Por vezes sabedoria ou poder ocultos, por vezes um rápido impulso, “uma onda cerebral”. Pode implicar em mensagens, transações de negócios, a interferência do saber ou a inteligência no assunto à mão.

II
Pureza é viver somente para o Supremo; e o



Supremo é Tudo; sê tu como Ártemis para Pã.

Lê no Livro da Lei, e atravessa o

véu da Virgem.
Pura, exaltada e graciosa influência penetra a matéria. Por conseqüência, mudança, alternância, aumento e diminuição, flutuação. Há, entretanto, uma suscetibilidade de ser levado pelo entusiasmo; pode-se ficar “lunático” a não ser que se mantenha cuidadoso equilíbrio.

III
Esta é a Harmonia do Universo, que o Amor



una a Vontade para criar com a Compreensão

daquela Criação: compreende tua própria

Vontade.

Ama e deixa amar. Regozija em toda forma do amor,

e obtém teu êxtase e teu alimento dela.
Amor, beleza, felicidade, prazer, sucesso, realização, boa fortuna, cortesia, elegância, volúpia, ociosidade, dissipação, deboche, amizade, gentileza, deleite.

IV
Verte água sobre ti mesmo: assim serás



uma Fonte para o Universo.

Descobre tu mesmo em toda Estrela.

Conquista toda possibilidade.
Guerra, conquista, vitória, conflito, ambição, originalidade, confiança jactanciosa e megalomania, inclinação à disputa, energia, vigor, teimosia, impraticabilidade, precipitação, mal-humor.

V
Oferece a ti mesmo Virgem ao Conhecimento e Conversação



de teu Santo Anjo Guardião. Tudo o mais é uma cilada.

Sê atleta com os oito membros da Yoga: pois sem estes

não estás disciplinado para nenhuma luta.
Força obstinada, labuta, resistência, placidez, manifestação, explicação, ensino, bondade, ajuda dos superiores, paciência, organização, paz.

VI
O Oráculo dos Deuses é a Voz de Criança do Amor



em Tua própria Alma; ouve-o.

Não dá atenção à Voz-Sereia do Sentido, ou à Voz-

Fantasma da Razão: repousa na Simplicidade e escuta

o Silêncio.
Abertura à inspiração, intuição, inteligência, segunda visão, infantilidade, frivolidade, pensamento divorciado das considerações práticas, indecisão, auto-contradição, união em grau superficial com os outros, instabilidade, contradição, trivialidade, o “sabichão”.

VII
A Questão do Abutre, Dois-em-Um, comunicada;



esta é a Carruagem do Poder.

TRINC: o último oráculo.
Triunfo, vitória, esperança, memória, digestão, violência na manutenção de idéias tradicionais, o “duro de matar”, desumanidade, desejo de destruição, obediência, fidelidade, autoridade sob autoridade.

VIII
Equilibra em relação a cada pensamento seu exato oposto.



Pois o Casamento destes é o Aniquilamento da Ilusão.
Justiça, ou melhor justesse, o ato do Ajustamento, suspensão de toda ação aguardando decisão; em assuntos materiais pode se referir a ações judiciais ou processos. Socialmente, casamento ou contratos de casamento; politicamente, tratados.

IX
Perambula só; portando a Luz e teu Cajado.



E seja a Luz tão resplandecente que nenhum homem te veja.

Não se comove com o que quer que seja externa ou internamente:

mantém o Silêncio em todos os caminhos.
Iluminação proveniente do interior, impulso secreto do interior; planos práticos derivados em conformidade com isso. Afastamento da participação nos acontecimentos correntes.

X
Segue tua Fortuna, despreocupado para onde ela te leva.



O eixo não se move: atinge isso.
Mudança de fortuna (o que geralmente significa boa fortuna porque o fato da consulta implica em ansiedade ou descontentamento).

XI
Abranda a Energia com Amor; mas deixa o Amor devorar



todas as coisas.

Venera o nome ______, quadrado, místico,

maravilhoso, e o nome de Sua Casa 418.
Coragem, força, energia e ação, une grande passion; refúgio da magia, o uso de poder mágico.

XII
Não permite que as águas em que viajas te banhem.



E, tendo chegado à praia, planta a

Vinha e regozija sem pudor.
Sacrifício imposto, castigo, perda fatal ou voluntária, sofrimento, derrota, fracasso, morte.

XIII
O Universo é Mudança; toda Mudança é o



efeito de um Ato de Amor; todos os Atos de Amor contêm

Alegria Pura. Morre diariamente.

A morte é o ápice de uma curva da Vida-serpente:

contempla todos os opostos como complementos necessários,

e regozija.
Transformação, mudança, voluntária ou involuntária, num caso ou outro desenvolvimento lógico das condições existentes, ainda que talvez súbito e inesperado. Morte ou destruição aparente, embora esta interpretação seja ilusão.

XIV
Verte o teu todo livremente do Vaso em tua mão



direita e não perde gota alguma. Não tem a tua mão esquerda

um vaso ?

Transmuta tudo integralmente na Imagem de tua Vontade,

trazendo cada um ao seu verdadeiro símbolo de Perfeição.

Dissolve a Pérola na taça de vinho; bebe e

torna manifesta a Virtude dessa Pérola.
Combinação de forças, realização, ação baseada em cálculo preciso; o caminho da fuga, sucesso depois de manobras elaboradas.

XV
Com teu Olho direito cria tudo para ti mesmo, e com



o esquerdo aceita tudo que seja criado de outra maneira.
Impulso cego, irresistivelmente forte e inescrupuloso, ambição, tentação, obsessão, plano secreto prestes a ser executado; trabalho duro, obstinação, rigidez, descontentamento doloroso, resistência.

XVI
Derruba a fortaleza de teu Eu Individual



de modo que tua Verdade possa brotar livre

das ruínas.
Disputa, combate, perigo, ruína, destruição de planos, morte súbita, fuga da prisão.

XVII
Usa toda tua energia para governar teu pensamento: queima



teu pensamento como a Fênix.
Esperança, ajuda inesperada, clareza de visão, realização de possibilidades, discernimento espiritual com maus aspectos, erro de julgamento, devaneio, desapontamento.

XVIII
Deixa a Ilusão do Mundo passar por ti, despercebida,



à medida que caminhas da Meia-noite para

a Manhã.
Ilusão, engano, confusão, histeria, mesmo insanidade, devaneio, falsidade, erro, crise, “a hora mais negra antes da aurora”, a iminência de mudança importante.

XIX
Emite tua luz a todos sem dúvida;



as nuvens e sombras não importam para ti.

Faz do Discurso e do Silêncio, da Energia e da Quietude

formas gêmeas do teu jogo.
Glória, ganho, riquezas, triunfo, prazer, franqueza, verdade, despudor, arrogância, vaidade, manifestação, recuperação da doença, mas por vezes morte súbita.

XX
Seja todo Ato um Ato de Amor e de Veneração.



Seja todo Ato o Fiat de um Deus.

Seja todo Ato uma Fonte de irradiante Glória.
Decisão final com respeito ao passado, corrente nova com respeito ao futuro; representa sempre a tomada de um passo definido.

XXI
Trata o tempo e todas as condições do Evento como Servos



de tua Vontade, designados para apresentar o Universo a

ti sob a forma de teu Plano.

E : bênção e adoração ao profeta da

graciosa Estrela.
O assunto da própria questão, síntese, o desfecho da matéria; pode significar demora, oposição, obstinação, inércia, paciência, perseverança, teimosia persistente na dificuldade. A cristalização de toda a matéria envolvida.


APÊNDICE B
((ilustr. O Universo))

CORRESPONDÊNCIAS


A Santa Qabalah é um sistema de classificação dos seres, by-comings, pensamentos, mônadas, átomos, ondas, pacotes de energia, idéias ou seja lá o que for que se escolha para chamá-los; e de memorizar, discutir e manipular as relações entre eles.
As unidades desse sistema são números, querendo-se dizer, geralmente, “números naturais”, mas não há razão para excluir outros termos matemáticos tais como ((grafar os vários símbolos na editoração)) e assim por diante.
Cada unidade é uma idéia ou pessoa vivas, a cada uma estando relacionada na natureza todas as outras idéias de uma maneira ou outra.
Assim, o 93 está relacionado ao 31, sendo um múltiplo dele; o 13 está relacionado ao 1, visto que AChD, a palavra hebraica para unidade significa um. A genciana está relacionada ao céu porque ambos parecem azuis; e o azul está relacionado a Júpiter, Vênus e a Lua, e assim aos números sagrados a esses planetas, 4, 7 e 9 porque o azul é a cor de todos os três planetas numa escala ou outra.
Todas as palavras são, portanto, de algum modo conotações de toda outra palavra ou número; trata-se meramente da questão de descobrir a categoria certa para estabelecer as relações entre elas.
Correspondências tais como HVD(Esplendor), Elohim, Gibor, Kokab, Mercúrio, Samael, púrpura-violeta, Anúbis, Tahuti, Thoth, laranja, ruivo, branco mosqueado de marrom amarelado, Odin, Loki, Hermes, Hanuman, Hermafrodita, Chacal, Monokeros de Astris, móli, Anhalonium Lewinii, opala, o Espírito Santo, estoraque, os nomes e versículos empregados em ritual, veracidade, o octágono, Palatium Serenitatis, Aarão, Raqie, Svaddistthana, Sakkya-ditti, enganadores, Jarmat al Firdaus e inúmeras outras idéias pertencem todas ao número 8.
Essas “correspondências” não são arbitrárias. Em alguns casos há uma conexão racional, direta ou indireta, em outros a relação resulta da observação direta.
Todas as idéias possíveis sendo em última instância integrantes entre si, é evidentemente impossível constituir uma Qabalah completa. O mesmo se aplica às séries infinitas, às séries divergentes, às diferenciações, ao “universo em expansão” de alguma teoria física moderna.
As tabelas aqui impressas e empregadas como base da forma e cor das setenta e oito cartas são convenções bem experimentadas e comprovadas; a harmonia do resultado é testemunha da exatidão do método e uma defesa do sistema da Santa Qabalah.

((ilustr. A Escala-chave))


DIAGRAMA 1. A ESCALA-CHAVE (página ....)

Este diagrama ilustra a teoria convencional da estrutura do universo adotada por conveniência para as finalidades de cálculo no Livro chamado de Tarô. A elipse, a parábola e a hipérbole mostram os três véus do negativo; os dez círculos se referem aos dez números da escala decimal e sua significação geral espiritual e moral é dada nos aros. A necessidade e propriedade desse sistema são demonstradas no Arranjo de Nápoles, discutido pormenorizadamente na primeira parte deste ensaio. As linhas que unem esses círculos representam os vinte e dois números * do alfabeto hebraico com os significados efetivos de seus nomes e seu valor numérico, o que é também abordado de maneira ampla e minuciosa neste ensaio.


* Ou melhor, letras (NT).
Este diagrama deve ser estudado de maneira tão profunda e contínua a ponto de se tornar automático para a mente aceitá-lo como a base de todo pensar do tema do Tarô, exatamente como as letras do alfabeto e sua ordem arbitrária são aceitas como a base de todo nosso pensar a respeito das palavras e sua pronúncia. Enquanto esta tarefa não for executada com tal domínio, os detalhes referentes ao Tarô poderão se revelar uma fonte de contínuo aborrecimento. Cada símbolo do livro precisa se tornar tão familiar a ponto de ter mergulhado completamente nas camadas inconscientes do pensamento. O conhecimento intelectual tem que ser lavrado na substância da mente de tal forma que se converta em instinto.

DIAGRAMA 2. ATRIBUIÇÃO GERAL DO TARÔ (página ....)


Desde que o Diagram 1 tenha sido dominado como deve sê-lo, esta figura não apresentará qualquer dificuldade. Os dez números evidentemente se referem às cartas menores do baralho, os ases ao número 1, os duques ao número 2 e assim por diante. As cartas da corte se referem aos números 2, 3, 6 e 10 em sua capacidade de representar a idéia do Pai, Mãe, Filho e Filha. Os vinte e dois trunfos se referem aos vinte e dois caminhos.
As mesmas observações gerais feitas na descrição do Diagrama 1 se aplicam aqui também, mas este diagrama tem que ser estudado em separado. Não convém que seja utilizado como uma tabela que se deve consultar em caso de dúvida; convém, sim, que seja encerrado na memória antes que se proceda ao estudo minucioso do baralho.

DIAGRAMA 3. O COSMOS CHINÊS (página ....)


Este diagrama foi introduzido como uma elucidação da interação do sistema décuplo das Sephiroth com o sistema quádruplo de Tetragrammaton porque o sistema chinês, embora baseado exclusivamente no princípio da simples adição e subtração, se mostra em perfeita harmonia com nossa Qabalah.
((ilustr. Atribuição Geral do Tarô))
A origem do cosmos é explicada da maneira que se segue. O Tao é exatamente equivalente ao Ain ou Nada de nossa Qabala visto que igualmente tem que ser compreendido como necessariamente possuidor de uma fase de manifestação. A concepção se torna mais objetiva à medida que é desenvolvida, de maneira que tanto o Tao quanto o seu correlativo oculto, o Teh são formulados de um modo inteiramente positivo como Yang e Yin, que correspondem precisamente ao Lingam e Yoni, os quais revestidos se tornam os símbolos populares do Pai e a Mãe.
No macrocosmo correspondem ao Sol e a Lua, e pela complementar descida à matéria são, do lado masculino, fogo e ar, e do lado feminino, água e terra.
O conceito original do Tao tal como desenvolvido pelo Teh está resumido no nome Thai Ki. O Yang e o Yin são chamados de I ou Yao. Quando estes são combinados dois de uma vez, obtém-se quatro figuras chamadas de Hsiang, o qual pode ser comparado ao Tetragrammaton, e este estágio de desenvolvimento é tão secreto na idéia chinesa que praticamente nada é dito acerca dessas formas. Elas só vêm à luz quando as combinações do Yang e do Yin são tomadas três de uma vez como é mostrado na parte inferior deste diagrama.
Pode-se notar que há oito dessas formas; são chamadas de Kwa. Duas destas são completamente equilibradas em pureza, Khien e Khwan com três Yangs e três Yins respectivamente. Em seguida surge o primeiro fracasso do equilíbrio perfeito; há Li, o Sol e Khan, a Lua. Um contém dois Yangs com um Yin entre eles e o outra dois Yins com um Yang entre eles.
Os quatro trigramas remanescentes são completamente desequilibrados em si mesmos, mas cada um é equilibrado pela contraparte. O equilibrado e o quase equilibrado são portanto encontrados na coluna mediana equilibrada; os outros, representando os quatro elementos, na coluna lateral.
Khien, céu, é encontrado no lugar de Daäth, o que retoma os poderes da tríade superior. Note que ela não tem nenhum lugar verdadeiro na Árvore, como que indicando que a ilusão material começa agora.
No lugar de Chesed, que é água em nossa Qabalah, encontramos Tui, que é água no sistema chinês. Em Geburah, nosso fogo, está Kan, fogo no sistema chinês. No lugar de Netzach, que é terra na Qabalah está Kan, que é terra no plano chinês. Finalmente, para a Sephira Hod, que no nosso sistema é aérea e mercuriana, encontramos Sun, o trigrama chinês do ar.
O sistema chinês é, portanto, em todos os pontos, equivalente à nossa própria Qabalah e é sumamente interessante observar que eles igualmente atingem a idéia de nossos próprios sistemas de iniciação sem invocar nenhuma outra fórmula a não ser a da díade.
((ilustr. O Cosmos Chinês))
((ilustr. A Rosacruz))

UMA BREVE EXPLICAÇÃO DAS ATRIBUIÇÕES AQUI INDICADAS MEDIANTE NOVE DIAGRAMAS ILUSTRATIVOS


1. A Árvore da Vida com a atribuição das Sephiroth e os caminhos. *

2. O Tarô na Árvore da Vida.*

3. O Yi King na Árvore da Vida. *

4. O caduceu de Hermes.

5. Os números dos planetas.

6. Os elementos e seus símbolos.

7. As armas dos elementos

8. A Esfinge



9. As dignidade essenciais dos planetas.
* Diagramas cujas explicações foram apresentadas nas páginas imediatamente anteriores (NT).
DIAGRAMA 4. O CADUCEU (página ....)
Este diagrama ilustra a Árvore da Vida, o Cosmos como o bastão ou força criativa de Mercúrio, que é a da energia equilibrada que criou a ilusão da existência. É de se notar que a forma do símbolo mostra as três letras-mãe do alfabeto hebraico, Shin, Aleph e Mem em suas três seções.
A importância deste símbolo reside principalmente no fato do Tarô ser primordialmente o Livro de Thoth ou Tahuti, o Mercúrio egípcio. Para a compreensão desse livro é necessário aprender transmutar instintiva e automaticamente todo símbolo simples em todo símbolo complexo e retornando novamente, pois somente assim é possível compreender a unidade e diversidade que é a solução do problema cósmico.
DIAGRAMA 5. OS NÚMEROS DOS PLANETAS (página .... )
Este diagrama ilustra o sistema solar na Árvore da Vida. Saturno está na posição da Sephira inexistente, Daäth, mas resume as características das três Sephiroth acima do Abismo. O ponto de doutrina é que não existindo este na Árvore em natureza, compete ao buscador da verdade penetrar na obscuridade de Saturno e descobrir aí a Tríade Superior sob uma forma ligada à sua própria mente por sua posição no sistema solar.
A décima Sephira, que se refere à Terra, não é mostrada nesta figura, pois este número representa Nephesch, a alma animal do homem, a cristalização da mente, e a Filha ou final de Tetragrammaton.
Neste livro pouquíssima atenção foi dada ao imenso, vasto dogma obscurecedor da era cristã. Este foi variavelmente representado como a doutrina do pecado original, da queda, da expiação. Parte desta doutrina é apresentada nas lendas acerca da palavra perdida, a Viúva e o Filho da Viúva, a filha decaída, solitária e lamentadora, e assim por diante. Estas doutrinas foram todas baseadas na ignorância da época, que supunha que o sol era destruído toda noite e tinha que renascer toda manhã mediante maquinações sacerdotais.
A “ fórmula do deus que morre”, como é geralmente denominada, realmente existe, mas representa um estágio no desenvolvimento humano que agora é passado no que diz respeito à teologia externa. Possui uma espécie de validade sombria na psicologia; por exemplo, ao assumir uma nova tarefa de alguma importância, começa-se muito agradavelmente, o período de Ísis; a tarefa se torna tediosa e desconcertante e se começa a desesperar, o período de Apófis; então, subitamente, o assunto é dominado e se chega a uma conclusão triunfante, o período de Osíris.
Mas o conjunto dessa fórmula se apoia na ignorância das leis da natureza. Não há, na verdade, nenhuma catástrofe. Natura non facit saltum. Toda mutação procede com ordem, tranqüilidade e harmonia perfeitas. Constitui a grande incumbência colocada diante da espécie humana no presente momento compreender, e portanto ajustar os recursos da ação aos fatos do caso, evitando assim a ilusão da catástrofe ao eliminar o elemento surpresa. É também, está claro, de suma importância eliminar aquele desejo preconceituoso que é o veneno da vontade, “Pois vontade pura, desaliviada de propósito, livre da sede de resultado, é toda senda perfeita.”
((ilustr. Os Números dos Planetas))
((ilustr. Os Elementos e seus Símbolos))
((ilustr. As Armas dos Elementos))
((ilustr. A Esfinge))
Só torna as coisas piores desejar-se que não houvesse dez de Espadas no baralho, ou que o cinco de Bastões não seguisse e transtornasse o quatro.

DIAGRAMA 6. OS ELEMENTOS E SEUS SÍMBOLOS (página .... )


Este diagrama é, à primeira vista, bastante perturbador pois não pode ser atribuído de nenhuma maneira direta à Árvore da Vida.
Será melhor expor os problemas ab ovo. * Os elementos são em número de quatro. Embora eles sejam harmonizados e equilibrados e feitos para revolver, há uma irreconciliável dificuldade em sua perfeição. É impossível dispor quatro números num ‘quadrado mágico’, de maneira que todos os lados e todas as diagonais totalizem o mesmo número. O dois é o único número em relação ao qual isto é verdadeiro. Tal é a fórmula matemática para expressar a doutrina do que foi chamado de a Díade Amaldiçoada.
* A partir do ovo, a partir do início (NT).
O problema do Adepto era portanto atacar essa dualidade irreconciliável, cujo limite é reforçado e entrincheirado elevando-se ao quadrado. Como, portanto, a dualidade original do fogo e da água foi superada pela introdução de um terceiro elemento que partilha igualmente de ambas as naturezas, o ar, um quinto elemento foi introduzido e o pentagrama instituído como um símbolo de salvação. Na Qabalah cristã, isso é simbolizado pela introdução da letra Shin no meio do Tetragrammaton para representar o elemento espírito harmonizando e governando os quatro elementos rígidos e opostos. O nome Jehovah IHVH, se torna, assim, IHShVH, Yeheshuah, Jesus. Este é o método qabalístico de expressar a doutrina de Jesus como o Redentor. O método foi explicado detalhadamente por uma fórmula na qual INRI, a inscrição sobre a cruz, se torna Yod Nun Resh Yod, que são nos céus Virgem, a Virgem-Mãe; Ísis, Escorpião, Apófis o Dragão, o Destruidor; Sol, Osíris, o Morto e Ressuscitado. As iniciais desses três seres divinos formam assim o mais antigo nome de Jehovah, IAO. Deste modo os iniciados de outrora exprimiam seu entendimento do fato de que o universo era, afinal, perfeito, mesmo se necessitando um pouco de manipulação. Mas, como explicado previamente, esta doutrina é para os irmãos mais débeis, para aqueles que sofrem da ilusão da imperfeição; ela os capacita a abrir seu caminho para a Luz ilimitável.

DIAGRAMA 7. AS ARMAS DOS ELEMENTOS.


Este diagrama mostra a atribuição dos quatro naipes do baralho aos quatro elementos. O quinto elemento, espírito, é representado por uma lâmpada, a qual no Tarô se refere aos vinte e dois trunfos. A interação dos símbolos deve ser notada pois o conjunto dos símbolos planetários, zodiacais e dos elementos estão eles mesmos todos contidos nos raios da lâmpada. Observe-se que este e os diagramas seguintes representam novas descobertas do Mestre Therion: complemento da Tradição.

DIAGRAMA 8. A ESFINGE


Este diagrama mostra os quatro Kerubs que estão ao redor do trono do Todo-Poderoso; indicam os signos zodiacais centrais dos quatro elementos: Leão, Escorpião, Aquário e Touro. O signo querúbico em qualquer elemento exibe a forma mais poderosa e equilibrada desse elemento. Junto aos Kerubs estão os nomes das quatro virtudes do Adepto, aquelas que o capacitam a sobrepujar a resistência dos elementos, e que são: querer, ousar, saber e silenciar. Através do exercício harmonioso destas virtudes, o quinto elemento, espírito, é formulado no ser do Adepto. É o deus interior, o sol, que é o centro do universo do ponto de vista humano, com sua própria virtude particular, que é ir. A característica essencial da divindade é esta faculdade de ir ; os movimentos livres do espaço e tempo e todas as outras condições possíveis. No sistema hieroglífico egípcio, essa faculdade de ir era representada por uma correia de sandália, a qual indica, por sua forma hieroglífica, a crux ansata, a rosa e a cruz, que, por sua vez, produz a fórmula do Amor sob Vontade, o segredo da realização.

DIAGRAMA 9. AS DIGNIDADES ESSENCIAIS DOS PLANETAS


Este diagrama mostra a verdadeira realização simétrica do sistema solar-sideral. As descobertas astronômicas de Herschel (Urano), Netuno e Plutão completaram o esquema décuplo das Sephiroth e permitiram a Mestre Therion estabelecer a astrologia na sua relação com a magia cerimonial numa base perfeitamente equilibrada.
Constitui uma notória testemunha do triunfo da magia o fato de todas as nações combativas terem adotado, dignamente ou não, símbolos e gestos mágicos.
Grã-Bretanha e Estados Unidos: “Polegares para cima ! “ - o sinal de Khem: falo; o sinal V - o signo de Apófis e de Tífon.
U.R.S.S.: O martelo e a foice - Júpiter e Saturno; o pentagrama.
O Terceiro Reich : a Suástica.
Itália: o fascis - fascinum.*
Japão: o sol nascente.
França : abandonando a flor-de-lis (falo) e profanando o pentagrama da Légion d’Honneur, _____ ? **

* Latim fascis ou fasces, embrulho, feixe, fardo e também machadinha atada com um feixe de varetas de bétula ou olmo que se carregava à frente dos primeiros magistrados romanos, simbolizando sua grande autoridade, especialmente seu poder de condenar à morte. Fascinum ( latim), sortilégio, malefício e também falo (NT).

** Francês, Legião de Honra (NT).

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Título e número Letra Nome hebraico Valor Atri- Português Escala-

impressos nas hebraica dos números numérico buição chave

cartas do Tarô e letras

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0. O Louco ((grafar)) Aleph 1 ((grafar)) Boi (arado) 11

I. O Mago ((grafar)) Beth 2 ((grafar)) Casa 12


II. A Alta Sacerdotisa ((grafar)) Gimel 3 ((grafar)) Camelo 13
III. A Imperatriz ((grafar)) Daleth 4 ((grafar)) Porta 14
IV. O Imperador ((grafar)) Tzaddi 90, 900 ((grafar)) Anzol 28
V. O Hierofante ((grafar)) Vau 6 ((grafar)) Prego 16
VI. Os Amantes ((grafar)) Zain 7 ((grafar)) Espada 17
VII. A Carruagem ((grafar)) Cheth 8 ((grafar)) Cerca 18
VIII. Ajustamento ((grafar)) Lamed 30 ((grafar)) Aguilhão 22
IX. O Eremita ((grafar)) Yod 10 ((grafar)) Mão 20
X. Fortuna ((grafar)) Kaph 20, 500 ((grafar)) Palma da mão 21
XI. Volúpia ((grafar)) Teth 9 ((grafar)) Serpente 19
XII. O Pendurado ((grafar)) Mem 40, 600 ((grafar)) Água 23
XIII. Morte ((grafar)) Nun 50, 700 ((grafar)) Peixe 24
XIV. Arte ((grafar)) Samekh 60 ((grafar)) Suporte 25
XV. O Diabo ((grafar)) Ayin 70 ((grafar)) Olho 26
XVI. A Torre (Guerra) ((grafar)) Pé 80, 000 ((grafar)) Boca 27
XVII.A Estrela ((grafar)) Hé 5 ((grafar)) Janela 15
XVIII.A Lua ((grafar)) Qoph 100 ((grafar)) Nuca 29
XIX. O Sol ((grafar)) Resh 200 ((grafar)) Cabeça 30
XX. O Aeon ((grafar)) Shin 300 ((grafar)) Dente 31
XXI. O Universo ((grafar)) Tau 400 ((grafar)) Tau (egípcia) 32
Tau 400 ((grafar)) 32 bis

Shin 300 ((grafar)) 31 bis

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