Senhor Jes++s



Baixar 0.78 Mb.
Página1/12
Encontro02.12.2017
Tamanho0.78 Mb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12





LUZ BENDITA

FRANCISCO CANDIDO XAVIER

RUBENS SILVIO GERMINHASI

Instituto Divulgação

Editora André Luiz

IDEAL
Luz Bendita, obra comemorativa dos Cinqüenta anos de mediunidade de Francisco Cândido Xavier. Depoimentos de corações que exteriorizaram seu amor a esse querido amigo e companheiro de sempre.

Sumário

Escrevendo a Jesus
Depoentes

J. Martins Peralva / 10

Detzi de Oliveira / 15

Gerson Sestini / 23

Leila Sahb Inácio da Silva / 28

Romeu Grisi / 33

Isabel Bittencourt de Souza / 39

Neumis Souza da Silva / 53

Hilda Mussa Tavares / 59

Daisy Andrade Pastor Almeida / 68

Ruth Maria Chaves / 76

Maria José Caetano Marcondes / 80

Carlos Eduardo de Toledo / 96

Encarnação Blasquez Galves / 104

Inayá Ferraz de Lacerda / 109

Joaquim Alves / 123

Maria Eunice Meirelles / 129

Suzana Maia Mousinho / 134

Maria Philomena Aluotto Berutto / 142
Referências
Humberto de Campos - Psicografia Ante os Tribunais / 155

Agripino Grieco - Psicografia ante os tribunais / 157

Walter José Fae - Chico Xavier, D. Pedro II e o Brasil / 160

Pedro Bloch - O Semeador, Feesp - Julho - Agosto 1977 / 160

J. Mello Teixeira - Diário de São Paulo - 22.08.1971 / 161

Zeferino Brasil - Psicografia Ante os Tribunais / 162

Menotti Del Picchia - O Semeador, Feesp - Julho 1977 / 164

Antonio Olavo Pereira - O Semeador, Feesp - Julho 1977 / 165

Nelly Alves De Almeida - O Popular - Goiânia - 17.07.1977 / 166

Monteiro Lobato - O Semeador Feesp - Julho/Agosto 1977 / 167

Geraldo Majela Franklin Ferreira - O Popular - GO - 1977 / 167

Edmundo Lys - Psicografia Ante os Tribunais / 170

Manuel Quintão - Reformador – Novembro 1977 / 172

Alexandre Kadunc - Ver. Relax – novembro 1977 / 173

Crônica - O Estado de São Paulo - 10.7.1944 / 175

Radiel Cavalcanti - Correio Fraterno do Abc - 08/1977-1978 / 177

Ivani Ribeiro - fatos e fotos, Gente - 25-07-1977 / 179

Paulo Dantas - O Semeador, Feesp - Julho de 1977 / 180

J. Herculano Pires - TV Tupi - Câmera Aberta - 30.6.1977 / 181

Humberto de Campos Filho - Aruanda - 08/09- 1977 / 182

Licinio Leal - O Popular - Goiânia - 25/09/1977 / 185

Aparício Fernandes - Livro Trovas do Brasil / 188

Maria Antonieta Alessandri - O Popular - Goiânia - 1977 / 192

Moacyr Salles - O Popular - Goiânia - 25.09.1977 / 195

Bernardo Elis - O Popular - Goiânia - 25.09.1977 / 198

Ely Brasiliense - O Popular - Goiânia - 25.09.1977 / 200

Iron Junqueira - O Popular - Goiânia - 25.09.1977 / 202

Jandyra Ayres Cruvinel - O Popular - Goiânia - 25.09.1977 / 204

Zeus Wantuil - O Espírito Mineiro - 05/e 06 de 1977 / 205

Mário Palmério - TV Tupi - Câmera Aberta - 30.06.1977 / 207

João Ribeiro - Psicografia Ante os Tribunais / 208

Ataliba Guarita Neto - TV Tupi - Câmera Aberta – 30.06.1977 / 208

Marcia Elizabeth De Souza - Goiás Espírita - 07 e 08/1977 / 210

Padre Pascoale Filipele - TV Tupi - Câmera Aberta - 1977 / 212

Silvia Alessandri Monteiro de Castro - O Popular - 1977 / 214

Rosalita Fleury - O Popular - Goiânia - 28.08.1977 / 216

Delfino da Costa Machado - O Popular - Goiânia - 17.07.1977 / 218

Marlene Deon - Folha da Tarde - 8.7.1977 / 223

Clovis Tavares / 225

Jarbas L. Varanda - O Triangulo Espírita - 15-12-1975 / 5.7.1977 / 228

Carmem Pena Perácio - O Espírita Mineiro - Julho 1977 / 234

Humberto Ferreira - O Popular - Goiânia - 28.08.1977 / 240

Lavoura e Comércio - 8.7.1977 / 241

Elias Jose Sayão - O Espírita Mineiro - maio - agosto 1977 / 244

Mario Boari Tamassia - Jornal Espírita - Julho 1977 / 246

Carlos Torres Pastorino - O Popular - Goiânia - 28.8.1977 / 247

Cora Coralina - O Popular - Goiânia - 28.8.1977 / 249

Padre Sebastião Scarzelli - Lavoura e Comercio - 29.4.1974 / 249

Alfredo Neto - Revista Destaque - Outubro 1977 / 250

O Confessor de Chico Xavier / 253

Associação Espírita Obreiros do Bem - Julho 1977 / 257

Silvio Santos - Programa Silvio Santos - 8.12.1974 / 259

Fred Jorge - Chico Xavier, sua verdadeira história / 261

Fernando Worm - Livro A Ponte / 262

Elias Barbosa - No Mundo de Chico Xavier / 263

Gilberto Campista Guarino / 264

Mario Donato - O Estado de São Paulo - 12.8.1944 / 270

Salomão J Haddad - Folha Espírita - Novembro 1977 / 272

Salvador Gentile - Anuário Espírita 1977 / 274

Orientador - Julho 1977 / 275

Garcia Junior – Psicografia ante os Tribunais / 275

Miguel Timponi - Psicografia ante os Tribunais / 277


Mensagens de Emmanuel
Felicidade / 278

Perfume de Deus / 279

Convivência / 280

Aceita / 281

Segue com Deus / 282

Jamais Só / 283

Marcha no Bem / 284

Serve e Prossegue / 285

Servir Sempre / 286

Identidade / 287

Erros / 288

Serve sem Apego / 289

Alguém Sempre / 290

Alegra-te e Confia / 291

Ânimo / 292

Gentileza / 293

Prossegue Trabalhando / 294

Se queres Paz / 295

Prece da Benção / 296

Dados pessoais / 297

Escrevendo a Jesus
Senhor Jesus.

Estamos felizes, apresentando mais um livro do nosso abnegado Emmanuel, o mentor e amigo de sempre.

Pedimos-te, porém, Senhor, para que estejamos igualmente no limiar destas páginas, entremeadas por testemunhos, dignos do nosso maior respeito, para evidenciar igualmente nosso apreço, pelo instrumento humano que se fez o intérprete do benfeitor espiritual que tanto amor e tanta consolação nos tem proporcionado.

Desejamos salientar aqui o cinqüentenário de trabalho mediúnico de um irmão e de um amigo: Francisco Cândido Xavier.

Chico Xavier, será para nós melhor e mais íntimo, chamá-lo assim.

Imaginamos-lhe o começo da luta edificante a que se impôs.

Órfão de mãe aos cinco janeiros de idade, foi entregue a um lar estranho, onde conheceu duras provas.

Atualmente biografado por vários amigos não precisamos assinalar-lhe esse doloroso período da infância.

Entretanto, aquela que lhe fora mãe na experiência física, D. Maria João de Deus, ao desencarnar, prometera-lhe enviar a ele e aos demais irmãos, um anjo de bondade que a substituísse.

Esse anjo em forma de mulher apareceu na pessoa de D. Cidália Batista, que se tornou a segunda esposa de João Cândido Xavier, o pai de nosso amigo.

Cidália Batista chamou a si a tarefa de Maria João de Deus e abraçou-lhe os nove filhos, em Pedro Leopoldo, como se fossem dela própria.

A mediunidade que começara em Chico aos quatro anos de idade, com fenômenos de clariaudiência, passou a desdobrar-se, sem que houvesse alguém para orientar-lhe o crescimento.

O pai, conquanto generoso, não compreendia a criança. Dona Cidália, a segunda mãe, não tinha dúvida em encaminhar o menino à máxima autoridade a quem poderia recorrer um sacerdote amigo.

E Chico se entregou à fé católica, encontrando, nos templos que respeitosamente freqüentava, as estranhas ocorrências que lhe marcavam a vida.

Médico das almas, o bondoso sacerdote lhe receitava penitências e cilícios, obrigações e disciplinas que o menino cumpria fielmente.

As visões e as vozes, no entanto, se ampliavam. Enquanto mais cresciam, mais se avolumava a incompreensão daqueles que o estimavam, procurando restituí-lo a existência comum.

O lar, a escola, a comunidade e o trabalho profissional, iniciado aos dez anos de idade, não lhe foram favoráveis, conquanto lhe dessem simpatia e amor.

Chico falava daquilo que Ihes era invisível, contava episódios que não conseguiam escutar.

E sobrevinham os conflitos sem conta.

D. Cidália Batista, que o adotara por filho do coração com os demais descendentes de João Cândido, teria sido a única a dar-lhe crédito:

- "Chico, do que você escute ou veja fora da vida natural, nada conte a seu pai ou às outras pessoas - dizia ela - a não ser ao Padre Sebastião que nos confessa perante Deus, e a mim que me sinto sua mãe. Você não é louco, nem está perturbado. Não compreendo bem o que você me descreve, mas o padre saberá entender o que você diz."

E se o rapazinho chorasse, repetia:

- "Não se aflija. Alguma pessoa no faturo saberá o que a ver a ser tudo isso que nós não compreendemos. É preciso esperar..."

Aos 17 de idade, Chico é conduzido à Doutrina Espírita.

Abre-se-lhe um caminho claro e novo.

O padre concorda em que ele experimente conhecer a nova doutrina.

E há cinqüenta anos, Chico Xavier trabalha com a mesma pontualidade e com a mesma alegria, transmitindo as mensagens da Vida Maior.

Despender quarenta anos nas atividades profissionais em que se aposenta na condição de funcionário público federal, em 1961. E há meio século caminha entre dificuldades e bênçãos, alegrias e aflições, distribuindo as páginas dos Amigos Espirituais que lhe aceitaram a cooperação ou que o instalaram no serviço de Jesus, interpretado por Allan Kardec.

Cinqüenta anos de trabalho, cinco decênios de caminhada ininterrupta...

Conhecemo-lo por amigo dedicado e tarefeiro leal aos próprios compromissos, além de irmão que se nos instalou nos corações reconhecidos, mas, o que terá conhecido nessa viagem de meio século na mediunidade ativa sabe-o Deus.

E para ele, Senhor Jesus, que te pedimos amparo e encorajamento para a continuidade dessa jornada luminosa entre dois mundos, ao mesmo tempo em que agradecemos ao devotado Emmanuel a felicidade de compartilhar da alegria que 1977 nos trouxe.

Senhor Jesus, aqui terminamos nosso apelo e por tudo que temos recebido na luz dos teus emissários de paz, amor, para a edificação e aprimoramento de nossas vidas, de alma voltada para o nosso amado instrutor Emmanuel e de corações unidos ao nosso amigo Chico, aqui repetimos jubilosamente:

- Louvado seja Deus!

São Paulo, 1 de Novembro 1977

Rubens Silvio Germinhasi
Nota – Todos os documentos, reportagens, entrevistas, comentários, definições, declarações colhidas em álbuns organizados em realizações beneficentes e opiniões outras, torno do médium Francisco Candido Xavier, pertencem ao arquivo do Instituto Divulgação Editora André Luiz


Chico Xavier aos 17 anos

DEPOENTES
J. Martins Peralva
... a mediunidade de Chico Xavier e a sua singular personalidade evidenciaram - me de forma incontestável ...
Desde os primeiros momentos de minha presença no trabalho espírita, na União Espírita Sergipana, o nome de Francisco Cândido Xavier tem-me sido uma bandeira sem similar, por suas qualidades de médium cristianizado, que à distância sempre venerei, lá no nordeste.

Já o tinha por médium incomum, acima de qualquer avaliação em termos humanos. E tal o imaginava, assim fui encontrá-lo pela primeira vez, em Pedro Leopoldo.

Corria o ano de 1949...

Leopoldo Machado coordenava, no Rio de Janeiro, a Festa Nacional do Livro, com o propósito de reunir jovens de todo o Brasil. Compareci ao Encontro, representando Sergipe Espírita.

A incontida vontade de conhecer e abraçar Chico Xavier fez-me embarcar num avião no Rio, após o Encontro, e descer na Pampulha, quando a capital mineira, hoje importante e formosa metrópole, era uma miniatura do que é hoje.

A cidade, com seus vagarosos bondes circulando o Pirulito, na Praça Sete, para retomar, logo depois, o caminho dos bairros, possuía apenas três prédios altos: Acaiaca, IAPI e Hotel Financial.

Logo ao chegar, a ânsia de conhecer e abraçar o médium, que à distância amava. E lá fui, de ônibus, pela estrada velha que passava em Venda Nova, a região de Neves e Vera Cruz, para, afinal, chegar a Pedro Leopoldo.

A emoção - lembro-me bem - foi enorme, ao olhar pela janela da acolhedora casa de D. Geni Xavier, onde funcionava, então, o Centro Espírita Luiz Gonzaga. O Chico, aparentemente distraído, de costas, simples e de uma simpatia contagiante, manuseava, curvado sobre a mesa, laudas de papel.

A mesa, coberta com alvíssima toalha; um recipiente com água e copos em torno; um banco com marca de ferro de passar roupa, se não me engano - tudo isto permanece em minha retentiva visual, por carinhosa e agradável lembrança.

Estava, enfim, em Pedro Leopoldo. E diante de mim, o Chico Xavier!...

Após os cumprimentos e antes do início da reunião, Chico dá notícias do movimento espírita sergipano, citando, nominalmente, companheiros encarnados e desencarnados, fazendo especial referência ao Major Vianna de Carvalho, o grande apóstolo cearense, que impulsionou o Espiritismo também no nordeste,empolgando imensos auditórios com seu verbo inflamado e culto.

Foi uma noite realmente encantadora, assinalando, para mim, a realização de um grande desejo.

Quando regressei a Aracaju, já com o pensamento e o coração desejosos de transferir a residência para Belo Horizonte, escrevi no "Sergipe-Jornal", respeitado órgão da imprensa sergipana, uma série de artigos contando as emoções da viagem a Pedro Leopoldo, do encontro com o Chico, cujos recortes conservo em meu arquivo pessoal por tesouro recordativo.

Dois meses depois, viajava em definitivo para Belo Horizonte, desembarcando de novo na Pampulha. Era o dia 4 de setembro de 1949.

O primeiro pensamento, tal como na primeira viagem: ir logo a Pedro Leopoldo, desfrutar do privilégio de, novamente, ver e abraçar o querido companheiro, o que fiz com a alma inundada de felicidade.

A mediunidade de Chico Xavier e a sua singular personalidade evidenciaram-se-me de forma incontestável, ao ouvi-lo discorrer, com a segurança e esplendor de sua vidência, sobre o que ocorria comigo, registrando a presença do meu pai, um dos pioneiros do Espiritismo em Sergipe, grande doutrinador e polemista e médium de várias faculdades, desencarnado em 1931, ou psicografando uma íntima mensagem do coração paterno, tão íntima que pouca gente, de Aracaju, conhecia os fatos e situações nela inseridos, relacionados com a nossa equipe familiar.

Naquela época, Chico Xavier vinha mais vezes a Belo Horizonte, participava de reuniões, orientava-nos, em grupo de estudos, sobre assuntos doutrinários. Suas nobres atividades, menos intensas do que hoje, obviamente permitiam maiores contatos, durante os quais lições inesquecíveis e fatos maravilhosos eram-nos transmitidos.

Muita coisa extraordinária aconteceu.

D. Balbina, uma senhora humilde. que me fora vizinha, na infância, em bairro pobre, identifica-se dando a época - dia, mês e ano - de sua desencarnação.

Meu pai, Basílio Martins Peralva, envia-me oportunos recados.

Lívio Pereira da Silva, notável tribuno e admirável médium receitista, mineiro de Teófilo Otoni, mas radicado desde jovem em Sergipe, desencarnado em Maceió, Alagoas, em conseqüência de uma pneumonia dupla contraída após conferência em noite de grande calor, quando suara demais, encharcando a camisa, trazia-me pelo Chico advertências e orientações que me foram valiosas à adaptação em Minas Gerais. Oportunamente, se materializaria, tendo o próprio Chico por médium, todo iluminado, dialogando comigo durante cerca de cinco minutos.

Chico Xavier, perto ou longe, tem-me sido amigo excepcional e caridoso. Quando não ajuda pela palavra, na televisão, por carta, em pensamento ou em desdobramento natural, fá-lo pelos milhares de mensagens espalhadas pelo Brasil inteiro.

Os livros por ele psicografados chegam-nos quase mensalmente, por condutores de amor e luz, mercê do esforço de editoras que põem nas livrarias o apreciável alimento: o livro espírita.

Emmanuel, seu Instrutor, Bezerra de Menezes, André Luiz, Irmão X, Meimei, Maria Dobres, Batuíra e tantos outros Espíritos que interpretam, fielmente, o pensamento crístico, são benfeitores de todos os instantes, graças à mediunidade do Chico.

A psicografia do médium mineiro, exercida, publicamente, durante 50 anos, tudo nos tem ofertado: religião, filosofia, ciências, romance, poesia, história, apólogos etc., consubstanciando uma literatura altamente educativa, de conteúdo moral inestimável, e, sobretudo, inultrapassável, insubstituível.

De certo tempo para cá, um novo sentido caracteriza a sua mediunidade: o recebimento de mensagens esclarecedoras e reconfortantes, posteriormente enfeixadas em livros que percorrem os quadrantes do País e se projetam no plano internacional.

"Jovens no Além", "Somos Seis", "Amor e Luz" e "Crianças no Além" são obras de rara beleza, trazendo a corações saudosos, de pais, amigos e parentes, abençoadas compensações espirituais, contribuindo para que almas antes infensas às realidades do após-morte, despertem para tarefas de amor, no campo da beneficência, sob a inspiração e o influxo de corações recém-libertos que voltam, pela mediunidade de Chico Xavier, para afirmar que a vida continua, noutra dimensão.

E uma etapa nova, que ratifica o sentido cristão da mediunidade do querido companheiro.

Estou certo, em Deus, de que, por muitos e muitos anos, teremos entre nós, no plano físico, o valoroso e fidelíssimo servidor de Jesus, sempre debruçado sobre laudas de papel a escrever, escrever... Enquanto o lápis desusa, celeremente, fixando apontamentos consoladores, cantando a glória da Imortalidade, estancam-se lágrimas, corações aflitos são lenitivados.

Corações que pranteiam, no transe compreensível da saudade, que é, no dizer do poeta, "a presença do ausente". Deus abençoe o querido amigo, em seus 67 anos de fecunda existência, e nos seus 50 anos de missão mediúnica, dando-lhe, centuplicadamente, tudo quanto tem dispensado, a mim e a milhares de pessoas, em amor e carinho.




Detzi de Oliveira
... estava ali confirmada mais uma vez a lisura da mediunidade de Chico Xavier...
Quando da oportunidade de ir a UBERABA para encontrar o médium FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, hoje nosso admirável Chico Xavier, naquele instante. eu e minha senhora passávamos por um transe de sofrimento e dor dos mais profundos.

Houvera acontecido aqui em Juiz de Fora, minha terra natal, o desabamento de um hospital em construção. Nesse acontecimento, lamentavelmente, vieram a desencarnar minhas três filhas e mais uma sobrinha de nome Marcia Dias Mattos, que passava suas férias em minha casa.

O hospital desabara sobre minha residência, privando-nos da vivência material com minhas filhas, Tereza Cristina, Jussara Maria e Ana Paula. A dor se arrefecia e resolvemos procurar Chico Xavier, para que ele, como missionário, pudesse aliviar nossa dor.

Esse primeiro contato com o querido Chico Xavier ocorreu em meados de fevereiro do ano de 1976 em Uberaba, apesar de conhecê-lo há 34 anos, quando ele veio fazer uma visita à Casa Espírita, nesta cidade de Juiz de Fora.

É interessante analisar neste tópico, as circunstâncias desse encontro. Nós deixamos Juiz de Fora numa quinta-feira, sabendo de antemão que Chico Xavier estaria na sexta-feira no Grupo Espírita da Prece, e partimos esperançosos de encontrá-lo.

Chegamos a UBERABA após uma viagem cansativa, mas recompensadora. Tivemos o encontro com Chico Xavier na sexta-feira às 4 horas da tarde. Abordei o Chico dizendo-lhe: "Estou aqui à sua procura, trazendo minha esposa para que você possa consolá-la um pouco e a mim também, pois, perdemos uma filha em um desastre". A princípio não havia lhe dito que foram 3 filhas e uma sobrinha, apesar de conhecer a mediunidade de Chico e não pairar nenhuma dúvida sobre ele.

Ao nos aproximarmos de Chico Xavier contando o que havia se passado, como disse acima, de ter perdido uma filha, ele me falou:

"Ah! meu filho, para obter as comunicações é muito difícil, o telefone não toca toda hora para mim" e, prosseguindo na conversa, no meio desse diálogo, perguntou-me: “Você conheceu Isaltino Dias Moreira, de Juiz de Fora?”.

Eu fiquei surpreso, pois Isaltino Dias Moreira, tratava-se de meu sogro desencarnado há 18 anos. Chico continuou. "Ele está presente; mas, não foram quatro meninas que desencarnaram juntas?"

Minha esposa já estava emocionada com o esclarecimento da presença de seu pai, quando Chico falou das quatro meninas; a emoção tornou-se mais forte e Luzia desatou a chorar.

Estava ali confirmada mais uma vez a lisura da mediunidade de Chico Xavier. E prolongando-se a conversa, ainda nos disse: "fiquem aí de lado que daqui a pouco vou conversar com vocês".

Qual não foi nossa surpresa instantes depois, quando procurava no seu pequeno salão, por minha senhora, para dizer-lhe: "a sua filha mais velha chamava-se Tereza Cristina? era professora?" Mais aumentou a emoção de minha esposa e a minha. Continuando dizia: "ela está aqui presente, foi trazida pelas mãos de seu pai Isaltino Dias Moreira, segundo me diz Emmanuel ao ouvido. Vocês aguardem aí, poderão obter o que desejam. Vamos aguardar." E nós esperamos.

Nesse primeiro encontro, após o que nos havia acontecido, no momento da psicografia de Chico Xavier, recebíamos a primeira mensagem de Tereza Cristina, surpreendendo-nos, ainda mas, com as citações de nomes e fatos por nós conhecidos.

Aparte da Luzia, minha esposa.

Como vim conhecer Chico.

Conversando com uma vizinha sobre nossos problemas, deu-me um jornal, a Folha Espírita, de São Paulo, que trazia uma mensagem de uma moça desencarnada no incêndio do Joelma, em São Paulo; li e fiquei com vontade desesperadora de conhecer Chico, e desejosa de receber uma mensagem de minhas filhas.

Pedi ao meu marido que me levasse a conhecê-lo. Eu não aceitava aquelas mortes de maneira nenhuma. De ver assim de repente acabar meu lar, minhas filhas. Tudo de impacto. Foi terrível.

Quando cheguei e fiquei conhecendo o Chico, achei que podia conversar, contar minha vida, lastimar-me; mas, falei três ou quatro palavrinhas, e ele respondeu-me com três palavras. Não precisou dizer mais nada. A partir daquele instante me tornei espírita. Até hoje e para sempre.

Se tenho alegria de viver, agradeço ao Chico.

Voltando ao meu testemunho, tenho a dizer, ainda, que na minha juventude houve um fato bem positivo. Freqüentava as dependências da velha Casa Espírita, à Rua do Sampaio, quando Calíope Braga de Miranda, dona Zuzu, que dirigia essa Casa fez um convite a Chico Xavier para visitar a Instituição, o qual foi aceito.

No dia marcado, uma multidão de pessoas o aguardava. Já nessa ocasião Chico para mim marcara sua humildade. Tenho-o na lembrança desde aquele momento, confundido na multidão, simplesmente vestido, com sua calça de brim amarela, camisa listrada e botinas. Chico ficava despercebido para muitos, ele que era o participante principal daquela comemoração.

Ao iniciar-se a sessão, a presidente da Casa notou a ausência de Chico ao redor da mesa. Perguntava: "Cadê o Chico, onde esta o Chico". Estava sentado no meio do povo. Chamaram-no para que se assentasse à mesa.

Nessa época eu começava na União Mocidade Espírita, da Casa Espírita, pois sou espírita nato. Meu pai, José Militão, freqüentou alguns trabalhos em que Chico participava.

O primeiro impacto de importância que tive no Espiritismo, foi, o que marcou-me profundamente, saber que Chico conversava com os espíritos. Tomei conhecimento dessa belíssima existência de mediunidade. Desde esse tempo interessei-me muito em conhecer melhor o Chico e aprofundar-me no estudo da Doutrina Espírita.

Falar sobre Chico é bem difícil; ele é um missionário do mundo espiritual. É um ser que simboliza o bálsamo que nos chega ao coração.

Ameniza nossos sofrimentos, traz-nos a paz, a concórdia e o amor. Chico representa para nós muito daquilo que precisamos. Proteção Divina, que através de suas mãos angelicais, fecham o elo na comunicação do mundo espiritual para com o mundo terrestre. Representa muito em nossas vidas.

Sua figura influenciou-me demais, posso me considerar hoje um homem mais desprendido das coisas supérfluas materiais. Procuro desenvolver-me dentro dos ensinamentos evangélicos, naquilo que se propor Jesus à humanidade. Espelho-me em Chico, nos seus exemplos de amor e trabalho, e procuro fazer o melhor que meu coração possa ofertar.

Repito e com muita convicção. Era espírita, criado por pais espíritas, mas, depois da convivência mais adulta e lendo os livros psicografados por Chico Xavier, interessei-me ainda mais pela Doutrina Espírita, com os presentes trazidos como ensinamentos por Emmanuel, Maria bolores, André Luiz e tantos outros mestres espirituais.

Neste ano em que a luz dos 50 anos dessa mediunidade nos mostrou os 50 anos de sacrifícios, que tudo abandonou para dedicar-se ao seu semelhante, abdicando aos confortos e prazeres que a vida nos proporciona, serviu sua Doutrina, serviu a Jesus.

Chico Xavier, nós temos orado em seu favor, pedindo ao Cristo que prorrogue o seu mandato de vivência aqui na Terra, porque ainda necessitamos muito de sua presença. pois sua missão de minorar o sofrimento daqueles que o procuram ainda é grande.

Nós te agradecemos do fundo dos nossos corações Francisco Cândido Xavier, os 50 anos de sua mediunidade através de suas mãos aveludadas pelo Mestre Jesus.

Que me desculpem os leitores se procuro trazer um pouco mais do meu testemunho de carinho a essa alma querida, em vários encontros e não mais em busca de mensagens de minhas filhas, mas para beijar-lhe as mãos, reabastecer-me com seus fluidos positivos que me fazem bem ao coração.

A bem pouco tempo fui a Uberaba e presenciei importante.

Uma senhora chegou com uma criança que chorava muito. Chico se encontrava na sala das receitas e a senhora dizia que não sairia do recinto sem falar com Chico, pois não agüentava mais o choro da criança, que chorava dia e noite, sem parar.

Quando Chico saiu do receituário, a primeira pessoa a quem falou foi com essa senhora. Trazia uma orientação de Emmanuel; que levasse a criança a São Paulo e procurasse o médico que estava com o seu nome escrito no bilhete. Aquela criança tinha o céu de sua boca aberto e aquele médico tinha condições de operá-la.

A mãe ficou muito surpresa, pois não havia falado nada e perguntava como ele sabia se ela não lhe falara nada. Respondeu-lhe que não tinha qualquer conhecimento do caso.

Aquele choro iria continuar por algum tempo; era um problema de carma, mas estava amparada pela espiritualidade, a mãe traz consigo o bálsamo. Por isso ela fora escolhida para a guarida desse espírito.

Noutra ocasião, uma senhora veio de Brasília a pedido de sua filha para uma orientação do Chico.

Havia perdido seu marido há 41 dias, por suicídio. E, no seu desespero, alimentava a idéia de suicidar-se.

Quando essa senhora chegou, não houve tempo para falar com o Chico. No final do trabalho ele psicografou a mensagem e chamou por Maria Cristina, de Brasília. Sua mãe não ligou os fatos, pois estava endereçada à sua filha. Chico leu a mensagem e, para quem fosse, que a procurasse. Nas suas primeiras linhas. essa senhora, a meu lado nada percebera; só depois de um certo detalhe é que ela veio identificá-la, notando que o espírito do seu marido escrevia para sua filha, esclarecendo os fatos que ocorreram.




Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal