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FERNANDO WORM
Escritor, Jornalista, Poeta, Orador, Historiador e distinto Entrevistador. Nascido no Estado do Rio Grande do Sul.

Um cuidadoso exame abrangendo o conjunto de livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, em estudo comparativo com os seis livros básicos de Allan Kardec, comprova de forma inequívoca esta comprovável verdade: a obra do médium Xavier, muito antes de ser apenas extensiva confirmação de tudo quanto se contém na codificação kardecista, no fundo e na forma se constitui num extraordinário trabalho de uma equipe espiritual cujo claro e evidente objetivo é a complementação da Terceira Revelação, tal como foi prometida por Cristo. (Evangelho de João, cap XIV, VV, 15 a 17 e 26).

A transcendente tarefa do sábio de Lião, iniciada com a publicação de O Livro dos Espíritos em 1857, vem encontrarem Parnaso de Além-Túmulo seu prosseguimento natural, inclusive e sobretudo no que concerne a novos matizes e revelações condizentes com a época e as condições evolutivas que a humanidade terrestre vive ao longo deste final do Segundo Milênio.

ELIAS BARBOSA
Médico, Psiquiatra, Escritor, Poeta e Catedrático da Faculdade Superior de Medicina do Triangulo Mineiro, em Uberaba, Minas.

Se as obras trazidas ao mundo pelas mãos de Xavier são fruto de osmose imaginária da cultura com a inteligência, como não exigir das pessoas cultas que façam o mesmo? Por outro lado, dispondo de elementos tão vastos para senhorear o campo da letras, com inequívocas possibilidades de extrair dele os mais ricos filões da fortuna material, por que permaneceria Xavier na mesma vida simples, sem aceitar quaisquer proventos dos livros de que é, aliás, co-autor, na condição de médium, quando poderia faturar milhares de cruzeiros, anualmente, por direitos autorais? Estas são as perguntas das muitas que o caso Chico Xavier nos suscita ao raciocínio, mas fiquemos por aqui e entreguemos nosso despretensioso volume aos leitores interessados na vida eterna de nossos espíritos eternos.




GILBERTO CAMPISTA GUARINO
Jornalista, Escritor, Poeta e Professor emérito.

Centro Espírita Luiz Gonzaga. Cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Chico apressava-se para a reunião da noite, dentro em pouco. Nesse ínterim, já haviam chegado a Belo Horizonte duas senhoras muito distintas, travando relacionamento na classe médica da capital. Um médico havia que, por seu lindo caráter, seu conhecimento e sua cultura, chamava a atenção de todos. Era o Dr. Melo Teixeira. Ele, as duas senhoras e um terceiro médico resolveram excursionar por Belo Horizonte. Conversando animadamente, o automóvel rodou até Pedro Leopoldo. Uma das senhoras, ouvindo pronunciado o nome da cidade, perguntou se não era, porventura, a terra de Chico Xavier... O interpelado disse que, naqueles mesmos minutos iria ter início a sessão, no Luiz Gonzaga. Para lá se foram. (Observe o leitor o desfecho que, habilmente, a Espiritualidade preparava...) Chegaram, entraram e o Dr. Melo Teixeira dirigiu-se a Chico, que não o conhecia. Apresentaram-se, em termos gerais, só declinando o nome o conhecido médico, os demais referidos como amigos. Chico, como de costume, após dizer-se honrado pela visita ilustre (o Dr. Melo declinara sua condição de catedrático de Psiquiatria, crítico literário), indicou os lugares para todos, lugares esses que se constituíam em vários bancos e toscos caixotes, sob um teto de palha e sobre um chão de tijolos, faceando grande mesa, coberta porto toalha branca, trazendo o nome LUIZ GONZAGA. O Dr. Melo Teixeira tomou assento à esquerda de Chico; referiu-se, para a direita, mostrando um lugar para a esposa do médico (Chico desconhecia inteiramente os lances do episódio); mais adiante, fulano e beltrano; cicrano, ainda à frente. Após o receituário, o médium grafou inúmeras mensagens, sob o desconfiado olhar diante do visitante que se traia surpreso diante de tal velocidade. O papel era de padaria, havendo diversos lápis com ponta muito bem feita. Chico pegava um lápis... deixava-o; pegava outro... deixava-o... enquanto alguém ia virando as folhas já psicografadas.

Terminada a reunião, após a leitura de mensagens e receitas, Chico parou, virou-se e disse, timidamente, ao Dr..

“– Dr. Melo o senhor vai me perdoar, mas houve uma confusão muito grande, que eu não pude compreender...”

“– Eu tenho aqui um soneto de Hermes Fontes,dirigindo a sua viúva, que ele diz estar presente aqui, e ser aquela senhora.” (Apontou para aquela que ele, Chico, dissera ser a esposa do doutor Melo)

“Tinha a impressão”, diz César Burnier, “que uma pedra havia caído num imenso reservatório de água: as lagrimas jorraram dos olhos da infeliz senhora, comovendo a todos, e enchendo de espanto o recinto singelo e desataviado. O Doutor Melo, atônito, quase desconcertado, olhou para todos os lados e disse:

“Deixe-me ver o soneto, Chico...”

“Leu-o, primeiramente, em silencio. À medida que o fazia, todos pressentíamos em seu semblante indescritíveis emoções. A testa vincada, tinha lívido o rosto... Súbito, ele, que era um homem honesto e leal ao extremo, vira-se para o publico, que era reduzido, e confessa, fortemente chocado, o que se segue:

- Meus amigos... Se eu andasse atrás de um prova definitiva, comprobatória mesmo do mediunismo, jamais a encontraria como a encontrei aqui, neste instante. Ela veio as minhas mãos, sem esforço algum. Eu não conhecia Chico Xavier; Chico Xavier não me conhecia, e muito menos sabia que a ilustre senhora que aqui se encontra e viúva do grande poeta Hermes Fontes. Vou ler o soneto, e quero dizer ainda aos amigos que, neste soneto, Hermes Fontes faz referencias ao seu auto-extermínio, motivado por inúmeros problemas, envolvendo o desalento familiar. Preciso notar ainda: EU CONHEÇO TODA A OBRA DE HERMES FONTES, e a conheço muito bem. O estilo e cem por cento do poeta inesquecível. Todas as características poéticas estão profundamente assinaladas na peça. Este soneto só poderia ter sido produzido pelo Espírito do nosso querido Hermes. Vou lê-lo para cumprir dever de honra.

E a voz ecoou, comovida no pequeno recinto:


(-Para X que esta na sala-)

“Não condeno o teu dia de ventura,

Dessa ventura que eu antegozei

Em meus sonhos lindíssimos de rei,

Que em prazeres as magoas transfigura.
Eras a luz suave, terna e pura,

A encantadora estrela que eu amei,

Sonho divino, que idealizei

Em meu mundo de sombras e de amargura.


A teu lado busquei amparo e um ninho,

Tomando, ávido a mão que me estendeste,

Num grande e abençoado afeto irmão,
E deixaste-me, só, no meu caminho...

Mas há neste a alma, que não compreendeste,

Uma fonte sublime de perdão.”
Se o leitor acompanhou atentamente os leves traços fonte-anos que nestas paginas ficaram, mais anteriormente, decerto recorda-se do “Buena-Dicha”: “Para amar – procurei o bem, no afeto (AO TEU LADO BUSQUEI AMPARO E UM NINHO) (TOMANDO, ÁVIDO, A MÃO QUE ME ESTENDESTE NUM GRANDE E ABENÇOADO AFETO IRMÃO!!!) Para sofrer - levei a cruz e o Andor...POR SUA PARTE/MENTIU-ME O AMOR. TUDO MENTIU.... EXCETO / A DOCE MÃE DOS IMORTAIS, A DOR!”

Impossível negar!... Ninguém o negaria... Mas, porque, então o silencio e o olvido de tantos e tantos anos em tomo de tão emocionante acontecimento?!... Talvez para que, neste cinqüentenário de amizade e respeito, de AMOR... que não mentiu, o soneto de Hermes Fontes brotasse dos alfarrábios de César Burnier, fazendo com que nossos próprios sentimentos fremissem de jubilo, tremessem de alegria. Mais de 30 anos no olvido, até que...

..."um dia”, torna a falar César, “em 1968, fui a uma sessão de materialização, que não se realizou, porque a nossa querida médium, sofrendo interferência espiritual na barca que atravessava a baia de Guanabara, dormiu a sono alto, atravessando de Niterói para o Rio inúmeras vezes. No entanto, levara comigo um pequeno gravador, mas em bom funcionamento. No meio da conversa, estimada senhora de chofre, me diz:

- O Sr. Sabe...

- Sim...

- Vi um soneto uma única vez, e, encantada com sua beleza, decorei-o, quando o Sr. Leopoldo Cirne para mim o leu, de imediato, como se tivesse tirado uma fotografia mental dos versos. E dele jamais me esqueci: até hoje o guardo.

Como se estivéssemos em ambiente espírita, franco e interessado nas coisas do “outro mundo”, perguntei-lhe que soneto era aquele, afinal. Ela insistiu em não deixar seu nome ligado ao episodio, mas arrematou:

“É de fato, o soneto...

“Pois não”...

“... O soneto era de Hermes Fontes.

“De Hermes Fontes?”, perguntou eu...

“Sim, de Hermes Fontes...

“Gosto muito de Hermes Fontes. De que trata o soneto?

“Ele foi recebido em Pedro Leopoldo, na presença do Doutor Melo...

“Melo Teixeira?!, cortei-lhe aos saltos, a voz...

“Sim... conhece-o?...

“Prossiga por favor...

“É um soneto dedicado a viúva do poeta...

“Não e possível, interrompi eu, novamente, Minha filha... este soneto esta desaparecido há anos e anos... Ninguém lhe tem a copia. A Ultima vez que o vi, há muito tempo estava já puído, dentro da carteira do Doutor Melo Teixeira. Ele desencarnou e o soneto se perdeu.. pelo amor de Deus... vamos a copa... a senhora precisa recitar para mim este soneto... vou gravá-lo”

E assim foi. O soneto surgiu. De 1968 para cá, esteve perdido nas Bibliotecas de César Burnier. Até que, novamente, veio a tona: Uma fita, um rolo antigo, gravado ainda em 50 ciclos, a tessitura vocal ligeiramente prejudicada, mas... lá estava... e aqui, por vez primeiro, ficou.

Hermes Fontes terá, logicamente, acompanhado todo o episódio. As personalidades se fundem. A vida não cessa.

MARIO DONATO
No dia 12 de agosto de 1944, o famoso escritor Mario Donato publicou um artigo no "Estado de São Paulo" sobre as mensagens psicografadas por Chico Xavier, onde em certos trechos declara:

"Não posso admitir que um homem, por mais ilustrado que seja, consiga pastichar, tão magnificamente, autores como Humberto de Campos, Antero de Quental, Augusto dos Anjos, etc...

Opto pela explicação sobrenatural, que não satisfaz a minha consciência é verdade, mas apazigua a minha humaníssima vaidade de literato. Pode lá um homem avultar tantos palmos, por suas próprias forças, sobre a cabeça dos demais? Pode lá plagiar, velozmente como o faz Chico, Humberto, Antero e outros do mesmo naipe, a quem não se pasticha, senão depois de larga experiência literária e trabalhosa noite de insônia? Não, absolutamente. É milagre. Coisas assim não podem ser senão milagre, puro milagre. Há qualquer intervenção sobre-humana no fato; não porque o diz o Chico Xavier, mas porque assim o exige a nossa arrogância.

Positivamente não aceito a autoria de Chico Xavier, e aceito a de Humberto de Campos, como a de Antero... e qualquer outro que, do lado de lá, tenha o mau gosto de praticar literatura. E creio que esta e a atitude mais humana, a mais condizente com a nossa falta de humildade. É milagre, e o milagre, não explicando nada, explica tudo. "

E conclui euforicamente:

"Pois se não admitirmos que o caso é milagroso, temos que levar o Chico Xavier à Academia Brasileira de Letras e, naturalmente, estamos mais dispostos a reconhecer-lhe amizades no céu que direitos literários ao Petit Trianon.

Ou se aceita Humberto subsistindo no outro mundo ou se aceita Chico Xavier valendo por Humberto e mais meia dúzia de cérebros arquiprivilegiados. "

SALOMÃO J HADDAD
Entrevista feita pela Folha Espírita, quando da passagem do casal Haddad pelo Brasil. Fundador do Ellon College na Carolina do Norte recepcionistas de Chico Xavier nos Estados Unidos.

F. E.: Na sua opinião foram proveitosas as viagens de Chico a América do Norte?

S.J. Hadad: E lógico que foram. Em nosso século de tantas facilidades de transporte e comunicação e muito natural que um dos representantes mais legítimos do Espiritismo em todo o mundo, como é o Chico, cuidasse também dos seus irmãos do Norte. A América precisa muito de Kardec. E estas viagens permitiram o anuncio de um trabalho que tem que se estender bastante ainda, mas que já se constitui em uma semente pequenina...

F. E.: Como se deu a fundação do Christian Spirit Center?

S.J. Haddad: Chico Xavier e o Dr. Waldo Vieira, em sua primeira viagem, em 1965, tinham como meta principal lançar o livro Ideal Espírita, em inglês e nos chamaram para as responsabilidades desta tarefa nos Estados Unidos. Em nova York, depois de uma semana de esforço com o livro, Waldo nos transmitiu o parecer dos espíritos de que deveríamos fundar um núcleo espírita, especialmente com a finalidade de divulgação do Espiritismo na América. Nasceu, assim, o Christian Spirit Center. Colocamos a palavra Christian para frisar bem a idéia cristã da Doutrina.

F.E.: Phyllis, quando foi a estada do Chico em Ellon College? Phyllis: Tivemos o privilegio de tê-lo em nossa casa, em 1966; quando da segunda viagem, por três semanas consecutivas. Foram dias maravilhosos.

Chico recebia lições de inglês, três vezes ao dia. E à noite trabalhava até 2 horas da manhã, diariamente psicografando e escrevendo cartas.

Houve um fato muito interessante: Chico esgotou o estoque de selo dos correios. O pessoal de lá queria saber quem era esse homem, porque viram que se tratava de uma pessoa diferente.



SALVADOR GENTILE
Advogado, Escritor, Jornalista e Poeta

Na verdade, Francisco Cândido Xavier não precisa de apologistas, de pregoeiros das suas virtudes pessoais a incensar-lhe a figura inconfundível. A sua obra fala por si mesma, revelando o médium disciplinado e perseverante, humilde e desprendido, que sabe se fazer instrumento dócil dos Espíritos, de tal forma que possibilitou a eles, os Amigos da Vida Maior, nos transmitirem, por suas mãos operosas, cerca de cento e cinqüenta livros, onde o mundo espiritual e os problemas do espírito nos foram amplamente devassados, para que possamos tomar consciência de nós mesmos.

Não apenas nós, mas muitas gerações de Espíritos que virão a reencarnar na Terra, ficaremos a dever a esse trabalhador infatigável, pela obra que vem realizando e que, certamente, iluminará os séculos porvindouros.


ORIENTADOR

Mensário Espírita da cidade de Passo Fundo - Rio Grande do Sul.

Impossível condensar essa vívida saga, que é a existência consagrada de Francisco Cândido Xavier, mas foi esse testemunho sobre-humano de vivência evangélica a primeira e grande lição que a Sabedoria do Alto silenciosamente nos ofereceu, como um celeste desafio, na escola bendita de Pedro Leopoldo... Bem escreveu o grande Manuel Bernardes que não há modo de ensinar "reais forte e suave que o exemplo: persuade sem retórica, reduz sem porfia, convence sem debate"
GARCIA JUNIOR
Escritor e Historiador Brasileiro. Crônica inserida na secção de "Contrastes e Confrontos", em edição do Correio da Noite, de 18 de julho de 1944.

"...outros escritores desaparecidos deste mundo, mas que, graças, então, à habilidade e até mesmo certa inteligência do moço mineiro, continuam a andar tão vivos nas páginas que ele alinhava publicamente, para quem quiser ver, como qualquer um de nós outros que, aqui em baixo, ainda esprememos diariamente o miolo do crânio para ter com que comprara noite miolo de pão! Ora, admiti que fosse a hipótese de o Chico Xavier poder imitar de modo mais amplo a Pedro Rabelo, que se atreveu a copiar a forma de estilo de Machado de Assis, mas tão-somente em meia dúzia de páginas, então, convenhamos, o caso muda de figura. E muda, sobretudo, porque, ao contrário do incorrigível boêmio que se deu ao trabalho de escrever à maneira do criador de "Quincas Borba" à la manière de... como tinha feito alguém na França - o nosso Chico Xavier, dada a obra já produzida, está desde já a merecer a glorificação de gênio...

De resto, subsiste uma circunstância que mais servirá ainda para exaltá-lo aos que insistem teimosamente na idéia do pasticho: é que o Chico Xavier trabalha a sua obra diante de quem quer que o deseje ver: basta apenas que lhe ponham à frente dos olhos algumas laudas de papel e um lápis, tal como o viu Agripino Grieco, faz alguns anos, lá mesmo em Pedro Leopoldo!... Acresce outro detalhe sobremaneira relevante: se se trata de um pastichador (extraordinário, que é esse Chico Xavier!), como pode, ele escrever à maneira não só do saudoso autor de "Carvalhos e Roseiras"; como também dentro do estilo inimitável de Augusto dos Anjos, de Eça de Queirós? Será que ele guarda o próprio Diabo dentro do corpo? Entretanto, como mudaria certamente o quadro, se todos nós - crédulos ou incrédulos - nos dispuséssemos a pensar um segundo acerca das coisas sobrenaturais! Se refletíssemos, por exemplo, sobre aqueles dois versos famosos que nos foram deixados pelo imortal cantor dos "Lusíadas", e que retratam a dúvida que o atormentava:

"Uma verdade que nas coisas anda.

Que mora no visível e no invisível. "

... Como quer que seja, o que se não pode porem dúvida é que, se o Chico Xavier tivesse realmente capacidade para produziras duas dezenas de obras que já saíram de suas mãos de médium, bem que ele não precisara ser o moço humilde que começou a vida como caixeiro de armazém e que só há pouco é um modesto funcionário da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais... Bastaria que o Chico Xavier viesse aqui para o Rio, mudasse o seu indumento de pobre, para uns bons ternos de cavalheiro abastado, e entrasse a freqüentar as rodas intelectuais. Com talento para produzir o que já lhe passou pelo lápis, psicograficamente, ele hoje poderia ufanar-se de ser um dos maiores escritores do Brasil..."




MIGUEL TIMPONI
Advogado, Professor e literato eminente. Encerrando nesta apresentação de depoimentos, gostaríamos de juntar a opinião do ilustre jurista, que na ocasião da defesa a FEB e Chico Xavier, no rumoroso processo movido pelos herdeiros de Humberto de Campos no ano de 1944, argumentava:

"De qualquer modo, porém, se admitirmos que Francisco Cândido Xavier, moço de instrução primária, tem capacidade para imitar os versos de Castro Alves, reconhecer deveríamos que ele é igual a Castro Alves. E como pode também imitar os versos de Guerra Junqueiro, Augusto dos Anjos, Antero de Quental e de muitos outros, é também igual a cada um deles. Mas, nesse caso, não é propriamente igual a cada um deles; é superior a todos eles!..."



MENSAGENS PSICOGRAFADAS

DO ESPÍRITO EMMANUEL


Felicidade
Queres felicidade

E te cansas por isso.


Trabalhas. Ninguém te nota.

Server. Ninguém te vê


Sai de ti, entretanto,

E busca ouvir os outros.


Ama e terás amor,

Dando e que se recebe.


Felicidade existe

Se a pusermos nos outros.


Temos, sempre o que damos,

Isso é das Leis de Deus.




Perfume de Deus
Derramou-se o perfume

Das Alturas Celestes.


Os homens o puseram

Em vasos numerosos;


Uns esguios de ouro,

Outros de barro ou prata.


Tantas formas diversas,

Mas o aroma era o mesmo.


Esta – é a historia do amor,

O perfume de Deus




Convivência

Não te afastes dos outro

Porque tenhas sofrido.
Sem nossos semelhantes,

Não sabemos quem somos.


Cada pessoa é um teste

Que nos situa em prova.


Em nossas reações,

Vemos a própria imagem.


Ama, serve, perdoa

E Estarás progredindo.


Deus nos envia os outros

Para ver como estamos



Aceita
Aceita a própria vida

Buscando melhorá-la.


Abraça os que te cercam,

Doando-lhes auxilio.


Nada exijas. Trabalha.

Não condenes. Constrói.


Se a provação chegou,

Acata-lhe os ensinos.


Se fiel a ti mesmo,

Serve, segue e não temas.


Se te aceitas como és

Deus te fará feliz.



Segue com Deus
Nunca te desanimes

Seja qual a prova.


Mais recursos na vida?

Trabalha e obterá.


Dor e tribulação?

A prece te alivia.


Incompreensão e ofensa?

Perdoa, ajuda e esquece.


Caíste em algum erro?

Ergue-te e recomeça.


Nada te faltará.

Se te entregas a Deus.



Jamais Só
Se alguém te deixa a sós

Abençoa esse alguém.


Nem todos passarão

Pelos mesmos caminhos.


Ás vezes, quem partiu

Sofre o que desconheces.


Não sabes em que provas

Estará quem mais amas.


Se a sombra te envolveu,

Outras luzes virão.


Nunca estarás a sós,

Confiando-te a Deus



Marcha no Bem
Por nada te desgarres

Do trabalho no bem.


Se algum te injuriou,

Silencia e prossegue.


Se a doença te aflige,

Serve quanto possível.


Há quem pare na queixa,

Mas, um dia verá.


Que os irmãos em serviço,

Prosseguindo com Deus,


Muito dificilmente

Hão de ser alcançados.



Serve e Prossegue
Nada te desanimes

Nunca sem esperança.


Terás visto em caminho

Tempestade de dor.


Perdestes bens do mundo

Que supunhas sem termo.


Julgas-te em abandono,

Inútil, triste e só.


Entretanto, não pares,

Serve, luta e prossegue...


Na frente, encontrarás

Novas benções de Deus



Servir Sempre
Deus nos concede a todos

A benção de servir.


Se não podes curar,

Podes ser a esperança.


Não dispões do dinheiro.

Não serás o milagre;

Tens, contudo, o sorriso.
Recorda a noite espessa

E o valor de uma vela.


Semeia o bem que possas.

O poder vem de Deus.



Identidade
O que falas nem sempre

Pode mostra-te o ser.


Tudo aquilo que tens

Não se revela aos outros.


Quantos sabes, por vezes,

É uma riqueza estanque.


O nome, quase sempre,

É só retrato a cores.


Observa o que crias

Do que sejas ou tenhas.


Tão-só no bem que faças

E o que vales com Deus.



Erros
Compadece-te sempre;

- Assim pede o Senhor.


Quem nunca escorregou

Talvez caia amanhã.


Esse que chora espera

Coração que o entenda.


Outro sonhava o bem

Mas ficou preso ao mal.


O perdão aparece

Àqueles que perdoam.


Todos estamos juntos

Na Justiça de Deus.



Serve sem Apego
Usa, sem algemar-te,

Os bens de que desfrutes.


Medita nas riquezas

Que já se dispersaram.


Antigas obras de arte

Valorizam museus.


Títulos de ascendentes

São brasões sem calor.


Do que sejas ou tenhas,

Faze o melhor que possas.


Serve sem apegar-te.

Tudo pertence a Deus.



Alguém Sempre
Se a sombra te surgiu

Em forma de pesar...


Não permitas que a dor

Permaneça contigo.


Repõe no pensamento

As bênçãos que possues.


Nada te desespere,

Fita o Céu e caminha.


Entrega-te ao trabalho

E renova-te nele.


Alguém te guarda sempre,

Alguém te apóia: Deus.



Alegra-te e Confia
Contempla o mundo em torno...

Tudo pede alegria.


Cada flor é um sorriso

Da beleza imortal.


O Sol conta que a luz

Reina acima das trevas.


A noite mostra a vida

No alfabeto dos astros.


Até o pó que pisas

É berçário do pão.


Rejubila-te e serve,

Deus faz sempre o melhor.



Ânimo
Age em favor dos outros,

Sem que isso te arrase.


Lamentações que faças

Enfraquece a quem ama.


Esse tem duras provas

E precisa escorar-se.


Outro te pede auxílio

Para fortalecer-se.


Suporta qualquer sombra

Sem que a fé se te perca.


Nada te desanime,

Serve e confia em Deus.



Gentileza
A hora mais difícil

Não te impede a bondade.


Nem sempre dirás “sim”.

Ao que se te proponha.


Mas um “não” pode ser

Trajado de veludo.


Não recuses doar

Uma palavra boa.


Olha o teu cão, ai ver-te,

Mostrando a cauda em festa.


Um sorriso em teu rosto

É notícia de Deus.



Prossegue Trabalhando
Às vezes, o problema

Parece insuperável.


Contudo, não receies,

Insiste para o bem.


Promessas que escutaste

Sumiram-se no vento


Recursos que esperavas

Falharam sem motivos.


Entretanto, não pares,

Prossegue trabalhando.


Ora, serve e terás

A solução com Deus.



Se queres Paz
Mesmo que alguém te fira,

Não acuses. Esquece.


Quem prejudica a outrem,

Prejudica a si mesmo.


A memória do ingrato

É uma ferida aberta.


A culpa e a enfermidade

Caminham sempre juntas.


Basta a quem faz o mal

Simplesmente viver.


Se procuras a paz,

Serve e entrega-te a Deus



Prece da Benção
Nos momentos alegres

Deus te abençoe.


Ante as provas do mundo,

Deus te abençoe.


Se caíste em erro,

Deus te abençoe.


Antes ofensas alheias

Deus te abençoe.


Se procuras por paz,

Deus te abençoe.


Haja o que houver

Deus te abençoe.




DADOS PESSOAIS
Nome: Francisco Cândido Xavier

Filiação:

João Cândido Xavier

Maria João de Deus

Nascimento: 2 de abril de 1910

Cidade: Pedro Leopoldo

Residência Atual: Uberaba – MG

MEDIUNIDADE PSICOGRÁFICA

1.a Manifestação Mediúnica: 8 de julho de 1927

1 Entidade Comunicante: Um Espírito Amigo

Assunto: Deveres Espíritas

N.° de Páginas Psicografadas: 17

Local: Centro Espírita Luiz Gonzaga Cidade

Pedro Leopoldo - MG


50 ANOS DE MEDIUNIDADE PSICOGRÁFICA
Livros Psicografadas: 153

Autores Espirituais: 572

Edições Nacionais: 573

Tiragem: 4 801.500

Páginas Psicografadas: 28.658

Em parceria com Waldo Vieira: 17

Autoria de Emmanuel: 38

Edições Nacionais de Emmanuel: 160

Tiragem das obras de Emmanuel: 1.342 500

Autoria de André Luiz: 17

Edições Nacionais André Luiz: 117

Tiragem das obras André Luiz: 1.232.000

OBRAS TRADUZIDAS

Castelhano: 16

Esperanto: 9 + 1 ed. bilíngüe Francês: 1

Grego: 1


Inglês: 2 + 1 ed. biling

Japonês: 1

Tcheco:3

total 35


TRANSCRITAS: Braille: 22

FIM

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