Senhor Jes++s



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Carlos Eduardo de Toledo
... quero falar com Chico Xavier...
Antes de mais nada, devo me apresentar: nasci na Cidade: de São Manoel, neste Estado, aos 16 de agosto de 1914, passando residir em São Paulo desde 1918; fui criado na religião católica-apostólica-romana, a qual, aliás, é a de toda a minha família, estudei em dois colégios católicos, no Ginásio Municipal de São Joaquim, em Lorena e no Colégio São Luiz, desta Capital; cursei em seguida a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na qual me formei em 1936, exercendo, desde então, a profissão de advogado; e casei-me em 1940, com minha querida mulher, Olga de Toledo, também católica, de cujo consórcio tivemos três filhos: Heloísa, Antônio Carlos e Carlos Alberto, sendo que os dois primeiros já são casados e o caçula faleceu solteiro, aos 23 de dezembro de 1969, prestes a completar 21 anos de idade.

Mesmo após o falecimento de nosso querido e amado fìlho, minha mulher não acreditava e nem se interessava pelo Espiritismo. Eu, entretanto, já há bastante tempo, em momentos de aflição ou desanimo, procurava conforto moral participando, vez ou outra, de sessões espíritas, das chamadas "Mesa Branca", em casa de amigos, pois, além de acreditarem Deus e em Jesus, também acreditava, como continuo acreditando, na comunicação com os Espíritos; até que um dia, um grande amigo e excelente colega, já falecido, Dr. Oswaldo Barreto, espírita dos mais eminentes e cultos, aconselhou-me a freqüentar ou estudar o Espiritismo kardecista.

Não cheguei, naquela época, a por em prática tal conselho. dado que, pouco tempo depois, minha vida e as de minha mulher e filhos foram abaladas por uma, para nós, terrível tragédia: nosso filho Carlos Alberto fora vítima de um acidente fatal, de motocicleta! Descrever o nosso sofrimento e as aflições pelas quais passamos em conseqüência dessa inesquecível perda, é realmente difícil, pois somente os pais, em situação semelhante. é que podem avaliar. Estávamos assim desesperados, quando uma pessoa caridosa nos encaminhou a casa de uma senhora espírita, Da. Zilda Giunchetti Rosin, cuja missão, por ter perdido, num desastre de automóvel, seus dons únicos e maravilhosos filhos, Drausio e Diogenes, além, da de doutrinação. em que é excelente, era e é a de consolar pais que perderam filhos e, com Da. Zilda começamos a conhecer a doutrina espírita-cristã e a receber os primeiros ensinamentos, o que, afinal, muito nos ajudou, proporcionando-nos as primeiras resistências para enfrentarmos o desespero da separação de nosso amado filho; além de termos testemunhado, por duas ou três vezes em sua casa, durante a prece, a presença de seus dois filhos, através de leves estalidos de uma limpada elétrica instalada no teto de um dos compartimentos do pavimento superior; por tudo o que e o mais que adiante relato, muito devemos a Da. Zilda.

Minha mulher, entretanto, continuou desesperada ainda por muito tempo e sempre desinteressada do Espiritismo, até que uma noite, passados uns três anus, ela surpreendeu-me com pedido repentino, dizendo-me: "Quero falar com Chico Xavier!". Respondi-lhe, então, que isso não era fácil, pois o Chico morava em Uberaba, cerca de 500 quilômetros de São Paulo, ao que ela disse: "Não tem importância, quero falar com o Chico Xavier neste fim de semana. esteja ele onde estiver." Não querendo perder tão inesperada oportunidade, mas não sabendo como chegar até ao Chico, lembrei-me de Da. Zilda e telefonei-lhe em seguida, a fim de solicitar-lhe uma apresentação, pois sabia que ela se dava com o Chico e tive outra surpresa: ela também iria a Uberaba e se prontificou a nos acompanhar lá, como de fato ocorreu.

Assim, numa sexta-feira a noite, véspera do Dia das Mães, em 1973, na Comunhão Espírita Cristã, temos apresentados por Da. Zilda ao Chico Xavier! O nosso primeiro encontro com o Chico, como aliás sempre acontece com as demais pessoas no mesmo estado de desespero, como acontecia com minha mulher e também comigo, foi por demais emocionante! Mas o Chico, com aquela sua voz mansa e suave, como sempre fala com todos, foi um bálsamo para nossas almas e, antes de me ver, pois ainda não lhe fora apresentado, disse à minha mulher: "Não chore, minha filha, pois ao meu lado está um rapaz mandando um abraço para o Carlinhos!" Mas, se o Chico não sabia o meu nome, pois não tinha ainda sido apresentado e se muito menos sabia que, em família, sou chamado por esse diminutivo, tal recado já nos deixou atônitos! E não parou aí a nossa admiração. No dia seguinte, sábado, fomos novamente a uma sessão, menos numerosa e lá Da. Zilda recebeu, psicografada pelo Chico, uma longa e linda mensagem de seu filho mais velho, Drausio, que, como sempre, foi lida por ele e qual não foi nossa surpresa quando, a certa altura, dizia a mensagem: "Está aqui o jovem Carlos Alberto que manda um cravo vermelho para a sua mãezinha Olga. Ele está sendo assistido pelo irmão Arthur Toledo e pelo irmão Zoilo Simões"! Não pude conter minha emoção, pois além de ouvir o nome de nosso amado filho, ouvira também o do meu querido Pai, falecido em 1935 e, ainda o do Sr. Zoilo Simões, falecido alguns anos antes, conforme notícia que eu lera num jornal, vítima de acidente de automóvel. Mas o que surpreendia era o fato de que o Chico não sabia o nome de meu Pai e, muito menos, o do Sr. Zoilo Simões, pessoa, aliás, que eu não conhecera e que nunca vira, pois deixei São Manoel quando tinha quatro anos de idade e dele sabia apenas o nome, por ser o mesmo de antiga e respeitável família de minha terra. Mas não foi só. Logo em seguida nós e todos os presentes, inclusive o Chico, tomamos "passe" dado por algumas senhoras que adentraram o salão e, durante os minutos que permanecemos tomando "passe", o salão, de grande proporções, foi tomado de um forte e delicioso perfume de rosas, sendo eu informado que era da presença de uma entidade de luz, chamada Scheilla. E, assim que terminou o "passe", desapareceu o perfume como que por encanto... Esse fato, evidentemente sobrenatural, foi comentado pelas pessoas presentes, a maioria das quais vindas de fora, inclusive por nosso filho Antonio Carlos, que nos acompanhou em nossa primeira viagem a Uberaba. Nesses dois dias que lá passamos, tivemos a oportunidade de fazer grandes amizades, especialmente com aqueles que, em razão da dor, buscaram alívio junto ao Chico Xavier.

A partir de então, passamos, de tempos em tempos, a freqüentar as sessões espíritas de Chico Xavier, em Uberaba, a princípio na Comunhão Espírita Cristã e, depois, no Grupo Espírita da Prece e a ouvir dele, em suas prédicas e em suas visitações e distribuição aos pobres, a doutrina espírita cristã, consubstanciada no "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e os seus ensinamentos sobre as virtudes que devemos praticar para o aperfeiçoamento de nossas almas, especialmente a caridade. Somente através de Chico Xavier e de seus edificantes exemplos, é que tivemos uma noção exata do que seja "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos". E também, através dele, é que temos recebido o conforto moral de que tanto necessitávamos, minha mulher e eu, face à perda corporal de nosso amado filho Carlos Alberto.

À propósito, devo relatar ainda que, graças a Deus e a Jesus, recebemos duas maravilhosas e consoladoras mensagens de nosso filho Carlos Alberto, psicografadas por Chico Xavier: a primeira, na noite de 14 de junho de 1974 e a segunda, no dia 13 de setembro de 1975: mensagens essas que, a exemplo de tantas outras recebidas por inúmeras pessoas que perderam entes queridos, por conterem tantas particularidades, notadamente de família, completamente ignoradas por Chico Xavier, são uma prova evidente que o nosso amado filho, em espírito, está vivo e velando por nós. Fato também surpreendente ocorreu quando da última citada mensagem: após entregar-nos os originais da mensagem, o Chico me perguntou: "Você sabe quem é Giuseppe Sanzi"?. Indagando da razão da pergunta, Chico esclareceu: "É que o Carlos Alberto disse-me há pouco que ele está muito ligado ao ramo da família, da Itália." Não podendo esconder a minha admiração, pois todos os nossos amigos, inclusive o Chico, só nos conheciam em Uberaba, por Olga Toledo e Carlos Toledo, respondi-lhe: "Não sei, Chico, quem é Giuseppe Sanzi, mas tenho a lhe dizer que o meu sogro se chamava Affonso Sanzi e, portanto, Sanzi é o sobrenome de solteira de minha mulher." Em seguida, Chico perguntou-me: "Existe lá em São Paulo uma Rua Pedroso?", ao que eu lhe respondi: "Sim, existe e eu moro na Rua Pedroso de Moraes",tendo o Chico dito então: "É isso mesmo, Pedroso de Moraes." "Porque essa pergunta?", indaguei. Respondeu-me o Chico: "Porque o Carlos Alberto também me disse que tem passado pela Rua Pedroso de Moraes e tem ouvido uma música do Roberto Carlos, que fala num amor inconstante, mas que o amor dele por vocês é constante." Essa música, que eu não conhecia, tentei saber qual era, em várias casas de discos de São Paulo, mas sem resultado, até que, tempos depois, minha netinha Fanny, que ignorava completamente aquele assunto, perguntou-me se eu queria ouvir a primeira música que ela aprendera ao violão: e tocou e cantou, para mim, uma das músicas de Roberto Carlos, chamada "Olha". que era aquela que eu tanto procurava...

Naqueles dois primeiros dias que, em 1973, passamos em Uberaba, também conhecemos nossa grande amiga, Da. Yolanda Cesar, que igualmente perdera um de seus filhos, um lindo e forte rapaz, de nome Augusto, a quem muito devemos por todo consolo que temos recebido do Chico Xavier, pois a exemplo cio que tem feito conosco, é incansável em ajudar a todas as pessoas que se encontram no estado de tristeza, de aflição e de desespero, em que ela e nós estivemos, pelo que somos sumamente gratos a ela.

E através de Da. Yolanda, viemos a conhecer e a freqüentar o Lar do Amor-Cristão, desta Capital, caridosa entidade kardecista, na qual, além de recebermos ensinamentos da doutrina espírita-cristã e de recebermos também os benefícios de "passes magnéticos", temos encontrado, em seus dignos e bondosos dirigentes, inestimáveis apoio e conforto moral.

Feito o retrospecto de nosso relacionamento com o Chico Xavier, nosso querido irmão em Jesus, o Divino Mestre, o meu depoimento sobre a sua respeitável pessoa, pode ser assim resumido:

Chico Xavier, que recentemente completou 50 anos de contínua mediunidade, fato por si só extraordinário, e que durante esse longo tempo, sempre assistido por Espíritos de Luz, só tem se dedicado a fazer o bem a todas as pessoas que o procuram, sem distingui-Ias se são ocas ou pobres, a par de ser um homem de extrema bondade, de notória integridade de caráter, de reconhecidas virtudes, entre as quais ressaltam a humildade, a paciência e a caridade. e de uma cultura geral e religiosa admiráveis, é um anjo de paz e amor que Deus enviou à “Terra! Felizes aqueles que tiveram ou têm o privilégio de se aproximar de Chico Xavier”.



Encarnação Blasquez Galves
Reencontro de Corações
Maio de 1959 data que recordamos com imensa alegria! Os bons ou maus momentos que passamos são sempre lembrados, pois, eles marcam nossa existência; são pontos definitivos de nossa vida.

Maio de 1959 foi sem dúvida nenhuma um dos melhores momentos da vida do casal Galves.

Galves e eu havíamos lido alguns livros psicografados por Chico Xavier e sentimos um desejo imenso de conhecer o médium que recebia páginas tão belas.

Curiosidade, pensávamos naquela época; necessidade, reconhecemos agora. Eram os primeiros passos na abençoada Doutrina.

Insegurança e intranqüilidade eram uma constância em nossas almas, principalmente na minha e não devo responsabilizar somente a mediunidade hoje tão querida por nós, mas, também ela oferecia campo para que a paz tão necessária não se fizesse presente em nossas vidas..

Fomos a Uberaba em um pequeno grupo, mas sentimos que Chico muito depressa familiarizou-se conosco e nos dispensava uma grande atenção.

Ele nessa oportunidade realizava peregrinações aos sábado às casas das famílias assistidas e nessas ocasiões as beneficiadas que nos recebiam ofereciam cafezinho e água que os bons espíritos perfumavam com muito carinho.

Chico, delicadamente, logo chamava Galves e lhe oferecia café ou água perfumada.

Essa atenção despertou a curiosidade de todos os presentes, principalmente de Galves que ao recolher-se para o descanso dizia um pouco preocupado: "Nena, acho que eu vou morrer muito em breve, pois Chico dispensou-me tanto carinho, carinho esse que eu nada fiz por merecer".

Estávamos longe de imaginar que aquela atenção representava trabalho e alegria futuros e que seria mais vida e não morte em nossa existência atual.

Ao conhecermos Chico, Galves e eu, tivemos a impressão exata de que nos localizávamos no espaço e no tempo: nossos, olhos viam o fenômeno mediúnico, nossas almas sentiam a força do amor porque a própria materializava-se em forma de homem de pequena estatura e de gestos lentos, ensinando-nos como andar certos e seguros, sem tropeços. Estava diante de nós um homem de visão apoucada, mostrando as belezas de um mundo melhor, um homem que sem ter a beleza de um Apolo, parecia belo, muito belo, porque fez com que passássemos a ver as belezas do mundo terrestre, aquelas que quando se sofre não se consegue vislumbrar.

Sentimo-nos nesse dia, mais esposa, mais mãe, mais filha, enfim, um ser que renascia diante de um pai espiritual que acabava de reencontrar.

Sentimos uma atração imensa, uma afeição mútua e quando Chico Xavier tomou as mãos de Galves e as minhas e as beijou tivemos a certeza de que estas mãos já deveriam ter estado unidas num passado distante: foi como uma volta aos tempos longínquos e um despertar num presente sonora.

Viemos para São Paulo transbordando de alegria e desde essa data acrescentamos em nosso álbum de família mais uma fotografia, pois a família Galves sentia-se enriquecida com este espírito de escol que a ela se integrava de forma tão sutil.

Passamos a visitar Chico regularmente, talvez mais ávidos de presenciar fenômenos mediúnicos do que de receber conhecimentos espíritas.

Certa vez, Chico, que não conheceu meu pai, desencarnado em 19.10.1932, transmitiu-me oralmente um recado que me comoveu, muitíssimo: Nena, seu pai, Senhor Nicomedes, esta presente e solicita seja dito a você que ele está muito feliz e que tem acompanhado a você em todas as suas tarefas e estudos espíritas, alcançando com você grande melhora e franco progresso, porque está aproveitando as luzes da Doutrina Espírita, em sua companhia.

Essa notícia nos trouxe imenso reconforto.

No decorrer desta amizade, que crescia com o tempo, fomos premiados com muitos fenômenos, mas junto também chegou o esclarecimento de maneira que pudéssemos avaliar o equilíbrio e a segurança do grande médium amigo.

Testemunhar os fenômenos presenciados por nós, o que vimos, o que ouvimos de beneficiados pela mediunidade de Chico é praticamente impossível. São inúmeros os fenômenos ocorridos... Destacaremos para relato, um, ocorrido conosco:

Repentinamente vi-me atacada de uma enfermidade que depois de larga peregrinação por consultórios e laboratórios, os médicos constataram ser uma doença de pele chamada Porocematose de Willian, enfermidade essa para a qual poucos recursos a medicina encontra.

Fui visitada pelo Dermatologista que receitou uma medicação à base de vitamina A, que só poderia ser adquirida na Argentina. O remédio que pude ter disponível era insuficiente, pois as lesões eram bastante grandes nas pernas e cobriam todo meu braço.

Usando-o, deu para uns dias apenas.

Galves preocupadíssimo, comunicou-se com Chico ao telefone informando-o de meu estado. O médium após ouvi-lo atento, como sempre, recomendou-me uns medicamentos homeopáticos e disse ao Galves que o Doutor Bezerra de Menezes pedia que eu evitasse o sol.

Passei a seguir tal recomendação, pois realmente a exposição ao sol aumentava as lesões, conforme constatei observando-me melhor.

Terminado o remédio receitado pelo Dermatologista, mandamos preparar mais uma porção sem a sua supervisão.

No prazo recomendado voltei ao consultório. Espantado com o meu estado, o médico indagou desde quando eu estava com a pele tão limpa das lesões e o que havia feito. Confessei a ele que havia mandado preparar mais medicação, mas ele não aceitou isso como suficiente para a cura visto que a primeira receita era preparada à base de álcool e a segunda fora preparada à base de solução aquosa com a vitamina A.

Informou-me que nem uma nem outra seria suficiente para a cura de lesões como as que eu possuía, reafirmando que pouco ou nada havia para a cura efetiva dessa moléstia. Meu problema era um caso para estudo.

O médico pediu-me que o visitasse periodicamente porque aquela melhora rápida para ele era um milagre. Isto ocorreu em janeiro de 1970.

O processo das lesões levou apenas uns 20 dias para ser debelado. Conservo ainda algumas marcas das mesmas, mas fiquei completamente curada.

Chico calou-se diante de todas as ocorrências, mas soubemos através de uma amiga que na noite em que Galves lhe telefonou, ao desligar o aparelho, grossas lágrimas correram dos olhos do querido amigo, ficou silencioso durante largo tempo e orou, orou muito por mim. Tenho a certeza de que Chico foi o meu protetor e avalista no mundo espiritual quando pediu por minha saúde.

Se alguma possibilidade tinha eu de receber aquela bênção, quem pode duvidar que eu tenha recebido essa misericórdia do Alto por ter tido no Plano Espiritual um avalista como Chico Xavier?

Agradecemos a Deus todas as dádivas terrestres e de um modo especial a de ter Chico Xavier como Mentor Espiritual, Encarnado.




Inayá Ferraz de Lacerda
... a autenticidade de sua figura humana, o torna impor nesta admirável missão de amor...
Carlos Augusto partiu para o plano espiritual numa radiosa tarde de setembro de 1951, mais precisamente domingo, dia 16. Tão jovem! Quinze anos e meio, cheio de vida, esperanças e projetos.

Mas, conforme nos disse posteriormente, em Campinas, ou em qualquer outro lugar que se encontrasse, seria chamado ao testemunho. Era um débito coletivo adquirido na idade média... Por isso tantos, na flor da idade, naquele dia foram convocados ao cinema Rink, cujo teto desabou em plena matinê. A dor e o luto atingiram inúmeros corações, amargurando-os.

Graças a Deus, já estávamos iniciados na consoladora Doutrina dos Espíritos. Suportamos estoicamente o golpe e tivemos de nos revestir de força redobrada, para sustentarmos o desespero do pai "cujo coração estava tão triste e escuro como uma noite sem estrelas" e só pensava em suicídio. Chegou a emagrecer vinte quilos em um mês. Em permanente cuidado e vigilância sobre meu marido, amparada pelo carinho e orações de nossos amigos, escoaram-se os últimos meses do ano.

Em janeiro de 52, graças à bondade de nossa amiga D. Esmeralda Bitencourt, pudemos concretizar nosso grande desejo de conhecer pessoalmente o Chico, em Pedro Leopoldo.

Recordo-me como se fosse agora do nosso encontro. Aguardava-nos à porta do hotel e quando descíamos a escada, ouvimo-lo comentar com D. Esmeralda: mas ela é muito jovem ainda! Foi um encontro gostoso, como de velhos amigos que não se vissem há muito tempo.

À noite assistimos a reunião no Centro Luiz Gonzaga. Quando entramos Chico chamou-nos e disse-nos que um rapaz nos acompanhava, descrevendo-o tão minuciosamente, que de pronto o identificamos. Receiosa, porém, de afirmá-lo, na dúvida dissemos não estar certa de quem se tratava. Ele parou um minuto se tanto e revelou-nos exatamente quem nós pensáramos: "ele diz que é o Antônio Peres."

Esse rapaz fora casado com a sobrinha do Oswaldo, meu marido. Desencarnara em desastre de avião, que desapareceu nas serras de Petrópolis, sendo encontrado somente dois anos após. O fato de acompanhar-nos à entrada do Centro, constituiu admirável prova para nós. Na primeira mensagem de nosso filho, recebida no dia seguinte em reunião na casa de André, irmão de Chico, Carlos Augusto nos disse que "ao despertar no plano espiritual, estavam a seu lado algumas pessoas, reconhecendo entre elas de imediato, o Antônio Peres que o alertou com palavras amigas"... Surpreso, pois sabia-o morto, o Antônio revelou-lhe, a pouco e pouco, que ele também já se encontrava no outro plano da vida.

Hospitalizado, assistido por André Luis e por seu avô paterno, Dr. Simeão Lacerda, também médico, passou seus primeiros tempos de saudade ansiosa, essa "carência do coração, essa fome de presença a que chamamos saudade"...

Sua mensagem, linda, esclarecedor: e confortadora, trouxe-nos um pouco de paz ao coração. Seu espírito curioso e indagador, quando ainda no plano físico, lera Nosso Lar de André Luiz e outros livros da coleção infantil. Afirmou-nos que "as leituras que levou lhe serviram de muito. Facilitaram o entendimento de sua nova situação com uma clareza que nem sabia definir". Foram um tesouro, que não só representaram benefícios exclusivos para sua alma, como também para as dos dois companheiros de viagem: Carlos Balthazar e Benedito que buscaram junto dele novas luzes para seus espíritas.

Pediu-nos que realizássemos um Culto de Evangelho no Lar, para que, "à sombra dessa arvore que plantaríamos juntos, enriquecêssemos nossos espíritos para a eternidade".

Tão logo voltamos à casa, instituímos esse Culto abençoado, que teve início a 11 de fevereiro de 1952 e é realizado todas as segundas-feiras de 20 30 às 21,30 horas e que, decorridos 26 anos, vem sendo feito ininterruptamente, sem uma única falha.

Voltamos a Pedro Leopoldo em setembro do mesmo ano, para a comemoração do 1.° aniversário no plano espiritual. Em sua mensagem, afirma-nos: "o amor venceu a morte" e mais adiante: "afinal de contas eu não morri. Estou mais vivo do que nunca e devo cumprir meus deveres para aumentar as minhas possibilidades de ajudá-los na jornada do mundo". Sobre o culto doméstico do Evangelho, diz-nos carinhoso: "sinto-me nele como num jardim. Abençoadas sejam as flores das preces e das conversações sadias que estamos plantando juntos"...

Nessa estada junto ao nosso querido Chico, começamos a acalentar a esperança, de realizar reuniões de materialização com fotografias.

Em dezembro estávamos de volta para concretizar o maravilhoso sonho. Na noite de 3 de dezembro de 1952, numa reunido especial no Centro Luiz Gonzaga, com cerca de oitenta pessoas, confrades e amigos de Pedro Leopoldo e Belo Horizonte, realizou-se a l.ª reunião de materialização, tendo como médium de cabine Francisco Peixoto Lins. Nossa amada Scheilla orientou tecnicamente toda a parte fotográfica. A chapa foi batida por meu irmão Henrique Lomba Ferraz fotógrafo amador, com a máquina Rolleiflex diafragma 8 - velocidade 1/100. Ignorávamos qual o espírito fotografado, de vez que ao bater a chapa, ao clarão do flash, diz meu irmão nada ter visto. além da parede branca da sala. Ao revelar, porém, o filme, em seu laboratório tivemos o deslumbramento e a emoção extraordinária de identificarmos nosso Gugu...

Sobre essa foto maravilhosa, a primeira de espírito materializado tirada em Pedro Leopoldo com a presença de Chico, assim se expressa Carlos Augusto em sua mensagem de quatro de abril de 1953: "extremamente confortado com o auxílio de nossa querida Mãezinha Scheilla, de Nina, de Aracy e do nosso Peixotinho, agradeço a Deus a ventura com que pude ofertar-lhes meu retrato".

Não satisfeito, porém com o tesouro que nos doara, programava outra foto, desta vez conosco - papai e mamãe - sem parecer fantasma, isto é sem ectoplasma aparente, conforme nos prometeu na mensagem de 16 de setembro de 53: "contudo, prossigo nutrindo a esperança de nosso retrato juntos... nossos amigos daqui, notadamente Scheilla, podem harmonizar as vibrações entre a objetiva e a nossa imagem e daí a minha esperança de que estaremos unidos em breve para semelhante tentativa". Esta não se realizou, por circunstâncias alheias à vontade do plano espiritual.

Houve contudo, outras reuniões de materializações com fotos, mais precisamente três, respectivamente em 7 de abril de 53, do espírito de Camerino, faroleiro em Macaé, Est. do Rio; em 16 de setembro de 53, do espírito de Ana, de Campos, Est. do Rio; em 13 de dezembro de 1954, do espírito de Pinheiros - 3 fotos batidas consecutivamente para demonstrar o efeito da luz destruindo o ectoplasma e finalmente, na mesma reunião a foto de uma amiga espiritual de Chico, encerrando a série de materializações.

Nos 26 anos decorridos, desde o regresso de Carlos Augusto ao plano espiritual, visitamos nosso querido Chico todos os anos, eventualmente até duas vezes no mesmo ano e das 29 mensagens recebidas pelo seu carinho e bondade, todas constituem tesouros de afeto, dedicação e amor de nosso Gugu, num interesse permanente por nossos caminhos, nossas realizações, projetos e esperanças. Ausência presente em cada passo de nossas vidas, tem nos estimulado na perseverança acompanhando-nos nas lides de cada dia. A certeza deste amor, nos alimenta o animo e a coragem. "Não nos achamos juntos por acaso... embora afastado do plano físico prosseguirei com todos dia a dia"...

A partir de 25 de janeiro de 1955 começamos a receber juntamente com as mensagens de Gugu, lindos sonetos do querido amigo espiritual Cruz e Souza, a quem estamos ligada no passado por laços de grande afeição.

Esses encontros de setembro - nossa festa do coração - no dizer de Gugu, até 1958 em Pedro Leopoldo, e de 59 em diante em Uberaba, fora, na primeira fase, comemorados com preces, mensagens e bolo de aniversário, este por generosidade e carinho de D. Luiza, irmã de Chico, a quem devemos toda a gratidão pela delicadeza das homenagens. Tudo isso porque Carlos Augusto na mensagem do I.° aniversário assim se expressou ao terminar: "penso que, se fôssemos fazer um bolo, teria uma vela para apagar". Daí por diante, o bolo delicioso e belo, com data e flores, esteve sempre presente, comemorando a cada ano, mais um aniversário do seu retorno ao plano espiritual.

Os encontros de Pedro Leopoldo e de Uberaba, até 29 de novembro de 1974 terminavam no avançar da norte, em reunião íntima com outros médiuns, nas quais nossa amada Scheilla, incorporada (em Chico), materializava flores como biscuit, cruzes com dizeres, colares e mantilhas de renda finíssimas, todos esses objetos iluminados e transparentes, impregnados de substâncias curadoras, com finalidade de tratamento, razão pela qual o grupo era sempre reduzido. No final recebíamos presentes de flores, conchas e pedras transportadas de longe. Carlos Augusto perfumava, encharcando-os, os lenços de todos os presentes e falava com cada um. O encerramento, pela nossa Scheilla, era sempre uma prece linda e comovedora que nos emocionava até as lágrimas.

Tivemos provas sem conta de identificação de parentes e amigos queridos já no plano espiritual, os quais, através da admirável mediunidade de Chico, apresentavam-se a nós, por vezes ou quase sempre, para sermos mais precisos, quando nem pensávamos neles.

Citaremos, num de nossos encontros à descrição para meu pai, da presença junto dele, de um espírito que se dizia muito seu amigo, descrevendo pormenorizadamente, inclusive as condições trágicas de seu passamento, identificando como Pedro de Oliveira - prefeito de Carangola, Est. de Minas.

De outra feita, solicitando Oswaldo notícias de seu pai Dr. Simeão que há muito não se manifestava, Chico respondeu: acaba de chegar, em companhia do Dr. Homero Miranda Monteiro de Barros seu colega. A presença e sobretudo a citação por extenso do nome do colega de Oswaldo sensibilizou-o muitíssimo, porque este moço havia sido seu contemporâneo na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e muito seu amigo, desencarnado pouco tempo depois de formado.

Como essas, outras sucederam-se inúmeras no decorrer de nossos encontros. Outros fatos curiosos aconteceram. Reportar-nos-emos a dois: Em sua casa em Pedro Leopoldo, numa tarde, conversávamos, quando de súbito aconteceu algo inesperado. O ar ficou fortemente impregnado de éter. Chico então nos disse: é o dr. Simeão que vem trazendo o espírito do Dr. João Francisco Paes Barreto, antigo Juiz de Direito de Carangola, para ser beneficiado por nossa Scheilla. Velho amigo de meu pai, que naquele momento desencarnava, sem que nós nem sequer o soubéssemos enfermo.

Numa das reuniões de preces para o Gugu, ao encerrá-la Chico levantou-se para apanhar algo em seu quarto. Ao voltar. decorrido algum tempo, estranhando nós a ausência de Cruz e Souza, perguntamos por ele. Chico respondeu-nos, assentando de imediato à mesa, pegando lápis e papel: ele acaba de chegar e vai nos transmitir um soneto. Diz que seu atraso deveu-se ao fato de termos mudado o horário da reunião. Realmente a mesma fora marcada para a noite e antecipada para a tarde. Deu-nos então o admirável soneto "Falando ao Coração".

Noutra ocasião, levamos para Chico ver, uma foto de Gugu - a última tirada para sua carteirinha de estudante - e absolutamente idêntica à da materialização. Era inverno e fazia um frio tremendo em Pedro Leopoldo. Tarde da noite, ao terminar a reunião de tratamento espiritual, à frente do porta-retrato de Carlos Augusto estavam enfileiradas quatro angélicas fresquinhas e orvalhadas "simbolizando as quatro letras da palavra AMOR" conforme disse Gugu através de Chico.

Neste convívio admirável de 26 anos, no qual pudemos desfrutar todas as riquezas de bondade e carinho do coração do Chico, nossas palavras são inexpressivas e pobres para traduzirem todo afeto e gratidão que temos por sua maravilhosa pessoa.

A seu exemplo permanente de fidelidade, no desempenho de seu mandato mediúnico, devemos este tesouro inestimável das 150 obras recebidas, que constituem o Evangelho do futuro, para toda a humanidade.

O amor com que executa suas tarefas, esse amor vivido, sofrido e exemplificado junto a quantos o procuram em aflições e dores, o credenciam como apóstolo da 3.a Revelação. A autenticidade de sua figura humana rica de sentimentos diante dos sofrimentos, seu acendrado amor à Doutrina que vem exemplificando heroicamente em seus 50 anos de mediunidade e vida pública, o tornam impar nesta admirável missão de amor.

Cremos ser impossível conhecê-lo e, mais ainda, privar de seu convívio e de sua amizade, sem receber forte e benéfica influência. E nós não poderíamos fugir à regra. De 1952 em diante, pelo pouco que relatamos do muito que nos foi dado fruir, presenciar e participar, nossa vida assumiu novos rumos, diante dos horizontes que se abriram ao nosso entendimento.

Jamais teremos condições de retribuir o muito que lhe devemos. Nossas preces humildes e toda a filial ternura de nosso coração, esse quase nada é tudo que fala de nossa gratidão reconhecida e sem limites.


Mensagem de Carlos Augusto
Meu querido Papai,

Minha querida Mamãe,

Peço-lhes me abençoem no grande caminho.

Correm os dias, incessantes... E o nosso coração, como um relógio de Deus, vai marcando os acontecimentos e as lutas, as alegrias e us dores, ns dificuldades e recordações.

Um ano se foi... Na primeira hora, tudo parecia o desmoronamento completo. Quem nos visse, desolados, como nos achávamos, talvez acreditasse que a esperança não mais surgiria no solo de nossas vidas, mas a Providência Divina tudo renova para o bem e, com ela, nossas aspirações renasceram.

O amor venceu a morte e com a graça de Jesus pude falar e puderam escutar-me. A fé ressurgiu luminosa e sublime e continuamos juntos. Poderia haver, Paizinho, outra alegria maior que essa - a de nos sentirmos unidos uns aos outros, acima da própria separação? Consulto meus desejos mais íntimos, minhas ansiedades ocultas e reconheço que não poderia conseguir, de minha parte, um tesouro maior...

A sua tristeza amargava-me o espírito. Sem que o senhor pudesse recordar nas horas de vigília comum, seu pensamento me procurava, aflito, na vida espiritual, enquanto o corpo descansava na bênção do sono, como se o seu carinho me houvesse voluntariamente deixado numa floresta escura... Simplesmente porque me manifestara desejoso de permanecer no Rio, seu coração afetuoso julgou que a minha internação em Campinas teria sido um erro de nossa parte. Entretanto, depressa compreendemos com o amparo do Alto que a Vontade de Deus deve imperar sobre a nossa. Tudo aconteceu Papai, obedecendo a imperativos do nosso passado espiritual.

Minha partida ou rainha vinda não poderia ser adiada. E quando o senhor entendeu comigo a necessidade da conformação, diante dos Desígnios Superiores, uma nova paz, me banhou a alma.

Seu filho está feliz, tanto quanto é possível sermos felizes com a saudade no coração. Por sem intermédio, Mamãe querida, tenho conversado com Papai e com os nossos, influenciando indiretamente em nossas palestras habituais, a fm de que o bom ânimo não se afaste de nosso ambiente. Hoje, tenho a idéia de ver-lhe a alma carinhosa e devotada com mais acerto. Sei dos seus sonhos de bondade e dos seus anseios de comunhão com a Espiritualidade Santificante...

Suas interrogações, Mãezinha querida, e suas meditações em silêncio guardam para mim uma grande voz. Tenhamos serenidade e confiança em Deus na travessia do grande mar da existência no mundo.

Em torno de nossa embarcação há tantos náufragos tocados pela aflição e pela dor! Conservemos a coragem no coração. Ergamos a Jesus nossos olhos e sentimentos, dele esperando a segurança para as nossas realizações. Todos estamos em processo de redenção. Pouco a pouco, penetramos o domínio da Verdade e a verdade nos ensina, calmamente, as sua lições.

Grandes amigos nossos me falam do pretérito que precisava converter em felicidade vitoriosa no futuro... Assim, pois, rogo-lhe muita fé na Divina proteção. No serviço aos nossos semelhantes, vamos descobrindo a estrada para os cimos de nossa elevação. Ainda mesmo ao preço de lagrimas e sacrifícios, avancemos para diante...

Há momentos em que nossos pés sangram na marcha, contudo não desanimar e a condição de nosso triunfo. Ajudemos, como sempre, a Vovozinha querida em suas lutas. Tudo passa e tudo se renova...

Não suponhas a senhora que eu não sinta a extensão dos nossos problemas espirituais. A desencarnação não nos confere a isenção da dor que aperfeiçoa e santifica sempre. Ainda agora, recebendo a minha alma, as lagrimas amorosas e as lembranças de papai, sinto que o pranto dele me arranca o mais intenso trabalho de aprimoramento. Preciso crescer em conhecimentos novos para auxiliá-lo

Afinal de contas, eu não morri. Estou mais vivo do que nunca e devo cumprir meus deveres para aumentar as minhas possibilidades de ajudá-los na jornada do mundo. A evolução e nossa. O aprendizado nos pertence. Cabe-nos estudar e servir, lutar e enriquecer-nos de luz, tanto na terra como n ávida espiritual. Jesus não nos abandona. E nessa ardente certeza de que sermos amparados, seguirei para diante a procura de merecimento espiritual para ser-lhes mais útil.

Aqui se encontra em nossa companhia o Vovô Simeão que sorridente nos pede coragem e valor para obtenção da vitória. Ele se rejubila com as melhoras que Papai vem experimentando e promete colaborar, como sempre, em nossa felicidade. O nosso amigo Aguinaldo, além de outros companheiros que também comemoram o primeiro aniversário de vida nova, partilha nossas preces desta noite, de pensamento voltado aos que deixou inquietos e saudosos no mundo. Já fizemos, todos juntos, as nossas orações e roguei ao Senhor concedesse aos amados paizinhos e à nossa casa feliz as bênçãos do seu infinito amor.

Nosso Ronaldo ainda não se encontra bem reajustado para vir com bastante proveito. Ele é um herói, mas é muito difícil enfrentar as situações violentas com imediata serenidade. Acha-se muito bem assistido e tenho a impressão de que em breve tempo conseguirá reaproximar-se do ambiente familiar, sem comoções destrutivas. Esperemos a passagem dos dias, suplicando para ele o concurso dos nossos Maiores.

Mamãe, os assuntos são tantos que Ihe peço perdão se não puder referir-me a todos. Não quero, porém, olvidar o nosso abençoado culto doméstico do Evangelho. Sinto-me nele como num jardim. Abençoadas sejam as flores das preces e das conversações sadias que estamos plantando juntos. Nossa amiga Nina tem estado sempre conosco. Espero que o nosso santuário prossiga sempre iluminado. Um dia, todos juntos, sob a árvore do amor triunfante, louvaremos nosso esforço de agora.

Nosso Luiz Eduardo tem aproveitado muito as vibrações renovadoras de nossas orações e comentários cristãos. Jesus nos abençoe. Agradeço, com muito carinho, a presença do tio Ernani, da tia Elza e do nosso amigo Pedro em nossa, festa de corações.

Penso que, se fôssemos, hoje fazer um bolo, teria uma vela por apagar. A vida espiritual é novo renascimento e conto com a alegria de prosseguirmos em nossas lembranças. A todos os nossos de casa, muito particularmente à Vovozinha, o meu abraço cheio de júbilo e reconhecimento.

E reunindo-os em meu amor e em minha esperança, com um beijo de muito carinho, sou o, filho que os acompanha, reconhecido e feliz.

Carlos Augusto




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