Senhor Jes++s



Baixar 0.78 Mb.
Página6/12
Encontro02.12.2017
Tamanho0.78 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12

Francisco Candido Xavier
1927
8 de julho
1977
A FEDERAÇÃO ESPIRITA BRASILEIRA regozija-se com quantos, no Brasil e além-fronteiras, elevam a Deus as suas gretes de gratidão pelas bênçãos distribuídas na Terra, em forma de ensino e consolação, auxilio e roteiro, através da Mediunidade com Jesus.

A CASA-MATER DO ESPIRITISMO, lembrando a data que assinala meio século de intenso labores de Francisco Cândido Xavier, no campo mediúnico ligado especialmente à, missão do livro espírita, deseja expressar, simbolizado no amplexo ao médium de Pedro Leopoldo e Uberaba, o seu carinho e apreço irrestrito a todos os médiuns, do passado e da atualidade, que deram e dão expressivas provas de dedicação ao trabalho do Senhor, sabendo renunciar e testemunhar, com valor e fé, no dia-a-dia, a excelência da mensagem do Espírito da Verdade, na restauração do Cristianismo do Cristo.

Que a Paz do Senhor permaneça com o querido seareiro. E que Ismael o ilumine e proteja sempre.

Joaquim Alves
... Chico sempre foi para mim, pai, mãe, irmão e amigo ...
Após experiências amargas na juventude em sombras e com a partida de minha inesquecível progenitora para o mundo maior, encontrei a luz através do Apóstolo do Espiritismo - Léon Denis, em sua obra: No Invisível.

Nos primeiros contatos com a obra dos Espíritos, codificada pelo gênio admirável de Allan Kardec, e, pela obra psicografada de Francisco Cândido Xavier, penetrei o mundo maravilhoso de André Luiz. A leitura despertou-me o imenso desejo de estarem Pedro Leopoldo.

Pelos idos de janeiro de 1952, aproveitando a época de férias, viajamos com nosso caro amigo José Bissoli, no ensejo de conhecermos Chico e o seu trabalho.

Ao chegarmos à cidade de Pedro Leopoldo, procuramos André, seu irmão; que nos informou estar Chico trabalhando na fazenda Modelo. A tarde, após o almoço, Chico nos procurou no hotel onde estávamos hospedados. Ao se apresentar, foi aquele abraço comovido como se abraçássemos alguém que se ausentasse por longo tempo... voltando ao coração.

Acontecimentos extraordinários se verificaram no decorrer dos anos, no convívio com o generoso e querido amigo, que não cabem nestas rápidas linhas.

Desde os primeiros instantes de convivência, fatos, dados e detalhes inúmeros aconteceram e acontecem no mundo mediúnico do Chico, que deram livros e livros, autenticando as faculdades paranormais do amigo querido.

Chico é o grande elo após a figura valorosa de Allan Kardec, a continuar as tarefas de cristianização deste formoso planeta. Penso, que após ele virão outros tarefeiros a consolidar as luzes do Consolador Prometido. Emmanuel por exemplo.

Nestes 26 anos de convivência com o prezado amigo Chico Xavier, nos valem por 26 anos de universidades em todos os currículos da vida. Chico sempre foi para mim, pai, mãe, irmão e amigo. Um mundo energético de amor.

Nestes cinqüenta anos de mediunidade em que se comemora a presença do trabalho de Chico Xavier, auguro para que os fatos de sua mediunidade, ainda para as décadas futuras, em que, a nossa alegria esboça o desejo de trazer a público os diversos acontecimentos de que fomos testemunha, e que serão publicados em futuro breve, se a Bondade Divina nos permitir.

Com a permissão dos amigos leitores, abaixo junto a este testemunho a mensagem enviada pelo espírito de minha mãe, Maria do Rosário, na presença do nosso amigo José Bissoli e de minha irmã Cândida Alves Arnoldi.


Mensagem de Maria do Rosário
Meus filhos, Deus nos abençoe.

Nada mais reconfortante para o coração materno que a alegria de reunir no regaço os filhos queridos. Cabem vocês nos meus braços? Cabem sim. Um à direita, outro à esquerda e o meu coração repartido. Saudade! Quem saberá o que significa esta doce palavra, mais que as mães supostamente mortas?

Venho agradecer a vocês dois as lembranças carinhosas de domingo passado. Quase que estive com vocês dois, todo o dia, tamanhas foram as vibrações de ternura com que me cercaram. Deus recompense a vocês dois por todas as bênçãos com que me iluminaram a alma. Aquilo, meu querido Quim, que vocês fazem em meu nome, é como se eu mesma estivesse no amor que sabem estender com Jesus.

Filha querida, tenho ouvido suas lágrimas de dentro. Ouvir lágrimas rim. As mães ouvem. Eu sei que você está carregando um fardo muito pesado de angústia, desde que Maximina voltou. Às vezes, apesar dos amores que enriquecem os seus dias, você se sente só. Não pense assim. Nunca estivemos tão juntos, quanto agora. Meus filhos estão comigo como se nunca nos separássemos. Cândida, o esposo chegou em boas condições, mas ainda permanece em restauração. Convalescença natural, depois de longo tempo sob cuidados na Terra mesma. Nossa querida Maximina, porem, conquanto haja regressado para cá, há menos tempo, a meu ver está melhor do que eu mesma. Tranqüila, fortalecida. Vocês perderam a presença material dela no mundo, em meu beneficio. Ela se achava tão doente, sem que vocês percebessem! Tão doente, que pedimos a Nosso Senhor nos permitisse trazê-lo para nós. O corpo se mantinha de pé com dificuldade, porque minha filha sabia superar os próprios impedimentos físicos.

Creiam que a vida, de improviso para v.c., foi uma benção que os nossos benfeitores conseguiram em nosso auxilio. Talvez sem isso, devesse minha filhinha suportar alguns meses de sofrimento desnecessário. Compreendi, querida Candinha, que você sofreria muito com a separação rápida, mas confiamos em sua fé. Agora, nossa casa aqui está crescendo. Temos nosso novo lar a erguer-se. Desejo a vocês vida longa na Terra, tão longa quanto nos seja possível receber do Senhor, mas espero um dia, receber vocês em meus braços.

Vocês podem avaliar a minha felicidade quando vi Maximina em meu colo. Senti-me na condição de ave que achara uma filha, há tantos anos, longe do ninho!... Oh! Senhor! Quem na Terra, antes da Vida Espiritual conseguirá saber o que seja a felicidade dos que se reencontram depois da morte? Maximina já pode colocar benditas obrigações sobre os ombros e já vem auxiliando a vocês. Parece inacreditável, mas nos duas estamos plantando flores e renovando a moradia espiritual. Gloria a Deus pelas alegrias que me concede. À medida que a família humana esvazia a residência terrestre, aumenta-lhe a verdadeira vida os componentes no Plano Espiritual.

Quim, meu filho, muitos amigos daqui estão empenhados em auxiliá-lo para o trabalho novo. Eu, sem alcançar mais profundamente o que desejava, peço a Deus abençoe você, onde você estiver. Que tudo seja benção e alegria, paz e felicidade onde você pise. Comigo esta o nosso caro Joaquim igualmente reconfortado por saber que a nossa Maximina esta bem. Abraça-os com a renovação espiritual em que se felicita.

Filhos queridos, quero prosseguir e não posso... Agradeço a Jesus os recursos com que escrevo... Não tenho, até agora, tanto habito ou tanto jeito para isso. Se eu pudesse em vez de letras, traria flores e com as flores os beijos de ternura que lhes dou em pensamento e lembrança de todos os dias

Minha filha, cuide de você, defenda sua saúde. Não deixa a saudade transformar-se em desejo de vir para cá. Recorde a necessidade da sua presença entre os nossos. Espere com paciência. Você e Quim são a nossa presença aí, tanto quanto somos aqui a representação de vocês. Continuemos unidos. O amor é a ponte sobre os abismos da morte, o nosso fio de ligação permanente.

Vocês falam e nós ouvimos. Respondemos e vocês ouvem. Coração a coração, pensamento a pensamento. Amor é a força que nos guia tanto de perto, quanto de longe.

Vivam aí para Jesus com todos.

Quanto possam, façam o bem.

O bem é a única moeda que não sofre alteração na vida Real. Trabalhar, servir, auxiliar, abençoar... Com essas luzes a nossa viagem para o reencontro em Jesus será uma bênção. Amados filhinhos, Deus nos abençoe.

Com vocês, a alma e a vida, a saudade e a esperança da mamãe reconhecida e feliz.

Maria do Rosário

Impressões palmares colhidas em 1937 pelo Professor Manuel Paes de Almeida, da mão de Francisco Candido Xavier e impressas em seu livro "Sua Alma, Sua Palma."

Maria Eunice Meirelles
...Chico foi sempre profundamente vinculado à família, que ele sempre tratou e trata com enorme respeito e profundo amor...
Achava-me ainda num colégio de meninas de Curso Ginasial, quando conheci Chico Xavier, através de rumoroso processo judicial movido contra ele e a Federação Espírita Brasileira pela família do escritor Humberto de Campos, em 1944.

Acompanhei com muito interesse todas as fases do processo, através da imprensa e admirei-me ao saber que ele entregava tanto quanto entrega ainda hoje, todos os livros psicografados por ele, gratuitamente, aos editores espíritas para divulgação e serviços de beneficência. Como era de se esperar a Justiça Brasileira na ocasião deu ganho de causa ao médium e à respeitada instituição sediada no Rio, então Capital da República.

Desde a ocasião em que nos referimos acompanho as atividades mediúnicas de Francisco Cândido Xavier com absoluta pontualidade.

Muitos casos, oriundos de sua mediunidade, tivemos a felicidade de presenciar e, receber diversos recados dos Benfeitores Espirituais, consolando-nos pela perda dos entes queridos, como por exemplo, o que em seguida reproduziremos.

À nossa querida irmã e companheira de ideal, Maria Eunice, trazemos as notícias de nossa cara Iná, que se encontra em repouso terapêutico para a restauração integral das próprias forças. Conta com o apoio espiritual da companheira, e tem recebido todos os suportes mentais que a sua dedicação lhe endereça em forma de assistência espiritual.

Em março de 1976 fui testemunha da afirmativa da Sra. D. Aparecida Conceição Ferreira, fundadora do Lar da Caridade, ex-Hospital do Pênfigo, na cidade de Uberaba, que declarou, de público haver recebido a importância de Cr$ 140.000,00 (cento e quarenta mil cruzeiros) das mãos de Francisco Cândido Xavier, importância esta que lhe fora doada pela Sra. D. Ida Góes, residente à Av. Oswaldo Cruz n.° 70, no Rio, para que fosse aplicada em favor dos nossos irmãos doentes na citada instituição. Impressionada com o assunto procurei saber o número do recibo de D. Aparecida Conceição Ferreira, conforme devia constar no Cadastro do Imposto de Renda e posso informar aos interessados que esse recibo tem o n.° 768, datado de 1976.

Sou ainda testemunha pessoal de haver o Chico entregue a dádiva de cem alqueires de terras, que lhe foi feita por D. Consuelo Caiado, residente na antiga Capital de Goiás, doação essa da qual ele entregou metade à Comunhão Espírita Cristã de Uberaba, e a outra metade a uma comissão de espíritas distintos para a fundação do "Lar Fraternidade" na ex-metrópole Goiana. Considerando-se que em 1975, data da doação, essas terras valiam Cr$ 20.000,00 (vinte mil cruzeiros) por alqueire. Chico entregou espontaneamente dois milhões de cinzeiros para ambas as casas assistenciais.

Ainda em 1975, em dezoito de dezembro, participei de uma reunião em que a senhora Dona Margarida Magnabosco, residente na cidade Paulista de Santa Rita do Passa Quatro, ofertou a Chico Xavier a quantia de Cr$ 50.000,00 (cinqüenta mil cruzeiros), como presente de Natal, mas o médium conquanto agradecesse essa elevada importância, pediu que a mesma fosse confiada a uma comissão de espíritas da aludida cidade, para a criação da "Cantina Dalila" em que cada criança aí pudesse tomar diariamente um copo de leite. Até mesmo na aludida reunião formou-se a comissão composta do Senhor Brasil de Souza Prado e Senhora e do Sr. Flavio Camargo e Sra. e de Dona Elza de Camargo, residentes na mencionada cidade, sendo que esta Cantina já está funcionando com a distribuição de 300 copos de leite por dia, para as crianças de Sta. Rita.

Observando esses fatos, convidamos à atenção dos leitores para o estudo vivo da mediunidade e do desprendimento que conheço pessoalmente em Chico Xavier, nosso querido orientador.

Sobre os fenômenos mediúnicos, de que a mediunidade de Chico Xavier tem fornecido amplos testemunhos. deixo o assunto a outros amigos nos depoimentos que naturalmente prestarão e também sus arquivos da imprensa.

Com respeito ainda à vida de Chico Xavier, a leitura ou releitura da coleção do "Reformador", mensário da Federação Espírita Brasileira, do ano de 195H, em cujas páginas se pode obter amplo noticiário alusiva ao jovem Amauri Pena, desencarnado em junho de 1961 (notícia essa que também pode ser obtida na coleção do "Reformador" de 1961) pode elucidar, a nosso ver, a transferência de Francisco Cândido Xavier, de Pedro Leopoldo para Uberaba, já que Chico foi sempre profundamente vinculado à família, que ele sempre tratou e trata com enorme respeito e profundo amor.

- Gostaria de passar a palavra ao meu esposo, Dr. Celso de Souza Meirelles, que poderá relatar fatos importantes sobre a vida do nosso querido médium Chico Xavier, pois também acompanha as obras e o trabalho do prezadíssimo amigo desde 1947, quando também participou no setor de trabalho nas exposições do Ministério da Agricultura, referentes à Pecuária Mineira,juntamente com o Dr. Romulo Joviano, na qualidade de Médico Veterinário e juiz das Exposições Pecuárias.

Em 1947, segundo informações da família do Sr. Fred Figner, que foi um apóstolo espírita da caridade no Rio de Janeiro, esse amigo legou ao Chico a importância de cem mil cruzeiros, a que ele renunciou pedindo às filhas do Sr. Fred Figner, entregassem a importância em beneficio do Departamento Editorial da Federação Espírita Brasileira, departamento este do qual o Sr. Fred Figner foi um dos fundadores. Note-se que o médium na ocasião recebia o vencimento mensal na repartição em que trabalhava de "duzentos e cinqüenta cruzeiros" por mês, quando os juros dos cem mil cruzeiros lhe dariam Cr$ 500,00 mensalmente.

Em 1948 Chico Xavier foi presenteado com a importância de cinqüenta contos de réis, pelo nosso confrade já desencarnado Coronel Arlindo Ribeiro, residente em Santos, Est. de São Paulo, a Rui Azevedo Sodré - 91 , conforme informação do Doutor Romulo Joviano, meu amiga, então chefe do médium em Pedra Leopoldo. Chico entregou a mencionada quantia em favor do Centro Espírita Luiz Gonzaga para compra e construção da sede do referido centro, em Pedro Leopoldo - Minas, plenamente desprendido da idéia da posse.





Suzana Maia Mousinho
... sua obra inegavelmente é destinada a atravessar os séculos ...
Foi no ano que os meus filhos foram para a Escola Preparatória de cadetes, em São Paulo. Para mim, que nunca havia me separado deles foi uma morte-lenta. Tudo fiz para ocultar deles o meu sofrimento. Contudo, quando os vi partir, adoeci seriamente. O organismo recusava-se aceitar a alimentação e tudo era devolvido pouco tempo depois da ingestão. Fiquei assim um ano, até que uma colega de repartição convidou-me a ir ver Chico Xavier.

Não o conhecia. Alguém já me havia emprestado um livro psicografando pelo querido médium. A leitura fez-me muito bem. Tratava-se de André Luiz, e muito chorei ao ler, identificando, de pranto, com o Espírito.

Conheci Chico Xavier no dia 8 de novembro de 1957, em Pedro Leopoldo, Minas, levado por uma colega, a quem devo esta benção. Em Pedro Leopoldo, sem perda de tempo, as 19hrs fomos para o Centro Espírita Luiz Gonzaga. Poucas pessoas lá estavam. Chico de pé, na cabeceira de uma longa mesa, atendia uma senhora. Nem sei explicar o que se passou quando o avistei. Parei um pouco hesitante e muito emocionada. Como percebeu o que se passava em meu coração, olhou em direção a porta, parou a conversa e disse-me. “Suzana, eu já a estava esperando”. Minha emoção atingiu o auge, e chorei copiosamente no abraço de Chico. Na verdade já não sabia o que desejava conversar com ele, nem mesmo como começar qualquer assunto. Eles, tomando a palavra, começou a falar sobre a minha vida, referindo-se aos meus sofrimentos e até calunias por mim sofridas, com pormenores que jamais alguém conhecera, desde que tudo ficara no silencio do meu coração. Foi uma conversa altamente confortadora para mim. No final me disse que o Espírito de Emmanuel ali presente, pedia que lesse para mim determinado trecho de uma Epístola de Paulo a Timóteo cap. 4:14, que diz: "Alexandre, o latoeiro, me fez grande mal, mas Deus o recompensará segundo as suas obras". Terminou dizendo: "Não é que se deseje o mal de ninguém, minha filha, mas isto é da Lei"

Nessa viagem fiquei 3 dias em Pedro Leopoldo e, pelo meu gosto, não teria saído mais de perto do Chico. Creio que será desnecessário dizer que voltei completamente curada e inteiramente renovada, espiritualmente falando.

Este livro não seria suficiente se fôssemos relatar tudo o que Deus nos tem permitido observar e aprender ao lado do Chico. Relatarei um caso que ficou gravado até hoje em minha tela mental. Certa vez lanchávamos em companhia de Chico, em Uberaba, quando ele passou às minhas mãos uma xícara de café. Em pleno dia, houve então impressionante fenômeno de efeitos físicos; vi, altamente surpreendida, que os seus dedos brilhavam e como se fossem de cera a derreter-se em contato com o calor, começou a jorrar perfume. O café ficou perfumado e o chão respingado de agradável perfume que invadiu a sala toda. Ele ocultou a mão, meio sem jeito, e eu perguntei: Chico, o que você sente quando isto acontece?! Respondeu-me: "Sinto vergonha, minha filha!" Este fato, no meu entender, fala por si só, da humildade e da estatura espiritual desse amado mensageiro de Jesus. Tenho pensado muitas vezes que, se Chico professasse qualquer outra crença religiosa, certamente seria isolado e considerado santo. Contudo, a beleza de tudo isto é que, como Espírita-Cristão, ele é apenas o nosso irmão, o nosso amigo, benfeitor e conselheiro, que está sempre ao lado das que sofrem. Enfim, ele é apenas CHICO XAVIER.

Tem muitas vezes nos transmitido recados de Amigos Espirituais, de familiares, pessoas que estão na Espiritualidade ha muitos anos, e com quem lidamos na adolescência. Outros até nem sabíamos que já haviam desencarnado. Exemplo: Recados de papai, Gerson Ferreira Mousinho, que através do Chico. sabemos estar reencarnado, do Padre Severino Ramalho, de Nova Cruz, Est. do Rio Grande do Norte; Doutor Orlando Azevedo, distinto médico, também do Estado do Rio Grande do Norte; Doutor Lysanias Marcelino da Silva, igualmente distinto médico com quem trabalhei, logo depois que terminou a última grande guerra. Dr. Lysanias, médico psiquiatra,examinava os imigrantes vindos para o Brasil, integrando ele a equipe médica destinada a esse fim, pelo Serviço de Saúde dos Portos, do Ministério da Saúde.

Secretariei este serviço do qual Dr. Lysanias fazia parte e estabeleceu-se entre a equipe médica e demais colaboradores uma amizade sadia e duradoura. Desencarnou Dr. Lysanias há uns poucos anos e tenho tido o contentamento de receber, através da mediunidade indiscutível de Chico Xavier, recados e orientações verbais do Dr. Lysanias. Chico nem sequer sabia que eu com ele trabalhara. Outro também que está no Além há poucos anos, foi meu médico operador; igualmente tenho tido suas notícias, é o Doutor Hélbio Regos Lins.

Outra coisa: não foram poucas às vezes em que viajando para Uberaba, ao encontro do Chico, tive a surpresa, em lá chegando, de saber que ele estava a par de tudo quanto havíamos conversado em viagem.

Para mim Chico é um dos grandes Benfeitores da Humanidade. Atesta a renovação moral, conseqüentemente a espiritual de todos quantos têm a felicidade de privar da amizade, ou do simples conhecimento com o Chico, e muito mais do que isto, da grande e monumental obra que o Plano Espiritual Superior enviou ao mundo por intermédio de sua mediunidade. É incalculável o número de Mães que perderam filhos ou entes queridos, por ele confortadas, a par dos suicídios evitados pela leitura das Obras Espíritas, dos trabalhos assistenciais criados e mantidos por Espíritas convictos, que se tornaram Espíritas depois do contato com o Chico. Poderíamos examinar a situação do ser humano, no campo religioso, pelo menos em nosso Brasil, antes e depois do Chico Xavier. Entendo que só um Apóstolo, afinado cem por cento com o pensamento de Jesus, poderia nos dar, em matéria de conhecimento espiritual e exemplos sublimes, o que Chico nos tem dado. Talvez, nós Espíritas, não tenhamos ainda meditado o suficiente, no que representa a presença de Chico Xavier entre nós. Sua obra inegavelmente é destinada a atravessar os séculos.

Antes de conhecê-lo não professava a Doutrina Espírita e hoje, tudo o que sou, e que faço, devo aos exemplos e ao estímulo que recebi dele. Chico é para ruim aquela cidade erguida no cimo do Monte, de que nos falou Jesus. Não se pode ocultar uma cidade assim. Por qualquer que seja o ângulo que se aprecie a vida de Chico Xavier, há uma virtude exposta, como um farol a nos guiar rumo à Casa Paterna, ao Lar Espiritual. Em tolerância, trabalho, compreensão, bondade inata, disciplina, amor ao bem, caridade e humildade ninguém excede o Chico! Que não tenhamos à infelicidade de receber tantas bênçãos dos céus por suas mãos e não valorizarmos!

Eu como devedora insolvente do Chico, mesmo que rastejasse pelo resto de minha vida, não pagaria o que fiquei a lhe dever nesta existência. O Espírito de Emmanuel disse, certa vez, que não houve um século em que não reencarnasse um Apóstolo de Jesus. Para mim, Chico é o Apóstolo deste século.

Por isso, entendo que os 50 anos de mediunidade cristã de Chico Xavier, facultou à Humanidade um avanço no campo do conhecimento espiritual de no mínimo dois mil anos. Ninguém ignora que nestes 50 anos de trabalho com Jesus e os Bons Espíritos, a luz dos seus olhos foi-se apagando lentamente, para que os nossos olhos tivessem luz. Espero que todos os que privaram do contato pessoal ou através do livro, com o Chico Xavier, saibam receber a mensagem do Alto, de alma agradecidamente voltada para Deus. Há no Evangelho de Jesus uma sentença que diz: "Aquele que receber um Profeta, na condição de Profeta, receberá o galardão de Profeta". Mat. 10:41. Que cada um traduza para si mesmo essa afirmativa do Mestre, porque Chico Xavier, sem dúvida alguma, marcou época nos Anais da Espiritualidade Superior e entre nós também!

Além de tudo que já relatei, poderia ainda dizer que, em 1968, recebi uma carta de Chico Xavier, falando-me da necessidade de submeter-se a uma intervenção cirúrgica bastante delicada, e com autorização dos seus Mentores Espirituais pedia-me para acompanhá-lo durante os dias que estivesse sob os cuidados médicos. Embora ocultando minhas preocupações com a saúde dele, considerei uma bênção de Deus em meu caminho, poder, como filha pelo coração, pois é assim que me considero em relação a Chico, estar a seu lado naquelas horas difíceis. Uma cirurgia, por mais simples, é sempre uma interrogação em nossas vidas, e de certo modo é tranqüilizante ter ao nosso lado alguém em quem possamos confiar. Chico me deu este crédito de confiança, pois os familiares, que ele gostaria estivessem ao seu lado, duas pessoas estavam com problemas de saúde, e ele preferiu não preocupar os demais. Assim, no dia 29 de agosto de 1968, entramos na Casa de Saúde Sta. Helena, em São Paulo. Acredito que conheciam o assunto somente o Dr. Elias Barbosa, distinto médico de Uberaba. Dr. Oswaldo de Castro que ia colaborar em sua cirurgia, e o casal Francisco Galves. Todos amigos íntimos de Chico. Nunca esqueço a hora em que Chico trocou suas vestes pelas do Hospital, e entregou-me sua roupa e a pasta que conduzia. Não era hora de chorar, e foi imenso o esforço que fiz para conter as lágrimas... chorar para dentro do coração, pois de forma inarticulada havia um mundo de recomendações nesse simples gesto de entregar-me os pertences. Dormiu pouco à noite, e no curto espaço do sono, desdobrado, visitou uma Enfermaria no Plano Espiritual, que há no sub-solo do Hospital, destinada a recolher recém-desencarnados necessitados de ali permanecer por mais algum tempo. Desceu de elevador, disse-me ele, e conversou com alguns espíritos ali abrigados.

No dia seguinte, logo às 7 hs. recebeu o pré-anestésico. Parecia repousar, mas quando vieram buscá-lo, para surpresa nossa, ergueu-se e sem auxilio de ninguém passou à maca, risonho e bem-disposto. Despedimo-nos dele e o acompanhei até o elevador, e ele seguiu acenando-nos. Estranhei aquilo, e, mais tarde, vim a saber que já não era ele, Chico, e sim o Espírito de Meimei que o tomou naquela hora, e o acompanhou para dar-lhe o calor que seu organismo necessitava durante a cirurgia. Soube que entrara na sala de operação conversando lucidamente com os médicos; mas não era ele, e sim Meimei. Este fato é extraordinariamente belo. Tanto assim que antes de deixar o Hospital, tez questão de conhecer a sala de cirurgia da qual não tinha a menor noção, e depois visitar as criaturas simples e boas que trabalhavam na cozinha do Hospital Santa Helena, distribuindo rosas para todos. No recinto, era quase a hora do jantar, misturou-se o perfume do Plano Espiritual com o cheiro da comida em preparação.

Durante a sua estada no Hospital foram proibidas as visitas pari que Chico Xavier tivesse o repouso indispensável à sua cura, e nós que o acompanhávamos, tivemos oportunidades sublimes de observar muita coisa. Ele despertou da anestesia por volta das 10 horas da noite. Calmo, nada falava, mas de vez em quando via que estendia a mão a alguém. Como estivesse à sua cabeceira, tomava-lhe a mão e perguntava o que queria, ele falava então o nome do Espírito que o visitava naquela hora. E não foram poucos os visitantes... Havia no Hospital, frente a sua cama, um Crucifixo, que Chico nos disse ter reparado e achado interesse na iluminação que o rodeava. Perguntara ao Espírito de Emmanuel o que significava aquela luz, ao que Emmanuel lhe explicou serem as preces dos doentes ali internados, as rogativas agoniadas e sinceras que embelezavam o crucifixo com aquela auréola.

Outra coisa curiosa, à noite, quando Galves e Nena, Dr. Oswaldo de Castro e Terezinha chegavam para visitá-lo, naquelas noites frias, a garoa cobria S. Paulo, e eles chegavam envolvidos em grossos agasalhos, logo eram forçados a retirar os sobretudos de lã, porque o quarto mantinha-se numa temperatura agradabilíssima pára as necessidades do doente. Chico confessara que vira os Benfeitores Espirituais conduzindo aparelhagem especial para esse aquecimento. Essa aparelhagem foi retirada no dia da alta, tanto assim que permanecendo mais um dia, para poder receber os amigos que desejavam visitá-lo no Hospital, Chico sentiu frio à noite e precisou agasalhar-se, coisa que não havia acontecido até então.

Certa noite também, aconteceu algo curioso. O enfermeiro, habilmente treinado para atender aquele tipo de cirurgia, teve que fazer limpeza numa sonda e quebrou um pequeno vidro que se intercalava na sonda. Apanhando outro para substituí-lo urgentemente, não conseguiu de forma alguma colocar o vidro entre os dois ligamentos. Já estava dando sinais de afobamento. quando pedi: o senhor não quer me deixar tentar? Por gentileza lhe peço, deixe-me tentar! Ele olhou-me incrédulo, e disse: pode tentar, mas se eu que sou enfermeiro não estou conseguindo, como a senhora irá conseguir?! Contudo, deixou-me tentar. Apanhei o vidro e simplesmente o introduzi na sonda, numa única tentativa. Chico falou que viu direitinho a mão do Espírito de Meimei, por sobre a minha. Fura ela quem colocara a sonda. Perguntei, por que não fizera o mesmo com o enfermeiro. Falou Chico que para o Espírito foi mais fácil controlar o meu campo nervoso do que o do rapaz.



1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal