Senhor Jes++s



Baixar 0.78 Mb.
Página9/12
Encontro02.12.2017
Tamanho0.78 Mb.
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12

MARIA ANTONIETA ALESSANDRI
Intelectual e Orientadora educacional, vive há mais de vinte e cinco anos dedicada à causa espírita em Goiás, presidente da Irradiação Espírita Cristã que segrega dezoito departamentos assistenciais sob sua orientação. Escolhida pelo Grêmio Lítero Carlos Gomes como a Mulher do Ano de Goiás de 1977.
"Amor! Rememora a luz.

Que do Cristo se descerra...

Um berço, um barco, uma cruz

E o bem redimindo a terra" - Auta de Souza


Atendendo o convite de um grande educador mineiro José Ignácio de Souza, fui conhecer, em Pedro Leopoldo, em 1939, um médium que começava a ser conhecido no Brasil por sua psicografia: Francisco Cândido Xavier.

De Belo Horizonte, partimos rumo à pequena cidade mineira, onde chegamos à tardinha. Fomos acolhidos com carinho e encaminhados a uma sala humilde, onde se encontrava Chico Xavier, sentado à cabeceira de uma mesa rústica, tendo à sua treme papel e muitos lápis. Nos bancos, ao redor, vários senhores já se encontravam assentados, e, entre eles, nos colocamos.

Eu era uma recém-normalista e aquele ambiente ou o ar compenetrado dos presentes, diante da leitura do Evangelho, me infundiram um grande respeito. Terminada a leitura, o médium começou a escrever, com incrível rapidez. Após a psicografia, à medida que as páginas iam sendo lidas, lágrimas de emoção afloravam aos olhos dos beneficiados. Algumas mensagens traziam provas irrefutáveis da presença de pessoas queridas há muito desencarnadas, outras faziam apelos veementes à divulgação do Esperanto na Terra do Cruzeiro e finalmente a mensagem dirigida a todos os corações, trazendo o convite à renovação interior à luz dos ensinamentos evangélicos. E aquela voz, diferente de todas as vozes, e que lia a matéria recebida do Além, partindo daquele que irradiava bondade e ternura, exercia profunda influência em meu espírito. Naquele instante, despertaria em mim o grande interesse pelo espiritismo e o livro espírita se transformaria no alimento indispensável ao despertar espiritual.

Em verdade, quando jovens temos o coração repleto de indagações e do desejo ardente de consertar as injustiças do mundo, desejamos provas reais da presença do Espírito e muitas vezes um misto de ansiedade e desespero se instala no coração, diante da própria impotência.

E foi nesta hora que apareceu como um facho de luz a mensagem mediúnica de Chico Xavier, hoje, materializada em dezenas e dezenas de livros: livro estudo, livro história, estórias, romance, poesias, ciência, filosofia, religião, remédio, livro roteiro, todos eles inteiramente calçados nos ensinos sublimes de Jesus.

É muito difícil dizer da gratidão e do carinho de minha alma a esse Seareiro do Pai. Saberia o filho compreendera bênção do amor maternal ou a grandeza da proteção paterna?

Assim, para nós outros, que fomos encontrar na literatura espírita, que veio, dos Espíritos mais elevados até nós, graças ao espírito de renúncia, dedicação e amor do Chico Xavier, a nossa gratidão. Esses livros têm sido luz espiritual para o norteamento do rumo a seguir; o bálsamo para as horas difíceis; o júbilo nos momentos de lazer; o socorro às aflições alheias; o estímulo constante para a sementeira da fraternidade no processo assistencial; o amparo direto nas horas de indecisão; o roteiro abençoado a nos mostrar a bandeira verde da esperança dentro da problemática da evolução humana.

Os espíritos do Senhor, usando esse instrumento afinadíssimo, temperado na dor, que é a mediunidade de Chico, conseguiram trazer à humanidade, e de uma maneira maravilhosamente atraente a palavra do Cristo nos recordando: "Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros, João 13:35".

E assim, o amor de Deus continua na Terra crescendo na bondade de Francisco de Assis, na dedicação de um Vicente de Paulo, na renúncia-caridade de um Chico Xavier. Graças a Deus".


MOACYR SALLES
Escritor, Poeta, com obras publicadas de grande valor literário, ele é citado com um seu poema no livro "Poetas do Brasil", onde figuram os maiores nomes da literatura nacional.

"Um médico anapolino me disse, certa vez, que bastaria o livro "Parnaso de Além-Túmulo" para atestar a perfeição da mediunidade de Chico Xavier, valendo, ainda, como elemento de prova da comunicação dos mortos.

De fato, naquela obra - a primeira das cento e cinqüenta publicadas com a assinatura do famoso intérprete, encontrasse um valioso registro da palavra de além-túmulo, endereçada aos mortos do mundo dos vivos. Assisti, em várias oportunidades, ao veloz movimento do lápis, fazendo o Chico fluir mensagens admiráveis, como se visse, das entranhas da terra, brotar uma fonte no alto e a água despejar-se em cachoeira, na lauda do solo. Desse jorro, diz M. Quintão, prefaciando aquele livro : - "Não há ideação prévia, não há encadeamento de raciocínio, fixação de imagens. E tudo inesperado, explosivo, torrencial!" - Na perfeição de cada estilo, não é necessário anunciar Emilio de Menezes, em "Recado": "No incenso a Bacojá não me agonizo, Prossigo além, exótico e discreto, Mangando embora, mas com regra siso..." (Antologia dos Imortais); nem se precisa dizer que é Alvarenga Peixoto, em "Redivivo": - "Divina lira, Musa que inspira, Meu coração, A relembrar.... Celebra, amena, A vida plena, A paz sublime. A luz sem par. (Cartas de Coração); nem que é Augusto dos Anjos, em "Vozes de uma sombra": - "Donde venho? Das eras remotíssimas, Das substâncias elementaríssimas, Emergindo das cósmicas matérias. Venho dos invisíveis protozoários, Da confusão dos seres embrionários, Das células primevas, das bactérias" (Parnaso de Além Túmulo); ou Alceu Wamosy, em "Página ao Homem": - "Romeiro da ansiedade, em lágrimas avanças, A estrada é solidão enquanto a luz declina. Esbravejam bulcões na tela vespertina, Faz-se a noite aguaceiro em súbitas mudanças!... (Poetas Redivivos).

Em 1975, vindo de umas férias, com esposa e filho (esse contava três anos de idade), fizemos uma visita ao Chico, em Uberaba. Sala cheia, como sempre, fila ziguezagueando dentro e fora do salão, esperei a oportunidade e consegui chegar ao médium. Conversando sobre determinado caso, Chico me informou: - "Há aqui um médico homeopata e eu vou ouvi-lo, sobre o nome do remédio". - Pensei eu estivesse o médico na assistência, mas Chico se levantou, para ir à cabine de recepção de mensagens. Ficou de pé, na porta, pois um grupo de senhoras cercou-o, não lhe dando ensejo nem de entrar na cabine nem de sentar-se. E o tempo passou - meia hora, no mínimo. Meu menino, no braço da mãe, demonstrava cansaço e eu, receiando prolongar-se a espera, propus ao Chico me deixasse levar a família ao hotel e, depois, ficaria na sala aguardando, o tempo que fosse preciso, o resultado da conversa que ele viesse a ter com o doutor. - "Não é preciso - observou - aqui está o nome do remédio". E desdobrou um papel branco, contendo o nome do medicamento, o do laboratório, seu endereço e apreciações outras - tudo gravado à tinta manuscrita. - Estivera eu todo o tempo a seu lado e não tenho dúvida de que ele não escreveu nada, nesse período, pois as inúmeras consulentes não lhe deram folga. O papel apareceu em sua mão, com os elementos de orientação bem expressos.

Falei, outras vezes, com o Chico, mas nem tive oportunidade de tocar no assunto com ele, fazendo as minhas perguntinhas de acupuntura. Nem mesmo lhe contei que, chegando daquela vez mesmo a Goiânia, Telefonei para São Paulo, encomendando o remédio cujo nome apareceu inentendidamente no papel branco.

E que veio do outro lado do fio, a informação: - "Como o senhor sabe desse remédio? Agora é que estamos acabando de o produzir!"



BERNARDO ELIS
Membro da Academia Brasileira de Letras, Membro, da Academia Brasiliense de Letras, Membro da Academia Goiana de Letras, Membro do Instituto Histórico Geográfico de Goiás, Membro da União Brasileira de Escritores. Tem publicadas nove obras, sete de ficção e duas de ensaio, inúmeras crônicas e contos literários.

"Minha jovem repórter, você me pediu a impressão sobre Chico Xavier e eu fiquei de dar.

Digo-lhe que pensei muito sobre o assunto e pareceu-me prudente calar. O momento é para falar de divórcio, de controle de natalidade, de mordomias, novelas de televisão e acima de tudo é para se falar de título eleitoral, esse documento que ultimamente vem assumindo uma importância formidável, embora eu não possa compreender a razão. Estamos, pois, num tempo de mulheres nuas (ou quase, não sejamos exagerados!), num tempo de piadas. Você já viu o Brasil está ceio de piadas? Não, ninguém que não tenha a última (muito boa) para contar assim meio no cochicho, que parede tem ouvidos... E Chico Xavier é assunto sério. Imagine que ele só pensa em dar, num tempo de tomar de qualquer maneira; ele só fala no próximo, num tempo em que todos são distantes; fala do outro mundo, num tempo em que o tempo é pouco para devorar este nosso pobre mundinho; ele fala de caridade num momento que a suprema felicidade é ver arder a barba do vizinho. Então esse homem é um perigo. Contudo, como você está cobrando, vou falar de Chico Xavier quase em tom de piada. É o caso que Voltaire entendia que os patrões só deviam empregar criados que fossem cristãos convictos. Dizia que um cristão convicto verdadeiramente é incapaz de roubar o patrão e nessa segurança reside a paz na terra. Mas se Voltaire ficou aí, outros filósofos prosseguiram no raciocínio e concluíram que um cristão convicto oferece ainda outra comodidade: a do patrão desonesto roubar impunemente o cristão convicto, para quem só valem os bens do outro mundo.

Por aí você pode imaginar. Se todos os que vivem do próprio trabalho, nesse mundo fossem cristãos convictos, o mundo seria o Paraíso dos patrões (desonestos)! Nesse pontinho é que divirjo um pouco de Chico Xavier: naquilo que ele possui de humilde, manso, desprendido dos bens terenos, atitude que é uma delícia para os patrões desonestos e para os donos do mundo. "Faze-te de mel que as abelhas te comem" - já diziam os portugueses de outrora. No mais, se existir santo Chico Xavier é um dos maiores; se houver Céu, dele será o melhor lugar, salvo se por lá já não houverem chegado os desonestos, ambiciosos, hipócritas e outros seres que é costume chamar poderosos."



ELY BRASILIENSE
Academia Goiana de Letras, Ex-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Membro da Academia Maçônica de Letras do Rio de Janeiro. Tem publicado dez livros.

"Tenho profunda admiração pelo trabalho de Chico Xavier, e dedico-lhe o maior respeito. Beijar-lhe-ia a mão, se tal gesto não representasse a hipocrisia e o exibicionismo de todos os tempos. Admiro-lhe a coragem, a persistência e a dignidade com que vem desempenhando essa sublime tarefa que lhe foi confiada na Terra. Não é fácil. Sabemos que muita gente tenta, com os acenos da grande imprensa, ofuscar essa obra, procurando explorara vaidade que o grande médium não possui, no sentido de forçá-lo a gritar a todo mundo que tudo é fruto de criação sua, de seu talento literário. Se assim o fizesse, já estaria na Academia Brasileira de Letras, vestido com a mortalha mais cara do mundo. Não condeno aqueles que duvidam da psicografia. Os dez mandamentos, quem ditou?

Charles Dickens concluiu seu romance THE MISTERY OF EDWIN DROOD com a colaboração de um iletrado aprendiz de mecânico, T. P. JAMES, e nenhum crítico, por mais severo que se mostrasse, conseguiu descobrir onde terminava o manuscrito e onde começava a parte mediúnica. Tal acontecimento se registrou em 1872.

A mediunidade não é qualidade inata; e um dom para aqueles que são escolhidos pelos mentores espirituais; depois de observados cuidadosamente por muito tempo. A falsa mediunidade é um perigo para a própria pessoa que tem a ilusão de possuí-la, sem merecimento. Francisco Cândido Xavier é um dos grandes escolhidos da atualidade: "



IRON JUNQUEIRA
Jornalista, Escritor e Poeta.

O maior mérito de sua vasta obra literária é que ela é toda revertida em prol do Lar Humberto de Campos em Anápolis, que ele não só dirige, mais convive no dia a dia com aqueles pequeninos desfavorecidos pela sorte, como um verdadeiro pai e mestre.

"Grandes eventos se registraram ao longo deste século, em todos os campos da atividade humana, principalmente nestes últimos cinqüenta anos, quando a humanidade fora fartamente enriquecida com os extraordinários benefícios da ciência, que se expandira com amplitude e de maneira geral, amenizando sofrimentos e proclamando eureka a antigos e complexos desafios; em termos de futuro, nenhuma obra foi tão marcante como a construção de Brasília que, segundo entendidos, será, em futuro breve, a Capital das grandes decisões para a felicidade de todas as criaturas.

Mas em se reportando ao progresso espiritual dos homens, quase que somente a Dor tem sido o anjo distribuidor das mais profundas e verdadeiras lições, entretanto, ao lado dela, com destinação aos que desejem evoluir optando pelo SERVIR e não pelo SOFRER, existe, para a ventura de milhares e milhares de pessoas, a mediunidade sublime de Francisco Cândido Xavier, através da qual os espíritos dos que nos precederam ao túmulo nos provam a sua imortalidade, nos falam da glória eterna do Bem, nos concitam ao trabalho, à Virtude, ao Amor, à Caridade que "fora desta não há apelação"- e, principalmente, nos tornam imensamente felizes, por nos darem tanta esperança e nos falarem de um Deus tão bom, verdadeiramente Pai, bem ao contrário daquele Deus tirano que dava castigo eterno aos filhos que erravam.

Milhares e milhares de criaturas estariam hoje nas vascas do sofrimento ou nas curvas dos descaminhos, padecendo na inutilidade e tateando nas trevas da própria ignorância, se não fosse o trabalho desse incansável homenzinho de Uberaba, cujo exemplo de bondade a todos nos tem servido como bússola ao coração, cuja inteligência, a serviço da sabedoria dos Espíritos Egrégios, não deixa de estar sustentando - e mantendo - o progresso moral e espiritual da humanidade, em grande parte.

Francisco Cândido Xavier é um dos homens deste século, e só chegaremos a esta conclusão quando os estudiosos fizerem a soma dos benefícios que os livros psicografados por ele trouxeram à humanidade, em todos os sentidos positivos".



JANDYRA AYRES CRUVINEL
Professora aposentada, conviveu com Chico nos anos 40 em Pedro Leopoldo. Respeitada Educadora do Estado de Goiás.

Juscelino fez o Brasil progredir 50 anos em cinco. O Chico com sua literatura de caráter científico, consolador e sobretudo moral, com seu exemplo de virtude e profunda humildade, proporcionou à sociedade brasileira um amadurecimento espiritual de 500 anos em 50. Falamos de sociedade brasileira porque neste querido Brasil todos conhecem Chico, e mesmo aqueles que não comungam com a crença espírita reconhecem-lhe a pureza de caráter e o fenômeno da sua produção literária. " Palavras da estudante de Direito MIRLENE BARBOSA DA CRUZ: "Momentos de neuroses coletivas, onde o grito torna-se mais estridente, eis que se nos aparece como verdadeiro paradoxo, a figura do Chico Xavier, que só fez durante estes 50 anos amor-doação. Chico sempre deixou falar mais alto o que muitos corações não conseguiram nem pensar baixinho."



ZEUS WANTUIL
Trechos de carta do Doutor Zéus Wantuil, 3.° Secretário da Federação Espírita Brasileira, à presidente da União Espírita Mineira, publicados com sua autorização, a nosso pedido. Dr. Zéus Wantuil é filho do saudoso presidente da FEB, Dr. Antonio Wantuil de Freitas, grande amigo da Casa de Antonia Lima.

"... não me considero à altura para escrever algo sobre o Chico. Dele, dão testemunho (e que testemunho!), as belas obras que semeou e semeia por esse Brasil afora, com reflexos benéficos em diversas nações do Mundo. E quando digo "obras"; refiro-me não só a palavra escrita e falada, que também aos seus exemplos de caridade, de perdão, de fé, de humildade, aos seus diálogos fraternos e frutíferos, enfim, à sua multiforme vivência evangélica junto a pobres e ricos, num trabalho diário de edificação e alevantamento de espíritos ".

Conheço o Chico há bastante tempo. Nos seus livros mediúnicos encontrei forças, luz e paz, e através de suas cartas pude senti-lo e amá-lo bem no fundo do seu ser. Por várias vezes chorei com as suas preocupações e sua dor, vivendo-Ihes as graves responsabilidades e lamentando a incompreensão dos homens. Mas sempre orei pedindo ao Senhor não lhe tirasse o pesado fardo dos ombros, e sim que o ajudasse a carregá-lo. Graças a Deus, o nosso caro Chico tem vencido todas as dificuldades e todos os óbices do caminho, numa maratona hercúlea que realmente o dignifica aos olhos dos homens e aos olhos do Pai.

Como vê a prezada Amiga, não sei como poderia dizer algo sobre o Chico. As palavras não o saberiam expressar. Tenho-o dentro de minha alma como a um irmão multo querido, a quem devo grande parte da minha renovação espiritual e, mais ainda, da felicidade parcial que mora em meu coração.



MÁRIO PALMÉRIO
Advogado, Escritor, Educador, Embaixador e Membro da Academia Brasileira de Letras.

Entrevista feita no programa Câmara aberta, levado ao ar no dia 30.6.1977 pela Rede Tupi de, Televisão - Canal 4 - São Paulo, no advento do cinqüentenário de Mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

Nós, Uberabenses, as pessoas que aqui nascemos, ou que aqui residimos, só temos motivo de orgulho e de prazer por contar com a presença de Chico Xavier na nossa cidade. Ele não é apenas essa figura tão conhecida, tão exaltada, tão aplaudida de um líder religioso; Chico Xavier alia a esse seu trabalho religioso, um trabalho de assistência impar, raríssimo.

JOÃO RIBEIRO

Historiador e Crítico de Literatura. Grande nome das letras nacionais.

Chico Xavier, não atraiçoara poeta algum, todos no "Parnaso de Além-Túmulo, se revelavam como realmente o foram em vida.


ATALIBA GUARITA NETO

Jornalista, Poeta, Escritor e Radialista.

Entrevista feita no programa "Câmara Aberta", levado ao ar no dia 30.6.1977 pela Rede Tupi de Televisão - Canal 4 - São Paulo, no advento do cinqüentenário de Mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

Quando minha cidade "roubou" Chico Xavier de Pedro Leopoldo, Uberaba passou a conquistar, a ganhar um embaixador, o embaixador da fé. Só quem reside aqui pode saber o que esta expressão tem de significado; ele é realmente um grande embaixador da fé, abraçando a todos, envolvendo a todos, impressionando a todos...




MARCIA ELIZABETH DE SOUZA
Jornalista, Professora, Radialista e Entrevistadora de mérito.

"São cinqüenta anos na tarefa abençoada de fazer claridade nos caminhos de nossa vida, consumindo-se a si mesmo como um círio aceso, para que vejamos o caminho.

Cinqüenta anos de labor fecundo, que são mais de um século de trabalho incessante, porque o tarefeiro do Senhor não conheceu noites de repouso; trabalhou sem cessar. Ouviu e compreendeu as palavras do Mestre: "meu Pai trabalha desde toda a Eternidade e eu trabalho também". Trabalhou servindo e serviu amando.

Muitos são os convocados para o trabalho na seara do Mestre, poucos o iniciam e raros nele persistem. Por isso mesmo são dignos do maior respeito e admiração aqueles que permanecem vários anos na tarefa, sem interrupção, vacilação ou desânimo.

Francisco Cândido Xavier, o nosso Chico, ê um destes homens extraordinários, um verdadeiro missionário, de quem temos a honra e a alegria de ser contemporâneos.

Por suas mãos, a Espiritualidade tem transmitido milhares de mensagens que têm trazido consolo e esperança a milhões de pessoas.

Através de sua psicografia, já foram publicados cento e cinqüenta livros, fonte inesgotável de ensinamentos.

Por suas palavras refeitas de bondade, milhares de criaturas têm sido consoladas e orientadas.

E ninguém pode afirmar que Chico seja um privilegiado, porquanto, a despeito da constante orientação de Emmanuel e outros espíritos de escol, inúmeras vezes o sofrimento o tem visitado. Como se não bastasse a precária saúde física, nos seus sessenta e sete anos de existência, tem conhecido humilhações e calúnias de toda ordem, sempre gratuita.

Privilegiados somos os espíritos da atualidade, que, além das obras monumentais do insigne Allan Kardec, usufruímos vasta literatura complementar de que é instrumento este admirável missionário, ao lado de seu indiscutível exemplo de simplicidade, humildade, perseverança e amor incondicional.




PADRE PASCOALE FILIPELE

Entrevista feita no programa "Câmara Aberta", levado ao ar no dia 30.6.1977 pela Rede Tupi de Televisão - Canal 4 - São Paulo, no advento do cinqüentenário de Mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

Pergunta: Padre Pascoale Filipele, quem é Chico Xavier?

"Tenho profundo respeito pelos homens, sobretudo por aqueles homens que se dedicam atender aos mais necessitados, por isso o respeito profundo pelo Chico Xavier, que deve estar completando 50 anos de seu trabalho; homem bom, homem generoso, homem de coração maior do que ele mesmo, vive na magreza da sua constituição. Chico Xavier de fato é um coração imenso, ainda mais, eu acredito nos dons; leio São Paulo, que tem dom da língua, o dom das curas, tudo que é bom vem de Deus; acredito que qualquer um possa ter esses dons, uns mais outros menos, e porque, acredito nos dons que venham de Deus, venham do Espírito Santo, venham de onde vierem, acredito que os homens possam ter dons, mas, que eles sejam sempre a serviço dos outros. A modificação que a gente vê dentro da igreja, que passa de uma linha de poder para uma linha de serviço ou de diaconia, me faz ver algum aspecto também da vida de Chico Xavier. Um homem que serve, um homem que ajuda, um que colabora, Oxalá, todos aqueles que possuam dons, os ponham ou os pusessem sempre a serviço dos outros, não fazer deles um aproveitamento para si, mas simplesmente para dizer aos outros: Deus me deu e estou distribuindo o bem que Deus me deu, Homenageio neste momento esse homem, profundamente bom e religioso, por aquilo de bom que faz e faço votos que aqueles que nele acreditam vejam nesse homem um bem, esse bem que venha de Deus."



SILVIA ALESSANDRI MONTEIRO DE CASTRO
Professora de Didática Geral da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás.

"Fazei isso em memória de mim"...

"Mudando o calendário da história apareceu no planeta, Jesus - o Cristo. Sintetizou a sabedoria de seus ensinamentos na frase "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". As almas sensíveis às belezas do Evangelho tentam "Não sou eu quem vive, é o Cristo que vive em mim" - escreveu o Apóstolo Paulo.

A vida de Chico Xavier é a exemplificação do pensamento de Paulo. Colocando-se no posto de trabalho, divide o tempo ora psicografando as mensagens do Além, como atestam as cento e quarenta e seis obras publicadas, ora consolando, inspirando, enxugando lágrimas ou norteando vidas. Seu campo de trabalho é um barracão humilde colocado à beira da estrada. Ali aportam amigos, admiradores e sofredores de todas as partes do Brasil e do mundo.

Alguém chega com o coração trespassado de dor pela morte de um filho, de um parente, ou de uma pessoa querida.

Os dramas os mais variados são segredados a seus ouvidos. Escutando pacientemente, deixa sair da sinceridade de seu coração uma palavra, um sorriso, um gesto amigo. O milagre se opera. Os corações se desanuviam, a compreensão desponta e uma nova dimensão aparece na vida do consultaste.

Qual o segredo, qual o milagre dessa energia irradiadora de paz e libertação? Poderíamos dizer que a Força Cristíca obtida à custa de anos e anos de dedicação à causa do Evangelho, responde a pergunta levantada.

Renúncia, dedicação, humildade e fé são atributos de seu espírito, burilado através de múltiplas existências. Escolhendo o celibatanismo voluntário faz da humanidade a sua família.

Nada exige, tudo dá. Testemunha seu amor a Deus servindo ao próximo.

Que o Mestre o ampare, ilumine e o abençoe."




1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal