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Estado do Ceará

Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes – DERT

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA SERVIÇOS E OBRAS RODOVIÁRIAS

PAVIMENTAÇÃO

BASE GRANULAR MELHORADA COM CIMENTO DERT-ES-P 05/00

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  1. DEFINIÇÃO

BASE GRANULAR MELHORADA COM CIMENTO (BGMC) – É a camada do Pavimento Asfáltico situada imediatamente abaixo da camada de REVESTIMENTO, constituída de uma mistura íntima de solos, cimento e água que mantendo seu caráter eminentemente granular a despeito do cimento, adquire a necessária estabilidade para cumprir suas funções apenas devido a uma conveniente compactação, a ação do cimento objetivando apenas a diminuição de LL e IP e o aumento de CBR.



  1. MATERIAIS



2.2. Cimento Portland
Poderão ser usados o Cimento Portland Comum ou o Cimento Portland de Alto Forno que deverão obedecer respectivamente às exigências da NBR-5732 e da NBR-5735 no que concerne a: recepção, embalagem e armazenamento dos mesmos.
2.2. Água
Deverá ser isenta de teores nocivos de: sais, ácidos, álcalis, matéria orgânica e outras substâncias nocivas.
2.3. Solo
O solo, ou mistura de solos, para emprego em BGMC não devem ser de comportamento laterítico (ver DERT-ES-P 03/00 ou 04/00) e devem apresentar:

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  • Granulometria (DNER-ME 80) numa das faixas seguintes:




  • Faixas (% passando, em peso)




ASTM

mm

A

B

C

D

E*
F*

2”

50,8

100

100

-

-

-

-

1”

25,4

-

75-90

100

100

100

100

3/8”

9,5

30-65

40-75

50-85

60-100

-

-

N0 4

4,8

25-55

30-60

35-65

50-85

55-100

70-100

N0 10

2,0

15-40

20-45

25-50

40-70

40-100

55-100

N0 40

0,42

8-20

15-30

15-30

25-45

20-50

30-70

N0 200**

0,074

2-8

5-15

5-15

5-20

6-20

8-25

* somente para N  105 (número de repetições do eixo simples padrão calculado pelo Método DNER/66)

** % passando peneira n0 200  2/3 (% pass. N0 40)


  • Abrasão Los Angeles (DNER-ME 35) do material retido na peneira n0 10 65%, devendo também o material graúdo não ter partículas moles nem impurezas nocivas e o material miúdo (passando na peneira n0 10) não conter matéria orgânica ou outras impurezas nocivas.




  • LL  40% (DNER-ME 122)




  • IP = LL – IP (DNER-ME 82)  18%


2.4. Mistura com o Cimento
A Mistura com o Cimento deve satisfazer as seguintes condições, quando ensaiada após um período de “curaem estado solto de pelo menos 72 horas (permitindo a “troca de cations” e a “floculação” sem “aglomeração”).


  • Granulometria (DNER-ME 82) também se enquadrando numa das faixas do ítem 2.3, com as mesmas restrições.




  • LL25% (DNER-ME 122)




  • IPLL – LP (DNER-ME 82)  6%


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  • C
    N – número de repetições do eixo simples padrão calculado pelo Método de Projeto do DNER/66
    BR
    (DNER-49) na energia de compactação referente a 26, 39 ou 55 golpes conforme indicado no ítem 6.2.2 desta Especificação, ou outra especificada no Projeto.

80% (para N  5 x 106)

60% (para N  5 x 106)

Nos Acessos com N  5 x 105 admite CBR  40%




  • Expansão no CBR  0,5% (para quaisquer energia e N)


  1. EQUIPAMENTO



3.1. Todo o equipamento deve ser cuidadosamente examinado pela Fiscalização, devendo dela receber a aprovação, sem o que não será dada ordem de serviço. O equipamento mínimo é o fixado no Contrato.
3.2. A Usina de Solos (ou “Central de Mistura”) deverá ser constituída essencialmente do seguinte:
Silos para os diversos componentes, inclusive o cimento, providos de bocas de descarga equipadas com dispositivo que permita graduar o escoamento;
Transportadores de Esteiras – que transportem os componentes da mistura, já nas devidas proporções, até a unidade misturadora;
Unidade Misturadora – Tipo “pug-mill”, constituído usualmente de uma caixa metálica tendo no seu interior, como elementos misturadores, dois eixos que rodam em sentido contrário, providos de uma chapa em espiral ou de pequenas chapas fixadas em hastes, e que, devido ao seu movimento, forçam a mistura íntima dos materiais, ao mesmo tempo que os fazem avançar até a saída da unidade;
Reservatório de Água e Canalização – que permitam armazenar e espargir a água sobre o solo durante o processo de mistura;
Unidade de Carregamento – constituída de um silo abastecido por “transportadores de correia” ou “elevadores de canecas”, e colocado de modo que o caminhão transportador possa receber a mistura por gravidade.


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Em suma, a Usina de Solos deve ser capaz de produzir uma mistura homogênea de solos e cimento, no teor de umidade requerido, e de depositá-la sem segregação no caminhão transportador. Deve-se exigir uma capacidade de produção horária entre 150 e 500 toneladas.
3.3. O Distribuidor de Solos deve ser capaz de receber a mistura dos caminhões basculantes e espalhá-la na pista, sem segregação e numa espessura constante tal que, após a compactação, se situe entre 10,0 e 22,0cm.
3.4. A Motoniveladora deve ser suficientemente potente para destorroar, misturar e homogeneizar massas, cujas espessura após a compactação possam atingir pelo menos 22,0cm, e de conformar a superfície acabada dentro das exigências da Especificação.
3.5. A Grade de Discos, rebocada por um conveniente Trator de Pneus deve ser capaz de complementar os trabalhos de “destorroamento”, “mistura” e “homogeneização do teor de água” iniciados pela Motoniveladora. Poderão ser usados dispositivos tipo “Pulvimixer”.
3.6. Os Caminhões Distribuidores d’Água deverão ter capacidade suficiente para evitar o transtorno ocasionado por um número excessivo de unidades. Em qualquer hipótese não será aceito uma unidade com capacidade menor que 4.000 litros.
3.7. Deverão ser usados os seguintes tipos de Rolos Compactadores:


  • Rolo Liso Vibratório – autopropulsor, com controle de frequência de vibração, recomendado para misturas de IP  3% e para brita graduada;




  • Rolo Pé-de-Carneiro Vibratório (pata curta) – autopropulsor, com controle de frequëncia de vibração,, recomendado para misturas com IP  3%;

e

outros tipos aprovados pela Fiscalização. O Rolo Pneumático é muito usado no “acabamento”.




  1. EXECUÇÃO

A porcentagem do cimento em relação ao peso seco do solo é o indicado em Projeto, não devendo ser inferior a 2% (problemas de homogeneização) e nem superior a 4% (evitar a “aglomeração”).


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Só será permitida a mistura em Usina de Solos (ou Central de Misturas) dotada de silo especial para a dosagem do cimento (silo dosador).
A Execução de uma BGMC envolve basicamente as seguintes operações:


  • Mistura em Usina de Solos




  • Transporte da Mistura da Usina para ser enleirada na pista ou em uma praça para isso preparada (o mais possível próximo à Usina), a fim de uma “cura solta” de cerca de 3 dias.




  • Espalhamento e Homogeneização de Umidade




  • Compactação




  • Acabamento




  • Liberação ao Tráfego

Considera-se aqui 2 modos de execução: a) com uma usinagem e b) com duas usinagens, sendo o primeiro o caso normal e o segundo o caso especial quando, por qualquer motivo, se deseja uma execução muito aprimorada (por exemplo, para N  107).


4.1. Execução com uma Usinagem
4.1.1. Mistura em Usina de Solos
É conveniente que o teor de umidade h esteja de 2 a 4 pontos percentuais acima do limite superior da faixa de hc para fazer face ao período de “cura solta”, faixa que deve ser definida no Projeto ou como no ítem 6.2.2 (faixa de hc: hot – x a hot + y).

A mistura deve sair da usina com altos níveis de pulverização e de homogeneidade.




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4.1.2. Transporte e “Cura Solta”
A mistura é transportada, em adequados caminhões basculantes, da usina para ser enleirada na pista onde deve curar por cerca de 3 dias. Deve-se evitar durante a cura o espalhamento na pista, pois o tráfego de veículos (principalmente do equipamento pesado de construção) pode provocar um indesejável efeito de aglomeração. Se o enleiramento na pista for condenado pela segurança a mistura deve ser enleirada numa praça para isso especialmente preparada.
4.1.3. Espalhamento e Homogeneização da Umidade
A mistura em usina quando enleirada na pista, ou transportada da praça para a pista, deve preferencialmente ser espalhada com distribuidor de solos. No caso de espalhamento com motoniveladora na faixa de “teor de umidade para compactação”. Deve-se então, dispor de carro tanque distribuidor de água, grade de discos e motoniveladora, para, caso seja necessário, proceder ao umedecimento (ou aeração) e homogeneização.
O espalhamento deve ser feito de modo a conduzir a uma camada de espessura constante, com espessura compactada no máximo de 22,0cm e no mínimo de 10,0cm.
4.1.4. Compactação
A compactação deve ser executada com rolo liso vibratório autopropulsor isoladamente ou em combinação com rolo vibratório pé-de-carneiro autopropulsor (pata curta). No acabamento deve também ser utilizado o rolo pneumático.
Deverá ser elaborada para a mistura uma relação na pista entre o “número de coberturas do rolo versus Grau de Compactação – GC” para se determinar o número necessário de “coberturas” (passadas num mesmo ponto) para atingir o GC especificado.
4.1.5. Acabamento
A operação de acabamento será executada com motoniveladora e rolos compactadores manuais, que darão a conformação geométrica longitudinal e transversal da plataforma, de acordo com o Projeto.
Só será permitida a conformação geométrica por corte.

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4.1.6. Liberação ao Tráfego


Após a verificação e aceitação do intervalo trabalhado, o mesmo poderá ser entregue ao tráfego usuário.
O intervalo de tempo que uma base granular melhorada com cimento pode ficar exposta ao tráfego usuário é função de várias variáveis, tais como:


  • Umidade do material, que pode ser mantida através de molhagem com carros tanques;

  • Coesão do material;

  • Intensidade do Tráfego.

É vantajoso a BGMC ficar o maior tempo possível exposta ao tráfego usuário pois aumenta o seu GC e dar oportunidade ao aparecimento e correções de defeitos.


4.2. Execução com duas Usinagens
4.2.1. Mistura em Usina de Solos, Transportes e “Cura Solta”
A primeira usinagem é feita exatamente como em 4.1.1. porém, com o teor de umidade h apenas com 1 ponto percentual acima do limite superior da faixa de hc. A mistura é, então, transportada em adequados caminhões basculantes para uma praça especialmente preparada e situada o mais próximo possível da usina, onde deve ser enleirada para uma cura solta de 3 dias. Após os 3 dias transporta-se a mistura para a usina para se proceder a Segunda usinagem, quando deve obter uma umidade homogênea h no limite superior da faixa de umidade especificada no Projeto ou como em 6.2.2..
Transporta-se, então, a mistura da usina para a pista, tendo-se o cuidado de protegê-la contra sensíveis mudanças de umidade
4.2.2. Espalhamento
A mistura transportada para a pista é descarregada no Distribuidor de Solos (aqui obrigatório) e espalhado de modo a conduzir a uma camada de espessura constante, com espessura compactada no máximo de 22,0cm e no mínimo de 10,0cm.
4.2.3. Compactação, Acabamento e Liberação ao Tráfego
Exatamente como em: 4.1.1, 4.1.5 e 4.1.6.
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  1. PROTEÇÃO AMBIENTAL

Os cuidados a serem observados visando a proteção do meio ambiente, no decorrer das operações destinadas a execução da camada de base granular melhorada com cimento são:



5.1. Na exploração de jazidas:
5.1.1. O desmatamento, destocamento e limpeza serão feitos dentro dos limites da área a ser escavada e o material retirado deverá ser estocado de forma que, após a exploração da jazida, o solo orgânico possa ser espalhado na área escavada para reintegrá-la à paisagem;
5.1.2. Não é permitida a queima da vegetação removida;
5.1.3. Deve ser evitada a localização de jazidas em áreas de boa aptidão agrícola, bem como é proibido em reservas florestais, ecológicas ou de preservação cultural, ou mesmo nas proximidades quando houver perigo de danos a estas áreas;
5.1.4. As áreas das jazidas, após a escavação, deverão ser recuperadas com abrandamento de taludes, de modo a reincorporá-las ao relevo natural. Esta operação deve ser executada antes do espalhamento do solo orgânico conforme já descrito. Deverão seguir as recomendações preconizadas na DERT-ES-T-05/00 e DER-ISA-05/96 – Orientações Ambientais para Instalação e operação de jazidas e caixas de empréstimos.
5.1.5. As estradas de acesso deverão seguir as recomendações da DERT-ES-T-02/00.
5.2. Na execução
5.2.1. Os cuidados para proteção ambiental se referem à disciplina do tráfego e do estacionamento dos equipamentos;
5.2.2. Deve ser proibido o tráfego desordenado dos equipamentos fora do corpo estradal, para evitar danos desnecessários à vegetação.
5.2.3. As áreas destinadas ao estacionamento e aos serviços de manutenção dos equipamentos, devem ser localizadas de forma que resíduos de lubrificantes e/ou de combustíveis, sejam levados até os cursos d’água.

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6. CONTROLE TECNOLÓGICO E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO

6.1. Materiais
A condição essencial é que os materiais empregados na Base Granular Melhorada com Cimento tenham características satisfazendo a esta Especificação e às Especificações Complementares e Particulares adotadas no Projeto.
6.1.1. Cimento Portland
O Cimento Portland pode ser adquirido em sacos ou a granel. No primeiro caso o “Fiscal de Usina” fará um exame visual em todos os sacos que chegarem ao canteiro da obra, armazenando-os em lugar abrigado, sobre um piso de madeira, em pilhas de no máximo 10 sacos. No caso a granel o cimento será transportado em caminhões especiais dotados de equipamento para carga e descarga, sendo armazenado junto à usina em silos especiais que possam alimentar o silo dosador da usina através de tubulação hermética.
Em quais dos casos, havendo suspeição sobre a qualidade do cimento, serão colhidas amostras para ensaios de cimento em laboratórios Especializados. Os resultados das observações do “Fiscal de Usina” e dos ensaios de laboratório serão comparados com a NBR-5732 (cimento portland comum) e da NBR-5735 (para o cimento de alto forno).
6.1.2. Água
O controle da água será visual; somente em casos muito especiais o Fiscal de Usina solicitará exames de laboratório.
6.1.3. Controle da Abrasão Los Angeles (DNER-ME 35)
Esse controle será feito por Jazida de Solo no início da respectiva exploração. Serão colhidas 3 amostras aleatórias e submetidas ao Ensaio de Abrasão Los Angeles. Se pelo menos 2 das amostras satisfizerem a inequação LA 65% o material está aprovado. Em caso contrário, ampliam-se os ensaios para n  5 amostras devendo a média aritmética X 65% e persistindo a desobediência a inequação acima, a Jazida não poderá ser utilizada.

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6.1.4.Controle da Granulometria (GR), do Limite de Liquidez (LL) e do Índice de Plasticidade (IP = LLLP) do Solo (ou de Mistura de Solos) sem
Cimento.
No Projeto a extensão de Base Granular Melhorada com Cimento é dividida em Intervalos Homogêneos (IH) cada um deles correspondendo a uma determinada Mistura de Solo (ou Solos) com cimento. Para cada IH foram determinados valores estatísticos máximos e/ou mínimos para o Solo (ou Mistura de Solos), e para a respectiva Mistura com Cimento, no que diz respeito a: GR, LL e IP para o primeiro – e LL, IP, CBR e Expansão no CBR para a mistura com cimento.
Nos Silos da Usina de Solos colhe-se amostras representativas do Solo (ou da mistura de solos) sem cimento para os ensaios de GR (DNER-ME 80), LL (DNER-ME 122) e IP (DNER-ME 82) – amostragem essa correspondente aproximadamente no máximo a 300m de pista de BGMC (dependendo da homogeneidade).
Se em algum resultado individual se verificar (após a repetição de ensaios)


  • LL  44%




  • IP  19%




  • GR – fora de enquadramento, em qualquer peneira, na faixa granulométrica “alargada” (é a faixa especificada em 2.3. alargada do seguinte modo: a) mantém-se o valor de 100%; b) até a peneira n0 10 inclusive diminui-se de 3 pontos percentuais o limite inferior e aumenta-se de 3 pp o limite superior; c) nas peneiras n0 40 e n0 200 o alargamento é feito com  2 pp).

A fiscalização interromperá a exploração da(s) jazida(s) e da Usina de Solos correspondentes para um estudo minucioso da(s) jazida(s) e, se for o caso, da proporção da mistura (sem cimento), substituindo-se o(s) material(is) por ventura já estocado(s). No caso de um único solo, se for constatado que a deficiência da Jazida de Solos correspondente se verifica apenas devido a uma pequena zona restrita (que será isolada) ou a uma escavação de fundo de jazida (que será evitada), a Jazida de Solos será liberada, e em caso contrário abandonada. No caso de uma mistura de solos, verifica-se cada Jazida de Solos (um Areal é Jazida de Solos) e a proporção das misturas e toma-se as providências cabíveis.


6.1.5. Controle da Granulometria (GR), do Limite de Liquidez (LL) e do Índice de Plasticidade (IP = LL – LP) da Mistura com Cimento

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Na Pista serão colhidas para cada IH com espaçamento máximo de 300m, amostras da Mistura com Cimento já na faixa de umidade de compactação hc e imediatamente antes da compactação, para os ensaios de GR, LL e IP e Equivalente de Areia (EA – DNER-ME 54).
Calcula-se os valores de Xmin e Xmáx pelas seguintes fórmulas:
Xmáx = onde:
Xmáx =

para cada N  9 amostras correspondentes a um segmento examinando do IH (uma certa Mistura com Cimento com um extensão máxima de 2.700m).

Se, no segmento examinado:


  1. Xmin e Xmáx (GR) estão enquadrados nas faixas granulométricas definidas em 2.4.




  1. Xmáx (LL)  25%




  1. Xmáx (IP)  6%

então o segmento examinado está “aprovado” (AP) no que diz respeito a GR, LL e IP.


Se tal não se verifica, mas:
a granulometria se encontra enquadrada na faixa granulométrica com limites alargados e


  • Xmin (CBR)  45% (para Acessos N  5 x 105 ) (para compensar a

granulometria)


  • Xmin (CBR)  65% (para N  5 x 106)




  • Xmin (CBR)  85% (para N  5 x 106)

obtidos para o segmento examinado (ver ítem 6.1.6), o segmento examinado no que diz respeito a GR está “aprovado sob reserva” (APSR).


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b) O EA 30%


O segmento examinado é considerado “aprovado sob reserva” (APSR) no que diz respeito ao LL e IP.
Só serão admitidos no máximo

2 (APSR) consecutivos e

4 (APSR) consecutivos ou não.
Exauridos esses limites o segmento examinado é considerado “não aprovado” (NAP).
Todo o segmento examinado (NAP), compactado ou não, deve ser substituído.
6.1.6. Controle do Índice Suporte Califórnia (CBR) e da Expansão (no CBR)
Aproximadamente nos mesmos pontos onde foram colhidas as amostras para ensaios de GR, LL e IP serão colhidas na pista, imediatamente antes da compactação e após a verificação e provação do teor de umidade na pista, amostras para CBR com expansão (na energia do Projeto ou do item 6.2.2) a cada no máximo 300m, enviadas para o Laboratório de Campo em sacos plásticos (teor de umidade constante). Para N = 9 amostras correspondentes a um segmento pertencente a um determinado IH (um certo material) de no máximo 300m x 9 = 2.700m de extensão, faz-se os cálculos para os valores estatísticos já definidos com as fórmulas já apresentadas. A cada IH deve corresponder no mínimo N = 9 amostras.

Se Xmin (CBR) e Xmax (Expansão) obedecem as inequações:


Xmin(CBR) =  40% (Acessos N  105)

 60% (N  5 x 106)

 80% (N  5 x 106)

e

Xmax(Expansão) =   0,5%


O segmento examinado é considerado “aprovado” (AP).
Se as inequações acima não forem satisfeitas pode-se, intercalar mais 8 amostras tiradas na Pista (provavelmente já compactada) entre as 9 já tiradas e ensaiadas. Refaz-se os cálculos com N’ = 8 + 9 = 17 ensaios e se as inequações acima forem satisfeitas o segmento examinado é considerado (AP) quanto ao CBR e Expansão.
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Em caso contrário o segmento examinado é declarado “não aprovado” devendo seu material ser substituído (inclusive com adição de materiais). Neste caso, deve-se novamente e do mesmo modo executar ensaios de: GRLLIPCBR/ExpansãoEA (se necessário).
6.2. Execução
A condição essencial para garantir uma boa execução é que o Grau de CompactaçãoGC atinja o mínimo especificado.
Pode-se evitar aborrecimentos e prejuízos evitando-se levar para a pista materiais fora do especificado, ou seja fiscalizando-se a Exploração de Jazidas, conforme detalhado a seguir.
6.2.1. Exploração de Jazidas de Solos
A Fiscalização manterá permanentemente na obra um “Fiscal de Jazida” que visitará, em todos os dias trabalháveis, as Jazidas de Solos, observando o modo de exploração e a natureza dos materiais obtidos. Cuidados especiais serão dedicados a evitar que sejam cavados “fundos de jazidas” com solos diferentes dos indicados no Projeto.
O “Fiscal de Jazida” deverá impedir que materiais suspeitos sejam transportados para a Pista. Quaisquer fatos considerados graves deverão ser comunicados ao “Engenheiro Fiscal”, que ajuizará sobre a necessidade ou não de suspender os serviços de exploração, e que tomará as providências julgadas cabíveis.
6.2.2. Determinação no Campo da Faixa de Umidade de Compactação e da Ds,máx Considerada Padrão.
Para a Base Granular Melhorada com Cimento o Projeto deve definir, entre outras, as seguintes características:


  1. a Energia de Compactação (número de golpes) – En;




  1. a Faixa de Umidade de Compactação (hot – x)% a (hot + y)%




  1. a Massa Específica Aparente Seca Máxima (Ds,máx).

Nota: A Massa Específica Aparente Seca MáximaDs,máx embora também definida no Projeto deve, para uma melhor precisão da determinação do Grau de Compactação (GC), ser determinada no Campo.


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Se não houver definição de Projeto no que se refere a a) e b), deve-se assim proceder:


  1. No início dos Serviços, quando a Usina de Solos já tiver sido testada com o teor de cimento indicado no Projeto e houver uma quantidade razoável de material enleirado com 3 dias de cura solta, colhe-se uma amostra na leira para a obtenção de 3 curvas de compactação/CBR com 5 pontos cada como no DNER 49 porém com as umidades determinadas com o Speedy (DNER-ME 52) ou com o alcool (DNER-ME 88), cada uma obtida com a energia En respectivamente com os seguintes números de golpes: 26 (PI), 39 (1,5 x PI) e 55 (PM). A Fiscalização seleciona uma das 3 energias levando em conta o CBR conveniente, definindo-se assim En.




  1. A curva de compactação/CBR selecionada em A permite definir o teor ótimo de umidade hot (correspondente a Ds,máx), geralmente adotando-se para faixa de umidade de compactação para o Controle Tecnológico (hot – 2,0)% a hot + 0,5)%, ou de preferência, obtendo-se os valores de x e y das curvas Ds x h e CBR x h (note-se que na fig. 10 do DNER-ME 49/74 os máximos de Ds e CBR ocorrem para um mesmo hot, enquanto usualmente o CBRmáx ocorre para um h hot). Ao fixar x e y a Fiscalização levará em conta as seguintes restrições:

X 0,5%, y 0,5% e 2,5% (x + y) 3,5%.


  1. A curva compactação/CBR obtida em A define a Ds,máx padrão tomada como referência para o Grau de CompactaçãoGC para no máximo os 500m ou os 100m iniciais de pista (dependendo da homogeneidade da BGMC).

A curva de compactação (sem CBR) com a En escolhida será repetida para aproximadamente cada 500m (0,5km) de extensão de BGMC ou a cada 100m (0,1km) se for notada heterogeneidade no material, definindo-se assim o domínio da Ds,máx padrão para um segmento uniforme de determinada dimensão.


6.2.3. Controle do Teor de Umidade de Compactação (hc)
Serão feitas n determinações aleatórias de hc imediatamente antes da compactação de um segmento uniforme a compactar ao qual corresponde a uma faixa de umidade de compactação (hot – x)% a (hot + y)% definida no Projeto ou como no ítem 6.2.2, sendo nextensão do segmento em metro/100, com 2  n  . Determina-se hc com o mesmo método usado em 6.2.2 (Speedy ou


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alcool) e se hot for definido em Projeto (em estufa) deve-se fazer a correlação com o Speedy ou com o alcool.
Só será permitida a compactação do segmento se todos os hc estiverem no intervalo definido no Projeto ou no ítem 6.2.2.
6.2.4. Controle do Grau de Compactação – GC
GC é definido como a relação percentual entre a massa específica aparente seca (Ds), geralmente chamada de “densidade aparente seca”, e a massa específica aparente seca máxima Ds,máx (ou “densidade aparente seca máxima”).

Ds – obtida ïn situ” (DNER-ME 92, frasco de areia – speedy ou alcool, o adotado em 6.2.2).

Ds,máx – obtida como em 6.2.2 (para o segmento uniforme a compactar)



A cada no máximo 100m de pista, na ordem: bordo direito – eixo – bordo esquerdo – bordo direito, etc., a 40cm do bordo da plataforma de Base determina-se a Ds “in situ” e considerando-se a Ds,máx correspondente (a pertencente ao segmento uniforme a executar no qual se faz a determinação de Ds “in situ”) determina-se o GC.


Para que uma certa extensão de Base Granular Melhorada com Cimento seja considerada “aprovada” (AP) é necessário que em todos os seus N pontos ensaiados tenha-se GC  100% . Em caso contrário a extensão de BGMC é considerada não aprovada (NAP), não sendo liberada a execução da camada sobrejacente. Nesse caso, o Engenheiro Fiscal mandará repetir os ensaios e, continuando a desaprovação dever-se-á escarificar e recompactar a extensão de influência de cada ponto considerado deficiente, todos os ônus por conta da Construtora.
Após a obtenção de cada N = 9 resultados, calcular-se-á o desvio padrão - considerando-se a compactação homogênea se s  1,6 .
Se após 4 conjunto de N = 9 resultados, consecutivos ou acumulados, a inequação acima não for satisfeita, o “Engenheiro Fiscal” paralizará o serviço de compactação e procederá a um minucioso exame dos equipamentos e da técnica de execução empregadas, tomando então as medidas julgadas cabíveis.


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6.2.5. Registro do Controle Tecnológico
Todos os resultados obtidos no Controle Tecnológico serão anotados, acompanhados das observações pertinentes à performance dos serviços, de modo que na conclusão da Pavimentação sejam preenchidas as fichas e gráficos de acordo com modelos fornecidos pelo DERT-CE, assinados pelo Engenheiro Fiscal e pelo Engenheiro Encarregado da Construção.
Para cada tipo de mistura com cimento (que define um IH) deverão ser calculados estatísticamente todas as características obtidas nos ensaios, de modo se poder compará-las com as do Projeto.
O Registro Tecnológico é muito importante para o Gerenciamento do Pavimento.

7. CONTROLE GEOMÉTRICO E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO



7.1. Controle de Cotas
Após a execução da Camada de Base Granular Melhorada com Cimento, proceder-se-á a relocação e o nivelamento do eixo, dos bordos da pista de rolamento e dos bordos da plataforma (5 pontos por estaca) para a determinação das cotas de Execução que deverão ser comparadas com as cotas do Projeto.
No caso de rodovia com mais de duas faixas de tráfego, o controle de cotas da Base Granular Melhorada com Cimento será feito nos bordos de cada faixa de tráfego.
Não será tolerado nenhum valor individual de cota fora do intervalo (C – 2,0)cm e (C + 2,0)cm, sendo C a cota do Projeto para o ponto considerado. O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.
No caso do Revestimento ser um Tratamento Superficial, exige-se uma Base mais bem “acabada” geometricamente, passando a tolerância de cotas por ponto individual para (C – 1,5)cm e (C + 1,5)cm.
Se a Base Granular Melhorada com Cimento não atender ao controle de cotas, ela deverá ser refeita.

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7.2. Controle de Espessura
A espessura da Camada de Base Granular Melhorada com Cimento será controlada no eixo e nos bordos da pista de rolamento, por comparação entre as cotas dos pontos correspondentes, nivelados na camada subjacente e as da base recém executada.
Serão admitidas as seguintes tolerâncias:


  1. Para o valor individual de espessura: o intervalo (h – 2)cm a (h + 4)cm, sendo h = espessura do projeto.




  1. Para a espessura mínima estatística do segmento a ser controlado: hmin  (h – 1,0)cm, calculando-se hmin pela seguinte fórmula:



Hmin =



Onde: e




Sendo Xi = valor individual da espessura

N = número de valores (N  9)
Não será tolerado nenhum valor individual de espessura fora do intervalo especificado e de espessura mínima estatística inferior a espessura do projeto em mais de 1 centímetro. O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.
7.3. Controle da Largura e da Flecha de Abaulamento
Para cada estaca (de 20 em 20m) será determinada:


  1. largura da plataforma, com trena, a flecha de abaulamento, utilizando-se para tal o nivelamento feito para o controle de cotas.




  1. a flecha de abaulamento, utilizando-se para tal o nivelamento feito para o controle de cotas.


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O “serviço será aprovado”- (AP), quanto à largura e à flecha de abaulamento do Projeto, se para cada valor individual, os seguintes limites de tolerâncias “não forem ultrapassados”:


  •  10 cm quanto a largura




  • até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta.

O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.


8. MEDIÇÃO

A Base Granular Melhorada com Cimento será medida pelo volume (V) da camada concluída, em metros cúbicos, calculado pela seção do projeto.
V = Área da Seção do Projeto x Extensão Executada
Deverá ser especificado explicitamente no Projeto se a execução será efetivada com uma ou duas usinagens.


  1. PAGAMENTO

Os serviços serão pagos pelo Preço Contratual para o volume de Base Granular Melhorada com Cimento excetuado, medido conforme o ítem anterior, estando nele incluído todos os custos das fases de execução, tais como: utilização de equipamentos, veículos, ferramentas, praça de estocagem de material, mão de obra, encargos, transportes, impostos, eventuais, bem como a indenização de materiais e lucro.








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