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Estado do Ceará

Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes – DERT

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA SERVIÇOS E OBRAS RODOVIÁRIAS

DRENAGEM


DRENOS LONGITUDINAIS PROFUNDOS DERT-ES-D 06/00


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1. DEFINIÇÃO
Drenos Longitudinais Profundos se destinam a interceptar ou rebaixar o lençol freático em cortes em solo e em rocha. Trata-se da inserção de um meio poroso, com permeabilidade bem maior que os materiais do corte, de modo a captar a água e conduzí-la para fora deste segmento da rodovia.

2. MATERIAIS

Todos os materiais utilizados deverão atender integralmente às especificações em vigor para execução de obras de Drenagem a saber:
2.1. Material Filtrante
Como material filtrante será utilizado areia natural quartzosa isenta de impurezas e orgânicas e torrões de argila, e/ou material artificial proveniente de britagem.
A granulometria do material filtrante deverá ser verificada segundo critérios de dimensionamento de filtros aprovados pela Fiscalização, para que se ateste a sua adequação face aos solos envolventes, tendo em vista os aspectos de colmatação e permeabilidade.
2.2. Material Drenante
Como material drenante poderão ser utilizados produtos resultantes da britagem e classificação de rocha sã, areias e pedregulhos naturais ou seixos rolados, desde que isentos de impurezas orgânicas e torrões de argila.
A granulometria do material drenante deverá ser verificada ou projetada segundo critérios de dimensionamento de drenos aprovados pela Fiscalização, para que sejam atendidas as seguintes condições:
1a) O material drenante não seja colmatado pelo material envolvente, seja ele o material filtrante ou um solo;
2a) A permeabilidade do material drenante seja satisfatória;
3a) Os fragmentos do material drenante não sejam pequenos a ponto de bloquear ou se infiltrarem no interior de tubos de concreto perfurados, quando estes forem previstos.

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2.3. Tubos de concreto Poroso e Perfurados
Os tubos de concreto poroso e perfurados terão diâmetro mínimo interno de 20cm.
Os materiais a serem utilizados na confecção dos tubos de concreto deverão atender, no que couber, ao previsto nas seguintes especificações:


  • Tubos de concreto perfurados: “Tubos de Concreto Simples de Seção Circular para Águas Pluviais”, da ABNT, e AASHTO M 175.




  • Tubos de Concreto Poroso: AASHTO M 179

Em qualquer caso, a resistência à compressão diametral mínima de ruptura dos tubos empregados deverá ser superior a 16KN/m, quando determinada segundo os ensaios definido na ABNT NBR 6584.


Os tubos porosos serão confeccionados com concreto em que a participação de agregado miúdo é mínima. Sua permeabilidade, deve assemelhar-se, portanto, a do agregado graúdo que entra na composição do concreto utilizado.
2.4. Concreto para as Saídas
O concreto utilizado nas saídas deverá ser dosado experimentalmente para uma resistência característica à compressão (fck)min., aos 28 dias de 11MPa, devendo ser preparado de acordo com o prescrito nas normas ABNT NB-6118 e ABNT NB 7187. Deverão ser seguidas ainda, as seguintes especificações:


  • Cimento: DNER-ME 36 – “Recebimento e Aceitação de Cimento Portland Comum e Portland de Alto Forno”.




  • Água: DNER-ME 34 – “Água para Concreto”.




  • Concreto e Argamassas: DERT-OA 02/00 – “Concretos e Argamassas”.




  • Formas: DERT-OA 04/00 – “Formas e Cimbres”.


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3. EQUIPAMENTOS

A escavação de valas será executada mediante a utilização de equipamentos adequados tais como: compressor de ar, perfuratriz manual, rompedor, carregadeira

frontal de pneus e caminhão basculante, complementados com o emprego de ferramentas em serviços manuais.

Para a compactação dos materiais de enchimento da vala serão utilizados soquetes manuais. Opcionalmente, poderão ser utilizados soquetes mecânicos, a critério da Fiscalização.


4. EXECUÇÃO



As etapas a serem seguidas na execução dos drenos longitudinais profundos, para subleito em solo ou rocha, são as seguintes:
1a) Abertura das valas, no sentido de jusante para montante, atendendo às dimensões estabelecidas no projeto. A declividade longitudinal mínima do fundo das valas deverá ser de 0,5%. Será utilizado processo de escavação compatível com a dificuldade extrativa do material;
2a) Disposição do material escavado, em local próximo aos pontos de passagem, de forma a não prejudicar a configuração do terreno e nem dificultar o escoamento das águas superficiais; e
3a) Preenchimento das valas no sentido de montante para jusante, com os materiais especificados no projeto, atendendo às seguintes particularidades.
4.1. Drenos Contínuos com Tubo Poroso
Os drenos profundos contínuos aqui considerados serão preenchidos unicamente com material filtrante, sendo equipados com tubos porosos de concreto e opcionalmente com selo superior. O preenchimento da cava obedecerá às seguintes etapas:




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Assentamento e rejuntamento dos tubos com argamassa de cimento-areia, traço 1:4, o “macho” do encaixe deverá ser sempre posicionado do lado de montante;


  • Complementação do enchimento da cava com o material filtrante, compactado em camadas individuais de cerca de 20cm cada, até a cota especificada no projeto-tipo adotado. Cuidados especiais, deverão ser tomados, no sentido de manter a integridade dos tubos durante a compressão;




  • Aplicação e compactação do selo superior de argila, quando adotada a versão de dreno selado.


4.2. Drenos Contínuos Cegos
Estes drenos receberão apenas um material drenante para enchimento da vala. Esta versão é considerada adequada apenas para cortes em rocha sã, onde não existam riscos de colmatação do material granular empregado e a vazão seja moderada. O material drenante será compactado na vala em camadas individuais de cerca de 20cm, até a cota prevista no projeto-tipo adotado.
4.3. Drenos Contínuos com Tubo de Concreto Perfurado
Estes drenos serão constituídos por material drenante, envolvendo tubo de concreto perfurado. São considerados adequados para cortes em rocha sã, onde não existam riscos de colmatação do material granular empregado e a incidência de água freática seja elevada. As etapas executivas são as seguintes:


  • Preparo de uma camada de 10cm de espessura no fundo da vala, com o material drenante especificado, devidamente compactado;




  • Assentamento dos tubos com os furos voltados para baixo, e rejuntamento com argamassa de cimento-areia, traço 1:4;




  • Complementação do enchimento da vala com o material drenante, compactado em camadas individuais de cerca de 20cm cada;




  • Aplicação e compactação do selo de argila quando previsto.


4.4. Drenos Descontínuos com Materiais Granulares
Estes drenos são constituídos por tubo de concreto perfurado, envolvido por material drenante (material de proteção do tubo) e todo este conjunto protegido dos efeitos de colmatação por um material filtrante granular. As etapas executivas são as seguintes:

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  • Aplicação e compactação do material filtrante no fundo da vala;




  • Instalação de formas laterais provisórias que permitam a colocação dos materiais filtrantes e drenante sem que estes se misturem;




  • Aplicação e compactação do material drenante, entre as formas, até a cota correspondente à geratriz inferior do tubo;




  • Instalação do tubo de concreto perfurado com os orifícios voltados para baixo e rejuntamento com argamassa de cimento-areia, traço 1:4;




  • Complementação do enchimento da porção entre formas com o material drenante, e da porção externa às formas com o material filtrante. Aplicar compactação leve;




  • Compressão, com soquetes manuais, da superfície dos materiais filtrantes e drenante;




  • Complementação do enchimento da cava com o material filtrante, compactado em camadas individuais de cerca de 20cm cada;




  • Aplicação e compactação de selo de argila, quando previsto.


4.5. Drenos Descontínuos com Manta Sintética e Material Granular


  • Aplicação da manta, fixando-a nas paredes e na superfície adjacente à vala com grampos de ferro de 5mm dobrados em “U”;







  • Instalação dos tubos perfurados (quando previstos) com os furos voltados para baixo, e rejuntamento com argamassa de cimento-areia, traço 1:4;




  • Complementação do enchimento da vala com o material drenante especificado, compactado em camadas individuais de no máximo 20cm;




  • Dobragem e costura da manta com sobreposição transversal de cerca de 20cm, complementando o envelopamento. Impor sobreposição da manta nas emendas longitudinais de pelo menos 20cm com costura, ou 50cm, sem costura;




  • Aplicação e compactação do solo de argila, quando previsto.


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4a) Execução das saídas de concreto de acordo com o projeto-tipo adotado. Nas saídas dos cortes os drenos devem ser defletidos em cerca de 450, com raio da ordem de 5m, prolongando-se no mínimo 1m além do off-set do aterro anexo l Executar, se necessário, escavação que garanta adequado fluxo às águas dispostas pelo dreno.


  1. PROTEÇÃO AMBIENTAL

5.1. Durante a execução dos drenos longitudinais profundos deverão ser observadas as seguintes recomendações:


5.1.1. Todo o material excedente de escavação ou sobras, deverá ser removido das proximidades dos drenos de modo a não provocar a sua colmatagem, cuidando-se ainda, que este material não seja levado para os dispositivos de drenagem superficial;
5.1.2. Nas saídas dos drenos deverão ser executadas obras de proteção, de modo a não promover erosão nas vertentes ou assoreamento de cursos d’água;
5.1.3. Deverá ser verificada a estabilidade dos maciços onde são implantados os drenos longitudinais profundos, impedindo que ocorram escorregamentos ou desagregação dos taludes;
5.1.4. Durante a execução das obras deverá ser evitado o tráfego desnecessário de equipamentos ou veículos por terrenos naturais, de modo a evitar a sua desfiguração;
5.1.5. Nas áreas de bota-fora ou empréstimos ou ao longo das valas de saída que se instalam nas vertentes, onde são necessárias as realizações de drenos, deverá ser evitado o lançamento de materiais de escavação que possam afetar o sistema de drenagem superficial.


  1. CONTROLE



6.1. Controle Geométrico
O controle geométrico consistirá no nivelamento do fundo das valas e na determinação das dimensões das mesmas. Serão ainda verificadas as dimensões

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das bocas de saída e dos tubos empregados, estes à razão de 4 tubos por 1.000m de drenos.
6.2. Controle Tecnológico


  1. Materiais Filtrantes e Drenantes

Serão efetuadas análises granulométricas dos agregados empregados, à razão de 1 ensaio para cada 1.000m de drenos executados. As condições de compactação serão controladas visualmente.




  1. Selo

As características do material argiloso utilizado como selo, quando previsto, serão avaliadas em base tácteis e visuais. Não poderão ser utilizados, nesta função, materiais arenosos, materiais pedregulhosos permeáveis e não coesivos, ou materiais argilosos expansivos.




  1. Tubos

Serão formadas amostras dos tubos empregados à razão de 4 tubos por 1.000m de dreno. As características externas destes tubos serão apreciadas visualmente. Deverão ser ainda executados os seguintes ensaios para cada amostra, previamente à execução do dreno:




  • Um ensaio à compressão diametral (NBR 6584 da ABNT)




  • Um ensaio expedito de permeabilidade, de acordo com o seguinte roteiro:

10) Preparar sobre uma superfície plana uma camada de argamassa de cimento-areia, traço 1:3, em espessura de 5cm e com área pouco superior à da seção do tubo a ensaiar;


20) Instalar o tubo na posição vertical sobre a argamassa recém - espalhada, assegurando a vedação de sua porção inferior;
30) Após curada a argamassa, verter no interior do tubo quantidade de água equivalente ao seu volume interno;
40) Avaliar o tempo necessário ao total escoamento da água parâmetro este que servirá para inferir a permeabilidade dos tubos utilizados.

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  1. Bocas e Saídas

Serão realizados rompimentos de corpos de prova à compressão simples, aos 7 dias de idade, de acordo com o previsto na NBR 5739, para controle assistemático. Para tal, deverá ser estabelecida, previamente, a relação experimental entre as resistências à compressão simples aos 28 e aos 7 dias.




  1. Manta Sintética

As características das mantas sintéticas serão apreciadas em bases visuais e através de testes expeditos de campo de sua resistência à tração.


6.3. Aceitação
O serviço será considerado aceito desde que sejam atendidas as seguintes condições:
1a) As dimensões das valas não difiram das de projeto de mais de 5% em pontos isolados, e a declividade longitudinal não seja inferior a 0,50%;
2a) Os agregados empregados apresentem composição granulométrica contida na faixa definida no projeto;
3a) O material do selo, quando empregado, seja julgado satisfatório em termos de qualidade;
4a) As condições de compactação sejam julgadas satisfatórias;
5a) Os tubos utilizados não apresentem variações em quaisquer dimensões maiores do que as indicadas a seguir:

  • Comprimento............................................2cm/m

  • Espessura do tubo...................................0,2cm

6a) Não ocorram imperfeições na mistura ou moldagem dos tubos e nem trincas que possam afetar a sua resistência ou durabilidade;


7a) A resistência a compressão diametral mínima de trinca dos tubos seja de 16KN/m;
8a) A permeabilidade dos tubos porosos avaliada no ensaio expedito de canteiro seja julgada satisfatória;

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9a) As características de resistência das mantas sintéticas sejam julgadas satisfatórias;
10a) A resistência à compressão simples estimada (fck)est., determinada segundo o prescrito na ABNT NBR 5739 para controle assistemático, seja superior à resistência característica especificada para o concreto das bocas de saída.

7. MEDIÇÃO

Serão medidos, separadamente, os seguintes ítens:



  1. Drenos Longitudinais Profundos:

A medição será efetuada, de acordo com o tipo de dreno empregado, pela determinação da extensão executada, expressa em metros lineares.




  1. Bocas de saída de concreto:

A medição consistirá na determinação do número de unidades executadas, em função do tipo empregado.




  1. Manta Sintética:

A medição será efetuada em metros quadrados por tipo de manta aplicada. Desde que estabelecida no Projeto a quantidade de metros quadrados de manta por metro linear de Dreno Longitudinal Profundo, a medição da manta poderá ser incluída na medição do dreno (letra b), a critério do Contrato.




  1. PAGAMENTO




  1. Drenos Longitudinais Profundos:

O pagamento dos drenos será efetuado, após medição, com base no preço contratual para cada tipo de dreno. O preço contratual remunera todas as operações, escavação e remoção de materiais independente da sua ategoria, mão de obra, equipamentos e ferramentas, materiais, transportes, encargos e eventuais necessários à completa execução dos serviços.



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  1. Drenos Longitudinais Profundos:

O pagamento dos drenos será efetuado, após medição, com base no preço contratual para cada tipo de dreno. O preço contratual remunera todas as operações, mão de obra, equipamentos e ferramentas, materiais, transportes, encargos e eventuais necessários à completa execução dos serviços.




  1. Bocas de Saída de Concreto:

O pagamento das bocas de saída dos drenos longitudinais profundos será feito, após a medição, com base no preço contratual, para o tipo de boca empregado. O preço contratual remunera todas as operações, mão de obra, equipamentos e ferramentas, materiais, transporte, encargos e eventuais necessários à completa execução do serviço.




  1. O pagamento da manta sintética será feito, após a medição, com base no preço contratual que remunera todas as operações, mão de obra, equipamentos e ferramentas, materiais, transporte, encargos e eventuais necessários à completa execução dos serviços. O preço da manta, desde que o seu consumo seja proporcional ao comprimento do Dreno, poderá ser incluído no preço contratual dos Drenos Longitudinais Profundos (letra b), a critério do Contrato.


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