Sete vidas (seven pounds)



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Informações de Produção
Em 7 dias, Deus criou o mundo. Em 7 segundos, eu destruí o meu.”

-- Ben Thomas, Sete Vidas

Do diretor de À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness) e estrelada pelo indicado a dois Oscars®, Will Smith, chega uma história perturbadora e de grande suspense emocional sobre um homem com um segredo que o persegue e que decide se redimir mudando drasticamente as vidas de sete completos desconhecidos. Depois que seu plano é posto em andamento, nada pode alterá-lo. Ou era o que ele pensava. Pois o que Ben Thomas nunca esperava era se apaixonar por uma dessas desconhecidas – e ela é que começasse a transformá-lo.
Um mistério intrigante e uma história de amor surpreendente, Sete Vidas (Seven Pounds) levanta questões perturbadoras acerca da vida e da morte, arrependimento e perdão, estranhos e amizades, amor e redenção – e explora as relações que unem os destinos das pessoas de modos surpreendentes.
Tudo começa com uma lista de sete nomes: Ben Thomas, Holly Apelgren, Connie Tepos, George Ristuccia, Nicholas Adams, Ezra Turner e Emily Posa. A única coisa que eles têm em comum é o fato de todos terem chegado a um momento decisivo em suas vidas em que precisam desesperadamente de ajuda – financeira, espiritual ou médica -- e, sem que eles saibam, também o fato de cada um deles ter sido escolhido por Ben para ser parte do seu plano de redenção. Mas é Emily Posa (Rosario Dawson), uma paciente cardiopata cheia de vida, quem trava suas engrenagens ao fazer a única coisa que Ben julgou impossível – aproximar-se dele – e quem vira ao avesso a sua visão do mundo e do que é possível.
Columbia Pictures apresenta, em associação com a Relativity Media, uma produção Overbrook Entertainment Escape Artists, um filme de Gabriele Muccino, Sete Vidas (Seven Pounds). O filme é estrelado por Will Smith, Rosario Dawson, Michael Ealy, com Barry Pepper e Woody Harrelson. Dirigido por Gabriele Muccino, é produzido por Todd Black, James Lassiter, Jason Blumenthal, Steve Tisch e Will Smith. O roteiro é de Grant Nieporte. Os produtores executivos são David Crockett, David Bloomfield, Ken Stovitz e Domenico Procacci. O diretor de fotografia é Philippe Le Sourd. O desenhista de produção é J. Michael Riva. O montador é Hughes Winborne, A.C.E. A figurinista é Sharen Davis e a trilha é de Angelo Milli.

Sobre a Equipe Técnica

Em 2006, com À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness), o diretor Gabriele Muccino e o astro Will Smith contaram uma história extraordinária de um pai sem-teto que tem a coragem de reconstruir a sua vida e se tornar um empresário de sucesso contando somente com a sua própria determinação, esperança e amor. O filme foi um grande sucesso, conquistando o público e elogios da crítica, além de indicações ao Oscar® e ao Globo de Ouro® para o desempenho profundamente comovente de Smith.


Agora, a alquimia de outra história original, comovente e instigante reúne esses artistas no novo longa-metragem, Sete Vidas (Seven Pounds), a envolvente história de amor entre Ben Thomas, um homem em vias de fazer algo extraordinário por sete estranhos, e Emily Posa, uma das sete pessoas desconhecidas que acaba por mudar a vida dele, algo que definitivamente não estava nos seus planos. O que atraiu tanto o diretor quanto o astro foi a oportunidade de criar uma história de amor cinematográfica diferente, não só sobre um romance profundo e imprevisível, mas também sobre a grande força redentora do amor altruísta.
“A história me atraiu porque mostra uma jornada misteriosa que é, em si, uma declaração de amor”, afirma Muccino. “Para mim, é sobre um homem obcecado pela perda, que tem uma segunda chance inesperada de uma nova experiência na vida. É uma história desafiadora e perturbadora, com altas doses de emoção. E a troca rica e poderosa deste filme somente poderia ter a acontecido com Will Smith.”
Smith sente a mesma coisa. “O conceito do roteiro me impressionou”, conta ele, “pela premissa da busca de um propósito, da necessidade humana premente de dar algum significado às nossas vidas. Trata-se de uma história de amor incrivelmente moderna que acho que ninguém nunca viu antes. E a equipe dirigida pelo Gabriele tem um grande entendimento acerca da emoção humana – todos sabem onde achá-la e como nutri-la. Eu percebi que, com tudo isso num mesmo pacote e somando-se talentos como Rosario Dawson e Woody Harrelson, seria a receita perfeita do sucesso.”
E Smith continua: “Também representou para mim mais uma oportunidade de contar uma história sobre uma questão humana básica que continua a me fascinar: como nós, seres humanos, superamos grandes traumas? Como fazemos para prosseguir com as nossas vidas quando tudo dá errado? Inserido nessa linha, Sete Vidas (Seven Pounds) é uma história redentora, com final realmente inesperado.”
O roteirista Grant Nieporte observa que ele vê a urgência da busca de Ben pela redenção pessoal como algo maior – como uma história de amor nada convencional que ampliou seus horizontes para muito além do que ele esperava.
“A história começou para mim como um suspense, mas indiretamente acabou se tornando uma história de amor tão surpreendente para o público quanto para o próprio Ben”, afirma Nieporte. “O único objetivo de Ben é tentar encontrar pessoas honestas e boas para ajudar, mas, ao longo do processo, ele se vê numa situação na qual jamais havia se imaginado, isto é, a de ser seduzido e atraído por Emily e passar a ter sentimentos muito intensos por ela. Ele se julga basicamente morto para o mundo, mas quando a conhece, nada mais é o mesmo. Achei interessante essa casualidade: quando ele finalmente encontra essa mulher tão incomum que pode trazê-lo de volta à vida e abrir seu coração, ele precisa tomar a difícil decisão que fecha o ciclo da história.”
Quando os produtores Jason Blumenthal, Todd Black e Steve Tisch, da Escape Artists, que também produziu À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness), receberam o roteiro de Nieporte, ele se sobressaiu como algo raro atualmente em Hollywood: uma história até então inédita para eles. Blumenthal relembra: “No instante em que eu li o roteiro, vi que tínhamos algo muito especial. Era diferente de tudo o que eu já tinha lido e visto. É intrigante ver seu o profundo mistério ir se descortinando diante dos nossos olhos. Ele começa como um auditor da Receita Federal que está fazendo algo que a maioria dos espectadores do filme achará bizarro — ele vai atrás de pessoas que pretende ajudar. E ao longo do filme, descobrimos os motivos que o levam a isso, e aí ele se torna uma incrível história de amor.”
E Black acrescenta: “A história de amor já permeava a trama organicamente e achamos emocionante a idéia de contarmos uma história de amor única em 2008. Nós queríamos muito produzir o filme.”
Blumenthal, Black e Tisch também intuíram que seria o projeto ideal para reunir a equipe tão bem sucedida e tão bem integrada de À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). “Nós conseguimos Will Smith para À Procura da Felicidade porque o material era muito bom”, conta Tisch, “e assim como naquele caso, sentimos que Sete Vidas (Seven Pounds) daria a Will uma oportunidade única de interpretar um personagem que ele ainda não havia feito antes e de explorar um território novo e emocionante.”
Eles, então, levaram o roteiro de Sete Vidas (Seven Pounds) ao produtor James Lassiter, sócio de Will Smith na Overbrook Entertainment. Lassiter relembra que sua reação foi positiva e imediata. “Eu me empolguei com Sete Vidas pela sua história única sobre a perda, o sacrifício e a redenção”, atesta ele.
O protagonista, sobretudo, despertou o interesse de Lassiter em fazer o filme. “Trata-se de um personagem inteiramente original e que não se vê com freqüência no cinema”, prossegue ele. “Achei emocionante ter a chance de contar essa história – como produtor, não é uma oportunidade que aparece todos os dias.”
Com With Smith a bordo, houve um consenso semelhante quanto à escolha do nome de Gabriele Muccino, o diretor Italiano que fizera sua promissora estréia em Hollywood com À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness), para assumir novamente a direção. Muccino havia estabelecido uma parceria excepcional com Smith durante as filmagens de À Procura da Felicidade, chegando até a desenvolver uma espécie de comunicação taquigráfica com o ator. Porém, ainda mais importante, os produtores achavam que Muccino tinha a sensibilidade perfeita para lidar com a mistura de sentimentos de amor à flor da pele, mistérios humanos e questões transcendentais da vida, com honestidade e um estilo visual vibrante e criativo.
“Desde o princípio, eu sabia que o filme estaria em mãos hábeis com Gabriele na direção”, acrescenta Lassiter. “À Procura da Felicidade foi uma experiência muito gratificante para mim como produtor, então, fiquei empolgado em trabalhar com Gabriele novamente.”
Conhecido por seu método de ensaios intensivos e conversas investigativas para chegar ao coração dos personagens, o temperamento de Muccino casava com a intensidade do drama. “O que Gabriele fez com maestria foi evocar essa sensação visceral da história de amor”, conta Black, “transpondo-a à tela com paixão.”
“Gabriele faz um cinema muito especial, com uma energia e uma visão não tradicionais”, acrescenta Tisch. “E por ser a segunda vez que ele e Will trabalhavam juntos, tudo foi ainda mais intenso.”
Muccino também ficou entusiasmado em trabalhar com a equipe. “O que é extraordinário nessa equipe em particular é que eles me permitem manter meu estilo europeu fazendo filmes em Hollywood”, comenta o cineasta. “Quanto a Will, temos uma dose de confiança absurda um no outro e isso torna tudo possível. Eu diria que nunca trabalhei tão bem e com tanta facilidade com ninguém em toda a minha vida.”
Will Smith como Ben Thomas
Em Sete Vidas (Seven Pounds), Will Smith vive um homem à procura de sete almas perdidas e fazendo as pazes consigo mesmo. Motivado por um acidente trágico, Ben Thomas está numa missão de melhorar drasticamente as vidas de um grupo de completos desconhecidos. Mas embora Ben queira ajudar o mundo, ele também é um homem fechado, solitário, incapaz de se relacionar com essa mesma humanidade que ele procura ajudar – até que ele conhece Emily, que traz de volta a emoção e a alegria à sua vida, complicando tudo.
O papel era diferente de todos os que Smith já havia interpretado anteriormente em sua carreira consagrada como um dos astros mais populares e polivalentes de Hollywood, com dois desempenhos indicados ao Oscar®: no papel do icônico Muhammad Ali de Ali, de Michael Mann, e como o pai em dificuldades de À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). Smith diz ter ficado especialmente intrigado com as nuances do papel e com a transformação desse homem, que nem ele julgava possível.
“O interessante é que Ben começa a história como alguém que obviamente está tentando fazer ações amorosas, mas que não consegue se entregar à dor de realmente amar alguém”, explica o astro, “e aí, de repente, Emily o envolve. Ela o envolve daquele jeito que todos nós acabamos envolvidos – um dia você olha nos olhos de alguém e ela está diferente do dia anterior. A iluminação adquire um brilho e uma luz especiais, e você sente que a sua vida mudou.”
A vida de Ben muda inesperadamente – e essas mudanças internas e profundas estão no cerne do desempenho de Smith. “A parte delicada da história era mostrar exatamente como Ben está se sentindo quando põe seu plano em ação, mas é somente depois de conhecer Emily que ele começa a se tornar naturalmente mais abnegado. Esse pequeno desvio na estrada para a redenção é o que torna a história tão forte”, afirma ele.
Mesmo assim, o conflito entre os estilos do ator e do personagem e o completo confinamento emocional do qual Ben vai progressivamente se afastando no curso do filme foram coisas muitas vezes avassaladoras, admite Smith. “Ben é de tal modo diametralmente diferente de mim, com seus humores soturnos, que foi bem difícil conviver com seu estado emocional durante as filmagens”, conta o ator.
Em parte, o que sustentou Smith no momento mais negro da vida de Ben foi a forte química natural que se estabeleceu entre ele e Rosario Dawson. “Ela entendeu o coração e a humildade de Emily”, comenta Smith, “e é inspirador ver como a Rosario se abre ao longo do filme. Emily também é alguém traumatizada, mas ela reage ao trauma de modo completamente diferente do Ben. Ela ainda ri e sonha na vida, enquanto Ben há muito tempo se recusa até mesmo a imaginar a possibilidade de uma vida mais feliz. Acho que é isso o que o atrai em Emily. Ele não entende por que ela continua investindo na vida, e quanto mais ele testemunha isso, mais fica procurando entender.”
Acima de tudo, Smith se sentiu inspirado pela grandeza da história. “A história de amor entre Ben e Emily é linda, mas é apenas uma das suas inúmeras camadas. Para mim e para o Gabriele, Sete Vidas (Seven Pounds) não é somente sobre um homem e uma mulher que se encontram em um momento em que ambos estão em crise, mas uma história de amor entre um homem e a humanidade.”

Rosario Dawson como Emily Posa
Tendo Will Smith como o protagonista de Sete Vidas (Seven Pounds), os produtores procuraram, então, uma atriz para interpretar Emily. O diretor Gabriele Muccino sugeriu Rosario Dawson, que vem despontando como uma das estrelas de cinema mais requisitadas da atualidade, graças a filmes de ação como Controle Absoluto (Eagle Eye) e Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City) e dramas como O Preço de Uma Verdade (Shattered Glass) e A Última Noite (The 25th Hour). “Rosário tem uma vulnerabilidade tangível comparável à sua sensualidade”, observa Muccino. “Ela transmite inteligência – e essa inteligência me pareceu necessária para que acreditássemos que alguém como Ben pudesse ser resgatado por uma mulher como Emily.”
Dawson batalhou pelo papel. “Era um dos melhores roteiros que eu já tinha lido na vida e ponto final”, declara. “Logo que o li, eu adorei a personagem e vi que era uma jornada que eu queria empreender. Os personagens me emocionaram muito com a sua autenticidade. Todos eram pessoas incrivelmente reais. Por isso, eu fiz audições feito uma louca e ralei até ter a certeza de que eu estaria no filme.”
Audições essas que logo convenceram o restante da equipe. Segundo Steve Tisch, “nos testes de Rosario com Will, era sensacional vê-los juntos na tela. Havia uma vulnerabilidade, uma sinceridade, você se relaciona com eles, enquanto eles se relacionavam entre si – a química era fantástica.”
Uma vez no set, Dawson encarou o desafio. “Acho que a corda bamba da personagem era tentar fazê-la o mais genuína possível. O que o filme tenta, basicamente, é muito sutil e poderoso, e o segredo disso é deixar que o público acredite na realidade daquelas pessoas”, explica ela. Muccino tornou tudo mais fácil, elogia. “Ele deve ser a pessoa mais emotiva, sem contar o diretor mais emotivo, que eu já conheci”, sugere. “E isso foi simplesmente vital para o projeto.”
Como também a afinidade da atriz por Emily. “Eu adorei o fato de Emily ser teimosa e independente. Adorei ela ser uma sobrevivente e sempre dar um jeito nos cuidados consigo mesma”, conta ela. “Mas agora ela começa a se sentir sozinha e tem consciência de que irá ficar cada vez mais aos cuidados de outras pessoas. Então, o desafio era mostrar essa solidão e, ao mesmo tempo também, sua curiosidade, no seu espírito jovial e na sua determinação inabalável em viver.”
Outro desafio da personagem Emily dizia respeito aos detalhes acerca da sua cardiopatia, com conseqüências sobre o modo como ela se movimenta, sobre a sua aparência, até o modo como ela respira. “Alguém na sua condição ficaria sem fôlego com muita freqüência, o que é uma experiência realmente penosa”, explica ela. “Mas eu queria passar uma sensação de que ela está o tempo todo andando na água, para enfatizar como isso é difícil para ela, enquanto, ao mesmo tempo, demonstra a sua determinação.”
E Dawson afirma ter se inspirado ainda mais contracenando com Will Smith. “Eu já tinha trabalhado com Will antes, mas fiquei impressionada com esta experiência”, afirma. “O modo como ele interpreta Ben, sem extravasar as emoções, foi uma escolha maravilhosa. Eu fiquei impressionada com a entrega de Will ao personagem.”
Assim como Smith, Dawson também vê a história de amor de Emily e Ben como parte de algo bem maior, e resume: “Eu vejo Sete Vidas (Seven Pounds) como sendo sobre vários tipos de amor diferentes: o amor com o qual se sonha, o amor que se precisa aceitar, amor por si, por desconhecidos e, acima de tudo, amor pela própria vida.”

O Elenco Coadjuvante
Ben Thomas começa sua busca de redenção com uma lista de sete nomes – cada um desesperado de alguma maneira e uma parte fundamental do seu plano. A lista inclui o nome de Ezra Turner, um pianista cego, vivido por Woody Harrelson, o ator versátil que transita com igual facilidade entre o drama e a comédia como ficou evidente, mais recentemente, no filme vencedor do Oscar®, Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men), e na comédia, Semi-Pro, ao lado de Will Farrell. Harrelson pode não parecer a escolha óbvia para um papel tão específico, mas tinha todas as qualidades que Muccino buscava. “Woody tem uma gentileza de alma que era crucial para Ezra, que é muito sensível, um sujeito fechado por causa da cegueira, mas com o coração pronto para abraçar a vida, o que Woody consegue transmitir”, afirma o diretor.
Harrelson se preparou em duas frentes para o papel pequeno, porém impactante: fez aulas com vários professores de piano e trabalhou com o Instituto Braille para aprender como se deslocar o mais corretamente possível no mundo sendo cego. “Uma das coisas que tornou o papel tão interessante foi o grupo de pessoas maravilhosas que conheci estudando piano e aprendendo a interpretar um personagem cego”, conta ele.
Harrelson admite que o papel foi um desafio, que ele superou graças à ajuda de Will Smith. “Lembro que, no meu primeiro dia no set, eu estava muito nervoso por interpretar um pianista, e aí o Will entrou, dando tapinhas nas costas de todo mundo e distribuindo abraços. E eu pensei: ‘É incrível que o maior astro do mundo seja um dos caras mais legais do mundo’ – e isso me deixou à vontade. E ele realmente agiu assim no set ao longo de toda a filmagem. Por outro lado, ele também era muito focado no trabalho e estava sempre disposto a tentar coisas novas, e acho que isso nos ajudou a extrair todo o conteúdo emocional da história.”
Harrelson também gostou de trabalhar com Gabriele Muccino no desenvolvimento de Ezra e no seu relacionamento com Ben, cuja natureza não é conhecida em sua íntegra até os momentos finais do filme. “Gabriele é um cineasta extremamente talentoso”, diz ele. “Ele realmente nos incentiva. É sempre direto e nos diz exatamente o que acha – e, de algum modo, ele sempre sabe o que pode tornar a cena melhor e destacar mais ainda o personagem.”
Outros personagens de apoio vitais que contracenam com Ben no filme são o seu irmão caçula, interpretado por Michael Ealy, indicado ao Globo de Ouro® com Sleeper Cell e cujos créditos cinematográficos incluem de Uma Turma do Barulho (Barbershop) e + Velozes, + Furiosos (2 Fast 2 Furious) ao longa-metragem de Spike Lee, Miracle at St. Anna; e ainda o melhor amigo de Ben, Dan, interpretado por Barry Pepper – indicado aos prêmios Globo de Ouro® e Emmy no papel de Roger Maris, no telefilme de Billy Crystal, 61, e reconhecido em filmes A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers), O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) e À Espera de um Milagre (The Green Mile).
O irmão do Ben, tão intimamente ligado à sua jornada de redenção e, no entanto, tão distante dele, passa a primeira parte do filme tentando desesperadamente se encontrar com Ben em pessoa. Ealy relembra como Will Smith teve a idéia de fazer a tensão emocional crepitar através das conversas telefônicas. “Quando nós ensaiávamos as nossas cenas juntos, alguma coisa não clicava, mas aí Will sugeriu que se estivéssemos conversando pelo telefone, a cena faria muito mais sentido. Nós testamos desse modo e, quando eu não o via, quando não podia ver as reações dele, isso criou toda a tensão natural de que precisávamos. Foi simplesmente genial.”
O papel, como tantos outros em Sete Vidas (Seven Pounds), envolveu toda uma vasta gama de emoções para Ealy. “Gabriele Muccino adora emoções conflitantes”, comenta Ealy. “Com o meu papel, a chave seria tentar equilibrar a raiva e o amor. Quando o irmão de Ben finalmente o confronta, é explosivo, apaixonado, mas há uma sensação de que só pode haver esse tipo de sentimento entre duas pessoas que realmente se preocupam profundamente com o bem-estar mútuo.”
Enquanto isso, Dan, o amigo mais antigo de Bem e também seu advogado, enfrenta o dilema de como ajudar Ben a concluir sua missão, que apesar de ser extraordinária, é, contudo, carregada de grandes questões morais e legais.  Acerca do papel, afirmou Pepper: “Dan está tentando apaziguar seus conflitos internos tanto espirituais quanto emocionais e profissionais. Ele vê o sofrimento que o amigo vem enfrentando e quer honrar seu pedido de auxílio, mas isso significa que ele acaba fechando um acordo para orquestrar a coisa mais difícil que ele poderia imaginar.”
Contracenar com Smith permitiu que tudo isso aflorasse naturalmente, afirma ele. “Will sempre procura a verdade”, observa Pepper.”  O que o torna um grande colega é sua presença e sua disponibilidade, não importa que a gente lhe dê em troco. Ele não precisa recorrer a recursos manjados para expressar suas emoções, ele simplesmente vive cada momento. Eu me emocionei com o roteiro porque ele lida com meus temas favoritos, aqueles que todo mundo adora, pois criam histórias atemporais – sacrifício, redenção, amor verdadeiro – mas é somente quando você vê como tudo vai se completar, com os demais atores e a visão do diretor, que você percebe que vai dar certo, e este filme foi eletrizante desde o momento em que eu pisei no set.”
O elenco escalado nos papéis dos demais integrantes da lista enigmática de Ben inclui a atriz mexicana Elpidia Carrillo (Nine Lives), como Connie Tepos (e a popular atriz infantil Madison Pettis, como sua filha), e Bill Smitrovich (Controle Absoluto /Eagle Eye), como George Ristuccia.

O Estilo de SETE VIDAS
As imagens de Sete Vidas (Seven Pounds) são permeadas por uma urgência e uma beleza crescente que Gabriele Muccino achava que dariam o que ele chama de “uma camada extra à narrativa” do filme. “Eu queria que o visual fosse estilizado”, afirma o diretor, “porque a mente do Ben está ligeiramente deturpada. Ele tem vivido dentro de uma bolha, e por isso enxerga o mundo de modo diferente – o mundo que o cerca é bonito, mas ele se sente distanciado dele. Ele vê outras pessoas vivenciando a beleza que ele não consegue sentir, até conhecer Emily.”
Na busca da estética adequada ao filme, Muccino recrutou o diretor de fotografia francês Philippe Le Sourd, que rodou recentemente a comédia romântica de Ridley Scott passada na Provença, Um Bom Ano (A Good Year). “Eu já tinha trabalhado com Philippe num comercial e o achei um cinegrafista inacreditavelmente talentoso”, conta Muccino. “Juntos, nós usamos quadros famosos como referência, e achei que o Philippe quase foi capaz de ‘pintar’ o filme. Ele começa com um universo onde tudo é desolado e sombrio, mas que acaba se transformando num mundo muito iluminado e colorido.”
Uma transformação semelhante é encontrada no trabalho do desenhista de produção Michael Riva, que trabalhou anteriormente com Muccino em À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). Riva explica: “Inicialmente, todo o desenho de produção é afetado pela visão de mundo de Ben, então, nós usamos uma palheta bem escura e distorcida e os detalhes dos sets eram desprovidos cor para apenas posteriormente explodirem em magentas vibrantes. Depois que Ben conhece Emily, tudo que é escuro e insípido vai se tornando cada vez mais colorido.”
Riva afirma ter se inspirado na adaptação cinematográfica visualmente espetacular de O Escafandro e a Borboleta (The Diving Bell and The Butterfly), dirigida pelo pintor Julian Schnabel no ano passado, bem como no filme francês da década de 60, The Things of Life, um retrato pungente do remorso de um homem, dirigido por Claude Sautet. “Ambos têm um lirismo e uma beleza que eu queria ver em Sete Vidas (Seven Pounds)”, explica ele.
Na cidade de Los Angeles, Riva também trabalhou em parceria com Muccino no desenvolvimento dos ambientes pessoais de cada personagem. “Emily e Ezra, por exemplo, têm ambientes com sua assinatura pessoal”, explica ele, “com texturas e climas diversos de acordo com suas personalidades distintas. Por isso, as cores na casa de Emily são muito vibrantes e ousadas, enquanto tudo ao redor de Ezra é muito espartano, organizado, simples e funcional.”
Uma cena em que a visão de Muccino, Le Sourd e Riva se casou com perfeição é o momento em que Ben e Emily conversam num prado aberto longe do burburinho da cidade. A cena era crucial ao projeto de Muccino para o filme, que incentivou sua equipe artística a criá-la exatamente como ele a havia imaginado. Riva relembra: “Gabriele nos disse que queria criar um clima típico da Toscana, romântico e sentimental, para a cena. Mas aqui nós estamos no meio de um deserto, e eu não conhecia nenhum lugar assim em Los Angeles! Nós procuramos incansavelmente. E, por incrível que pareça, encontramos um campo enorme e lindo, com uma relva alta, Charmlee Park, em Malibu – que era exatamente o que Gabriele queria.”
Acerca da seqüência, afirma o produtor, Jason Blumenthal: “É uma das cenas românticas mais bonitas que eu já vi. Os dois personagens nunca chegam a se tocar — essa é a força dessa ligação – entretanto, agora, nenhum de nós consegue imaginar o filme sem ela.”
Há muito, Muccino já intuíra que a cena no campo seria a engrenagem visual que move o romance entre Ben e Emily. Segundo ele, “para mim, era um modo de demonstrar toda a vida que cerca Ben e Emily, esses dois seres humanos perdidos em um momento de profunda beleza natural.”
Para toda a equipe de filmagem, a determinação de Muccino em obter o máximo de emoção e sentimento em todas as cenas se tornou uma fonte inesgotável de motivação. “Gabriele vivia constantemente dizendo aos produtores, a Will, Rosario e a todo o elenco e equipe técnica, ‘é uma história de amor acima de tudo, nunca percam isso de vista’”, relembra Todd Black. “E de fato, a cada curva, do modo como rodou o filme ao desenho de produção e à trilha que selecionou para o filme, em todas as coisas, ele volta sempre a contar uma história de amor.”
Muccino espera que a história de Sete Vidas (Seven Pounds) suscite tanto o lado pessoal quanto o mais universal do amor nos espectadores. E resume: “Espero que as pessoas saiam dos cinemas pensando em como a vida é única. Às vezes, nós não valorizamos a vida, e um filme pode nos lembrar de como tudo é mutável, frágil e efêmero – mas também mágico. Algumas vezes, uma história pode nos relembrar da beleza que nos cerca, das pessoas que nós amamos e das bênçãos que nos interconectam.”

Sobre o Elenco

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