Sobre a liçÃO: da leitura da aula ao dizer a aula



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SOBRE A LIÇÃO: DA LEITURA DA AULA AO DIZER A AULA
Fabiana Furlanetto de Oliveira Pavanelli – SEE/SP
Há ocasiões em que a aventura da palavra se dá em/num ato de ler em público. Em tais ocasiões, e especialmente quando esse ato de ler em público tem lugar em uma sala de aula, costumamos dizer que se trata de uma lição. Lição, lectio, leitura.

(Jorge Larrosa)

Desde o início do grupo de estudos e pesquisa, nossos encontros foram constituídos como espaço e tempo de leitura. Entre os muitos textos que lemos, decidiu-se que um deles deveria ser lido em casa, e tínhamos de trazer para discussão em um outro encontro. Tratava-se do capítulo seis do livro Pedagogia Profana, de Jorge Larrosa (2001b).

A idéia de ler Sobre a lição ou do ensinar e do aprender na amizade e na liberdade surgira porque eu estava lendo o livro e comentara com o grupo o estilo transgressor do autor e o modo bonito como ele escrevia sobre educação, formação e, principalmente, questões relativas à leitura e à literatura. Na ocasião, o grupo quisera aproximar-se da obra e achei que este capítulo seria interessante, para podermos pensar sobre as nossas aulas e como as construíamos.

No último encontro de abril, 30/04/2003, entreguei uma fotocópia do texto para cada professora. A idéia era conversarmos sobre o texto no quarto encontro (08/05/2003), mas só iniciamos a reflexão (em 22/05/2003) no quinto encontro do grupo. Neste dia, a interlocução foi iniciada com comentários de Cláudia sobre um projeto cuja temática era a imaginação, o que nos remetera a diversas histórias sobre livros e até filmes como Matrix (Warner Bros. Pictures) foram lembrados. Como havíamos nos comprometido com a leitura do texto, as enunciações sobre imaginação acabaram nos levando à lição (a que nos propuséramos), às leituras.

A seguir, o evento discursivo em que o grupo, na ocasião, com a minha presença e das professoras Ana Maria, Cláudia e Luciana; dialoga com o texto de Larrosa.


Intertextos: lendo o texto
Fabiana – Acho interessante pensar sobre o texto de Larrosa, mas acredito que sempre que vamos ler alguma coisa a gente precise saber quem é o autor, até para saber de que lugar ele fala. Este texto, como já disse é parte do livro Pedagogia Profana e eu gosto do jeito como a comentarista (Eliane Marta Teixeira Lopes) diz no verso da capa sobre um jeito de escrever diferente, de forma “indisciplinada, insegura, imprópria”. Larrosa é professor de Filosofia da Educação e Nietzsche é uma das suas fontes de inspiração. Ele é da Universidade de Barcelona. E aí, o que vocês acharam, quais as impressões?

Cláudia – Eu gostei do texto, eu não achei difícil. É importante você dizer isso pra nós, mas este texto me “pegou” porque ele diz tudo que eu acredito, sabe aquela coisa de que a minha verdade se encontra com outras verdades, quando existe em mim e é verbalizado por outra pessoa, foi assim que eu me senti enquanto lia o texto. É fácil a gente aceitar o que se diz quando parece que já existe em nós.

Ana Maria – Pra mim este texto é a história do óbvio, alguém pensou antes de mim e concretizou na escrita, como isto que a Cláudia está falando. Eu falava para os meus alunos que eu ficava intrigada: por que livro de auto-ajuda vende tanto? Talvez porque diga o que a gente já sabe.

Luciana – Mas é preciso que a gente leia para se encontrar, a gente não pratica, o texto é um intermediário até pra gente dizer no que acredita. Quanto mais a gente lê, mais a gente pensa no que fazer, porque são diferentes momentos. É a linguagem, é uma idéia que vai fazendo parte da vida da gente mesmo.

Fabiana – E o jeito que ele escreve, não é legal, trazer coisas de outros lugares para dizer e pensar sobre a lição, sobre a aula?

Ana Maria – Eu não agüento mais tanta leitura técnica, é “massante”.

Fabiana – Este texto seduz também porque não é linear, nós podemos ler de muitos modos, a gente consegue entrar no universo do texto.

Cláudia – É, não há um sentido único pra escola, pra aula, pra lição, pro aluno e pro professor...

Fabiana – Penso que nos constituímos entre outras coisas pelos textos que lemos. Mergulhamos nas leituras de textos e mundos, ensinamos e aprendemos. Quando estou dando aula, faço este exercício de leitura que ele chama de lição, eu chamo de aula. E como convocar, como fazer o outro entrar no exercício da leitura?

Cláudia – Eu pensei nos meus alunos que estão lá na escola. Quando eu preparo uma aula, eu me aproximo deles e como eu vou afetar? Eu estou preparando aula e pensando em João, Daniel, Tamyse... Porque na realidade, quando eu chego pra dar aula, o aluno não sabe como vai ser. A aula é como batatinha com arroz, que todo mundo conhece, mas existem jeitos diferentes de fazer a mesma batatinha com arroz. Gostei de um trecho:

Uma lição é uma leitura e, ao mesmo tempo, uma convocação à leitura, uma chamada à leitura. (p. 139)

Abrir um tema pra aula é estar convocando.

Ana Maria – Mesmo porque a gente sabe também que dentro de qualquer conteúdo, da matéria que a gente dá, há coisas de que a gente gosta mais e outras menos. Mas a gente tem que fazer, o empenho não é o mesmo, só que no movimento da aula a gente se surpreende gostando. Isto aconteceu comigo, eu não gostava de Português, por fim me apaixonei...

Fabiana – Eu também entrei na faculdade pra dar aula de Inglês.

Ana Maria – Quando o Boff fala da co-autoria do leitor, o que estamos sendo aqui? Co-autores do Larrosa.

Cláudia – Então quando a gente chega para a aula e convoca o aluno, a matéria que vai dar, a gente coloca nossa postura mediante aquilo, se gosta ou não porque os alunos também sentem. A paixão é transmissível... e eu estou falando isso pelo convocar.

Ana Maria – (Con)vocar é isso, é evocar junto.

Fabiana – E uma aula não pode ser um ato solitário, por mais que a gente se sinta assim algumas vezes.

Cláudia – O texto, já aberto, recebe àqueles que ele convoca, oferece hospitalidade. Os leitores, agora dispostos à leitura, acolhem o livro na medida que esperam e ficam atentos. Hospitalidade do livro e disponibilidade dos leitores. (p. 139) Eu risquei isso duas vezes, gente... Mútua entrega: condição de um duplo devir. (p. 139)

Fabiana – Uma lição é esse ato de ler em público que está explicitamente implicado ou envolvido num ensinar e num aprender. Na lição, a leitura aventura-se no ensinar e no aprender. (p. 139) Eu acho esta página fundamental e eu lembrei de um fragmento de Guimarães Rosa “ensinando, de repente a gente aprende”, isto foi o foco do discurso da professora Tereza, paraninfa de minha turma de Magistério, nunca mais deixei de acreditar que ensinando, de repente a gente aprende. Isto me faz pensar que eu posso estar na escola, dando aulas, por muitos motivos, mas apesar de tudo eu vejo no professor uma vontade de ensinar.

Ana Maria – Isto eu também acredito e a gente se angustia, porque sabe que alguns momentos não ensinou. Pode ser que ninguém saiba, mas a gente sabe quando a aula não deu certo.

Cláudia – Por isso, uma leitura torna o jogo mais fácil quando permite que o ensinar e o aprender aconteçam. (p. 139)

Fabiana – Uma vez que só se presenteia o que se ama, o professor gostaria que seu amor fosse também amado por aqueles aos quais ele o remete. (p. 140) É duro.

Cláudia – Eu me descubro no que eu faço, em para quem e por que faço.

Ana Maria – Quando eu li este trecho do presentear, eu pensei, puxa, quantas vezes eu já cheguei com tanto entusiasmo pra tratar de um assunto e simplesmente me jogaram um balde de água fria...

Cláudia – Eu penso assim, a minha vida me dá experiências diferentes, eu gosto da Filosofia, então eu penso que independente deles me jogarem um balde de água fria ou não, ficou registrado, em algum lugar ficou, e ele já foi afetado.

Ana Maria – É, é o momento...

Fabiana – Sabe, eu queria ser uma professora diferente e eu fiquei muito preocupada em alguns momentos de ser uma professora diferente, mas eu sei que eu não conseguia, e hoje eu penso que fazendo o “arroz com feijão”, o comum, o igual, aquela aula mais expositiva, às vezes aí eu fui melhor, e eu acabo percebendo que o diferente não é a aula show, só que é a relação.

Ana Maria – A gente não consegue dar a aula show 365 dias no ano.

Fabiana – Será que o aluno quer a aula show? De repente eu é que quero.

Ana Maria – Só que a nossa auto-estima é afetada.

Fabiana – As pessoas dizem que eu não desanimo. Eu desanimo mil vezes.

Ana Maria – Como artista você mata um leão por dia, eu penso que como professor você mata um leão por aula. E não ganha nem um décimo!

Cláudia - Uma vez que só se presenteia o que se ama, o professor gostaria que seu amor fosse também amado por aqueles aos quais ele o remete. E uma vez que uma carta é como uma parte de nós mesmos que remete ao que amamos, esperando resposta, o professor gostaria que essa parte de si mesmo, que dá a ler, também despertasse o amor dos que a receberão e suscitasse suas respostas. (p. 140) A gente vai dar aula querendo que amem o que a gente ama. O professor lê escutando o texto como algo em comum comunicado e compartilhado. E lê também escutando a si mesmo e aos outros. O professor lê escutando o texto, escutando-se a si mesmo enquanto lê, e escutando o silêncio daqueles com os quais se encontra lendo ... Porque o professor empresta sua voz ao texto, e essa voz que ele empresta é também sua própria voz, e essa voz, agora definitivamente dupla, ressoa como uma voz comum nos silêncios que a devolvem ao mesmo tempo comunicada, multiplicada e transformada. (p. 140 e 141) A gente empresta o corpo para dar a aula...

Fabiana – As nossas palavras, a gente também oferece. E, assim, o professor, quando lê o texto, o lê simultaneamente para fora, para dentro e para os ouvintes. (p. 141)

Ana Maria – No ler a lição, não se buscam respostas. O que se busca é a pergunta à qual os textos respondem... (p. 142)

Cláudia – Aí eu me encontrei. Na leitura da lição não se busca o que o texto sabe, mas o que o texto pensa... leva a pensar. (p. 142) Eu acho demais quando a gente oferece uma aula com textos, com o que for e o aluno responde, a gente joga uma semente e o aluno faz a semente maior.

Todas lendo juntas – ... que com o texto, ou contra o texto ou a partir do texto – nós sejamos capazes de pensar. (p. 142) Na amizade e na liberdade – Por isso, a amizade de ler com implica-se na amizade de aprender com, no se en-con-trar do aprender. (p. 143) Comunidade dos que têm em comum senão o espaço que faz possível suas diferenças. (p. 144) A liberdade que a lição dá é a liberdade de tomar a palavra. (p. 145) Tecer novos fios... (p. 146)
Co-autorias: dizendo-nos com o texto

A aula é o espaço e o tempo da lição, nunca é estática, é sempre movimento polifônico, constituído de múltiplas vozes e sentidos. Nossos saberes e fazeres, de professoras, materializam-se nas aulas. Nestas nos encontramos com os alunos ávidos por conhecer algumas vezes, outras nem tanto.

Preparar aulas faz parte do nosso cotidiano e colocamos nelas muito de nós: o que amamos, o que desejamos, o que mesmo causando sofrimento, acreditamos necessário. Ao pensarmos, ao nos organizarmos para nossas aulas colocamos em movimento o conhecimento que temos, pretendendo compartilhá-lo.

A leitura que fizemos do texto de Larrosa acabou por dar a ver como nos sentíamos diante do desafio de, na escola, “darmos” as nossas aulas. Parece tudo tão simples e tão fácil, mas como nos experimentamos diante das aulas? Nas enunciações proferidas com palavras nossas e palavras do texto íamos trazendo para o centro do palco um conceito de aula enquanto acontecimento.

Nós temos, em nosso imaginário, concepções do que seja uma aula e de como seja seu funcionamento, porque nos experimentamos como alunos, todos, e como professores alguns. Para muitos a aula é a rotina da escola, ir de uma sala a outra correndo, depois que soa o sinal, que marca a duração entre o início e o fim. Para outros, é tensão, embate, disputa de lugares hierarquizados em que um professor detém a fala e alunos estão ali para aprender o que vem sendo ensinado. A aula pode ser vista também como espaço de encontro, de criação, de interação, espaço necessário para a realização de um trabalho como horizonte de possibilidades. Podemos explicar a aula não só na perspectiva do que é, mas de um vir a ser, pois ela só se concretiza no encontro entre o planejamento (o antes), a execução (presente) e a avaliação, ou seja, o futuro.

Poeticamente, Magnani (1997) responde à provocação de suas alunas de Magistério, na obra Em sobressaltos, criando a Receita de Ambrosia. Para a famigerada questão “Professora, como você prepara suas aulas?“ ela responde como ama, compondo o poema em três atos: o ensaio, o ritual, a solidão (idem, p. 230 e 231). Numa breve leitura, poderia dizer que os tempos da aula – o antes, o agora, o futuro – estão lindamente presentes. O ensaio, a antecipação, a angústia quando se quer compartilhar do que se ama. O ritual, a aula em andamento, quando o que se ama movimenta-se em direção ao outro, ao amado. A solidão, a avaliação e angústia quando a partilha dificilmente se concretiza, mas que pertence ao tempo da significação não mais possível ao controle.

Em interlocução com o texto de Magnani (1997), não em forma de poema, mas sem perder a poesia, Fontana (2001) lê a aula pelo avesso, entendendo que

Nosso papel de professores não existe sem o papel do aluno e o papel do aluno não existe sem o papel do professor. Nossas ações, gestos e palavras dirigem-se a nossos alunos. Eles existem em função de nossos interlocutores que compõem um auditório social que nos ‘afeta’: orienta nossas escolhas, nossos modos de dizer, regula nosso atuar... A condição de inter-individualidade, de reciprocidade, a despeito do fato de termos dela consciência, ou não, é constitutiva da aula. (idem, p. 33)


O que Fontana diz é também tematizado por Cláudia, nas impressões tecidas pela leitura do texto de Larrosa, quando ela afirma que seu desejo é afetar, é aproximar-se de alunos que diferentes são, mas ela os têm em mente ao preparar suas aulas.

Nós não preparamos nossas aulas sempre do mesmo jeito, imaginamos o nosso auditório sempre.

... quando o professor fala ao seu auditório, o Outro está sempre presente para vir furar o seu discurso; e esse seu discurso, ainda que amarrado por uma inteligência impecável, armado de “rigor” científico ou de radicalismo político, nem por isso seria menos furado ... basta que a ... palavra corra, para que escorra. (Barthes, 1984, p. 317)
O próprio Barthes (1987), em sua Aula, incita-nos à miragem, pois qual não é o movimento do professor: ele mira o encontro possível entre aquilo que prepara, que deseja presentear, antecipando o para quem, e os outros aos quais suas palavras e suas lições vão encontrar. Eu pensei nos meus alunos que estão lá na escola. Eu estou preparando aula e pensando em João, Daniel, Tamyse... (Cláudia) Será que o aluno quer a aula show? (Fabiana)...

Por ser um acontecimento intersubjetivo, a aula é afetada pela memória, pelo tempo da preparação e pela entrega (FONTANA, 2001, p. 33). Ana Maria nos diz que é afetada pela decepção quando se concretiza. Um balde de água fria, o silêncio, o desprezo, a bagunça. “Quantas e quantas vezes, no pleno exercício da aula, percebemos a fragilidade do lugar que ocupamos!” (FONTANA, 2001, p. 34).

No entanto, há também a efetivação da alegria, (... no movimento da aula a gente se surpreende gostando... (Con)vocar é isso, é evocar junto – Ana Maria. É a linguagem, é uma idéia que vai fazendo parte da vida da gente mesmo – Luciana.) quando olhos brilhantes e atentos mostram que o presente, a aula, foi apreendido e aprendido, e nós ensinamos. Por isso, a diversidade está sempre presente, mas a aula é um espaço em que nossas diferenças encontram-se. Isto eu também acredito e a gente se angustia, porque sabe que em alguns momentos não ensinou... Pode ser que ninguém saiba, mas a gente sabe quando a aula não deu certo (Ana Maria). Eu penso assim, a minha vida me dá experiências diferentes, eu gosto da Filosofia, então eu penso que independente deles me jogarem um balde de água fria ou não, ficou registrado, em algum lugar ficou, e ele já foi afetado (Cláudia).

Na imediaticidade das aulas que damos e que demos, no que acreditamos saber fazer, e a aula é uma delas, desvendamos o que não sabemos fazer, lidamos com as frustrações, com os baldes de água fria, entendidos por Cláudia como o registro do que pode ter ficado para nós e ter ficado de outro jeito para os alunos, porque à medida que nossas palavras movimentam-se, não temos como controlar a significação produzida pelas nossas intenções, pelas singularidades dos outros.

O professor quer que amem o que ele ama, a aula. Mesmo quando aparentemente acreditamos que cumprimos obrigações mecânicas, tem nosso corpo e nossas palavras emprestadas no acontecer (Cláudia – A gente empresta o corpo para dar a aula... Fabiana – As nossas palavras, a gente também oferece.). A aula é singularidade e complexidade, é momento de escuta, embora seja o lugar da fala (BARTHES, 1984). Nos habituamos a pensá-la como homogênea e transparente, mas pulsam, brotam dela a circulação de sentidos outros.

Gostaríamos como professoras que nossos alunos aprendessem, que participassem do banquete, da Ambrosia que lhes é oferecida (Cláudia – A gente vai dar aula querendo que amem o que a gente ama... Eu acho demais quando a gente oferece uma aula com textos, com o que for e o aluno responde, a gente joga uma semente e o aluno faz a semente maior.). E ao mesmo tempo, na intersubjetividade, ao avaliarmos nossas aulas, experimentamos a solidão (Fabiana – E uma aula não pode ser um ato solitário, por mais que a gente se sinta assim algumas vezes.), mas compartilhamos com nossos pares esta experiência (Ana Maria – Quando eu li este trecho do presentear, eu pensei, puxa, quantas vezes eu já cheguei com tanto entusiasmo pra tratar de um assunto e simplesmente me jogaram um balde de água fria...). Na aula, formamos e somos formadas (FONTANA, 2001, p. 37).

Para além das Receitas de Ambrosia insistimos querer receitas de como sofrer menos com os três momentos de nossas aulas: a ansiedade da preparação (quando pensamos nos textos, nos materiais, no nosso auditório...), o momento de enfrentamento do público, quando concretizamos a lição, e o tempo em que refletimos e avaliamos se ensinamos ou não. Entretanto, dizem-nos constantemente que não há receitas.

Nós continuamos ensaiando e recomeçando, convocando. Insistimos. Planejamos, vamos ao palco, abrimos o livro e a cada aula experimentamos as receitas que não nos querem dar.



Referências bibliográficas

BARTHES, R. Aula. São Paulo: Cultrix, 1987.


___________. O rumor da língua. São Paulo: Brasiliense, 1984.
FONTANA, R. A. C. “Sobre a Aula: uma Leitura pelo Avesso”. Presença Pedagógica, v.7, no 39, mai./jun. 2001.

LARROSA, J. Pedagogia profana. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.


MAGNANI, M. do R. M. Em sobressaltos: formação de professora. Campinas: Editora da UNICAMP, 1997.



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