Socialist register 2004



Baixar 0.98 Mb.
Página1/18
Encontro02.12.2017
Tamanho0.98 Mb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   18

SOCIALIST REGISTER 2004

O NOVO DESAFIO IMPERIAL



Editado por: Leo Panitch e Colin Leys
Índice


Atílio A. Boron

Prefácio à edição brasileira
















Prefácio













Leo Panitch e Sam Gindin

Capitalismo global e império norte-americano














Aijaz Ahmad

Imperialismo do nosso tempo













David Harvey

O “novo” imperialismo: acumulação por desapossamento













Gregory Albo

A velha e a nova economia do imperialismo













Noam Chomsky

Verdades e mitos sobre a invasão do Iraque













Amy Bartholomew e Jennifer Breakspear

Os direitos humanos como espadas do império













Michael T. Klare

Sangue por petróleo: a estratégia energética de Bush e Cheney













John Bellamy Foster e Brett Clark

Imperialismo ecológico: a maldição do capitalismo













John S. Saul

Globalização, imperialismo, desenvolvimento: dicotomias falsas e resoluções radicais




PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA


Há pouco mais de quarenta anos aparecia em Londres o Socialist Register. Seus fundadores eram dois marxistas britânicos que, com o passar do tempo, se converteram em luminosos referenciais do pensamento contemporâneo: o historiador John Saville e o sociólogo e politicólogo Ralph Miliband. O propósito da revista era, segundo eles, promover o exame crítico do capitalismo contemporâneo mediante a utilização da mais rigorosa metodologia de análise social. A revista se distanciava, portanto, das diversas versões do pensamento de esquerda que condenaram a tradição teórica socialista ao que parecia um lento, porém irreversível, ocaso. Em suas páginas não haveria espaço algum para a vulgata estalinista e para as esquematizações que fizeram do marxismo um corpus de agrupamentos altissonantes, mas sem vida. Não teriam melhor sorte aquelas reverberações do assim chamado “marxismo ocidental”, esse desdobramento do marxismo na direção dos territórios rebuscados da epistemologia e da filosofia contemplativa, com seu arrogante desdém pelos problemas terrenos da política e da economia, para não falar da revolução. Certamente, tampouco teriam espaço as contribuições daqueles que, no fervor otimista do boom do pós-guerra, louvavam o capitalismo e abandonavam definitivamente o projeto de sua superação.

Mas então, quem seriam os animadores da revista? Aqueles que, de diversas perspectivas teóricas dentro e fora da tradição marxista, propusessem uma crítica radical à sociedade de seu tempo. A linha de demarcação passava pelo repúdio intransigente da sociedade capitalista: aqueles que pensavam que esta havia mudado, que existia um “novo capitalismo” que se despojou definitivamente de sua natureza inerentemente exploradora e que, portanto, havia chegado a hora de arquivar os sonhos da transformação radical, esses nada tinham a fazer na Socialist Register. Os que, pelo contrário, continuavam crendo, a favor de uma assombrosa evidência histórica e contemporânea, que a essência profunda da sociedade capitalista permanecia inalterada apesar das mudanças que se observavam na superfície, teriam as portas abertas de par em par para exporem suas idéias.

Deste modo, a revista iniciou e manteve de maneira bem-sucedida um esforço que já tem quatro décadas –e que quatro décadas!– de promoção da melhor tradição do pensamento socialista. Uma tradição que combina a crítica implacável de todo o existente, como dizem Marx e Engels, com um compromisso de uma só vez ético e político com a criação de uma nova sociedade que deixe para trás a inumanidade da sociedade capitalista, cuja natureza predatória em todas as esferas da vida, do social até o ambiental, é hoje mais que evidente. Os anos subseqüentes à criação do Socialist Register demonstraram que o marxismo britânico era um terreno fecundo no qual podia prosperar uma reflexão crítica sobre a sociedade atual. Felizmente, essa influência original não se cristalizou em uma visão paroquial e anglocêntrica, mas foi o foco onde haveria de convergir uma genuína reflexão internacional, e, além do mais, internacionalista, em torno dos grandes desafios teóricos e práticos do pensamento socialista contemporâneo. Foi assim que junto a nomes como o de E. P. Thompson, somado aos de Saville e Miliband, encontramos desde suas primeiras edições autores como Isaac Deutcher, Georg Lukács, Ernest Mandel, Harry Magdoff, A. Abdel-Malek, Jean-Marie Vincent, K. S. Karol, Marcel Leibman, André Gorz y Hamza Alavi, entre tantos outros notáveis. Tamanha amplitude de convocatória correspondia a uma igual atitude com relação à temática abordada nas páginas da revista, onde temas como o imperialismo, as lutas de libertação nacional, o destino da União Soviética e os socialismos do Leste Europeu, o curso do desenvolvimento capitalista, os problemas da estratégia socialista e a emergência de novas formas de luta popular ocupavam reiteradamente sua atenção. Em um brilhante trabalho de história intelectual e política publicado na edição de 1994 do Socialist Register para comemorar seus trinta anos de existência, Ralph Miliband dizia que a característica mais notável da revista era a consistência da perspectiva teórico-política que a linha editorial da mesma ao longo desses anos havia dado forma. “Não necessariamente a consistência é a mais admirável das virtudes”, dizia Miliband, “porque pode revelar a obstinada negação em reconhecer as mudanças que ocorrem no mundo. Mas, por outro lado, pode indicar um repúdio saudável das modas e dos tiques da época. E nós os evitamos”. E é verdade: uma revisão panorâmica dos trabalhos que vieram à luz ao longo destes quarenta anos deixaria o leitor assombrado diante da consistência de suas orientações teóricas gerais e de um marxismo amplo e aberto que não fazia concessão alguma às modas de seu tempo. Um pensamento que se vangloria por uma riqueza analítica e uma originalidade extraordinárias, evidenciando uma vitalidade teórica insuspeitada e, lamentavelmente, pouco conhecida inclusive nos círculos da esquerda e suas organizações sociais e políticas.

Uma das chaves que explica este resultado notável é a combinação pouco freqüente de razão e paixão. Razão, porque o que caracterizou a revista foi o respeito inevitável pelos cânones mais estritos da análise científica da realidade social. Paixão, porque essa análise, em consonância com a célebre Tese XI de Marx, está posta a serviço de um projeto de transformação radical da sociedade capitalista, de sua definitiva superação histórica como forma inumana de organização da vida social. Por isso, os escritos publicados ao longo de todos esses anos reúnem a rara condição de ser textos de indubitáveis méritos acadêmicos, produzidos por algumas das mais renomadas figuras internacionais da história e das ciências sociais, que ao mesmo tempo possuem um valor não menos relevante como instrumentos políticos de uma crítica radical de nosso tempo e, portanto, iluminadora de novos caminhos para a construção de um mundo melhor.

É precisamente esta feliz combinação de excelência no plano teórico e científico aliada a um compromisso irrenunciável com o projeto de construir uma sociedade mais livre, igualitária e plural, justa, democrática, e emancipada o que nos têm incentivado a propiciar a edição em língua espanhola do Socialist Register. A conjuntura atual da América Latina e do sistema internacional reclama com urgência o aporte teórico indispensável para que nossas sociedades possam avançar o mais rapidamente possível por um caminho que as distancie das perspectivas do holocausto nuclear, ecológico ou social que nos aguarda no final do caminho do capitalismo global. Se não se puser um ponto final na irracionalidade suicida da lógica capitalista, será isto e não o bem-aventurado “fim da história” de Francis Fukuyama e o “pensamento único” o que imporia um fim violento à história da espécie humana no planeta Terra. Para impedir desenlace tão funesto exige-se a atividade prática de homens e mulheres conscientes e organizados, capazes de lutar por esse outro mundo que sabemos que é possível e necessário. No entanto, falta algo mais: um mapa adequado para transitar pelo campo minado do capitalismo neoliberal, que nos permita conhecê-lo minuciosamente, em todos os seus detalhes. Que se ponham às claras todos os seus mecanismos de dominação, dos mais sutis e subliminares –profusamente utilizados no terreno da cultura e dos meios de comunicação de massas– até os outros, mais descarados, empregados na economia e na política contemporâneas. A história recente reafirmou mais uma vez a verdade contida naquele velho dictum que dizia que “não há prática revolucionária sem teoria revolucionária”. Poder-se-ia parafrasear essa sentença, em consonância com o caráter “brando” do discurso político atual, e dizer, com palavras mais agradáveis para o espírito de nossa época, que “sem teoria emancipatória não há prática emancipatória”. Trata-se da mesma coisa em ambos os casos: a fusão entre as lutas práticas dos sujeitos sociais com uma teoria que lhes permita conhecer adequadamente o terreno onde decidem suas batalhas e a direção pela qual devem marchar para sua libertação. Uma teoria, seja dito de passagem, que não surge da cabeça olimpicamente isolada de um intelectual ressentido com a sociedade atual, mas uma criação coletiva, o famoso Príncipe gramsciano, sintetizada por alguns autores a partir da experiência prática das lutas populares.

O Socialist Register tem realizado contribuições importantíssimas para a elaboração desta verdadeira cartografia para a libertação. O volume com o qual iniciamos a divulgação da revista em língua portuguesa ocupa-se do “novo desafio imperial”, e nele examinam-se os mais diversos aspectos que caracterizam o imperialismo contemporâneo, oferecendo uma visão fresca e renovada do tema crucial de nosso tempo e sobre o qual se joga o destino da humanidade. A preocupação do CLACSO em recuperar as raízes do pensamento crítico latino-americano e em enriquecê-lo com os grandes aportes universais, dentre os quais o marxismo ocupa um lugar não único, mas sem dúvida destacadíssimo, encontra na revista um aliado formidável para tão nobre tarefa. As coincidências não poderiam ser mais profundas: excelência teórica e científica com paixão transformadora e compromisso com as lutas emancipatórias de nosso tempo. Estamos seguros de que a difusão dos materiais do Socialist Register servirá de fonte fecunda de inspiração aos estudiosos das ciências sociais latino-americanas. Esperamos também que sua publicação em língua portuguesa possa servir para que a rica produção das ciências sociais de nossos países incorpore-se ativamente ao debate das esquerdas nos capitalismos metropolitanos.

Não posso fechar este breve e esperançoso prefácio sem expressar minha gratidão com os editores atuais do Socialist Register: Leo Panitch, Professor de Economia Política Comparada da Universidade de York, no Canadá, e Colin Leys, Professor emérito de Ciência Política na Queen’s University de Ontário, Canadá, dois destacados cientistas sociais de nosso tempo e dignos herdeiros da tradição teórica e política instituída por Saville e Miliband ao fundarem a revista. Sua solidariedade, confiança e generosa ajuda tornaram possível pôr a disposição dos estudiosos brasileiros as agudas contribuições reunidas nas páginas da revista. Quero agradecer também a Anthony Zurbrugg e Adrian Howe, da Merlin Press de Londres, uma casa editorial intimamente vinculada às lutas emancipatórias em todo o mundo e especialmente na África, por sua colaboração fraternal para levar adiante este projeto. Finalmente, a Rodrigo Rodrigues, que teve como incumbência a difícil tarefa de traduzir os textos de sua versão original em língua inglesa; a Javier Amadeo e Gonzalo Rojas, que colaboraram com infinita paciência e grande dedicação ao verdadeiro “trabalho de Sísifo” de revisar as traduções e assegurar que os textos conservassem seu brilhantismo expositivo e o total respeito às fontes bibliográficas e documentais que traziam em suas versões originais. A Sérgio Duarte Julião da Silva, responsável pela revisão final. E a Jorge Fraga, coordenador da Área de Difusão do CLACSO, Miguel Santángelo e Lorena Taibo por assegurar que este trabalho fosse apresentado ao público.
Atílio A. Boron

Editor


Socialist Register

Prefácio
Este, o volume 40 do Socialist Register, foi originalmente concebido na primavera de 2001, consideravelmente antes do 11 de setembro de 2001, e muito mais da invasão do Iraque de 2003. Parecia-nos que uma limitação cada vez mais séria do pensamento socialista contemporâneo era a sua falta de ferramentas conceituais capazes de analisar a natureza do imperialismo de hoje, em vez de reciclar teorias desenvolvidas em uma etapa muito anterior. Nosso objetivo era produzir um volume que ajudasse a tornar a teoria e a análise socialistas realistas, e o ativismo socialista mais enfocado e coerente, uma necessidade mais urgente do que nunca nos primeiros anos do novo século marcado pela globalização liderada pelos Estados Unidos (EUA) e por uma forma nova e mais descarada de imperialismo.

A necessidade de uma teoria que pudesse dar conteúdo à prática é especialmente urgente em tempos de transformações rápidas e abrangentes como as que experimentamos atualmente. Talvez a divisão arbitrária do tempo em séculos faz com que qualquer “mudança de século” pareça um momento de mudança excepcional, mas é curioso que tantos pensadores socialistas tenham tido exatamente a mesma sensação há cem anos atrás, quando o imperialismo também era um foco principal de suas preocupações. Muitos não-marxistas e marxistas consideraram naquele momento que o capitalismo mundial estava em estado de refluxo, ou de crise, e que o imperialismo era o momento que o redefinia. A gama de pensadores participantes daquele momento, e a amplitude do trabalho que empreenderam, deviam ter-nos advertido para não nos aproximarmos de modo leviano da tarefa similar que nos propomos enfrentar cem anos mais tarde, porém foi somente quando começamos a pedir contribuições que nos demos conta de até que ponto esta era uma tarefa para muitos volumes e para muitos autores. Nossa resposta foi decidir que ao menos poderíamos dedicar dois volumes sucessivos ao tema.

O título do Socialist Register 2004, “O novo desafio imperial”, refere-se não apenas aos novos desafios ao bem-estar e à autodeterminação humanos postulados pelo imperialismo dos EUA hoje, mas também ao desafio para a esquerda de desenvolver uma teoria melhor do imperialismo e de sua relação com o capitalismo globalizado. O Socialist Register de 2005, experimentalmente intitulado “A nova ordem imperial”, explorará a cartografia do imperialismo contemporâneo –sua natureza e seu impacto em diversas regiões do mundo– com ênfase especial nas finanças e na cultura.

Nossa decisão de nos aproximarmos do tema do imperialismo tornou-se mais que oportuna devido aos fatos que se sucederam. A declaração de “guerra contra o terror” de Bush depois da destruição do World Trade Center, seguida pela auto-atribuição, por parte dos EUA, do direito de iniciar “guerras antecipatórias”, reflete o seu poder militar sem rival, expresso por um governo de direita com ambições globais sem antecedente e disposto a empregar tal poder sem pensar nem um pouco nas conseqüências de seus atos. Isto exige uma avaliação urgente e realista, especialmente, uma vez que os EUA também estão desenvolvendo rapidamente armamentos cada vez mais devastadores, incluindo armas baseadas no espaço que, como friamente assinala Noam Chomsky em seu ensaio neste volume, “bem podem conduzir os experimentos da biologia com a inteligência humana a um final ignominioso”. Na verdade, fazer guerra –seja por parte dos próprios EUA como dos estados para os quais se exportam armas dos EUA– parece quase ter-se transformado em uma manifestação “natural” do capitalismo estadunidense.

Sua lógica não é nova. Em seu estudo do bombardeio em massa aliado da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, On the Natural History of Destruction, W. G. Sebald descreve como a campanha de bombardeio foi produto de uma vasta mobilização técnica e organizativa que adquiriu seu impulso próprio e implacável, descartando a crescente evidência que dizia que, apesar de seu custo incontável em vidas civis e da destruição total de cidades alemãs, seria militarmente ineficaz. O pessoal implicado, de trabalhadores de fábricas de armamentos até as próprias tripulações dos bombardeiros, somente podia inserir-se naquelas operações sobre a base de aceitar, de um modo ou de outro, que todo o processo era de alguma maneira natural. Sebald cita a reação de um oficial da Força Aérea dos EUA, Brigadier Frederick L. Anderson, que foi entrevistado por um jornalista alemão em Halberstadt em 1952. Quando foi perguntado se teria feito alguma diferença se a cidade tivesse hasteado uma gigantesca bandeira branca de rendição no alto da torre mais elevada de suas igrejas, Anderson respondeu que as bombas eram “artigos caros”; “na prática”, disse, “não se podia tê-las jogado sobre montanhas, ou sobre campo aberto, depois de se ter tido tanto trabalho para fabricá-las em nosso país”. Ninguém que contemplasse a concentração de um avassalador poder militar estadunidense no Golfo Pérsico, em 1991 e novamente em 2003, poderia duvidar que uma lógica similar estivesse novamente presente hoje. Não é fácil fingir que não se entende a pergunta final de Sebald: se as catástrofes humanas produzidas tão regular e previsivelmente por esta lógica impulsionada pela indústria não deveriam ser consideradas “antecipações” do “ponto em que abandonaremos o que durante tanto tempo pensamos que era nossa história autônoma e retornaremos à história da natureza”.

Não cremos que um desenlace tão cataclísmico seja inevitável. Dá-nos alento o artigo muito citado sobre o novo império estadunidense que Eric Hobsbawm traçou no número de junho de 2003 do Le Monde Diplomatique, o qual conclui com a idéia de que “a única coisa de que estamos absolutamente seguros é que historicamente será um fenômeno temporário, como todos […] os demais impérios o foram”. Obviamente, derrotá-lo em seu devido momento dependerá da capacidade da esquerda de identificar as contradições –econômicas, políticas e ambientais– do imperialismo do século vinte e um, e de desenvolver contra-estratégias eficazes à luz de tais contradições. A menos que a esquerda possa fazer isso, a resposta principal pode se originar cada vez mais –e cada vez mais tragicamente– de elementos reacionários e atávicos. Isto se deve a que, apesar de seu aparente poder avassaladoramente opressivo, o imperialismo estadunidense é afetado por sérios problemas. Um deles é o simples custo, mesmo para os EUA, de manter o poderio militar exigido por suas novas ambições imperiais. Outro é a parca probabilidade de constituição de uma ordem mundial total –pró-EUA, consumista, apoiada de maneira estável sobre um verniz de democracia eleitoral– que o governo de Bush parece ter em vista, e a natureza contraproducente do emprego da força bruta para conseguir este objetivo político pouco provável. Ainda mais importante, talvez, seja a deslegitimação que cada vez com maior probabilidade afetará todos os governos nos quais os EUA devem apoiar-se para governar seu império mundial. Encontrar formas de intervir de modo eficaz à luz destas contradições, e desenvolver as capacidades para fazê-lo, é o verdadeiro desafio imperial à humanidade.

Entre nossos colaboradores, Sam Gindin ocupa a Cátedra visitante Packer e Justiça Social na York University, Toronto; Aijaz Ahmad ensina na Faculdade de Estudos Políticos da Universidade Jawaharlal Nehru, Nova Deli. David Harvey forma parte do Centro para o Lugar, a Cultura e a Política da City University de Nova Iorque. Greg Albo ensina Ciência Política na York University, e Noam Chomsky é Professor Emérito de Lingüística no Massachusetts Institute of Technology. Amy Bartholomew ensina no Departamento de Direito; e Jennifer Breakspear é uma estudante de pós-graduação no programa de Estudos Jurídicos do referido Departamento na Carleton University, Ottawa. Michael Klare ensina Estudos sobre a Paz e Segurança Mundial no Hampshire College em Amherst, Massachusetts; e John Saul é Professor Emérito de Ciência Política na York University.

Cada prefácio do Register nos últimos quarenta anos tem incluída a advertência de que nem os editores nem os colaboradores estão necessariamente de acordo com tudo o que se publica no volume. Ao apresentarem esta advertência em seu prefácio ao volume de 1964, Ralph Miliband e John Saville explicaram que consideravam necessário esclarecer que o “ponto de vista definido e comprometido” dos próprios editores, que evidentemente coloria sua escolha de colaboradores assim como aquilo que eles próprios escreviam, de nenhuma maneira iria “aprisionar o debate dentro de um marco estreito”. Agrada-nos que a “ampla gama de idéias e argumentos” que esta política tinha como objetivo promover continue caracterizando o Register, e em uma não menor medida em seu volume 40, e agradecemos a todos os nossos colaboradores por tornar isto possível.

Queremos também agradecer a Tony Zurbrugg e Adrian Howe na Merlin Press, não apenas por seu árduo trabalho e perícia na edição deste volume, mas por continuar, e inclusive incrementar, a íntima relação entre Merlin Press e o Socialist Register estabelecida pelo fundador da Merlin, Martin Eve. Entre as numerosas melhoras que introduziram contam-se desenhos de capa novos e imaginativos, e estamos especialmente agradecidos a Louis Mackay por desenhar uma para este volume que capta brilhantemente aquilo que talvez constitua a característica mais distintiva, mas também mais problemática do novo império dos EUA: a de procurar governar através de outros estados. Uma nota que ele nos enviou com relação ao tema e à quais bandeiras nacionais deviam ser incluídas na capa expressava-o com bastante justeza: “Parece-me que a ordem imperial a qual se aspira é uma na qual o poder dos EUA não é desafiado, e não é desafiável... Seria preciso que a Coréia do Norte e sua companheira de rota no eixo do mal, França, se curvassem. Creio que a imagem será mais eficiente se incluir países que ainda não são aliados, mas estão destinados a transformar-se em aliados, em um mundo em que os EUA somente possuem aliados no nível de estados nacionais. Então os inimigos somente podem estar do lado de dentro”.

Que o Register tenha prosperado durante quatro décadas deveu-se ao fato de ter recebido sangue novo com regularidade, em particular com a inovação de 1996 de incorporar editores adjuntos. Queremos agradecer particularmente a nossos editores tanto adjuntos como externos –incluindo Bill Fletcher (h), atualmente Diretor Executivo do Fórum Trans-Africano em Washington DC, que se juntou a nós ano passado como novo editor adjunto– por seus conselhos a respeito deste volume. Também estamos especialmente agradecidos a Alan Zuege, um dos nossos editores adjuntos na York University, por manifestar neste volume mais uma vez seu talento excepcional como assistente editorial. Finalmente, gostaríamos de agradecer nosso editor adjunto George Comninel por monitorar a list-serv (onde quotidianamente são expostas notas de interesse relativas a temas da atualidade), e Marsha Niemeijer por manter o website do Socialist Register



Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   18


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal