Ústav románských jazyků a literatur Magisterská diplomová práce 2011 Simona Faktorová masarykova univerzita filozofická fakulta ústav románských jazyků a literatur



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MASARYKOVA UNIVERZITA

FILOZOFICKÁ FAKULTA

Ústav románských jazyků a literatur

Magisterská diplomová práce

2011 Simona Faktorová

MASARYKOVA UNIVERZITA

FILOZOFICKÁ FAKULTA
Ústav románských jazyků a literatur

Portugalský jazyk a literatura


Simona Faktorová


O GALEGO ONTEM E HOJE

EM COMPARAÇÃO COM

O PORTUGUÊS
Magisterská diplomová práce

Vedoucí práce: Mgr. Iva Svobodová, Ph.D.


2011

Prohlašuji, že jsem diplomovou práci vypracovala

samostatně a pouze s využitím uvedených pramenů a literatury.
Prohlašuji, že tištěná verze práce je totožná s verzí elektronickou.

……………………………………………..

Velice děkuji mé vedoucí práce Mgr. Ivě Svobodové, Ph.D. za cenné podměty a připomínky a také za energii a čas, který mé práci věnovala.

Ráda bych zde také vyjádřila dík mému bývalému profesoru galicijštiny, Xavier Frias Conde Ph.D., díky kterému jsem se o galicijštinu začala více zajímat a díky kterému mě také napadlo psát na toto téma.

Dále bych zde ráda poděkovala mým přátelům z Galicie: Melca Perez Salgado, Verónica Gallego Sotelo a Jose Vidal, kteří byli tak hodní a neúnavně odpovídali na mé dotazy ohledne svého jazyka.

A v neposlední řadě bych zde chtěla poděkovat všem z Centra zahraničních studií MU, kteří mi umožnili rok studovat přes program Freemover na Univerzitě v Lisabonu, díky čemuž jsem měla přístup k veškeré zahraniční literatuře nezbytné pro tuto práci.


«la lengua portuguesa pura no es otra que la extensión de la gallega»



P. Sarmiento1

Índice


1 Introdução 10

2 Evolução histórica de povos e línguas na Península Ibérica 13

2.1 Os habitantes no território antes dos Romanos 13

2.2 A latinização 13

2.3 O período germânico 14

2.4 A invasão muçulmana e a Reconquista 15

2.5 O reino português 16

2.6 Resume da evolução do território português e galego 17

3 Enfraquecimento do latim na Península Ibérica e aparecimento das línguas romances 20

3.1 Aparecimento do castelhano 21

3.2 Aparecimento do galego 21

3.2.1 O termo galego – português 22



3.3 Aparecimento do português 23

3.3.1 Periodização do português 23



3.4 Conclusão 24

4 História social da língua galega 25

4.1 A 1ª etapa 25

4.1.1 Nascimento do galego 26

4.1.2 O galego trovadoresco 26

4.1.2.1 Os textos galego – leoneses 27

4.1.2.2 A língua da poesia galego – castelhana 27

4.1.3 Decadência 28



4.2 A 2ª etapa 28

4.2.1 Factos históricos 29

4.2.2 Estado da língua 30

4.2.3 Conclusão 36



4.3 A 3ª etapa 37

4.3.1 Acontecimentos históricos 37

4.3.2 Língua galega durante a restauração cultural do século XIX 38

4.4 A 4ª etapa 42

4.4.1 Contexto histórico 42

4.4.2 O galego até a Guerra Civil 44

4.5 A 5ª etapa 46

4.5.1 Situação depois da guerra 46

4.5.2 O galego durante a era franquista 47

4.5.3 O galego depois da Guerra Civil 48



5 Português vs. Galego (no presente) 51

5.1 Português da Galiza, será? 52

5.2 Fonologia do galego e do português 58

5.2.1 Galego – parte da designação galego - português 58

5.2.2 Marcas diferenciadoras da fonologia do galego e do português modernos 59

5.3 Principais diferenças morfológicas entre o galego e o português 61

5.3.1 Formação do feminino 61

5.3.2 Formação do plural 63

5.3.3 Os artigos 63

5.3.4 Pronomes pessoais 64

5.3.5 Verbos 65



5.4 Principais diferenças sintácticas entre o galego e o português 66

5.4.1 As diferenças nas construções negativas 66

5.4.2 As diferenças nas construções interrogativas 67

5.4.3 As diferenças no uso dos possessivos 67

5.4.4 As diferenças nas construções das frases com objecto directo 67

5.4.5 As diferenças nos verbos pronominais 68

5.4.6 As direfenças na formação de comparação de superioridade ou de inferioridade 68

5.4.7 A existência da mesóclise em português 69



5.5 Léxico galego 69

5.5.1 Formas dialectais e localismos 69

5.5.2 Castelhanismos 70

5.5.3 Vulgarismos 72

5.5.4 Hipergaleguismos 73

5.5.5 Arcaísmos 74

5.5.6 Lusismos 75

6 Conclusão 77

7 Bibliografia 80




1Introdução


Este trabalho de tese traça a história da língua galega desde o seu início até hoje, apresenta as opiniões sobre a origem comum com o português como igualmente as opiniões opostas a esta teoria e aponta as principais diferenças entre ambas as línguas no campo da fonologia, morfologia e sintaxe.

A tese contém três partes teóricas e uma parte analítica. Os capítulos são divididos em sub – capítulos. O primeiro capítulo contem um conjunto de quatro mapas representando o território Galaico pré – romano, o território da Gallaecia romana, segue – se um mapa da reconquista cristã e o último mapa apresenta o Condado Portucalense.

A primeira parte teórica começa com a evolução histórica de povos e línguas no território de Portugal e da Galiza de hoje – fala – se então sobre os habitantes no território antes dos Romanos, sobre a latinização, o período germânico, sobre a invasão muçulmana, a reconquista cristã e sobre o Reino português. A segunda parte teórica trata do enfraquecimento do latim e o surgimento das línguas romances: castelhano, galego e português e apresenta pela primeira vez o termo polémico «galego – português» e a periodização do português. A última parte teórica trata num capítulo inteiro a história social da língua galega e traça século a século os acontecimentos que levaram o galego ou ao seu louvor (a fase da poesia trovadoresca) ou ao seu desprezamento (os séculos escuros). Passamos pela sua oficialização, ou melhor, co - oficialização com o castelhano na comunidade autónoma da Galiza e entramos também no assunto polémico – a questão da normativização do galego. O último capítulo confronta o português com o galego, apresenta opiniões de vários filólogos portugueses na questão do galego e trata o assunto muito polémico: se o galego e o português tiveram a mesma origem, i. e. origem galego – portuguesa, e se até agora pode falar – se duma língua só.

Pelo facto que ambas as línguas serem muito parecidas, o que provam muitas citações em galego apresentadas na tese e que não foram necessárias de ser traduzidas para português pela razão da sua grande proximidade e entendimento comum, foi tomada a opção de apresentar as principais diferenças da fonologia, morfologia e de sintaxe.

O primeiro passo deste trabalho foi a leitura de bibliografias, na maioria das vezes galegas e portuguesas, tanto on - line como publicadas, e cuja lista se encontra na Bibliografia, sobre a história do território de Portugal e da Galiza de hoje, sobre a sua situação populacional e linguística até ao aparecimento das línguas romances.

O primeiro obstáculo neste trabalho veio com o termo «galego – português» como uma língua romance, oriundo do latim vulgar falado no território romano chamado Gallaecia, que não é aceite por todos os linguistas e filólogos. Por esta razão a denominação da língua de origem da língua portuguesa moderna difere e pela mesma razão surgiu a necessidade de incluir a periodização do português. Uma bibliografia muito importante no terceiro capítulo comprovou ser a História do galego – português, Estado linguístico da Galiza e do Noroeste de Portugal desde o século XIII ao século XVI (Com referência à situação do galego moderno) de Clarinda de Azevedo Maia que traz um estudo exaustivo sobre a língua usada no território em interesse.

O segundo passo foi a leitura da história do galego para qual serviu de muito apoio a bibliografia de X. Ignácio Pérez Pascual e Amando Reboleiro González (1987) onde a história do galego se divide em cinco etapas sobre quais se fala neste trabalho nas páginas de 23 a 49. Outro grande recurso de informações usadas em todas as três partes teóricas deste trabalho de mestrado, vêm de duas bibliografias principais uma das quais é a Historia Social da Lingua Galega de Henrigue Monteagudo e outra a História da língua galega de Ramón Mariño Paz.

No início do último capítulo recorreu – se aos trabalhos de linguistas, filólogos e gramáticos dos quais os mais conhecidos pelo seu trabalho linguístico português são J. Leite de Vasconcellos e Luís F. Lindley Cintra mas apresentaram – se igualmente opiniões de outros linguistas que estão em oposição com as opiniões dos linguistas em cima referidos.

Na parte analítica trabalhou – se principalmente com as duas gramáticas de ambas as línguas em questão com o apoio de trabalho de M. H. M. Mateus (1984) para a parte da fonética. Para o sub – capítulo que trata as principais diferenças morfológicas trabalhou – se igualmente com as Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego (2008). Os resultados foram confirmados com o trabalho de Pilar Vázquez Cuesta : O que um falante de Português deve saber acerca do Galego. O sub – capítulo sobre as principais diferenças de sintagma entre ambas as línguas em interesse é resultado do trabalho com ambas as gramáticas. Infelizmente, não existe nenhuma obra completa sobre todas as diferenças sintácticas entre o português e o galego o que nos indica um trabalho possível para o futuro.

O nosso trabalho é terminado por um sub – capítulo que fala sobre o léxico da língua galega onde se refere aos dialectalismos, localismos, castelhanismos, vulgarismos, hipergaleguismos, arcaísmos e lusismos. Neste último sub – capítulo reflecte – se o problema da normativização com qual luta o galego de hoje.

O alvo principal desta tese era traçar a história do galego e a relação mútua com o português e mostrar as opiniõs de filólogos e linguistas sobre a posição da língua galega em relação ao português.

Este tema para a tese de mestrado foi escolhido pela autora pela razão do próprio interesse dela pelo assunto e pela convicção de não existir um trabalho parecido, em particular na República checa.




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