Sub-base de bica corrida



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DIRENG

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA OBRAS DE






INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA

DATA:

SDE

SUB-BASE DE BICA CORRIDA

FOLHA:




1 - O B J E T I V O
Esta Especificação fixa as condições de execução e controle de sub-base de bica corrida, que é constituída de uma ou mais camadas de agregados britados de partículas entrosadas umas às outras. As camadas são submetidas à compressão e construídas sobre o subleito preparado.
2 - M A T E R I A I S
2.1 - PEDRA BRITADA
O agregado deve ser constituído por pedra britada e deve ter diâmetro máximo compreendido entre 1/2 e 2/3 da espessura final da camada executada, e deve ser constituído de fragmentos duros, limpos e duráveis, sem excesso de partículas lamelares ou alongadas, macias ou de fácil desintegração, ou outra qualquer substância prejudicial.
2.2 - MATERIAL DA CAMADA DE BLOQUEIO
a) Deve apresentar uma das faixas granulométricas indicadas no quadro a seguir:


P E N E I R A S

PORCENTAGEM PASSANDO, EM PESO

mm




A

B

19,1

¾

100

----

12,7

½

80 - 100

----

9,5

3/8

70 - 100

----

4,8

N° 4

45 - 100

100

2,0

N° 10

25 - 65

55 - 100

0,42

N° 40

----

25 - 100

0,074

N° 100

----

0 - 12

b) O Índice de Plasticidade da fração que passa na peneira nº 40 deve ser inferior a 2%.


3 - E Q U I P A M E N T O
a) Rolo compactador liso, de 10 a 12 t, ou liso-vibratório;

b) Carro-tanque distribuidor de água com capacidade mínima de 2.000l;

c) Motoniveladora pesada;

d) Espalhador mecânico de agregado;



e) Vassourões, soquetes mecânicos, pequenas ferramentas e outros aceitos pela Fiscalização.
4 - E X E C U Ç Ã O
4.1 - CAMADA DE BLOQUEIO
Sempre que o material da camada subjacente tiver mais de 35% em peso passando na peneira nº 200, isto é, quando houver possibilidade de penetração do material da camada subjacente na sub-base de bica corrida, deverá ser executada, antes do primeiro espalhamento do agregado graúdo, camada de isolamento ou de bloqueio do material fino, que terá também a função de camada drenante. Esta camada deve ser executada em toda a largura da plataforma do pavimento, tendo uma espessura, após compressão, de 3 a 5 cm.

4.2 - SUB-BASE
a) A superfície sobre a qual será construída a sub-base de bica corrida deve estar perfeitamente regularizada e consolidada, obedecendo às condições do projeto.
b) A espessura geral da sub-base de bica corrida deve ser de, no mínimo, 0.10 m. Quando se tratar de espessuras superiores a 0.15 m, a construção será feita em duas ou mais fases sucessivas. Nestes casos, a 1ª camada deverá ter sua largura acrescida de, pelo menos, duas vezes a espessura da 2ª camada e assim sucessivamente.
c) O agregado deve ser espalhado em uma camada de espessura uniforme, solta e disposta de modo que seja obtida a espessura comprimida especificada, atendendo aos alinhamentos e perfis projetados. O espalhamento deve ser feito de modo a que não haja segregação das partículas do agregado. Devem ser utilizados meios mecânicos, com emprego de distribuidores especiais, ou a lâmina da motoniveladora.
d) Não deve ser permitida a descarga do agregado em pilhas ou cordões, e o espalhamento deve ser feito diretamente dos caminhões basculantes em espessura tão uniforme quanto possível, seguido de acerto definitivo com a lâmina motoniveladora.
e) Depois do espalhamento e do acerto do agregado, deve ser feita a verificação do greide longitudinal e seção transversal com cordéis, gabarito, etc, e, então, corrigidos os pontos com excesso ou deficiência de material. Nesta operação deve ser usado material com a mesma granulometria do usado na camada em execução.
f) Os fragmentos alongados, lamelares ou de tamanhos excessivos, visíveis na superfície do agregado espalhado, devem ser removidos.
g) A compressão deve ser feita com um rolo de 3 rodas, pesando de 10 a 12 toneladas, ou rolo vibratório, aprovado pela Fiscalização. A primeira passagem do rolo, em qualquer faixa, deve ser feita em marcha a ré e à velocidade reduzida (1.8 a 2,4 km/h), e as manobras do rolo devem ser realizadas fora da base em compressão.
h) Em cada deslocamento do rolo compressor, a faixa anteriormente comprimida deve ser recoberta de, pelo menos, metade da largura da roda traseira do rolo.
i) Após obter-se a cobertura completa da área em compressão, deve-se fazer uma nova verificação do greide longitudinal e seção transversal, efetuando-se as correções necessárias.
j) A operação de compressão deve prosseguir até que se consiga um bom entrosamento do agregado, o que pode ocorrer com duas ou três coberturas completas.
k) Quando a construção da sub-base de bica corrida for feita em várias camadas, a camada inferior deverá estar completamente pronta antes de iniciar-se a execução da superior. Todas as camada deverão ser construídas obedecendo ao mesmo procedimento descrito anteriormente.
l) No caso da construção da camada não abranger toda a largura da plataforma a ser pavimentada, será obrigatório o uso de formas ao longo da junta de construção. As formas podem ser metálicas ou de madeira, estas últimas devendo ter uma espessura mínima de 5 cm. Neste caso, a linha de junção das camadas inferiores não deverá coincidir com a das camadas superiores.
m) Terminada a construção da sub-base de bica corrida, deve-se, a critério da Fiscalização, submetê-la ao tráfego de caminhões pesados, por um período de 7 a 15 dias, antes de executar o revestimento, com a finalidade de revelar pontos fracos da sub-base a serem corrigidos.

5 - C O N T R O L E
5.1 - CONTROLE TECNOLÓGICO
5.1.1 - Ensaios
Devem ser procedidos:
a) Determinação da massa específica aparente seca "in situ", a cada 800 m2 de área, no máximo; o número de determinações pode ser reduzido, a critério da FISCALIZAÇÃO, desde que se verifique a homogeneidade do material.
b) Determinação do teor de umidade, pelo menos a cada 800 m2 de área, imediatamente antes da compactação.
c) Ensaio de compactação, segundo o método AASHTO T-180, para determinação de massa específica aparente seca máxima, a cada 800 m2 de área, no máximo.
5.1.2 - Aceitação
Os valores máximos e mínimos decorrentes da amostragem, a confrontar com os valores especificados, devem ser calculados pelas seguintes fórmulas:

s

x = X + ___ . t ( 1 -  )

max n n - 1 2

2 (x - X)

, onde S = _______

s n - 1

x = X - ___ . t ( 1 -  )

min n n - 1 n

e X = ______

n

t .( 1 -  ) é o percentual obtido da tabela da distribuição de Student; n é o número de elementos da

n-1 amostra ou número de determinações ou ensaios feitos, e (1 -  ) é o intervalo de confiança da

média. Pode-se tomar (1 -  ) = 80 %, ou seja, 10 % para cada área extrema ou da cauda não



incluída no intervalo de confiança.
O número n deve ser igual ou superior a 9.
No caso da não aceitação dos serviços pela análise estatística, a área considerada será subdividida em sub-áreas, fazendo-se um ensaio com o material coletado em cada uma delas.
As áreas devem ser aceitas à vista da conformidade dos ensaios com os valores fixados pelas especificações.


5.2 - VERIFICAÇÃO DE CAMPO
a) Após o término de cada compactação, deve ser realizada verificação por meio da passagem do rolo em cada faixa compactada, para constatar o aparecimento ou não de sulco ou ondulação.
b) Verificação da compactação final, pela colocação à frente do rolo compressor de uma pedra (cujo diâmetro deve ser, aproximadamente, de 3/4"), constatando-se se ocorre o seu esmagamento pelo rolo sem que aquela penetre na sub-base.
5.3 - CONTROLE GEOMÉTRICO
Após a execução da sub-base de bica corrida, proceder-se-á à relocação e nivelamento do eixo, e de alinhamentos paralelos entre si, permitindo-se as seguintes tolerâncias:
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma;
b) cotas da superfície acabada iguais às cotas de projeto ± 1 cm;
c) na verificação da uniformidade longitudinal  e  transversal da superfície, não devem ser toleradas flechas maiores do que 1.5 cm, quando determinadas por régua de 3.0 metros;
d) a espessura da camada de sub-base de bica corrida, determinada pela expressão do item 5.1.2, não deve ser menor do que a espessura de projeto menos 1 cm.
Na determinação de X devem ser utilizados, pelo menos, 9 valores de espessuras individuais X, obtidos por nivelamento do eixo, bordas e de alinhamentos paralelos, antes e depois das operações de espalhamento e compactação.
Não deve ser tolerado nenhum valor individual de espessura fora do intervalo de ± 2 cm em relação à espessura do projeto. No caso de aceitação, dentro das tolerâncias fixadas, de uma camada de sub-base de bica corrida com espessura média inferior à de projeto, o revestimento deve ser aumentado de uma espessura estruturalmente equivalente à diferença encontrada, operação esta às expensas do Executante.
No caso de aceitação de camada de sub-base de bica corrida, dentro das tolerâncias estabelecidas, com espessura média superior à de projeto, a diferença não deve ser deduzida da espessura do revestimento.
6 - M E D I Ç Ã O
A sub-base de bica corrida deve ser medida por metro cúbico de material compactado no local e segundo a seção transversal do projeto.
No cálculo dos volumes, obedecidas as tolerâncias fixadas, deve ser considerada a espessura média (X) calculada como indicado no item 5.
Quando X for inferior à espessura de projeto, deve ser considerado o valor X, e quando X for superior à espessura do projeto, deve ser considerada a espessura do projeto.


7 - P A G A M E N T O
Os serviços serão pagos pelo preços unitários contratuais, em conformidade com a medição referida no item anterior, que remuneram, além da limpeza e expurgo de ocorrências de materiais, extração, transporte, operações referentes à instalação da britagem, espalhamento, umedecimento, compactação e o acabamento, os custos diretos e indiretos de todas as operações e equipamentos, encargos gerais, mão-de-obra e leis sociais necessários à completa execução dos serviços.

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