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INVESTIMENTO NA FORMAÇÃO EM SERVIÇO


Ano/


Especificação

Professores -áreas gerencial,

pedagógica e administrativa



Servidores participantes(Professores)-Área de Informática-

Servidores participantes (agentes

e auxiliares de administração, serventes , merendeiras e demais categorias)



Total de

Atendimentos


Investimentos









Básica

Educativa













2001

51956

2951




838

55745

R$ 733.970,37

2002

50769

3831

2.323







56913

R$ 1.520.172,49

2003

77511

612

423

4560

82.956

R$ 1.549.658,14

2004

55616

1641

326

2252

59.835

R$ 2.706.278,60

(Fonte: Relatórios do Depto de Desenvolvimento de Rec. Humanos SME/RJ)

Atualmente o Sistema Público Municipal de Ensino constitui-se de 1.054 unidades escolares, 203 creches públicas, 39 unidades de extensão e um quadro de docentes habilitados segundo exigências da legislação vigente, assim distribuídos :



Formação__2004'>Quantitativo por Segmento x Formação

2004

Formação

PI

PII

Esp. Educação

Total

EI

EE

PEJ

EF

EI

EE

PEJ

EF

EI

EE

PEJ

EF

2º Grau













2105

390

178

7558













10231

Licenciatura Curta










2

384

51

20

1202













1659

Superior completo

117

31

599

12851

1390

301

143

6478

8







231

22149

Pós-graduação

(strictu sensu)



3

0

17

363

6

2

1

25










12

429

Total

120

32

613

13209

3890

750

349

15237

8







243

34451

(Fonte- SISVERBA/ Sistema de Controle de Verbas da SME-RJ)

Para a elaboração e implantação de novo Plano de Carreira dos profissionais da Educação, criou-se o Grupo de Trabalho, pela Resolução n.º 749 de 30.09.2002, que avançou nas discussões no decorrer de 2003. O GT elaborou propostas para o novo Plano de Carreira dos Profissionais da Educação , concluindo com elaboração de Minuta de Projeto de Lei, partindo de pressupostos para valorização do profissional da Educação e adequação da realidade às exigências de uma rede macro.


Concluindo, a declaração de Leonardo Boff para o Suplemento do Jornal do Professor, em 2002, sintetiza os fundamentos da política de valorização e aperfeiçoamento dos professores , instituídos nos Art. 61 a 67 da Lei de Diretrizes e Bases :

Uma Educação de qualidade não vive apenas de generosidade e criatividade de seus operadores. Ela precisa de uma infra-estrutura adequada que desonera os educadores de demasiadas preocupações com a sobrevivência e lhes forneça os instrumentos para realizar a obra educativa. Educar , já se disse , não é encher uma vasilha vazia , mas acender uma luz nas mentes dos educandos. Honrar esta missão implica que se mantenha um nível digno de salário e que haja investimentos fortes nos processos educativos. Sem a educação nenhum povo deu o salto de qualidade rumo a sua autonomia e ao pleno desenvolvimento.”

(Folha Dirigida /Suplemento do Professor-2002, pág.22)


      1. Diretrizes

Um dos grandes desafios do PME diz respeito à qualificação e valorização do magistério e o Poder Público do Município precisa dedicar-se exaustivamente à solução dessa situação, considerando que o professor é a mais vital referência na proposta educacional com o compromisso de implementar o projeto pedagógico nos espaços escolares.

Ainda que diferentes aspectos demandem investimentos públicos para a melhoria da educação no Município do Rio de Janeiro, a questão docente está exigindo atenção e posturas especiais. Torna-se urgente uma política de valorização profissional, que contribua para o fortalecimento das competências exigidas dos educadores, visando a aprimorar, cada vez mais, a qualidade da Escola Pública
A recomendação relativa ao status dos professores, adotada por uma conferência intergovernamental especial organizada em conjunto pela OIT e pela UNESCO, em Paris, em 1966, reconheceu e enfatizou a interdependência entre o status dos professores e o status da educação. Desde então, vem ocorrendo uma mudança progressiva na atenção que as políticas dedicam aos professores enquanto protagonistas da melhoria educacional ...”

(Siniscalco, 2003)

Sabe-se o quanto o processo de ensino constitui o cerne da educação, para assegurar à população carioca a formação de cidadãos competentes e inseridos nas atividades produtivas. Entretanto, enfrenta-se o desafio de manter o aluno na escola: se a escola é “boa”, o aluno encontra prazer em estudar e nela permanece com êxito.

Deve constituir compromisso do Município assegurar à população a elevação das condições do nível de vida escolar. A melhoria da qualidade do ensino implica na elevação do nível de formação e valorização dos professores e demais profissionais que atuam na educação. Para isso, alguns requisitos são fundamentais:



  • formação profissional continuada, como direito do professor e dever do Município em colaboração com o Estado e a União;

  • criação de projetos de formação em serviço, que assegurem o pleno desenvolvimento pessoal-profissional;

  • condições adequadas de trabalho em termos de salários condignos, número de alunos por turma, carga horária e recurso de ensino-aprendizagem(instalações e equipamentos escolares);

  • desenvolvimento da política de valorização e reconhecimento social, com a estruturação da carreira de magistério;

  • ampliação de programas direcionados à cultura da paz, assegurando um clima saudável de relacionamento nos espaços escolares;

  • competências técnica e organizacional e os compromissos humano e político-social dos profissionais da educação;

  • exigência gradual de formação superior para o ingresso na profissão docente;

  • articulação real entre as agências formadoras e o sistema de ensino do MRJ;

  • competência para organizar e gerir os espaços escolares internamente e em suas articulações com a comunidade;

  • fortalecimento da dignidade profissional dos que trabalham em educação;

  • exercício da profissão com ética, rigor, responsabilidade e proatividade.

Considerando que bom ensino produz sucesso escolar, tal postura demanda esforço coletivo de todos os que fazem educação: governo, família, sociedade, profissionais, mídia, sindicatos, enfim, depende do envolvimento de todas as lideranças.

O PME não pode deixar de considerar a peça fundamental: o professor – pois as novas formas de aprender estão a exigir diferentes formas de ensinar.

A formação continuada dos profissionais da educação pública será garantida pela Secretaria Municipal de Educação, cuja atuação incluirá o planejamento, a coordenação, a supervisão, a avaliação, o financiamento e a manutenção dos programas como ação permanente e a busca de parcerias com universidades e/ou institutos de ensino superior.

Os profissionais da Iniciativa Privada devem ter garantida a formação continuada pelas entidades mantenedoras em que atuam.

A educação escolar não se resume aos espaços de sala de aula e se viabiliza pela ação articulada entre todos os trabalhadores em educação – profissionais da educação (docentes e os de suporte pedagógico) e demais trabalhadores (pessoal de apoio técnico-administrativo),portanto, a formação de todos precisa esmerar-se na mesma qualidade.


      1. Objetivos e metas




  1. Garantir a implantação, já a partir do primeiro ano deste plano, do novo plano de carreira para o magistério, elaborado e aprovado de acordo com as determinações da Lei n.º 9394/96.

  2. Admitir, para atuar nas creches, somente professores que possuam a formação mínima exigida no artigo 62 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

  3. Garantir, por meio de um programa conjunto da União, dos Estados e Municípios, no prazo de dez anos, que 100% dos profissionais de educação infantil e ensino fundamental (em todas as modalidades) possuam formação específica em nível superior, com licenciatura plena obtida em universidades ou institutos superiores de educação.

  4. Estabelecer parcerias com as instituições de ensino superior, para a oferta de cursos de especialização voltados à formação de profissionais nas diferentes áreas de ensino e, em particular, educação especial, gestão escolar, educação de jovens e adultos e educação infantil.

  5. Incentivar, a partir da aprovação do PME, a criação progressiva, de um quadro de professores de Educação Infantil, com formação específica nessa área, em nível de graduação ou pós-graduação.

  6. Garantir, na vigência deste Plano, programas de formação continuada de professores, com ênfase nos docentes de Educação Infantil e alfabetização, em parceria com instituições de ensino superior, respeitando-se a orientação da política educacional da SME.

  7. Incentivar a participação de professores em cursos de mestrado e doutorado na área educacional.

  8. Estimular a participação em programas de pós-graduação latu sensu para todos os níveis e modalidades de ensino.

  9. Garantir a formação continuada do pessoal técnico e administrativo, do quadro permanente da SME.

  10. Identificar, através de uma avaliação periódica, necessidades e características dos cursos de formação continuada dos profissionais de educação.

  11. Colocar em execução, no prazo máximo de cinco anos, programas estratégicos de capacitação em serviço.

  12. Promover avaliações periódicas do desempenho funcional dos profissionais da educação, através de instrumento próprio.

  13. Atingir os objetivos e as metas estabelecidas nos demais capítulos referentes à formação dos professores e valorização do magistério.

    1. Mídia e Educação

      1. Diagnóstico

O terceiro milênio chegou trazendo significativas mudanças para a sociedade e as vertiginosas transformações tecnológicas ocorridas na última década do século XX são, sem dúvida, uma das mais evidentes expressões destas mudanças. Telefones celulares e microcomputadores são exemplos corriqueiros destas transformações que, por vezes, são de tal ordem, que algumas máquinas parecem ser extensões de nossos corpos e sentidos.

Reconhecer esta situação e admitir que ainda estamos identificando seus alcances; assumir que crianças e adolescentes são intensamente expostos aos diferentes meios e que isto provoca impactos consideráveis na constituição de suas subjetividades; admitir ainda que a intelecção humana ainda não teve tempo para analisar e avaliar, em profundidade, tais impactos, constituem uma nova exigência para a escola: explorar, a relação entre mídia e educação e suas implicações na prática pedagógica.

Na realidade, a presença de diferentes mídias na escola tem assumido características diferenciadas em cada contexto, de acordo com as concepções, as práticas e usos adotados. É comum observar a idéia de mera ferramenta ou instrumento facilitador - freqüentemente atribuída aos computadores, por exemplo –ou a concepção de panacéia , segundo a qual, o uso das mídias seria a solução para todas as dificuldades identificadas na sala de aula. Há, ainda, aqueles que não acreditam no potencial educativo da mídia, rejeitando qualquer possibilidade de aproximação – “a TV só traz a violência...”, é um dos argumentos apresentados.

Ultrapassando a rejeição ou a apologia das mídias em sua relação com a educação, é preciso buscar um novo paradigma educacional, que considere a necessidade de discutir a questão, analisando seus reflexos nos processos de produção e circulação de informações, idéias, sentimentos e valores, bem como nos processos constitutivos de conhecimentos de crianças, jovens e adultos.

A LDB 9394/96 preconiza em suas disposições transitórias, no art. 80, o incentivo do Poder Público ao “desenvolvimento e veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada”.

O PNE, em capítulo intitulado “Educação a distância e tecnologias educacionais” ratifica a concepção de EAD apresentada na LDB, mas aponta em suas diretrizes a necessidade de “ampliar o conceito de educação a distância para poder incorporar todas as possibilidades que as tecnologias de comunicação possam propiciar a todos os níveis e modalidades de educação (...)”.

A política educacional desenvolvida junto a Rede Municipal de Ensino da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro vem, na última década, envidando esforços na direção desta mudança de paradigma e, de certa forma, antecipou-se a LDB.

Em 1992, através da Portaria no 36/92 E-DGE, foram criadas as primeiras Salas de Leitura Pólo, que funcionariam como centros irradiadores e multiplicadores da proposta de trabalho para as demais Salas de Leitura , denominadas Satélites, que tinham como principal objetivo ressignificar as práticas desenvolvidas nos espaços de multimeios e bibliotecas até então existentes nas unidades escolares. O pressuposto do trabalho a ser desenvolvido apontava para a promoção da leitura e a formação de leitores na perspectiva do que Paulo Freire denominava leitura de mundo, considerando a necessidade de articular, neste processo, os diferentes tipos de texto e de suportes textuais, de modo que alunos e professores se apropriassem de práticas leitoras voltadas não apenas a leitura de livros, mas também de noticiários de TV e de hipertextos informáticos, por exemplo.

Em 1993, é criada a MULTIRIO – Empresa Municipal de Multimeios- que, em consonância com a política educacional da Secretaria Municipal de Educação, vem, desde então, desenvolvendo diversas ações voltadas para a produção de mídias de qualidade e sua apropriação por professores e alunos.

Outra iniciativa importante, no âmbito da Rede, foi a regulamentação das Unidades de Extensão Educacional, através da Lei Municipal no 2619, de 16/01/98, que normatiza a estrutura e o funcionamento dos Núcleos de Arte e dos Pólos de Educação pelo Trabalho, os quais incorporam em suas práticas, dentre outras atividades, aquelas em que se evidenciam o uso de diferentes mídias, de acordo com as respectivas peculiaridades e necessidades.

O PROINFO – Programa de Informática na Educação – instituído pelo Governo Federal, através da Portaria SEED n. 522, de 9/4/97,também integra as atividades da Rede Pública Municipal de Ensino, desde 1998, a partir de convênio firmado entre o Governo Federal e os Poderes Públicos Estadual e Municipal, estabelecendo a instalação de laboratórios de informática nas escolas, além do NTE – Núcleo de Tecnologia Educacional – voltado para a formação em serviço dos professores e para o desenvolvimento de metodologias específicas.

O Núcleo Curricular Básico MULTIEDUCAÇÃO, publicado em 1996, ressalta a necessidade da construção coletiva de um currículo sintonizado com as demandas de seu tempo, já que :

A nova realidade tecnológica e cultural cria, constantemente, novos desafios e, com eles, a exigência de uma visão mais crítica e ampliada dos recursos que estão à volta de todos nós, adultos e crianças, dando nova ordem ao tempo e espaço em que vivemos. Outras relações se estabelecem entre o sujeito e a constituição de sua identidade, sendo significativo o papel das linguagens na formação destas relações e na vida que se transforma, permanentemente.”(MULTIEDUCAÇÃO, 1996)

Em Setembro de 2001, é lançado oficialmente o Programa de Informática Educativa da Rede Pública Municipal de Ensino do Rio de Janeiro, ampliando significativamente as ações desenvolvidas, buscando conferir unidade às diversas iniciativas existentes até então, considerando suas especificidades. Partindo da instalação de laboratórios de informática nas escolas, o Programa prevê ainda a formação em serviço dos profissionais da educação que atuam nas Unidades Escolares, além do desenvolvimento de pesquisas e metodologias.

Em 2002, é criada a Comissão Gestora do Programa, através da Resolução P n. 900, de 27/11/02, composta pela representação de Departamentos e Assessorias dos níveis central, intermediário e local da Secretaria Municipal de Educação e da MULTIRIO.

A realização da 4a. Cúpula de Mídia para Crianças e Jovens, na Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em abril de 2004, contribuiu para a ampliação dos espaços de troca, constituindo-se numa importante referência para a discussão sobre as mídias e seu papel na sociedade contemporânea. Em sua primeira edição na América Latina, o evento reuniu profissionais das áreas de comunicação e educação, entre outros, além de adolescentes dos cinco continentes. Mais uma vez, identificou-se o enorme desafio que se impõe `a escola, enquanto instituição social, na busca de novos sentidos e significados para a prática pedagógica.

Em 2004, Rede Municipal conta com:

* 265 escolas com laboratórios de Informática

*30 Salas de Leitura Pólo

*20 Pólos de Educação Pelo Trabalho

*09 Núcleos de Arte/Clube Escolar

* 20 Laboratórios de Informática e um NTE do PROINFO.

Todas as iniciativas convergem para a necessidade de inserir no contexto escolar o uso das tecnologias da informação e comunicação, possibilitando a apropriação crítica de suas respectivas linguagens e considerando suas implicações nos processos constitutivos de conhecimentos e subjetividades.




      1. Diretrizes

A relação entre mídia e educação enseja, pelo menos três perspectivas: educar pela mídia, educar com a mídia e educar para a mídia. A primeira nos remete para uma modalidade de ensino que vem se tornando freqüente e, seguramente ganhará cada vez mais espaço no meio educacional. Trata-se do que conhecemos por educação a distância - EAD. Em redes de ensino como a do Município do Rio de Janeiro, que contam com o trabalho de milhares de professores os programas de atualização profissional em serviço – fundamentais para o êxito do trabalho pedagógico – deverão, cada vez mais se valer de estratégias de EAD para ampliar seu alcance reduzindo distâncias e possibilitando maior aproveitamento do tempo, entre outros aspectos, sempre em busca do sucesso escolar.

A segunda perspectiva – educar com a mídia – corresponde ao que, em alguma medida já se realiza, ainda que se considere a necessidade de uma exploração mais efetiva das variadas potencialidades dos meios. É urgente que a escola, seus alunos e professores se apropriem de forma plena e conseqüente das diferentes possibilidades apresentadas pelos meios. Trabalhar na perspectiva da convergência de mídias significa compreender que há potencialidades diferentes em cada meio, que uma mídia não anula ou substitui a outra e que o importante é o professor e o aluno extraírem o que cada uma oferece de melhor. Na televisão, as imagens em movimento conjugadas com o som podem ilustrar um fenômeno natural como o vulcanismo, enquanto na web o aluno pode aprofundar a compreensão sobre o fenômeno e assim por diante.

As diferentes mídias associadas ao conhecimento podem contribuir para uma reconfiguração da relação entre o sujeito que aprende e o conhecimento, considerando, no caso da escola, a importância da mediação realizada pelo professor. No exemplo do vulcanismo, o professor tem a sua disposição duas possibilidades que favorecem o processo de constituição de conhecimentos de seus alunos: o produto audiovisual ilustra o fenômeno com um poder extraordinário de gerar compreensão. Já na web, esta compreensão ganha embasamento e se expande em direção a novos conhecimentos.

Desta forma, chegamos na terceira perspectiva: educar para a mídia. Muitos produtos de mídia chegam ao mercado, tanto os produzidos especificamente para a escola, quanto os produzidos para a sociedade em geral. Temos que reconhecer que, de tudo o que se produz, de tudo o que se consome, apenas uma parte apresenta qualidade. No caso da escola, o produto desejado é o de qualidade, que se manifesta na precisão de conteúdo e da informação, no respeito pela diversidade, na promoção de valores inclusivos de democracia e justiça enfim, em tudo o que favorece a cidadania. Mas a qualidade do produto não pode ser esperada de braços cruzados. Para além de qualificar a produção, há de se qualificar a recepção. Professores e alunos devem se apropriar, critica e criativamente dos produtos de mídia, bem como de seus processos de produção. Seja através da leitura crítica dos meios, seja através da produção de mídias na escola, a perspectiva de educar para as mídias é uma tendência clara que vem apresentando indiscutíveis resultados. Não se pode negar o valor dos blogs e sites criados por professores e alunos ou as inúmeras rádios escolares que se estabelecem nas escolas da Rede Pública Municipal de Ensino, enquanto canais que potencializam a expressão e a autoria.

Contudo, algumas condições essenciais devem ser satisfeitas para que a mudança de paradigma se consagre. Assegurar o suprimento de recursos materiais, como equipamentos e serviços e o investimento em programas de atualização em serviço de profissionais são ações indispensáveis neste sentido.

Outra ação fundamental é relativa a criação e ampliação de estruturas voltadas para a multiplicação e irradiação das orientações gerais do trabalho proposto, considerando as dimensões de uma mega Rede e a necessidade constante de aperfeiçoamento do trabalho. A exemplo do que já ocorre nos diversos programas e projetos que integram a Rede, tais estruturas funcionariam como pólos de tecnologia educacional, sendo referência para o desenvolvimento de ações mídia educativas.

A Rede Municipal de Ensino da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro reafirma o compromisso com uma política pública educacional que integre as diferentes mídias às praticas pedagógicas desenvolvidas no interior de cada unidade escolar reconhecendo que a presença da mídia na escola deve ser analisada não apenas como necessidade decorrente do avanço tecnológico, mas, antes de tudo, como questão cultural, em que a mídia se constitui como uma dimensão que, ao lado das dimensões de espaço e de tempo, integra nossas vidas.




      1. Objetivos e Metas




  1. Assegurar, através da MULTIRIO, a criação e o desenvolvimento de produtos culturais e educativos, em diferentes mídias, em consonância com a política educacional da SME.

  2. Utilizar as diferentes mídias - impressa, audio-visual e digital – para a disseminação de produtos culturais e educativos, assegurando às escolas condições básicas de acesso a esses meios.

  3. Promover imagens e ações que afirmem pela igualdade de direitos entre todos os seres humanos, independentemente de gênero, etnia, religião, orientação político- partidária, classe social, idade e condições físicas e psicológicas.

  4. Desenvolver, orientados pela SME/MULTIRIO, Programas de Educação a distância voltados para a atualização continuada em serviço dos profissionais da educação que atuam na Rede Pública.

  5. Assegurar às escolas públicas o acesso universal às diferentes mídias, com o desenvolvimento de uma política de aquisições com vista a renovação/ atualização de equipamentos e materiais, promovendo sua integração no Projeto Político Pedagógico.

  6. Implantar, gradativamente, na rede física municipal, estruturas permanentes, necessárias ao desenvolvimento de ações voltadas para a formação continuada de professores, a pesquisa e a elaboração de metodologias específicas, dotadas de recursos materiais e pessoal qualificado e constituindo-se em referências para o desenvolvimento de práticas mídia – educativas.

  7. Instalar até 2007, laboratórios de informática em 50% das escolas e, até 2012, em 100% da Rede Pública Municipal de Ensino.

  8. Formar em serviço, até 2007, 25% dos professores em informática aplicada à educação e, simultaneamente, realizar estudos, levantamentos e diagnósticos que orientem e fundamentem as projeções anuais até atingir 100% de atendimento.

  9. Observar, no que diz respeito à mídia e educação, as metas pertinentes, incluídas nos capítulos referentes à Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial e à Formação de Professores.

  10. Garantir o funcionamento pleno dos recursos e equipamentos instalados na Rede Pública Municipal de Ensino.

  11. Ampliar, a partir de estudos e diagnósticos específicos, o número de Unidades de Extensão e Salas de Leitura Pólo, considerando a ampliação do número de escolas existentes na Rede Pública Municipal de Ensino.

  12. Desenvolver pesquisas, em parceria com Universidades e Centros de Pesquisa, voltadas para a relação entre mídia e educação, integrando ações com o Centro de Referência de Mídia para Crianças e Adolescentes (RioMídia).

    1. Centro de Referência da Educação Pública

      1. Histórico

A Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro possui a maior rede municipal de ensino da América Latina. Esta rede, construída sob diversos tipos de administrações, foi, no Segundo Império, subordinada ao Município Neutro e, na República, ao Distrito Federal e à Cidade-Estado e, por fim, ao Município do Estado do Rio de Janeiro.

Seu rico acervo está, portanto, espalhado por diversos arquivos e instituições de pesquisa, o que dificulta o trabalho de pesquisadores da área da educação carioca.

Em 1992, após um levantamento sobre dados referentes às escolas construídas até 1930, a Secretaria Municipal de Educação criou o Centro de Memória da Educação. O material pesquisado incluiu fotografias, documentos, móveis e objetos, convertido na exposição “Escolas de Outros Tempos”. Deu-se início a um trabalho de catalogação e divulgação do acervo encontrado nas escolas.

A proposta avançou para a criação de um centro de referência que tivesse como objetivos, além da sistematização, disponibilização e divulgação das informações dispersas nas diversas instituições, a criação de um espaço de difusão cultural e de pesquisa da educação pública da nossa cidade, fruto do Grupo de Trabalho, criado em 1997, pela Secretaria Municipal de Educação.

Em 1999, um novo Grupo de Trabalho começou a elaborar um plano para a implantação do centro e a escolha de um local adequado para seu funcionamento. Foi escolhido o antigo prédio da Escola Municipal Rivadávia Corrêa, que passou por uma grande reforma a fim de provê-lo de modernas instalações. A construção centenária, antiga Escola da Freguesia de Sant'Anna, uma das chamadas “Escolas do Imperador”, passou a abrigar, a partir de 18/10/2002, o Centro de Referência da Educação Pública da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Nesses dois anos de funcionamento, o Centro de Referência da Educação Pública já é uma realidade:

1.Inventariou o número de Mestres e Doutores da Rede Municipal de Ensino e publicou o resumo de seus trabalhos (três volumes).

2
.Organizou e publicou três edições do “Prêmio Anísio Teixeira” - conjunto de monografias selecionadas sobre diversos temas educacionais como Gestão Escolar, Educação Infantil, Tecnologia em Educação, Ação Cultural na Escola e Currículo.

3.Organizou quatro exposições (Escolas do Imperador, Cândido Portinari, Escolas Tombadas e Trilhas e Trilhos – Memórias do Rio) contando com a visita de milhares de alunos das escolas municipais e privadas;

E
scolas do Imperador – Outubro de 2002 a Junho de 2003


  • Portinari – Julho a dezembro de 2003

  • Escolas Tombadas - Dezembro de 2003 a Março de 2004

  • Trilhas e Trilhos – Nº de visitantes até setembro de 2004

4.Ofereceu, aos professores da rede municipal, diversas oficinas de capacitação: “Professor-autor” de monografia, “Leitura dramatizada de textos adaptados de Orígenes Lessa e de textos sobre mitos e contos de fadas”, “Confecção de maquetes”, “Orientação sobre visitas às exposições”;

5.Promoveu mesas-redondas sobre Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Sérgio Buarque de Holanda, Lúcio Costa, Carlos Drummond de Andrade; saraus literários de Pedro Nava e Pablo Neruda e saraus musicais de Ary Barroso, Noel Rosa e Lamartine Babo (Projeto Cem Anos - Um Olhar para o Futuro);



6.Organizou as informações sobre nossas escolas, em banco de dados, possibilitando o acesso a fotos e documentos sobre a história das unidades escolares, além de disponibilizar, na Internet, seus projetos pedagógicos.

Hoje, o CREP conta com uma página na Internet, conectada à Página da Secretaria Municipal de Educação.

Uma cultura preservacionista na rede municipal de ensino e a troca de informações entre os diversos órgãos da Prefeitura, inclusive entre os da própria SME, é importante para o bom desenvolvimento do trabalho do Centro de Referência.


      1. Diretrizes

As diretrizes da defesa do nosso patrimônio cultural estão contidas na Constituição Brasileira de 1988 e na Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro de 1990.

É dever do Estado, compreendendo os poderes federal, estaduais e municipais, proteger, apoiar e incentivar a difusão do nosso patrimônio cultural, entendido como “bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira” (Art. 216 da Constituição).

O Centro de Referência da Educação Pública tem seu trabalho pautado nestas diretrizes constitucionais e também naquelas contidas em seu ato de criação.

Entendendo que a memória de um povo é um dos fatores de sua identificação e que esta deve ser transmitida às gerações futuras para que elas possam relacionar presente e passado, vislumbrando o futuro, o CREP direciona o seu trabalho no sentido da preservação das histórias de cada unidade escolar no contexto de seu tempo e espaço, história contida na sua documentação escrita, oral e iconográfica, fontes de pesquisa capazes de oferecer um retrato da história da educação na Cidade de São Sebatião do Rio de Janeiro.

Um dos maiores bens que a Secretaria Municipal de Educação possui é o seu quadro do magistério. Hoje, um universo aproximado de trinta e sete mil professores. O CREP tem como diretriz incentivar a produção do conhecimento deste professorado e divulgar o resultado desta produção, através de prêmios ou da publicação na Internet dos seus projetos e trabalhos pedagógicos. Além disso, empenha-se em estimular a produção de professores que aprimoram seus conhecimentos, através da formação de um grupo bastante representativo de mestres e doutores da nossa rede municipal, publicando e divulgando na Internet o resumo das suas teses e dissertações.

O artigo 23, IV da Constituição Brasileira diz que é “competência da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência”. As atividades do CREP, de acordo com estes preceitos constitucionais, tem como diretrizes proporcionar aos professores e estudantes, tanto da rede municipal como da rede particular, acesso a eventos artísticos (musicais, literários e teatrais) e educacionais (mesas-redondas, palestras e exposições), através da sua Coordenação de Projetos e Eventos.

Uma das orientações do CREP é a busca de um trabalho articulado com outros órgãos da SME, desde o órgão central até as unidades escolares e creches, como também com as diversas instituições de documentação e arquivologia de nossa cidade, com objetivo de se criar uma rede de referência na área educacional do Rio de Janeiro.

Como diretriz geral o CREP busca implantar na rede municipal de ensino a cultura da preservação da história e do patrimônio da educação na Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.



      1. Objetivos e metas




  1. Cadastrar todas as escolas e creches municipais, no prazo máximo de dez anos, disponibilizando as informações administrativas, históricas e patrimoniais aos pesquisadores e ao público em geral.

  2. Criar e implantar, no prazo máximo de cinco anos, um Centro de Pesquisa Oral sobre a educação na Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

  3. Produzir, editar e divulgar a história da educação na Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, no período compreendido entre 1975 e a atualidade, no prazo máximo de cinco anos, a partir da publicação do PME.

  4. Estar em rede com toda a estrutura administrativa da SME.

  5. Dar continuidade às publicações do CREP (Prêmio Anísio Teixeira, Guia de Mestres e Doutores, Memória da Educação, Anais do Projeto “Cem Anos”).

  6. Manter anualmente uma exposição, aberta a todas as escolas da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e publicar o seu conteúdo.

  7. Criar um prêmio que incentive a publicação de livros sobre temas da educação, aberto a todos os profissionais do magistério.

  8. Editar um dicionário da Educação no Rio de Janeiro, no prazo máximo de dez anos, a partir da publicação do PME.

  9. Implementar no CREP um pólo de ações culturais e artísticas.

  10. Manter com instituições científicas e culturais um intercâmbio de informações capaz de solidificar o CREP como um centro de referência para pesquisadores, professores, alunos e a sociedade em geral, quando o assunto for educação.




  1. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO





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