Surgimento do carro no Brasil



Baixar 173.02 Kb.
Página1/3
Encontro28.06.2018
Tamanho173.02 Kb.
  1   2   3




1. O SURGIMENTO DO 1º CARRO NO BRASIL
O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a conhecer um protótipo do automóvel. Em 1871, antes de Amédée Bollée, na França, dedicar-se à fabricação de veículos, a Bahia recebia um carro que se auto-movia: uma máquina enorme, pesada e barulhenta, que parecia com os atuais rolos compressores de pavimentação, mas com uma quinta roda na frente, responsável pela sua direção.

O estranho veículo era movido a vapor e estava ligado a um carro destinado a acomodar os passageiros, que, na sua roupa mais elegante, levantavam a cabeça, soberbos do progresso de sua viatura.

As famílias mais destacadas usavam a cadeira de arruar ou os corcéis, que eram tratados com carinho especial. Quando o Sr. Francisco Antonio Pereira Rocha, um importante empresário da época, importou seu “automóvel”, ele acabou ficando mais conhecido ainda pelos populares.

O carro rodou por Salvador, para espanto do povo que enchia as ruas para ver a novidade. O automóvel fez sucesso por onde passou, mas um homem desconhecido desafiou o Dr. Rocha, dizendo que aquele monstrengo só andava no plano e que ele era incapaz de subir uma ladeira. Conseqüentemente foi fechada uma aposta: ir à praça do Mercado, subir a Ladeira da Conceição da Praia e chegar até a Praça do Palácio.

Todo mundo tomou conhecimento da aposta, e muitas apostas mais surgiram, uns defendendo o carro, outros achando que ele, tão pesado e sem nada que o puxasse, não agüentaria a ladeira.

No dia combinado, o Dr. Rocha montou no seu veículo. O veículo resfolegou e começou a andar, encaminhando-se para a Ladeira. Todos pararam e observaram que o veículo pesado e estranho subia vagarosamente, mas firmemente.

Quando despontou na Praça do Palácio, todos que estavam observando o desafio aplaudiram e comemoraram o sucesso do carro do Dr. Rocha.

Uma das coisas que mais impressionou o baiano, no caso do automóvel primitivo, foi o fato de ele ter as rodas cobertas de borracha. Esse fato impulsionou novas idéias e anos depois os primeiros carros importados estariam desfilando pelas ruas de várias cidades brasileiras.

A partir daí, novas idéias surgiram e cada vez mais o povo brasileiro se interessou em possuir um veículo totalmente nacional, mas isso aconteceria quase um século depois desse grande marco do primeiro carro no Brasil.

2. IMPORTAÇÃO DE CARROS: UMA SAÍDA PARA O BRASIL
Desde os anos 20, a importação de automóveis era uma rotina bastante conhecida. A Ford Motors Company tinha iniciado a montagem de seus Ford “T”, em São Paulo, em 1919.

Em 1920, mais da metade dos veículos que circulavam ao redor do mundo eram modelos T e podiam ser vistos até em países distantes como Turquia e Etiópia.

O modelo era totalmente de madeira. Colunas, chassi, assoalho, longarinas, laterais, tudo era coberto com chapas de aço. O carro era alto o bastante para transpor com facilidade as precárias estradas da época.

A General Motors Company fez o mesmo a partir de 1925, com o Chevrolet “Cabeça de Cavalo”. Nessa época, o Brasil não tinha investimentos e nem equipamentos suficientes para se produzir um carro totalmente nacional.

A partir de 1946, a montagem dos carros importados retomou sua rotina, mas alguma coisa havia mudado. A necessidade de improvisar peças de reposição durante o período da guerra fez com que surgisse uma incipiente indústria de autopeças, o que encorajou aqueles que pretendiam construir o automóvel brasileiro.

Somente em dois anos, de 1951 a 1952, o Brasil importou em números redondos 200 mil veículos que, aproximadamente, consumiram 540,9 milhões de dólares. Exatamente a mesma quantidade de veículos que existiam antes da guerra.

Entre os modelos mais importados podemos citar os ''muscle cars'', que faziam sucesso entre os apaixonados por velocidade e pelo ronco do motor V8.Os carros americanos, como o Mustang e algumas pick-ups, faziam grande sucesso entre os jovens e a elite brasileira que buscavam conforto e potência. Naquela época, a maioria dos carros eram grandes e praticamente todos com motores acima de 6cc ,além disso tinham muito conforto e tecnologia de sobra,mas com altos preços e impostos.

Naquela época,a maioria dos carros pertenciam a classe alta da sociedade brasileira e era objeto de desejo aos menos poderosos,que logo iriam desfrutar de um produto barato e nacional.

Faltava um pouco de incentivo por parte dos governantes e de grandes empresários para construir um automóvel totalmente nacional.

A história mudaria completamente com Juscelino Kubitschek de Oliveira, que em 1956, assumiu a Presidência da República.



3. PRIMEIROS CARROS BRASILEIROS
No dia 31 de março de 1952, a Comissão de Desenvolvimento Industrial, criada pelo presidente Getúlio Vargas, instalou a Subcomissão de Jipes, Tratores, Caminhões e Automóveis, presidida pelo subchefe da Casa Militar da Presidência da  República, o engenheiro naval comandante Lucio Meira. Este fato teve grande importância para os destinos da indústria automobilística nacional.

A implantação da indústria automobilística nacional voltou à tona com a posse de Juscelino Kubitschek de Oliveira na Presidência da República, em 1957. Lucio Meira, nomeado ministro da Viação e Obras Públicas, passou a chefiar um grupo de trabalho que deveria, no prazo de trinta dias, apresentar um plano para sua execução. Como decorrência, foi criado o Grupo Executivo da Indústria Automobilística. Esta data é considerada quase unanimamente o 1º marco histórico da indústria automobilística no Brasil, porque o GEIA realmente viabilizou os esforços, os planos e as iniciativas referentes ao parque automobilístico nacional.

No dia 15 de novembro de 1957, saía às ruas o primeiro automóvel fabricado no Brasil, com um índice de nacionalização relativamente elevado: tratava-se da perua DKW. Era um carrinho feio, que mais parecia um carro de padeiro. As linhas traseiras quadradas nada tinham a ver com a frente arredondada, herdada dos DKW fabricados na Alemanha, pela Auto-Union. Não havia muitas alternativas quanto à cor da pintura nem do estofamento. Mas a perua andava bem e surpreendia pelo desempenho e economia. O modelo tinha espaço interno razoável e tinha poucos opcionais, mas sua mecânica era simples e durável.

O motor era de dois tempos e três cilindros, com tração dianteira. Apenas 900 cm3 e 40CV. No entanto, sua aceleração e sua velocidade máxima eram razoavelmente boas para a época.

O consumo de gasolina era surpreendentemente baixo. O grande inconveniente era a necessidade de se misturar o óleo à gasolina, no próprio tanque. Além disso, o cheiro exalado pela furgoneta  fosse simplesmente horrível.

Em 1959, porém, o automóvel nacional tornou-se uma realidade palpável: ele era visto nas ruas e nas estradas, estava nos  concessionários e podia ser adquirido, até mesmo financiado.

No mesmo ano surgiram a perua DKW de linhas renovadas, o sedan DKW, o primeiro Volkswagen 1200, o Simca Chambord e a VW Kombi.

Na verdade, os primeiros anos da indústria automobilística nacional marcaram a fase da cópia, ou seja, os “nossos” carros nada mais eram do que veículos já existentes, fabricados nos seus países de origem, onde geralmente não haviam obtido muito sucesso.

O ano de 1960 mostrou dois novos produtos ao mercado brasileiro. O primeiro foi o Aero Willys, um carro herdado de um projeto  americano que havia sido desativado por insucesso. Seu motor era bom: seis cilindros em linha, o usado no Jeep (que mais tarde passou a ser usado nas Rurais e nos demais modelos derivados do Jeep, e até mesmo nos Mavericks fabricados pela Ford).

Ainda em 1960 foi lançada a segunda novidade: o JK, em homenagem ao patrono da Indústria Automobilística Nacional, Juscelino Kubitschek. Tratava-se do Alfa Romeo 2000, que havia sido lançado na Itália em 1957, mas que não tinha obtido o mesmo sucesso dos demais Alfas. Por isso, a Fábrica Nacional de Motores, única indústria automotiva de propriedade do governo brasileiro, trouxe todo o ferramental para a construção desse carro e relançou-o aqui, batizado de JK.

Para a época, o JK era um super carro, com motor de quatro cilindros em linha de 2000cm3 com duplo comando na cabeça, câmbio de cinco marchas e suspensão muito estável. O modelo era nitidamente superior aos seus concorrentes e muito mais moderno e exclusivo.

Em 1960, ainda, a GM, que já fabricava caminhões e camionetas, lançou uma perua sobre o chassi de sua camioneta menor, batizando-a de Amazonas.

Era um veículo meio desengonçado, mas com características mecânicas muito boas, especialmente de resistência. Esse veículo usava o motor de 6 cilindros em linha, padrão para todos os caminhões da GM, de 4200 cm3.

Mas o otimismo do setor automobilístico começou a diminuir. O Brasil entrou nos anos 60 debaixo de forte instabilidade política, culminando com a mudança de regime em 1964. Iniciava-se o período dos governos militares, que se sucederam no poder até 1985 e contra os quais ocorreram inúmeras manifestações de estudantes e trabalhadores. Além disso, o país sofria os efeitos do enfraquecimento do ciclo de expansão econômica que vinha desde o pós-guerra.

A partir de 1962, a produção da General Motors do Brasil declinou expressivamente, só se recuperando em 1967, quando atingiu a marca de 17 158 veículos.Mas tempos melhores estavam por vir.

O lançamento do Opala, pela GM, em 1969, ajudou a indústria automobilística a pensar em novas técnicas para ampliar seu mercado interno e até externo. Já se podia comprar um automóvel barato, veloz, macio e confortável, feito no Brasil. Feitos por uma fábrica de caminhões, que pela primeira vez no Brasil se propunha a fazer automóveis, os opalas sofriam de alguns problemas de acabamento, falta de funcionalidade dos bancos, freios não muito eficientes. Mas de modo geral, o sucesso do veículo da GM representaram um passo à frente.

Todos os fabricantes já sabiam, há tempos, que o carro nacional era considerado bom e que os modelos existentes eram razoáveis. Mas sabiam também que o público queria verdadeiras novidades, ao invés de simples mudanças estilísticas. Assim, começou uma guerra por trás dos bastidores, na qual o consumidor foi beneficiado.


4. 1973: O ANO DA REVOLUÇÃO
O ano de 1973 pode ser considerado como o ano da revolução, pois surgiram novos modelos, que ficaram por um bom tempo. E os que não chegaram a ser lançados nesse ano e tiveram sua apresentação nos anos seguintes, foram criados nessa época.

O primeiro carro importante a nascer foi o Chevette, da GM, realmente atualizado. Tanto isso é verdade, que sua versão européia surgiu depois da brasileira. Com um motor de 4 cilindros dianteiros, com o comando único na cabeça, ele abriu caminho para as verdadeiras novidades tecnológicas.O veículo era simples , mas era muito forte e aguentava andar nas cidades e estradas brasileiras combinando economia e bom desempenho.

A Volkswagen acertou em cheio, pela primeira vez, lançando a Brasília.Com os mesmos componentes tradicionais, ela possuía uma carroceria atualizada, que fez a fábrica retomar seu crescimento em vendas e produtividade.

De 1973 para 1974 surgiram também o Maverick, que deveria ter sido um sucesso, e o Passat, que foi um sucesso.

O Maverick teve uma história curiosa: a Ford fez uma pesquisa de opinião pública, para saber, entre carros que ela poderia lançar, qual deles teria a preferência do público. O resultado apontou o Maverick, mas quando o carro foi para os revendedores o público o rejeitou solenemente. Houve quem dissesse que a “pesquisa” havia sido encomendada pela Ford, para lançar o Maverick, já que ele era o único carro, na época, que poderia ser colocado no Brasil com vantagens econômicas. Havia dois motores disponíveis para o Maverick: 6 cilindros e o V-8 importado (do Mustang). Mais tarde, a Ford equipara o Maverick com o motor de 4 cilindros, 2300 cm3, feito no Brasil para exportação.
O Passat, realmente, foi um carro que continuou a revolução iniciada com o Chevette: com motor de 4 cilindros, dianteiro, tração dianteira, comando único na cabeça e apenas 1500cm3, ele apresentava desempenho e conforto de carro muito maior, pelos padrões brasileiros da época.

Nessa ocasião, surgiu o Puma Opala, que havia sido anunciado já há algum tempo, mas que somente agora começava a ser realmente produzido. Tratava-se de um Puma, de fibra de vidro, usando componentes mecânicos do Opala 4100.

Dos lançamentos de 1973 vale ressaltar o Dodge 1800, como o de história mais estranha. A Chrysler sabia que precisava entrar no mercado com um carro médio, para aumentar suas vendas. Escolheu o Hillmann Avenger, inglês, de sua subsidiária, e adaptou-o às nossas condições, elevando a cilindrada de 1500 para 1800cm3. Foram feitos os testes mais rigorosos nos protótipos importados, que superaram a todos galhardamente. Quando, entretanto, o carro nacional chegou ao público, tinha tantos defeitos, que quase levou a fábrica à bancarrota.Com muita paciência os homens da Chrysler aceitaram o desafio e, aos poucos, foram acertando o carro. Em 1975 foi feito um relançamento do veículo, agora chamado de Polara, que reconquistou o público perdido. Renascido das próprias cinzas, o Polara talvez seja um dos poucos exemplos de automóvel que conseguiu se recuperar de uma quase falência.

A Caravan foi lançada em 1975, com grande êxito. Faltava, realmente, uma grande perua e de luxo, pois a Kombi – mesmo a mais sofisticada – tem características mais de furgão que de transporte familiar. Nas peruas menores, Variant e Belina, faltava espaço imprescindível para as famílias numerosas.Além disso,o carro da GM tinha mais conforto e também muito mais potência do que os carros das outras montadoras,o que fez muito sucesso e lhe renderam várias premiações em revistas.



5. FINAL DO SÉCULO XX : TECNOLOGIA E NOVIDADES
Após 23 anos do primeiro carro fabricado no Brasil, as montadoras começaram uma longa briga, que dura até hoje, em busca do melhor carro e da liderança nas vendas e exportações. Com isso, os veículos foram melhorando e cada vez mais tinham tecnologia de ponta e vários itens de segurança para agradar a todos daquela época.

Nessa época já era possível comprar um carro com ar condicionado, direção hidráulica e outros itens de luxo por um preço razoável.

Um exemplo disso foi o surgimento do Chevrolet Monza, em 1982, que revolucionou o mercado com seu desenho compacto, seu acabamento e seu notável avanço tecnológico.

O veículo foi escolhido o carro da década e foi líder absoluto de vendas na categoria, demonstrando a superioridade da GM em relação à tecnologia e qualidade.

Com o passar dos anos o Monza recebeu motor com injeção eletrônica e acessórios que eram vistos apenas em carros importados, como o painel digital.

Em 1992, para se ter uma idéia, o Chevrolet Omega tinha freios ABS, câmbio automático e teto solar elétrico, o que significou um grande passo à frente em relação à tecnologia e design.



6. OS GRANDES SUCESSOS DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA BRASILEIRA
Com o surgimento do primeiro carro fabricado no Brasil, as grandes montadoras nacionais precisavam lutar pelo mercado mundial e apostaram em modelos que realmente fizeram sucesso e marcaram a vida de muitas pessoas.

Alguns exemplares que vieram para fazer história e realmente fizeram:


6.1 VW Fusca / Kombi
O Fusca veio para o Brasil em 1959 e o que era grande sucesso no exterior, acaba virando uma verdadeira paixão aqui no Brasil.

As primeiras versões eram equipadas com motor de 1200cc, mas nem por isso deixava de ser um carrinho valente e durável.

Em 1967, o Fusca ganhou um motor de 1300cc e no ano seguinte foi equipado com um sistema elétrico de 12 volts, diferente do antigo que tinha 6 volts.

Em 1970, surgiram os motores de 1500cc e o modelo tinha um visual mais moderno, o que lhe deu o apelido de ‘’Fuscão’’.

O fusca teve uma produção de 239.393 unidades somente em 1974. Comparado a produção de 1969 que era de 126.319, foi um impressionante salto nas vendas. Nessa mesma época surgiu o motor 1600-S com dupla carburação, o que lhe deu muito mais economia de combustível e um desempenho mais agradável.

Anos depois surgiram os motores movidos a álcool e algumas mudanças estéticas faziam parte da nova marca do Sedan. Mas foi no ano de 1986 que (temporariamente) acaba-se a carreira do Fusca. Embora o México não parar de produzi-lo, no Brasil sua linha de montagem chegara ao fim.

Até que em 1993 por pedido do então presidente do Brasil, Itamar Franco, o Fusca volta a ser fabricado e ganha o nome de Fusca ‘’Itamar’’. A VW chegou a produzir mais de 40 mil novos Fuscas. Até sua oficial parada de fabricação anunciada em Julho de 1996, o fusca deixou mais fãs por seu rastro.

O mais impressionante ainda foi o sucesso de seu relançamento oficial, montado em chassis do VW Golf e com seu novo nome já definido, o BEETLE volta às ruas, mostrando sua nova cara e dando continuidade a essa inigualável carreira que o "querido carrinho" fez por merecer.


VW Kombi
A perua da VW veio para o Brasil em 1953 e como o Fusca, fez grande sucesso, liderando as vendas no segmento de utilitários leves. Na época era o carro ideal para trabalhar ou até mesmo transportar pessoas para qualquer lugar do país, pois era um carro muito durável e que tinha uma manutenção simples e barata de se fazer. O motor era igual do Fusca e com os anos ficou mais moderno e também mais econômico.

As primeiras Kombis tinham as seguintes versões:

-Kombi Furgão – Muito utilizada no transporte de cargas em grandes empresas.

-Kombi Standard (passageiro)-Transporte para 9 passageiros.

-Kombi Caminhonete cabine simples ou dupla – Transporte de material pesado e também de passageiros.

-Kombi Standard 6 portas – Transportava 9 passageiros e tinha portas laterais dos dois lados,diferente da Standard que tinha porta lateral somente no lado direito.

A Kombi ainda é grande sucesso no Brasil e é utilizada em várias empresas e fábricas. É utilizada pelo Correio e também por empresas de telefone. Algumas unidades também são utilizadas pela Policia Militar de SP e de outros estados. Além disso, a Kombi é bastante utilizada como transporte escolar ou até mesmo para lazer.

Em 2006 ela ganhou um novo motor 1.4 Flex refrigerado a água, o que lhe rendeu muito mais conforto e segurança, diferente das antigas produzidas.

O modelo novo da perua tem um visual moderno e agrada vários públicos, o que lhe garantiu ser líder de vendas da categoria em 2010.
6.2 Ford Galaxie / Landau
Em 1967 surgiu um carro que revolucionou os conceitos de qualidade brasileira: o Ford Galaxie. Pela primeira vez o Brasil tinha um carro praticamente igual ao que se fazia no País de origem (o modelo lançado aqui em 1967 era o modelo 1966 americano). Seu fabuloso silêncio interno e maciez de funcionamento eram completamente desconhecidos, até então, entre nós brasileiros.

O modelo tinha um potente motor V8 e também vários itens de série como direção hidráulica e ar condicionado, que na época eram um luxo e uma exclusividade.

Em 1969, foi lançada a versão LTD do Galaxie, mais luxuosa, com acabamento do painel e das portas em melhorado, teto em vinil, ar-condicionado e câmbio automático que na época era um item opcional.

O ano de 1981 é o último em que o Galaxie LTD é fabricado. Deste ano em diante as luzes de marcha-à-ré voltam a ser integradas às lanternas traseiras, desta vez ocupando o lugar aonde até 1980 acendia o terceiro par da meia-luz traseira.O nome desse novo sucesso da Ford era Landau.

O Landau continuou fazendo sucesso, sendo o carro oficial da presidência, de muitas personalidades e da elite brasileira.

Em 1983 o Galaxie saiu de linha, totalizando 77.850 unidades produzidas, apenas 1000 no último ano de produção. Com certeza na opinião de muitos o melhor carro fabricado pela Ford, pois tinha conforto, segurança, desempenho e luxuosidade.

Os modelos V8 começaram a sair de cena devido ao aumento do petróleo, já que um carro com essa motorização fazia em média 4km por litro de gasolina na cidade.

Até hoje várias pessoas conservam essa raridade da industria brasileira que marcou época com seu charme e elegância.


6.3 Gm Opala / Caravan
O projeto da GM demorou cerca de dois anos, sendo finalmente apresentado na abertura do VI Salão do Automóvel de São Paulo, num sábado, dia 23 de Novembro de 1968, já como linha 1969. A fórmula do Opala combinava a carroceria alemã do Opel Rekord C / Opel Commodore A, à mecânica norte-americana do Chevrolet Impala.

Ao longo de seus 23 anos e cinco meses de produção contínua, passou por diversos aprimoramentos mecânicos e modificações estéticas, sendo fabricado na cidade paulista de São Caetano do Sul, localizada na Região Metropolitana de São Paulo.

Nos primeiros 10 anos de produção, 500 000 Opalas de diferentes versões foram vendidos no mercado interno e externo, a uma média de 50 000 unidades por ano.

A GM deu um vigoroso salto à frente aumentando em mais de 28 000 metros quadrados sua área construída nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos e elevou seu efetivo de 5 130 para 8 155 funcionários entre 1966 e 1968.

Durante o período em que esteve em produção, foram oferecidas paralelamente duas opções de motores ao Opala: 4 ou 6 cilindros, tanto para as versões básicas, quanto luxuosas ou esportivas. Dentre as qualidades do Opala, é notável o acerto dos freios, direção, velocidade e suspensão bastante equilibradas, aliado a isto, o conforto de um carro potente e com bastante torque, o que resulta em saídas rápidas e muita força em subidas de serra e ultrapassagens mais que seguras na estrada.

Em 1975,a linha Opala ganhava a versão Station Wagon chamada Caravan.

Para o ano de 1980 o Opala passou por uma forte mudança de estilo a fim de se adequar à moda das formas retangulares dos carros nos anos 80. Um novo desenho da frente e da traseira, com faróis e lanternas retangulares, embora a parte central da carroceria fosse mantida igual.

Em 1980 também surgiria a famosa versão topo-de-linha Diplomata, onde um pacote de itens de luxo equiparia a toda a família Opala. Dentre os principais requintes, ressaltam-se o ar condicionado com saída para os passageiros no banco traseiro e ar quente. a partir de 1985, recebia vidros elétricos, antena elétrica, retrovisores elétricos, porta malas com acionamento elétrico, travas elétricas, volante com regulagem de altura, dentre inúmeros recursos que o mantinha no topo da linha da GM brasileira.

O Opala parou sua produção no dia 16 de Abril de 1992,deixando velhas lembranças e muitas alegrias para seus donos,além de mostrar a superioridade da GM na fabricação de veículos.Mas até nos dias de hoje conseguimos ver belíssimas unidades do Opala nas ruas e em encontros de carros antigos,o que demonstra a paixão do brasileiro pelo luxuoso automóvel da GM.
6.4 VW Gol
Lançado em 1980,é considerado o maior sucesso da Indústria automobilística no Brasil de todos os tempos. É também o primeiro e único carro brasileiro a ultrapassar a marca de 5 milhões de unidades produzidas,tornando-se, em fevereiro de 2001, o primeiro e único a superar o Fusca em vendas.O modelo é líder de vendas absoluto por 22 anos consecutivos e é o modelo mais exportado da história do Brasil, com 735 mil unidades embarcadas para mais de 50 países.

Os primeiros modelos foram equipados com motor 1300 ( semelhante ao do Fusca ) o que lhe rendeu o apelido de ‘’batedeira’’ já que o barulho era parecido com o do Fusca.Nos anos seguintes, a VW lançou a versão com motor 1600 também arrefecido a ar.

Em 1984, o Gol GT tinha motor 1.8 AP (alta perfomance) e o Gol BX, em 1985 ganhou motor 1600 arrefecido a água. A VW começou a fabricar os modelos com motores AP em maior escala,e o Gol tinha versões esportivas e de maiores desempenho.

Ao longo dos anos o modelo ganhou formas redondas e motores mais econômicos e potentes. As versões esportivas GTI e GTS vinham super equipadas e tinham motor de 2000cc do Santana, o que fazia o pequeno carro alcançar a marca dos 200 km/h.

A partir de 1993, os modelos com motores CHT de 1000cc e 1600cc da Ford fizeram um grande sucesso, pois os modelos se tornaram muito mais econômicos e simples de se manter.

Para se ter uma idéia da importância do veículo para o Brasil,em 2003 o Gol foi o primeiro carro FLEX a ser produzido no país, iniciando o sucesso dos veículos bi-combustíveis no país.

O Gol é fabricado até hoje e continua liderando o mercado dos Carros Populares. Ele possui motor 1.0 e 1.6 Total Flex , o que lhe fornece muito mais economia e menos manutenção.

Esse ano o Gol completou 30 anos de existência e um raro modelo de 1980 foi o primeiro Gol a receber a Placa Preta ,um grande marco para a Indústria Automobilística Brasileira.



Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal