Técnicas de apresentaçÃO



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Encontro21.05.2018
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TÉCNICAS DE APRESENTAÇÃO

Apresentar-se e falar em público oferece-lhe uma grande oportunidade de se expressar e deixar que a sua inteligência verbal floresça. No entanto, fazer apresentações e falar em público é o medo nº 1 do planeta!

Porquê? Porque a falta de confiança na própria inteligência verbal e a alta probabilidade do Q.I. verbal ficar exposto quando se fala em público, parecem ser bons motivos para o medo.

Objetivo: Passar ao conhecimento dos ouvintes informações básicas sobre como planejar e executar a apresentação de palestras, conferências, seminários (projeto).

Planejamento: Assim como em todas as atividades complexas há necessidade de elaboração de um plano esquemático com a finalidade de otimizar os esforços necessários e maximizar o nível de captação e compreensão dos ouvintes.

Como planejar:

a) Conhecer os tipos psicológicos, técnicos e nível cultural dos ouvintes, adequando a mensagem em uma linguagem apropriada;

b) Formular precisamente objetivos a serem alcançados;

c) Definir o conteúdo a ser exposto, estabelecendo de maneira precisa a profundidade de como será tratado e os pontos chaves a serem reforçados;

d) Organizar a exposição em quadros sinópticos de tal maneira que cada assunto esteja bem entrosado com o anterior e com o posterior, lembrando anéis encadeados;

e) Prever exemplos, situações e formas a serem utilizadas propiciando a participação de todos, tornando a exposição mais objetiva;

f) Estabelecer o material de apoio, utilizando de maneira eficiente e eficaz, o maior número de recursos áudio visuais;

g) Redigir o texto completo;

h) Definir o tempo de cada parte a ser apresentada;

i) Se tiver que memorizar alguma coisa, memorize somente os quadros sinópticos ou os esquemas básicos;

É bom saber que os grandes comunicadores se preparam muito e sabem que não vão dizer tudo, mas a preparação permitirá que seja bem feito o que for comunicado;

j) Programar, se necessário, a realização de ensaio antecipado, gravando e ouvindo cada ensaio, até que se sinta satisfeito com os resultados, obtendo desta forma maior segurança no ato da apresentação;



k) Prever a distribuição do material didático sempre no final, a não ser que seja necessária a utilização deste para acompanhamento.

Execução: A execução de uma exposição se processa através das seguintes fases:

Introdução: Os ouvintes terão uma visão global do assunto, preparando-se para ouvi-lo e poderem analisá-lo. É o momento em que:

  • São apresentados os objetivos da exposição;

  • São apresentados os conteúdos a serem expostos, relacionando-os com conhecimentos anteriores dos ouvintes e explanando possíveis formas de utilização;

  • É verificado se os ouvintes tem o domínio dos pré-requisitos necessários para a compreensão do assunto.

Desenvolvimento: É a fase onde os conteúdos são apresentados aos ouvintes, devendo o expositor observar as seguintes qualidades básicas:

Para conseguir esta qualidade é necessário:

  1. Fazer um plano, um esquema de apresentação;

  2. Quem não tem prática, não deve confiar na memória nem na improvisação;

  3. Conhecer o tema de maneira muito mais ampla e profunda do que se pretende comunicar;

  4. Não se preocupar dramaticamente em dizer tudo o que preparou. Os oradores experientes sabem que, do que preparam falam em média 70% a 80%, o restante é improvisação;

  5. Usar linguagem adequada aos ouvintes;

  6. Ilustrar as apresentações com material didático variado;

  7. Incentivar a participação do público em cada item apresentado e no final, discussão do tema global.

  • Paciência

Sem demonstrar ofegante ou fraqueza, a paciência é útil quando representa a soma da tolerância, compreensão e sabedoria.

    • Discorrer de Maneira Interessante

O expositor, para falar de maneira cativante deve:

  1. Manter a voz em altura e intensidade conveniente com o tamanho e acústica do recinto;

  2. Preocupar-se com a postura, gestos e expressão corporal;

  3. Modulação agradável com inflexões atinentes ao assunto principal, de modo a evitar a cadência monótona;

  4. Evitar os cacoetes verbais e demais vícios de linguagem. Corrigir os defeitos de fala. Por exemplo: voz nasal e gagueira psicológica;

  5. Intercalar durante a exposição, de maneira conveniente, situações pitorescas, engraçadas, humorísticas, a fim de quebrar a monotonia;

  6. Formular perguntas, mesmo que possam ter respostas mudas. As interrogações sempre motivam o raciocínio dos ouvintes;

  7. Quando possível, criar suspense, despertar a vontade para prestar atenção e esperar com ansiedade positiva a conclusão.

  • Desenvolver com Lógica a Argumentação

Cuidar para não cair em contradições, que acabam desacreditando o orador. Evitar deduções precipitadas. Respeitemos a lógica do ouvinte e sua argumentação.

  • Adaptabilidade

Devemos adaptar o plano aos tipos e temperamentos dos ouvintes, além de possuir um grande tato para jamais ferir o amor próprio do auditório.

  • Simplicidade

Falar com naturalidade e espontaneidade para ser entendido e não admirado. Devemos usar palavras simples, comuns, adequadas ao tema, ao grupo e ao momento.

  • Entusiasmo

Comunicar sem entusiasmo dificilmente conseguirá contagiar um grupo.

Conquistar a Simpatia dos Ouvintes

Para comunicar bem, antes de tudo é preciso aprender a comunicação consigo. Para haver comunicação eficiente com os outros, é preciso que o comunicador desenvolva a auto-comunicação.

Outra barreira à comunicação, é a tendência de algumas pessoas julgarem, apreciarem, desaprovarem ou “picharem” dramaticamente as afirmações dos outros.

Ainda outro obstáculo, seria ter sentimentos negativos com relação à pessoa ou grupo com que se está comunicando. Uma forma de superar estas e outras barreiras é o hábito da empatia, na qual o indivíduo se coloca no lugar, no ponto de vista do outro ou outros, captando suas ideias e motivações.



Mediante a uma apresentação ou qualquer tipo de explanação, o importante é que nossas ações, gestos e posturas sejam naturais. Não existe técnica que possa ser mais importante que a naturalidade. Para isto, é preciso buscar o auto- conhecimento, aprender a sentir o próprio corpo, saber do que ele é capaz, observar suas dimensões e seus limites, ter consciência da sua força para identificar o pensamento e o sentimento e descobrir suas possibilidades de expressão, verificar como ocorre o movimento dos braços, das mãos, das pernas, da cabeça, enfim, sentir como age e reage o próprio corpo e aí sim, gesticular bem.

A postura também é de muita importância em uma apresentação, pois a postura e as atitudes antes de falar, poderão predispor o ânimo dos ouvintes de forma favorável ou contrária à apresentação.



  • As Pernas

As pernas dão sustentação ao corpo e podem, dependendo do posicionamento, tornar a postura um elemento positivo na sua comunicação ou, ao contrário, ser um fator tão desfavorável que poderá destruir a apresentação.

  • Erros Mais Comuns

  1. Movimentação desordenada;

  2. Apoio incorreto;

  3. Cruzamento dos pés em forma de “x” (quando sentado);

  4. Animal enjaulado;

  5. A gangorra;

  6. Rigidez;

  7. Cruzar e descruzar;

  8. Espreguiçadeira.

  • A Posição Correta em Pé

A sugestão é que fique de frente para o público, posicionado sobre as duas pernas, possibilitando bom equilíbrio ao corpo. Para evitar o cansaço provocado por esta postura num tempo prolongado, jogue o peso do corpo sobre uma perna, ora sobre outra, sem que o auditório perceba, bastando para isso flexionar levemente uma das pernas, sem quebrar a elegância da postura.

O deslocamento das pernas precisa seguir a inflexão da voz e o ritmo, a cadência e a velocidade da fala. Se a frase for pronunciada com velocidade mais intensa, o movimento das pernas para se aproximar ou recuar também deverá ser mais rápido, se, ao contrário, a velocidade das palavras for mais lenta, o movimento das pernas também terá de ser mais vagaroso.



  • A Posição Correta Sentado

Quando você fala sentado, poderá colocar os dois pés no chão, demonstrando firmeza na atitude e permanecendo esteticamente correto, ou cruzar uma perna sobre a outra, deixando as costas encostadas e o pé da perna que fica por cima, sem apoio. A postura também não precisa ser uma ou outra, você deverá alterar a posição das pernas até para não se cansar.

  • Braços e Mãos

O importante, como já foi dito, é que se preze a naturalidade. Mas, devemo-nos ater ao excesso ou à falta de gesticulação.

  • Erros Mais Comuns

  1. Mãos atrás das costas;

  2. Braços cruzados;

  3. Gestos abaixo da linha da cintura;

  4. Gestos acima da linha da cabeça;

  5. Apoiar-se sobre a mesa, cadeira, etc..

  • Postura para Ler em Público

Primeiro ponto a ser considerado na postura para ler em público, é como segurar o papel. Segure o papel elegante, não muito baixo, para que possa ser lido, nem muito alto, para que não esconda o seu rosto dos ouvintes. Conserve-o na parte superior do peito, se a folha de papel serve apenas como um roteiro numa apresentação, ou se a fala for mais embaixo, entre a linha da cintura e a parte inferior do peito.

  • Detalhes que Sobressaem

Pulseiras reluzentes, grandes anéis e outros objetos que sobressaiam muito aos olhos da plateia, costumam desviar a atenção, tirando a concentração dos ouvintes. Se um desses detalhes estiver atrapalhando a sua exposição, não tente escondê-lo durante a apresentação, retire-o antes de falar.

Com referência às roupas, é importante que estejam de acordo com o seu estilo, mas que corresponda também à expectativa dos ouvintes.



  • Comunicações Verbais Eficientes

Todo mundo fala, mas as pesquisas tem demonstrado que poucos comunicam. Uma boa parcela das pessoas finge prestar atenção. Os que realmente conseguem comunicar são os eloquentes. A palavra é normalmente uma faculdade comum, quando tem eloquência.

Já verificamos que as comunicações verbais eficientes estão baseadas na lógica e na dialética, e seu fim principal é convencer pela análise ou discussão dos fatos e de ideias.



Recursos Áudio Visuais

Os recursos áudio visuais facilitam as comunicações verbais eficientes, pois, as pessoas têm memória visual. Pesquisas demonstram que conseguimos captar 11% do que ouvimos e 83% do que vemos e ouvimos. Portanto, durante o desenvolvimento de uma apresentação devem ser empregadas imagens fixas ou móveis, sonorizadas ou não, além de recursos empregados com o propósito de ilustrar da melhor forma possível o tema exposto.



Recursos visuais:

  1. Quadro de escrever ou quadro de giz;

  2. Cartazes;

  3. Flip-Chart;

  4. Projetor de slides(data-show).


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