Tempos de capanema, de Simon Schartzman, Helena Maria Borneny e Vanda Maria Costa



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RELAÇÃO E SINOPSE DOS LIVROS DA

BIBLIOTECA FERNANDO TUDE DE SOUZA

(2009)
A - Livros sobre rádio e sobre programas de rádio

B - Manuais

C - Revistas

D - Comunicação

E - Música popular brasileira

F - Música clássica

G - Jazz e adjacências

H - Homens públicos / História

I - Radioteatro/ Teatro/ Ficção

J - Fitas k7 Rádio

L - Scripts Rádio

M - Monografias e teses

N - CDs

O - Vídeos

A
A1 - Tempo vida poesia (confissões no rádio), por Carlos Drummond de Andrade. O livro reúne a transcrição de oito programas dominicais realizados na década de 50, na antiga PRA-2, Rádio Ministério da Educação (hoje Rádio MEC), em que o poeta rememora fatos de sua vida literária, com ajuda de Lya Cavalcanti, jornalista famosa por sua luta em defesa dos animais.

.

A2 - Quadrante 1 - seleção de 70 crônicas, 10 de cada autor, escritas por Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga, para o programa do mesmo nome, que ia ao ar na Rádio MEC, na década de 60. 186 páginas e informações bio-bibliográficas dos autores.


A3 - Quadrante 2 - seleção de 70 crônicas, 10 de cada autor, escritas por Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga, para o programa do mesmo nome, que ia ao ar na Rádio MEC, na década de 60. 208 páginas e informações bio-bibliográficas dos autores, no final.

A4 - Teleducação ou educação a distância - fundamentos e métodos, por Juan E. Diaz Bordenave

Neste livro, publicado em 1987, pela Vozes, o especialista paraguaio traça um pequeno histórico da educação à distância ( do texto escrito até o Rádio e a TV ), enuncia as características da teleeducação e dos métodos radiofônicos mais utilizados, bem como as muitas aplicações da teleeducação .

Faz referências ao MEB ( Movimento de Educação de Base ), à ALER ( Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica ), à Universidade Aberta de Londres e à UNED ( espanhola ).

Relata também experiências na China, Venezuela, México, Costa Rica, e Argentina.

De particular interesse é o capítulo 5 sobre a Teleeducação no Brasil, com uma breve história, incluindo o Projeto Minerva. 77 páginas
A5 - Rádio - inspiração, transpiração e emoção, por Ciro César

Com 116 páginas e 30 fotografias com má definição, o livro é pouco profundo. Nele o autor procura passar sua experiência profissional de locutor com algumas noções de " fonoaudiologia" e técnica de locução, bem como do funcionamento de um estudo radiofônico, uma breve e superficial história do veículo, um capítulo sobre os tipos de profissionais do rádio, e dicas para produção de programas


A6 - A Rádio, por Yves Lavoinne

Com 116 páginas e 30 fotografias com má definição, o livro é pouco profundo. Nele o autor procura passar sua experiência profissional de locutor com algumas noções de " fonoaudiologia" e técnica de locução, bem como do funcionamento de um estudo radiofônico, uma breve e superficial história do veículo, um capítulo sobre os tipos de profissionais do rádio, e dicas para produção de programas



A7 - Jovem PAN, 50 anos , por Álvaro Alves de Faria, 322 páginas. Com quadro cronológico no início, apêndice central com mais de 50 fotos dos principais contratados da emissora, e transcrição de alguns documentos, como a Ata de constituição da rádio e o decreto concedendo permissão de funcionamento. A tônica, no entanto, são os depoimentos, tanto de pessoas que participaram da inauguração como das que eram veteranas, na época da realização do livro. Dias Gomes, Mário Lago, Oduvaldo Vianna, Randal Juliano, Hebe Camargo e Julio Cosi são alguns deles. Uma curiosidade adicional, para estes tempos de enxugamento de quadros e demissões, é a relação, no final do livro, dos 316 contratados, na época (1994).
A8 - História da Comunicação (Rádio e TV no Brasil), por Maria Elvira Bonavita Federico, 166 páginas.

Este livro, de 1982, apesar de conter muitas informações superadas (dados sobre programação e audiência, por exemplo), é bastante completo no que diz respeito à história do rádio e da televisão, pois se reporta à conformação inicial e ao surgimento dos veículos de comunicação no país, de forma cronológica, dando uma visão panorâmica das características que eles foram ganhando ao longo do tempo. Nele, podemos encontrar dados a respeito dos diversos sistemas nacionais de radiodifusão (Europa, África e EUA), e informações detalhadas sobre a estrutura do Sistema de Radiodifusão Brasileiro, na época.




A9- Rádio Educativo no Brasil, um estudo (1976), 167 páginas.

Trabalho elaborado por equipe do Centro Nacional de Recursos Humanos do IPEA/IPLAN, com a finalidade de realizar um diagnóstico da utilização do rádio-educativo no Brasil, durante os anos de 1970 e 1971, contendo dezenas de tabelas. São analisados aspectos teóricos e práticos do Rádio Educativo e as características das entidades envolvidas (Movimento de Educação de Base - MEB; Fundação Educacional Padre Landell de Moura - FEPLAM; Fundação Padre Anchieta; Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia - IRDEB; e Projeto Minerva). O livro também aborda as atividades desenvolvidas pelo sistema de rádio educativo brasileiro e apresenta conclusões e recomendações baseadas nos dados que foram examinados.


A10 – Gênero e Comunicação - o masculino e o feminino em programas populares de rádio, por Maria Inês Detsi de Andrade Santos.

Tese de doutorado da autora, este livro, de 176 páginas, analisa o universo de programas radiofônicos cearenses que dramatizam a violência e a sexualidade, bem como a participação do público desses programas, através do telefone, por cartas ou pela própria presença nos estúdios de gravação, dando opiniões ou relatando casos.


A11 – Rádios Livres, a reforma agrária no ar, por Arlindo Machado, Caio Magri e Marcelo Masagão

Com 184 páginas, ilustrações, prefácio de Felix Guattari e bibliografia sumária no final, este livro, apesar de datado (1987), ainda é o melhor a respeito do tema, com um bom apanhado histórico sobre as rádios livres européias e latino-americanas. Além da defesa desse tipo de radiofonia, o livro contém cópias de manifestos de várias emissoras piratas (Rádio Teresa, Rádio Totó, Rádio Ítaca, Rádio Trip, etc.), e roteiros de três intervenções radiofônicas da Rádio Xilik.


A12 – No Ar o Sucesso da Cidade, por Fernando Mansur

Trata-se de um trabalho escolar do autor, quando aluno de Comunicação da UFRJ, transformado em livro, em 1983. Com apenas 83 páginas ( não teria 50 se excetuássemos as ilustrações, a apresentação e o prefácio), o livro, bastante auto-referente, é superficial e só está no acervo da Biblioteca porque seu objetivo é a reunião de tudo que foi publicado sobre o assunto rádio, no país, independentemente da qualidade do conteúdo.


A13 – Senhores ouvintes, no ar... a cidade e o rádio, por Fábio Martins

Com 140 páginas e cerca de 20 ilustrações, o livro, editado em 1999, enfoca a formação e profissionalização do autor (que foi locutor e radiorepórter ), e o meio cultural de Belo Horizonte a partir dos anos 20. Fica, portanto, entre o memorialismo e a história. Seu mérito maior é o de ser o único livro, até agora, a narrar a chegada do rádio nas alterosas, e a esboçar a história das quatro emissoras mais relevantes da capital de Minas: as rádios Mineira, Guarani, Inconfidência de Minas e Itatiaia. Há um relato do trânsito de Noel Rosa pela cidade, durante seu tratamento de saúde, e uma relação dos principais radialistas mineiros.


A14 – Rádio e Pânico A Guerra dos Mundos, 60 anos depois, Organizado por Eduardo Meditsch. Com 237 páginas, 3 ilustrações (sendo 2 no estúdio da CBS), a íntegra do script original, traduzido, e um CD com a versão brasileira do programa que, em 1938, provocou pânico e até tentativas de suicídio entre os ouvintes que confundiram a ficção com a realidade. Sessenta anos depois, a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação reuniu, para analisar esse importante fenômeno de comunicação de massa, varios radialistas e pesquisadores de renome, como Luiz Carlos Saroldi, Gisela Ortriwano, Sônia Maria Vieira e outros, que escreveram a respeito dos recursos técnicos utilizados, o poder do rádio e o imaginário dos ouvintes americanos, trazendo novas explicações para o fenômeno.

A15 – A Onda Maldita - Como nasceu a Fluminense FM, por Luiz Antônio Mello. Em 228 páginas ( oito delas com fotos). O livro descreve, em detalhes, o nascimento da Rádio Fluminense FM, a "Maldita", uma das primeiras estações segmentadas do Brasil, especializada em música pop e rock (foi a primeira a dar destaque ao rock tupiniquim), sendo responsável pelo surgimento de vários novos talentos. Escrito pelo próprio idealizador da emissora, o livro, por sua característica confessional, traça também, paralelamente, o perfil de um radical aficionado pelo rádio ( o autor), seu trajeto profissional e suas experiências em outras emissoras.

A16 – O Rádio no Brasil , por Sônia Virgínia Moreira. Com 80 páginas (as oito finais ocupadas por vasta bibliografia), o livro está dividido em duas partes: o rádio desde os primórdios até a década de 70, e o perído seguinte, até 1991 (data da publicação). Na primeira parte, a autora consegue fazer, em apenas 15 páginas, um resumo abrangente da história do rádio brasileiro. Digno de leitura, também, é o capítulo sobre o modelo do radiojornalismo da época (página 46).

A17 – Bastidores do Rádio, por Renato Murce. Escrito por um dos mais famosos radialistas brasileiros, que durante 50 anos trabalhou nas mais importantes estações do Rio de Janeiro, criou inúmeros programas e lançou diversos artistas, este livro, com 165 páginas e 20 ilustrações (com pouca definição), conta a história do rádio brasileiro desde o seu nascimento (o autor era amigo de Roquette-Pinto) e também traça um esboço da vida brasileira desde a década de 20. De excepcional interesse é o apêndice com biografias ou depoimentos de quase 70 dos grandes nomes que fizeram o nosso rádio.
A18 – A informação no rádio - os grupos de poder e a determinação dos conteúdos, por Gisela Swetlana Ortriwano.

Com 117 páginas e cerca de 30 quadros demonstrativos (de audiência, de distribuição de emissoras pelo país, etc.), este pequeno livro - que teve origem na dissertação de mestrado da autora - é um dos melhores até hoje escritos sobre o tema. Publicado em 1986, ainda é de grande utilidade para os profissionais e estudantes de comunicação. Enfocando inicialmente a história do rádio, a autora consegue resumir com objetividade os principais momentos de nossa saga radiofônica. Imperdível é o capítulo que trata dos aspectos essenciais das Leis de Informação. Mas o ponto alto do trabalho é, realmente, o trato da informação jornalística, com uma análise aprofundada das duas naturezas dos informativos audiovisuais ( TV e rádio), e a apresentação de um quadro que permite considerar os fatores e os grupos que interferem na determinação dos conteúdos dos programas informativos.



A19 – Rádio, produção - realização - estética, por Fernando Curado Ribeiro.

Com 234 páginas, este livro, editado em Portugal, em 1964, embora defasado quanto à abordagem técnica, continua atual no que toca à parte conceitual. Os conceitos emitidos no capítulo "Rádio e Cultura", por exemplo, continuam na ordem do dia. O autor dedica todo um capítulo ao estudo e apreciação do ouvinte, tecendo considerações e detalhando as conclusões da famosa pesquisa realizada na França, em 1951, que caracterizou os principais tipos de ouvintes, seus hábitos e preferências. Importante também é o longo capítulo dedicado ao radioteatro, contendo inclusive o script do radiodrama "Maremoto". O livro contém várias ilustrações, com destaque para a série de sinais manuais de comunicação entre os técnicos e demais participantes.



A20 – Seis décadas de técnicas e criatividade do rádio brasileiro (antes e depois da TV) , por Rogério Morais.

Um título grande para este pequeno livro de 113 páginas (conseguidas às custas do velho expediente de apor folhas em branco separando capítulos e uma vintena de fotos pouco expressivas). Fruto de uma monografia premiada em concurso da antiga FUNTEVÊ, o livro repisa informações gerais sobre o início do rádio, a fase de ouro, os humoristas, etc., com a curiosidade de mostrar a repercussão de certos programas e anúncios no Ceará (terra do autor), como o caso da propaganda dos "reguladores" femininos. De interesse real, no entanto, é a transcrição, na página 91, do Código de Ética da Radiodifusão (de setembro de 1980).



A21 – Grandeurs et faiblesses de la rádio. Escrito por Jean Tardieu, com a colaboração de Chérif Khaznadar e contendo textos de 5 outros especialistas de diferentes países, este livro, editado em francês pela Unesco, em 1969, trata da evolução e da função criativa da radiofonia na sociedade contemporânea, examinando, paralelamente, o impacto das novas técnicas de expressão sobre a criatividade artística e as possibilidades de comunicação que elas oferecem ao grande público. Tomando partido na velha querela a respeito de o rádio ser ou não ser arte, o autor, o poeta e dramaturgo Jean Tardieu, não hesita em afirmar que o rádio "é uma arte pelo fato de possuir uma linguagem, uma técnica e meios que lhe são próprios" .

Capítulos importantes: "Literatura e rádio", "Poesia e rádio" e "Por um museu do som e da imagem".



A22 – Cruelândia. Brochura de 149 páginas publicada pelo Instituto Goethe, com o texto bilíngüe (alemão-português) da peça de Hubert Wiedfeld "Crueland". Não deixe de ler o prefácio de Paul Schultes, questionando a atualidade da peça radiofônica e lançando luz sobre as trajetória do gênero na Alemanha, desde os anos 50, quando o radioteatro ocupou o lugar mais destacado na produção literária alemã. A peça, em si, detentora do prêmio Itália 1972, explora as possibilidades do som estéreo e é escrita em duas colunas, com o objetivo de localizar, na página, as falas e os efeitos que serão ouvidos à direita ou à esquerda.

No final, como apêndice, um protocolo da produção da versão brasileira da peça, com fotografias e um mapa da colocação dos microfones utilizados. Não possuímos, infelizmente, tal gravação.



A23 – La radio et l'éducation de base (dans les régions insuffisamment développées) , par J. Grenfell Williams. Coleção de estudos publicada pela UNESCO sobre problemas de comunicação de massa. Este volume, editado em francês, em 1950, tem 163 páginas e está dividido em duas partes. Na primeira, aborda as experiências que estavam sendo realizadas naquela época, em vários países subdesenvolvidos; e, na segunda parte, trata das técnicas radiofônicas a serviço da educação de base. Nesta parte, encontramos scripts de diversas transmissões, equipes e custos. Vale conferir o artigo a respeito da experiência brasileira, assinado por Fernando Tude de Souza.

A24 – Histórias que o rádio não contou, por Reynaldo C.Tavares. Contendo 309 páginas, centenas de ilustrações e acompanhado de 2 CDs com trechos de transmissões significativas (Roquette-Pinto, Casé, etc), este livro, publicado em 1999 e informando, na capa, que pretende desvendar a radiodifusão no Brasil e no mundo, este livro tem altos e baixos. O principal problema reside talvez no fato de que, apesar de respeitar a cronologia e focalizar os principais responsáveis pelo surgimento e evolução do veículo, o autor não é um historiógrafo. Vale a consulta, no entanto, pelas diversas listas que contém: das rádios implantadas no país (de 1930 a 1960), de cantores, cronistas, comentaristas, radiorreporteres (sic) e outros profissionais do rádio. Mas a lista mais curiosa é a dos 36 profissionais da Rádio Nacional demitidos pelo Gal. Castelo Branco. Há outros documentos importantes, como a cópia da patente do transmissor de ondas inventado pelo padre Landell de Moura (que o autor sustenta ser o verdadeiro inventor do rádio), e a ata de fundação da ABERT.
A25 – Rádio Nova, Constelações da radiofonia contemporânea. Publicada pelo curso de Rádio e TV da ECO - Escola de Comunicação da UFRJ, esta brochura, organizada por Líliam Zaremba e Ivana Bentes, agrupa, nas suas 169 páginas, ensaios sobre o som e o rádio, assinados por artistas do porte de Bill Viola e Arthur Omar, e especialistas como a própria Líliam Zaremba. Além disso, na parte final do livro, encontramos a tradução de Guerra dos Mundos e, também, uma coletânea de opiniões sobre áudio e rádio.
A26 – Rádio Nova, Constelações da radiofonia contemporânea. Publicada pelo curso de Rádio e TV da ECO - Escola de Comunicação da UFRJ, e organizada por Ivana Bentes e Liliam Zaremba, este volume, com 175 páginas, vem com textos selecionados com o objetivo de divulgar novas perspectivas em rádio, som e imagem. Um exemplo é o artigo de Regina Porto que, após um levantamento histórico no campo do som e da acústica, descreve uma série de novos possíveis campos, como os da dramaturgia sonora, do design sonoro e dos eletroclipes. Outro texto que merece ser lido é o de Murray Schafer, "O ouvido pensante", onde ele analisa a mitologia do som e da voz na cultura ocidental.
A27 – Rádio Nova, Constelações da radiofonia contemporânea.

Com 205 páginas, o 3º volume da série, organizada por Liliam Zaremba e Ivana Bentes, vem com textos sobre radioarte, sociedade da imagem, rádio na Internet, rádio digital, hipermídia, narrativa radiofônica, entre outros. Vale a pena conferir os artigos "O narrador no rádio", de Luis Carlos Saroldi; e "Glossolalias", de Sergio Penna e Wilson Sukorski.



A28 – No ar: PRK-30!, por Paulo Perdigão

Editado em 2003, o livro conta a história do mais famoso programa de humor do rádio brasileiro, desenhando também as biografias de seus dois principais comediantes: Lauro Borges e Castro Barbosa. O capítulo intitulado "Uma arte invisível" é notável pela análise do tipo de humor da dupla em comparação com o Gordo e o Magro. Apêndice com 7 scripts originais (que não obedecem ao formato padrão da lauda radiofõnica), além de discografia e filmografia dos dois comediantes. Com 204 páginas, e fartamente ilustrado, o livro vem com dois CDs contendo trechos selecionados de programas.


A29 – Liberdade de imprensa , de Carlos Rizzini.

Publicado para as comemorações do centenário do jornalista, o livro reúne, em suas 102 páginas, artigos do autor em defesa da liberdade da imprensa. Está cadastrado em nossa biblioteca porque Rizzini foi diretor da Rádio Ministério da Educação, no início da década de 50, fato que não foi consignado na pequena biografia que abre o volume. Os interessados em saber mais sobre o jornalista, podem consultar o número 28 do informativo, O AMIGO OUVINTE, em nossa Biblioteca.


A30 – Medio siglo de radio Huesca - recuerdos de una emisora, por Gabriel E.Monterde. Escrito em espanhol, com 134 páginas e dezenas de ilustrações, o livro conta a história dos primeiros 50 anos desta rádio espanhola, fundada em 1933.
A31 – O programa Gil Gomes - A justiça em ondas médias, por Maria Tereza P. da Costa. Com 156 páginas, este livro analisa o programa radiofônico Gil Gomes, gênero policial, abordando os temas "industria cultural" e "violência urbana". Pesquisando os arquivos do programa e debruçando-se sobre uma correspondência de 3000 cartas, a autora consegue discutir e relativizar algumas idéias preconcebidas sobre a passividade dos ouvintes frente às mensagens do programa. Há vários casos transcritos tal como estão nos roteiros do apresentador. Vale uma leitura.
A32 – O Sucesso Continua, por Fernando Mansur

Um livro que só está em nosso acervo porque a proposta da Biblioteca Tude de Souza é a de reunir tudo que foi escrito sobre rádio, sem considerações qualitativas. Trata-se de mais um trabalho escolar do conhecido locutor, quando era aluno de Comunicação da UFRJ, com o objetivo, ao que parece, de contar pontos nas provas de títulos. Para ser transformado em livro, o texto recebeu acréscimo de dedicatória, epígrafes, prefácio, apresentação, introdução, ilustrações, citações e uma conclusão final, além do recurso das meias-páginas em branco, para conseguir somar 103 páginas e permitir uma lombada razoável. Quem quiser conferir a qualidade pode ler, por exemplo o primeiro capítulo, na página 19, em que o autor vai de Platão a Belchior em poucas frases, ou, ainda, o bestialógico contido na página 21.



A33 – Educação a distância - a tecnologia da esperança, por Arnaldo Niskier. Editado em 1999, o livro é um dos mais atualizados sobre o tema, traçando um panorama da EAD no país e no mundo, mostrando de que maneira ela se insere na legislação brasileira, e especulando a respeito do seu futuro em relação às novas tecnologias (computador, Internet, etc.). Das suas 416 páginas, 14 são destinadas à experiência do Projeto Minerva, gerado principalmente pela Rádio MEC dos anos setenta.
A34 – Rádio no Brasil, tendências e perspectivas. Sob a organização de Sônia Virgínia Moreira e Nélia R. Del Bianco, que também comparecem com dois dos treze ensaios selecionados - uma abordando as inovações tecnológicas

no Rádio e, outra, a radiofonia na Internet -, o volume, editado em 1999, cobre várias lacunas de conhecimento em relação a fatos e fases do rádio brasileiro. Entre os outros textos, todos de interesse, há dois de muita importância para os historiadores, pois tratam do Rádio em Blumenau e em Santa Catarina. 232 páginas.


A35 – A bola no ar e o rádio esportivo em São Paulo, por Edileusa Soares. Com 116 páginas, o livro trata da estreita relação que existe, desde 1931, entre o rádio e o futebol, em nosso país. Partindo das primeiras narrações de jogos, feitas em São Paulo, a autora traça um panorama da história do rádio esportivo brasileiro, valendo-se de entrevistas com veteranos radialistas, e faz uma comparação entre os diversos estilos de narração, desde Nicolau Tuma, o primeiro locutor, até os tempos atuais.
A36 – Rádio, o veículo, a história e a técnica, por Luiz Artur Ferraretto.

Com 376 páginas, incluindo vasta bibliografia além de outras fontes consultadas, como arquivos de som e imagem e endereços corporativos, este livro, publicado em 2000, é um dos mais abrangentes estudos já feitos sobre o tema. Além de contar a história da radiodifusão, o autor descreve o funcionamento de uma emissora, analisa os formatos radiofônicos e detalha as técnicas de redação, edição, reportagem, entrevista, produção, apresentação e locução. Além disso, oferece um guia de utilização da Língua Portuguesa, e descreve as categorias trabalhistas dos profissionais do rádio, com suas respectivas funções.


A37 – O rádio no Brasil há meio século. O título é equivocado pois, na verdade, esta edição especial da revista Antenna foi feita para comemorar os 50 anos da própria revista (1926 a 1976). Não obstante, a publicação tem muito valor, por rememorar, ano a ano, o desenvolvimento técnico do veículo e registrar a inauguração de várias emissoras. De especial interêsse para a biblioteca é o resumo, provavelmente escrito por Roquette-Pinto, sobre os três primeiros anos de funcionamento da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. 184 páginas.
A38 – Radiodifusão hoje, por Saint-Clair Lopes. Em 154 páginas, sem ilustrações, o veterano radialista desfia a história da radiodifusão, os progressos técnicos, a política da radiodifusão e o desenvolvimento da jusrisprudência firmada a respeito. O livro padece de problemas de revisão: a errata, ao final, relaciona quase cinquenta erros.

A39 – Rádio Nacional, o Brasil em sintonia, por Luiz Carlos Saroldi e Sonia Virginia Moreira. O melhor trabalho feito sobre a PRE 8, com 37 reproduções fotográficas, vários gráficos (sobre atuação dos principais produtores e músicos, sobre a distribuição da programação semanal, organograma da emissora, etc.), e vários anexos (sobre o acervo em poder da própria rádio e o que está sob a guarda do Museu da Imagem e do Som, etc.), bibliografia e índice onomástico.
A39a – Rádio Nacional, o Brasil em sintonia, por Luiz Carlos Saroldi e Sonia Virginia Moreira. Terceira edição, revista e aumentada, contendo o triplo das ilustrações e quase o dobro de páginas (224) da edição original. Além dos capítulos revistos e que receberam novos títulos, o livro ganhou novo capítulo, no início (s0bre a urbanização e as primeiras emissoras) e o capítulo final foi acrescido de informações a respeito da reforma e inauguração das novas instalações da emissora, em 2004.
A40 – A radiodifusão educativa no Brasil, por Álvaro Salgado.

Livro raro, que pertenceu ao antigo Museu da PRA-2, resgatado no depósito da Penha pela SOARMEC. Com 120 páginas e prefaciado por Fernando Tude de Souza, o livro contém um preâmbulo sobre comunicação em geral, a invenção do Rádio, e mais 11 capítulos sobre: os primórdios da radiodifusão brasileira; cópias de documentos da Rádio Sociedade; o movimento onicial em prol do rádio educativo; a Rádio Escola Municipal; o SER; o DIP; a Universidade do Ar;

e o rádio educativo nos estados de São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro.
A41 – Rádio em transição, por Sonia Virgínia Moreira

Publicado em 2002, este livro - originalmente tese de doutorado da autora, defendida na USP-São Paulo, em 1999 - aborda as tecnologias e leis da radiodifusão, nos EUA e no Brasil. Partindo da pré-história da radiofonia e das leis pioneiras que o veículo tornou necessárias, Sonia Virginia chega até a década de 90, sempre intercalando, historiografia e jurisprudência. Merece atenção as 22 páginas de referência bibliográficas e os anexos contendo o Projeto da Lei de Comunicação Eletrônica de Massa.


A42 – Rádio palanque, por Sonia Virginia Moreira

Publicado em 1998, este livro historia, em suas 172 paginas, a relação entre a radiofonia e a política, desde o advento do rádio até o final do século, mostrando a trajetória veículo em momentos distintos da história nacional, tentando mostrar como foram eleitos muitos políticos que hoje atuam no ramo da radiodifusão.


A43 Como falar e escrever certo, por Otacílio Rainho

O autor, responsável pelas aulas do Curso Prático de Português do "Colégio do Ar" (programa educativo que ia ao ar de março a dezembro, pela PRA-2), era professor de Português e de Francês, e médico, também. Escreveu vários livros didáticos. Este, reune 40 scripts do programa acima citado.


A44 – Desafios do rádio no século XXI, organizado por Sonia Virginia Moreira e Nélia Del Bianco

Possivelmente o primeiro livro sobre as perspectivas do veículo, no século XXI. Com 16 textos de diferentes autores, abordando tecnologia, legislação, rádio digital, radiojornalismo em tempo de internet, rádios comunitárias no novo milênio, etc. 250 páginas.


A45 – Jornalismo de rádio, por Mauro Felice.

Editado em 1981, este pequeno livro (142 páginas) é eminentemente prático, contendo regras, critérios, dicas e "manhas" profissionais, úteis mesmo aos que não são iniciantes no ofício, como é o caso do capítulo sobre locução, emissão e colocação da voz. Além de abordar também o jornalismo esportivo, o autor ensaia uma pequena história dos grandes informativos do nosso rádio e elabora um apêndice com 34 pequenas biografias de radiojornalistas brasileiros. Nota: nosso exemplar contém uma errata colada na primeira página.


A46 – La radiocomunicación al servicio de la educación de adultos, por Ignacy Waniewicz.

Editado em 1972, pela UNESCO, com o objetivo de orientar o emprego do rádio e da TV na educação de adultos. Voltado para os produtores de rádio e para os pedagogos encarregados e elaborar planos de estudo e metodologia docente, o livro interessa, principalmente, aos que estão dando os primeiros passos na utilização do rádio como veículo para educar adultos. Possibilidades e limitações educacionais do veículo, métodos e enfoques pedagógicos e dados sobre a reação do público-alvo, são alguns dos capítulos. Nas páginas 22 a 26, há relatos breves sobre as "escolas do ar" do Japão, da Alemanha, do Brasil e da Inglaterra. Escrito em espanhol.


A47 – Radiojornalismo no Brasil – dez estudos regionais, por Gisela Swetlana Ortriwano(Org.). Gisela Ortriwano foi uma das primeiras pesquisadoras a desenvolver estudos acadêmicos sobre o rádio. Este livro é fruto de um projeto desenvolvido, na década de 80, pelo Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicação e Artes da USP. Em 1986, com o apoio da CAPES, pela primeira vez se reuniu professores, profissionais e pesquisador de oito estados brasileiros para repensar o rádio. As monografias resultantes desse encontro geraram este livro. 138 páginas.
A48 – Radiodifusão, meio século a serviço da integração nacional (1922-1972), por Saint Clair Lopes.

Considerando que o início da radiodifusão brasileira começa em 7 de setembro de 1922, este pequeno livro editado para ABERT contém um dos melhores relatos das primeira irradiação feita no Brasil, durante as comemorações do centenário da independência. O autor também discorre sobre as primeiras emissoras internacionais, os pioneiros no Brasil, o início da Televisão, os organismos internacionais e nacionais, bem como a genealogia e funcionamento da própria ABERT. 54 páginas e 3 ilustrações.


A49 – Franceses, nós cremos em vós (programas da PRA-2)

Com o objetivo de levantar a moral dos franceses que aqui moraram ou se refugiaram durante a 2ª Guerra Mundial, o programa Franceses, nós cremos em vós foi transmitido de setembro de 1943 até pouco depois da libertação (outubro de 1944), num total de 52 audições. Produzido por Beatrix Reynal, poetisa francesa, o programa era dividido em partes, uma dedicada às artes em geral, outra à música francesa (com críticas quase sempre feitas por Eurico Nogueira França) e de uma parte literária, justamente a que compões este volume. Há textos assinados por Roquette-Pinto, por seu filho Paulo, por Jorge de Lima, e Austregésilo de Athayde, entre outros. 203 páginas.




A50 – Na rolança do tempo, por Mario Lago


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